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  • Lula ou Bolsonaro: descontos no INSS antecedem dois últimos governos

    Lula ou Bolsonaro: descontos no INSS antecedem dois últimos governos

    O escândalo envolvendo as fraudes no Instituto Nacional de Seguro Social (INSS), revelado após a Operação Sem Desconto, da Polícia Federal e Controladoria-Geral da União (CGU), iniciou, além de uma crise no governo, uma guerra de narrativas. A ala bolsonarista atribui a responsabilidade dos descontos indevidos ao governo Lula, ao passo que os governistas responsabilizam o ex-presidente Jair Bolsonaro.

    Fachada do INSS

    Fachada do INSSRafa Neddermeyer/Agência Brasil

    Na última semana, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) publicou vídeo nas redes sociais atribuindo a responsabilidade dos descontos ao presidente. A publicação alcançou 136 milhões de visualizações. Para reagir ao fenômeno da oposição nas redes, a ministra Gleisi Hoffmann e outros aliados do presidente Lula usaram as redes para rebater os argumentos.

    Quando começaram os descontos

    A lei que permite a celebração de Acordos de Cooperação Técnica (ACTs) entre associações e o INSS é de 1991. Esses acordos permitem que sindicatos e associações realizem descontos em aposentadorias desde que haja aprovação expressa do beneficiário. Diante da situação, o INSS suspendeu todos os ACTs após determinação judicial.

    Portanto, os descontos associativos em voga neste escândalo antecedem os governos Lula e Bolsonaro. Inclusive, entidades como a Contag (1994), Sindnapi (2014), e Conafer (2017) firmaram ACTs antes dos dois mandatos. No recorte feito pela CGU, são contados os descontos a partir de 2016.

    Confira abaixo:

    Trecho de relatório da CGU

    Trecho de relatório da CGUReprodução/CGU

    Cinco das entidades que apresentaram inclusão de descontos associativos em volume expressivo tiveram o ACT autorizado durante o governo Bolsonaro. São elas: Caap (2022), CBPA (2022), CEBAP (2022), Ambec (2021), AAPB (2021). As entidades Abapen, Master Prev, Abrasprev e ANDDAP, por sua vez, tiveram acordo autorizado no governo Lula.

    Trecho do relatório da CGU

    Trecho do relatório da CGUReprodução/CGU

    Em novo relatório, a CGU identificou, ao selecionar as situações em que houve ao menos 50.000 inclusões de descontos em benefícios por uma mesma entidade em uma única competência (equivalente a 2.500 filiações/autorizações realizadas por dia, considerando um mês de 20 dias), as seguintes situações:

    • dezesseis situações referentes a registros realizados entre 12/2016 e 12/2018 por cinco entidades (ABAMSP, ANAPPS, ASBAPI, CENTRAPE e CONTAG)
    • quatro situações referentes a registros realizados entre 12/2019 e 11/2022 por duas entidades (CONTAG e CONAFER)
    • 39 situações referentes a registros realizados entre 04/2023 e 08/2024 por dezenove entidades (AAPB, AAPPS UNIVERSO, AASAP, ABAPEN, ABCB, ABRASPREV, ABSP, AMBEC, ANDDAP, APDAP PREV, CAAP, CBPA, CEBAP, CENAP/ASA, CONAFER, MASTERPREV, UNASPUB, UNSBRAS e SINDNAPI).

    Demonstrando, portanto, que o crescimento de registros nas associações sindicais aumentou exponencialmente de 2023 a 2024. O menor período de inclusões de registros se deu, por sua vez, durante o governo Bolsonaro.

    Como funcionava o sistema

    Conforme revelou a CGU em relatório, de 2019 a 2024, entidades sindicais e associações descontaram o total de R$ 6,3 bilhões. Apesar disso, esse valor de descontos de mensalidades associativas não corresponde à totalidade dos descontos indevidos, realizados sem a autorização dos aposentados e pensionistas.

    Os referidos descontos são previstos pela Lei nº 8.213/1991, e podem ser realizados em favor de associações, confederações ou entidades de aposentados ou pensionistas. Instrução normativa do INSS aponta que os descontos só podem acontecer se houver celebração de Acordo de Cooperação Técnica (ACT) entre a entidade e o instituto. Além disso, há outros dois pontos: os benefícios devem estar desbloqueados, e as entidades devem ter o termo de filiação e autorização do beneficiário para a realização do desconto.

    “Dados extraídos da Maciça [Folha de Pagamentos dos benefícios do INSS] indicam que os descontos realizados por entidades associativas apresentaram crescimento atípico nos últimos anos, saindo de R$ 536,3 milhões em 2021 para R$ 1,3 bilhão em 2023, com a possibilidade de alcançar R$ 2,6 bilhões até o final de 2024”, aponta o relatório.

    Crescimento nos descontos

    O documento da CGU revela, ainda, que houve um aumento percentual dos descontos, entre 2018 e 2019 das seguintes associações: ABSP, RIAAM BRASIL, ABAMSP, ANAPPS, ASBAPI, CENTRAPE), passando de R$ 41,2 milhões em 2017, para R$ 194,9 milhões em 2018 e R$ 173,2 milhões em 2019.

    Diante disso, a Procuradoria da República no Estado do Paraná expediu ao INSS recomendação, que ensejou a suspensão de repasses. Apesar disso, a Controladoria argumenta que “o INSS não implementou controles suficientes para mitigar os riscos de descontos indevidos, e seguiu assinando ACT após a suspensão ocorrida em 2019, com o crescimento significativo dos descontos a partir de julho de 2023”.

    Com o crescimento dos descontos, aumentaram também os pedidos de cancelamento de descontos. Em abril de 2024, foram registradas 192 mil solicitações de cancelamento por não terem autorizado os descontos pelas associações. Nesse sentido, 97,6% dos entrevistados pela CGU não autorizaram os descontos, enquanto 95,6% afirmaram não pertencer a associações e sindicatos.

    “Houve, ainda, relatos de entrevistados que responderam em nome dos titulares dos benefícios sobre a impossibilidade de eles terem assinado termos de autorização e fichas de filiação, considerando serem pessoas com deficiência que os impede dessa manifestação de vontade, assim como impossibilitados de locomoção por doença grave”, acrescenta a CGU.

  • Vai à sanção projeto que reconhece Recife como Capital do Brega

    Vai à sanção projeto que reconhece Recife como Capital do Brega

    Show realizado durante o Festival Recife Capital do Brega, em 2024.

    Show realizado durante o Festival Recife Capital do Brega, em 2024.Edson Holanda/Prefeitura do Recife

    A Comissão de Educação e Cultura (CE) do Senado Federal aprovou, nesta terça-feira (13), o projeto de lei (PL 2.521/2021) que concede à cidade de Recife, em Pernambuco, o título de Capital Nacional do Brega. O projeto, originário da Câmara dos Deputados, recebeu parecer favorável do senador Humberto Costa (PT-PE) e, caso não haja recurso para votação em plenário, seguirá para sanção presidencial.

    O senador Humberto Costa destacou a relevância cultural e econômica do brega para Pernambuco e Recife, ressaltando o papel do gênero como forma de resistência durante a ditadura militar, abordando temas considerados tabus na época.

    “É um projeto da maior relevância, tanto para a cultura de Pernambuco quanto para o Recife, o que me deixa muito feliz por ser seu relator. De fato, Recife é uma cidade onde o brega é, além de tudo, uma atividade econômica relevante. Vale lembrar que o brega foi uma manifestação cultural muito forte inclusive durante a ditadura militar, quando esse movimento falava para uma população importante, que era o das pessoas oprimidas socialmente. Foi uma forma de resistência, na qual temas que eram tabus eram abordados. Então esse projeto é uma homenagem a esse tema musical, que cumpriu também um papel de resistência”, declarou o senador.

    O brega, gênero musical popularizado no Brasil a partir da década de 1960, engloba ritmos como o samba-canção e o bolero, com letras românticas e sentimentais. De acordo com o senador, o gênero, por ter se expandido nas periferias, enfrentou estigmas sociais, sendo, contudo, uma forma de expressão autêntica com forte apelo social. “É um gênero musical verdadeiramente democrático”, afirmou ele.

    Recife, berço de artistas como Reginaldo Rossi e Augusto César, teve papel fundamental no desenvolvimento do brega, gênero já reconhecido como Expressão Cultural Pernambucana e Patrimônio Cultural Imaterial do Município.

    “Conceder a Recife esse título é reconhecer o esforço do município na promoção de um gênero que muito representa seu povo e toda a população brasileira”, defendeu Humberto Costa, ressaltando ainda o impacto econômico do brega, que movimenta uma cadeia produtiva gerando empregos e estimulando o comércio regional.

    No início de abril, a mesma comissão aprovou o PL 5.616/2023, que institui o Dia Nacional do Brega em 14 de fevereiro, data de nascimento do cantor Reginaldo Rossi, conhecido como o Rei do Brega.

  • Governo lamenta morte de Mujica: Um dos mais importantes humanistas

    Governo lamenta morte de Mujica: Um dos mais importantes humanistas

    O Ministério de Relações Exteriores publicou nota oficial, nesta terça-feira (13), sobre a morte do ex-presidente do Uruguai Pepe Mujica. No documento, o Itamaraty destacou a importância do ex-mandatário na América do Sul e o definiu como “um dos maiores humanistas da nossa época”.

    Presidente Lula e Pepe Mujica

    Presidente Lula e Pepe MujicaReprodução/X @ptbrasil

    “Grande amigo do Brasil, o ex-Presidente Mujica foi um entusiasta do MERCOSUL, da UNASUL e da CELAC, um dos principais artífices da integração da América do Sul e da América Latina e, sobretudo, um dos mais importantes humanistas de nossa época. Seu compromisso com a construção de uma ordem internacional mais justa, democrática e solidária constitui exemplo para todos e todas”, diz trecho da nota.

    O documento também destaca a proximidade entre Lula e Mujica, a quem o presidente do Brasil condecorou com a Ordem Nacional do Cruzeiro do Sul, a mais alta honraria do país. O governo brasileiro acrescenta que o legado do presidente uruguaio permanecerá vivo guiando “nossa capacidade de construir um mundo melhor para as futuras gerações”.

    O ex-presidente do Uruguai faleceu nesta terça-feira, aos 89 anos, em Montevidéu devido a um câncer de esôfago. Um dos mais proeminentes nomes da esquerda na América Latina, Pepe Mujica foi guerrilheiro e durante sua gestão contribuiu com o avanço de pautas sociais no Uruguai.

    Veja a nota na íntegra:

    O governo brasileiro tomou conhecimento, com profundo pesar, do falecimento na data de hoje do ex-Presidente da República Oriental do Uruguai, José Alberto “Pepe” Mujica, aos 89 anos, em Montevidéu.

    Grande amigo do Brasil, o ex-Presidente Mujica foi um entusiasta do MERCOSUL, da UNASUL e da CELAC, um dos principais artífices da integração da América do Sul e da América Latina e, sobretudo, um dos mais importantes humanistas de nossa época. Seu compromisso com a construção de uma ordem internacional mais justa, democrática e solidária constitui exemplo para todos e todas.

    Em 5 de dezembro do ano passado, durante visita a Montevidéu, o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva condecorou “Pepe” Mujica com a Ordem Nacional do Cruzeiro do Sul, a mais alta condecoração oferecida pelo Brasil a cidadãos estrangeiros. Na ocasião, o Presidente da República referiu-se ao ex-Presidente Mujica como “a pessoa mais extraordinária” entre os presidentes com quem conviveu.

    O legado de “Pepe” Mujica permanecerá, guiando todas e todos aqueles que genuinamente acreditam na integração de nossa região como caminho incontornável para o desenvolvimento e na nossa capacidade de construir um mundo melhor para as futuras gerações.

    Neste momento de dor, o Governo brasileiro estende à viúva Lucía Topolansky e aos familiares do ex-Presidente, assim como ao governo e ao povo uruguaios, seus mais sentidos pêsames e expressões de solidariedade.

  • Pepe Mujica: Mundo político se despede do ex-presidente uruguaio

    Pepe Mujica: Mundo político se despede do ex-presidente uruguaio

    Autoridades e políticos brasileiros manifestaram pesar nesta terça-feira (13) pela morte do ex-presidente do Uruguai José “Pepe” Mujica, aos 89 anos, em Montevidéu, vítima de um câncer de esôfago. Referência da esquerda latino-americana e admirado por seu estilo de vida austero e discurso voltado à justiça social, Mujica governou o Uruguai entre 2010 e 2015. A confirmação da morte foi feita pelo atual presidente uruguaio, Yamandú Orsi, nas redes sociais.

  • Virgínia Fonseca depõe na CPI das Bets, no Senado

    Virgínia Fonseca depõe na CPI das Bets, no Senado

    A influenciadora digital Virgínia Fonseca, de 26 anos e com 53 milhões de seguidores na rede social Instagram, depõe nesta terça-feira (13) na CPI das Bets. O depoimento está marcado para começar às 11h. Assista ao vivo abaixo, em vídeo.

    Virgínia depõe na condição de testemunha, e não de investigada. Uma decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, confirmou que a influenciadora tem o direito de não responder perguntas que possam incriminá-la.

    Até as 10h30, meia hora antes do início da sessão, Virgínia não fez publicação alguma nesta terça-feira em seu perfil principal nas redes sociais. No dia anterior, a influenciadora publicou pelo menos 58 stories, detalhando que estaria em Brasília “a trabalho”.

    A influenciadora digital Virgínia Fonseca, em imagem publicada nas redes sociais.

    A influenciadora digital Virgínia Fonseca, em imagem publicada nas redes sociais.Reprodução/Instagram (@virginia)

  • Moraes libera provas da PF a réus do núcleo de Bolsonaro

    Moraes libera provas da PF a réus do núcleo de Bolsonaro

    Alexandre de Moraes: general Augusto Heleno foi o único a não indicar advogado até o momento para acessar a íntegra dos autos

    Alexandre de Moraes: general Augusto Heleno foi o único a não indicar advogado até o momento para acessar a íntegra dos autosPedro Ladeira/Folhapress

    O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou, na noite dessa segunda-feira (12), que a Polícia Federal (PF) ofereça um link com acesso às provas colhidas nas investigações da trama golpista aos advogados dos réus do chamado “núcleo 1”. O grupo é composto pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros sete aliados civis e militares, todos acusados de tentar reverter o resultado das eleições de 2022 e manter Bolsonaro no poder.

    A decisão atende a uma etapa da fase de instrução processual da Ação Penal 2668, iniciada após a Primeira Turma do STF aceitar a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) em 26 de março de 2025. Com o início da instrução, o processo entra em uma fase decisiva, com a coleta de provas, depoimentos de testemunhas e interrogatórios dos acusados

    Material sigiloso

    O conteúdo a ser liberado estava acautelado em sede policial e inclui elementos oriundos de múltiplas investigações (PETs 12100, 9842, 11108, 11552, 11781, 12159, 12732, 13236 e AP 2417). Esses materiais não foram anexados aos autos nem usados como base para a denúncia da PGR, mas serão agora acessíveis às defesas para garantir o direito ao contraditório e à ampla defesa

    A Polícia Federal organizou e armazenou todos os arquivos em seu servidor próprio e, conforme a determinação do ministro, deverá enviar imediatamente o link de acesso para os advogados indicados pelas defesas, mediante a assinatura de termo de confidencialidade.

    Réus e defesas habilitadas

    De acordo com Alexandre de Moraes, os seguintes réus do núcleo 1 já tiveram suas defesas devidamente habilitadas para receber o material:

    • Jair Bolsonaro, ex-presidente da República;
    • Alexandre Ramagem, ex-diretor da Abin;
    • Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança Pública do DF;
    • Mauro Cid, tenente-coronel e ex-ajudante de ordens;
    • Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa;
    • Walter Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil;
    • Almir Garnier, ex-comandante da Marinha.

    Apenas a defesa do general Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), ainda não indicou o advogado responsável para acessar o conteúdo, conforme observou Moraes na decisão

    Com as defesas já habilitadas e em posse do material probatório, a ação penal segue para o aprofundamento da instrução processual. Essa fase precede o julgamento final do STF, que decidirá se os acusados são culpados ou inocentes. Os crimes imputados incluem tentativa de golpe de Estado, abolição do Estado Democrático de Direito e outros delitos correlatos.

  • “Bora pra cima”: assista à fala inicial de Virgínia Fonseca em CPI

    “Bora pra cima”: assista à fala inicial de Virgínia Fonseca em CPI

    A influenciadora digital Virgínia Fonseca usou o bordão “bora pra cima” em suas alegações iniciais em sessão da CPI das Bets. O depoimento é realizado nesta terça-feira (13).

    Virgínia tinha 20 minutos para falar, mas optou por fazer um pronunciamento breve. Assista abaixo à fala da influenciadora e, mais adiante, leia a transcrição:

    “Bom dia a todo mundo, primeiramente. Estou um pouco nervosa, primeira vez fazendo isso. Mas enfim, para quem não me conhece, eu comecei na internet com 17 anos, hoje tenho 26, completei agora em abril. Sempre fui eu tomando conta de tudo, porque meu pai não apoiava, e minha mãe… apoiava, mas ela não sabia lidar com as coisas, então ela deixava eu ir, eu ir, eu ir… E eu fui.

    Mas minha carreira deu uma reviravolta quando eu conheci o Zé, que foi quando a gente começou a morar juntos, eu engravide, a gente casou, eu engravidei de novo, engravidei de novo, hoje a gente está com três filhos. E no meio disso tudo eu sou influencer, e aí eu virei mãe e levei meus pais para morar comigo… Então, influencer, mãe, filha, me tornei empresária nesse tempo e apresentadora, e hoje eu sou tudo isso. E espero poder esclarecer todas as dúvidas aqui hoje, e quero agradecer também a oportunidade de poder fazer isso, porque tem muitas coisas que a gente não pode falar na internet, que a gente não tem a liberdade de falar. Então acredito que vou poder falar aqui hoje, estou muito grata, e é isso. Que Deus abençoe a nossa audiência. Bora pra cima.”

    Placa indicando o lugar de Virgínia Fonseca na CPI das Bets.

    Placa indicando o lugar de Virgínia Fonseca na CPI das Bets.Edilson Rodrigues/Agência Senado

  • Cleitinho tira foto com Virgínia em CPI: “Tomei seu pré-treino hoje”

    Cleitinho tira foto com Virgínia em CPI: “Tomei seu pré-treino hoje”

    O senador Cleitinho (Republicanos-MG) pediu à influenciadora Virgínia Fonseca durante sessão da CPI das Bets, nesta terça-feira (13), para que tirasse uma foto com ela, e pediu para a apresentadora mandar um abraço para sua esposa e filha. Virgínia aceitou e disse que já havia assistido a vídeos feitos pelo senador. Veja a cena abaixo.

    Em sua fala na CPI, Cleitinho também fez um apelo à influenciadora e disse que ela não precisa assinar contratos para a divulgação de jogos de azar – que, segundo ele, deveriam ser banidos no país. O parlamentar também disse que a influenciadora é “geradora de riqueza” e “gera emprego”, e que sua intenção não é “apontar o dedo” para ela.

    Virgínia com o senador Cleitinho (Republicanos-MG) em sessão da CPI das Bets.

    Virgínia com o senador Cleitinho (Republicanos-MG) em sessão da CPI das Bets.Reprodução/YouTube

    Cleitinho também afirmou que fez uso de um produto pré-treino (para atividades físicas) da influenciadora, que descreve como “maravilhoso”. Acompanhe a sessão em vídeo aqui.

  • Virgínia Fonseca nega ter lucrado com prejuízo de apostadores

    Virgínia Fonseca nega ter lucrado com prejuízo de apostadores

    Virgínia na CPI:

    Virgínia na CPI: “Nunca falei pra pessoa entrar e fazer o dinheiro da vida dela”Edilson Rodrigues/Agência Senado

    A influenciadora digital e apresentadora do SBT Virgínia Fonseca presta depoimento nesta terça-feira (13) à comissão parlamentar de inquérito (CPI) do Senado que apura suspeitas de crimes envolvendo casas de apostas online. Virgínia negou aos senadores que tenha recebido comissão em troca de aumento do lucro de uma dessas empresas, a Esportes da Sorte, conforme noticiado pela revista Piauí em janeiro.

    Durante o depoimento, Virginia se defendeu das acusações com base nos contratos que firmou com as plataformas. Segundo ela, o acordo com a Esportes da Sorte, apontado como um dos principais contratos de publicidade, previa um valor fixo e uma bonificação apenas se houvesse aumento significativo de lucro para a empresa, o que, segundo a influenciadora, não ocorreu.

    Assista às explicações da influenciadora na CPI:

    “Eu fechei o meu contrato com o Esportes da Sorte e esse valor que eles me pagaram, se eu dobrasse o lucro dele, eu receberia 30% a mais da empresa, em momento algum, sobre perdas dos meus seguidores. Nunca teve sobre isso no contrato.”

    Questionada pelo senador Izalci Lucas (PL-DF), Virginia reforçou que seu contrato de publicidade não previa remuneração sobre o valor perdido por quem acessava as plataformas.

    “O meu contrato não tem nada de anormal. Então, o que aconteceu foi isso, mas que nem foi atingido esse valor, nem foi dobrado. Então, eu nunca recebi um real a mais do que o meu contrato de publicidade que eu fiz por 18 meses. Então, era um valor fixo.”

    Ela também explicou que cláusulas semelhantes existiam em contratos com outras empresas, não apenas com plataformas de apostas.

    “Lembrando que isso era uma cláusula padrão, que na época, com todos os outros meus contratos, eram assim, com todas as outras empresas. Então, não era só bets. Todos os outros eram assim.”

    Virginia afirmou que sempre seguiu as normas do Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) ao promover jogos de aposta nas redes sociais.

    “Quando eu posto, deixo muito claro que é um jogo, que menores de 18 anos não podem jogar, para jogarem com responsabilidade, coloco as imagens do Conar, nunca falei pra pessoa entrar e fazer o dinheiro da vida dela, mas não sei como as outras pessoas fazem. Tudo o que me passaram pra fazer, eu faço. Sempre deixo claro as exigências.”

    Ao ser confrontada sobre possíveis documentos que indicariam cláusulas de remuneração vinculadas às perdas dos seguidores, Virginia negou veementemente:”Não, não tem isso. Eu posso passar o contrato para o senhor. Não tem isso.”

    A influenciadora também comentou por que não se manifestou na época da publicação da reportagem da Piauí, que revelou detalhes sobre seu contrato com a Esportes da Sorte. “Na época, saiu [essa reportagem] e eu não podia responder por questão de confidencialidade, fui orientada pelo meu advogado na época”, disse.

    A CPI das Apostas foi instalada para investigar possíveis crimes financeiros, lavagem de dinheiro e aliciamento de influenciadores por plataformas de apostas esportivas e cassinos virtuais. O depoimento de Virginia ocorre em meio à pressão para regulamentação mais rígida sobre publicidade e monetização nesse setor. Até o momento, a comissão já colheu depoimentos de empresários, publicitários e especialistas do setor.

  • Virgínia usa direito ao silêncio e não diz o quanto ganhou com bets

    Virgínia usa direito ao silêncio e não diz o quanto ganhou com bets

    A influenciadora digital Virgínia Fonseca negou-se a responder qual é o maior valor que já recebeu para divulgar algum jogo de apostas. Em sessão da CPI das Bets nesta terça-feira (13), Virgínia disse que se reserva o “direito de ficar calada” ao ser questionada pela senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS) sobre o valor máximo que ganhou com contratos de publicidade das bets.

    A resposta foi direta e a senadora, que é relatora da CPI, não insistiu:

    Soraya Thronicke – Qual foi o maior valor que a sra. recebeu por uma campanha de apostas?

    Virgínia Fonseca – Eu me reservo o direito de ficar calada.

    S.T. – Esses valores foram declarados à Receita Federal?

    V. F. – Todos.

    Ao se negar a responder a pergunta, Virgínia estava recorrendo à decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, que deu um salvo-conduto à influenciadora para que ela pudesse silenciar em perguntas e não se incriminar. Também foi a medida de Gilmar que permitiu que Virgínia depusesse na CPI acompanhada de seu advogado.

    Virgínia Fonseca, acompanhada do advogado, em sessão da CPI das Bets.

    Virgínia Fonseca, acompanhada do advogado, em sessão da CPI das Bets.Edilson Rodrigues/Agência Senado