Categoria: CONCURSOS

  • Renner abre 759 vagas de emprego, estágio e aprendiz em todo o país

    A Lojas Renner S.A, maior varejista de moda do Brasil, está com mais de 700 vagas de emprego abertas. As oportunidades estão distribuídas por todo o país e abrangem vários níveis de formação

    As inscrições são aceitas por meio do site da empresa, conforme o cargo pretendido. Também há vagas para trabalho temporário em lojas, com a possibilidade de efetivação.

    Saiba mais sobre as vagas de emprego da Renner:

    Renner tem vagas em diversos níveis

    Nesta quarta-feira, 4 de março, a Renner soma 759 vagas de emprego abertas. As oportunidades abrangem os centros de distribuição, lojas, administrativo, financeiro, compliance, logística, marketing e outros setores.

    Só para jovem aprendiz são 16 vagas com lotação em cidades nos estados de São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa catarina, Rio de Janeiro, Paraná, Goiás, Amazonas, Roraima e outros. 

    Já para estágio há cinco oportunidades abertas nas áreas Administrativa, Atração e Seleção, Planejamento e Controle, e Produtos Financeiros. As lotações neste caso são todas em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. 

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    As demais vagas de emprego são para cargos efetivos, para o banco de talentos e para profissionais temporários, com possibilidade de efetivação. A maior parte das vagas, 716, são efetivas. Os cargos abrangem várias áreas de atuação. Entre eles estão: 

    • Renner tem vagas de emprego, estágio e jovem aprendiz
      (Foto: Divulgação/Renner)

      Analista de Dados

    • Analista de Controles Internos e Qualidade
    • Analista de e-commerce
    • Analista de Educação Corporativa
    • Analista de Infraestrutura Middleware
    • Analista de Logística
    • Analista de Modelagem
    • Analista de Negócios
    • Analista de Planejamento e Produto
    • Analista de RG Nacional
    • Analista Tributário
    • Arquiteto de TI
    • Assistente Administrativo
    • Assistente de Abastecimento
    • Assistente de Loja
    • Assistente de Loja – PCD
    • Assistente de Importação
    • Assistente de Vendas

    Dezenas de outras carreiras são contempladas e os locais de atuação das vagas estão distribuídos por diversas cidades em todo o território nacional. Os salários das vagas, contudo, não foram divulgados. 

    Inscrições são realizadas no site da Renner

    Os interessados em ingressar na Lojas Renner devem realizar inscrição no site da própria empresa. Na página de oportunidades é possível consultar a lista completa das vagas, com a possibilidade de filtrar os cargos por área e local de atuação. 

    Na página, não é informado o prazo máximo para realizar a inscrição. Por isso, interessados já devem se candidatar, antes que a vaga desejada seja preenchida. Para concorrer é preciso fazer um cadastro informando dados pessoais, além de e-mail e criação de senha. 

    É importante destacar que algumas oportunidades de emprego vão exigir, além da formação profissional, atributos como experiência na área, conhecimentos de ferramentas utilizadas no trabalho, entre outros. 

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    Sobre a Renner

    A Renner é a maior varejista de moda do Brasil e foi a primeira corporação brasileira com 100% das ações negociadas em bolsa. Hoje está listada no Novo Mercado, grau mais elevado dentre os níveis diferenciados de governança corporativa da B3. 

    Em 2017, a Lojas Renner S.A inaugurou as primeiras unidades fora do país, no Uruguai. Atualmente, conta com mais de 500 lojas em operação, considerando todos os seus formatos.

  • Pesquisa revela o que as gerações esperam do mercado de trabalho

    A diferença na idade acaba mudando os perfis dos profissionais, os seus objetivos no mercado de trabalho, assim como suas metas e preferências. Você já deve ter ouvido falar sobre as diferentes gerações: baby boomers, X, Y (milênios) e Z.

    Mas o que essas gerações esperam da carreira? Um estudo realizado pela Randstad, líder global em solução de recursos humanos, analisou os perfis geracionais para entender o que buscam no mundo corporativo.

    Os entrevistados foram questionados sobre o que procuram em uma empresa, e a pesquisa revelou que 37% da geração Z, entre 18 e 24 anos, buscam boas oportunidades de treinamento.

    Na geração Y, conhecida por millennials ou milênios, com profissionais de 25 a 34 anos, 27% preferem um empregador bem localizado. Para a geração X, de 35 a 54 anos, 32% consideram o regime flexível um fator importante.

    Essa busca por desenvolvimento, flexibilidade e localização não é a prioridade para os profissionais mais experientes: entre os boomers, de 55 a 64 anos, 57% optam por melhores oportunidades de carreira.

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    Sobre os motivos pelos quais os colaboradores permanecem ou saem de uma organização, a pesquisa apresentou diversos elementos. Para a geração Z, 34% permanecem quando o empregador possui uma administração robusta e 25% saem por falta de desafios suficientes no emprego.

    Na geração dos milênios (Y), 32% optam por ficar na companhia quando têm bom conteúdo profissional e 22% preferem sair quando a organização oferece poucos benefícios ou nenhum.

    Entre os integrantes da geração X, 52% ficam na empresa por conta de salário e benefícios atraentes e 37% perdem o interesse por falta de reconhecimento ou recompensas.

    Já entre os boomers, 38% continuam quando tem saúde financeira ou promove um ambiente de trabalho agradável e 33% saem por terem poucas alternativas flexíveis de trabalho.

    Gerações e suas expectativas quanto ao mercado de trabalho
    (Foto: Freepik)

    Onde querem trabalhar?

    O estudo também mostrou que nem todos desejam um emprego efetivo em grandes empresas. Enquanto 45% da geração Z preferem trabalhar em multinacionais, 8% dos milênios preferem atuar em startups e 28% dos boomers, ter o próprio negócio. Já na geração X, 14% não têm grande preferência.

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    Para o CEO da Randstad, Fabio Battaglia, os mais experientes optam por carreira, estrutura ou próprio negócio. 

    “A geração mais experiente, que já tem uma boa vivência de mercado, opta por boas oportunidades da carreira, empresas bem estruturadas ou um negócio próprio consolidado, mas que ofereçam segurança e estabilidade na vida profissional”, avalia Battaglia.

    Diferentemente dos mais experientes, os novos profissionais anseiam por novidades, seja na vida corporativa ou pessoal.

    “Já as gerações mais jovens preferem algo que proporcione desafios e aprendizados, além de bons benefícios enquanto trabalharem em uma determinada empresa”, conclui.

  • Está em busca do sucesso profissional? Saiba como chegar lá

    O sucesso profissional é uma questão subjetiva e relativa, variando conforme a meta que cada um traça pra si. O sucesso para um pode ser passar em um concurso federal, enquanto para outro pode ser chegar a um cargo de chefia na empresa dos sonhos.

    Quais habilidades socioemocionais compõem um candidato ideal?

    Independente de qual seja o objetivo, a busca por esse crescimento é uma realidade de muitos profissionais. Mas você sabe como traçar metas para alcançar o tão esperado sucesso?

    A especialista em Recursos Humanos e gerente da Employer-SP, Luciana Pires, dá algumas dicas para se destacar no mercado de trabalho. Para ela, quem acabou de conquistar um novo emprego deve tentar absorver o máximo de informações e feedback.

    “Quem está chegando agora, o ideal é que você habilite sua caixa de observação e coletas de informações. Anote suas orientações, pesquise mais a respeito da atividade”, explica.

    Especialista em RH dá dicas de como conquistar o sucesso profissional
    (Foto: Pixabay)

     

    A gerente aconselha que o profissional “conheça os propósitos da sua nova empresa e descubra qual a melhor maneira de você agilizar as entregas e metas propostas pela empresa”. Além disso, ela acrescenta alguns questionamentos que devem ser feitos:

    • “De que forma suas habilidades pessoais podem contribuir para o crescimento e melhoria da empresa?”
    • “Imagine que esta empresa é sua: De que forma você gostaria que a equipe executasse esta tarefa?”

    Segundo Luciana, você atinge o sucesso profissional quando se sente verdadeiramente feliz e apaixonado pelos seus resultados. E para começar a busca por esse sucesso, ela conta que a primeira coisa que deve ser feita é se conhecer.

    “O primeiro passo é saber o quê você quer – autoconhecimento. Em seguida, é planejamento e conhecimento sobre suas escolhas. Descubra o porquê e o como; e por fim, execute. Após a tomada de decisão, você precisa colocar a mão na massa. Coloque em prática o que você sabe que precisa ser feito – ação“, explica.

    Além disso, é importante traçar metas, pois, segundo a gerente, elas servem como GPS. “Elas [as metas] te guiam pelo caminho e te ajudam a manter o foco do que é mais importante. Quem não sabe o que quer, passará a vida reclamando de que nada dará certo para ele”, conta.

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    O sucesso para cada geração

    “Acredito que todos os indivíduos têm metas diferentes“, afirma. A gerente ainda diz que a cada geração “as importâncias e preocupações se modificam e criamos posicionamentos novos”.

    Por fim, ela explica como são essas mudanças de pensamento, usando como exemplo a geração Z, composta por pessoas de 18 a 24 anos. Sendo assim, a especialista lista duas características do perfil dos componentes dessa geração:

    Pragmáticos – São adeptos do pensamento lógico, autodidatas; indefinidos; quebram e contestam vigorosamente todos os estereótipos e não ligam para definições de gênero, idade ou classe;

    Conversadores – Dialogam, entendem e agregam. Porém, são imediatistas e querem atingir suas metas em curto prazo, sem realizar o planejamento adequado.

    + Pesquisa releva o que as gerações esperam do mercado de trabalho

  • Concurso Cabedelo PB convoca para primeiro dia de provas

    Depois de modificar a data das provas, o concurso Cabedelo-PB terá o primeiro dia de exames neste domingo, 15.

    As avaliações acontecerão durante dois turnos, sendo aplicadas apenas a cargos específicos. 

    Durante a manhã será a vez dos cargos de: agente comunitário de saúde; agente de combata as endemias; auxiliar em saúde bucal; e cuidador da educação inclusiva.

    Os portões serão abertos às 7h30 e fechados às 8h30. Os candidatos terão quatros horas para responder as questões, encerrando as provas às 12h30.

    Já a tarde ficou reservada para os cargos de: guarda civil metropolina (masculino e feminino); intérprete de Libras; e técnico em auditoria de controle externo.

    Dessa vez, os candidatos poderão entrar no local de 13h30 às 14h30. A duração também será de quatro horas, encerrando às 18h30.

    A indicação da banca é de que os candidatos compareçam ao local de provas com antecedência mínima de uma hora do horário para o seu início

    O concorrente também deverá estar munido de caneta esferográfica de cor de tinta azul ou preta, com o comprovante de inscrição e com documento de identidade original. 

    Confira como serão as provas do concurso Cabedelo-PB

    Os concorrentes deverão responder a 50 questões de múltipla escolha. A exceção é o cargo de auditor de controle externo, cujos exames serão compostos por 60 perguntas.

    As questões serão sobre Língua Portuguesa, Conhecimentos Gerais, Informática e Conhecimentos Específicos.

    De acordo com o edital, para ser aprovado na objetiva será preciso obter nota igual ou superior a 50 pontos.

    Os candidatos a agente de trânsito e guarda metropolitana ainda serão submetidos a exame médico, teste de aptidão física (apenas para guarda) exame médico, curso de habilitação, exame psicotécnico, investigação social, curso de formação.

    Já para será auditor de controle interno haverá ainda exame de títulos. E para intérprete de libras, prova prática.
     

    Concurso Cabelo-PB adia data de provas objetivas
    (Foto: Divulgação)

    Concurso Cabedelo-PB recebeu mais de 24 mil inscrições

    Com edital com 276 vagas publicado em janeiro, o concurso Cabedelo PB recebeu, ao todo, 24.717 inscrições. 

    O destaque ficou para a carreira de professor de Educação Básica I. Foram registradas 5.285 candidaturas para as 75 vagas imediatas, incluindo as reservadas para pessoas com deficiência. 

    Em seguida ficou o cargo de guarda metropolitano, com 4.335 inscritos. Desse total, 3.683 são para as vagas do sexo masculino e 652 para as do sexo feminino.

    O terceiro cargo com maior número de inscritos é professor de Educação Básica II, com 3.504 participantes em todas as disciplinas.

    Confira abaixo a tabela completa com os inscritos em cada cargo:
     

    Cargo Nº de inscritos
    Agente comunitário de saúde (todas as regiões) 1.557
    Agente de combate as endemias 2.676
    Agente de trânsito 2.349
    Auditor de controle interno 397
    Auxiliar em saúde bucal 170
    Bibliotecário  92
    Cuidador da Educação Inclusiva  3.050
    Guarda Metropolitano (sexos masculino e feminino) 4.335
    Intérprete de Libras 107
    Professor de Educação Básica I 5.285
    Professor de Educação Básica II (todas as disciplinas) 3.504
    Técnico em Auditoria de Controle Interno 1.195
    TOTAL 24.717
  • Concurso PB Saúde: fundação é criada e pode ter edital para efetivos

    No dia 29 de fevereiro, foi criada a Fundação Paraibana de Gestão em Saúde (PB Saúde). O ato foi publicado no Diário Oficial do Estado, com o aval do governador da Paraíba, João Azêvedo, e prevê um novo concurso PB Saúde.

    Ainda em fevereiro, no dia 18, foi aprovada a lei que permitia a criação da entidade. Pouco mais de dez dias após a nova legislação, o governador decretou a criação da nova fundação de saúde do estado.

    A entidade é dotada de autonomia administrativa, financeira e patrimonial e terá um quadro de pessoal próprio. Com isso, a PB Saúde deverá realizar concurso ou processo seletivo simplificado, por meio de provas ou de provas e títulos.

    A exceção será para os empregos de livre nomeação e exoneração do quadro de pessoal, em funções de direção, chefia e assessoramento.

    O quadro de empregos e a estrutura remuneratória da PB Saúde ainda serão elaborados pela direção superior e, posteriormente, aprovados pelo Conselho de Administração. O regime de contratação da fundação será o da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

    A PB Saúde deverá exercer atividades de gestão e prestação de serviços de saúde, além de executar ações, programas e estratégias que venham a ser objeto de determinações das políticas públicas emanadas da Secretaria de Saúde (SES). A fundação ainda integrará o Sistema Único de Saúde como entidade vinculada à SES.

    Governador decreta criação da PB Saúde (Foto: Divulgação)
    Concurso PB Saúde está previsto (Foto: Divulgação)

    Paraíba tem concursos previstos para 2020

    Além do concurso PB Saúde, outras seleções estão previstas no Estado da Paraíba. Em janeiro, João Azevêdo anunciou o investimento de R$1,8 bilhão para este ano. O valor inclui novos editais para a Procuradoria Geral do Estado (PGE), a Secretaria de Educação e a Agência Executiva de Gestão das Águas da Paraíba (Aesa).

    Para a Educação, estão previstas mais mil vagas para professor, de nível superior. A autorização para os estudos do novo edital foi dada em janeiro deste ano, por João Azêvedo. A intenção é realizar uma seleção para a Secretaria de Educação a cada ano, chegando ao fim da gestão com 4 mil novos docentes.

    A remuneração inicial dos aprovados pode chegar a R$3.468,12. O valor é o resultado da soma do vencimento básico de R$2.110,12 mais a Bolsa Desempenho de R$1.208 e a Bolsa de Incentivo ao Programa de Modernização e Eficiência da Gestão de Aprendizagem da Paraíba, no valor de R$150.

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    Por outro lado, a seleção da Procuradoria Geral da Paraíba está perto de ser aberta. Em janeiro, foi publicado o regulamento do novo concurso PGE-PB. O documento revela os requisitos e etapas. 

    De acordo com o regulamento e como adiantado por FOLHA DIRIGIDA, o concurso PGE-PB contará com 12 vagas para a carreira de procurador do estado. Para concorrer, será preciso ter concluído o curso de bacharelado em Direito. 

    Durante as inscrições, candidatos inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) e doadores de sangue ou de medula óssea poderão solicitar a isenção da taxa. Os ganhos para os aprovados no concurso serão de R$15.014,34.

    Já o concurso Aesa está previsto desde 2019. Na época, o governador também confirmou um novo edital para o quadro técnico da Agência Executiva de Gestão de Águas. Segundo João Azêvedo, as vagas serão destinadas a técnicos, principalmente para engenheiros da área de Recursos Hídricos.

  • Novos critérios para concessão de bolsas de pós-graduação

    Nesta sexta-feira, 6 de março, começa a valer o modelo inédito de concessão de bolsas de pós-graduação – mestrado e doutorado – da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

    Com as novas regras, a distribuição de vagas será de forma unificada, levando em consideração fatores como desempenho acadêmico e o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM).

    Mais de 350 instituições de ensino superior, públicas e privadas, serão abrangidas pelo novo modelo de concessão de bolsas de pós-graduação. A oferta é de 84 mil bolsas.

    Saiba tudo sobre o novo modelo:

    Novo modelo para concessão de bolsas começa na sexta, 6

    O objetivo do novo modelo de concessão é distribuir as bolsas com base no desempenho acadêmico e no desenvolvimento do município do curso. Também foi revista a forma de distribuição de vagas para cursos.

    Os estudantes que já receberam o benefício não entram na nova regra. Elas valem apenas para as vagas que não estiverem em uso. 

    Já as bolsas cuja conclusão da pesquisa está prevista para este ano estarão sujeitas ao modelo. Esta é a primeira vez que a Capes estabelece regras unificadas para concessão de bolsas de pós-graduação.

    Conheça os critérios que serão adotados no cálculo da concessão:

    ♦ Por área

    Agora, as bolsas serão distribuídas apenas para cursos dentro da mesma área de conhecimento. Ou seja, uma bolsa de Filosofia não será redistribuída para um curso de Engenharia, por exemplo.

    ♦ Desempenho acadêmico

    Quanto mais elevada for a nota obtida pelo curso na avaliação periódica da Capes maior será o número de bolsas a que ele terá direito. O objetivo é valorizar o mérito acadêmico, equilibrando a distribuição de bolsas com o resultado da avaliação. 

    ♦ Impacto local

    A concessão de bolsas de doutorado e mestrado também levará em conta o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

    Com isso, um curso localizado em cidade com o índice baixo terá peso duas vezes maior no cálculo do número de bolsas do que um curso semelhante ofertado em um município com índice muito alto.

    Com isso, a Capes espera gerar impacto social e econômico nos municípios menos desenvolvidos.

    ♦ Número de formados

    O número de estudantes titulados por curso também será levado em consideração na concessão de bolsas. 

    Para realizar essa classificação, a Capes irá comparar o número médio de titulados no período de 2015 a 2018 com a média de titulados do colégio (classificação utilizada pela Capes em suas atividades de avaliação da pós-graduação).

    ♦ Mais doutores

    Com foco na meta 14 do Plano Nacional de Educação (PNE), de titular 25 mil doutores por ano até 2024, os cursos de doutorado receberão mais bolsas do que os de mestrado – meta já superada.

    Cursos podem perder até 10% das vagas ou ganhar até 30%

    O novo modelo que a Capes implementa, portanto, prevê a distribuição de bolsas de forma unificada. Ele revê, por exemplo, casos em que cursos de excelência têm número de vagas inferior a cursos com nota mínima.

    Cursos que possuem a mesma nota, que estão na mesma área de conhecimento e localização geográfica, mas contam com quantitativos de vagas muito diferentes, também entram na mudança.

    Segundo informações da Agência Brasil, como novos critérios, cursos de mestrado e doutorado pior avaliados poderão perder até 10% das bolsas. Aqueles melhor avaliados poderão ter um incremento de até 30%. 

    Atualmente, as universidades e os programas de pós-graduação podem remanejar a quantidade de bolsas que têm à disposição. Se um bolsista conclui a pesquisa, o valor que ele recebia é repassado para um novo estudante do mesmo programa. 

    Agora, as bolsas serão redistribuídas, aquelas que forem desocupadas serão remanejadas entre as instituições e os programas de acordo com os novos critérios estabelecidos pela Capes. Não irão permanecer necessariamente no mesmo programa.

    (Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)
    Capes implementa novo modelo para conceder bolsas de pós-graduação
    (Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)

    Instituições vão oferecer 84 mil bolsas

    As 350 instituições de ensino superior, públicas e privadas vão oferecer 84 mil vagas em bolsas de estudo. A oferta leva em consideração os 5,7 mil cursos que possuem notas de 3 a 7, na avaliação da Capes. 

    As vagas vão abranger os programas de pós-graduação que foram classificados pela Capes em três tipos, chamadas de colégios: Ciências da Vida, Humanidades e Ciências Exatas, Tecnológicas e Multidisciplinar. 

    As novas regras valem para 2020 e 2021, para os Programa de Demanda Social (DS), Programa de Excelência Acadêmica (PROEX), Programa de Suporte à Pós-Graduação de Instituições de Ensino Particulares (PROSUP) e Programa de Suporte à Pós-Graduação de Instituições Comunitárias de Ensino Superior (PROSUC). 

    As instituições de ensino foram comunicadas sobre o modelo na terça-feira, 3. De acordo com a Capes, os critérios foram discutidos com o Fórum Nacional de Pró-Reitores de Pesquisa e Pós-Graduação (Foprop). 

    Ao longo do ano, a Capes vai monitorar o processo de implementação que, segundo a fundação, poderá ser aprimorado em conjunto com entidades de classe e comunidade acadêmica.

  • Os desafios da igualdade de gênero no mercado de trabalho

    São inúmeras as desigualdades existentes na sociedade brasileira. No mercado de trabalho, por exemplo, o desequilíbrio existente entre homens e mulheres são ainda mais notórios, quando levamos em consideração a diferença salarial, condições de trabalho, carga horária, entre outras. 

    Segundo dados divulgados pelo estudo do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), cerca de 90% da população mundial tem algum tipo de preconceito contra mulheres. Por isso, os desafios para a igualdade de gênero precisam ser cada mais debatidos nos dias de hoje. 

    Para a gerente de comunicação da Rock Content, Lizandra Muniz, quando falamos de mulheres no mercado de trabalho e a conquista pela igualdade de gênero os desafios são muitos, pelo fato de o machismo estar enraizado na sociedade e a mulher ainda ser vista como inferior em diversos sentidos. 

    “O trabalho pela igualdade de gênero é diário e constante. Acredito muito na educação para mudarmos esses cenários. Para o homem entender como mudar seus comportamentos e para a mulher entender todas as oportunidades que ela pode ter e conquistar”, ressalta. 

    De acordo com o estudo de Estatísticas de Gênero, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2018, as mulheres trabalham, em média, três horas por semana a mais que os homens, combinando trabalhos remunerados, afazeres domésticos e cuidados de pessoas. 

    Para Aline Costa, psicóloga e psicanalista do Campo Lacaniano, no Rio de Janeiro, a divisão das tarefas domésticas no âmbito familiar está entre os principais desafios a serem enfrentados na conquista pela igualdade de gênero. 

    Além desses, Aline cita a igualdade de salários para o mesmo cargo dentro das empresas, maior representatividade política dentro das câmaras e congressos e, por fim, a diminuição da violência física e psicológica contra a mulher que manifesta-se quase que em todos os lugares, seja pelo assédio ou pelo feminicídio.

    “O combate a esses desafios vai desde a mudança no discurso, passando por penas mais severas nas infrações e fomento das políticas públicas, como o aumento do número de creches”, argumenta a psicóloga. 

    Lizandra completa dizendo que a mulher precisa sempre se provar capaz de exercer alguma função e que sempre temos as mesmas oportunidades já que, desde crianças, as mulheres são ensinadas a se voltarem às tarefas domésticas. 

    “Existem áreas inteiras que são dominadas por homens, porque é ensinado para a mulher que ela não pode ir para a ciência. Precisamos muito debater esses papéis, principalmente para jovens garotas entenderem que elas podem ser o que quiserem.” 

    mulheres trabalhando
    Desigualdade de gênero ainda é alta no mercado de trabalho brasileiro
    (Foto: Divulgação)

    Mudanças necessárias para uma sociedade menos desigual 

    Sabemos que os desafios para uma sociedade e, consequentemente, um mercado de trabalho menos desigual são grandes. No entanto, o que podemos fazer para que, no futuro, não haja tantas disparidades entre homens e mulheres? 

    Conforme Lizandra, o machismo vai, inevitavelmente impactar na carreira e nas oportunidades de trabalho de todas as mulheres. Por outro lado, a gerente de comunicação acredita que a educação é a saída para combatê-lo. 

    “Precisamos falar sobre isso não só nas salas de aula, mas também nas empresas e em qualquer outro ambiente que estamos inseridos. Deve ser um trabalho que vai muito além do Dia da Mulher. As empresas precisam ‘comprar’ essa briga e acreditar na diversidade, não só porque é uma palavra bonita, mas como um compromisso com a sociedade. É essencial que haja conversas, discussões e uma educação dos funcionários para entenderem tudo que permeia a igualdade de gênero”, afirma.

    Segundo Lizandra, comportamentos machistas devem ser coibidos e um código de conduta dos funcionários é importante para que haja um maior equilíbrio no mercado de trabalho. 

    “O time de RH deve estar preparado para lidar com essas questões e analisar cada caso que possa surgir. As mulheres da empresa precisam sentir que estão em um ambiente seguro”, aponta a gerente. 

    Aline percebe que os ajustes necessários para que haja um maior equilíbrio no mercado de trabalho devem ser feitos nas ideias enraizadas dentro da sociedade e das empresas até os dias atuais. De acordo com a psicóloga, o fato de o homem ter que ganhar mais por ser o provedor da casa é uma falácia, pois 39,8% dos domicílios brasileiros possuem mulheres arrimo de família. 

    Ela destaca, ainda, que algumas mudanças nas leis são necessárias para que aconteça esses ajustes na sociedade:

    “A licença-maternidade, por exemplo, poderia passar a ser compartilhada, já que metade das mulheres deixam o emprego após o nascimento do primeiro filho. Isso as colocam na situação de dependência econômica dos maridos e mais sujeitas a relações abusivas. As que permanecem em seus empregos sentem-se ameaçadas, seja porque terão maior dificuldade de serem promovidas, seja porque podem ser demitidas.”

    Sobre as expectativas para o futuro 

    A perspectiva de igualdade de gênero no ambiente de trabalho é de mais de 200 anos, segundo relatório do Fórum Econômico Mundial (FEM). O que fazemos até lá? Como podemos contribuir para que essa mudança aconteça? 

    Lizandra garante que muitos aspectos já melhoraram. Hoje, por exemplo, existem muitas mulheres em posições de liderança e com ótimas carreiras, mas para outras minorias, ainda temos muito caminho pela frente. 

    Segundo a gerente de comunicação, é muito importante que as mulheres se unam, sejam mentoras para aquelas que estão em início de carreira e participem ativamente na contribuição e no crescimento umas das outras. 

    “Muitas mulheres têm uma autoestima baixa quando falamos de carreira e de credibilidade técnica. Precisamos nos ajudar, fazer grupos para falarmos sobre nossas questões, comprar a briga uma da outra.” 

    Já em relação aos homens, Lizandra afirma que é essencial que eles reconheçam e tentem entender quais comportamentos ainda se repetem e que podem ser prejudiciais. Diante disso, ela julga necessário que os homens:

    • Busquem informação;
    • Se eduquem; 
    • Tenham empatia por suas colegas de trabalho e dê voz a elas; e
    • Incentive seus projetos.

    “Chame a atenção dos seus amigos e colegas caso perceba que eles estão repetindo padrões machistas. Fale caso veja alguma injustiça acontecendo. De nada adianta empresas investirem em treinamentos de diversidade se não houver um comprometimento por parte dos homens em realmente aprender e mudar. Todos nós precisamos contribuir ativamente para mudar o cenário”, completa.

    Aline Costa finaliza dizendo que devemos repreender e reportar atitudes machistas ou de assédio em qualquer ambiente. Pesquisar e votar em candidatas mulheres não só pela representatividade, que é importante, mas também para defesa das causas que giram em torno da desigualdade cada vez maior entre os sexos.

    “Dentro das empresas, devemos cada vez mais valorizar e estimular a seleção imparcial, apoiar iniciativas que promovam a mesma renumeração para cargos equivalentes e, se possível, promover cursos sobre diversidade e combate ao preconceito.”

  • UFPB oferta 400 vagas em curso preparatório para o Enem

    O campus Bananeira da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) está com inscrições abertas para o curso preparatório para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Ao todo, são ofertadas 400 vagas, sendo 290 destinadas à comunidade externa, 80 aos alunos do ensino médio do Colégio Agrícola Vidal de Negreiros (CAVN) e 30 para filhos de servidores da UFPB.

    Em caso de não preenchimento das vagas pelos alunos do CAVN, estas serão preenchidas pela demanda de alunos da comunidade extra universitária e vice-versa. 

    Para participar do processo seletivo é preciso atender aos seguintes requisitos: 

    • Estar cursando o ensino médio em escolas públicas; 
    • Ter concluído o ensino médio em ano anterior a 2019;
    • Não estar matriculado em curso presencial em instituição de ensino superior; e
    • Pertencer comprovadamente à camada social de baixa renda familiar.

    PUC Minas oferece cursos gratuitos para capacitar jovens e adultos 

    As aulas terão início no dia 6 de abril e serão ministradas de segunda a sexta, das 18h às 22h, no Bloco de Aulas Alcides Marcelino, no Centro de Ciências Humanas, Sociais e Agrárias (CCHSA), localizada no campus III da UFPB. 

    Confira o edital ♦

    jovens com cadernos e mochilas
    UFPB inscreve para curso preparatório para o Enem
    (Foto: Divulgação)

    Inscrições para curso preparatório da UFPB vão até o dia 13 de março

    Os interessados podem se inscrever pelo e-mail (cursinhoproenem.cchsaufpb@gmail.com), até o dia 13 de março. No ato da inscrição,  o candidato deverá preencher a ficha (anexo I do edital) e anexar os seguintes documentos: 

    • uma foto 3×4; 
    • cópia da Identidade e do CPF; 
    • cópia do histórico escolar do ensino médio ou certificado de conclusão; 
    • comprovante de residência; 
    • comprovante de renda familiar; 
    • declaração que comprove estar cursando o ensino médio; e 
    • resultados do Enem de anos anteriores.

    A taxa de inscrição será um quilo de alimento não perecível, uma resma de papel A4 com 500 folhas ou um brinquedo infantil. Os materiais deverão ser entregues no ato da prova de seleção. 

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    Candidatos serão avaliados por prova objetiva 

    A seleção dos candidatos será feita por uma prova escrita com 20 questões objetivas, sendo dez de Língua Portuguesa e dez de Matemática. Os conteúdos abordados são referentes aos conteúdos curriculares dos programas escolares dos 1º, 2º e/ou 3º anos do ensino médio. 

    Também haverá uma avaliação do questionário socioeconômico, sendo pontuados de acordo com os critérios estabelecidos nos termos do projeto básico. 

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    A prova escrita acontecerá no dia 16 de março, em uma segunda-feira, no Bloco de Aulas Alcides Marcelino, a partir das 19h30. O resultado da seleção será divulgado até o dia 20 de março. 

    O candidato aprovado e classificado deverá assinar um Termo de Compromisso concordando com as normas e condições estabelecidas pela Coordenação do Projeto. 

  • Desigualdades impactam na saúde da mulher no ambiente de trabalho

    Você sabia que as mulheres são as mais propensas a desenvolverem doenças ocupacionais? Ou seja, elas têm mais desafios a enfrentar quando o assunto é saúde no ambiente de trabalho

    Alguns fatores podem ser apontados como causa desta realidade. Entre eles, a dupla jornada e o acúmulo de responsabilidades.

    Uma pesquisa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2019, mostrou que as mulheres dedicam 18,5 horas semanais a cuidados de pessoas ou afazeres domésticos. Isso representou cerca de 70% mais tempo do que os homens (10,5 horas). 

    Além disso, estatísticas sobre o mercado de trabalho apontam que elas não usufruem das mesmas condições que os homens em diversos aspectos. Desde rendimento, formalização até a disponibilidade de horas para trabalhar. 

    A taxa de realização de afazeres domésticos das mulheres (92,2%) continua maior do que a dos homens (78,2%). Cozinhar foi a atividade com a maior diferença entre os sexos.

    Média de horas dedicadas a afazeres e/ou cuidados
    Homem ocupado 10,3
    Mulher ocupada 18,5
    Homem não ocupado 12,0
    Mulher não ocupada 23,8
    Média de horas efetivamente trabalhadas em todos os trabalhos
    Homem que fez afazer e/ou cuidado 39,9
    Mulher que fez afazer e/ou cuidado 34,8
    Homem que não fez afazer e/ou cuidado 39,0
    Mulher que não fez afazer e/ou cuidado 36,0
  • O mercado de trabalho está pronto para mais mulheres na liderança?

    Neste domingo, 8 de março, é celebrado o Dia Internacional da Mulher. Mas mesmo com uma presença cada vez mais forte no mercado de trabalho, inclusive em cargos de liderança, pesquisas revelam que ainda há muitos obstáculos para elas no ambiente profissional.

    De acordo um levantamento da Kantar, menos da metade dos brasileiros (41%) se sentem confortáveis com uma mulher ocupando um cargo de chefia na empresa. A taxa chega a 48% entre as mulheres e 33% dos homens.

    Dos 11 países avaliados, o Brasil ficou em 6º lugar, atrás do Canadá e dos Estados Unidos, e na frente da Índia e Rússia, por exemplo. Mas o que falta para o mercado de trabalho estar pronto para mais mulheres na liderança?

    De acordo com a especialista de Recursos Humanos da Gi Group Brasil, Karen Moura, as empresas estão preocupadas em estabelecer políticas para aumentar a representatividade das mulheres na organização, mas acabam esquecendo que o trabalho mais eficaz é a transformação cultural.

    “Em contrapartida, as mulheres também precisam rever seus paradigmas e ter uma mudança de mindset, afinal de contas, nós mulheres podemos ser o que quisermos ser. Políticas e metas são fundamentais para darmos o primeiro passo, mas não são o suficiente para a transformação cultural”, explica. 

    Segundo a especialista, a sociedade ainda é muito sexista, o que dificulta o crescimento da mulher no mercado de trabalho. Para ela, ainda há vieses que colocam a mulher como mãe, “dona do lar” e cuidadora dos filhos e do esposo, além do homem, por sua vez, como o provedor da família.

    “Por isso, muitos homens ainda possuem alta resistência à liderança feminina. Desta forma, ao serem liderados por mulheres, sentem-se diminuídos”, afirma.

    De acordo com a especialista, para mudar esta realidade, as mulheres precisam quebrar seus paradigmas e se sentirem seguras para mostrar sua competência e dedicação ao trabalho. Na divisão das tarefas familiares, Karen Moura é categórica:

    “Sintam-se confortáveis com a participação dos pais. Compartilhe as responsabilidades com outros para que possa conciliar a carreira e a vida em família com equilíbrio”, diz.

    “Equidade de gênero é uma luta de muitas gerações”

    São com essas palavras que a vice-presidente de Finanças da Prudential do Brasil, Thereza Moreno, fala sobre a importância da liderança feminina. Até chegar ao cargo que ocupa hoje, a executiva passou pela diretoria das áreas Atuarial, de Produtos, Inteligência de Mercado, Sinistros, entre outras, além de mais quatro empresas.

    Atualmente, ela ocupa um cargo anteriormente ocupado por um homem. “Assumir o posto foi desafiador, porém muito gratificante, pois encontrei apoio de todo o time. Claro, que atritos e conflitos pontuais são comuns, mas o empenho e dedicação de uma equipe são cruciais diante de um processo de migração de função”, explica.

    Na Prudential, Thereza Moreno lidera uma equipe de 68 pessoas, em que 39 são homens. Para mudar a mentalidade das pessoas que ainda se sentem desconfortáveis com as mulheres na liderança, a vice-presidente é didática:

    “As empresas devem trabalhar esta mudança de cultura e pensamento por meio de projetos e debates que ressaltem a importância da diversidade e da igualdade de direitos entre homens e mulheres para o desenvolvimento sustentável da sociedade como um todo. Desta forma, também alcançaremos a proporcionalidade no mundo corporativo”.

    Na Prudential do Brasil, Thereza revela que há um Comitê de Diversidade que desenvolve programas, anualmente, com esse foco. No entanto, segundo ela, o papel também deve ser feito pelas profissionais. 

    “É um cenário desafiador, afinal, equidade de gênero é uma luta de muitas gerações, que proporcionaram grandes conquistas para o mundo atual. Por isso, é preciso que essa luta continue, já que ainda temos muito que conquistar. É preciso que cada mulher faça o seu papel nesse processo e que exista a sororidade entre todas nesse momento”, diz.  

    Mulheres na liderança (Foto: Divulgação)
    Thereza Moreno é vice-presidente de Finanças
    da Prudential do Brasil (Foto: Divulgação)

     

    Para a vice-presidente, é fato que ainda existe falta de proporcionalidade no mercado corporativo, seja para mulheres, como para negros e outros grupos.

    “Faltam vozes para serem ouvidas e, com isso, o preconceito de viés inconsciente  faz com que pessoas passem por situações as quais precisam se impor, argumentar e se defender para serem ouvidas. Em um ambiente igualitário e inclusivo, isso não ocorreria”, explica.

    A importância de políticas empresariais e salariais

    Segundo dados levantados pela Catho, mulheres ainda ganham menos que os homens em todos os níveis de escolaridade. Profissionais com pós-graduação ou especializações, por exemplo, chegam a ganhar 49% a menos.

    Ainda de acordo com a pesquisa, as mulheres possuem maior grau de escolaridade, principalmente relacionado a doutorado e mestrado, nos quais mais de 50% possuem a qualificação. Por outro lado, profissionais do gênero masculino, com as mesmas habilidades técnicas, chegam a ganhar cerca de 40% a mais.

    “A formação profissional é um dos principais fatores para o desenvolvimento na carreira e, consequentemente, na promoção de melhores salários e demais benefícios. No entanto, os dados apontam o contrário, ou seja, apenas formação, qualificação e experiência profissional ainda são insuficientes para igualá-las”, afirma a gerente sênior da Catho, Tábitha Lauri.

    Um do principais motivos para esta diferença é o poder de negociação. Segundo a Pesquisa dos Profissionais Brasileiros da Catho, em 2019, 89% das mulheres aceitaram a primeira proposta oferecida por uma empresa, enquanto entre os homens esse valor é de 75%.

    Ainda de acordo com o levantamento, 25% dos homens negociam a remuneração salarial antes de aceitar uma proposta de emprego. No entanto, entre as mulheres, esse valor é de 11%.

    “Há uma série de pressões externas que desencorajam as mulheres a pedirem o que desejam no momento de negociação. Muitas das vezes, elas não identificam que podem sim pedir um aumento salarial ou benefício. A negociação deve ser vista como uma ferramenta que está também ao alcance das mulheres”, ressalta Tábitha Lauri.

    Para a especialista de RH da Gi Group Brasil, o cenário tem mudado. Segundo ela, muitas empresas têm oferecido salários de acordo com as competências e não por gênero. No entanto, não só as políticas salariais precisam mudar, mas as empresariais também. 

    “As empresas devem atuar continuamente com políticas que abranjam benefícios igualitários, como auxilio creche para todos (homens e mulheres)”, diz.

    Na Gi Group, Karen Moura revela que foi implementada a licença paternidade. “Uma iniciativa que faz muita diferença e tem grande impacto positivo na vida das pessoas”.

    A especialista cita ainda o avanço em algumas empresas, que já estão adotando benefícios de acordo com a necessidade dos seus profissionais, como auxílio creche, horários e rotina de trabalho mais flexíveis, entre outros. Mas independente dos obstáculos, a especialista de RH deixa um recado.

    “A gente pode ser o que quiser. Sintam-se seguras com as suas escolhas familiares, pessoais e profissionais”, conclui.

    Já Thereza ressalta a importância de sempre fortalecer o espírito de trabalho em equipe, agarrar todas as oportunidades que lhe são positivas e buscar conhecimento sempre.

    “Por fim, para melhorar o equilíbrio profissional e pessoal, invista no autoconhecimento. Se conhecer, saber suas aspirações e seus limites ajuda muito a ter sucesso em qualquer âmbito. Sucesso é ser feliz em todas as fases da vida”, conclui.