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  • Concurso DPE PB: defensora-geral anuncia edital a partir de março

    Maria Madalena Abrantes da Silva foi reeleita ao cargo de defensora pública-geral do Estado da Paraíba para o biênio 2025/2027. Nesta terça-feira, 28, ela confirmou a realização do primeiro concurso DPE PB para o quadro de servidores.

    Segundo ela, o concurso foi acordado com o governador da Paraíba, João Azevêdo, inclusive, com a liberação de mais orçamento para a Defensoria Pública do Estado. O edital está previsto para publicação a partir de março.

    “Outro ponto importante que falei com o governador foi o concurso para servidores públicos. Porque a Defensoria não só trabalha com a assistente jurídico, ela tem que trabalhar lado a lado com psicólogos e assistentes sociais. Ficou acertado de, a partir de março, lançar o primeiro concurso para servidores”, disse a defensora-geral, em entrevista à CBN João Pessoa nesta terça, 28.

    A defensora pública-geral ainda revelou que a oferta mínima será de 20 vagas imediatas, mais a formação de um cadastro de reserva.

    Ela confirmou que os cargos de psicólogo e assistente social, de nível superior, serão contemplados no edital. Ainda não há informação se outras funções serão incluídas e para quais áreas.

    Madalena assume pela terceira vez a liderança da DPE PB

    (Foto: Roberto Marcelo/DPE PB)

    Além do concurso para servidores, Maria Madalena Abrantes também demonstrou interesse em nomear mais defensores públicos. De acordo com ela, há menos de um defensor por município na Paraíba.

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    Próximos passos para o novo concurso DPE PB

    Para que o concurso DPE PB seja aberto, a Defensoria Pública deverá seguir com alguns passos. O primeiro é a formação de uma comissão organizadora.

    Um grupo de servidores será designado para seguir com os preparativos do concurso. O que inclui, por exemplo, a elaboração do edital e a contratação da banca organizadora e a definição do cronograma.

    Uma banca deverá ser escolhida para receber as inscrições do concurso, além de aplicar as provas aos candidatos.

    Somente depois da contratação da banca, o edital poderá ser finalizado e publicado.

    Como a defensora pública-geral da Paraíba estima a abertura do concurso a partir de março, toda essa parte burocrática pré-edital deve ser iniciada o quanto antes.

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    Último concurso DPE PB foi em 2022 para defensor

    Em janeiro de 2022, a Defensoria Pública do Estado da Paraíba publicou o edital do seu último concurso público. A oferta foi de 20 vagas para a carreira de defensor, sendo 14 delas para ampla concorrência. 

    A carreira teve como requisitos o nível superior em Direito e, no mínimo, dois anos de atividade jurídica. Os salários iniciais, na época, eram de R$12.213,70, mais uma série de benefícios.

    Com organização da Fundação Carlos Chagas (FCC), os candidatos foram avaliados por meio de provas escritas e orais, além da avaliação de títulos. As avaliações foram realizadas na cidade de João Pessoa, na Paraíba.

    O concurso ainda está em validade e pode ser novas convocações de aprovados.

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  • Após comissão, presidente fala sobre o concurso TCE PB de auditor

    O presidente do Tribunal de Contas do Estado da Paraíba, conselheiro Fábio Nogueira, comentou sobre o estudo em andamento que pode viabilizar um novo concurso TCE PB para o cargo de auditor.

    Segundo ele, caso a seleção seja confirmada, será fundamental para a reposição de pessoal, uma vez que, nos próximos dois anos, o órgão enfrentará perdas de servidores devido a aposentadorias.

    “Dos primeiros atos da nossa gestão foi instituir uma comissão que ficará responsável justamente pelo estudo da necessidade ou não da realização de concurso. De fato nós temos uma projeção de só em relação aos auditores de controle externo de 20 aposentadorias nos próximos 2 anos, então é muito importante que a gente realize esse estudo, porque um dos critérios estabelecidos em lei em relação à Gestão Pública é justamente o planejamento”, disse o presidente do órgão.

    Essa comissão foi formada na primeira quinzena desse mês e é composta pelos seguintes servidores:

    • Conselheiro Antônio Nominando Diniz Filho – presidente da comissão; 
    • Severino Claudino Neto – coordenador da comissão; 
    • Eugênio Gonçalves da Nóbrega; 
    • Weverton Lisboa de Sena
    • Ana Karolina de Farias Guedes Tenório.

    Vale lembrar que, atualmente, o TCE PB conta com edital vigente para os cargos de médico e auditor conselheiro.

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    Novo concurso TCE PB está em estudo e pode ofertar vagas para auditor

    (Foto: Divulgação)

    Como foi o último concurso do TCE PB?

    O último concurso do Tribunal de Contas do Estado da Paraíba foi realizado pelo Cebraspe e ofereceu duas vagas imediatas, além de cadastro reserva, para os cargos de auditor conselheiro substituto e médico.

    Para concorrer ao cargo de auditor conselheiro substituto, era necessário possuir graduação em Direito, Economia, Administração ou Contabilidade, além de experiência mínima de dez anos em funções que exigissem conhecimentos na área de formação.

    Também era exigida idade mínima de 35 anos e máxima de 65 anos na data da posse. O salário oferecido foi de R$33.689.

    Já para a vaga de médico, o candidato precisava ter nível superior em Medicina e registro no Conselho Regional de Medicina (CRM). A remuneração foi de R$7.778,15, com jornada de 20 horas semanais.

    Os candidatos passaram por prova objetiva, enquanto os concorrentes ao cargo de auditor conselheiro substituto também foram submetidos a prova discursiva, avaliação oral e análise de títulos.

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  • Santa Rita PB abre seleção para 160 vagas de nível médio

    Santa Rita PB abre seleção para 160 vagas de nível médio

    A Prefeitura Municipal de Santa Rita, localizada na Paraíba, abre um processo seletivo para preencher 160 vagas e formar cadastro reserva, com oportunidades para profissionais de nível médio. As vagas são destinadas aos seguintes cargos:  

    – monitor de educação especial (80 vagas)  

    – assistente de sala (80 vagas)  

    Dentro do total de vagas, há reservas para candidatos que se enquadram em critérios específicos, como pessoas com deficiência.  

    Os interessados devem ter, no mínimo, 18 anos e atender aos requisitos de escolaridade e outros especificados no edital. Os profissionais selecionados terão uma jornada de trabalho de 40 horas semanais e receberão uma remuneração mensal de R$ 1.650.

    EDITAL DE ABERTURA (pág. 22) 

    Santa Rita PB abre seleção para 160 vagas de nível médio (Foto: Divulgação)

    Como participar

    As inscrições ocorrerão nos dias 5, 6 e 7 de fevereiro, nos horários das 8h às 12h e das 14h às 16h, de forma presencial na Secretaria Municipal de Educação, situada na Rua Virgínio Veloso Borges, s/n – Jardins. O processo de seleção incluirá uma avaliação curricular e entrevista, seguindo os critérios de pontuação definidos no edital.  

    Este processo seletivo simplificado terá validade de dois anos, com possibilidade de prorrogação por mais dois anos.

  • Ebserh abre processo seletivo para médicos no HUAC-UFCG

    Ebserh abre processo seletivo para médicos no HUAC-UFCG

    A Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) anunciou um processo seletivo para o preenchimento de duas vagas no Hospital Universitário Alcides Carneiro da Universidade Federal de Campina Grande (HUAC-UFCG). As oportunidades são para os cargos de médico – infectologia pediátrica e médico – cardiologia – eletrofisiologia clínica e invasiva, cada um com uma vaga disponível.

    Os contratos serão temporários, com duração máxima de até dois anos, oferecendo salários de R$ 10.787,12 para uma jornada de 24 horas semanais. Para participar, é necessário que os candidatos possuam ensino superior completo e residência médica na área de atuação pretendida.

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    Ebserh abre processo seletivo para médicos no HUAC-UFCG (Foto: Divulgação)

    Como se inscrever no processo seletivo

    As inscrições estarão abertas entre os dias 18 e 24 de fevereiro e deverão ser realizadas exclusivamente pela internet através do site oficial da Ebserh. O processo de seleção será composto por análise de títulos e avaliação de experiência profissional dos candidatos.

    A validade do processo seletivo público simplificado é de até dois anos, contados a partir da data de publicação da homologação do resultado final, sem possibilidade de prorrogação.

  • Prefeitura de Nazarezinho PB abre concurso para professores

    Prefeitura de Nazarezinho PB abre concurso para professores

    A Prefeitura de Nazarezinho, localizada na Paraíba, anunciou a abertura de inscrições para um novo concurso público, destinado a preencher duas vagas de professor de educação básica I ensino fundamental (anos iniciais). 

    Os interessados devem possuir formação superior em pedagogia. Os profissionais selecionados deverão cumprir uma carga horária de 30 horas semanais e receberão um salário mensal de R$ 4.122,50.

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    Prefeitura de Nazarezinho PB abre concurso para professores (Foto: Divulgação)

    Como se inscrever no processo seletivo

    As inscrições para o concurso estarão abertas entre os dias 18 de fevereiro e 18 de março, podendo ser realizadas até as 23h59 de forma online através do site oficial. Para efetuar a inscrição, será cobrada uma taxa de R$ 115,00, com possibilidade de solicitar isenção entre os dias 19 e 20 de fevereiro.

    O processo seletivo compreenderá uma prova escrita objetiva, agendada para o dia 6 de abril, além de uma avaliação de títulos. A validade do concurso é de dois anos, com a possibilidade de prorrogação por mais dois anos, conforme necessidade da administração municipal.

  • Oficina é realizada para avaliar o Plano de Contingência de Arboviroses do Mato Grosso do Sul

    Oficina é realizada para avaliar o Plano de Contingência de Arboviroses do Mato Grosso do Sul

    O Ministério da Saúde, por meio do Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública para Dengue e outras Arboviroses (COE Dengue), em parceria com a Secretaria de Saúde do Mato Grosso do Sul (SES/MS), realizou na quarta-feira (19) uma oficina para avaliação do Plano de Contingência de Arboviroses do estado. O encontro aconteceu na Escola de Saúde Pública Dr. Jorge David Nasser e reuniu profissionais dos setores de vigilância epidemiológica, assistência à saúde e controle vetorial.

    “O estado convidou o Ministério da Saúde para apoiar a oficina de avaliação do Plano de Contingência de Arboviroses, com o objetivo de contribuir para o planejamento e a construção dos planos do estado e dos municípios, especialmente devido à chegada dos novos gestores municipais e da nova equipe de saúde, para que possamos combater conjuntamente as arboviroses, evitando óbitos e uma possível epidemia”, destacou a gerente de Doenças Endêmicas da secretaria, Jéssica Lemos.

    Nas primeiras sete semanas epidemiológicas de 2025, foram registrados no Mato Grosso do Sul 2.700 casos prováveis, um óbito confirmado e outro em investigação, de acordo com o Painel de Monitoramento das Arboviroses. Dos 79 municípios, 14 apresentam clima favorável à transmissão, segundo o Infodengue.  

    A coordenadora-geral de Preparação para Emergências em Saúde Pública do ministério, Taynná Almeida, reforçou a necessidade de avaliação do plano. “É fundamental para garantir que as estratégias de prevenção e resposta às arboviroses, como dengue, Zika e chikungunya, sejam coordenadas e adequadas ao cenário epidemiológico do estado”, explicou.

    Durante a oficina, os participantes revisitaram o documento, identificaram pontos de aprimoramento e sugeriram melhorias para fortalecer a coordenação entre os setores de saúde, garantindo uma atuação mais integrada e eficiente no estado.

    “O treinamento propicia a integração dos setores que fazem parte do plano e, de alguma maneira, atuam na resposta às emergências em saúde pública, que é intersetorial. Portanto, é um momento essencial para avaliar o que foi estabelecido no plano e realizar as alterações necessárias”, afirmou a coordenadora do Centro de Emergências em Saúde Pública da SES/MS, Karine Barbosa.

    A atividade teve também a participação da assessora técnica do DEMSP, Raquel Proença, e do técnico da Coordenação-Geral de Vigilância de Arboviroses (CGARB), José Braz Padilha. A ação reforça a integração entre o Ministério da Saúde e os estados, promovendo uma atuação conjunta e coordenada na formulação de estratégias eficazes para o enfrentamento das arboviroses em todo o país.

    Visitas pelo país

    Do início do ano até o momento, o COE Dengue já realizou visitas em 16 estados e 27 municípios, dentre eles Bagé (RS), Belo Horizonte (MG), Contagem (MG), Campinas (SP), Cruzeiro do Sul (AC), Feijó (AC), Fortaleza (CE), Foz do Iguaçu (PR), Joinville (SC), Macapá (AP), Manaus (AM), Pelotas (RS), Porto Alegre (RS), Porto Velho (RO), Ribeirão Preto (SP), Rio Branco (AC), Rio de Janeiro (RJ), Rio Grande (RS), Salvador (BA), São José do Rio Preto (SP), Tarauacá (AC), Vitória (ES), Cuiabá (MT), Recife (PE), Curitiba (PR) e Campo Grande (MS).

    Plano de Contingência Nacional

    O Plano de Contingência Nacional para Dengue, Chikungunya e Zika estabelece diretrizes para a prevenção, controle e assistência em saúde durante surtos e epidemias. O documento reforça a necessidade de uma resposta organizada e eficiente, com integração entre diferentes esferas de governo e participação ativa da população.

    Felipe Moraes
    Ministério da Saúde

  • Práticas Integrativas e Complementares em Saúde crescem 70% e ampliam o acesso ao cuidado integral no SUS

    Práticas Integrativas e Complementares em Saúde crescem 70% e ampliam o acesso ao cuidado integral no SUS

    As Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS) vêm se consolidando como parte essencial do cuidado integral no Sistema Único de Saúde (SUS). Em 2024, foram realizados 7.156.703 procedimentos, representando um aumento de 70% em relação a 2022. O levantamento foi realizado pelo Núcleo Técnico de Gestão da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS (NTG-PNPIC), do Ministério da Saúde, e evidencia a expansão do acesso e a crescente adesão da população a essas práticas.

    Os dados refletem os avanços da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS (PNPIC), instituída em 2006, que reconhece práticas denominadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como Medicinas Tradicionais, Complementares e Integrativas (MTCI). Tais abordagens ampliam as possibilidades terapêuticas de cuidado na Atenção Primária à Saúde (APS), na Média e Alta Complexidade (MAC), promovendo a saúde integral e incentivando o autocuidado da população.

    Média e Alta Complexidade

    A oferta de PICS na Atenção Primária à Saúde (APS) registrou 3.198.546 procedimentos em 2024, um aumento de 32% em relação a 2023 e 67% na comparação com 2022. Já na Média e Alta Complexidade (MAC), o crescimento foi ainda mais significativo, com 3.958.157 procedimentos, marcando um avanço de 18% sobre 2023 e 73% desde 2022.

    Além da ampliação dos atendimentos, o número de participantes das atividades de PICS também aumentou significativamente. Em 2024, mais de 9 milhões de pessoas acessam essas práticas no SUS, um crescimento de 83% em relação a 2022. Na APS, a participação aumentou 93% nos últimos dois anos, totalizando 5.048.025 usuários em 2024.

    Práticas com maior crescimento

    As PICS abrangem diferentes abordagens terapêuticas, desde técnicas individuais até atividades coletivas voltadas para a promoção do bem-estar e da expressão criativa. Algumas práticas registraram crescimento na APS acima da média nos últimos anos:

    • Auriculoterapia: 929.920 atendimentos em 2024 (+102% em relação a 2022);
    • Aromaterapia: 106.077 atendimentos (+181% desde 2022);
    • Práticas Corporais da Medicina Tradicional Chinesa: 658.899 participantes (+208%);
    • Yoga: 217.925 participantes (+290% desde 2022);
    • Arteterapia: 71.429 participantes (+271%); 
    • Musicoterapia: 74.716 participantes (+374%).

    O crescimento acelerado dessas práticas reflete o fortalecimento das estratégias de cuidado no SUS e a ampliação da oferta nos municípios.

    Expansão das PICS e qualificação profissional

    O avanço das PICS no SUS vem ocorrendo desde a publicação desta política pública. Nos últimos anos, o Ministério da Saúde implementou ações estratégicas para fortalecer a PNPIC e ampliar o acesso da população às abordagens terapêuticas integrais de cuidado em saúde

    Entre as iniciativas, destaca-se a expansão das Equipes de Saúde da Família e das Equipes Multiprofissionais na APS, bem como a retomada do Programa Mais Médicos, garantindo maior capilaridade e qualidade na oferta dos serviços. Além disso, a Política Nacional de Promoção da Saúde tem reforçado o incentivo ao autocuidado apoiado e à articulação intersetorial.

    No campo de capacitação profissional, a pasta lançou 12 novos cursos na plataforma AVASUS, totalizando 18 cursos disponíveis, com mais de 232 mil inscritos. Além disso, foram concluídas formações em auriculoterapia e protocolos de acupuntura em parceria com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), com previsão de novas turmas para 2025.

    Outra ação de destaque foi o projeto piloto desenvolvido em parceria com a Fiocruz, que integra PICS ao cuidado da dor crônica, saúde mental e uso de plantas medicinais e fitoterápicos para tratamento de feridas na APS. O projeto reforça a importância dessas práticas no manejo de condições de saúde recorrentes e na qualificação dos serviços oferecidos à população.

    Como acessar as PICS no SUS

    As Práticas Integrativas e Complementares (PICS) estão disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS) e podem ser acessadas diretamente nos serviços de saúde da rede pública. Para utilizar as práticas integrativas, a população pode:

    Procure a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima

    Algumas UBS oferecem práticas como auriculoterapia, yoga, práticas corporais da Medicina Tradicional Chinesa, arteterapia e musicoterapia. Tais abordagens de cuidado podem ser disponibilizadas individualmente ou em grupos, dentro da programação das Unidades de Saúde da Família, Centros de Convivência e Centros de Práticas Integrativas. O acesso pode ocorrer por demanda espontânea ou encaminhamento de um profissional de saúde.

    Consulte a disponibilidade no município

    A oferta das PICS varia de acordo com cada cidade. Por isso, é recomendado buscar informações na Secretaria de Saúde do seu município para saber quais práticas estão disponíveis perto de sua casa ou trabalho.

    Tratamentos específicos

    Algumas práticas, como acupuntura e fitoterapia, podem exigir encaminhamento para serviços especializados, conforme a necessidade de cada pessoa. Converse com a equipe de saúde de sua UBS para esclarecer dúvidas e receber orientações sobre as PICS oferecidas em sua região.

    Fortalecimento do cuidado integral

    A ampliação das PICS reforça o compromisso do SUS com um modelo de atenção que vai além do tratamento de doenças, promovendo saúde e bem-estar de forma integral. Alinhada às diretrizes da OMS e da Estratégia Global para Medicinas Tradicionais, Complementares e Integrativas, a política avança na inclusão de abordagens terapêuticas seguras e embasadas na ciência, tornando-as cada vez mais acessíveis e seguras para a população.

    Com ações estratégicas voltadas para a qualificação profissional e ampliação do acesso em consonância com as diretrizes da PNPIC, as PICS seguem como um pilar importante para a promoção da saúde no Brasil, fortalecendo a atenção primária e integrando diferentes formas de cuidado na rede pública. 

    Raiane Azevedo
    Ministério da Saúde

  • Força Nacional do SUS realiza mais de 2 mil atendimentos de dengue em São José do Rio Preto

    Força Nacional do SUS realiza mais de 2 mil atendimentos de dengue em São José do Rio Preto

    Após 23 dias de atuação no município de São José do Rio Preto (SP), que lidera o número de casos de dengue no estado de São Paulo, com 35.019 casos prováveis e 16 óbitos em 2025, a Força Nacional do Sistema Único de Saúde (FN-SUS) já realizou 2.081 atendimentos a pacientes com a doença. Os atendimentos incluem os serviços prestados no centro de hidratação montado na cidade numa parceria entre o Ministério da Saúde e a secretaria municipal de saúde. 

    Para o coordenador-geral da Força, Rodrigo Stabeli, que está à frente da missão na cidade, a ação do Ministério da Saúde, por meio da Força Nacional do SUS, reforça o Plano Nacional de Enfrentamento à Dengue e Outras Arboviroses, lançado em 2024. 

    “São José do Rio Preto tem se destacado como um caso de sucesso e um importante laboratório para o plano nacional que lançamos no ano passado. A grande inovação desse plano, na minha visão, foi a reorganização e o fortalecimento da assistência, tanto nas unidades básicas de saúde quanto nas redes de urgência”, acredita.

     “Com a adoção do protocolo que estabelecemos e a mudança no fluxo de atendimento, a cidade começou a desafogar suas unidades e reduziu, de imediato, os casos graves e os óbitos. Espero que essa experiência possa ser replicada em outros municípios, permitindo que se preparem melhor e garantam um atendimento oportuno à população”, acrescenta Stabeli. 

    Além disso, o Ministério da Saúde destinou R$ 1,34 milhão para reforçar as ações de controle da epidemia de dengue no município

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    Rodrigo Stabeli, coordenador-geral da Força Nacional do SUS (Foto: divulgação/MS)

    Atendimento humanizado e agilidade 

    “Após o início da atuação da FN-SUS, foi perceptível a diminuição da sobrecarga nos atendimentos da rede de atenção à saúde. Conseguimos concentrar a demanda de casos de dengue no centro de hidratação, garantindo suporte adequado durante a epidemia”, explica Juliana Lima, chefe de operação da FN-SUS. 

    Segundo Juliana, a Força conseguiu dar uma resposta eficaz, atendendo dentro do tempo necessário para o cenário de emergência, o que foi essencial para o controle da dengue na cidade. “Além dos atendimentos em curso, oferecemos capacitações sobre manejo clínico, padronização de fluxos assistenciais e apoio à gestão na organização do centro de comando de operações”, afirma. 

    Esse retorno positivo pode ser percebido nos relatos de quem passou pelo serviço. A técnica de enfermagem Adaiana Cristina Viana procurou atendimento particular ao apresentar sintomas de dengue, mas, devido à lotação da clínica, buscou alternativas. Ao saber da inauguração do centro de hidratação por meio de um jornal local, decidiu buscar atendimento na unidade. 

    “Passei mal e fiquei sabendo que o centro de hidratação estava funcionando. Fui super bem atendida e demorou apenas dez minutos. Só esperei para fazer a ficha e logo fui chamada. Os profissionais da Força Nacional do SUS são muito receptivos, não tenho do que reclamar”, elogia Adaiana. 

    Balanço dos atendimentos 

    Atualmente, 64 profissionais atuam diretamente no atendimento à população, entre eles: 

    • 23 enfermeiros;
    • 6 médicos;
    • 3 farmacêuticos;
    • 24 técnicos de enfermagem;
    • 2 condutores de ambulância;
    • 6 profissionais responsáveis pela gestão da operação. 

    Os pacientes são classificados conforme a gravidade da doença, seguindo o seguinte protocolo: 

    • Grupo A (casos leves): 998 atendimentos
    • Grupo B (casos moderados, com sinais de alerta): 694 atendimentos
    • Grupo C (casos graves, que exigem maior atenção médica): 289 atendimentos
    • Grupo D (casos críticos, que demandam internação imediata): 16 atendimentos 

    A operação emergencial da Força teve início em 12 de fevereiro e segue com atendimentos diários, reforçando o suporte à rede municipal de saúde diante do aumento de casos de dengue na cidade. 

    Centro de hidratação e estações disseminadoras de larvicida 

    No dia 20 de fevereiro, o Ministério da Saúde inaugurou um centro de hidratação para pacientes com dengue em São José do Rio Preto. A iniciativa faz parte das estratégias para fortalecer a resposta do SUS às arboviroses e ampliar a rede de atendimento na cidade. 

    Como parte do plano nacional para redução das arboviroses, o ministério também segue instalando estações disseminadoras de larvicida (EDLs). Essas armadilhas consistem em potes com água recobertos por tecido preto impregnado com larvicida em pó. Quando o mosquito pousa, o pó adere ao seu corpo e é disseminado em outros criadouros, atingindo um raio de 3 a 400 metros. Para o município, foram enviadas 3 mil EDLs. 

    Edjalma Borges
    Ministério da Saúde

  • Mato Grosso recebe simulado para reforçar resposta às arboviroses

    Mato Grosso recebe simulado para reforçar resposta às arboviroses

    O Ministério da Saúde, por meio do Departamento de Emergências em Saúde Pública (DEMSP), realizou nos dias 25 e 26 de fevereiro, em Cuiabá (MT), a quinta edição do Simulado de Preparação, Vigilância e Resposta às Emergências em Saúde Pública. O treinamento reuniu 80 profissionais estaduais e municipais para avaliar o Plano de Contingência local e fortalecer a resposta às arboviroses, como dengue, chikungunya e zika.  

    “Estes simulados serão realizados nas 27 Unidades da Federação (UFs), deixando cada vez mais estados e municípios preparados para enfrentar as emergências em saúde pública e protegendo a saúde do povo brasileiro. As oficinas fazem parte de uma estratégia da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA), iniciada em 2023, para capacitar as estruturas locais do setor saúde e integrar os diferentes segmentos”, explica a ponto focal do Programa de Formação em Emergências em Saúde Pública (Profesp), Paula Moura.  

    A mesa de abertura contou com o diretor do DEMSP, Edenilo Baltazar Barreira Filho, o superintendente Estadual do Ministério da Saúde no Estado do Mato Grosso, Altir Peruzzo, a representante da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), Paula Raia, a superintendente interina de Vigilância em Saúde do Estado do Mato Grosso, Marlene da Costa Barros e a diretora de Vigilância em Saúde de Cuiabá, Silvana Arruda de Miranda.  

    Atividades desenvolvidas

    Foram realizadas apresentações detalhadas sobre a gestão de emergências em saúde, abordando aspectos de preparação, vigilância e resposta, elaboração de planos de contingência, estágios operacionais e estratégias de manejo durante uma emergência. Os participantes foram divididos em grupos para analisar o plano de contingência definido pelo estado. 

    Com o aprimoramento do plano, foi aplicado o simulado de mesa com a temática das arboviroses. A iniciativa testou a eficácia do plano e preparou os profissionais de saúde para agirem de forma rápida e coordenada em uma emergência em saúde pública.  

    Centro de Operação em Emergências

    Entre as Semanas Epidemiológicas 1 e 8, o Mato Grosso acumulou 14.364 casos prováveis de chikungunya. O número representa 48,4% de todos os casos no Brasil. Neste período, 14 óbitos foram confirmados. Do dia 25 a 28 de fevereiro, o Ministério da Saúde também realizou uma oficina de manejo clínico para arboviroses no território, com uma equipe técnica do Centro de Operação em Emergências (COE) para Dengue e Outras Arboviroses.  

    Além do suporte técnico às secretarias estaduais e municipais de saúde, a iniciativa reforça campanhas educativas e de mobilização social. Entre elas, a campanha nacional de combate à dengue, Zika e chikungunya, com o slogan “Tem 10 minutinhos? A hora de prevenir é agora”, que incentiva a população a dedicar 10 minutos por semana à eliminação de criadouros do mosquito Aedes aegypti. Para fortalecer as ações de controle das arboviroses em todo o país, o a pasta destinou R$ 1,5 bilhão no ciclo 2024/2025.  

    Oficinas desde 2023 

    Desde agosto de 2023, mais de 50 técnicos do Ministério da Saúde facilitaram oficinas em 26 estados e no Distrito Federal. Parte das atividades foi acompanhada pela Opas e contou com a presença de gestores estaduais e municipais, além de trabalhadores que atuam nas redes de vigilância em saúde e ambiente, e conselhos de controle social. No segundo semestre de 2024, Pará, Acre, Pernambuco e Bahia receberam as primeiras edições dos simulados de emergências, que marcam o segundo ciclo de oficinas.  

    Gabriel Bandeira
    Ministério da Saúde

  • Saúde lança documentário sobre o método Wolbachia

    Saúde lança documentário sobre o método Wolbachia

    O Ministério da Saúde lançou, nesta quinta-feira (6), um documentário sobre o método Wolbachia. O filme 10 anos de Wolbachia – A transformação no combate à dengue mostra como o método foi implantado no país e diminuiu o número de casos de arboviroses em Niterói, município da região metropolitana do Rio de Janeiro. 

    O Wolbachia foi implementado de forma experimental em 2015. Em dez anos, o número de pessoas cobertas pelo método passou de 5 mil para mais de 4 milhões. Os dados mais recentes indicam uma redução de 70% dos casos de dengue, 60% de chikungunya e 40% para Zika em Niterói.

    O secretário-adjunto de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde, Rivaldo Venâncio, destaca que a ferramenta é uma das principais políticas para o controle das arboviroses, além de ser um grande ganho para a ciência. A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) possui biofábricas de produção do mosquito e é apoiadora do método. 

    “A Wolbachia, hoje, é uma gigantesca ferramenta, uma gigantesca conquista da ciência que terá o seu impacto maior num futuro muito próximo. Mas, esse futuro começou aqui e agora, em 2025, com a utilização enquanto política pública pelo Ministério da Saúde para o controle do Aedes aegypti”, defende Rivaldo. 

    Os Wolbitos, como são chamados os mosquitos infectados pela bactéria, não são organismos transgênicos e, portanto, não sofrem modificação genética, além de não transmitirem doenças. A Wolbachia não pode ser transmitida para humanos ou outros mamíferos.

    “Tivemos várias fases de evolução ao longo desses 100 anos. A Wolbachia é uma bactéria que, introduzida na fêmea do Aedes, faz com que essa fêmea perca a capacidade de transmitir os vírus da dengue, zika, chikungunya e febre amarela. É como se fosse uma vacina na fêmea do Aedes aegypti”, conclui. 

    A coordenadora de Vigilância em Saúde de Niterói, Ana Eppinghaus, analisa os ganhos com o uso da ferramenta. “Nesses períodos de epidemia, todo mundo conhecia alguém que tinha tido dengue, seja na família, o vizinho, o amigo ou o colega. Você sempre conhecia alguém que pegou dengue no período epidêmico. Hoje é muito raro. Niterói está cumprindo um papel importantíssimo de estar contribuindo com essa pesquisa”, salienta. Ela ressalta: “Houve uma mudança significativa de fato”. 

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    Foto: Walterson Rosa/MS

    O filme

    Equipes do Ministério da Saúde em Brasília e no Rio de Janeiro revisitaram a implementação do método e registraram os resultados. O filme conta como a tecnologia funciona e resgata o período em que os mosquitos com Wolbachia foram soltos na natureza. 

    O ex-coordenador de área do Programa Médico de Família de Niterói, Vinícius Lima, que participou do início da pesquisa na cidade, lembra o trabalho que foi realizado junto à população.

    “A gente brincava que a gente não podia a partir dali, matar mais mosquito de milhão de dólares. Tínhamos primeiro um estranhamento, pois era um projeto pioneiro, e dizia assim: ‘Olha, tem lá a questão da bactéria, que vai dificultar a transmissão do vírus’”, relembra. 

    Hoje, pondera Vinícius, o projeto é reconhecido pelos moradores da cidade como uma ferramenta importante. “Praticamente toda a cidade reconhece de alguma maneira. Pode não dizer no detalhe que é o método Wolbachia, pode não lembrar o nome da bactéria, mas vai lembrar que tem um projeto desenvolvido aqui que traz para a gente essa proteção. Acho que esse é o grande resultado de pertencimento do projeto no território”, comemora. 

    Assista 

    O documentário 10 anos de Wolbachia – A transformação no combate à dengue está disponível no canal do Ministério da Saúde no Youtube

    Otávio Augusto
    Ministério da Saúde