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  • Lindbergh Farias bate boca com Gilvan da Federal: “Desqualificado”

    Lindbergh Farias bate boca com Gilvan da Federal: “Desqualificado”

    Líder do PT na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias (PT-RJ) se desentendeu nesta terça-feira (29) com o deputado bolsonarista Gilvan da Federal (PL-ES) e se referiu ao congressista como “desqualificado”. Os parlamentares estavam em sessão da Comissão de Segurança Pública, que teve como convidado o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, para prestar esclarecimentos.

    O parlamentar do Espírito Santo questionou a concessão de asilo diplomático para a ex-primeira dama do Peru Nadine Heredia, condenada por corrupção. Além disso, chamou o presidente Lula de “descondenado” e disse que o governo é “corrupto”. O líder do PT fez questão de ordem e pediu a palavra pela manutenção da ordem e respeito das sessões.

    “Nenhum deputado poderá referir-se de forma injuriosa aos membros do poder Legislativo ou as autoridades constituídas desse e dos demais poderes da República”, iniciou Lindbergh Farias, lendo o art. 73 do regimento interno da Casa. “Esse sujeito é um desqualificado, pediu a morte do presidente Lula”, esbravejou o deputado antes de ter o microfone cortado.

    Assista ao vídeo:

    O presidente do colegiado, Paulo Bilynskyj (PL-SP), solicitou reforço da Polícia Legislativa para conter o tumulto entre os deputados. “O que o deputado Lindbergh fez foi iniciar uma questão de ordem e de forma incorreta utilizar essa questão para iniciar uma provocação contra o deputado Gilvan”, disse.

    Lindbergh Farias relembrou o episódio, no início deste mês, em que Gilvan da Federal desejou a morte do chefe do Executivo. No dia 8 de abril, ao relatar um projeto de lei que proíbe a equipe de segurança de Lula de andar armada, o deputado atacou o presidente.

    “Por mim, eu quero mais é que o Lula morra! Eu quero que ele vá para o quinto dos infernos! É um direito meu. Não vou dizer que vou matar o cara, mas quero que ele morra! Quero que vá para o quinto dos infernos, porque nem o diabo quer o Lula. É por isso que ele está vivendo aí. Superou o câncer… tomara que tenha um ataque cardíaco”, afirmou.

    Um dia após desejar a morte de Lula, Gilvan se retratou da fala. O parlamentar afirmou ter exagerado e que “um cristão não deve desejar a morte de ninguém”. “Então assim, eu não desejo a morte de qualquer pessoa. Mas continuo entendendo que Luís Inácio Lula da Silva deveria pagar pelos seus crimes, deveria estar preso, e pagar por tudo que ele fez de mal ao nosso país”, complementou.

  • Cor vermelha na camisa da seleção brasileira não tem cunho político

    Cor vermelha na camisa da seleção brasileira não tem cunho político

    Camisa tradicional da CBF e a camisa vermelha.

    Camisa tradicional da CBF e a camisa vermelha.Reprodução/Redes sociais

    O novo uniforme vermelho da Seleção brasileira, que será lançado em março de 2026 pela Nike, substituirá a tradicional camisa azul como segundo uniforme do time. A decisão foi tomada por estratégia comercial da fornecedora de material esportivo e teve aval da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). A escolha da cor não tem qualquer relação com manifestações políticas.

    O projeto foi definido sem que houvesse unanimidade dentro da CBF. Alguns dirigentes preferiam que o uniforme vermelho fosse introduzido como uma terceira opção, para evitar controvérsias. Contudo, a Nike, que não adota terceiras camisas para seleções, optou por substituir o segundo uniforme. A estratégia visa evitar concorrência interna entre produtos e maximizar as vendas.

    Leia também: Camisa vermelha da seleção é alvo de protestos de parlamentares

    A camisa vermelha também carregará o símbolo da marca Jordan, ligada à lenda do basquete Michael Jordan e pertencente à Nike. A estratégia de marketing com a Jordan é usada em outras equipes no mundo, como o Paris Saint-Germain, e visa ampliar o apelo comercial da peça.

    Embora a camisa vermelha já tenha gerado discussões, é importante destacar que o conceito é exclusivamente publicitário. A Nike e a CBF pretendem lançar o uniforme com o objetivo de atingir novos públicos e reforçar as vendas às vésperas da Copa do Mundo, que será realizada nos Estados Unidos, no Canadá e no México.

    Discussão sobre estatuto da CBF

    O lançamento da nova camisa toca também em uma questão estatutária. De acordo com o estatuto da CBF, os uniformes da seleção devem adotar as cores da bandeira da entidade verde, amarelo, azul e branco. A predominância do vermelho, portanto, demandaria uma alteração formal no documento, salvo se o uniforme for considerado uma edição comemorativa, como ocorreu com a camisa preta usada em amistoso contra a Espanha em 2024.

    Trecho do Estatuto da CBF.

    Trecho do Estatuto da CBF.Reprodução

    Leia também: “Comunista”: veja os memes sobre o uniforme vermelho da seleção

    Associações nas redes sociais: o vermelho e o pau-brasil

    Nas redes sociais, vários usuários têm associado a cor vermelha da nova camisa ao pau-brasil, árvore que deu origem ao nome do país. A palavra “Brasil” deriva do termo “bersil”, utilizado para designar “brasa” uma referência à cor vermelha intensa da madeira do pau-brasil. Ao longo do tempo, a espécie passou a ser chamada de pau-brasil, também conhecida por outros nomes como pau-vermelho, pau-de-pernambuco e muirapiranga. Por isso, para muitos, a camisa vermelha pode simbolizar uma conexão histórica com a identidade nacional, sem qualquer conotação política.

  • Damares pede impeachment do ministro Lupi após fraudes no INSS

    Damares pede impeachment do ministro Lupi após fraudes no INSS

    A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) apresentou, nesta terça-feira (29), uma representação junto à Procuradoria-Geral da República (PGR) na qual pede impeachment do ministro da Previdência Social, Carlos Lupi.

    O pedido se dá por omissão do chefe da pasta na apuração de esquema que resultou no desvio de R$ 6 bilhões de benefícios de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), revelado pela Operação Sem Desconto, da Polícia Federal.

    Senadora Damares Alves

    Senadora Damares AlvesWaldemir Barreto/Agência Senado

    Endereçada ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, a representação tem o “objetivo de buscar o afastamento do Denunciado do cargo de Ministro de Estado, visto que não tornou efetiva a responsabilidade de seus subordinados, quando manifesta em delitos funcionais ou na prática de atos contrários à Constituição”.

    A parlamentar salienta o fato de que o ministro Carlos Lupi foi informado dos descontos não autorizados em aposentadorias e benefícios previdenciários sob sua responsabilidade em 12 de junho de 2023, porém, não tomou as devidas providências para fazer cessar as atividades suspeitas. As informações constam nas atas de reuniões do Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS).

    Ainda de acordo com as reuniões documentadas, Lupi teria se retirado do recinto justamente quando o assunto seria discutido, em 24 de abril do ano passado. A alegação do ministro foi de que teria reunião no Senado Federal. O encontro, porém, nunca foi registrado na agenda do ministro.

    “Tal omissão é de uma vilania tão grande, que não foi capaz de fazer o Denunciado ter empatia por pessoas fragilizadas pela idade e pela necessidade de receber um benefício social ou previdenciário duramente conquistado ao longo de uma vida inteira de trabalho, por aposentadoria, em qualquer de suas formas, ou pela solidariedade constitucionalmente prevista, que agasalha a concessão de um mínimo existencial àqueles que viveram à margem da sociedade, como é o caso de quem recebe o conhecido Benefício de Prestação Continuada (BPC)”, argumentou Damares.

    A denúncia aponta a prática de crime de responsabilidade pela omissão de Lupi. A Constituição Federal prevê a competência do Supremo Tribunal Federal para julgamento de Ministros de Estado nas ações penais comuns e nos crimes de responsabilidade. Assim, o processo de impeachment dos ministros deve ser instruído e julgado pelo STF.

    Por fim, a senadora pede que Gonet receba a denúncia para que o Ministério Público Federal ajuize ação própria perante o Supremo Tribunal Federal, para que Lupi seja processado pela prática de crime de responsabilidade.

    Ela ainda arrola como testemunhas os conselheiros do CNPS Tonia Galleti (que teria levado o caso ao ministro ano passado) e Helio Queiroz; a auditora do Tribunal de Contas da União Sibele Farias Marchesani; e o ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Vinicius Marques de Carvalho.

  • INSS oficializa suspensão de acordos que preveem descontos

    INSS oficializa suspensão de acordos que preveem descontos

    O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) oficializou nesta terça-feira (29) a suspensão de todos os Acordos de Cooperação Técnica que preveem descontos de mensalidades associativas nos benefícios previdenciários. A Controladoria-Geral da União (CGU) já havia determinado a suspensão na última quinta-feira (24).

    Fachada do INSS

    Fachada do INSSMarcello Casal Jr./Agência Brasil

    A decisão, divulgada por meio do Despacho Decisório nº 65, publicado no Diário Oficial da União (DOU), determina que a suspensão se manterá até a conclusão da reavaliação da regularidade e conformidade dos acordos com as normas vigentes, incluindo a verificação dos repasses financeiros às entidades participantes.

    A norma também estabelece a interrupção imediata dos descontos nos benefícios previdenciários e a realização de uma análise criteriosa dos acordos. Essa análise será conduzida pelas diretorias do INSS responsáveis por benefícios e governança, bem como pela Auditoria-Geral, com o objetivo de prevenir e identificar potenciais fraudes e erros.

    A avaliação abrangerá a regularidade do cumprimento dos acordos e poderá resultar em medidas corretivas ou, se necessário, na rescisão definitiva dos instrumentos.

    A medida se deu após a deflagração da Operação Sem Desconto, da Polícia Federal e CGU, na última semana. O objetivo da operação foi combater um esquema nacional de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões e culminou na demissão do presidente do instituto, Alessandro Stefanutto. As ações ocorreram no Distrito Federal e em 13 estados. 

    Segundo os investigadores, entidades que representavam aposentados e pensionistas teriam realizado cobranças associativas não autorizadas, diretamente descontadas da folha de pagamento de aposentadorias e pensões. O montante desviado é estimado em impressionantes R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024.

    A justificativa das entidades para os descontos incluía a oferta de benefícios como planos de saúde, seguros e auxílio-funeral, mas os valores eram cobrados sem autorização prévia dos beneficiários, que só perceberam os descontos ao consultarem seus extratos e, em muitos casos, recorreram à Justiça.

    Os convênios entre essas entidades e o INSS, que permitiam os descontos automáticos, começaram a ser firmados durante o governo de Jair Bolsonaro (PL) e continuaram no início do governo Lula.

  • Comissão aprova projeto para alteração na CNH de caminhoneiros

    Comissão aprova projeto para alteração na CNH de caminhoneiros

    A Comissão de Infraestrutura do Senado Federal aprovou, nesta terça-feira (290, o projeto de lei 2.720/2022 que modifica a pontuação necessária para a cassação da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) de caminhoneiros. De autoria do ex-senador Guaracy Silveira (TO), o projeto altera o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) de 1997 e seguirá para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). O senador Jaime Bagattoli (PL-RO) apresentou um substitutivo com parecer favorável.

    Caminhão

    CaminhãoMarcelo Camargo/Agência Brasil

    O projeto original previa 120 pontos para suspensão da CNH, desde que não houvesse infrações gravíssimas. O substitutivo reduziu esse limite para 80 pontos, aplicável na ausência de infrações gravíssimas. Em casos de infrações gravíssimas, como dirigir embriagado, sem CNH válida ou realizar manobras perigosas, o limite permanece em 40 pontos.

    “Não queremos nada fora da lei. O que se mudou nos últimos anos é que são muitas lombadas eletrônicas que temos nas rodovias. O motorista de caminhão precisa ser visto de outra forma. É muito injusto que perca a habilitação com apenas 40 pontos. Também sou motorista de caminhão e sei das dificuldades que enfrentam no dia a dia. Essa mudança não tira a responsabilidade do motorista”, justificou Bagattoli.

    O substitutivo aprovado também permite que motoristas profissionais façam curso preventivo de reciclagem ao atingirem 30 pontos em 12 meses, conforme regulamentação do Conselho Nacional de Trânsito (Contran). A conclusão do curso permite a eliminação de até 30 pontos da CNH, sendo esta opção válida uma vez a cada 12 meses. Inicialmente, o projeto previa que apenas infrações gravíssimas relacionadas a álcool e outras substâncias psicoativas impediriam a pontuação expandida para caminhoneiros.

    Bagattoli fundamentou a alteração com dados do Anuário Estatístico da Polícia Rodoviária Federal de 2022, que demonstram a relação entre práticas como dirigir na contramão, em velocidade incompatível ou realizar ultrapassagens perigosas com a letalidade no trânsito, maior do que a relação com o uso de álcool. Para o relator, era fundamental restringir o benefício, mantendo o caráter educativo das penalidades. “As alterações corrigem uma situação injusta sem incentivar a condução imprudente ou comprometer a segurança nas estradas brasileiras”, acrescentou.

    O presidente da comissão, senador Marcos Rogério (PL-RO), defendeu o texto e ressaltou que a mudança não afeta as multas. “O projeto em nada altera a multa que esse motorista recebeu. As consequências financeiras da infração continuam intactas. O que alteramos aqui é a quantidade de pontos que vai determinar, ao final, a perda do direito de dirigir. Ele continua a ser sancionado administrativamente com a multa, mas tem uma extensão na pontuação por se tratar de um profissional que vive do volante”, afirmou.

    A Comissão de Constituição e Justiça dará a palavra final sobre o projeto. Se aprovado, seguirá para a Câmara dos Deputados. Com informações da Agência Senado.

  • Comissão de Segurança Pública ouve Lewandoswki; assista

    Comissão de Segurança Pública ouve Lewandoswki; assista

    Ricardo Lewandowski é ouvido pela Comissão de Segurança Pública

    Ricardo Lewandowski é ouvido pela Comissão de Segurança PúblicaRenato Araujo/Agência Câmara

    A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados recebe nesta terça-feira (29) o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, para discutir prioridades da pasta e prestar esclarecimentos sobre temas ligados à segurança pública.

    A audiência pública atende a requerimento de dez deputados de oposição ao governo: Coronel Chrisóstomo (PL-RO); Sanderson (PL-RS); Sargento Fahur (PSD-PR); Delegado Paulo Bilynskyj (PL-SP); Marcos Pollon (PL-MS); Coronel Ulysses (União-AC); Caroline de Toni (PL- SC); Messias Donato (Republicanos-ES); Cabo Gilberto Silva (PL-PB); e Zucco (PL-RS).

    Sanderson, por exemplo, cobra explicações do ministro sobre declaração dada por ele em março segundo a qual “a polícia prende mal, e o Judiciário é obrigado a soltar”.

    Na visão do parlamentar, a fala de Lewandowski, sem citar dados específicos, dá a entender que todas as forças policiais prestam um mau serviço ao país.

    “O ministro deveria fundamentar sua fala com evidências, evitando que ela fique no campo da retórica vaga. Sem isso, a crítica parece mais uma opinião do que um diagnóstico baseado em fatos”, diz Sanderson.

  • “Comunista”: veja os memes sobre o uniforme vermelho da seleção

    “Comunista”: veja os memes sobre o uniforme vermelho da seleção

    O uniforme vermelho da seleção brasileira, que deve ser adotado em 2026 como segundo traje na Copa do Mundo, rendeu uma enxurrada de memes nas redes sociais. Na noite de segunda-feira (29) e na manhã de terça (30), usuários brasileiros fizeram a festa, com imagens geradas por inteligência artificial e alusões a nomes históricos do comunismo.

    Imagens geradas por inteligência artificial mostram o ex-presidente Jair Bolsonaro e a ex-presidente Dilma Rousseff com o uniforme vermelho.

    Imagens geradas por inteligência artificial mostram o ex-presidente Jair Bolsonaro e a ex-presidente Dilma Rousseff com o uniforme vermelho.Reprodução/X (gerada por inteligência artificial)

    Leia abaixo o que foi publicado de lá para cá.

  • Acompanhe a votação de recurso de Glauber Braga na CCJ da Câmara

    Acompanhe a votação de recurso de Glauber Braga na CCJ da Câmara

    A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados segue nesta terça-feira (29) com a votação do recurso do deputado Glauber Braga (Psol-RJ) no processo que pede sua cassação. O parlamentar é acusado de quebra de decoro por agredir e expulsar um militante do Movimento Brasil Livre (MBL) do prédio da Câmara, em abril de 2024, após este ter tecido ofensas à sua falecida mãe, até então internada com problemas cardiorrespiratórios.

    Veja a sessão ao vivo abaixo.

    A cassação de Glauber já foi aprovada pelo Conselho de Ética da Casa. Se o recurso for rejeitado, o caso ainda precisa ir a votação no plenário da Câmara antes que o deputado perca seu mandato. O presidente da Câmara, Hugo Motta, diz que vai esperar pelo menos 60 dias antes de pautar o caso em plenário para que Glauber possa exercer a defesa do seu mandato parlamentar.

    O deputado Glauber Braga (Psol-RJ) responde por quebra de decoro parlamentar.

    O deputado Glauber Braga (Psol-RJ) responde por quebra de decoro parlamentar.Bruno Spada/Câmara dos Deputados

  • Comissão quer explicações sobre compra do Banco Master pelo BRB

    Comissão quer explicações sobre compra do Banco Master pelo BRB

    A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado aprovou nesta terça-feira (29) um convite para que os presidentes do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, e do Banco Master, Daniel Vorcaro, prestem esclarecimentos sobre as negociações em torno da compra da instituição privada pelo banco estatal. A operação, que movimenta R$ 2 bilhões, tem provocado desconfiança no mercado e motivou a bancada do Distrito Federal a apresentar um requerimento formal para tratar do tema em audiência pública.

    Negócio bilionário envolvendo o BRB agira o mercado financeiro e o meio político em Brasília

    Negócio bilionário envolvendo o BRB agira o mercado financeiro e o meio político em BrasíliaPaulo H. Carvalho/Agência Brasília

    O pedido foi feito pelas senadoras Damares Alves (Republicanos) e Leila Barros (PDT) e pelo senador Izalci Lucas (PL), todos representantes do DF, onde o BRB é controlado pelo governo local. Segundo os parlamentares, a operação carece de transparência e pode trazer riscos ao banco público.

    A proposta de aquisição foi divulgada pela imprensa no final de março. O BRB manifestou interesse em comprar 58% do capital total do Banco Master por R$ 2 bilhões valor que representa 75% do patrimônio consolidado da instituição. A formalização da intenção aconteceu no dia 31 de março, quando os documentos foram protocolados junto ao Banco Central.

    Apesar de adquirir a maioria do capital total, o BRB ficará com 49% das ações ordinárias do Master, o que não garante o controle efetivo da gestão da empresa. O desenho da operação levantou questionamentos entre analistas financeiros e membros do Congresso.

    O Banco Master é conhecido por adotar uma política agressiva de captação de recursos, oferecendo rentabilidades de até 140% do Certificado de Depósito Interbancário (CDI), bem acima das taxas praticadas por bancos de pequeno e médio porte, geralmente entre 110% e 120% do CDI. Tal estratégia gerou suspeitas sobre a sustentabilidade financeira da instituição.

    Outro ponto levantado pelos senadores é que o banco ainda não divulgou seu balanço financeiro de dezembro e, recentemente, fracassou na tentativa de emissão de títulos no exterior. Também foram mencionadas operações com precatórios dívidas judiciais dos governos que colocariam em xeque a saúde financeira da instituição.

    “Está causando muita inquietação”, afirmou Damares. “Entendemos que a vinda deles acalmaria a sociedade, eles trariam as explicações necessárias e a gente daria um passo no sentido de esclarecer tudo o que está acontecendo.”

    A audiência pública ainda não tem data marcada. A decisão final sobre o agendamento caberá ao presidente da CAE, senador Renan Calheiros (MDB-AL). Enquanto isso, cresce a expectativa em torno do comparecimento dos dirigentes e da explicação pública para uma transação bilionária que envolve o uso de recursos de um banco público em uma instituição privada envolta em dúvidas.

  • Plano Safra: bancada do agro propõe aporte de R$ 25 bi para juros

    Plano Safra: bancada do agro propõe aporte de R$ 25 bi para juros

    A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) apresentou, nesta terça-feira (29), suas principais propostas para a construção do Plano Safra 2025/2026. Durante reunião da bancada, os parlamentares defenderam a adoção de um modelo de financiamento mais eficiente, seguro e sustentável para a agropecuária brasileira. Entre os destaques, estão o pedido de aporte de R$ 25 bilhões para equalização de juros, a criação de uma política agrícola plurianual e o fortalecimento do seguro rural.

    Colheita de cana mecanizada na Usina Santo Antônio, em Sertãozinho (SP)

    Colheita de cana mecanizada na Usina Santo Antônio, em Sertãozinho (SP)Joel Silveira/Folhapress

    O Plano Safra é um programa anual do governo federal que oferece crédito rural e incentivos para apoiar a produção agropecuária. Com taxas de juros diferenciadas, ele financia custeio, investimento e comercialização, visando fortalecer o agronegócio, garantir o abastecimento e estimular exportações. As sugestões da bancada do agro serão apresentadas oficialmente nos próximos dias, abrindo as negociações com os ministérios da Agricultura, do Desenvolvimento Agrário, da Fazenda e com o Tesouro Nacional.

    Segundo estimativas da própria FPA, o crédito necessário para o setor agropecuário na próxima safra deve alcançar R$ 1,3 trilhão, dos quais R$ 599 bilhões seriam viabilizados por meio do Plano Safra. Para garantir a operacionalização desse montante, a bancada propõe um aporte de R$ 25 bilhões exclusivamente para a equalização de juros mecanismo que torna as taxas mais acessíveis ao produtor. O valor representaria o custo real para os cofres públicos, conforme explicou o presidente da FPA, deputado Pedro Lupion (PP-PR), que também alertou para a possibilidade de a taxa Selic estar próxima de 15% em julho.

    A proposta também inclui a destinação de 1% do valor total do plano cerca de R$ 5,99 bilhões para a subvenção ao seguro rural. A medida visa garantir previsibilidade e mitigar os impactos das interrupções de crédito, como a registrada em fevereiro deste ano. A proposta é reforçada pelas perdas recentes decorrentes de eventos climáticos extremos no Rio Grande do Sul e no Centro-Oeste. Para ampliar a segurança dos produtores, a bancada propõe ainda a regulamentação de um Fundo de Catástrofe.

    Plano plurianual inspirado na experiência americana

    Outro ponto de destaque é a defesa de um plano agrícola plurianual, inspirado na Farm Bill dos Estados Unidos. “A proposta visa garantir previsibilidade orçamentária e estabilidade para o setor. Nosso sonho é conseguir fazer um planejamento de cinco anos, que dê previsibilidade orçamentária e segurança para o produtor”, afirmou Lupion.

    A criação desse modelo envolveria também a modernização do Manual de Crédito Rural, a inclusão de práticas de gestão de risco, inovação e sustentabilidade, além do estímulo ao uso de instrumentos como os Fiagros e a ampliação das fontes de financiamento.

    A FPA definiu seis prioridades estratégicas para o Plano Safra 2025/2026:

    • Fortalecimento do seguro rural
    • Continuidade do crédito
    • Fontes de financiamento sustentáveis
    • Equalização de juros
    • Ambiente regulatório favorável
    • Fortalecimento das garantias de preços

    A bancada também destacou a importância de uma política de Estado para o agro, apartada de disputas partidárias. “O governo não pode se dar ao luxo de ignorar um setor tão estratégico como o agro. Essa é uma questão que vai além de qualquer desempenho político ou diferença ideológica”, defendeu o presidente da FPA.

    Outras propostas

    Entre as demais medidas apresentadas, estão:

    Transparência bancária: exigência de regras claras para apresentação dos Custos Administrativos e Tributários (CAT);

    Simplificação de garantias: digitalização de registros e fracionamento de propriedades;

    Incentivo à sustentabilidade: juros menores para práticas sustentáveis como integração lavoura-pecuária-floresta e uso de bioinsumos;

    Renegociação de dívidas: com manutenção da taxa de juros original e flexibilização das condições;

    Apoio à agricultura familiar: com ampliação dos limites do Pronaf e Pronamp e estímulo à regularização fundiária;

    Fortalecimento de políticas de comercialização: modernização do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).