Autor: admin

  • Lewandowski rebate governadores sobre PEC da Segurança Pública

    Lewandowski rebate governadores sobre PEC da Segurança Pública

    O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, rebateu as críticas feitas por governadores à PEC da Segurança Pública. Em evento realizado no último domingo (13), em São Paulo, o ministro ponderou que muitos gestores estaduais ainda agem como se estivessem à frente de “Estados soberanos”, e não de entes autônomos dentro de uma federação.

    A observação foi feita durante uma palestra para juristas organizada pelo grupo Prerrogativas. No encontro, Lewandowski explicou que a PEC da Segurança Pública visa organizar e integrar as forças de segurança do país, e refutou a ideia de que a proposta comprometa a autonomia dos Estados.

    Ministro aponta falhas causadas pela fragmentação entre Estados.

    Ministro aponta falhas causadas pela fragmentação entre Estados.Lula Marques/ Agência Brasil

    “Muitos governadores ainda pensam, talvez sob esse olhar [da Constituição de 1891], que realmente os Estados membros da federação são Estados soberanos, quando na verdade não são. Eles são autônomos, dentro daquela autonomia que é prevista na Constituição Federal [de 1988]”, destacou.

    A crítica de Lewandowski foi especialmente direcionada aos governadores Ronaldo Caiado (GO) e Romeu Zema (MG), que lideram a oposição à PEC. Eles alegam que o texto ameaça a independência dos Estados e também se opõem a outras medidas federais voltadas à padronização do setor, como a regulamentação do uso de câmeras corporais por policiais militares.

    Cobrança popular

    Ao defender a proposta, Lewandowski mencionou o avanço das facções criminosas e a crescente preocupação da sociedade com a criminalidade. Segundo ele, pesquisas de opinião já indicam que a população cobra do governo federal a responsabilidade pela segurança pública.

    O ministro também argumentou que o Sistema Único de Segurança Pública (SUSP), criado por lei em 2018, precisa ganhar força constitucional, nos moldes do Sistema Único de Saúde (SUS). Para ele, sem o respaldo da Constituição, o SUSP não tem poder para garantir adesão dos Estados às diretrizes nacionais.

    “Uma lei ordinária federal não tem o condão de fazer os estados se engajarem e atenderem a orientação federal”, afirmou.

    Integração de sistemas

    Lewandowski ainda realçou a necessidade de padronização nos registros policiais. Ele observou que atualmente cada estado elabora boletins de ocorrência de maneira distinta, o que compromete a integração dos dados e dificulta investigações.

    Ao se referir às propostas que tramitam no Congresso, o ministro criticou a ausência de soluções sistêmicas, destacando que o parlamento costuma tratar a segurança pública de maneira pontual.

    Ele também ressaltou que a proposta não pretende ser uma solução definitiva contra o crime organizado. “Não existe bala de prata contra a criminalidade”, disse. “A PEC busca apenas organizar o jogo, para depois darmos uma nova partida”.

    Desmilitarização fora de pauta

    Lewandowski negou que o Ministério da Justiça esteja discutindo a desmilitarização das polícias militares. Ele salientou que qualquer debate sobre o tema deve partir da sociedade civil, e não do governo federal.

    “Nós não mexemos na Polícia Militar porque vamos enfrentar uma briga com 27 corporações muito bem organizadas, com governadores. A sociedade tem que fazer essa discussão”, concluiu.

  • Em impasse sobre ministério, Pedro Lucas lança plano de conectividade

    Em impasse sobre ministério, Pedro Lucas lança plano de conectividade

    Em meio à disputa interna no União Brasil e à indefinição sobre sua possível aceitação para assumir o Ministério das Comunicações, o líder do partido na Câmara dos Deputados, Pedro Lucas Fernandes (União-MA) anunciou, nesta segunda-feira (14), o projeto de lei 1280/2025. A proposta cria a Política Nacional para Processamento e Armazenamento Digitais (PNPAD), tema que dialoga diretamente com o funcionamento da pasta para onde é indicado.

    O projeto cria as Zonas Especiais de Processamento e Armazenamento Digitais (ZEPAD), áreas com potencial estratégico para a instalação de data centers e empresas do setor. O objetivo é, por meio de parcerias público-privadas nos três níveis da federação, atrair investimentos, impulsionar a inovação regional e reduzir a dependência de serviços digitais estrangeiros para processamento e armazenamento de dados.

    Convidado pelo governo para assumir ministério, Pedro Lucas Fernandes precisa resolver racha interno em sua bancada.

    Convidado pelo governo para assumir ministério, Pedro Lucas Fernandes precisa resolver racha interno em sua bancada.Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

    Indefinição no partido

    A apresentação do projeto ocorre em meio a um impasse dentro do União Brasil a respeito da indicação de Pedro Lucas para o Ministério das Comunicações. Seu nome foi indicado ao presidente Lula pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), mas enfrenta resistência dentro da bancada.

    Embora a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, tenha confirmado o aceite de Pedro Lucas ao convite, o movimento ainda é incerto. Logo após a confirmação, o parlamentar anunciou que conversaria com seus pares antes de tomar sua decisão.

    Pedro Lucas assumiu a liderança do partido no início do ano, após dura disputa interna. Parte dos deputados defende a troca de comando e tenta emplacar Mendonça Filho (União-PE), vice-líder da oposição e ex-ministro da Educação de Michel Temer, como novo líder. Alcolumbre e Antônio Rueda, presidente do União, tentam garantir com que a bancada permaneça comandada por um governista caso seu líder vá para o Executivo.

  • Veja quem assinou requerimento de urgência para o PL da anistia

    Veja quem assinou requerimento de urgência para o PL da anistia

    O líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), protocolou nesta segunda-feira o requerimento de urgência para o projeto que concede anistia aos presos do 8 de janeiro. Ao todo, foram 264 assinaturas, sendo 90 do PL, 40 do União Brasil, 36 do PP, 28 do Republicanos, 23 do PSD e 20 do MDB.

    Atos antidemocráticos de 8 de janeiro

    Atos antidemocráticos de 8 de janeiroMarcelo Camargo/Agência Brasil

    Com a quantidade de assinaturas, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), tem a prerrogativa de pautar ou não o requerimento de urgência para ser votado no plenário. A urgência permite que uma matéria seja votada diretamente no plenário sem precisar passar pelas comissões.

    Veja a lista dos deputados que assinaram:

    1. Sóstenes Cavalcante – PL/RJ
    2. Raimundo Santos – PSD/PA
    3. Maurício Carvalho – UNIÃO/RO
    4. Carla Dickson – UNIÃO/RN
    5. Reinhold Stephanes – PSD/PR
    6. Adriana Ventura – NOVO/SP
    7. Capitão Alden – PL/BA
    8. Pastor Eurico – PL/PE
    9. Greyce Elias – AVANTE/MG
    10. Coronel Fernanda – PL/MT
    11. Ricardo Salles – NOVO/SP
    12. Osmar Terra – MDB/RS
    13. Roberta Roma – PL/BA
    14. Ismael – PSD/SC
    15. Missionário José Olimpio – PL/SP
    16. Roberto Monteiro Pai – PL/RJ
    17. General Girão – PL/RN
    18. Gilson Marques – NOVO/SC
    19. General Pazuello – PL/RJ
    20. Coronel Ulysses – UNIÃO/AC
    21. Joaquim Passarinho – PL/PA
    22. Dr. Ismael Alexandrino – PSD/GO
    23. Glaustin da Fokus – PODE/GO
    24. Pr. Marco Feliciano – PL/SP
    25. Sargento Fahur – PSD/PR
    26. Franciane Bayer – REPUBLIC/RS
    27. Gustavo Gayer – PL/GO
    28. Simone Marquetto – MDB/SP
    29. Marcelo Álvaro Antônio – PL/MG
    30. Carlos Jordy – PL/RJ
    31. Zé Trovão – PL/SC
    32. Daniel Agrobom – PL/GO
    33. Pastor Diniz – UNIÃO/RR
    34. Delegado Palumbo – MDB/SP
    35. Bia Kicis – PL/DF
    36. Luiz Lima – PL/RJ
    37. Delegado Paulo Bilynskyj – PL/SP
    38. Jefferson Campos – PL/SP
    39. Gutemberg Reis – MDB/RJ
    40. Mauricio Marcon – PODE/RS
    41. Rosana Valle – PL/SP
    42. Dr. Frederico – PRD/MG
    43. Delegado Caveira – PL/PA
    44. Gilberto Nascimento – PSD/SP
    45. Helio Lopes – PL/RJ
    46. Chris Tonietto – PL/RJ
    47. Diego Garcia – REPUBLIC/PR
    48. Lafayette de Andrada – REPUBLIC/MG
    49. Felipe Francischini – UNIÃO/PR
    50. Coronel Assis – UNIÃO/MT
    51. Ricardo Barros – PP/PR
    52. Magda Mofatto – PRD/GO
    53. Pedro Lupion – PP/PR
    54. Marcel van Hattem – NOVO/RS
    55. André Ferreira – PL/PE
    56. Marcelo Moraes – PL/RS
    57. Coronel Meira – PL/PE
    58. Eros Biondini – PL/MG
    59. Sanderson – PL/RS
    60. Filipe Martins – PL/TO
    61. Alfredo Gaspar – UNIÃO/AL
    62. Sargento Gonçalves – PL/RN
    63. Capitão Augusto – PL/SP
    64. Cabo Gilberto Silva – PL/PB
    65. Gisela Simona – UNIÃO/MT
    66. Giacobo – PL/PR
    67. Nelson Barbudo – PL/MT
    68. Rodolfo Nogueira – PL/MS
    69. Soraya Santos – PL/RJ
    70. Silvia Waiãpi – PL/AP
    71. Bibo Nunes – PL/RS
    72. Dr. Zacharias Calil – UNIÃO/GO
    73. Rodrigo da Zaeli – PL/MT
    74. Vermelho – PL/PR
    75. Filipe Barros – PL/PR
    76. Stefano Aguiar – PSD/MG
    77. Delegado Éder Mauro – PL/PA
    78. Mendonça Filho – UNIÃO/PE
    79. Wellington Roberto – PL/PB
    80. Altineu Côrtes – PL/RJ
    81. Nicoletti – UNIÃO/RR
    82. Zucco – PL/RS
    83. Any Ortiz – CIDADANIA/RS
    84. Carla Zambelli – PL/SP
    85. Fernando Rodolfo – PL/PE
    86. Luiz Gastão – PSD/CE
    87. Rosangela Moro – UNIÃO/SP
    88. Ricardo Guidi – PL/SC
    89. Amaro Neto – REPUBLIC/ES
    90. Thiago Flores – REPUBLIC/RO
    91. Rodrigo Valadares – UNIÃO/SE
    92. Cristiane Lopes – UNIÃO/RO
    93. Pedro Westphalen – PP/RS
    94. Otoni de Paula – MDB/RJ
    95. Dayany Bittencourt – UNIÃO/CE
    96. Vinicius Carvalho – REPUBLIC/SP
    97. Luciano Alves – PSD/PR
    98. Lincoln Portela – PL/MG
    99. Pezenti – MDB/SC
    100. Clarissa Tércio – PP/PE
    101. Geovania de Sá – PSDB/SC
    102. Daniela Reinehr – PL/SC
    103. Zé Vitor – PL/MG
    104. André Fernandes – PL/CE
    105. Mario Frias – PL/SP
    106. Silas Câmara – REPUBLIC/AM
    107. Capitão Alberto Neto – PL/AM
    108. Domingos Sávio – PL/MG
    109. Caroline de Toni – PL/SC
    110. Mauricio do Vôlei – PL/MG
    111. Paulo Freire Costa – PL/SP
    112. Julio Cesar Ribeiro – REPUBLIC/DF
    113. Luiz Philippe de Orleans e Bragança – PL/SP
    114. Delegado Ramagem – PL/RJ
    115. Emidinho Madeira – PL/MG
    116. Marcio Alvino – PL/SP
    117. Hugo Leal – PSD/RJ
    118. Olival Marques – MDB/PA
    119. Evair Vieira de Melo – PP/ES
    120. Luis Carlos Gomes – REPUBLIC/RJ
    121. Dr. Jaziel – PL/CE
    122. Miguel Lombardi – PL/SP
    123. Dr. Fernando Máximo – UNIÃO/RO
    124. Ossesio Silva – REPUBLIC/PE
    125. Maria Rosas – REPUBLIC/SP
    126. Gilvan da Federal – PL/ES
    127. Coronel Chrisóstomo – PL/RO
    128. Allan Garcês – PP/MA
    129. José Medeiros – PL/MT
    130. Junio Amaral – PL/MG
    131. Messias Donato – REPUBLIC/ES
    132. Sargento Portugal – PODE/RJ
    133. Eli Borges – PL/TO
    134. Adilson Barroso – PL/SP
    135. Dr. Luiz Ovando – PP/MS
    136. Marcos Pollon – PL/MS
    137. Nikolas Ferreira – PL/MG
    138. Alberto Fraga – PL/DF
    139. Julia Zanatta – PL/SC
    140. Dilceu Sperafico – PP/PR
    141. Professor Alcides – PL/GO
    142. Rosângela Reis – PL/MG
    143. Icaro de Valmir – PL/SE
    144. Silvia Cristina – PP/RO
    145. Daniel Freitas – PL/SC
    146. Giovani Cherini – PL/RS
    147. Rodrigo Estacho – PSD/PR
    148. Delegada Ione – AVANTE/MG
    149. Junior Lourenço – PL/MA
    150. Rafael Simoes – UNIÃO/MG
    151. Delegado Marcelo Freitas – UNIÃO/MG
    152. Kim Kataguiri – UNIÃO/SP
    153. David Soares – UNIÃO/SP
    154. Dani Cunha – UNIÃO/RJ
    155. Padovani – UNIÃO/PR
    156. Alceu Moreira – MDB/RS
    157. Marussa Boldrin – MDB/GO
    158. Luiz Carlos Motta – PL/SP
    159. Danilo Forte – UNIÃO/CE
    160. Luiz Fernando Vampiro – MDB/SC
    161. Célio Silveira – MDB/GO
    162. José Nelto – UNIÃO/GO
    163. Átila Lira – PP/PI
    164. Jeferson Rodrigues – REPUBLIC/GO
    165. Cobalchini – MDB/SC
    166. Luisa Canziani – PSD/PR
    167. Afonso Hamm – PP/RS
    168. Julio Arcoverde – PP/PI
    169. Tião Medeiros – PP/PR
    170. Da Vitoria – PP/ES
    171. Lucio Mosquini – MDB/RO
    172. Doutor Luizinho – PP/RJ
    173. Julio Lopes – PP/RJ
    174. Pinheirinho – PP/MG
    175. Ana Paula Leão – PP/MG
    176. Delegado Fabio Costa – PP/AL
    177. Claudio Cajado – PP/BA
    178. Matheus Noronha – PL/CE
    179. Vicentinho Júnior – PP/TO
    180. Cezinha de Madureira – PSD/SP
    181. Vinicius Gurgel – PL/AP
    182. Delegado Bruno Lima – PP/SP
    183. Mauricio Neves – PP/SP
    184. Fred Linhares – REPUBLIC/DF
    185. Covatti Filho – PP/RS
    186. Thiago de Joaldo – PP/SE
    187. Sonize Barbosa – PL/AP
    188. Daniel Trzeciak – PSDB/RS
    189. Delegado da Cunha – PP/SP
    190. Silvye Alves – UNIÃO/GO
    191. Tiririca – PL/SP
    192. Moses Rodrigues – UNIÃO/CE
    193. Lula da Fonte – PP/PE
    194. Eduardo da Fonte – PP/PE
    195. Carlos Henrique Gaguim – UNIÃO/TO
    196. Ronaldo Nogueira – REPUBLIC/RS
    197. Alex Santana – REPUBLIC/BA
    198. Dr. Victor Linhalis – PODE/ES
    199. Ribamar Silva – PSD/SP
    200. Sergio Souza – MDB/PR
    201. Beto Pereira – PSDB/MS
    202. Diego Andrade – PSD/MG
    203. Lucas Redecker – PSDB/RS
    204. Josivaldo Jp – PSD/MA
    205. Leur Lomanto Júnior – UNIÃO/BA
    206. Eduardo Velloso – UNIÃO/AC
    207. Rafael Prudente – MDB/DF
    208. Luiz Carlos Hauly – PODE/PR
    209. AJ Albuquerque – PP/CE
    210. Pedro Aihara – PRD/MG
    211. Marcelo Crivella – REPUBLIC/RJ
    212. Roberto Duarte – REPUBLIC/AC
    213. João Leão – PP/BA
    214. Duda Ramos – MDB/RR
    215. Hercílio Coelho Diniz – MDB/MG
    216. Gabriel Mota – REPUBLIC/RR
    217. Defensor Stélio Dener – REPUBLIC/RR
    218. Albuquerque – REPUBLIC/RR
    219. Igor Timo – PSD/MG
    220. Pastor Gil – PL/MA
    221. Lebrão – UNIÃO/RO
    222. Zé Haroldo Cathedral – PSD/RR
    223. Marangoni – UNIÃO/SP
    224. Alexandre Guimarães – MDB/TO
    225. Juarez Costa – MDB/MT
    226. Jorge Goetten – REPUBLIC/SC
    227. Mersinho Lucena – PP/PB
    228. Bebeto – PP/RJ
    229. Danrlei de Deus Hinterholz – PSD/RS
    230. Detinha – PL/MA
    231. Fausto Santos Jr. – UNIÃO/AM
    232. Paulo Litro – PSD/PR
    233. Geraldo Mendes – UNIÃO/PR
    234. Nely Aquino – PODE/MG
    235. Zezinho Barbary – PP/AC
    236. Luiz Nishimori – PSD/PR
    237. Nitinho – PSD/SE
    238. Luiz Carlos Busato – UNIÃO/RS
    239. Fabio Schiochet – UNIÃO/SC
    240. Renata Abreu – PODE/SP
    241. Pastor Sargento Isidório – AVANTE/BA
    242. Adriano do Baldy – PP/GO
    243. Murillo Gouvea – UNIÃO/RJ
    244. Misael Varella – PSD/MG
    245. Fábio Teruel – MDB/SP
    246. Aluisio Mendes – REPUBLIC/MA
    247. José Rocha – UNIÃO/BA
    248. Celso Russomanno – REPUBLIC/SP
    249. Benes Leocádio – UNIÃO/RN
    250. Bruno Ganem – PODE/SP
    251. Ely Santos – REPUBLIC/SP
    252. Arnaldo Jardim – CIDADANIA/SP
    253. Antonio Andrade – REPUBLIC/TO
    254. Alex Manente – CIDADANIA/SP
    255. Paulo Azi – UNIÃO/BA
    256. Josimar Maranhãozinho – PL/MA
    257. Bruno Farias – AVANTE/MG
    258. Zé Adriano – PP/AC
    259. Márcio Marinho – REPUBLIC/BA
    260. Katia Dias – REPUBLIC/MG
    261. João Carlos Bacelar – PL/BA
    262. Gilson Daniel – PODE/ES
    263. Douglas Viegas – UNIÃO/SP
    264. Beto Richa – PSDB/PR
  • PRF investiga post com crítica a Lula e elogio a Bolsonaro

    PRF investiga post com crítica a Lula e elogio a Bolsonaro

    A Polícia Rodoviária Federal (PRF) abriu uma investigação interna para apurar a publicação de um comentário de teor político feito no perfil oficial da corporação no Rio Grande do Norte no Instagram. O caso ocorreu no último sábado (12), após a transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro de Natal para Brasília.

    O comentário, postado em uma publicação sobre a transferência hospitalar de Bolsonaro, dizia: “Bolsonaro doente, juta [sic] mais gente que Lula são e inaugurando obra. Kkkk”. O conteúdo foi posteriormente apagado.

    Comentário feito no perfil da PRF RN.

    Comentário feito no perfil da PRF RN.Reprodução

    Em nota, a Superintendência da PRF no RN afirmou que a publicação não reflete as diretrizes da instituição. Segundo o comunicado, o comentário foi removido assim que identificado, e o perfil foi retirado do ar por tempo indeterminado como medida preventiva.

    O servidor responsável pela postagem já foi identificado. A Corregedoria-Geral da PRF, em Brasília, instaurou um procedimento interno para apurar as circunstâncias do ocorrido.

    O comentário foi publicado enquanto Bolsonaro era transferido de Natal para Brasília após ter sido internado em um hospital da capital potiguar, em decorrência de um quadro de subobstrução intestinal. A transferência ocorreu por meio de uma UTI aérea, e o ex-presidente foi submetido a uma cirurgia no domingo (13).

  • Bolsonaro tem “boa evolução clínica”, mas sem previsão de alta

    Bolsonaro tem “boa evolução clínica”, mas sem previsão de alta

    O ex-presidente Jair Bolsonaro, submetido a cirurgia de lise de extensas bridas e reconstrução de parede abdominal no domingo (13), está apresentando “boa evolução clínica”, conforme nota desta segunda-feira (14) do Hospital DF Star. Ainda de acordo com o hospital de Brasília, apesar da atual situação, ainda segue sem previsão de alta da unidade de terapia intensiva (UTI). (veja a íntegra da nota abaixo).

    Jair Bolsonaro

    Jair BolsonaroJosé Aldenir/Folhapress

    O procedimento cirúrgico durou 12 horas e teve como objetivo a liberação de aderências intestinais e reconstrução da parede abdominal. O ex-presidente foi transferido de Natal para Brasília na noite de sábado (12) para ser acompanhado por seus médicos e familiares.

    Jair Bolsonaro estava acompanhado do líder da Oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), quando sentiu as dores. Eles estavam cumprindo agenda do Partido Liberal no estado pelo projeto Rota 22, que pretende ampliar a presença da sigla na região. O ex-presidente deu entrada no Hospital Rio Grande às 11h15 da sexta-feira.

    As dores são em decorrência da facada sofrida por Bolsonaro em 2018, pouco antes de se eleger presidente. Desde então, o ex-chefe do Executivo realizou uma série de cirurgias. Desta vez, a complicação foi no intestino delgado, segundo publicação de Jair Bolsonaro.

    Em coletiva de imprensa nesta segunda, o médico Cláudio Birolini afirmou que Jair Bolsonaro apresentava um “abdômen hostil”, com obstrução por conta das aderências e parede abdominal já bastante danificada pelos procedimentos anteriores. Os médicos dizem que o presidente não deve deixar o hospital em menos de duas semanas, mas que esse prazo será definido de acordo com a evolução clínica dele.

    Veja a íntegra da nota:

    Brasília, 14 de abril de 2025 –

    O Hospital DF Star informa que o ex-Presidente Jair Bolsonaro encontra-se internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), em acompanhamento pós-operatório de cirurgia de lise de extensas bridas e reconstrução de parede abdominal. Apresenta-se com boa evolução clínica, mantendo-se acordado, orientado, sem dor, sangramentos ou outras intercorrências. No decorrer do dia, sentou-se no leito e iniciou deambulação assistida, sem previsão de alta da unidade de terapia intensiva.

    Dr. Cláudio Birolini – Médico chefe da equipe cirúrgica

    Dr. Leandro Echenique – Médico Cardiologista

    Dr. Antônio Aurélio de Paiva Fagundes Júnior – Coordenador da Unidade de Terapia Intensiva do Hospital DF Star

    Dr. Brasil Caiado – Médico Cardiologista

    Dr. Guilherme Meyer – Diretor Médico do Hospital DF Star

    Dr. Allisson Barcelos Borges – Diretor Geral do Hospital DF Star

  • Câmara cria medalha para prefeitos que avançam na alfabetização

    Câmara cria medalha para prefeitos que avançam na alfabetização

    A Câmara dos Deputados aprovou nesta segunda-feira (14), por votação simbólica e unânime, o projeto de resolução 38/2025, de autoria da Mesa Diretora. A proposta institui a “Medalha Prefeitos pela Alfabetização das Crianças”, que será concedida anualmente a gestores municipais com atuação reconhecida no combate ao analfabetismo escolar.

    De acordo com o texto, serão entregues três medalhas por unidade da federação, com base no desempenho medido pelo Indicador Criança Alfabetizada (ICA), elaborado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). A seleção dos agraciados ficará sob responsabilidade da Presidência e da Segunda-Secretaria da Câmara.

    Entrega da medalha ocorrerá preferencialmente em outubro, em cerimônia oficial da Casa.

    Entrega da medalha ocorrerá preferencialmente em outubro, em cerimônia oficial da Casa.Bruno Spada/Câmara dos Deputados

    Além da medalha, os prefeitos e prefeitas selecionados receberão um diploma de menção honrosa. A cerimônia de entrega ocorrerá preferencialmente no mês de outubro.

    A administração do prêmio caberá à Segunda-Secretaria, que também será encarregada de expedir as instruções para sua concessão. A regulamentação será detalhada por ato da Mesa.

    Alfabetização como prioridade

    Para a Mesa Diretora, a medalha visa “reconhecer o trabalho, os esforços e os resultados de prefeitos e prefeitas que têm envidado esforços estratégicos para vencer uma tragédia silenciosa que se impõe como obstáculo ao desenvolvimento pessoal como cidadãos, bem como social e econômico do Brasil: o analfabetismo escolar nos municípios do país”.

    Na justificativa apresentada, os autores ressaltam que “a trajetória de vida de um indivíduo é profundamente marcada pelo contexto no qual viveu e pelos direitos a ele ofertados em todo o percurso”. Para os parlamentares, a alfabetização na idade adequada garante “a consolidação de uma base de aprendizagem que perdura ao longo da Educação Básica, com redução da evasão escolar, distorção idade-série e melhoria de desempenho”.

    O documento também aponta desafios enfrentados pelo Brasil, citando dados do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA): “O Brasil, por sua vez, ocupa a 57ª posição em desempenho de leitura”.

    O texto destaca ainda a necessidade de mobilização nacional. A alfabetização de crianças, portanto, deve ser tratada como pauta estruturante para a constituição da sociedade brasileira que desejamos”, diz a justificativa. E acrescenta: “Do ponto de vista dos 5.570 municípios brasileiros, a liderança dos prefeitos encabeçando o compromisso em erradicar o número de crianças que finalizam o ciclo de alfabetização sem adquirir as habilidades de leitura e escrita adequadamente é primordial”.

  • Lula ajusta tabela do IR para manter isento quem ganha até 2 salários

    Lula ajusta tabela do IR para manter isento quem ganha até 2 salários

    O governo federal publicou nesta segunda-feira (14) uma medida provisória que atualiza a faixa de isenção do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) para contribuintes que recebem até R$ 3.036 por mês, equivalente a dois salários mínimos, considerando-se o valor atualizado em 2025. A medida corrige a defasagem provocada pela alta do piso salarial sem alterar as demais faixas da tabela progressiva.

    Medida provisória alinha tabela de isenção do imposto de renda com valor do salário mínimo em 2025.

    Medida provisória alinha tabela de isenção do imposto de renda com valor do salário mínimo em 2025.Joédson Alves/Agência Brasil

    A nova regra vale a partir de maio de 2025 e afeta as declarações que serão entregues à Receita Federal em 2026, referentes ao ano-base de 2025. A mudança só foi possível após a sanção da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2025, que havia sido aprovada pelo Congresso em março.

    Com a medida, o governo mantém a política de isentar trabalhadores de baixa renda, enquanto aguarda a tramitação do projeto de lei que amplia ainda mais a faixa de isenção para R$ 5 mil mensais. Esse texto está em análise no Congresso e não tem prazo definido para votação.

    A tabela do IR segue com cinco faixas de rendimento, com alíquotas que variam de 7,5% a 27,5% a partir do limite de isenção.

    Caso a MP não seja aprovada por Câmara e Senado em até 120 dias, ela perde validade e o valor antigo da faixa isenta volta a valer.

  • STF suspende processos sobre contratos de prestação de serviços

    STF suspende processos sobre contratos de prestação de serviços

    O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a suspensão de todos os processos no país que tratam da validade da contratação de trabalhadores autônomos como pessoas jurídicas para prestação de serviços em regimes de trabalho equivalentes aos de funcionários, prática conhecida como pejotização.

    A medida alcança casos em que se discute se há fraude na relação contratual, com a substituição do vínculo empregatício por contratos civis com empresas individuais ou trabalhadores independentes. A decisão foi proferida nesta segunda-feira (14), com base no Recurso Extraordinário com Agravo (ARE) 1.532.603, que teve repercussão geral reconhecida pelo Plenário da Corte.

    Gilmar Mendes alega sobrecarga de processos trabalhistas envolvendo a contratação via pessoa jurídica.

    Gilmar Mendes alega sobrecarga de processos trabalhistas envolvendo a contratação via pessoa jurídica.Marcelo Camargo/Agência Brasil

    A suspensão vale até o julgamento definitivo do mérito e atinge ações em curso na Justiça do Trabalho. O relator afirmou que a paralisação visa “impedir a multiplicação de decisões divergentes sobre a matéria, privilegiando o princípio da segurança jurídica e desafogando o STF”.

    Competências e ônus da prova

    O caso envolve três pontos centrais: a competência da Justiça do Trabalho para julgar ações sobre suposta fraude na contratação por meio de pessoa jurídica; a licitude da contratação de autônomos ou empresas para prestação de serviços; e a definição sobre quem deve apresentar prova da fraude se o trabalhador ou o contratante.

    Segundo Gilmar Mendes, esses temas “têm gerado um aumento expressivo do volume de processos que tem chegado ao STF, especialmente por intermédio de reclamações constitucionais”.

    Crítica à Justiça do Trabalho

    O relator apontou que o Supremo já reconheceu, na ADPF 324, a validade de diferentes formas de organização produtiva. No entanto, observou que decisões da Justiça trabalhista seguem desconsiderando esse entendimento.

    “O descumprimento sistemático da orientação do Supremo Tribunal Federal pela Justiça do Trabalho tem contribuído para um cenário de grande insegurança jurídica”, registrou o ministro. Segundo ele, esse comportamento transforma o STF “na prática, em instância revisora de decisões trabalhistas”.

    Caso em análise

    O caso que originou o ARE 1.532.603 trata da atuação de um corretor que prestava serviços para uma seguradora com base em contrato de franquia. O Tribunal Superior do Trabalho decidiu que não havia vínculo empregatício, reconhecendo a validade do contrato firmado.

    Na decisão, Gilmar Mendes deixou claro que a discussão não se restringe a contratos de franquia. “É fundamental abordar a controvérsia de maneira ampla, considerando todas as modalidades de contratação civil/comercial”, afirmou.

  • Anvisa aprova vacina do Instituto Butantan contra Chikungunya

    Anvisa aprova vacina do Instituto Butantan contra Chikungunya

    A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) concedeu o registro para a vacina IXCHIQ, uma vacina recombinante atenuada contra o vírus Chikungunya, desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com a empresa farmacêutica austro-francesa Valneva. Administrada em dose única, a vacina é indicada para a imunização de indivíduos com 18 anos ou mais que apresentem risco elevado de exposição ao vírus. A vacina é contraindicada para gestantes, pessoas com imunodeficiência ou imunossupressão.

    Como condição para o registro, a Anvisa e o Instituto Butantan firmaram um Termo de Compromisso que prevê a condução de estudos adicionais sobre a efetividade e segurança da vacina, além de atividades de farmacovigilância ativa. O objetivo é expandir o conhecimento sobre o perfil de eficácia e segurança do imunizante.

    Com aval da Anvisa, Butantan agora busca nacionalizar parte do processo de fabricação para incluir vacina no SUS.

    Com aval da Anvisa, Butantan agora busca nacionalizar parte do processo de fabricação para incluir vacina no SUS.Paulo Pinto/Agência Brasil

    O imunizante já obteve aprovação de outras agências reguladoras internacionais, incluindo a FDA (Food and Drug Administration) dos Estados Unidos e a EMA (Agência Europeia de Medicamentos).

    A Chikungunya é transmitida pela picada de mosquitos Aedes aegypti fêmeas infectadas, o mesmo vetor da dengue. O vírus chegou às Américas em 2013, causando uma epidemia significativa em países da América Central e ilhas do Caribe. No Brasil, a doença foi confirmada em 2014 nos estados do Amapá e Bahia, mas hoje está presente em todos os estados, principalmente no Rio de Janeiro.

    A avaliação da Anvisa também contou com a contribuição independente do Grupo de Trabalho para discussão do desenvolvimento não clínico e clínico de vacinas contra Arboviroses, estabelecido pela Câmara Técnica de Medicamentos (Cateme), composto por especialistas em arboviroses e desenvolvimento de vacinas.

    Incorporação no SUS

    Para que o imunizante seja incorporado ao Sistema Único de Saúde, o Instituto Butantan trabalha em uma versão que possa ter parte de seu processo de produção realizado no Brasil. Esta versão será analisada pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (CONITEC), pelo Programa Nacional de Imunizações e demais autoridades de saúde.

    “A partir da aprovação pelo CONITEC, a vacina poderá ser fornecida estrategicamente. No caso da chikungunya, é possível que o plano do Ministério seja vacinar primeiro os residentes de regiões endêmicas, ou seja, que concentram mais casos”, disse o diretor do Instituto Butantan, Esper Kallás.

  • Deputado propõe corte no IPVA para veículos com histórico de acidentes

    Deputado propõe corte no IPVA para veículos com histórico de acidentes

    Com o objetivo de aliviar a carga tributária sobre motoristas que enfrentam a recuperação de veículos danificados, a Câmara dos Deputados analisa o projeto de lei complementar 10/2025, que propõe a redução do IPVA nesses casos. A proposta é que estados e o Distrito Federal apliquem redutores na alíquota do imposto para veículos acidentados, desde que haja possibilidade de recuperação.

    Veículos com histórico de colisão poderão pagar menos IPVA, caso projeto seja aprovado

    Veículos com histórico de colisão poderão pagar menos IPVA, caso projeto seja aprovadoMarcelo Estevão/Ato Press/Folhapress

    A proposta estabelece que o desconto será válido para automóveis com registro de sinistro recuperável nos órgãos de trânsito e que estejam em situação regular. O percentual de redução deverá refletir a desvalorização de mercado, em comparação com um modelo idêntico sem histórico de acidentes.

    Caberá aos governos estaduais e ao DF definir, por regulamentação própria, os critérios de cálculo e os trâmites administrativos para a concessão do benefício.

    Autor da proposta, o deputado Coronel Meira (PL-PE) afirma que veículos com histórico de colisões ou incêndios sofrem grande perda de valor e enfrentam dificuldades na revenda e na contratação de seguros. “Os proprietários ficam submetidos a um ônus excessivo”, argumenta o parlamentar.

    A tramitação do projeto envolve as comissões de Viação e Transportes; Finanças e Tributação; e Constituição e Justiça e de Cidadania. Se aprovado, o texto ainda precisa passar pelo Plenário da Câmara e, depois, pelo Senado.