Autor: admin

  • Nikolas Ferreira pede permissão a Moraes para visitar Bolsonaro

    Nikolas Ferreira pede permissão a Moraes para visitar Bolsonaro

    O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) enviou um pedido ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) para visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro em Brasília, onde cumpre prisão domiciliar. Além do parlamentar, também enviaram pedidos semelhantes o deputado estadual Bruno Engler (PL-MG) e o presidente do PL de Goiás, Fred Rodrigues.

    Nikolas sugeriu que os encontros aconteçam na terça (12) ou quarta-feira, em condições previamente explicadas para evitar “quaisquer dúvidas e ou imprecisões” sobre como prosseguir com o encontro.

    Nikolas planeja encontrar Bolsonaro na terça (12) ou quarta-feira (13).

    Nikolas planeja encontrar Bolsonaro na terça (12) ou quarta-feira (13).
    Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

    Agenda de visitas

    Bolsonaro está em prisão domiciliar desde a última segunda-feira (4) por determinação de Moraes, que apontou descumprimento reiterado de medidas cautelares. Entre as restrições estava a proibição de usar redes sociais, de forma direta ou por terceiros. A ordem foi expedida após o ex-presidente aparecer por vídeo em uma manifestação no Rio de Janeiro.

    As visitas precisam de autorização prévia do STF e acontecem somente entre 10h e 18h. O primeiro a comparecer foi o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que o visitou na quinta-feira (7). No mesmo despacho, foram autorizados a vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão, e os deputados Junio Amaral (PL-MG), Marcelo Moraes (PL-RS) e Luciano Zucco (PL-RS).

    Também já foram autorizados encontros com o empresário Renato de Araújo Corrêa e os deputados Domingos Sávio (PL-MG), Joaquim Passarinho (PL-SP), Capitão Alden (PL-BA) e Júlia Zanatta (PL-SC). Bolsonaro também foi autorizado a receber familiares seus e de sua esposa, Michelle Bolsonaro, no domingo de Dia dos Pais.

    O único pedido negado até o momento foi do deputado Gustavo Gayer (PL-GO), que é investigado em inquérito ligado a condutas atribuídas a Bolsonaro.

  • Governo corta 43% das emendas parlamentares previstas para 2025

    Governo corta 43% das emendas parlamentares previstas para 2025

    O governo federal reduziu em 43% o valor das emendas parlamentares que poderão ser pagas em 2025. Dos R$ 81,4 bilhões aprovados pelo Congresso Nacional, apenas R$ 46,4 bilhões devem ser liberados. O corte, de R$ 35 bilhões, atinge todas as modalidades de emenda, com maior impacto sobre as de comissão e de bancada.

    Os números constam de nota técnica da Consultoria de Orçamentos do Senado (Conorf), que analisou o Decreto 12.566, assinado pelo presidente Lula e publicado no fim de julho. O texto define o cronograma de execução orçamentária e financeira do Poder Executivo para o terceiro trimestre, impondo uma limitação de R$ 99,6 bilhões nas despesas passíveis de pagamento em 2025.

    Corte do governo atinge mais recursos de emendas do que de ministérios.

    Corte do governo atinge mais recursos de emendas do que de ministérios.Marcello Casal Jr./Agência Brasil

    Bloqueio mais duro para emendas do que para ministérios

    Quando se considera todo o orçamento federal, a restrição média é de 32,1%. Mas, no caso das emendas parlamentares, o bloqueio chega a 43%, percentual significativamente mais alto que o aplicado às programações do próprio Executivo, que tiveram redução de 28,2%.

    Para o consultor da Conorf Murilo Hinojosa, essa diferença se explica pelo peso maior dos restos a pagar nas emendas – despesas empenhadas em anos anteriores, mas ainda não liquidadas ou pagas.

    Segundo ele, como as emendas costumam financiar investimentos, estão mais sujeitas a entraves técnicos, atrasos de execução e contingenciamentos, o que exige uma limitação proporcionalmente maior.

    Modalidades mais afetadas

    Entre as quatro modalidades de emendas, as de comissão sofreram o corte mais severo: R$ 11,8 bilhões bloqueados, o que representa 54,1% do total previsto para 2025. Em seguida, vêm as emendas impositivas de bancada, com redução de R$ 9,3 bilhões (44%).

    As emendas individuais perderam cerca de R$ 9 bilhões (26,8%), enquanto as emendas de relator foram integralmente limitadas – nenhum centavo dos R$ 4,9 bilhões previstos poderá ser pago.

    Cortes também atingem ministérios

    O decreto não se restringe às emendas parlamentares. As pastas do Executivo também tiveram cortes expressivos. Em valores absolutos, Saúde e Educação lideram, com R$ 14,6 bilhões e R$ 11 bilhões de restrição, respectivamente.

    Em termos proporcionais, os maiores impactos ocorreram no Ministério do Turismo (69,1%), Integração e Desenvolvimento Regional (55,2%) e Agricultura e Pecuária (50,6%). No total, os órgãos do Executivo tinham R$ 228,8 bilhões previstos em pagamentos, mas perderam R$ 64,6 bilhões – redução de 28,2%.

    Bloqueio e faseamento

    O Decreto 12.566 também manteve um bloqueio de R$ 10,7 bilhões em despesas discricionárias, para garantir o cumprimento do teto de gastos estabelecido pela Lei Complementar 200/2023.

    Além disso, determinou um faseamento dos limites de empenho: até setembro, a autorização para novas despesas será de R$ 157,7 bilhões; em novembro, esse valor sobe para R$ 179,1 bilhões; e em dezembro, o limite volta ao total autorizado na Lei Orçamentária.

    Impactos setoriais do bloqueio

    O bloqueio de R$ 10,7 bilhões recaiu principalmente sobre:

    • Ministério das Cidades – R$ 2,49 bilhões;
    • Ministério da Saúde – R$ 1,8 bilhão;
    • Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional – R$ 1,46 bilhão.

    Quando se olha proporcionalmente ao orçamento discricionário de cada pasta, os mais afetados foram:

    • Turismo – corte de 20,2% do total previsto;
    • Integração e Desenvolvimento Regional – 18,5%;
    • Portos e Aeroportos – 14,7%.

    Equilíbrio fiscal e disputa política

    A limitação do pagamento de emendas ocorre em um contexto de busca por equilíbrio fiscal e controle do teto de gastos, mas também afeta diretamente a relação política do governo com o Congresso.

    As emendas são um dos principais instrumentos de negociação com a base parlamentar, e a restrição pode gerar tensões entre o Planalto e deputados e senadores, especialmente em um ano de votações estratégicas.

    Segundo a Conorf, a execução orçamentária de 2025 seguirá pressionada não apenas pela necessidade de cumprimento da meta fiscal, mas também pelo volume elevado de restos a pagar, que continuará influenciando a dinâmica dos cortes ao longo do ano.

  • MP do programa de bônus de desempenho do INSS perde efeito na terça

    MP do programa de bônus de desempenho do INSS perde efeito na terça

    A Medida Provisória 1296/2025, que instituiu em abril o programa de bônus de desempenho do Instituto Nacional do Seguro Social, pode perder efeito na terça-feira (12) se não for aprovada no Congresso Nacional. A iniciativa foi criada para reduzir a fila de perícias médicas e agilizar processos administrativos no órgão.

    O Programa de Gerenciamento de Benefícios mobiliza servidores do INSS e da Perícia Médica Federal em atividades extras para análise de requerimentos e revisões de benefícios. A meta é atender casos com mais de 45 dias de espera, processos com prazos judiciais vencidos e avaliações sociais ligadas ao Benefício de Prestação Continuada (BPC).

    Programa busca reduzir filas de perícias e acelerar atendimentos no INSS.

    Programa busca reduzir filas de perícias e acelerar atendimentos no INSS.
    Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

    Também estão previstas perícias em locais sem oferta regular do serviço ou onde a espera ultrapassa 30 dias. Os atendimentos podem ocorrer fora do expediente, inclusive à noite e em fins de semana, para acelerar a conclusão de demandas. Como incentivo, foi criado um pagamento extraordinário de R$ 68 por processo finalizado por servidores do INSS e de R$ 75 para peritos médicos federais.

    No Congresso, o texto foi aprovado na Comissão Mista em julho, sob relatoria da senadora Zenaide Maia (PSD-RN), com alterações como a criação de um Comitê de Acompanhamento para monitorar resultados e propor melhorias, e a obrigação de publicação trimestral de dados sobre processos analisados, perícias realizadas e impacto social.

    A proposta está pronta para votação no plenário da Câmara e, se aprovada, seguirá para o Senado. Sem a análise das duas Casas até terça, o programa poderá ser encerrado.

    Veja a íntegra do relatório da medida provisória.

  • Lindbergh aciona PGR contra deputados que ocuparam a Mesa Diretora

    Lindbergh aciona PGR contra deputados que ocuparam a Mesa Diretora

    O líder do PT na Câmara, deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), apresentou à Procuradoria-Geral da República uma representação contra os parlamentares que, na semana anterior, ocuparam em protesto a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados de modo a forçar o adiamento da abertura dos trabalhos da Casa no semestre.

    No documento, o petista alega que o grupo “tomou de assalto e sequestrou de forma ilícita e coordenada a Mesa Diretora do Plenário da Câmara dos Deputados, impedindo/restringindo o funcionamento regular de um Poder da República”.

    Deputado pede apuração sobre protesto que impediu a abertura dos trabalhos da Câmara.

    Deputado pede apuração sobre protesto que impediu a abertura dos trabalhos da Câmara.Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

    A ocupação ocorreu após a decisão judicial do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que determinou a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro. Deputados da oposição permaneceram no espaço reservado à presidência da Casa e exigiram a votação de proposta de anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023.

    Na representação, Lindbergh pede a abertura de inquérito para investigar a possível prática do crime de abolição violenta do Estado Democrático de Direito. O parlamentar sustenta que “não se tratou de simples manifestação política ou manobra regimental, mas de restrição material e absoluta ao funcionamento de um Poder da República”.

    O deputado também relembra que houve uso de força e bloqueio físico do espaço institucional, impedindo o acesso do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e de servidores. Segundo ele, a ação “a ocupação contou com comportamentos que revelam prévia articulação” com o objetivo de condicionar a Presidência da Casa à votação de projetos específicos.

    Em coletiva, Lindbergh declarou que “o que houve aqui na semana passada foi a continuidade do 8 de janeiro, foi o 8 de janeiro dos engravatados”. Ele disse ainda que a mobilização buscou “paralisar também as atividades legislativas” e que “essa semana não pode ser a semana da impunidade”.

    Veja a íntegra da representação.

  • Pollon propõe incluir tiro esportivo às modalidades do  Fundesporte

    Pollon propõe incluir tiro esportivo às modalidades do Fundesporte

    O deputado federal Marcos Pollon (PL-MS) apresentou o projeto de lei 3828/2025, que propõe incluir o tiro esportivo amador e profissional entre as modalidades listadas no Fundo Nacional do Esporte (Fundesporte). A proposta altera a Lei Geral do Esporte (Lei nº 14.597/2023) e prevê ações voltadas para difusão, capacitação, infraestrutura e incentivo à prática.

    No documento, o parlamentar argumenta que o tiro esportivo é “reconhecido pelo Comitê Olímpico Internacional, integra o calendário dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos e tem produzido medalhistas que orgulham o Brasil em diversas competições internacionais”. Segundo ele, o projeto “visa garantir acesso democrático à prática esportiva com armas de fogo, especialmente em regiões onde a estrutura privada ou profissional é inexistente”.

    O parlamentar afirma que a proposta também contribui

    O parlamentar afirma que a proposta também contribui “para a segurança pública e a redução de acidentes”.Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

    Pollon também defende que é ferramenta de “inclusão social, disciplina e desenvolvimento psíquico e motor” ao citar exemplos de países como Estados Unidos, Suíça e Finlândia, onde a modalidade é incentivada desde a infância. Para ele, o apoio estatal também contribui para segurança pública e redução de acidentes, formando cidadãos “mais conscientes, preparados e responsáveis quanto ao manuseio e guarda de armas de fogo”.

    Responsável por financiar atividades esportivas, o Fundesporte recebe recursos de 11 fontes dos Três Poderes. O acréscimo do tiro esportivo entre as modalidades não implicaria aumento despesa pública, mas a adequação dos valores que o programa já recebe.

    O projeto de lei será distribuído às comissões para análise.

    Veja a íntegra do projeto.

  • Dia do Advogado: veja quem são os parlamentares formados na área

    Dia do Advogado: veja quem são os parlamentares formados na área

    Em 11 de agosto de 1827, o imperador Dom Pedro I sancionou a lei que criou os dois primeiros cursos de Direito do Brasil: a Faculdade de Direito de Olinda (PE), mais tarde transferida para Recife, e a Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, em São Paulo, hoje integrante da USP. Até então, quem desejava se formar advogado precisava atravessar o Atlântico para estudar em universidades portuguesas, como a de Coimbra.

    A data, que completa 198 anos, passou a ser celebrada como o Dia do Advogado, símbolo da importância da profissão na defesa de direitos e na construção do Estado brasileiro. Entre estudantes, a comemoração ficou marcada pelo tradicional e controverso “Dia do Pendura”, quando calouros de Direito saíam para comer em restaurantes sem pagar, alegando se tratar de uma homenagem. A prática, hoje rara, é alvo de críticas e de ações judiciais.

    Cerca de 20% dos parlamentares têm formação na área do Direito.

    Cerca de 20% dos parlamentares têm formação na área do Direito.Freepik

    Formação recorrente no Congresso

    Quase dois séculos depois da criação dos cursos, o Direito continua a ser a formação mais comum entre os parlamentares brasileiros. Junto aos empresários, os advogados compõem a maior parte das bancadas na Câmara e no Senado. Um em cada cinco parlamentares se graduou na área ou fez a prova de habilitação profissional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Dos 594 congressistas, 121 (20%) têm formação na área.

    Segundo dados declarados à Justiça Eleitoral:

    • Na Câmara dos Deputados, 105 dos 513 parlamentares se identificam como advogados;
    • No Senado, 16 dos 81 senadores vieram da advocacia.

    Os números se aproximam dos registrados para empresários, que ocupam 107 cadeiras na Câmara e 17 no Senado.

    Pesquise abaixo quem são os deputados e os senadores advogados:

  • Teatro Nacional será palco do Prêmio Congresso em Foco

    Teatro Nacional será palco do Prêmio Congresso em Foco

    O Teatro Nacional Cláudio Santoro, em Brasília, sediará a homenagem aos deputados e senadores que mais se destacaram no exercício do mandato. O Prêmio Congresso em Foco 2025, tradicional solenidade da política brasileira, acontece em 20 de agosto, com transmissão ao vivo nas plataformas digitais.

    Marco da arquitetura e cultura brasiliense, o projeto de Oscar Niemeyer foi escolhido como palco da 18ª edição da premição para representar o formato inovador e a expansão de categorias. O objetivo é estimular a cidadania ativa e promover a qualidade da representação política.

    Saiba mais sobre o Prêmio Congresso em Foco.

    O prêmio celebra o bom mandato e contribui para a construção de um país mais justo, transparente e comprometido com o interesse público.

    O prêmio celebra o bom mandato e contribui para a construção de um país mais justo, transparente e comprometido com o interesse público.Arte Congresso em Foco

    Inovação

    Neste ano, os parlamentares concorrerão também em novas categorias temáticas, que passam a abranger áreas de Inovação e Tecnologia, Agricultura e Desenvolvimento Rural, Regulação e Acesso à Saúde, e Diplomacia Cidadã. A avaliação é feita por júri técnico, com representantes da academia, do setor produtivo, do terceiro setor e da equipe do Congresso em Foco.

    As consagradas categorias gerais continuam ainda reconhecerão os dez melhores deputados e os cinco melhores senadores, com premiação tanto pelo voto popular quanto pelo júri. Uma premiação separada ouvirá jornalistas especializados para eleger os três deputados e os três senadores com melhor desempenho na avaliação da imprensa.

    Também há espaço para valorizar parlamentares em primeiro mandato, por meio da categoria Parlamentar Revelação, além das categorias regionais, que apontam os nomes mais votados em cada região do país.

    Recorde de participação

    A edição de 2025 simboliza o fortalecimento da presença popular no processo. A votação alcançou 2,8 milhões de votos válidos, recorde histórico. Com esse resultado, o prêmio consolidou-se como o 15º maior colégio eleitoral do Brasil, superando o número de eleitores de estados como Amazonas, Distrito Federal e Piauí. A votação inédita via WhatsApp ajudou a ampliar o alcance da iniciativa.

    Para assegurar a integridade, o processo dos votos foi auditado em tempo real, com sistema especializado em identificar tentativas de fraude, como uso de e-mails temporários e atuação de robôs virtuais. A segurança digital tornou-se um dos pilares da credibilidade do prêmio, consolidado como referência da boa política no país.

    Mais do que uma cerimônia, o prêmio representa vigilância democrática, reforça o compromisso público e inspira novas lideranças no Congresso Nacional. Ao reconhecer mandatos exemplares e estimular a participação cidadã, o Prêmio Congresso em Foco reafirma sua função de elo entre sociedade e Legislativo.

    Conheça os apoiadores da 18ª edição do Prêmio.

    Conheça os apoiadores da 18ª edição do Prêmio.Arte Congresso em Foco

  • Lula e Alckmin ajustam plano de reação ao tarifaço imposto por Trump

    Lula e Alckmin ajustam plano de reação ao tarifaço imposto por Trump

    O presidente Lula e o vice-presidente Geraldo Alckmin se reúnem nesta segunda-feira (11), às 17h, no Palácio do Planalto, para acertar os últimos detalhes do plano de contingência contra as tarifas de 50% aplicadas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. A expectativa do governo é anunciar as medidas ainda hoje, antecipando a previsão inicial, que era até terça-feira (12).

    O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e outros integrantes da equipe econômica também devem participar do encontro. Segundo o Planalto, o objetivo do pacote é dar fôlego aos setores afetados pelo tarifaço, preservando empresas e empregos.

    Lula e Alckmin definem, com Haddad, medidas que serão adotadas para socorrer exportadores mais prejudicados com o tarifaço de Trump.

    Lula e Alckmin definem, com Haddad, medidas que serão adotadas para socorrer exportadores mais prejudicados com o tarifaço de Trump.Fátima Meira/Agência Enquadrar/Folhapress

    Pacote de medidas

    O plano deve incluir três frentes principais:

    • Linhas de crédito para empresas atingidas, destinadas a financiar investimentos e capital de giro;
    • Prorrogação por até dois meses no pagamento de tributos e contribuições federais, seguindo modelo usado na pandemia de Covid-19;
    • Compras públicas de produtos perecíveis, como peixes, frutas e mel, que acumulam estoques desde o anúncio da sobretaxa pelo presidente americano Donald Trump.

    Setores mais vulneráveis

    A sobretaxa, em vigor desde 6 de agosto, atinge cerca de 36% das exportações brasileiras para os EUA, equivalentes a US$ 14,5 bilhões em 2024. Entre os produtos mais afetados estão café, frutas, pescado e carnes.

    No último sábado (9), Alckmin destacou preocupação especial com a indústria de máquinas e motores, por serem itens mais difíceis de reposicionar no mercado internacional. “O produto commodity é mais fácil de encaixar em outro lugar. A indústria é mais específica, é mais difícil”, afirmou.

    Ajustes na agenda e urgência do plano

    Para participar da reunião com Lula, Alckmin cancelou compromissos que teria nesta segunda-feira em São Paulo, incluindo participação no 24º Congresso Brasileiro do Agronegócio e no lançamento do Programa de Qualificação para Exportação (PEIEX). Segundo a ApexBrasil, a mudança foi motivada por um “compromisso inadiável” em Brasília.

    A sobretaxa imposta por Trump inclui quase 700 exceções, como suco de laranja e aeronaves, que permanecem com a alíquota de 10% anunciada em abril. Ainda assim, o Planalto avalia que a medida afeta de forma significativa a balança comercial e exige resposta rápida para mitigar perdas.

  • “Emprego não é de direita nem de esquerda”, defende Silvio Costa Filho

    “Emprego não é de direita nem de esquerda”, defende Silvio Costa Filho

    O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, avaliou como “contraproducente” a combinação de agendas políticas e econômicas nas interações entre os Estados Unidos e o Brasil. Durante um evento realizado no Recife, ele afirmou que a maneira como os Estados Unidos aplicam o tarifaço resultará em consequências negativas para o emprego, mas que o Brasil já está se organizando para minimizar esses impactos, explorando novos mercados e destinos para seus produtos.

    Costa Filho participou, no último sábado (9), do seminário Esfera Infra, onde dividiu a mesa com os ministros das Cidades, Jader Filho, e da Controladoria-Geral da União (CGU), Vinícius de Carvalho.

    “Infelizmente, a decisão [dos EUA] foi misturada com a agenda de anistia, de interesse daqueles setores bolsonaristas mais radicais. Defender isso é contraproducente com o Brasil porque emprego não é de direita nem de esquerda. Emprego é do povo brasileiro. Estamos prejudicando milhares de empresas por conta dessa taxação”, declarou o ministro de Portos e Aeroportos.

    O ministro Silvio Costa Filho criticou as tarifas impostas pelos EUA e afirmou que o Brasil busca novos mercados para mitigar os efeitos do tarifaço.

    O ministro Silvio Costa Filho criticou as tarifas impostas pelos EUA e afirmou que o Brasil busca novos mercados para mitigar os efeitos do tarifaço. Rafael Vieira/AGIF/Folhapress

    Mercados alternativos

    Segundo o ministro, em menos de oito meses de governo Donald Trump, os EUA estão sendo “levados à recessão, aumento do desemprego e aumento da inflação, prejudicando a economia mundial”. Contudo, ele observou que a taxação imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros acabou por fortalecer a estratégia do Brasil de buscar mercados alternativos.

    “Em pouco menos de dois anos e meio, o governo Lula abriu mais de 390 novos mercados. Eu vejo essa decisão dos EUA como um momento de reflexão. Não gostaríamos que tivesse ocorrido, mas já que aconteceu, o próprio setor produtivo irá acelerar o que já estava em andamento ao abrir novos mercados com a Ásia, Europa e outros países”, afirmou.

    O ministro das Cidades, Jader Filho, expressou a expectativa de que surjam questionamentos internos no cenário norte-americano, visando a revisão das políticas externas adotadas por aquele país. “Tenho a impressão de que as grandes cabeças dos Estados Unidos pressionarão para que essa bola baixe, e que acabe essa loucura que está estabelecida na política internacional norte-americana”, comentou.

    Vinícius de Carvalho, também presente no evento, destacou que o governo Trump suspendeu algumas legislações americanas que previam punições a empresas dos EUA que corrompessem servidores públicos de outros países. Segundo ele, o Brasil, desde o fim da ditadura militar, tem avançado na construção de instituições voltadas à cooperação internacional e à governança multilateral de agendas. “Isso ocorreu em diversas áreas, incluindo o combate e enfrentamento à corrupção, que se baseia em três pilares: transparência, supervisão e sanção. Tudo isso em um contexto de criação de capacidades estatais e na participação da sociedade civil”, concluiu.

  • STF condena mais 119 réus pelos atos de 8 de janeiro

    STF condena mais 119 réus pelos atos de 8 de janeiro

    O Supremo Tribunal Federal (STF) condenou mais 119 pessoas envolvidas nas invasões e depredações ocorridas em 8 de janeiro de 2023, elevando para 762 o número total de sentenciados pelos atos golpistas na Praça dos Três Poderes. As decisões foram tomadas em sessões virtuais do Plenário e da 1ª Turma realizadas entre junho e 5 de agosto.

    Entre os novos condenados, 41 participaram diretamente da invasão e destruição das sedes do Palácio do Planalto, Congresso Nacional e STF, ou financiaram e organizaram a logística do acampamento instalado em frente ao Quartel-General do Exército, em Brasília.

    Prédios do Supremo, do Planalto e do Congresso foram atacados e invadidos em 8 de janeiro de 2023.

    Prédios do Supremo, do Planalto e do Congresso foram atacados e invadidos em 8 de janeiro de 2023.Gabriela Biló /Folhapress

    As penas nesse grupo foram mais duras:

    • 20 réus receberam 14 anos de prisão;
    • 10 foram condenados a 17 anos;
    • oito a 13 anos e 6 meses;
    • dois a 13 anos e 8 meses;

    De um a 12 anos.

    Todos responderão solidariamente por indenização mínima de R$ 30 milhões por danos morais coletivos.

    Penas mais brandas para 78 réus

    Outros 78 condenados foram responsabilizados por crimes menos graves, como associação criminosa e incitação ao crime.

    70 pessoas receberam pena de 1 ano de detenção, substituída por restrições de direitos, e terão de pagar multa equivalente a 10 salários mínimos. Elas haviam recusado o Acordo de Não Persecução Penal (ANPP) proposto pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

    Oito réus foram condenados a 2 anos e 5 meses de detenção por descumprir medidas cautelares, como uso de tornozeleira eletrônica ou comparecimento periódico à Justiça.

    Todos os condenados por crimes mais leves deverão pagar, solidariamente, R$ 5 milhões em indenização.

    Crime de autoria coletiva

    Em todos os casos, prevaleceu o voto do relator, ministro Alexandre de Moraes, que reafirmou a tese de crime de autoria coletiva. Para Moraes, a partir de uma ação conjunta, cada réu contribuiu para o resultado, cujo objetivo era derrubar o governo eleito em 2022.

    Segundo o ministro, as provas apresentadas pela PGR – mensagens, fotos, vídeos, registros de câmeras internas, vestígios de DNA e depoimentos de testemunhas – comprovam a organização do grupo, a divisão de tarefas e a incitação à animosidade contra os Poderes da República.

    Perda de primariedade

    Mesmo quando a pena de detenção é substituída por restrições de direitos, Moraes destacou que os condenados perderão a primariedade após o trânsito em julgado. Ele lembrou que mais de 500 pessoas em situação semelhante optaram por confessar e firmar acordo para evitar condenações mais severas.