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  • Israel decide deportar ativista brasileiro, informa advogada à família

    Israel decide deportar ativista brasileiro, informa advogada à família

    O governo de Israel reviu sua posição e decidiu deportar os oito ativistas pró-palestinos detidos ao tentarem levar ajuda humanitária à Faixa de Gaza a bordo de uma embarcação. Entre eles está o brasileiro Thiago Ávila, coordenador da chamada Coalizão Flotilha da Liberdade, que se recusou a assinar os termos de deportação propostos pelas autoridades israelenses. A informação foi repassada à família de Thiago por representantes da Adalah, organização de direitos humanos responsável por sua defesa. Em contato nesta manhã com a família do brasiliense, a advogada da entidade que cuida do caso dele afirmou que os presos não precisarão assinar os termos impostos por Israel para serem liberados.

    Ativistas de coalizão foram detidos no último domingo por forças israelenses. Desde então, oito dos 12 militantes que estavam no barco estão presos.

    Ativistas de coalizão foram detidos no último domingo por forças israelenses. Desde então, oito dos 12 militantes que estavam no barco estão presos.Reprodução/Instagram

    O grupo foi levado para a prisão de Givon, na cidade de Ramla, após a interceptação da embarcação Madleen pela marinha israelense. Dos 12 ativistas originalmente a bordo, quatro aceitaram a deportação e já retornaram a seus países, incluindo a ativista climática Greta Thunberg. Os outros oito se recusaram a admitir que cometeram qualquer crime ao navegarem rumo ao enclave palestino. Em protesto, Thiago iniciou uma greve de fome nessa terça-feira (10).

    Termos para deportação

    “Eles disseram que não vão assinar porque entendem que não cometeram o crime que Israel está tentando imputar a eles. Estavam apenas levando ajuda humanitária para Gaza”, declarou ao Congresso em Foco o pai de Thiago, Ivo de Araújo Oliveira Filho. Segundo ele, o grupo está unido: “Ninguém aceitará a deportação individualmente se não for para todos”.

    As entidades que apoiam a Flotilha sustentam que a embarcação estava em águas internacionais no momento da abordagem pelas forças israelenses, o que torna a detenção ilegal, segundo os ativistas. Eles levavam mantimentos e medicamentos para moradores da Faixa de Gaza.

    Na segunda-feira (horário de Brasília), os oito militantes que permanecem detidos chegaram a ser levados ao aeroporto de Tel Aviv, onde deveriam assinar os termos de deportação. Segundo a família, os interrogatórios individuais geraram preocupação com o paradeiro de alguns dos companheiros. A saída dos quatro primeiros ativistas, incluindo Greta, já estava planejada como parte da estratégia de comunicação do grupo.

    “A ideia era que esses quatro, por serem influenciadores, deixassem Israel para contar ao mundo o que ocorreu lá”, explicou Lara Souza, psicóloga e esposa de Thiago.

    O prazo padrão para deportações em Israel é de até 72 horas após a detenção, o que indica que Thiago e os demais podem deixar o país até quinta-feira (12). A família, no entanto, segue apreensiva com o destino do brasileiro, já que ele exerce papel de liderança na coalizão.

    Bloqueio israelense

    A Flotilha da Liberdade, da qual Thiago é um dos coordenadores, surgiu em 2010 como uma iniciativa internacional de desobediência civil contra o bloqueio israelense à Faixa de Gaza. Organizada por uma rede de entidades civis de diferentes países, a flotilha opera sem vínculo com partidos ou governos. Seu objetivo é chamar atenção global para as restrições impostas à população palestina e pressionar por sua suspensão com base no direito internacional humanitário.

    Mais do que transportar ajuda simbólica, como medicamentos, alimentos e itens infantis, as missões visam expor o bloqueio como uma forma de punição coletiva. A escolha dos tripulantes e das embarcações tem, muitas vezes, um forte componente simbólico. É o caso do barco Madleen, nome que homenageia a única mulher pescadora de Gaza, figura que, segundo os organizadores, encarna a resistência diária das mulheres sob o cerco israelense.

    A presença de ativistas de países como França, Alemanha, Holanda, Suécia, Espanha e Turquia ampliou a dimensão diplomática da iniciativa. Ao reunir cidadãos de diversas nacionalidades, os organizadores esperam constranger Israel e forçar a comunidade internacional a se posicionar.

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    Brasil cobra libertação de ativista brasileiro detido por Israel

  • STF retoma julgamento sobre responsabilidade das redes nesta quarta

    STF retoma julgamento sobre responsabilidade das redes nesta quarta

    O Supremo Tribunal Federal (STF) realiza nesta quarta-feira (11) duas sessões dedicadas ao julgamento sobre a responsabilidade das plataformas digitais por conteúdos publicados por terceiros. Pela manhã, os ministros se reúnem a partir das 10h; a sessão da tarde começa às 14h.

    Sete dos 11 ministros do STF ainda vão se manifestar sobre a responsabilização das redes sociais.

    Sete dos 11 ministros do STF ainda vão se manifestar sobre a responsabilização das redes sociais.Pedro Ladeira/Folhapress

    Estão em análise dois recursos com repercussão geral reconhecida, o que significa que o entendimento firmado pelo STF terá que ser seguido em todos os tribunais do país. Os processos discutem se as redes sociais podem ser responsabilizadas por danos causados por postagens ofensivas mesmo sem a existência de ordem judicial prévia para a remoção do conteúdo.

    O que dizem os recursos

    • RE 1037396 (Tema 987): trata de ação contra o Facebook. O relator, ministro Dias Toffoli, discute a validade do artigo 19 do Marco Civil da Internet (Lei 12.965/2014), que condiciona a responsabilização das plataformas a uma decisão judicial.
    • RE 1057258 (Tema 533): movido contra o Google, é relatado pelo ministro Luiz Fux e aborda se as plataformas devem agir diretamente diante de postagens ofensivas ou se devem sempre aguardar o Judiciário.

    Os ministros discutem se as plataformas devem ser responsabilizadas por danos causados por publicações de usuários mesmo sem ordem da Justiça em casos, por exemplo, de discurso de ódio, racismo, ameaças ou fake news que atentem contra a democracia.

    Debate técnico e político

    O julgamento foi retomado na semana passada com o voto do ministro André Mendonça e continua nesta quarta com a manifestação dos demais ministros. A decisão pode redefinir o equilíbrio entre liberdade de expressão e dever de moderação das empresas de tecnologia, afetando diretamente o funcionamento de plataformas como YouTube, Meta e X no Brasil.

    Até agora, quatro ministros já votaram:

    • Dias Toffoli e Luiz Fux: votaram pela inconstitucionalidade do artigo 19, permitindo que vítimas possam exigir a remoção de conteúdo com base em notificações extrajudiciais.
    • Luís Roberto Barroso: defendeu solução intermediária, com remoção imediata apenas em casos graves como pornografia infantil ou incentivo ao suicídio. Para calúnia e difamação, seria necessária ordem judicial.
    • André Mendonça: divergiu e votou pela constitucionalidade integral do artigo. Para ele, responsabilizar plataformas por opiniões de usuários sem decisão judicial compromete a liberdade de expressão e a segurança jurídica. Também criticou suspensões arbitrárias de perfis.

    O próximo a votar é o ministro Flávio Dino, que se manifesta pela primeira vez do caso. Também devem se manifestar Cristiano Zanin, Nunes Marques, Alexandre de Moraes, Edson Fachin, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes. O desfecho pode alterar de forma duradoura as regras sobre moderação de conteúdo no Brasil e o grau de autonomia das plataformas.

  • CCJ discute novo Código Eleitoral; acompanhe a transmissão

    CCJ discute novo Código Eleitoral; acompanhe a transmissão

    Otto Alencar é o presidente da CCJ, responsável pela análise da proposta.

    Otto Alencar é o presidente da CCJ, responsável pela análise da proposta.Edilson Rodrigues/Agência Senado

    A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado discute a proposta de novo Código Eleitoral. O relator, senador Marcelo Castro (MDB-PI), apresentou nesta quarta-feira (11) seu parecer sobre as emendas apresentadas recentemente pelos colegas. O texto foi aprovado pela Câmara em 2021, mas o relator fez mudanças. Algumas delas enfrentam resistências de senadores e entidades. Acompanhe a reunião:

    No início da reunião, o senador Eduardo Girão (Novo-CE) pediu o adiamento da votação. Marcelo Castro defendeu a manutenção da análise do texto para hoje. “A minha posição é que a gente vote hoje. Não há motivo para adiamento”, declarou o relator. O presidente da CCJ, Otto Alencar (PSD-BA), submeterá o requerimento de Girão em votação. O senador cearense pede que a votação só ocorra em 22 de julho, período em que os senadores estarão em recesso parlamentar.

    Leia ainda:

    Confira os principais pontos do relatório de Marcelo Castro

  • Hugo Motta prevê reação “muito ruim” do Congresso a compensação do IOF

    Hugo Motta prevê reação “muito ruim” do Congresso a compensação do IOF

    O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse nesta quarta (11) que o novo pacote fiscal do governo deve enfrentar uma reação “muito ruim” no Congresso e no setor empresarial. As medidas, que substituem o aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), foram acertadas pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e devem ser enviadas ainda nesta semana em uma medida provisória.

    O presidente da Câmara, Hugo Motta.

    O presidente da Câmara, Hugo Motta.Bruno Spada/Câmara dos Deputados

    Depois, da rede social X, Hugo reiterou que o Congresso reagirá com “resistência” a medidas que busquem aumento de arrecadação sem que a discussão entre no assunto do corte de gastos.

    O pacote

    O aumento do IOF foi um ponto de tensão entre o governo e o Congresso nas últimas semanas. Depois do anúncio da medida pelo Ministério da Fazenda para equilibrar as contas do governo no ano de 2025, líderes e parlamentares vêm insistindo que nenhum aumento de imposto será bem recebido no Legislativo. O presidente da Câmara, em particular, vem insistindo em um debate de medidas “estruturantes”, que deem sustentabilidade às contas públicas em médio e longo prazo pela diminuição dos gastos obrigatórios do governo.

    O assunto foi tratado em reunião entre o ministro da Fazenda e líderes do Congresso no último domingo (8). Na saída da reunião, Haddad anunciou uma série de medidas para uma “calibragem” da arrecadação, compensando a retirada do decreto do IOF:

    • fim da isenção de Imposto de Renda para títulos de renda fixa como LCI e LCA, com alíquota de 5%;
    • aumento da taxação das apostas esportivas de 12% para 18%;
    • corte de 10% nos gastos tributários;
    • revisão do risco sacado, que afeta pequenas empresas;
    • unificação das alíquotas da CSLL sobre instituições financeiras.

    A fala de Motta mostra que um caminho difícil para o pacote fiscal no Congresso, pelo menos sem a apresentação de contrapartidas para o corte de gastos. Ele cobrou que o governo “faça o dever de casa” e disse que a simples elevação da carga tributária “não será bem-aceita”.

  • Ao vivo: Haddad responde perguntas de deputados sobre IR e economia

    Ao vivo: Haddad responde perguntas de deputados sobre IR e economia

    O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, participa nesta quarta-feira (11) de audiência pública na Câmara dos Deputados para explicar a proposta de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil e o novo modelo de crédito consignado. Acompanhe em vídeo abaixo:

    Clima estranho

    A audiência ocorre em momento de tensão entre o governo e os parlamentares, após decisão do ministro Flávio Dino (STF) que colocou em xeque repasses de emendas. Deputados devem aproveitar a presença de Haddad para pressionar o governo também sobre o decreto de alta do IOF e as medidas de compensação que o governo estuda tomar para compensar a receita perdida com a revogação dele.

    O encontro é promovido por duas comissões da Câmara, com espaço aberto para questionamentos diversos ao ministro.

  • Braga Netto nega envolvimento na Operação Punhal Verde e Amarelo

    Braga Netto nega envolvimento na Operação Punhal Verde e Amarelo

    O general Walter Braga Netto, ex-ministro da Defesa e da Casa Civil no governo Bolsonaro, negou nesta terça-feira (10) qualquer ligação com a chamada Operação Punhal Verde e Amarelo. Preso desde dezembro de 2024, ele foi interrogado por videoconferência no Supremo Tribunal Federal (STF), onde afirmou: “Eu nunca tinha ouvido falar de Punhal Verde Amarelo ou Copa 2022 até a denúncia”.

    A operação é descrita pela Procuradoria-Geral da República (PGR) como o ponto mais violento de um projeto de poder golpista. Segundo a denúncia, o plano previa o assassinato do presidente Lula, do vice Geraldo Alckmin e do ministro Alexandre de Moraes. O documento afirma que o material foi produzido dentro do Palácio do Planalto para “apresentação” ao então presidente Jair Bolsonaro.

    Ex-ministro prestou depoimento por videoconferência nesta terça (10), direto do Rio de Janeiro.

    Ex-ministro prestou depoimento por videoconferência nesta terça (10), direto do Rio de Janeiro. Fellipe Sampaio/STF

    Questionado sobre uma reunião em sua residência, em novembro de 2022, apontada por delatores como parte da articulação do plano, Braga Netto confirmou o encontro, mas negou seu objetivo golpista. “A reunião aconteceu, mas [Mauro] Cid faltou com a verdade”.

    Braga Netto também rechaçou a acusação de ter financiado acampamentos de apoiadores em frente a quartéis. De acordo com ele, Mauro Cid lhe pediu dinheiro, mas sem dizer para quê. “Na minha cabeça, tinha a ver com campanha”, disse. O general afirma ter indicado que Cid procurasse o tesoureiro do PL e que não teve mais envolvimento com o assunto.

    Durante o interrogatório conduzido pelo ministro Alexandre de Moraes, Braga Netto também negou a suposta tentativa de pressionar comandantes militares a aderirem a um golpe. “Eu nunca determinei e nem coordenei nenhum tipo de ataque contra Freire Gomes e nem contra Baptista Júnior, nem contra Garnier ou contra ninguém”, declarou.

    A audiência integra a fase final da ação penal que apura tentativa de golpe de Estado após a derrota eleitoral de Bolsonaro em 2022. Braga Netto é um dos oito réus do chamado “núcleo crucial” da suposta trama, ao lado de militares e ex-ministros investigados por liderar as articulações golpistas.

  • TCE do Acre determina afastamento de secretário aliado de deputada

    TCE do Acre determina afastamento de secretário aliado de deputada

    O Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC) determinou, nesta terça-feira (10), o afastamento do secretário de Educação do estado, Aberson Carvalho, por trinta dias. O secretário é aliado da deputada federal Socorro Neri (PP-AC), parlamentar engajada com a pauta da educação e membro da comissão temática na Câmara.

    Aberson Carvalho e a deputada Socorro Neri.

    Aberson Carvalho e a deputada Socorro Neri.Repridução/Instagram @socorroneri

    A ordem da Corte se deu após o Fantástico apresentar denúncias sobre as condições de escolas no município de Bujari, interior do estado. Na reportagem foi mostrado que alunos estudam em um espaço improvisado, sem paredes, que antes funcionava como curral. O lanche dos estudantes é preparado pela professora e os próprios alunos é quem realizam a limpeza.

    O espaço está sendo usado temporariamente há dois anos, uma vez que a escola-sede, distante dez quilômetros do curral, ainda não está pronta. Entre outras dificuldades enfrentadas pela professora e alunos está a ausência de água encanada e o uso de um banheiro improvisado com uso de baldes. Conforme o secretário de Educação, o prazo de entrega do edifício é de até 40 dias.

    A decisão do TCE assinada pela conselheira Dulcinéa Benício de Araújo aponta graves situações de afronta à dignidade da pessoa humana notadamente de crianças e adolescentes envolvendo deficiências estruturais e funcionais em unidades públicas de ensino, com destaque para condições degradantes de saúde e higiene. Portanto, em documento aponta os seguintes fatores:

    • trabalho infantil irregular em contexto escolar
    • precariedade sanitária extrema
    • falhas gritantes de infraestrutura
    • repercussão pública de grande escala

    Além do afastamento cautelar do secretário de Educação, a Corte de Contas propôs ainda realização de inspeção extraordinária com apresentação de relatório em 15 dias e notificação ao governador do Acre, Gladson Cameli (PP), para prestar informações em 15 dias. Apesar da decisão do TCE, o governo estadual afirmou que o órgão não pode afastar o secretário, mas que vai colaborar por meio de trabalho conjunto.

    O que diz o secretário

    O secretário de Educação, Aberson Carvalho, escreveu em publicação no Instagram que “as escolas do campo e indígenas” não seguem o modelo tradicional. “Em muitos lugares, as famílias seguem avançando para dentro da floresta, buscando sustento e preservando seus territórios. Cada nova comunidade significa também o surgimento de uma nova sala de aula. E o Estado tem chegado”, disse.

    “Mas é preciso reconhecer. O avanço da presença estatal não anula a urgência por novos investimentos. É necessário seguir ampliando infraestrutura, consolidando o acesso e oferecendo melhores condições de ensino a alunos e professores”, complementou.

    No entanto, apesar de ter falado sobre as dificuldades impostas a esses modelos de escolas e ter afirmado que 210 escolas rurais e indígenas receberam manutenção predial, Aberson não falou diretamente sobre as condições enfrentadas pelos alunos de Bujari. As escolas rurais e indígenas, conforme o secretário, representam 20% da rede pública do estado.

    A deputada Socorro Neri não se manifestou nas redes sociais sobre as denúncias veiculadas pelo Fantástico. Procurada pelo Congresso em Foco, a assessoria de imprensa da parlamentar também não respondeu aos questionamentos.

  • Acordo sobre serviço aéreo entre Brasil e Israel é aprovado no Senado

    Acordo sobre serviço aéreo entre Brasil e Israel é aprovado no Senado

    O Senado aprovou projeto de decreto legislativo que oficializa acordo sobre serviços aéreos entre Brasil e Israel nesta terça-feira (10). O texto tem como objetivo disciplinar o transporte aéreo de passageiros, de cargas e mala postal, especificando, entre outros pontos, a designação de empresas, rotas, tarifas e segurança.

    Brasil e Israel.

    Brasil e Israel.Reprodução/Secretaria-Geral/Gov.br

    Conforme o relator, senador Marcos Pontes (PL-SP), a matéria visa a “incrementar os laços de amizade, entendimento e cooperação entre Brasil e Israel, que agora passam a contar com um marco legal estável para a operação de serviços aéreos entre seus territórios”. Ele explica ainda que o texto foi feito pela Comissão de Relações Exteriores em conjunto com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

    Apesar de firmar um acordo, o projeto prevê que autoridades aeronáuticas de cada parte podem negar, revogar, suspender ou impor condições para autorizar a operação. O texto também aponta que não haverá imposição de tarifas e demais encargos superiores aos cobrados às suas próprias empresas aéreas que operem serviços aéreos internacionais semelhantes.

    Por fim, a matéria ainda admite às empresas aéreas da outra parte converter e remeter para o exterior, a pedido, todas as receitas locais provenientes da venda de serviços de transporte aéreo e de atividades conexas diretamente vinculadas ao transporte aéreo que excedam as somas localmente desembolsadas.

  • Moraes revoga proibição de réus não poderem manter contato entre si

    Moraes revoga proibição de réus não poderem manter contato entre si

    Após encerrar os interrogatórios dos oito réus do Núcleo 1 da trama golpista, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), revogou nesta terça-feira (10) a medida cautelar que impedia os réus de manterem contato entre si.

    Ministro Alexandre de Moraes.

    Ministro Alexandre de Moraes.Antonio Augusto/STF

    Durante a fase de instrução, os réus estavam proibidos de se comunicar. Com o encerramento dos depoimentos, Moraes considerou a restrição desnecessária.

    Na mesma decisão, o ministro concedeu um prazo de cinco dias para que as defesas apresentem pedidos complementares ou solicitem novas diligências.

    Nesta terça-feira foram ouvidos o general Augusto Heleno, o ex-presidente Jair Bolsonaro, Paulo Sérgio Nogueira e Walter Braga Netto, preso cautelarmente desde 14 de dezembro de 2024. 

    O interrogatório dos réus representa uma das etapas finais da ação penal. A expectativa é de que o julgamento, que definirá a condenação ou absolvição de Bolsonaro e dos demais acusados, ocorra no segundo semestre de 2025.

    Nos dois dias de audiência, Moraes interrogou os oito integrantes do que foi classificado como o “núcleo central” da tentativa de golpe. São eles:

    • Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro e delator;
    • Alexandre Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin);
    • Almir Garnier, ex-comandante da Marinha;
    • Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança do DF;
    • Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI);
    • Jair Bolsonaro, ex-presidente da República;
    • Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa;
    • Walter Braga Netto, ex-ministro da Defesa e da Casa Civil, além de ex-candidato a vice-presidente na chapa de Bolsonaro em 2022.
  • Núcleo 1: STF encerra interrogatórios dos réus acusados de golpe

    Núcleo 1: STF encerra interrogatórios dos réus acusados de golpe

    O Supremo Tribunal Federal (STF) encerrou a sessão destinada a ouvir os integrantes do chamado “núcleo 1” do processo da tentativa de golpe de Estado contra o presidente Lula.

    Veja como foram os depoimentos:

    Pela manhã foram ouvidos o ex-comandante da Marinha Almir Garnier, o ex-ministro da Justiça Anderson Torres e o ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional Augusto Heleno. O general foi o único a se negar a responder às perguntas de Moraes, relator da ação penal. Ele respondeu apenas ao seu advogado, Matheus Milanez.

    Na parte da tarde, foi ouvido o ex-presidente Jair Bolsonaro. Em seguida, foram ouvidos os generais Paulo Sérgio Nogueira e Walter Braga Netto, ex-ministros da Defesa. Braga Netto, que está preso, também foi ministro da Casa Civil.

    Nessa segunda-feira, foram ouvidos o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro e delator, e o deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ), ex-diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin).