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  • Ministro da Saúde inaugura serviços no Hospital Federal de Ipanema e fortalece rede de alta complexidade do Rio de Janeiro

    Ministro da Saúde inaugura serviços no Hospital Federal de Ipanema e fortalece rede de alta complexidade do Rio de Janeiro

    O Hospital Federal de Ipanema, no Rio de Janeiro (RJ), foi modernizado com novas instalações para ampliar o atendimento especializado no SUS. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, inaugurou, nesta quarta-feira (19), o serviço de Endoscopia Digestiva Avançada – centro de referência em procedimentos diagnósticos e terapêuticos de alta complexidade, e as obras de climatização do centro cirúrgico e do Centro de Terapia Intensiva (CTI) da unidade.

    “Muito feliz em ver a reorganização deste hospital. O número apresentado aqui é muito valoroso para o Ministério da Saúde: a redução de 56% da fila de cirurgias aqui no hospital, comparada com o ano passado. Também fico muito feliz em encontrar este novo centro de endoscopia funcionando”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. As ações fazem parte do Plano de Reestruturação dos Hospitais Federais e fortalecem as ações do programa Agora Tem Especialistas para redução do tempo de espera por consultas, exames e cirurgias na rede federal de saúde. Ao todo, o investimento chega a R$ 2,4 milhões, sendo R$ 1,1 milhão destinado à readequação do serviço de endoscopia e R$ 1 milhão à aquisição de equipamentos para a climatização do centro cirúrgico e do CTI.

    O Serviço de Endoscopia Digestiva do HFI é um dos principais centros de referência do município e do estado do Rio de Janeiro para procedimentos endoscópicos diagnósticos e terapêuticos de alta complexidade. Com forte atuação na prevenção do câncer colorretal, o serviço também se destaca no tratamento de lesões malignas precoces e na paliação do câncer em estágio avançado. Em 2024, o setor realizou mais de 5,9 mil atendimentos.

    Entre os procedimentos de alta complexidade, a diretora do HFI, Selene Bezerra, destaca que o hospital é referência regional na realização de Colangiopancreatografia Retrógrada Endoscópica (CPRE) e de Ecoendoscopia. O HFI também se destaca na oferta de outros exames de alta complexidade, como enteroscopia, cirurgias endoscópicas, manometria e pHmetria. “Os procedimentos realizados mostram o tamanho deste hospital, a importância dele para o Rio de Janeiro e o papel que ele tem para o SUS. Estas estruturas que são tão importantes, tão valorosas, históricas, uma referência para cada um de nós. A gente precisa garantir que os hospitais funcionem da melhor forma possível, cuidando da população, oferecendo o que a gente pode de mais qualidade”, reforçou Padilha.

    Projeto de climatização e energia solar

    Além da inauguração das obras já concluídas, o Ministério da Saúde iniciou a implantação de um novo sistema de climatização na Unidade de Pacientes Internados (UPI) e a instalação de um sistema de geração de energia solar fotovoltaica, em parceria com a Light, no Hospital de Ipanema.

    O sistema fotovoltaico permitirá a produção de energia limpa e renovável, contribuindo para a redução de consumo de energia elétrica, dos custos operacionais e do impacto ambiental decorrente das atividades hospitalares. A estimativa é uma economia anual de aproximadamente R$ 500 mil na conta de luz do HFI.

    Além disso, o hospital está realizando a substituição parcial do sistema convencional de climatização por um modelo VRF (Fluxo de Refrigerante Variável) com tecnologia inverter. A solução oferece maior eficiência energética, estabilidade térmica, redução de ruídos e otimização da manutenção. Para 2026, está prevista a modernização dos elevadores, a transformação de seis leitos da Unidade Pós-Operatória (UPO) em day clinic, a renovação do parque tecnológico, a ampliação da capacidade de leitos da UTI, a transformação de três salas cirúrgicas em sala cirúrgica híbrida/hemodinâmica e a ampliação da oferta cirúrgica.

    Reestruturação dos Hospitais Federais

    Cinco unidades federais do Rio de Janeiro já deram início ao Plano de Reestruturação da rede hospitalar. Os hospitais federais de Bonsucesso (HFB), do Andaraí (HFA), Cardoso Fontes (HFCF), dos Servidores do Estado (HFSE) e da Lagoa (HFL) avançam em diferentes etapas do processo.

    O Hospital Federal de Bonsucesso passou a ser administrado pelo Grupo Hospitalar Conceição (GHC) em outubro de 2024. Desde então, foram contratados 2 mil novos profissionais, inaugurados 218 leitos e realizados investimentos de R$ 30 milhões em equipamentos.

    Já o HFCF e o HFA foram municipalizados em dezembro, passando à gestão da Prefeitura do Rio de Janeiro. A meta é dobrar o número de atendimentos nessas unidades. Para isso, o Ministério da Saúde repassou R$ 150 milhões ao município e prevê ainda a incorporação de R$ 610 milhões ao teto MAC (Média e Alta Complexidade) da capital fluminense.

    O Hospital dos Servidores do Estado está em processo de fusão com o Hospital Universitário Gaffrée e Guinle. A integração deve resultar em um complexo com 500 leitos disponíveis ao sistema público de saúde, além da ampliação de vagas de residência médica, fortalecendo a formação de profissionais.

    A unidade da Lagoa, está em fase de transição da nova gestão e integração com o Instituto Fernandes Figueira (IFF), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

    Marci Hences
    Ministério da Saúde

  • Oficina nacional reforça atenção à saúde mental da população em situação de rua

    Oficina nacional reforça atenção à saúde mental da população em situação de rua

    O Ministério da Saúde realizou em Brasília, nos dias 17 e 18 de novembro de 2025, a Oficina Nacional de Atenção à Saúde Mental da População em Situação de Rua. Organizado em parceria com a Fiocruz Brasília, o encontro reuniu gestores federais, profissionais da Rede de Atenção Psicossocial, especialistas, movimentos sociais, entidades parceiras e representantes de órgãos públicos, reforçando o compromisso com o cuidado em liberdade e com o aprimoramento das políticas públicas.

    O representante do Ministério da Saúde, diretor do Departamento de Saúde Mental, Álcool e Outras Drogas, Marcelo Kimati, destacou que ampliar o cuidado à população em situação de rua é um dever do Estado e um compromisso central da política de saúde mental. Ele lembrou que o SUS se orienta pelo princípio da equidade e tem a responsabilidade de reduzir desigualdades. Segundo ele, “populações mais vulneráveis precisam de mais atenção, porque ainda enfrentam barreiras de acesso que limitam direitos e afastam as pessoas dos serviços”. Para Kimati, a oficina contribui diretamente para enfrentar essas barreiras ao formular estratégias de cuidado a partir da escuta da própria população.

    A coordenadora-geral de Saúde Mental e Direitos Humanos do Ministério da Saúde, Adriane Wollmann, reforçou a importância de reunir representações das cinco regiões do país e garantir voz aos movimentos sociais. Ela afirmou que “escutar quem vive e atua nos territórios é fundamental para construir políticas públicas efetivas e adequadas às realidades locais”. Adriane ressaltou também que o cuidado em saúde mental dessa população precisa considerar as múltiplas formas de violência às quais ela é submetida, incluindo estigma, discriminação e violências institucionais. Ela explicou que o departamento trabalha para desenvolver novas estratégias de cuidado, qualificar equipes e ampliar o acesso, especialmente diante das barreiras relatadas pelos movimentos.

    O primeiro dia da oficina concentrou-se na escuta qualificada dos movimentos sociais, que apresentaram demandas e experiências sobre estigma, barreiras de acesso e desafios enfrentados nos territórios. O segundo dia reuniu oito Grupos de Trabalho que discutiram temas estratégicos como acolhimento, expansão da RAPS, redução de danos, urgências em saúde mental, qualificação das equipes, arte e cultura no cuidado, redução do estigma e dimensões do cuidado nos CAPS.

    Durante as discussões, o coordenador de Projetos de Desinstitucionalização do MS, Daniel Adolpho, destaca prioridades para o fortalecimento da RAPS e para o cuidado à população em situação de rua. Ele lembrou que há grande demanda por cuidados em saúde mental e atenção ao uso de álcool e outras drogas, e reforçou a importância de serviços de baixa exigência como dispositivos essenciais para reorganização da vida e retomada de projetos. “Uma oficina como essa garante dois direitos fundamentais. O direito à saúde mental, ao contribuir para aprimorar a política, e o direito à participação, que é um pilar do SUS”, disse. Para ele, a presença ativa de movimentos sociais e de pessoas que vivem ou já viveram nas ruas fortalece a legitimidade das propostas. “Nada melhor do que os próprios titulares dos direitos participando dessa construção”.

    A oficina também permitiu atualizar a gestão sobre a realidade dos territórios, mostrando como as pessoas têm acessado os serviços e quais obstáculos ainda precisam ser superados. Esses debates oferecem um panorama concreto das necessidades apresentadas no cotidiano e orientam a formulação de ações mais qualificadas. As sínteses produzidas pelos grupos de trabalhos foram apresentadas em plenárias e sistematizadas pelas relatorias, com encaminhamentos voltados à qualificação dos fluxos de cuidado, fortalecimento da rede intersetorial e ampliação do acesso a serviços que assegurem proteção, autonomia e dignidade.

    Ao final, o Ministério da Saúde reafirmou o compromisso com políticas mais justas, efetivas e alinhadas às necessidades reais dos territórios. As contribuições coletadas orientarão ações estratégicas do MS para fortalecer a Rede de Atenção Psicossocial e avançar em práticas intersetoriais que promovam direitos e garantam cuidado integral à população em situação de rua em todo o país.

    Kathlen Amado
    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde inclui indicadores sobre a população quilombola no Painel da Saúde da População Negra

    Ministério da Saúde inclui indicadores sobre a população quilombola no Painel da Saúde da População Negra

    O Ministério da Saúde atualizou o Painel da Saúde da População Negra, que agora conta com dados ampliados sobre a população quilombola. A ferramenta, disponível na Sala de Apoio à Gestão Estratégica (Sage), reúne informações inéditas sobre indicadores de saúde, saneamento, abastecimento de água e educação, permitindo análises mais qualificadas para o enfrentamento das desigualdades que afetam comunidades negras e quilombolas.

    A iniciativa integra o esforço do Ministério da Saúde em fortalecer o SUS Digital, ampliando o uso de dados e indicadores estratégicos para apoiar gestores na tomada de decisão. A atualização do painel fortalece o programa Agora Tem Especialistas, que investe mais de R$ 1 bilhão no SUS Digital, com foco em Telessaúde, integração de dados pela RNDS e monitoramento estratégico.

    “O fortalecimento das políticas de saúde da população negra é um compromisso do Ministério da Saúde. A inclusão de dados da população quilombola no painel garante maior visibilidade, transparência e resposta às demandas históricas dessas comunidades”, reforça o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

    O Painel da Saúde da População Negra permite acompanhar indicadores como mortalidade materna, sífilis congênita e em gestantes, doença falciforme, mortalidade por tuberculose e mortalidade prematura por doenças crônicas. Agora, com indicadores específicos de acesso aos serviços de saúde para pessoas quilombolas, gestores terão subsídios mais robustos para direcionar investimentos e planejar ações voltadas à redução das iniquidades.

    Painel Saúde da População Negra

    Ações do Ministério da Saúde fortalecem Programa Federal de Ações Afirmativas

    Em alusão ao Novembro Negro, o Ministério da Saúde atualizou o Plano de Ação do Ministério da Saúde para o Programa Federal de Ações Afirmativas (PFAA). As ações visam promover a equidade e a justiça social no Sistema Único de Saúde (SUS). O programa, coordenado pelo Ministério da Igualdade Racial, nasceu com o propósito de garantir condições equânimes de acesso, permanência e desenvolvimento profissional, reconhecendo a diversidade do povo brasileiro, enfrentando desigualdades históricas.

    Dentre as iniciativas, está a Jornada de Equidade Étnico-Racial, um projeto-piloto que busca garantir um espaço de formação, conscientização e ações para alcançar a equidade racial entre profissionais de saúde. O objetivo é institucionalizar a estratégia

    antirracista, contribuir para a eliminação da desigualdade étnico-racial e promover a equidade e articulação das estruturas na área da saúde, além de propor um modelo de ações afirmativas.

    O plano do Ministério da Saúde também inclui ações para fortalecer a equidade étnico-racial na força de trabalho do SUS com promoção da saúde integral da mulher negra, incluindo direitos sexuais e reprodutivos; qualificação de dados (por raça/cor, etnia) nos sistemas de vigilância e saúde, para melhor monitoramento das desigualdades; capacitação de profissionais de saúde para atendimento equitativo e sensível às diversidades étnico-raciais, dentre outras iniciativas.

    Ministério da Saúde

  • Comitê de Participação Feminina e Gevid estarão em Sousa em apoio ao Justiça pela Paz em Casa 

    Para fortalecer as ações da Semana “Justiça pela Paz em Casa”, o Comitê de Incentivo à Participação Institucional Feminina e a Gerência de Qualidade de Vida (Gevid) do Tribunal de Justiça da Paraíba se farão presentes na abertura oficial do evento, que ocorrerá na próxima segunda-feira (24), na Comarca de Sousa.

    A Semana é uma realização da Coordenadoria da Mulher em Situação de Violência do Tribunal e tem como objetivo acelerar o julgamento de processos relacionados à Lei Maria da Penha, reforçando ações de prevenção e enfrentamento à violência doméstica.

    A presidente do Comitê, desembargadora Maria de Fátima Moraes Bezerra Cavalcanti Maranhão, destacou que as políticas de valorização das mulheres no âmbito do Tribunal devem alcançar não apenas magistradas e servidoras, mas também todas aquelas que buscam o Judiciário em situação de vulnerabilidade.

    “Estarei presente para apoiar a Coordenadoria da Mulher em Situação de Violência do TJPB, porque a violência doméstica é algo gritante em nossa época e requer toda a nossa atenção e um olhar mais profundo para a proteção das mulheres, tanto no enfrentamento quanto na prevenção”, afirmou a desembargadora, que também é ouvidora de Justiça do TJPB.

    A desembargadora Fátima Maranhão elogiou o trabalho desenvolvido pela Coordenadoria, que atualmente é conduzida pela juíza Graziela Queiroga. 

    “Competência, solidariedade e sensibilidade impulsionam o trabalho de Graziela nesta missão.Mulheres vítimas de violência precisam ser acolhidas e orientadas; precisam saber que existe uma rede de serviços que envolve apoio psicológico, assistência social, atuação da magistratura, da advocacia e de diversos setores. Além disso, é fundamental que conheçam a força da união feminina — de uma mulher ajudar a outra”, enfatizou.

    A gerente de Qualidade de Vida do TJPB, Valéria Beltrão, informou que a equipe do setor também estará presente na abertura do evento em Sousa, oferecendo serviços de saúde.

    Na segunda-feira (24), a partir das 7h, serão disponibilizados atendimentos de enfermagem (aferição de pressão arterial, teste de glicemia e orientações de saúde), fisioterapia (acupuntura, auriculoterapia, liberação miofascial, aplicação de tapes e orientações ergonômicas) e assistência social (informações sobre processos da junta médica).

    Às 11h, está prevista a palestra Caminhos para o Bem-Estar Emocional, com foco em saúde mental, realizada em parceria com a Associação das Esposas dos Magistrados e Magistradas da Paraíba (Aemp).

    Por Gabriela Parente

  • ALPB realiza Encontro Estadual de Conselheiros Tutelares

    Notícias

    Publicado em 19 de novembro de 2025

    A Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) promoveu, nesta quarta-feira (19), o Encontro Estadual de Conselheiros Tutelares. O evento, que integra o cronograma do Pacto pela Primeira Infância, foi presidido pelo chefe do Poder Legislativo estadual, deputado Adriano Galdino, e reuniu conselheiros tutelares de todas as regiões do Estado com o objetivo de debater políticas públicas voltadas à proteção integral das crianças e ao fortalecimento da rede de garantia de direitos. O Encontro contou ainda com a presença do deputado Taciano Diniz e com a palestra do vice-presidente do Tribunal de Contas do Estado da Paraíba (TCE-PB), André Carlo Torres, que preside o Pacto pela Primeira Infância.

    O presidente da ALPB, Adriano Galdino, avaliou como um momento de diálogo e fortalecimento das políticas públicas voltadas à infância e à juventude e acrescentou que a presença de autoridades, a exemplo do conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, André Carlo, traz energia e compromisso aos profissionais que atuam diariamente na defesa dos direitos das crianças e adolescentes.

    Adriano Galdino enfatizou ainda a importância de divulgar as legislações aprovadas pela Casa, especialmente as que tratam da proteção infanto-juvenil. Segundo ele, a coletânea de leis lançada durante o evento reúne da coletânea sobre normas de autoria de diversos deputados, incluindo iniciativas próprias, e reforça o compromisso do Legislativo com políticas públicas eficientes e integradas. “Temos leis muito importantes que foram aprovadas de minha autoria. E hoje a Casa está lançando uma coletânea para que possamos agrupar todas as leis referentes aos direitos da criança e do adolescente. Essa é mais uma contribuição do Poder Legislativo nessa política pública de diálogo que vai mostrar a Paraíba ao Brasil”, destacou o presidente.

    O vice-presidente do TCE-PB, André Carlo, que preside o Pacto pela Primeira Infância, destacou a importância da parceria entre as instituições para o fortalecimento das políticas voltadas à primeira infância. Ele considera uma honra participar das discussões na Casa, “que é uma grande parceira da empreitada do TCE”. André Carlo ressaltou ainda que, embora muitos esforços sejam feitos na área, “os conselheiros tutelares representam os braços e as pernas de qualquer órgão e entidade que tenha interesse e propensão de atuar na melhoria dos serviços em atenção às crianças da primeira infância”, reforçando o papel essencial desses profissionais na garantia de direitos.

    A ouvidora geral da Assembleia Legislativa da Paraíba, Arlenilde Aguiar, afirmou que a Casa Epitácio Pessoa tem atuado com o intuito de debater temas relevantes com a sociedade, sob a orientação do presidente Adriano Galdino. “Na instalação das sessões ordinárias nos municípios é a Ouvidoria que tem esse papel de comunicação com a sociedade, fazendo contato com os vários conselhos, não só os tutelares, como também conselhos de direitos com outras entidades. Porém, os conselhos tutelares a gente está tendo um trabalho mais consistente, porque a Assembleia tem assento no pacto e a gente intensificou esse contato para que a gente possa discutir a relação do pacto com os conceitos de tutelares”, frisou.

    A representante da ALPB no Pacto pela Primeira Infância, Rosana Gadelha, destacou que a programação integra diretamente as ações do Pacto, reafirmando o compromisso da Assembleia com a proteção das crianças de 0 a 6 anos. “Eu tenho a alegria de representar esse trabalho por determinação da Mesa Diretora da Casa, a quem inclusive registro meu agradecimento pela confiança”, afirmou. Na ocasião, Rosana ressaltou, ainda, que o fortalecimento das garantias da primeira infância passa, necessariamente, pelo diálogo com os conselheiros tutelares, que são, segundo ela, “a porta de entrada das famílias no combate à violência e aos maus-tratos”.

    O representante do Fórum Nacional dos Conselheiros Tutelares, Lenón Jânio, parabenizou o presidente da Assembleia, deputado Adriano Galdino, pela realização do evento. Segundo ele, o Encontro é fundamental para, além de discutir a Primeira Infância, valorizar o trabalho dos Conselheiros Tutelares. “O Conselho Tutelar é porta de entrada para o atendimento à criança e ao adolescente e este encontro proposto pelo Legislativo paraibano tende a contribuir com o fortalecimento da categoria”, argumentou o conselheiro.

    Encontro Estadual de Conselheiros Tutelares

    O Encontro Estadual de Conselheiros Tutelares faz parte da Semana de Valorização do Conselheiro Tutelar, que acontece em alusão ao Dia do Conselheiro Tutelar, celebrado em 18 de novembro. A iniciativa conta com o apoio do Fórum Nacional de Conselhos Tutelares, da Associação de Conselheiros e Ex-Conselheiros da Paraíba (ACONTEP) e do Fórum Colegiado Nacional de Conselheiros Tutelares (FCNCT).

    Durante o evento, houve também o lançamento da coletânea sobre a Primeira Infância, publicação que reúne experiências, diretrizes e ações desenvolvidas no âmbito do Pacto pela Primeira Infância, reforçando o compromisso do Parlamento paraibano com a formação e o fortalecimento das políticas públicas voltadas à infância.

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  • ALPB tem dois projetos entre os finalistas do Prêmio Assembleia Cidadã 2025

    ALPB tem dois projetos entre os finalistas do Prêmio Assembleia Cidadã 2025

    Notícias

    Publicado em 19 de novembro de 2025

    A Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) está concorrendo em duas categorias na final da 6ª edição do Prêmio Assembleia Cidadã, que reconhece iniciativas inovadoras em parlamentos estaduais de todo o Brasil. O Programa Ecolegis concorre na categoria Gestão, enquanto o documentário “Sociedade Singular” disputa na categoria Reportagem Legislativa.

    O presidente da ALPB, deputado Adriano Galdino, comemorou a conquista e destacou o trabalho coletivo. “Parabenizo a todos os servidores e parlamentares envolvidos nestes projetos e torço para que a Paraíba vença mais uma vez. Esse reconhecimento é fruto do trabalho de todos que fazem esta Casa, que diariamente se dedicam a servir a população com excelência e inovação”, afirmou.

    O Ecolegis é um programa de sustentabilidade que tem como principal diferencial o protagonismo dos servidores. Desenvolvido para alinhar a gestão da Casa aos princípios de governança e modernização, o projeto conta com a participação ativa de funcionários como o servidor Gilson Henrique dos Santos, 80 anos, que há seis décadas integra o quadro funcional da ALPB e se tornou símbolo da dedicação à instituição.

    Já o documentário “Sociedade Singular”, produzido pela TV Assembleia, mostra de forma sensível as iniciativas do Legislativo paraibano em prol da inclusão de pessoas neurodivergentes. Com depoimentos reais de autistas e suas famílias, a produção destaca ações como a Caravana da Inclusão e a Sala de Estabilização Sensorial.

    A 6ª edição do Prêmio Assembleia Cidadã recebeu quase 70 inscrições nas quatro categorias: Atendimento ao Cidadão, Gestão, Projetos Especiais e Reportagem Legislativa. A premiação tem como objetivo reconhecer e divulgar iniciativas que aproximam o Poder Legislativo do cidadão e valorizam práticas que humanizam as ações parlamentares.

    A fase final do prêmio contará com três finalistas em cada categoria, sendo que os vencedores serão conhecidos em cerimônia de premiação a ser marcada pela organização do evento.

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    FINALISTA-DA-6-EDICAO

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  • Reunião aberta da UMF/JF5 debate julgamento com perspectiva racial e identificação de pessoas pardas Última atualização: 19/11/2025 às 14:43:00

    Os temas em debate no Mês da Consciência Negra podem ser os mais diversos, como bancas de heteroidentificação, Protocolo de Julgamento com Perspectiva Racial, letramento racial, mas todos eles convergem para um único ponto: as feridas formadas por quase 400 anos de escravidão e as cicatrizes que ainda marcam as pessoas negras no Brasil. Ontem (18/11), o Tribunal Regional Federal da 5ª Região – TRF5 reuniu integrantes da magistratura e da academia para um debate aberto sobre o tema, dentro da programação do ciclo de eventos “Letramento para equidade racial”.

    O encontro foi uma iniciativa da Unidade de Monitoramento e Fiscalização de decisões, deliberações e recomendações do Sistema Interamericano de Proteção aos Direitos Humanos no âmbito da Justiça Federal da 5ª Região (UMF/JF5). Compuseram a mesa de abertura do evento a vice-presidente do TRF5, desembargadora federal Joana Carolina, e as desembargadoras federais Germana Moraes, coordenadora da UMF/JF5, e Cibele Benevides.

    Em sua fala, Joana Carolina reafirmou o compromisso do Tribunal com o tema. “O TRF5, além de julgar os processos, também tem esse propósito de conscientização, sendo, inclusive, uma política estimulada e recomendada pelo Conselho Nacional de Justiça, vista com bons olhos por todos nós que defendemos essa causa”.

    Já Cibele Benevides reforçou a importância do debate sobre o tema. “É muito importante o aprofundamento do debate sobre o que levou os espaços de poder brasileiros a serem predominantemente masculinos e brancos. A escravização de pessoas negras, uma chaga que foi nossa realidade por mais de 300 anos, ainda tem seus reflexos em todos os ambientes que frequentamos. Que nós possamos ampliar o nosso olhar para trazer um pouco mais de justiça”.

    Julgamento com perspectiva racial

    O primeiro painel abordou o tema “Julgamento com Perspectiva Racial na Corte Interamericana de Direitos Humanos”, com participação da professora Flavianne Nóbrega, do Centro de Ciências Jurídicas da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE); do Doutor Honoris Causa da UFPE, babalorixá Ivo de Xambá; e da pesquisadora Malu Stanchi (UFPE). A condução dos debates foi de Joana Carolina.

    Pai Ivo, como é comumente chamado, fez um resgate histórico das Constituições brasileiras – que, mesmo sem previsão expressa, continham normas que suprimiam direitos das pessoas negras –, e refletiu sobre o período de colonização do Brasil. “Eu costumo dizer que não acredito em colonização, mas em invasão. Quando o Brasil foi invadido pelos portugueses, o fuzil e a espada foram tão letais quanto a cruz, porque o fuzil e a espada mataram o indígena e a cruz acabou com a cultura dos povos”.

    A religião afro também foi um dos pontos abordados pelo babalorixá. “Os negros não trouxeram nenhuma religião para o Brasil. Eles trouxeram espiritualidade sociocultural. Porque 90% da cultura desse país é do candomblé: o samba, a capoeira, o maracatu, o maculelê, a ciranda”. E finalizou com um provérbio africano: “enquanto os leões não contarem a sua história, prevalecerá a história do caçador”.

    Em seguida, Flaviane relembrou o caso que envolveu o Povo Xukuru, cujo julgamento ocorreu no TRF5, com acompanhamento da UMF/JF5. “A criação da UMF é uma iniciativa de vanguarda do TRF5. A primeira decisão que responsabilizou o Brasil pela grave violação do direito dos povos indígenas envolveu o Povo Xukuru, do estado de Pernambuco. Toda essa mobilização fez com que fosse criada essa unidade de monitoramento, que permite que todos os direitos humanos possam ser incorporados, não só indígenas, mas, também, os relacionados ao enfrentamento racial, a parâmetros envolvendo a preocupação não discriminatória que deve ser implementada no dia a dia”.

    Por fim, Malu Stanchi trouxe um caso prático de duas mulheres negras que sofreram preconceito enquanto participaram de um processo seletivo, julgado pela Corte Interamericana de Direitos Humanos (CIDH). Para ela, o racismo pode se apresentar de várias formas. “O racismo é um fenômeno dinâmico. Hoje ele pode se dar de uma forma; amanhã, de outra. Para além de uma questão de representatividade, há uma questão de agenda, para saber quais demandas precisam ser discutidas no âmbito institucional dos países que aderiram à Convenção de Direitos Humanos e à Convenção Interamericana contra o Racismo”.

    Justiça e identificação de pessoas pardas

    O segundo painel foi sobre “Justiça e identificação de pessoas pardas”. Participaram a desembargadora Germana Moraes, o desembargador do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) Eudes França; a juíza de Direito Luciana Maranhão, que é membro da Comissão Permanente de Heteroidentificação do Exame Nacional da Magistratura em Pernambuco, coordenadora da Comissão para a Equidade Étnico-Racial e de Gênero (CEERG) do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PE) e vice-presidente da Comissão de Políticas Judiciárias de Equidade Racial e suas Interseccionalidades (CPJERI) do TJPE; e a advogada Manoela Alves, fundadora do Instituto Enegrecer e diretora da Ordem dos Advogados de Pernambuco (OAB-PE).

    O painel foi conduzido pela desembargadora federal Gisele Sampaio, gestora do Pacto pela Equidade Racial no TRF5. “No âmbito do Poder Judiciário, a identificação das pessoas pardas para fins de aplicação das políticas voltadas para pretos e pardos é um dos temas dos mais desafiadores. Em um país como o nosso, a identificação das pessoas pretas e brancas não é tanto objeto de polêmica, mas, quando passamos para pessoas pardas, passamos a ter vários questionamentos judiciais que abarrotam tanto a Justiça Federal quanto a Estadual”. Para ela, refletir sobre isso é uma ação necessária. “Essa reflexão coletiva sobre o tema é importante porque vamos pensando juntos e avançando nas soluções”.

    Para Manoela Alves, o debate que envolve a cor da pele e a autodeclaração é desafiador. “Pensar que a branquitude tem diversos tons e negritude também nos leva a refletir que esse cenário é realmente desafiador e precisa ser enfrentado. Quando falamos de pessoas pretas, não há maiores problemas no processo de autoidentificação. Mas, quando falamos das pessoas pardas, especialmente se elas tiverem um tom de pele mais clara, teremos situações com leituras diferentes”.

    O colorismo também foi um ponto abordado por Manoela. “Existe um debate hoje muito importante, que é questão do colorismo, que é entender que temos tons diferentes de pele negra, por exemplo. Dentro desse colorismo, as pessoas que tiverem o tom de pele mais escuro irão gozar de menos acesso, terão menos oportunidades. Por isso, é importante demarcar quem é preto e quem é pardo”. Ela também acredita que o Pacto Nacional para Equidade Racial do CNJ é uma ferramenta importante. “O Pacto é extremamente completo e tem sido bem-sucedido nessa perspectiva de orientar o Poder Judiciário a atuar nesse processo de identificação”.

    Germana Moraes continuou o debate, trazendo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre os percentuais da população branca, negra, indígena e amarela no Brasil. A magistrada também destacou que são muitos os processos que chegam à Corte referentes ao acesso a cargos, empregos ou vagas em universidades que encontram dificuldades de identificação das pessoas pardas.

    Germana pontuou que é preciso ter cuidado com o racismo estrutural. “Nós temos, tanto na autodeclaração quando nas comissões de heteroidentificação, as armadilhas do racismo estrutural, que é aquele que está no inconsciente. Temos que estar alertas com relação a isso”.

    Já Eudes França enfatizou a importância da autodeclaração de cada pessoa. “Acredito que a validação da autodeclaração é uma questão de legalidade, e não de discricionariedade, como foi no passado”.

    Encerrando a programação, Luciana Maranhão defendeu que o tema do painel percorre o racismo e a discriminação que a população negra sofreu durante mais de 300 anos de escravismo. “Precisamos muito desse diálogo, desse aprofundamento, em todo esse percurso que estamos vivendo. Isso é fruto de tantos homens e mulheres que vêm lutando para fechar de vez essa ferida histórica, que é o racismo que a gente vive nesse país”.  

    Por: Divisão de Comunicação Social do TRF5


  • Primeiro webinário do projeto Justiça Além do Gênero acontece no dia 27/11 Última atualização: 19/11/2025 às 14:51:00

    O Tribunal Regional Federal da 5ª Região – TRF5, por meio da Divisão de Desenvolvimento Humano (DDH), irá promover o primeiro webinário do projeto Justiça Além do Gênero, sobre a temática “Protocolo de Julgamento com Perspectiva Racial / Povos Tradicionais e o Sistema Judiciário – Quilombolas”. O encontro acontecerá no dia 27/11 (quinta-feira), das 14h às 16h, através da plataforma Zoom.

    Os diálogos serão conduzidos pela presidente do Comitê Regional para Acompanhamento do Pacto Nacional do Judiciário pela Equidade Racial, desembargadora federal Gisele Sampaio, e contará com as participações da juíza federal Heloisa Silva Melo, da Justiça Federal no Ceará; da consultora e especialista em diversidade, direitos humanos e impacto social, Suzana Coelho; e da analista judiciária Sabrina Lira.

    A ação, que encerra a programação do Mês da Consciência Negra no TRF5 e integra a programação do Ciclo de Eventos “Letramento para Equidade Racial”, é voltada à promoção da equidade racial e à valorização da diversidade no âmbito da Justiça Federal da 5ª Região.

    Não será necessário realizar inscrição prévia. A sala virtual poderá ser acessada diretamente pelo link abaixo:

    https://us02web.zoom.us/j/82733089734?pwd=xWO3vKaOBgeW8DELnlAwiypqMndvtH.1                     

    ID da reunião: 827 3308 9734
    Senha: 880498

    Por: Divisão de Comunicação Social do TRF5


  • PJe Mobile 2 já está disponível para magistrados(as) da JF5 Última atualização: 19/11/2025 às 17:43:00

    A versão atualizada do Processo Judicial Eletrônico para uso em dispositivos móveis (PJe Mobile 2) já está disponível para instalação e uso dos(as) magistrados(as) da Justiça Federal 5ª Região (JF5). O aplicativo, desenvolvido pela Justiça Federal da Paraíba (JFPB) em cooperação técnica com o Tribunal Regional Federal da 5ª Região – TRF5, visa a modernizar e otimizar a atividade judicante, proporcionando maior agilidade, segurança e flexibilidade.

    A solução facilita o acesso ao processo judicial pelo celular e moderniza o dia a dia de magistrados(as), trazendo benefícios como ingresso simplificado, com visualização dos processos, documentos e minutas em qualquer lugar e a qualquer momento, diretamente do dispositivo móvel; gestão mais eficiente, com o gerenciamento do acervo processual por meio de interface intuitiva e adaptada para telas sensíveis ao toque; e assinatura ágil e segura, utilizando tecnologias modernas de autenticação, como biometria e reconhecimento facial (Face ID).

    A plataforma está alinhada às diretrizes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que a definiu como o aplicativo móvel oficial para todos os tribunais do país.

    O PJe Mobile 2 também avança na padronização da experiência de uso na 5ª Região, com visual modernizado, etapas simplificadas e compatibilidade com tablets para trabalho multitela.

    O aplicativo evoluiu em usabilidade, permitindo consulta rápida aos processos, edição de minutas, assinatura de documentos e integração com ferramentas de inteligência artificial para análise automatizada de peças processuais. A arquitetura independente garante estabilidade e continuidade do trabalho, mesmo em cenários de oscilação do sistema principal.

    Instalação e suporte

    As versões do aplicativo para iOS (uso em iPhone, iPad) ou para Android poderão ser instaladas no dispositivo móvel a partir da página de endereço eletrônico: https://www.jfpb.jus.br/pje-mobile/

    Manual de instalação

    Para auxiliar na instalação e configuração da nova ferramenta, o manual completo do PJe Mobile 2 está disponível no seguinte link: https://www.jfpb.jus.br/pje-mobile/ManualPJeMobile_2.pdf

    Suporte e orientações

    Em caso de dúvidas, dificuldades técnicas ou necessidade de orientações adicionais sobre a instalação e uso do aplicativo, os(as) magistrados(as) podem recorrer aos serviços de atendimento de suporte oferecidos pelas Unidades de Tecnologia da Informação (TI) do Tribunal ou das Seções Judiciárias a que estão vinculados.

    Por: Divisão de Comunicação Social do TRF5 (com informações da Ascom JFPB)