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  • Papa Francisco abriu portas e derrubou muros, diz vaticanista

    Papa Francisco abriu portas e derrubou muros, diz vaticanista

    Para o vaticanista italiano Salvatore Cernuzio, integrante da redação do Vatican News e colaborador de veículos como La Stampa e Zenit, o papado de Francisco não deve ser lembrado apenas pelas “primeiras vezes”, mas pelos processos que iniciou. Em um balanço detalhado dos 12 anos do pontífice argentino à frente da Igreja Católica, Cernuzio o descreve como um líder que rompeu protocolos, desafiou tradições e transformou o próprio conceito de papado.

    Papa Francisco entre os escombros de Mosul, em viagem ao Iraque, em 2021

    Papa Francisco entre os escombros de Mosul, em viagem ao Iraque, em 2021Vatican Media

    “Francisco não buscou ser o primeiro em algo. Seu objetivo foi abrir caminhos que outros possam seguir ou não ignorar”, escreve o jornalista, que acompanhou de perto o pontífice em dezenas de viagens e decisões históricas”, em artigo publicado no Vatican News, portal de comunicação do Vaticano.

    O Papa Francisco morreu na madrugada desta segunda-feira (21), no Vaticano, aos 88 anos. Ele enfrentava problemas de saúde agravados por uma pneumonia. A causa da morte ainda não foi anunciada oficialmente. Um conclave deve ser convocado para daqui a 15 ou 20 dias para a escolha do sucessor do papa argentino. Sete cardeais brasileiros estão aptos a participar da votação e podem, em tese, ser escolhidos como sumo pontífice.

    Um papa que não esperou

    Francisco foi o primeiro papa latino-americano, jesuíta e o primeiro a escolher o nome do santo de Assis. Também foi o primeiro a liderar a Igreja com seu antecessor ainda vivo. Mas, para Cernuzio, essas “estreias” são secundárias diante da transformação que o pontífice provocou na forma de exercer o ministério petrino.

    “Ele não governou com manuais ou fórmulas, mas com gestos”, afirma o vaticanista, ao destacar ações como as visitas a presídios e periferias, os telefonemas pessoais a fiéis e o estilo despojado optando por viver na Casa Santa Marta, e não no Palácio Apostólico.

    Processos, não conquistas

    Segundo vaticanista, ao longo de seu pontificado, Francisco foi além da retórica. Deu forma concreta a ideias como sinodalidade (participação e comunhão de todos os membros do povo de Deus na missão da Igreja), fraternidade universal e uma Igreja em saída, voltada aos pobres, aos migrantes e aos marginalizados.

    Cernuzio destaca que o papa preferia plantar sementes a colher aplausos. Exemplo disso são os sínodos ampliados, com escuta popular e participação de mulheres, as reformas da Cúria Romana e as mudanças no tratamento de abusos sexuais, que incluíram o fim do segredo pontifício e novas regras de responsabilização para bispos.

    “Esses processos são, em grande parte, irreversíveis. São movimentos de fundo que moldarão a Igreja do futuro”, analisa o jornalista, autor do livro O véu do silêncio Abusos, violências, frustrações na vida religiosa feminina.

    Pés no chão e nas periferias

    Segundo Cernuzio, o modo de ser de Francisco é marcado por uma boa obstinação que o levou a visitar lugares esquecidos ou considerados perigosos, como o Iraque em 2021, a República Centro-Africana em 2015 e os campos de refugiados em Lesbos. Suas viagens, ao todo 47 internacionais, foram expressão concreta de seu compromisso com a paz, o diálogo inter-religioso e a dignidade humana.

    “Mesmo com idade avançada e limitações físicas nos últimos anos, Francisco manteve uma intensa agenda. Aos 87 anos, viajou ao Sudeste Asiático por duas semanas, num roteiro exaustivo de mais de 30 mil quilômetros. Era uma teimosia guiada pela fé. Ir onde ninguém foi, dialogar com quem ninguém ouvia, denunciar o que ninguém queria ver.”

    Pastor em tempos de guerra

    O vaticanista também destaca a ação do papa diante dos conflitos armados especialmente na Ucrânia e no Oriente Médio. Francisco foi incansável em seus apelos por cessar-fogo, orações pela paz e negociações diplomáticas. Visitou embaixadas, ligou para líderes e insistiu em que nenhuma guerra é justa.

    Cernuzio lembra o gesto histórico em 2014, quando o papa beijou os pés de líderes do Sudão do Sul, implorando por paz. E o momento simbólico da Statio Orbis, em março de 2020, quando, sozinho sob a chuva em plena pandemia, atravessou a Praça São Pedro em silêncio, como quem carregava a dor do mundo.

    “Essa imagem se tornou o retrato de um pontificado: um homem frágil, mas firme, caminhando em meio à tempestade com esperança.” 

    Críticas e incômodo

    Apesar de sua popularidade global e de gestos pastorais que conquistaram muitos fiéis, o papa Francisco também enfrentou duras críticas, tanto dentro quanto fora da Igreja. Para Cernuzio, muitos dos gestos e decisões inovadoras de Francisco como a abertura para que mulheres ocupassem cargos de liderança no Vaticano, a aproximação com pessoas LGBTQIA+ e o estilo pastoral menos formal provocaram desconforto em setores mais conservadores.

    A remodelação do papado em termos simbólicos, incluindo a residência fora do Palácio Apostólico, o uso de roupas mais simples e a linguagem direta em transmissões ao vivo, foi vista por alguns como um rompimento exagerado com a tradição.

    Incômodo

    As reformas administrativas também foram alvo de oposição, segundo o vaticanista. Cernuzio lembra que o papa foi criticado por questionar protocolos antigos, alterar o funcionamento da Cúria Romana, e por sua atuação firme no combate a abusos sexuais cometidos por membros do clero inclusive ao estabelecer regras mais rígidas de responsabilização episcopal.

    Além disso, seu posicionamento em temas políticos e sociais, como o apelo por desarmamento e a crítica aos senhores da guerra, renderam-lhe resistência entre líderes de governo e até mesmo em segmentos eclesiais. Em meio a essas tensões, Francisco manteve o tom firme, recorrendo ao bom humor, que o vaticanista descreve como aquilo que mais se aproxima da graça de Deus.

    Um pontificado que ainda fala

    Para Cernuzio, o legado de Francisco não se mede em números ou decretos, mas no modo como desafiou a Igreja e o mundo a olhar para os que são esquecidos. “Com humor, ternura e coragem, assinala o vaticanista, Jorge Mario Bergoglio renovou a linguagem da fé, sem abrir mão de sua essência. Ele quis uma Igreja que acolhe todos, todos, todos como repetia. E, com isso, abriu portas que dificilmente serão fechadas.”

    Veja algumas das principais viagens do Papa Francisco.

    Lampedusa (2013)

    Na primeira viagem fora de Roma como papa, homenageou os migrantes mortos no Mediterrâneo e lançou uma coroa de flores no mar em memória dos que perderam a vida tentando chegar à Europa.

    Brasil (2013)

    Em sua primeira viagem internacional como papa, visitou o Rio de Janeiro durante a Jornada Mundial da Juventude. A viagem ficou marcada pela imagem do papa cercado pela multidão no papamóvel.

    Terra Santa (2014)

    Visita ecumênica e diplomática com apelo pela paz entre israelenses e palestinos.

    Cuba e Estados Unidos (2015)

    Buscou selar a reaproximação diplomática entre os dois países. Em Havana, teve encontro histórico com o patriarca ortodoxo russo Kirill. Na ocasião, os dois assinaram a Declaração de Havana, em repúdio aos ataques sofridos pela comunidade cristã no Oriente Médio. 

    República Centro-Africana (2015)

    Em meio à guerra civil, abriu ali a Porta Santa do Jubileu da Misericórdia.

    Suécia (2016)

    Participou das comemorações dos 500 anos da Reforma Luterana em Lund, fortalecendo o diálogo com os protestantes.

    Lesbos (2016 e 2021)

    Duas visitas ao campo de refugiados da ilha grega, reforçando sua mensagem sobre acolhimento aos migrantes.

    Emirados Árabes Unidos (2019)

    Assinatura da Declaração sobre a Fraternidade Humana com o Grão Imame de Al-Azhar, Al-Tayeb, considerada um marco do diálogo islâmico-cristão.

    Iraque (2021)

    Na primeira visita de um papa ao país, passou por Bagdá, Ur, Erbil, Mosul e Qaraqosh. Classificou a viagem de risco em plena pandemia como a mais bela.

    Canadá (2022)

    Pedido de perdão às comunidades indígenas pelos abusos cometidos por representantes da Igreja em escolas residenciais.

    África Central (2023)

    Viagem à República Democrática do Congo e ao Sudão do Sul. Esta última contou com presença de líderes de outras tradições cristãs, simbolizando esforço ecumênico pela paz.

    Sudeste Asiático (2024)

    Viagem mais longa de seu pontificado: Indonésia, Papua-Nova Guiné, Timor-Leste e Cingapura. Envolveu temas como ecologia, diálogo inter-religioso, reconciliação e desenvolvimento sustentável.

  • Brasília faz 65 anos e divide com você as histórias da  nossa capital

    Brasília faz 65 anos e divide com você as histórias da nossa capital

    Brasília completa 65 anos neste 21 de abril. Sonhada por Juscelino Kubitschek e erguida em tempo recorde, a cidade foi projetada para simbolizar um novo Brasil. Instalada no Planalto Central, é marcada pelo traçado moderno de Lúcio Costa e pelas formas ousadas de Oscar Niemeyer, que deram identidade à capital com colunas curvas, vitrais coloridos e eixos que lembram um avião.

    Muito além do concreto, Brasília se tornou um cenário vivo da política nacional. Berço do poder, já foi pano de fundo para manifestações históricas, decisões marcantes e também para o cinema e a televisão.

    Com tramas que atravessam questões sociais e histórias de amor, o Congresso em Foco reuniu as melhores produções que tiveram a capital federal como palco ou plano de fundo para você, que deseja conhecer mais da cidade construída em quatro anos.

    Brasília nos anos 60, recentemente inaugurada

    Brasília nos anos 60, recentemente inauguradaArquivo Público do DF

    1- Eduardo e Mônica (2020)

    Classificação indicativa: 14 anos

    Gênero: Romance/Drama

    Onde assistir: Globoplay

    Inspirado na canção da Legião Urbana, o filme conta a história de um casal improvável que tenta equilibrar diferenças sociais, culturais e de idade em uma Brasília dos anos 1980. A cidade aparece como pano de fundo vibrante, entre festas universitárias e encontros na Universidade de Brasília (UnB).

    2- Faroeste Caboclo (2013)

    Classificação indicativa: 16 anos

    Gênero: Drama/Ação

    Onde assistir: Youtube

    Baseado em outra música da Legião Urbana, o longa acompanha João de Santo Cristo, migrante do Nordeste que tenta recomeçar a vida em Brasília, mas é arrastado pela violência e o tráfico. A narrativa mistura romance, tragédia e crítica social.

    3- Branco Sai, Preto Fica (2014)

    Classificação indicativa: 16 anos

    Gênero:Drama/Documentário

    Onde assistir: Google Play

    Com estética experimental, o filme mistura ficção científica e realidade ao retratar os impactos de uma violenta ação policial em uma periferia de Brasília. A obra denuncia o racismo estrutural e o abandono estatal, com um forte viés político e poético.

    4- A Idade da Terra (1980)

    Classificação indicativa: 14 anos

    Gênero: Drama

    Onde assistir: Prime Video

    O longa-metragem – o último filme de Glauber Rocha – apresenta quatro personagens que representam diferentes versões de Cristo: um indígena, um negro, um guerrilheiro latino e um Cristo ocidental, em confronto com os sistemas de poder, colonização e violência. A trama se espalha por diferentes regiões do país, incluindo cenas em Brasília.

    5- Somos Tão Jovens (2013)

    Classificação indicativa: 12 anos

    Gênero: Biografia/Drama

    Onde assistir: Prime Video

    A cinebiografia de Renato Russo mostra o nascimento da Legião Urbana e a efervescência cultural de Brasília nos anos 1980. Entre festas, protestos e descobertas pessoais, o longa revela os dilemas do jovem que se tornaria ícone do rock nacional.

    6- O Crime da 113 Sul (2021)

    Classificação indicativa: 12 anos

    Gênero: Documentário/True Crime

    Onde assistir: Globoplay

    O filme revisita um dos casos mais misteriosos da capital: o assassinato de Tânia Maria, em 1976. Com depoimentos inéditos e imagens de época, o documentário traça o perfil de uma Brasília ainda jovem, abalada por um crime sem solução.

    7- Brasília, Concreto e Poesia (2023)

    Classificação indicativa: Livre

    Gênero: Documentário

    Onde assistir: Globoplay

    Dirigido por Adirley Queirós, o documentário celebra os 60 anos da cidade com depoimentos de artistas, urbanistas e moradores das periferias. É uma visão crítica e afetiva sobre Brasília como território de sonhos, contradições e resistência cultural.

    Imagem do Curta Especial

    Imagem do Curta Especial “Brasília, Concreto e Poesia”Divulgação/Globoplay

  • Projeto prevê imposto a produtos que gerem gases poluentes

    Projeto prevê imposto a produtos que gerem gases poluentes

    Dep. Nilto Tatto (PT - SP)

    Dep. Nilto Tatto (PT – SP)Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

    Um projeto de lei complementar (PLP 29/25), de autoria do deputado Nilto Tatto (PT-SP), propõe a incidência do Imposto Seletivo sobre produtos e serviços que emitem gases de efeito estufa. A proposta visa tributar atividades econômicas que liberam gás carbônico (CO2) ou equivalente durante a produção ou comercialização, alterando a lei complementar 214/25, que regulamentou a reforma tributária. O projeto encontra-se em análise na Câmara dos Deputados.

    O cálculo do Imposto Seletivo Ambiental terá como base o volume mensal de emissões de CO2 equivalente, uma unidade que mede o impacto dos gases de efeito estufa em relação ao potencial de aquecimento global do CO2. A alíquota será definida por lei, considerando a quantidade de toneladas métricas de CO2 equivalente emitidas.

    A legislação poderá isentar ou aplicar alíquota zero à agricultura familiar, agroecologia e pequenas empresas, além de estabelecer um limite mínimo de emissões mensais para a cobrança do imposto.

    Segundo o deputado Tatto, a medida visa aumentar a competitividade das commodities agrícolas brasileiras, evitando sobretaxação pela União Europeia, que está implementando um sistema de precificação de emissões de gases de efeito estufa em importações. A implementação completa está prevista para 2034.

    “Caso o Brasil não adote um modelo efetivo, claro e rigoroso de tributação, a perda de competitividade, em especial de setores relevantes para as nossas exportações, como o agronegocio, será inevitável”, afirma Tatto.

    Um estudo do Fundo Monetário Internacional (FMI) de 2022, citado pelo deputado, sugere que tributar as emissões de carbono é mais eficaz do que um sistema de créditos de carbono, por ser mais simples, evitar especulação financeira e promover a preservação ambiental.

    O projeto será avaliado pelas comissões de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania, antes de ser submetido ao Plenário. Para se tornar lei, precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

  • Papa Francisco morre aos 88 anos: legado de humildade, inclusão e paz

    Papa Francisco morre aos 88 anos: legado de humildade, inclusão e paz

    Morreu na madrugada desta segunda-feira (21) o papa Francisco, líder da Igreja Católica e primeiro pontífice oriundo das Américas, aos 88 anos. O anúncio oficial foi feito pelo Vaticano, horas após o pontífice realizar sua última aparição pública na Basílica de São Pedro, onde, com voz enfraquecida, desejou “Boa Páscoa” aos fiéis.

    O argentino Jorge Mario Bergoglio foi o primeiro papa não europeu

    O argentino Jorge Mario Bergoglio foi o primeiro papa não europeuRoberto Filho/Eleven/Folhapress

    A confirmação do falecimento foi feita pelo cardeal Kevin Farrell, Camerlengo da Câmara Apostólica, em pronunciamento na Casa Santa Marta, residência oficial do Papa. “Toda a sua vida foi dedicada ao serviço do Senhor e da sua Igreja. Ele nos ensinou a viver os valores do Evangelho com fidelidade, coragem e amor universal, especialmente em favor dos mais pobres e marginalizados”, disse Farrell. “Encomendamos a alma do Papa Francisco ao infinito amor misericordioso do Deus Uno e Trino”.

    Um pontificado histórico

    Com a morte de Francisco, a Igreja Católica perde um de seus líderes mais populares, reformistas e carismáticos dos últimos tempos. Jorge Mario Bergoglio, argentino de Buenos Aires e filho de imigrantes italianos, foi eleito papa em março de 2013, após a renúncia de Bento XVI.

    Tornou-se o primeiro papa jesuíta e o primeiro não europeu em mais de 1.200 anos, além de adotar o nome Francisco em homenagem a São Francisco de Assis, símbolo de humildade e cuidado com os pobres. Bergoglio morreu sem voltar à Argentina depois de ter virado papa.

    Durante seu pontificado, buscou aproximar a Igreja dos mais necessitados, modernizar o discurso da instituição e atuar como um líder moral em temas globais como migração, mudança climática e desigualdade social. Teve um papel ativo em processos diplomáticos e não hesitou em lançar apelos por cessar-fogo em conflitos armados, como na guerra entre Rússia e Ucrânia e nos ataques do Hamas a Gaza. “A soberania deve ser respeitada e garantida pelo diálogo e pela paz, não pelo ódio e pela guerra”, afirmou em uma de suas declarações.

    Avanços e polêmicas

    Francisco também entrou para a história como o papa que autorizou, ainda que com restrições, a bênção a casais do mesmo sexo. A decisão, divulgada em dezembro de 2023 pelo Dicastério para a Doutrina da Fé e com sua aprovação, permitiu que padres abençoassem uniões homoafetivas, contanto que não fizessem parte de rituais litúrgicos nem fossem confundidas com o sacramento do matrimônio.

    Segundo o documento, a bênção representa um gesto de proximidade pastoral, sem implicar aprovação formal da união. A iniciativa foi celebrada por setores progressistas e criticada por alas mais conservadoras da Igreja.

    Despedida e saúde frágil

    Nos últimos anos, Francisco enfrentou uma série de problemas de saúde, que o obrigaram a reduzir compromissos e a adotar o uso frequente de cadeira de rodas e bengala. Chegou a ser internado diversas vezes, com destaque para uma operação em 2021, quando retirou parte do cólon, e para o tratamento de pneumonia no início de 2025. Sua saúde era debilitada desde jovem, quando perdeu parte de um pulmão devido a uma pleurisia.

    Apesar disso, manteve boa parte de sua rotina, inclusive reuniões e celebrações, até os últimos dias. Em 23 de março, após 38 dias internado, ao deixar o hospital, acenou para os fiéis e agradeceu: “Obrigado a todos!”. No trajeto de volta ao Vaticano, fez uma parada na Basílica de Santa Maria Maior para orar diante do ícone de Salus Populi Romani, como forma de agradecimento.

  • Da esquerda à direita: políticos lamentam a morte do Papa Francisco

    Da esquerda à direita: políticos lamentam a morte do Papa Francisco

    Jorge Mario Bergoglio, o Papa Francisco, estava à frente da Igreja Católica desde 2013

    Jorge Mario Bergoglio, o Papa Francisco, estava à frente da Igreja Católica desde 2013Giuseppe Ciccia/Brazil Photo Press/Folhapress

    Políticos das mais diferentes correntes ideológicas lamentaram, nas redes sociais, a morte do Papa Francisco, ocorrida na madrugada desta segunda-feira (21). Primeiro papa não europeu, o argentino Jorge Mario Bergoglio tinha 88 anos e enfrentava problemas decorrentes de uma pneumonia. Ele estava à frente da Igreja Católica desde 2013, quando assumiu após a renúncia do Papa Bento XVI. O presidente Lula decretou luto de sete dias no país (veja a íntegra da mensagem).

    Veja algumas das reações do mundo político à morte do Papa Francisco:

    Para o presidente da Câmara, Hugo Motta, Francisco foi o papa que abriu a Igreja e a colocou no século 21, símbolo de esperança e justiça.

    Primeiro presidente do Senado judeu, Davi Alcolumbre destacou a coragem e a liderança espiritual do papa.

    O ex-presidente Jair Bolsonaro, que está internado há uma semana, depois ter se submetido a uma cirurgia abdominal, também lamentou a morte do Papa no X. Bolsonaro não citou o nome de Francisco: 

    “- O mundo e os católicos se despedem daquele que ocupava uma das figuras mais simbólicas da fé cristã: o Papa. Mais que um líder religioso, o papado representa a continuidade de uma tradição milenar, guardiã de valores espirituais que moldaram civilizações.

    – Para o Brasil e o mundo, a figura do Papa sempre foi sinal de unidade, esperança e orientação moral. Sua partida nos convida à reflexão e à renovação da fé, lembrando-nos da força da espiritualidade como guia para tempos de incerteza”.

    A senadora Tereza Cristina (PP-MS) destacou o legado espiritual do Papa Francisco e destacou o simbolismo de sua morte ter ocorrido durante a Páscoa.

    Para o senador Paulo Paim, o papa construiu caminhos em defesa dos pobres e lutou por um mundo mais humano e solidário.

    O governador de São Paulo, Tarcisio de Freitas (Republicanos), disse que o Papa Francisco deixou o mundo com sua missão cumprida:

    O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União) disse que o mundo sentirá falta do Papa Francisco e ressaltou sua capacidade de diálogo.

    O ministro da Casa Civil, Rui Costa, lembrou que esteve pessoalmente com Francisco, a quem chamou de homens simples e de gestos grandiosos:

    A deputada Duda Salabert (PDT-MG) destacou o caráter progressista de Francisco:

    Para o deputado Ricardo Barros (PP-PR), o Papa Francisco abriu a Igreja em seus valores.

  • Lula decreta luto de sete dias por morte do Papa: “Voz de acolhimento”

    Lula decreta luto de sete dias por morte do Papa: “Voz de acolhimento”

    Lula em encontro com Papa Francisco, no Vaticano, em dezembro de 2023

    Lula em encontro com Papa Francisco, no Vaticano, em dezembro de 2023Ricardo Stuckert/PR

    O presidente Lula decretou, nesta segunda-feira (21), luto oficial de sete dias no Brasil em homenagem ao papa Francisco, falecido na madrugada de hoje, aos 88 anos. Em nota de pesar, Lula exaltou o legado do pontífice argentino, a quem classificou como uma voz de respeito e acolhimento ao próximo e um exemplo de fé traduzido em ações concretas em favor da justiça social, da paz e da proteção ambiental.

    “A humanidade perde hoje uma voz de respeito e acolhimento ao próximo. O Papa Francisco viveu e propagou em seu dia a dia o amor, a tolerância e a solidariedade que são a base dos ensinamentos cristãos”, escreveu o presidente. Outros políticos brasileiros também lamentaram a morte do sumo pontífice.

    Reconhecimento ao legado humanitário e ambiental

    Lula destacou a atuação do papa em causas sociais e ambientais, como a denúncia das injustiças provocadas por modelos econômicos excludentes e o compromisso com os mais vulneráveis. “Com sua simplicidade, coragem e empatia, Francisco trouxe ao Vaticano o tema das mudanças climáticas. Criticou vigorosamente os modelos econômicos que levaram a humanidade a produzir tantas injustiças”, afirmou.

    O presidente ressaltou ainda a mensagem universal de fraternidade e união propagada pelo papa, comparando sua trajetória ao espírito da oração de São Francisco de Assis: “buscou de forma incansável levar o amor onde existia o ódio. A união, onde havia a discórdia”.

    O brasileiro e o argentino tinham relação fraterna. Em maio de 2019, quando Lula estava preso em Curitiba, o papa enviou uma carta a ele, pedindo para não “desanimar e continuar confiando em Deus.

    Encontros e afinidades

    Lula também relembrou os encontros que teve com Francisco durante seus mandatos, ao lado da primeira-dama Janja da Silva. Segundo ele, o diálogo com o pontífice sempre foi pautado por valores comuns de justiça, igualdade e paz.

    “Nas vezes em que eu e Janja fomos abençoados com a oportunidade de encontrar o Papa Francisco e sermos recebidos por ele com muito carinho, pudemos compartilhar nossos ideais de paz, igualdade e justiça. Ideais de que o mundo sempre precisou. E sempre precisará”.

    Luto oficial

    Em sinal de respeito à trajetória do líder religioso, o governo federal decretou luto oficial de sete dias em todo o território nacional. A medida determina o hasteamento da bandeira nacional a meio mastro em instituições públicas e é um reconhecimento do Estado brasileiro à relevância do papa para o cenário internacional.

    Lula encerrou sua declaração com uma homenagem simbólica: “O Santo Padre se vai, mas suas mensagens seguirão gravadas em nossos corações”.

    Veja a íntegra da mensagem de Lula:

  • O que é o conclave, ritual que definirá o sucessor do Papa Francisco

    O que é o conclave, ritual que definirá o sucessor do Papa Francisco

    Fumaça branca sainda da Capela Sistina, em 13 de março de 2013, anunciando a escolha do Papa Francisco

    Fumaça branca sainda da Capela Sistina, em 13 de março de 2013, anunciando a escolha do Papa Francisco Lalo de Almeida/Folhapress

    Com a morte do papa Francisco, anunciada nesta segunda-feira (21), a Igreja Católica inicia uma série de ritos e procedimentos milenares que culminarão na escolha de um novo pontífice. O momento marca uma das transições mais solenes do catolicismo: a preparação para o conclave, assembleia reservada dos cardeais que escolherá o próximo líder da Igreja.

    O argentino Jorge Mario Bergoglio foi escolhido o 266º papa, após cinco votações em dois dias de conclave, em 13 de março de 2013, após o afastamento de Bento XVI, por problemas de saúde. Francisco foi o primeiro papo não europeu ao longo de toda a história da Igreja Católica. Sete dos oito cardeais brasileiros estão aptos a votar e serem votados no conclave (veja quem são eles).

    Próximos passos

    • Funeral entre 4 e 6 dias após a morte
    • Velório público na Basílica de São Pedro
    • Conclave convocado entre 15 e 20 dias após a morte

    O que é o Conclave?

    • Rito secreto em que os cardeais escolhem o novo papa
    • Devem participar este ano cerca de 120 cardeais com menos de 80 anos; todos são elegíveis
    • Local: Capela Sistina (Vaticano)
    • Participantes: até 120 cardeais com menos de 80 anos
    • Votações diárias (até 4 por dia)
    • Eleição com 2/3 dos votos

    O símbolo

    • Fumaça preta = sem decisão
    • Fumaça branca = novo papa eleito Habemus Papam!

    O novo papa, que escolhe o próprio nome, aparece na sacada da Basílica e dá sua primeira bênção urbi et orbi.

    Sé Vacante

    A primeira etapa oficial após a morte de um papa é a chamada Sé Vacante ou seja, a vacância da Sé Apostólica. Esse período, que começa imediatamente após o falecimento, marca a ausência de um pontífice à frente da Igreja Católica e dura até a eleição de seu sucessor.

    Durante a Sé Vacante, todas as funções de governo da Santa Sé ficam suspensas, com exceção de questões administrativas essenciais. O responsável por gerir temporariamente os assuntos do Vaticano é o camerlengo, atualmente o cardeal Kevin Farrell. Ele supervisionará os preparativos para o funeral e o conclave.

    O corpo de Francisco será velado na Basílica de São Pedro, onde os fiéis poderão prestar suas homenagens. O funeral do papa costuma ocorrer entre o 4º e o 6º dia após a morte, com cerimônia presidida pelo Colégio dos Cardeais.

    Após o sepultamento, será iniciado o processo de convocação do conclave. O conclave deve ocorrer entre 15 e 20 dias após a morte do papa, para permitir a chegada de todos os cardeais eleitores a Roma.

    O que é o conclave?

    O conclave é o rito oficial da Igreja Católica para a escolha de um novo papa. A palavra vem do latim cum clave, que significa com chave, e se refere ao antigo costume de trancar os cardeais em uma sala isolada até que tomem sua decisão reforçando o caráter sigiloso e espiritual do processo.

    O processo pode ter até 120 cardeais votantes e elegíveis. Aatualmente, a Igreja tem 252 cardeais, sendo 138 com direito a voto. Aqueles com mais de 80 anos não podem participar da eleição. Atualmente, esse grupo reúne cerca de 120 cardeais de diversos países. Eles se reúnem na Capela Sistina, no Vaticano, em um ambiente repleto de simbolismo e cercado por rigorosas medidas de segurança para garantir o sigilo absoluto.

    Antes do início das votações, os cardeais fazem juramentos de confidencialidade e participam de missas e momentos de oração. O processo pode durar dias, com até quatro votações por dia. Para ser eleito, o novo papa precisa obter dois terços dos votos.

    A fumaça que anuncia a decisão

    Após cada rodada de votação, as cédulas são queimadas. Se nenhum papa for escolhido, a fumaça que sai da chaminé da Capela Sistina é preta. Quando finalmente houver um vencedor, a fumaça será branca o sinal mais esperado pelos fiéis de todo o mundo, indicando que habemus papam (temos um papa).

    Logo após a eleição, o novo papa é levado a uma sala anexa à Capela Sistina para vestir as vestes brancas do pontífice. Em seguida, é conduzido até a sacada da Basílica de São Pedro, onde é apresentado publicamente e dá sua primeira bênção à cidade de Roma e ao mundo a tradicional urbi et orbi.

    O conclave é um dos ritos mais antigos e solenes da Igreja Católica, realizado há mais de 750 anos. Mais do que uma eleição, é encarado como um momento de profunda comunhão e oração, em que os cardeais buscam discernir a vontade de Deus para a liderança espiritual da Igreja.

    Políticos lamentam a morte do papa

    Lula decreta sete dias de luto pela morte de Francisco

  • Quais cardeais brasileiros participam do conclave e podem virar papa

    Quais cardeais brasileiros participam do conclave e podem virar papa

    Com a morte do Papa Francisco, na madrugada desta segunda-feira (21), aos 88 anos, a Igreja Católica inicia o processo de escolha de seu sucessor um dos momentos mais solenes da tradição cristã. Parte essencial desse processo é o conclave, assembleia secreta que reúne cardeais com menos de 80 anos para eleger o novo pontífice. Atualmente, o Brasil conta com oito cardeais, dos quais sete estão aptos a votar e, eventualmente, ser eleitos.

    O cardeal arcebispo metropolitano de São Paulo, Dom Odilo Pedro Scherer e fiéis, durante celebração da missa e procissão do Domingo de Ramos no último dia 13

    O cardeal arcebispo metropolitano de São Paulo, Dom Odilo Pedro Scherer e fiéis, durante celebração da missa e procissão do Domingo de Ramos no último dia 13Felipe Marques/Zimel Press/Folhapress

    O conclave deve ocorrer entre 15 e 20 dias após o funeral de Francisco. Até lá, a Igreja vive o período de Sé Vacante, durante o qual as principais decisões são administradas pelo camerlengo. O novo papa será escolhido por meio de votação secreta na Capela Sistina, exigindo-se dois terços dos votos dos cardeais presentes.

    Com uma das maiores populações católicas do mundo, o Brasil terá representação expressiva entre os cerca de 120 cardeais votantes. Ao todo, 24 cardeais latino-americanos participarão da escolha, enquanto a Europa segue com a maioria, com 55 votantes. A presença brasileira expressiva no conclave reflete não apenas o tamanho da comunidade católica do país, mas também sua crescente influência nos temas pastorais, sociais e ambientais da Igreja.

    O único cardeal brasileiro que não poderá participar da votação, devido à idade, é Raymundo Damasceno Assis. Aos 88 anos, Dom Raymundo é considerado um dos mais respeitados líderes da Igreja no Brasil. Foi presidente da CNBB e do Conselho Episcopal Latino-Americano, além de atuar por décadas na articulação pastoral da Igreja brasileira.

    Confira a seguir quem são os brasileiros que participarão da escolha do próximo Papa e que, segundo as regras da Igreja, também são elegíveis ao cargo:

    • Jaime Spengler (65 anos) – arcebispo de Porto Alegre 

    Atual presidente da CNBB e do Conselho Episcopal Latino-Americano e Caribenho (Celam), Dom Jaime tem trajetória marcada por atuação em organismos eclesiais. É doutor em filosofia e pertence à Ordem dos Frades Menores. Sua nomeação como cardeal foi recente, em 2023.

    • João Braz de Aviz (77 anos) – arcebispo emérito de Brasília e ex-prefeito do Dicastério para os Religiosos

    Nascido em Santa Catarina, Dom João teve carreira sólida tanto no Brasil quanto no Vaticano. Durante 13 anos liderou o órgão responsável pelas ordens religiosas do mundo. Foi um dos poucos brasileiros a chefiar um dicastério vaticano. Apesar da idade avançada, ainda participa do conclave por estar abaixo do limite de 80 anos.

    • Leonardo Ulrich Steiner (74 anos) – arcebispo de Manaus 

    Primeiro cardeal da Amazônia brasileira, é franciscano e doutor em filosofia. Tornou-se símbolo do compromisso da Igreja com a região amazônica. Sua nomeação em 2022 foi interpretada como sinal do cuidado do Papa Francisco com os povos e o meio ambiente da região.

    • Odilo Pedro Scherer (75 anos) – arcebispo de São Paulo 

    Figura de destaque na Igreja brasileira e internacional, Dom Odilo foi nomeado cardeal em 2007 por Bento XVI. Natural do Rio Grande do Sul, atuou como secretário-geral da CNBB antes de assumir a maior arquidiocese do país. Embora já tenha solicitado renúncia por idade, continua à frente da Arquidiocese a pedido do Vaticano.

    • Orani João Tempesta (74 anos) – arcebispo do Rio de Janeiro

    Especialista em comunicação e ativo em eventos públicos da Igreja, Dom Orani foi anfitrião do Papa Francisco na Jornada Mundial da Juventude de 2013. Ligado à cultura e à juventude, seu nome ganhou projeção dentro e fora do Brasil. Foi nomeado cardeal em 2014.

    • Paulo Cezar Costa (58 anos) – arcebispo de Brasília 

    O mais jovem entre os cardeais brasileiros votantes. Doutor em teologia pela Universidade Gregoriana, em Roma, atuou como bispo auxiliar do Rio de Janeiro e foi presidente da Comissão para a Doutrina da Fé da CNBB. Nomeado cardeal por Francisco em 2022.

    • Sérgio da Rocha (65 anos) – arcebispo de Salvador

    Teólogo com formação em Roma, Dom Sérgio é conhecido pelo diálogo pastoral e atuação em diferentes regiões do país. Já passou por dioceses no Norte, Centro-Oeste e Nordeste. Integra o Conselho de Cardeais, um dos grupos mais próximos do Papa. Foi também membro da Congregação para os Bispos, responsável pela nomeação de bispos no mundo todo.

    Da direita à esquerda, políticos lamentam a morte do papa

  • Lula lamenta morte de Cristina Buarque e celebra Páscoa e Calderano

    Lula lamenta morte de Cristina Buarque e celebra Páscoa e Calderano

    Lula lamentou a morte da cantora Cristina Buarque, irmã de Chico Buarque

    Lula lamentou a morte da cantora Cristina Buarque, irmã de Chico BuarqueRicardo Stuckert/PR

    O presidente Lula foi ativo nas redes sociais neste domingo (20). Em mensagens distintas, Lula comemorou o feito do mesatenista brasileiro Hugo Calderano, que conquistou a Copa do Mundo de Tênis de Mesa, celebrou a Páscoa e lamentou a morte da sambista Cristina Buarque, irmã de Chico Buarque. 

    Páscoa

    Hoje é o dia em que milhões de brasileiras e brasileiros, e pessoas em todo o mundo, comemoram o renascimento do amor e da paz sobre as injustiças. É o momento em que nos encontramos seja em uma celebração religiosa, seja em um almoço de família para reforçar nossos laços de união e de solidariedade, escreveu o presidente. E em que relembramos os ensinamentos de Jesus de que devemos sempre amar uns aos outros, construindo um mundo cada vez melhor e mais fraterno. Que todos tenham um Feliz Domingo de Páscoa!, acrescentou.

    Em outra mensagem, o petista escreveu: “Nesta Páscoa, que o exemplo de Cristo inspire um novo recomeço em nossos corações. Que a fé seja renova, a esperança reacendida e a união prevaleça em cada canto do Brasil”.

    Nota de pesar

    Lula também divulgou nota de pesar pela morte de Cristina Buarque. A cantora, de 74 anos, morreu em decorrência de um câncer. Ela era irmã de Chico Buarque e filha do historiador Sergio Buarque de Hollanda. “Quero expressar meus profundos sentimentos pelo falecimento de Cristina Buarque. Cantora e compositora talentosa, teve um papel extraordinário na música brasileira ao interpretar as canções de alguns dos mais importantes compositores do samba carioca, ajudando a poesia e o ritmo dos morros do Rio a conquistarem os corações dos brasileiros. Aos seus familiares e ao meu amigo Chico Buarque, deixo minha solidariedade e um forte abraço.”

    Calderano

    Em relação à conquista de Calderano, que já havia chegado à inédita quarta colocação para o tênis de mesa brasileiro na Olimpíada de Paris, em 2024, o presidente lembrou que o atleta tem o apoio do Bolsa Atleta, do governo federal.

    Muito feliz com o feito inédito do Hugo Calderano em Macau, na Copa do Mundo de Tênis de Mesa. Num torneio com 48 dos melhores competidores internacionais, o brasileiro levou pela primeira vez um jogador das Américas à decisão e ao título ao vencer, neste domingo de Páscoa, o chinês Lin Shidong, número 1 do ranking mundial. Desempenho incrível do atleta top 5 do mundo que há quase 15 anos tem o apoio do Bolsa Atleta do Governo Federal. Parabéns, Hugo Calderano, escreveu. Muito orgulho!, completou Lula.

    Em Macau, na China, Calderano venceu Lin Shidong atual número 1 do ranking por 4 sets a 1 e sagrou-se campeão da Copa do Mundo de Tênis de Mesa. É a primeira que um não asiático ou europeu conquista o título. Eu não sei, é maluco falar sobre isso. Antes do torneio, eu não poderia imaginar, é claro que estou muito feliz pelo título. Ganhar de adversários tão fortes e agora do número 1 do mundo é algo doido para mim. Coloquei meu nome na história do tênis de mesa, comemorou o atleta carioca.

  • Deputado propõe programa de apoio a pessoas com esclerose múltipla

    Deputado propõe programa de apoio a pessoas com esclerose múltipla

    O deputado Rafael Pezenti (MDB-SC) apresentou à Câmara dos Deputados o projeto de lei 294/2025, que cria o Programa Nacional de Apoio às Pessoas com Esclerose Múltipla (PNAEM). A proposta visa oferecer atendimento especializado, apoio emocional e garantia de direitos a pacientes em todo o País.

    O projeto se encontra na Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência, sob relatoria do deputado Amom Mandel (Cidadania-AM). Em seguida, será apreciado nas comissões de Finanças e Tributação, Constituição e Justiça e Saúde. Ele tramita em regime conclusivo: se aprovado em todos os colegiados, seguirá diretamente ao Senado, sem a necessidade de votação em Plenário.

    Projeto é de autoria do deputado Rafael Pezenti (MDB-SC)

    Projeto é de autoria do deputado Rafael Pezenti (MDB-SC)Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

    Assistência médica e suporte integral

    O projeto estabelece que o programa deverá garantir acesso a tratamentos médicos especializados, incluindo medicamentos, terapias e reabilitação. Prevê também suporte psicológico e acompanhamento emocional tanto para os pacientes quanto para seus familiares.

    Além da assistência direta, o texto destaca a necessidade de capacitação de profissionais de saúde, especialmente da atenção primária, sobre os critérios de diagnóstico da esclerose múltipla.

    Outro eixo do projeto é o incentivo à pesquisa científica para o desenvolvimento de novas terapias. Também estão previstas ações de educação pública sobre a doença, com o objetivo de ampliar o conhecimento da população e combater estigmas.

    Reconhecimento legal

    O texto altera a Lei Brasileira de Inclusão, acrescentando um parágrafo que reconhece as pessoas com esclerose múltipla como pessoas com deficiência, desde que atendidos os requisitos legais. Segundo Pezenti, isso trará “maior segurança jurídica para os pacientes, assegurando-lhes os direitos garantidos às pessoas com deficiência, como prioridade em serviços públicos e oportunidades de inserção no mercado de trabalho”.

    Justificativa do autor

    Pezenti argumenta que no Brasil “as dificuldades enfrentadas por pessoas com esclerose múltipla são agravadas pela falta de políticas públicas específicas e pela limitação no reconhecimento da condição como uma deficiência”.

    Ainda de acordo com o parlamentar, a proposta “visa oferecer suporte multidimensional a esses pacientes, incluindo acesso a tratamentos, reabilitação e programas de saúde e educação social”.

    Por fim, o deputado defende que a aprovação do projeto “permitirá que milhares de brasileiros diagnosticados com esclerose múltipla tenham maior acesso aos seus direitos e possam conduzir suas vidas com mais dignidade e autonomia”.