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  • Após tragédias, governo vai discutir regras para o balonismo

    Após tragédias, governo vai discutir regras para o balonismo

    Campeonato brasileiro de balonismo no município de Boituva.

    Campeonato brasileiro de balonismo no município de Boituva. Edi Sousa/Ato Press/Folhapress

    Após dois acidentes com balões em menos de uma semana no Brasil, o Ministério do Turismo anunciou que pretende discutir a criação de uma regulamentação específica para o balonismo turístico no país. O mais recente deles, ocorrido neste sábado (21) em Praia Grande (SC), resultou na morte de oito pessoas e deixou outras 13 feridas.

    De acordo com nota divulgada pela pasta, uma reunião com entidades do setor deve ocorrer na próxima semana. O objetivo, segundo o ministério, é “avançar significativamente no processo de regulamentação” e garantir maior segurança para os praticantes e turistas.

    Atualmente, o balonismo é reconhecido pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) como uma atividade desportiva, considerada de alto risco e que ocorre “por conta e risco dos envolvidos”. Não há regulamentação específica para a atividade turística nem exigência de certificação de aeronavegabilidade para os balões usados nesses voos.

    Falta de legislação no Congresso

    Embora os recentes acidentes tenham acendido o alerta sobre a segurança da atividade, não há, até o momento, projetos em tramitação no Congresso Nacional que tratem da regulamentação do balonismo. As propostas existentes no Legislativo são apenas simbólicas, destinadas a conceder títulos de “Capital Nacional do Balonismo” a municípios como Boituva (SP) e Iperó (SP).

    A ausência de um marco legal específico para o setor aumenta a pressão sobre o governo federal para estabelecer regras claras, especialmente em relação à operação de voos com fins turísticos.

    Acidentes recentes reforçam urgência

    O acidente em Santa Catarina ocorreu poucos dias depois de outro caso grave em Capela do Alto (SP), no dia 15 de junho. Na ocasião, uma mulher morreu e 11 pessoas ficaram feridas após a queda de um balão que transportava 35 passageiros.

    Segundo a Polícia Civil, o acidente em Praia Grande foi provocado por um incêndio no maçarico da aeronave, que atingiu o cesto em pleno voo. Imagens registradas por moradores mostraram o balão em chamas e passageiros pulando desesperadamente para tentar sobreviver.

    Próximos passos

    Além da reunião com entidades do setor, o Ministério do Turismo afirmou que já vinha, desde o início do ano, dialogando com a Anac e o Sebrae para avançar na elaboração de uma regulamentação para o balonismo turístico.

    A expectativa é que o debate evolua rapidamente, impulsionado pela repercussão nacional dos acidentes. A Anac, por sua vez, reforçou que continuará atuando na fiscalização da atividade dentro das suas competências.

    Quais são as regras

    A prática do balonismo no Brasil é regulamentada pela Anac e segue regras específicas dependendo da finalidade da atividade: comercial, instrucional ou puramente desportiva.

    Para operar um balão, o piloto deve possuir a Licença de Piloto de Balão Livre (PBL), emitida pela Anac. A única exceção é para os casos de balonismo desportivo, que seguem o RBAC nº 103, um regulamento que dispensa a licença formal, exigindo apenas o cadastro do balão e do desportista junto a uma associação reconhecida pela Anac.

    Quem deseja se habilitar deve procurar centros de instrução de aviação civil autorizados ou associações aerodesportivas credenciadas, onde são oferecidos cursos teóricos, práticos e os exames necessários para obtenção e renovação da PBL.

    Requisitos para operar balões

    As regras para operação variam conforme a finalidade:

    • Atividades comerciais e instrucionais:
    • Seguem o RBAC nº 91, que exige:
    • Licença de piloto
    • Matrícula da aeronave no Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB)
    • Certificado de aeronavegabilidade válido

    Atividades desportivas (não comerciais):

    Seguem o RBAC nº 103, que exige apenas:

    • Cadastro do balão e do praticante
    • Realização das atividades por conta e risco dos envolvidos, sem garantia formal de segurança pela Anac.

    A exploração comercial sem autorização é proibida por lei. Empresas que queiram oferecer voos turísticos remunerados precisam ser prestadoras de serviço aéreo especializado e obter autorização formal da Anac.

    Onde é permitido voar

    A prática do balonismo só pode ocorrer em espaços de voo autorizados pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), respeitando as normas de segurança do espaço aéreo.

    Instrução para desportistas

    A formação de pilotos desportivos, dentro das regras do RBAC nº 103, não é regulamentada pela Anac e ocorre livremente nas comunidades praticantes. No entanto, a Agência recomenda que os interessados procurem centros de instrução autorizados para maior segurança. A Anac deixa claro que não garante a segurança de atividades realizadas sob o RBAC nº 103, por se tratar de prática desportiva realizada por conta e risco dos praticantes.

    Desde o século XVIII

    O balonismo é considerado a forma mais antiga de voo tripulado da história da humanidade. Seu surgimento remonta ao final do século XVIII, num período de grandes avanços científicos e tecnológicos. Em 21 de novembro de 1783, em Paris, os franceses Jean-François Pilâtre de Rozier e François Laurent d’Arlandes realizaram o primeiro voo tripulado da história, a bordo de um balão de ar quente desenvolvido pelos irmãos Joseph-Michel e Jacques-Étienne Montgolfier.

    O voo, que percorreu cerca de 9 quilômetros a uma altitude aproximada de 1.000 metros, foi um marco da Revolução Científica, despertando enorme curiosidade em toda a Europa. Ainda naquele ano, outro avanço veio com o físico Jacques Charles e os irmãos Robert, que realizaram o primeiro voo com um balão de hidrogênio, abrindo uma nova linha de desenvolvimento no setor.

    Mais recentemente, os voos de balão se popularizaram como atividade de lazer, atraindo turistas em diversas regiões do mundo. O balão de ar quente, pela sua simplicidade técnica e custo operacional mais baixo, manteve-se como o modelo mais comum e acessível, sendo o preferido em passeios turísticos.

    Balonismo no Brasil

    No Brasil, o primeiro voo tripulado de balão aconteceu apenas em 1885, no Rio de Janeiro, quando o aeronauta francês Edouard Heilt realizou um breve sobrevoo no bairro Saco dos Alferes.

    O balonismo esportivo começou a se estruturar de forma mais organizada no país apenas no final dos anos 1980, com a fundação da Confederação Brasileira de Balonismo (CBB), em 1987. A partir dos anos 1990, a prática passou a ganhar espaço como atividade de lazer e turismo, com destaque para cidades como Boituva (SP) e Torres (RS), que se tornaram polos importantes para o balonismo recreativo.

    Hoje, o balonismo segue encantando o público brasileiro, seja pela emoção dos voos de aventura, seja pela beleza das paisagens vistas do alto. No entanto, recentes acidentes reacenderam o debate sobre a necessidade de regulamentação da atividade no país, especialmente no que diz respeito à segurança de passageiros e tripulações em voos turísticos.

  • Fazenda prevê alta do petróleo e defende ação da Petrobras

    Fazenda prevê alta do petróleo e defende ação da Petrobras

    Dario Durigan: tendência é o petróleo subir por causa da guerra no Oriente Médio.

    Dario Durigan: tendência é o petróleo subir por causa da guerra no Oriente Médio.Gabriela Biló/Folhapress

    O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta segunda-feira (23) que os preços do petróleo devem subir nos próximos dias, como reflexo do ataque dos Estados Unidos a instalações nucleares no Irã, ocorrido no fim de semana. Para o secretário, medidas de contenção, como a política de preços da Petrobras, são bem-vindas para tentar reduzir os efeitos no mercado interno.

    “O preço do petróleo tende a subir, apesar de a gente já ter visto nos últimos dias, nas últimas semanas, alguma compra de petróleo que pode amortecer a subida do petróleo nesta semana. Mas nós vamos acompanhar de perto. Acho que algumas mitigações, como a política de preços da Petrobras, são bem-vindas neste momento”, disse Durigan em entrevista à rádio CBN.

    Câmbio e inflação

    Durigan também chamou a atenção para os riscos cambiais decorrentes da instabilidade geopolítica. Segundo ele, o conflito pode provocar uma corrida global por ativos considerados mais seguros, como o dólar, em detrimento das moedas de países emergentes.

    “Há um movimento que busca a segurança no mercado, então moedas de países em desenvolvimento, como a nossa, mesmo ativos variáveis, como ativos de Bolsa, podem acabar sendo rejeitados ou vendidos neste momento em benefício de moedas fortes como o dólar”, afirmou.

    O secretário ressaltou, no entanto, que o governo já vinha acompanhando o risco inflacionário antes mesmo da escalada da guerra.

    “A gente vem olhando para o risco de inflação não é de agora. A gente tem seca prolongada no Brasil. No ano de 2024, a gente teve uma desvalorização do real de 24%. E, nem por isso, a inflação saiu do controle. Ela teve um aumento preocupante que a gente está acompanhando de perto”, disse.

    “Tanto que eu estou dizendo que agora está caindo no período agregado de 12 meses. Com toda essa instabilidade e volatilidade global, impactando o preço dos alimentos, o custo logístico das cadeias. Então acho que, mesmo com tudo isso, a gente tem mostrado bastante resiliência no Brasil”, acrescentou.

    Durigan também comentou o contexto político nos Estados Unidos, ao destacar que o ataque partiu do governo de Donald Trump, que vive um momento de baixa popularidade.

    Reunião do setor de energia

    Diante da gravidade da crise, o setor energético brasileiro reagiu rapidamente. Uma reunião de emergência foi convocada para a manhã desta segunda-feira (23), no Rio de Janeiro, com a participação de representantes da indústria para discutir os possíveis impactos do conflito no mercado brasileiro.

    O Instituto Brasileiro do Petróleo e Gás (IBP) informou que acompanha os desdobramentos com cautela. Uma das maiores preocupações é o fechamento do Estreito de Ormuz, aprovado pelo parlamento iraniano como retaliação ao ataque norte-americano. Por ali passam cerca de 30% de todo o petróleo comercializado no mundo.

    O Brasil, apesar de ser um dos grandes produtores de petróleo, importa óleo leve do Oriente Médio, essencial para a produção de querosene de aviação (QAV) e diesel. Especialistas do setor alertam para o risco de impacto nos estoques nacionais.

    O preço do petróleo já registra uma alta de 15% na última semana, com o barril subindo de US$ 61 para US$ 72 nos mercados futuros, segundo analistas. O Brasil, apesar de não fazer parte da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), segue altamente exposto às oscilações internacionais. A expectativa agora gira em torno de qual será a próxima reação oficial do Irã e de como os mercados globais irão absorver os impactos dessa nova escalada de tensão no Oriente Médio.

  • Começou a votação do Prêmio Congresso em Foco 2025; vote agora

    Começou a votação do Prêmio Congresso em Foco 2025; vote agora

    Após grande expectativa, está aberta a votação popular do Prêmio Congresso em Foco 2025. A partir desta segunda-feira (23) até 20 de julho, você pode escolher os melhores parlamentares do ano. Entre aqui para votar.

    A lista de deputados e senadores aptos a concorrer foi divulgada na quinta-feira (19). Estão incluídos os parlamentares que exerceram mandato por, no mínimo, 60 dias até 31 de maio de 2025. De acordo com o regulamento, não podem participar congressistas com condenações criminais ou por improbidade administrativa, já transitadas em julgado, nem aqueles que respondem a processos por violência doméstica, racismo, homofobia ou crimes contra o Estado Democrático de Direito.

    As votações do Prêmio Congresso em Foco 2025 estão abertas.

    As votações do Prêmio Congresso em Foco 2025 estão abertas.Arte Congresso em Foco

    Além da votação popular, os melhores parlamentares de 2025 também serão escolhidos por dois outros grupos: um júri técnico, formado por representantes de diversas áreas e do Congresso em Foco, e um júri de jornalistas especializados na cobertura da Câmara e do Senado.

    Acompanhamento da votação

    Durante o período de votação, a Comissão Organizadora divulgará dois boletins parciais, nos dias 1º e 8 de julho. Após a última atualização, o processo seguirá em sigilo até o anúncio dos vencedores, em cerimônia oficial. A votação contará com auditoria independente e mecanismos de segurança para garantir sua integridade.

    Serão premiados, conforme a votação popular:

    • Os dez deputados e os cinco senadores mais votados no país.
    • Os cinco deputados e os três senadores mais votados em cada uma das cinco regiões brasileiras.

    O júri técnico, além de escolher os melhores da Câmara (dez deputados) e do Senado (cinco senadores), definirá os vencedores em categorias especiais (três parlamentares premiados por categoria):

    • Parlamentar Revelação (em primeiro mandato)
    • Direitos Humanos e Cidadania
    • Inovação e Tecnologia
    • Agricultura e Desenvolvimento Rural
    • Desenvolvimento Sustentável e Clima
    • Regulação e Acesso à Saúde
    • Diplomacia Cidadã
    • Incentivo à Cultura
    • Apoio ao Comércio, Indústria e Serviços
    • Acesso à Justiça

    O júri de jornalistas, formado por profissionais de ao menos dez veículos, premiará os três deputados e os três senadores mais bem avaliados. 

    No dia 1º de agosto serão divulgados os finalistas da votação popular: os 20 deputados e os 10 senadores mais votados.

    A cerimônia de premiação está marcada para 20 de agosto, em Brasília, no Teatro Nacional Claudio Santoro, com transmissão ao vivo pelos canais oficiais do Congresso em Foco.

    Por que votar?

    Em sua 18ª edição, o Prêmio Congresso em Foco reafirma-se, ano após ano, como um instrumento de valorização e incentivo à boa política. Ao reconhecer parlamentares que honram seus mandatos, a premiação contribui para aproximar o cidadão do Congresso Nacional e estimular a participação democrática.

    Com processo transparente, pluralidade reconhecida e tradição consolidada, o “Oscar da política brasileira” cumpre seu papel de mostrar que, mesmo diante de crises, há representantes comprometidos com os interesses do povo. A premiação valoriza a defesa da democracia, a fiscalização do poder público e o bom exercício do mandato parlamentar.

    Confira o regulamento do Prêmio Congresso em Foco 2025

  • Veja quem está concorrendo ao Prêmio Congresso em Foco 2025

    Veja quem está concorrendo ao Prêmio Congresso em Foco 2025

    Começa nesta segunda-feira (23) a votação popular do Prêmio Congresso em Foco 2025, que irá eleger os deputados e senadores que mais se destacaram no exercício do mandato. A disputa, considerada a principal premiação da política brasileira, chega à sua 18ª edição valorizando a boa atuação parlamentar e o compromisso com a democracia.

    A votação popular pela internet começa hoje.

    A votação popular pela internet começa hoje.Arte Congresso em Foco.

    A votação seguirá até 20 de julho e contará com auditoria externa independente e ferramentas de segurança para garantir a integridade do processo. Além do público, jornalistas especializados e um júri técnico também participam da escolha dos premiados.

    Você pode votar clicando aqui.

    Confira os aptos ao prêmio:

    Critérios de participação

    Apenas parlamentares que exerceram o mandato federal por pelo menos 60 dias até 31 de maio de 2025 puderam concorrer. Foram excluídos da disputa aqueles com condenações criminais transitadas em julgado ou condenações definitivas por improbidade administrativa, bem como quem responde a processos por violência doméstica, crimes contra o Estado Democrático de Direito, racismo ou homofobia. Também ficaram de fora os que promoveram, por atos ou declarações públicas, apologia à tortura ou a práticas incompatíveis com os princípios democráticos.

    Saiba mais: veja aqui o regulamento do Prêmio Congresso em Foco.

    Categorias da premiação

    O prêmio contempla diferentes categorias. Na votação popular, serão reconhecidos os dez deputados e cinco senadores mais votados. Também serão escolhidos os destaques de cada região do país: cinco deputados e três senadores para cada uma das cinco regiões (Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul).

    Além da escolha do público, o júri técnico será responsável pela avaliação em categorias temáticas como Direitos Humanos e Cidadania; Inovação e Tecnologia; Agricultura e Desenvolvimento Rural; Desenvolvimento Sustentável e Clima; Regulação e Acesso à Saúde; Diplomacia Cidadã; Incentivo à Cultura; Apoio ao Comércio, Indústria e Serviços; e Acesso à Justiça. Também caberá ao júri indicar os três nomes da categoria Parlamentar Revelação, voltada a quem está no primeiro mandato.

    Outro colegiado, composto por jornalistas especializados na cobertura do Congresso, elegerá os três melhores deputados e os três melhores senadores do ano.

    As premiações por votação popular, júri técnico e júri jornalístico são complementares, cada um elegendo seus próprios vencedores, todos eles premiados.

    Leia mais: Conheça as categorias do Prêmio Congresso em Foco.

    Cerimônia e premiação

    A cerimônia de entrega dos troféus acontecerá no dia 20 de agosto, em Brasília, no Teatro Nacional Claudio Santoro. A solenidade será transmitida ao vivo pelos canais oficiais do Congresso em Foco. Todos os premiados receberão troféu, certificado de reconhecimento e selo digital de destaque parlamentar.

    A premiação tem como missão reconhecer parlamentares que se destacam pelo compromisso com o interesse público, a boa governança e os direitos fundamentais. Desde sua criação, em 2006, o Prêmio Congresso em Foco vem contribuindo para aproximar os cidadãos da política e valorizar o papel institucional do Legislativo.

    Veja quem apoia o Prêmio Congresso em Foco 2025.

    Veja quem apoia o Prêmio Congresso em Foco 2025.Arte Congresso em Foco

  • Deputado propõe programa nacional de proteção à infância vulnerável

    Deputado propõe programa nacional de proteção à infância vulnerável

    O deputado federal Duda Ramos (MDB-RR) apresentou o projeto de lei 2.992/2025, que cria o Programa Universal de Proteção Infantil. A proposta busca combater violações de direitos de crianças e adolescentes por meio de ações coordenadas entre União, Estados e municípios.

    Segundo o texto, a prioridade será dada a áreas com altos índices de pobreza, exclusão social, violência infantil e baixa cobertura de políticas públicas. A estratégia prevê atendimento integrado nas áreas de saúde, educação, assistência social, segurança pública e justiça.

    O deputado Duda Ramos (MDB-RR) é o autor do projeto de lei.

    O deputado Duda Ramos (MDB-RR) é o autor do projeto de lei.Foto Oficial/Câmara dos Deputados

    Entre as ações previstas estão a criação de centros integrados de proteção, envio de unidades móveis a locais de difícil acesso, capacitação de profissionais e campanhas permanentes de conscientização.

    A proposta também estabelece um sistema nacional de monitoramento e prevê apoio financeiro a municípios. Os recursos virão de fundos públicos, multas por infrações ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), acordos judiciais, emendas parlamentares e doações privadas.

    Na justificativa, o parlamentar destacou dados do IBGE indicando que mais de 13 milhões de crianças vivem abaixo da linha da pobreza no Brasil. Ele ressaltou a situação crítica em Roraima, onde cerca de 60% das crianças estão em situação de vulnerabilidade social.

    “É preciso garantir proteção real e imediata às nossas crianças, sobretudo onde o Estado é mais ausente”, escreveu o deputado. O projeto ainda será analisado pelas comissões da Câmara dos Deputados.

  • Festa junina esvazia semana na Câmara; veja o que pode ser votado

    Festa junina esvazia semana na Câmara; veja o que pode ser votado

    As festas juninas esvaziaram a pauta da Câmara dos Deputados nessa semana. Com o Dia de São João na terça-feira (24), a tendência é que os deputados fiquem em seus estados e vão interagir com seus eleitores – sem muito espaço para aprovar projetos importantes no plenário.

    Com o clima de recesso informal, a Câmara tem uma reunião plenária semipresencial agendada para quarta-feira (25), na ressaca da festa junina. Leia abaixo o que pode ser votado.

    Pauta da Câmara

    Eis, abaixo, a lista dos projetos que podem ser votados no plenário da Câmara na próxima quarta:

    • Um requerimento de urgência para o PL 892/2025, que institui o Programa Especial de Sustentabilidade da Indústria Química (Presiq). Com isso, o projeto pode tramitar de forma mais rápida, sem passar por comissões.
    • O PL 4035/2023, que institui agosto como mês de combate às desigualdades.
    • O PL 6020/2023, que torna a lei mais rigorosa contra agressores que tenham medida protetiva. Pela regra instituída pelo texto, a lei vai considerar que o agressor descumprirá a medida protetiva se houver alguma aproximação com a vítima, mesmo que ela concorde com isso.
    • O PL 3118/2024, que estabelece a destinação recursos do Fundo Social para políticas de assistência estudantil e ações afirmativas de ingresso na educação superior e profissional pública. Também modifica a lei da Política Nacional de Assistência Estudantil para permitir o uso desses recursos no atendimento a estudantes beneficiados por reserva de vagas em instituições públicas federais.
    • O PL 2692/2025, que atualiza a tabela do Imposto de Renda para seguir isentando as pessoas que ganham até dois salários mínimos.
    • Um projeto que muda o nome da sala de reuniões do colégio de líderes para “Sala Miguel Arraes”.
    • O PDL 405/2023, que suspende a portaria do governo Lula que passava a exigir autorização em convenção coletiva para o trabalho em feriados no setor do comércio.
    • O PL 2583/2020, que institui a Estratégia Nacional de Saúde, para incentivo às indústrias que produzam equipamento para o setor de saúde no Brasil.
    • O PL 2767/2023, que regulamenta os programas de milhagem das companhias aéreas.
    • O PL 458/2021, que cria o Regime Especial de Atualização e Regularização Patrimonial (Rearp). Com ele, pessoas físicas vão, por um imposto menor, poder atualizar o valor de bens móveis e imóveis no Brasil para declaração no Imposto de Renda. O texto também autoriza a regularização de bens que tenham sido declarados de forma incorreta.
    • O PL 2978/2023, que altera a Lei das SAFs, as Sociedades Anônimas do Futebol. A ideia do texto é mudar regras de governança para resguardar os investidores e preservar os direitos dos clubes.
    • O PL 1546/2024, que aperta as regras para autorização de descontos na folha de pagamentos dos aposentados, objetivando o combate a fraudes. Na proposta, os descontos só poderão ser feitos de houver autorização por escritura pública, instrumento particular com firma reconhecida ou assinatura eletrônica qualificada.
    • O PL 769/2024, que cria cargos comissionados nos gabinetes de ministros do STF.
    • O PL 3391/2020, que institui o Dia Nacional do Orgulho Autista.
  • Senado pode votar projeto que libera cassinos e jogos antes do recesso

    Senado pode votar projeto que libera cassinos e jogos antes do recesso

    Apostador em cassino na cidade de Atlanta, nos Estados Unidos.

    Apostador em cassino na cidade de Atlanta, nos Estados Unidos.Gabriel Cabral/Folhapress

    O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), intensificou as articulações para colocar em votação, ainda antes do recesso parlamentar, o projeto (PL 2.234/2022) que legaliza os chamados jogos de azar no Brasil, incluindo bingos, cassinos e o jogo do bicho. A expectativa de aliados do senador é que a análise em plenário ocorra até 18 de julho, quando os parlamentares entram em recesso.

    Alcolumbre tem conversado com líderes nas últimas semanas em busca de um acordo que viabilize a votação. No entanto, a negociação ainda não está fechada. O projeto enfrenta resistência de partidos da oposição, como o PL, e de integrantes da bancada evangélica, tradicionalmente contrária à legalização dos jogos.

    Mesmo assim, Alcolumbre tem demonstrado disposição para levar o texto ao plenário nas próximas semanas. A proposta está parada há mais de um ano, desde sua aprovação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, em junho de 2024, ocasião em que o próprio Alcolumbre, então presidente da comissão, atuou diretamente para destravar o projeto.

    Senado dividido

    O placar da votação na CCJ evidenciou a divisão que o tema provoca na Casa. O texto avançou com o apoio de 14 senadores e o voto contrário de 12. Uma sinalização de que o governo pode apoiar a proposta é que todos os senadores do PT votaram favoravelmente ao projeto, incluindo o atual líder do partido, Rogério Carvalho (SE), e o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA).

    Embora ressalte que não é defensor da legalização dos jogos, o presidente Lula já afirmou que sancionará a lei caso o projeto seja aprovado pelo Congresso. “Não sou favorável a jogo, mas também não acho crime. Se o Congresso aprovar, se houver um acordo entre os partidos políticos e for aprovado, não tem por que não sancionar”, disse, em entrevista à Rádio Meio, do Piauí, em junho do ano passado.

    Relator defende aprovação

    O relator do projeto, senador Irajá (PSD-TO), considera que a sociedade brasileira está madura para a legalização dos jogos. Para ele, a proposta representa uma oportunidade de desenvolvimento, e não uma ameaça.

    “A atual proibição não funciona, pois 70% dos brasileiros e brasileiras acreditam que ela não reduz a oferta de jogos ilegais no país. Apenas 25% ainda acham que a lei consegue conter a prática criminosa do jogo clandestino, dominado pelo crime organizado”, declarou.

    Na avaliação dele, o Brasil precisa de um novo marco “moderno e responsável”, baseado em experiências internacionais bem-sucedidas, capaz de impulsionar o turismo, atrair investimentos e gerar empregos. O senador ressalvou, porém, que a futura norma deverá combater a lavagem de dinheiro e o financiamento do crime organizado, além de prevenir o endividamento dos jogadores.

    “Regulamentar é garantir fiscalização e proteção à nossa sociedade, e os brasileiros apoiam exatamente isso”, discursou Irajá no plenário em dezembro do ano passado, quando o tema chegou a ser discutido, mas não houve acordo para a votação. Na ocasião, os defensores da legalização concluíram que poderiam perder no voto.

    Os críticos

    O senador Eduardo Girão (Novo-CE) é um dos principais críticos da proposta. “É uma obsessão. A aprovação será uma tragédia sem precedentes”, disse o parlamentar ao Congresso em Foco.

    Para Girão, é inconcebível que o Senado aprove a legalização dos jogos em meio aos problemas provocados pelas chamadas bets, tema de uma CPI encerrada na semana passada sem a apresentação de relatório. “Pesquisas indicam que as bets pegam pessoas até 49 anos. A partir daí, é bingo, é cassino. É uma covardia, vai virar o país da jogatina”, afirmou.

    O que diz o projeto

    O Projeto de Lei 2.234/2022 regulamenta a exploração de diversas modalidades de jogos de azar em todo o país, entre elas:

    • Cassinos em resorts integrados: só poderão funcionar dentro de complexos turísticos com hotéis, restaurantes e espaços de lazer. Também haverá possibilidade de cassinos flutuantes, em embarcações marítimas ou fluviais.
    • Número limitado de cassinos: cada estado poderá ter apenas um cassino, com exceção de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Amazonas e Bahia, que poderão ter até três, em função de sua extensão territorial.
    • Exigência de capital mínimo: as operadoras de cassinos deverão comprovar capital social de pelo menos R$ 100 milhões.
    • Bingos permanentes: a proposta permite a exploração permanente do bingo, mas apenas em casas de bingo ou em estádios de futebol. Bingos eventuais continuarão restritos a eventos filantrópicos.
    • Jogo do bicho: a regulamentação da atividade dependerá de outorga específica do governo.
    • Regras de pagamento: estão proibidos pagamentos em dinheiro vivo ou via Pix. Somente cartões de crédito poderão ser usados.

    Apoios e interesses

    Parlamentares favoráveis ao texto defendem que a legalização pode gerar até R$ 20 bilhões por ano em arrecadação de impostos e criar cerca de 1 milhão de empregos diretos e indiretos. Uma pesquisa realizada pelo Senado, com cinco mil entrevistados, apontou que não há resistência significativa da população à legalização dos jogos.

    O relator, senador Irajá Abreu, argumenta que o projeto cria um ambiente de controle e segurança, com exigências rígidas de compliance e fiscalização. Ele também destaca que o projeto diferencia os jogos físicos das apostas online, como as “bets”, que já têm regulamentação própria. “O projeto cria um modelo seguro, controlado e com rígidas exigências, capaz de atrair investimentos, gerar empregos e fortalecer o turismo nacional”, afirma.

    Se o projeto for aprovado pelo Senado sem alterações em relação ao texto que veio da Câmara, seguirá diretamente para a sanção ou veto do presidente Lula. Caso haja modificações, a proposta retornará para nova análise dos deputados.

    Tentativas frustradas

    Cassinos, bingos e jogos de azar foram proibidos no Brasil em 1946, por meio do Decreto-Lei nº 9.215, assinado pelo então presidente Eurico Gaspar Dutra. A justificativa era proteger a moral e a saúde pública. Desde então, a exploração dessas atividades é considerada contravenção penal. A única exceção tem sido o jogo do bicho, que, apesar de ilegal, segue amplamente disseminado de forma clandestina.

    Na década de 1990, houve uma abertura pontual com a aprovação da chamada Lei Zico (Lei nº 8.672/93), que permitiu a exploração comercial dos bingos para financiar entidades esportivas. Essa permissão foi mantida pela Lei Pelé (Lei nº 9.615/98). No entanto, em 2004, após um escândalo envolvendo casas de bingo, o presidente Lula editou uma medida provisória que voltou a proibir a exploração comercial dos bingos e dos caça-níqueis em todo o território nacional.

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    CPI das Bets é encerrada após derrubada do relatório final

  • Senado discute feminicídio e violência doméstica em sessão temática

    Senado discute feminicídio e violência doméstica em sessão temática

    O Senado realiza na próxima terça-feira (24) uma sessão de debates temáticos para tratar da alta nos casos de feminicídio no País. O encontro foi solicitado pela senadora Leila Barros (PDT-DF) e aprovado em abril, com apoio de mais de vinte parlamentares.

    Na justificativa do requerimento, Leila destaca a importância do debate diante dos dados recentes do Atlas da Violência. Em 2022, 36,6% dos homicídios de mulheres ocorreram por razões de gênero, com mais de 1.300 vítimas. “As mulheres estão mais sujeitas à violência letal dentro de casa do que nas ruas”, afirma a senadora.

    Sessão marcada para o dia 24 atende a requerimento da senadora Leila Barros.

    Sessão marcada para o dia 24 atende a requerimento da senadora Leila Barros.Carlos Moura/Agência Senado

    O documento destaca que, embora tenha havido queda nos assassinatos fora do ambiente doméstico, os crimes motivados por discriminação ou menosprezo à condição feminina seguem estáveis. A senadora vê no debate uma oportunidade para aprimorar políticas públicas e legislações de proteção.

    Ela também cita um levantamento do instituto de pesquisas da Casa, o DataSenado, que em 2023 identificou que 30% das brasileiras já sofreram algum tipo de violência, seja física ou psicológica.

    “Precisamos examinar essa problemática sob distintas abordagens que englobam as dimensões socioeconômica, jurídica, psicológica, educacional, entre outras”, escreveu Leila Barros. Ela defende atenção à rede de acolhimento, como casas-abrigo e centros de atendimento, e à forma como o tema é tratado nas escolas.

  • Especialista aponta 437 projetos contra direitos LGBTQIAPN+ no Brasil

    Especialista aponta 437 projetos contra direitos LGBTQIAPN+ no Brasil

    O mês do Orgulho LGBTQIAPN+, celebrado em junho, tornou-se símbolo da luta por direitos e da resistência da comunidade. O movimento surgiu após os protestos de Stonewall, em Nova York, e, desde então, ganhou força como expressão de visibilidade e afirmação.

    Congresso Nacional e Orgulho LGBTQIA+.

    Congresso Nacional e Orgulho LGBTQIA+.Arte/Congresso em Foco

    No Brasil, embora haja avanços, tramita no Congresso Nacional e nas Assembleias Legislativas um grande volume de propostas que buscam restringir direitos da população LGBTQIAPN+. Em muitos casos, os autores justificam as medidas como defesa da infância.

    Segundo o diretor-presidente da Aliança Nacional LGBTI+, Toni Reis, há 437 projetos com teor contrário à comunidade. “É reflexo da extrema direita e do fundamentalismo religioso. Esses projetos seguem padrões internacionais, reproduzidos e adaptados à nossa realidade”, afirma. Reis considera que cerca de 98% dessas propostas são inconstitucionais.

    A seguir, alguns dos projetos em análise na Câmara dos Deputados:

    Religiosidade

    O deputado Coronel Chrisóstomo (PL-RO) é autor do projeto de lei 106/2025, que proíbe o uso de símbolos religiosos, como cruz, Bíblia e imagens de santos, durante Paradas do Orgulho LGBTQIAPN+. Em caso de descumprimento, o texto prevê multa de R$ 50 mil, podendo chegar à suspensão do evento por até três anos em casos de reincidência grave. A proposta está nas comissões de Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial e Constituição e Justiça (CCJ).

    Presença de menores

    Já o projeto 906/2025, do deputado Marcos Pollon (PL-MS), impede a participação de menores de 18 anos em Paradas LGBTQIAPN+ e outros eventos públicos da comunidade. O descumprimento pode gerar multa de até R$ 100 mil aos organizadores. O texto aguarda parecer na Comissão do Esporte.

    Participação em esportes

    A deputada Missionária Michele Collins (PP-PE) propôs o projeto nº 3.218/2024, que veta a participação de atletas cujo gênero difira do sexo biológico em competições esportivas com apoio do poder público. As multas variam entre R$ 10 mil e R$ 100 mil. A matéria ainda não tem relator designado na Comissão de Direitos Humanos.

    Publicidade e crianças

    A medida 3.813/2023, do deputado Maurício do Vôlei (PL-MG), busca proibir o uso de imagens de crianças e adolescentes em campanhas publicitárias relacionadas a manifestações LGBTQIAPN+. Segundo o autor, o objetivo é evitar o que considera “exposição inadequada” em relação à sexualidade e identidade de gênero. A proposta também está na Comissão do Esporte, aguardando parecer do relator.

    Casamento homoafetivo

    O Projeto de Lei 580/2007, que pretende garantir em lei o direito ao casamento homoafetivo, segue sem relator na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara. A proposta avança com dificuldade em um cenário de discussões divididas no Congresso, onde convivem iniciativas favoráveis e contrárias aos direitos da população LGBTQIAPN+.

    Leia também: Mês do Orgulho: veja projetos em prol da comunidade LGBTQIAPN+

  • Vai à sanção aumento de pena para abandono de idosos e deficientes

    Vai à sanção aumento de pena para abandono de idosos e deficientes

    Com emendas do Senado, o projeto de lei que visa aumentar a pena para o crime de abandono de idoso ou pessoa com deficiência está com caminho livre para a sanção presidencial. A legislação propõe uma elevação significativa na punição, com a pena geral passando de reclusão de seis meses a três anos e multa, para uma pena de dois a cinco anos de reclusão, além da aplicação de multa.

    Projeto amplia a proteção aos idosos.

    Projeto amplia a proteção aos idosos.Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

    Em situações onde o abandono resulta no falecimento da vítima, a pena poderá variar de oito a 14 anos de reclusão. Caso o abandono cause lesão grave, a pena prevista é de reclusão de três a sete anos, em ambos os casos, acrescida de multa.

    As emendas introduzidas pelo Senado também determinam a exclusão da competência dos juizados especiais para julgar crimes de apreensão de crianças e adolescentes que ocorram sem ordem judicial ou em flagrante de ato infracional. Adicionalmente, o Estatuto da Pessoa com Deficiência será atualizado para incorporar os aumentos de pena previstos no texto.

    O PL 4.626/2020, de autoria da Câmara dos Deputados, foi aprovado na segunda-feira (16) e encaminhado para a sanção presidencial. Durante a apreciação do projeto, os deputados manifestaram concordância com as alterações propostas pelo Senado, tanto no que se refere ao aumento das penas quanto à exclusão da competência dos juizados especiais em casos de apreensão irregular de menores.

    Uma das emendas aprovadas modifica o Estatuto da Criança e do Adolescente, impedindo o uso da Lei dos Juizados Especiais Cíveis e Criminais para o crime de privar a criança ou adolescente de sua liberdade, realizando sua apreensão sem flagrante de ato infracional ou ordem judicial escrita. A pena atualmente prevista no estatuto para esse crime é de detenção de seis meses a dois anos.

    O projeto original, aprovado pela Câmara em 2021, já previa o aumento de pena para casos de abandono de idoso ou incapaz, bem como para maus-tratos. Tais crimes, previstos no Código Penal, abrangem qualquer pessoa sob os cuidados de outrem que seja incapaz de se defender dos riscos decorrentes do abandono. A pena geral, que atualmente é de detenção, passará a ser de dois a cinco anos de reclusão, com agravantes em casos de lesão corporal de natureza grave (reclusão de três a sete anos) ou morte (reclusão de oito a 14 anos).

    O crime de maus-tratos, atualmente punido com detenção, passará a ter a mesma pena geral. Nos casos de agravantes de lesão corporal grave ou morte, as penas, que atualmente variam de reclusão de um a quatro anos e de quatro a 12 anos, respectivamente, serão aumentadas para três a sete anos e oito a 14 anos.

    Esse crime é caracterizado como expor a perigo a vida ou a saúde de pessoa sob autoridade, guarda ou vigilância em ambiente de educação, ensino, tratamento ou custódia, seja privando-a de alimentação ou cuidados indispensáveis, seja abusando de meios de correção ou disciplina. O texto também atribui penas semelhantes no Estatuto do Idoso para esse tipo penal, caracterizado de maneira similar àquela constante do Código Penal.