Segundo a Dataprev, 14,7 milhões de solicitações do auxílio emergencial serão finalizadas nesta quarta-feira, 13. Os pedidos foram feitos entre os dias 23 a 30 de abril e estão em fase final de homologação.
Após homologados, os resultados serão enviados à Caixa Econômica Federal para que os pagamentos possam ser realizados. Ao todo, são 16,4 milhões de pedidos feitos no mês de abril que aguardam análise.
Enquanto muitos informais e desempregados aguardam a análise do benefício, o Ministério da Defesa informou que 73.242 militares das Forças Armadas receberam indevidamente o auxílio emergencial.
“Os Ministérios da Defesa (MD) e da Cidadania (MC) informam que, dos quase 1,8 milhão de CPFs constantes da base de dados do MD, 4,17% (73.242) receberam o auxílio emergencial concedido pelo Governo Federal. Isso inclui militares (ativos e inativos, de carreira e temporários), pensionistas, dependentes e anistiados”, informou o ministério em nota.
Segundo a pasta, foi aberto um processo para investigar as irregularidades e os valores recebidos de forma indevida voltarão à União. A devolução do dinheiro poderá acontecer por estorno bancário ou pagamento via Guia de Recolhimento da União (GRU).
Caso algum dos militares não devolva os recursos, será inscrito na Dívida Ativa da União e cobrado compulsoriamente. A Caixa informou que o pagamento só é feito após a validação dos dados dos cidadãos, que é feito pelo próprio governo.
Dataprev prevê finalização de 14,7 milhões de pedidos nesta quarta
(Foto: Agência Brasil)
Governo reafirma que auxílio é temporário
Nesta terça-feira, 12, o Ministério da Economia emitiu uma nota sobre a possibilidade de permanência do auxílio emergencial pós-pandemia. De acordo com a pasta, o benefício não pode ser permanente, para que não comprometa a política fiscal.
Segundo a nota, “as despesas criadas neste momento de excepcionalidade não devem ser transformadas em permanentes para não comprometer a recuperação das contas públicas a partir de 2021 e nem a trajetória sustentável da dívida pública”.
O secretário especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia, Carlos da Costa, disse nesta segunda, 11, que o auxílio emergencial de R$600 poderá ser mantido após o fim da pandemia.
De acordo com o secretário, o governo discute se o auxílio e outras medidas deverão durar os três meses inicialmente planejados ou se deverão ser desmontadas gradualmente. “Não podemos virar a chave e desligar tudo de uma hora para outra”, disse.
Para que a renda emergencial se torne permanente, há a necessidade de liberação de pelo menos R$30 bilhões do orçamento da União. Os estudos da equipe econômica indicam que podem haver a criação de um auxílio menor do que os R$600.
Segundo o G1, fontes do ministério afirmam que a ideia é levar ao Congresso um pacote para cortar algumas disfunções tributárias específicas. Entre essas propostas de corte de gastos, estaria o fim do abono salarial.
A nota do Ministério da Economia ressaltou a preocupação em “preservar vidas e a atividade econômica” e que está estudando medidas para a estimular a retomada econômica.
Em meio à pandemia de Coronavírus (Covid-19), diversas companhias têm reduzido seu quadro de pessoal ou então o salário de seus profissionais. No entanto, a 99 anunciou que não irá demitir seus colaboradores. Além disso, a empresa brasileira de tecnologia está com vagas de emprego!
Segundo a 99, o diretor geral, Yang Mi, anunciou na última quinta, 7, para cerca de mil funcionários da companhia o compromisso de não haver demissões num futuro próximo, em razão da Covid-19.
Na carta, o diretor também justificou que a sustentabilidade do negócio é essencial para que possam continuar gerando renda para mais de 700 mil motoristas parceiros da plataforma e contribuindo com a melhoria da mobilidade urbana nas mais de 1.600 cidades onde a empresa opera.
O compromisso, segundo a companhia, está alinhado com o posicionamento da DiDi Chuxing, empresa de transporte por aplicativos e dona da 99, em todos os mercados que opera para manter os times.
Desde a aquisição pela entidade chinesa, em janeiro de 2018, a 99 registrou o crescimento de sete vezes no número de corridas e expandiu sua atuação no Brasil.
Em texto, Yang Mi destacou que a 99 pode assumir esse compromisso porque a empresa é um negócio sólido, com fundamentos que continuam fortes, especialmente no mercado da China, onde se recuperou mais de 60% do volume de corridas pré-pandemia.
“Eu sei e vejo cada um de vocês trabalhando duro e com muita paixão para manter a 99 funcionando com eficiência e focada em garantir segurança, saúde e renda para motoristas parceiros e o melhor serviço para os mais de 20 milhões de usuários cadastrados. Seguiremos trabalhando com muita energia e eficiência, como sempre fizemos, e precisamos continuar com a barra elevada para manter o alto desempenho do nosso time. Fiquem seguros”, diz o diretor.
Além de manter o quadro atual, a 99 está com 25 vagas abertas em diversas áreas para trabalhar nos segmentos de mobilidade urbana e também no delivery, por meio da 99Food, unidade da empresa que já opera em Belo Horizonte, Curitiba e, neste mês de maio, chegará a mais 12 cidades.
Uma das principais preocupações em relação ao Coronavírus é saber como será o mundo pós pandemia. Certamente, haverá transformações em diversos setores desde Saúde à Economia, impactando, também, o mercado de trabalho em diferentes áreas.
Com a quarentena e todas as regras de isolamento social, trabalhadores precisam se reinventar em suas profissões ou até mesmo aprender um novo ofício.
Desta forma, novas habilidades podem ajudar neste processo. O palestrante, escritor e professor para turmas de MBA na Fundação Dom Cabral, Uranio Bonoldi, listou cinco competências que estarão em alta no mundo pós-Coronavírus. Confira!
Inteligência Emocional
Segundo Uranio Bonoldi, a inteligência emocional está relacionada à capacidade de estar ciente, expressar e controlar emoções, além de saber ouvir os outros. Saber se conectar emocionalmente com outras pessoas pode ser um diferencial no mercado de trabalho.
“Indivíduos com essa habilidade serão cobiçados pelas empresas”, destacou o professor.
Tecnologia
Se ainda existiam dúvidas sobre a necessidade de se aprender habilidades tecnológicas, a pandemia provou a importância delas. Uranio Bonoldi pontuou que a Covid-19 acelerou as transformações digitais nas empresas, que agoram buscam meios de se tornarem mais resistentes a futuros surtos e interrupções.
“A realidade é que tecnologias como inteligência artificial, big data, Internet das Coisas, realidade virtual e aumentada e robótica tornarão os negócios mais resilientes a futuras pandemias, e qualquer pessoa que possa ajudar as empresas a explorar essas tecnologias estará em vantagem”, explica.
Liderança
O home office também deve continuar em muitas empresas, mesmo com o fim do isolamento social. Nesse contexto, o mercado demandará por mais profissionais com habilidades de liderança.
“As pessoas estarão trabalhando em equipes mais fluentes, assumindo a liderança em momentos diferentes. Profissionais com fortes habilidades de liderança, incluindo como melhorar e inspirar equipes, além de incentivar a colaboração, estarão em demanda”, ressaltou Uranio Bonoldi.
Criatividade e Inovação
Essa habilidade já pode ser percebida em meio à crise. Como no caso dos empreendedores que reformularam o modo de continuar oferecendo seus serviços. É esperado que no mundo pós-Coronavírus, as relações de consumo também sofram impacto, demandando mais criatividade para se adaptar às novas necessidades dos consumidores.
“Precisaremos da engenhosidade humana para inventar, criar novos produtos e formas de trabalhar. A criatividade humana será essencial”, diz o professor.
Pensamento Crítico
A economia global passará por um processo de recuperação após os danos causados pela pandemia. A situação exigirá dos trabalhadores como um todo o pensamento crítico.
Essa habilidade já é requisitada atualmente. O professor lembrou que durante a pandemia, pode-se observar um pico de notícias falsas e deturpações de dados e estudos.
“Nem todas as informações devem ser confiáveis, mas as organizações precisarão confiar no pensamento crítico para entender quais informações devem influenciar a tomada de decisões”, conclui Uranio Bonoldi.
Qual o papel da Justiça do Trabalho durante a pandemia da Covid-19? Este é o assunto da live promovida pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) nesta quarta-feira, 13, às 15h, nos canais oficial do tribunal, no Youtube e no Instagram. Você pode acompanhar a seguir.
A transmissão contará com a participação da presidente do TST e do Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT), a ministra Maria Cristina Peduzzi.
Live com a presidente do TST
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De acordo com informações do TST, a live será realizada em cinco blocos. Sendo os quatro primeiros dominados pelo debate dos diversos aspectos relativos ao tema:
“Os impactos da crise decorrente do coronavírus na vida de empregados e empregadores, a contribuição da Justiça do Trabalho para a superação desse momento, a atuação e a produtividade das Varas e dos Tribunais do Trabalho, mesmo com a suspensão das atividades presenciais, e a contribuição da tecnologia para a continuidade dos trabalhos”.
Ainda vão entrar em discussão as decisões da Justiça do Trabalho referentes aos conflitos ocasionados durante a pandemia do novo Coronavírus, inclusive sobre a destinação de recursos para o combate à situação de emergência.
Durante a live, o público poderá enviar dúvidas e comentários sobre o assunto, que serão respondidos no último bloco pela ministra Maria Cristina Peduzzi.
Ministra do TST fala sobre a Justiça do Trabalho e pandemia em live
(Foto: Rafael Nedermeyer/Fotos públicas)
Trabalhadores podem consultar situação do ‘BEm’ pela internet
Os trabalhadores que tiveram seus contratos de trabalho suspensos por meio da medida provisória 936/2020 podem consultar o pagamento do Benefício Emergencial de Preservação do Emprego e Renda (BEm) pelo site do Ministério da Economia.
O pagamento também atende os funcionários de carteira assinada que sofreram redução proporcional de jornada de trabalho e de salário. De acordo com o cadastro da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho, os trabalhadores na modalidade intermitente receberão o benefício automaticamente.
O BEm, que teve pagamento iniciado na última segunda-feira, 4, será feito pelo Banco do Brasil (BB) e pela Caixa por até três meses. Sendo assim, os empregados que tiveram modificações na jornada de trabalho ou contratos suspensos temporariamente em abril, receberão o benefício nos meses de maio, junho e julho.
Já a solicitação fica a cargo do empregador, que deve realizá-la diretamente pelo portal do Ministério da Economia. O trabalhador terá acesso ao dinheiro 30 dias após a formalização do pedido.
O valor, que varia de R$ 261,25 até R$ 1.813,03, é calculado a partir do que o funcionário teria direito a receber como parcela do seguro-desemprego, com base no acordo firmado e na média dos últimos três salários.
Passados 132 anos da abolição da escravatura no Brasil, os negros ainda enfrentam diversos preconceitos que vão muito além da cor da pele. Envolvem crenças, religião, expressões e até mesmo trajes e culinária. Como consequência, a disparidade e a discriminação nos ambientes de trabalho, por exemplo, trazem à memória um passado que deveria ter ficado em 1888, ou até mesmo nunca existido.
De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2018, o rendimento médio mensal da população branca era de R$2.796, enquanto que para a população negra era de R$1.608. Ou seja, o rendimento para a população branca, hoje, é 73% superior ao da população negra.
Segundo Stephane Ramos da Costa, especialista em movimentos sociais negros no Brasil do pós-abolição, esses dados demonstram as disparidades encontradas, atualmente, no mercado de trabalho.
Outro fator apontado pela especialista é a questão educacional, elemento importante para a compreensão de como o preconceito racial se materializa, já que a taxa de escolaridade acumulada ao longo das gerações entre indivíduos pretos e pardos ainda é baixa.
Stephane, que também é mestranda em História Comparada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), dá dois exemplos que comprovam a afirmação e mostram que menos da metade da população negra com 25 anos ou mais possui ensino médio completo:
A taxa de analfabetismo entre a população negra que, ainda hoje, representa 9,1%; e
A proporção de indivíduos negros com 25 anos ou mais que possuem ensino médio ainda é de apenas 45%.
“Trata-se de um círculo vicioso em que o baixo nível educacional é responsável por uma posição inferior nos grupos sociais, e esta posição social, em contrapartida, é causada pelo baixo nível educacional de quem pertence a ela.”
Para Cleber Santos Vieira, diretor de relações institucionais da Associação Brasileira de Pesquisadores Negros (ABPN), no mundo do trabalho, o julgamento negativo sobre a capacidade da população negra se manifesta sob três formas:
“A situação das trabalhadoras domésticas é a face mais explícita e radical desse processo. Em sua maioria negras, somente, recentemente, conseguiram os direitos trabalhistas. Infelizmente, no mesmo momento em que a CLT e o registro em carteira foram abalados”, diz Cleber, que também é coordenador nacional do Consórcio Nacional dos Núcleos de Estudos AfroBrasileiros, Indígenas e Grupos Correlatos (CONNEABs).
Rendimento mensal da população branca é 73% superior ao da população negra
(Foto: Marcello Casal Jr. / Agência Brasil)
Período pós-abolicionista não preparou o negro para a inserção na sociedade
Apesar da implementação da Lei Áurea, Stephane destaca que, no período pós-abolição, não houve qualquer tipo de subsídio para a inserção social da população recém liberta. Desta forma, negros e negras continuaram, em sua maioria, ocupando posições marginalizadas nos mais diversos setores.
Na sociedade atual, o artigo 149 do Código Penal brasileiro define como trabalho análogo à escravidão quando indivíduos são submetidos a trabalhos forçados ou jornadas exaustivas. No entanto, ainda podemos encontrar instituições que sujeitam seus funcionários a atividades laborativas sob condições degradantes e desumanas.
Só em 2019, a Secretaria de Inspeção do Trabalho denunciou mais de 180 empresas, o que, segundo a especialista, confirma a continuidade de dinâmicas sociais do período escravista na contemporaneidade. Sendo assim, é de extrema importância a ampliação na implementação de políticas públicas que possibilitem melhores condições de trabalho ainda hoje.
Para Cleber, a atual crise econômica e política que vivemos, potencializada pela pandemia da Covid-19, certamente acentuarão os casos de trabalho análogo. Dados da Secretaria de Inspeção do Trabalho mostram que, de 2016 a 2018, 82% das pessoas resgatadas em situação de trabalho análogo ao de escravo eram negras.
“A luta pela eliminação do trabalho escravo contemporâneo também é a luta pelo resgate à dignidade humana da população negra de nosso país. O crime de ‘lesa humanidade’ que escravizou grande parcela de nosso povo ainda reverbera nos dias de hoje. A máxima de que toda lesão de direito deve ser reparada e compensada ainda não foi aplicada na medida devida às negras e negros brasileiros”, afirma.
Como combater o racismo estrutural?
Stephane Ramos da Costa conta que o conceito de racismo estrutural foi fundamentado em uma prática de sujeitos e que precisa ser combatido por todos nós. Para a especialista, antes de mais nada, é essencial compreender que o racismo estrutural só existe porque indivíduos o perpetuam.
Para a Procuradora do Trabalho e Coordenadora da Coordigualdade do Ministério Público do Trabalho em São Paulo (MPT-SP), Valdirene Assis, o racismo estrutural se combate com políticas públicas que revolucionem as estruturas de desigualdade racial e social no Brasil.
Valdirene ressalta que é preciso também defender e ampliar as políticas afirmativas, como as cotas raciais na educação e nos concursos públicos. E, além disso, ainda reconhecer que 132 anos após a abolição, só podemos falar de racismo estrutural e políticas afirmativas pela resistência e solidariedade entre negros e negras:
“Mesmo em diferentes cenários históricos de extrema exclusão e marginalização, ensinaram à sociedade brasileira a importância de se combater o racismo para a construção efetiva de uma sociedade democrática. As ações afirmativas são essenciais e devem ser realizadas pelo poder público e pela iniciativa privada.”
Para a procuradora, a política eugenista e o mito da democracia racial foram as formas encontradas pelo Estado e pelas elites para sufocar a discussão sobre o racismo e seus malefícios.
Por isso, é importante assumir o racismo estruturante de nossas relações sociais, pensar a branquitude e seus privilégios sociais como tema crucial para superar os desafios do racismo e seus impactos no mercado de trabalho.
Ela propõe à sociedade revisitar o pacto social e compreender que ele só é legítimo quando estabelecido em proveito de todas e todos.
“No pacto social brasileiro, negros e negras votam, mas não são votados, cumprem a lei mas não participam de sua feitura ou execução, contribuem para a geração de riquezas do país, mas, muitos vivem em situação de desamparo social. Logo, nosso pacto social deve ser revisto e isso se dá por uma ação consciente de busca da justiça social, em favor de todas os cidadãos brasileiros”, questiona.
Dívida histórica com nossos antepassados de um passado nem tão distante
Para Alexandre Marques, professor de História na rede municipal em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, o termo “escravo” acabou sendo naturalizado e, segundo ele, nada que é humano é natural:
“Já tem algum tempo que trabalhamos com a ideia de ‘negros escravizados’ e não ‘escravos’. Porque, antes de ser escravizado, tem a sua concepção humana de negro. Ele não nasce como escravo, nasce como negro. Uma pessoa livre que, por algum motivo, é escravizada e explorada.”
Levando para um conceito mais histórico, o professor que também é coordenador de pré-vestibular e de História em outras instituições de ensino, comenta que uma sociedade que viveu mais de 300 anos explorando a mão de obra do negro e cultural, ideológica e economicamente, não sai ilesa.
Sendo assim, a sociedade não percebe o quanto se torna dependente das próprias relações escravistas que foram estabelecidas nesses mais de 300 anos de escravidão, passando a reproduzir imagens negativas para simbolizar situações cotidianas.
Alexandre cita dois exemplos comuns em nossa sociedade que figuram essa relação escravista: “Primeiro, de quem trabalha, ainda hoje, é escravo – Hoje, eu trabalhei como um escravo -, a outra é que o trabalho é uma coisa negativa – só aqueles incapazes fazem os trabalhos – relacionando esses afazeres aos serviços subalternos que exigem menos qualificação intelectual e profissional, com menores remunerações.
“Isso vem do período da exploração da mão de obra desse negros” cita, Alexandre, ao ressaltar que desde o início da República há uma preocupação de manter o negro alijado do processo político, já que os negros escravizados não tinham acesso à educação, à saúde e aos serviços fornecidos pelo Estado.
Novos tempos, velhas atitudes
Não é de hoje que a desigualdade educacional e a dificuldade de acesso à cidadania no país afeta e limita o crescimento profissional e intelectual dos menos favorecidos. Alexandre lembra que, no final do século 18 e ao longo do século 19, tínhamos os “escravos de ganho”, que trabalhavam no setor urbano e no final do dia davam todo o seu dinheiro na mão do seu senhor.
Entre os serviços executados por esses escravos urbanos estavam:
os engraxates, que engraxavam sapatos no centro da cidade;
as negras quituteiras, que saíam com seus tabuleiros para vender comida;
os chamados “burros sem rabo”, que carregavam pequenas carroças transportando compras e águas, além de fazer limpeza nas casas;
os negros que faziam a segurança das casas comerciais, das grandes residências e carregavam as compras dos seus senhores;
as negras de leite, que amamentavam o filho de outras pessoas em troca de dinheiro; e
as negras arrumadeiras – amas -, que, em troca de comida, proteção e residência, muitas delas, escravizadas ou não, se submetiam aos trabalhos e aos favores sexuais dentro das casas.
“Se olharmos para a sociedade de hoje, essas práticas, principalmente nos centros urbanos, continuam sendo executadas. Com a etnia bastante definida, mas teoricamente livres. São trabalhos em que você vê a cor da pele das pessoas, vê a origem das pessoas e são, em sua maior parte, negros com baixa qualificação profissional, com baixo acúmulo educacional, baixíssimos salários e péssimas condições de vida. Sem possibilidade, esses negros não conseguem ascender aos melhores postos no mercado de trabalho”, observa.
Alexandre conta que, quando foi assinada em 13 de maio de 1888, a Lei Áurea só tinha dois artigos: no primeiro, acaba a escravidão; no segundo, a lei só teria validade de 100 anos.
É importante ressaltar que, na época, o único lugar do país que ainda mantinha os negros escravizados era o Rio de Janeiro. Quase todo Brasil já tinha acabado com a escravidão. Além disso, essa validade da Lei dava margem para que talvez em 1988, quando completasse 100 anos, os negros voltassem a ser escravos.
“Coincidentemente, em 1988, estava sendo discutida a nova constituição brasileira, a primeira pós-ditadura, que é a que está em vigor. Alguns preconceituosos disseram que os negros voltariam para o cativeiro, para a escravidão. Em reposta, os negros se organizaram, lutaram pela aprovação de leis na Constituição. Dessa forma, a Constituição de 1988 estabelece que o racismo é um dos poucos crimes com punição inafiançável no Brasil.”
Para finalizar, o educador ressalta que a lei é importante no combate ao racismo seja qual for a esfera. No entanto, só a lei não garante uma mudança. É preciso investir em educação:
“Tem que ter um mudança também nos aspectos culturais, seja no fazer cultural, valorizando mais as tradições religiosas, gastronômicas, as danças, os cânticos afrobrasileiros, a forma de vestir, valorizando as expressões culturais e os símbolos culturais dos negros. Outra forma é divulgando bastante material sobre isso, seja audiovisual, seja escrito para que uma maior quantidade de pessoas tenha acesso. E que o poder público, seja ele municipal, estadual ou federal se sensibilize que o racismo é existente e consistente, e que precisa ser combatido.
Por Cinthia Guedes – cinthia.guedes@folhadirigida.com.br
Na última segunda-feira, 11, durante uma transmissão ao vivo promovida pelo banco BTG Pactual, o secretário especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia, Carlos da Costa, disse que o auxílio emergencial de R$600 poderá ser mantido após a pandemia.
Na ocasião, ele admitiu que o governo discute se o coronavoucher, como também é chamado o auxílio, e outras medidas de socorro deverão durar os três meses inicialmente planejados ou se deverão ser desmontadas gradualmente, num processo de transição para um novo modelo econômico.
Segundo informações publicadas pelo jornal O Globo, a principal justificativa para avaliar essa possibilidade é o fato de que ainda há muita incerteza sobre a evolução da pandemia.
Um dos caminhos que poderão ser tomados é a prorrogação gradativa do auxílio, a cada dois meses, de acordo com a evolução da situação de crise.
“Não podemos virar a chave e desligar tudo de uma hora para outra”, disse Carlos da Costa, referindo-se à possibilidade de manutenção do benefício no segundo semestre deste ano durante a entrevista. As informações foram compartilhadas pela própria Agência Brasil.
Governo não confirma oficialmente prorrogação do auxílio
(Foto: Marcello Casal Jr/ Agência Brasil)
Economia diz que auxílio não pode ser permanente
No dia 12 de maio, após as declarações do secretário, o Ministério da Economia divulgou uma nota esclarecendo que o auxílio emergencial não será permanente. Caso contrário, o pagamento poderia comprometer a política fiscal do país.
“As despesas criadas neste momento de excepcionalidade não devem ser transformadas em permanentes para não comprometer a recuperação das contas públicas a partir de 2021 e nem a trajetória sustentável da dívida pública.”
Mas o Governo Federal não esclareceu se realmente avalia estender a concessão do auxílio, ainda que não seja de forma permanente.
Vale lembrar que o coronavoucher, a princípio, é pago em três parcelas de R$600 (ou R$1.200 no caso de mães solteiras). A última é prevista para o mês de junho.
Na transmissão ao vivo, o secretário Carlos da Costa ainda disse que, caso o benefício permaneça, o governo terá de estudar uma forma de financiá-lo e de mantê-lo.
Segundo informações da Agência Brasil, ele chegou a declarar que o governo pode desmontar o auxílio emergencial gradualmente, conforme as medidas de recuperação econômica ou as reformas estruturais prometidas pelo governo antes de a pandemia entrar em vigor.
Secretário ainda disse que outros benefícios podem ser mantidos
Não se limitando a falar sobre o auxílio emergencial durante a entrevista, o secretário também disse que a equipe econômica estuda a continuidade de outras ações tomadas pelo governo.
“Talvez alguns programas tenham vindo para ficar”, disse, mas sem detalhar quais outros programas seriam esses.
Costa indicou que medidas de apoio e de desoneração das empresas possam ser mantidas. Para ele, o “novo normal” da economia brasileira será um cenário com “menos ônus” sobre os empregadores.
A Solutis, tech partner brasileira que tem o objetivo de acelerar a jornada digital de seus clientes, está com mais de 40 vagas abertas. As oportunidades permitem atuação remota, o que facilita o trabalho durante o período de isolamento social por conta da pandemia do Coronavírus.
Os novos contratados receberão salários que variam de R$3 mil a R$15 mil, de acordo com o cargo. Por ser um trabalho home office, as vagas estão disponíveis para residentes de qualquer região do Brasil.
De acordo com Paulo Marcelo, CEO da Solutis, as contratações refletem o momento da companhia, que está em processo de expansão.
“Muitas empresas já estavam em processo de transformação e outras tiveram que acelerar estas mudanças. Precisamos destes profissionais para dar suporte a estes novos projetos, a partir de uma realidade nova em nosso país.”
Dentre as vagas de emprego ofertadas, há chances para as funções de:
DEV Mobile (IOS) – Nativo iOS(Swift), com ampla experiência na utilização de APIs REST e/ou GraphQL, publicação e integração de SDKs.
DEV Mobile (Android) – Nativo Android (Java/Kotlin), com ampla experiência na utilização de APIs REST e/ou GraphQL, publicação e integração de SDKs.
DEV Mobile (Flutter) – Com experiência em desenvolvimento Flutter para Android, iOS, Desktop e/ou Web e na utilização de APIs REST e/ou GraphQL.
DEV Mobile (React) – Com experiência em desenvolvimento React Native e na utilização de APIs REST e/ou GraphQL.
Analista de Integração Sênior – especializado em linguagem de programação Java, Python ou .Net; banco de dados Oracle e manipulação de APIs; experiência em integração de sistemas Oracle e SAP; conhecimento de ferramenta OIC (Oracle Integration Cloud) e arquitetura de sistemas.
Analista de Front End Sênior – conhecimento da plataforma Oracle Cloud e das ferramentas e linguagens de front-end: HTML, CSS, Javascript, Angular, Node.JS, além de banco de dados Oracle e APIs. O profissional deve ter também conhecimento e experiência em metodologias ágeis. Experiência em OIC e arquitetura Oracle Cloud para desenvolvimento serão diferenciais.
Analista Funcional Oracle Sênior – com conhecimento do módulo funcional PPM (Portfolio Project Management) da Oracle; experiência em implementação de projetos Oracle Cloud e em datamodel, com conhecimento das tabelas do módulo PPM; conhecimento de PL/SQL para query das tabelas.
Consultor Funcional Salesforce – conhecimento dos processos de atendimento ao cliente com ou sem experiência em Salesforce. Conhecimentos em e-commerce será diferencial. Desejável conhecimentos em desenvolvimento.
Consultor/Arquiteto Powercenter Sênior – conhecimento em arquitetura e implementação de soluções em informatica Powercenter; capacidade de preparar grandes volumes de dados para integrações com APIs.
Scrum Master – conhecimento prévio de produtos e plataforma Oracle Cloud; planejamento de tasks nas práticas ágeis de Scrum; conhecimento de integração de sistemas; habilidade para negociar prioridades junto ao PO; e certificado Scrum Master.
Tech Lead BPM Sênior – especialista em integrações centradas em produtos core de empresas; sistemas de gestão de processos de negócios e motores de regras; BPM (IBM, Activity, Camunda, Spring Statemachine). BRE (Fico, Drools, IBM ODM e Trool) será diferencial.
Os interessados devem cadastrar seus currículos na página da Soulis, no site Gupy.io. Todo o processo de seleção dos candidatos está sendo feito de forma online.
Solutis divulga vagas de emprego que permite home office
(Foto: Divulgação)
Apesar de muitas empresas terem começado a implementar o home office somente por conta da crise da Covid-19, Paulo Marcelo destaca que a pandemia e a necessidade do isolamento social comprovaram algo em que a Solutis já acreditava: a qualidade da entrega e a produtividade dos profissionais independem da sua presença física no escritório.
“Vínhamos apostando no trabalho remoto já há algum tempo. Ao colocarmos a totalidade de nossos colaboradores em home office por conta da crise do Coronavírus, conseguimos quebrar paradigmas e comprovar a eficiência do trabalho a distância”, afirma Paulo Marcelo.
Por isso mesmo, todas as vagas abertas pela Solutis são para a modalidade remota. “É uma maneira também de recrutarmos os excelentes profissionais disponíveis nas mais diversas regiões do País, ampliando a oferta de oportunidades. A diversidade cultural enriquece a qualidade do nosso trabalho”, destaca o CEO.
Empresa de cibersegurança abre vagas de emprego em Tecnologia
A ISH Tecnologia, empresa no ramo de cibersegurança, está com oferta de diversas vagas de emprego. As oportunidades são para as quatro capitais do Sudeste: Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Vitória.
Além disso, como a empresa também possui filiais nas cidades de Brasília, Curitiba e Goiânia, algumas das vagas também estão abertas a receber inscrição de profissionais destas localidades.
As chances são para os cargos de analista de ciberdefesa, analista de projetos, analista de segurança da informação, arquiteto de soluções, diretor de segurança da informação, gerente de contas e gerente de serviço de entregas.
De acordo com a empresa, o ambiente de trabalho não é estável e estruturado, além de não possuir plano de carreira “consistentemente estruturado”. O local de trabalho é, segundo descrição da ISH, “de extrema velocidade e volatilidade”.
“… você vai respirar inovação e encontrar espaço para desenvolver seu potencial ao máximo, com uma cultura totalmente baseada em meritocracia e na construção de times de altíssima performance, essa vaga é para você”, diz descrição das oportunidades.
Os interessados podem conferir todas as oportunidades na página de recrutamento da própria empresa. As vagas possuem descrição de atividades, além dos requisitos exigidos para candidatura.
Como não há prazo estipulado para o término das inscrições, as vagas poderão ser encerradas a qualquer momento – conforme preenchimento ou decisão da empresa. A orientação é se inscrever o quanto antes.
A EXEC, umas das principais consultorias de recrutamento e desenvolvimento de executivos do Brasil, está com inscrições abertas para o programa de liderança feminina “As executivas do amanhã“. O projeto é uma parceria com a Huddle, empresa responsável por levantar, através de games online, os comportamentos dos candidatos a uma vaga de emprego.
Podem participar estudante mulher que esteja cursando a partir do segundo ano da graduação, de qualquer curso superior reconhecido pelo Ministério da Educação (MEC) e de qualquer região do país. Não serão aceitas inscrições de estudantes de pós-graduação. Além disso, “As executivas do Amanhã” não estabelece idade máxima para participação no programa.
As candidatas selecionadas participarão de um processo de mentoria com executivas de sucesso que ocupam a cadeira de RH de grandes empresas. As sessões serão realizadas ao longo de três meses, entre agosto e novembro deste ano.
As estudantes que desejarem participar do programa “As executivas do amanhã” poderão se inscrever até o dia 9 de junho, no site da EXEC. A seleção das candidatas será feita em duas etapas:
Teste de perfil através da plataforma da Huddle Brasil; e
Entrevista com os sócios da EXEC.
Os games online, que compõem a primeira fase de seleção, estão marcados para o mês de junho, enquanto as entrevistas, estão previstas para julho.
Programa “As executivas do Amanhã” recebe inscrição até 9 de junho
(Foto: Pixabay)
Redes sociais melhoram vendas para 90% dos empreendedores. Entenda!
Donos de pequenos negócios, MEI’s e micro e pequenas empresas podem participar do Sebrae Acelera Digital. Uma jornada online de dez dias que ensina esses profissionais como utilizar as ferramentas digitais para aumentar as vendas durante a pandemia.
De acordo com o Sebrae, uma experiência piloto do projeto mostrou um impacto positivo: em apenas 10 dias, 90% dos 22 primeiros participantes conseguiram aumentar as vendas e a presença nas redes sociais.
Os interessados em participar devem fazer a pré-inscrição de acordo com o estado onde residem, no site do Sebrae. Os cadastrados receberão orientações das respectivas unidades regionais da entidade.
As vagas disponibilizadas abrangem diversos segmentos, com destaque para serviços de alimentação, varejo de moda, minimercados, petshop e economia criativa.
Como funciona o Acelera Digital?
A jornada online tem dez dias de duração, com três encontros virtuais. São grupos fechados de até dez empresários em um ambiente de compartilhamento de práticas, acompanhados por especialistas.
1º encontro – conversa sobre propósitos do grupo + especialistas em tenologia digitais
2º encontro – compartilhamento de dificuldades + especialistas em marketing digital
3º encontro – compartilhamento de experiências da jornada + acesso a produtos e serviços do Sebrae
Uma das maiores questões que as pessoas têm que resolver durante a vida é a escolha da profissão. A tarefa de escolher o caminho que deseja seguir profissionalmente acaba não sendo fácil, ainda mais para aqueles que não estão convictos do que querem ser.
O teste vocacional é uma ferramenta que pode auxiliar nesta decisão. Basicamente, através de um questionário, a pessoa consegue descobrir suas aptidões e interesses e, com isto, quais são as atividades direcionadas ao seu perfil.
FOLHA DIRIGIDA conversou com Neirieri Politano, consultora de RH da Super Estágios, em uma transmissão ao vivo no Instagram do FD Empregos. Durante o bate-papo, a consultora explicou sobre o funcionamento da ferramenta.
Segundo Neirieri, a grande maioria dos testes é de múltipla escolha, porém ela ressalta que, nas questões, não há certo ou errado. “Todas [as respostas] vão levar a algum resultado e esse resultado é satisfatório”.
A escolha das alternativas nos testes vai resultar nas suas dominâncias e, a partir daí, serão encontradas as suas maiores aptidões. Vai ser possível descobrir, por exemplo, se você tem uma vocação mais voltada para a área de Humanas ou Exatas.
Antes de escolher o curso, é importante saber mais sobre a profissão
Através da descoberta das aptidões e da área de vocação, o próximo passo é a escolha de uma profissão. A consultora indica que, além do teste, a pessoa busque mais informações a respeito do curso que vai escolher.
“A minha orientação para o estudante que está em busca de determinar a escolha da carreira é, sim, ele preencher o teste vocacional, mas sem dúvida nenhuma ele pesquisar muito sobre as possibilidades que existem em relação à profissão e o mercado”.
Ela conta a própria história como exemplo. Formada em psicologia, quando Neirieri ingressou na faculdade, ela tinha vontade de trabalhar na área clínica infantil e pesquisa de autismo. No segundo ano do curso, ela já havia mudado o campo de interesse.
“Então, é importante você pesquisar o que é a profissão, quais são as ramificações que a profissão oferece e o que o mercado oferece. Eu sugiro que faça visitas em empresas que absorvem profissionais no segmento que você deseja e entreviste profissionais”, aconselha.
Após o início da graduação, a consultora indica que o estudante faça estágio logo no início para poder descobrir as áreas da profissão. “Dentro do próprio curso, ele pode encontrar ramificações com qual ele possa se identificar mais”.
“O teste vocacional vai te dar o primeiro direcionamento”, explica. Quando você começa o estágio, você “vai ter oportunidade de conhecer mais áreas que a sua profissão escolhida oferece e vai ter a oportunidade de dar um passo atrás o quanto antes se você julgar se isso é necessário”.
Teste vocacional auxilia na escolha da profissão
(Foto: Freepik)
Teste também é usado em recrutamento
A consultora pontua que o teste vocacional também é uma ferramenta utilizada pelos recrutadores nas seleções de estágio, trainee ou emprego. No processo seletivo, o teste é mais do que uma etapa eliminatória, ele serve para realocação de candidatos para áreas que tenham mais a ver com os respectivos perfis.
“O teste é também uma ferramenta de eliminação, mas ele é mais utilizado para que a gente te coloque na função onde as atividades têm mais relação com as suas aptidões”, explica Neirieri, que já trabalhou por mais de oito anos como recrutadora.
Ela também destaca que por mais que você escolha uma profissão que goste, haverá atividades que não te agradarão tanto. “Todas as profissões que você escolher vão ter um percentual, não muito pequeno, de coisas que precisam ser feitas você gostando ou não”.
Uma outra função do teste vocacional é descobrir quais são os seus pontos fracos e, se assim for necessário, conseguir desenvolvê-los. Segundo ela, o teste é autoconhecimento.
No entanto, ela frisa que nem toda inaptidão precisa ser trabalhada e desenvolvida. “Tem ponto fraco que é fraco e você vai passar a vida toda com ele sendo fraco e não vai impactar no seu resultado”.
Outro ponto que você precisa levar em consideração na escolha da profissão são as suas expectativas em relação aos ganhos e ao estilo de vida que você quer levar. Ela conta que algumas pessoas culpam o teste vocacional, porém ele não direciona em relação a esses aspectos.
“Você tem uma expectativa em relação a ganho, você tem uma expectativa em relação a estilo de vida… e você tem que pesquisar se essas profissões vão de encontro com isto, porque muitas vezes está totalmente fora”, conta.
Ela conta que os jovens acabam escolhendo profissões que exigem aptidões e dedicação de tempo e de padrão de vida, e acaba ficando fora da expectativa criada. Caso isso se torne uma frustração, ela aconselha a não ter medo de mudar. “Mudança faz parte da vida, são ciclos”, completa.
Iniciei o curso e não gostei. O que faço?
O conselho que a consultora de RH dá é que “antes de você mudar completamente, vá conhecer a abrangência que aquele curso oferece”. Ela explica que todos os cursos oferecem diversas áreas de atuação, e pode ser que você se encontre em alguma delas.
Ela reforça a importância de ter vivência prática (estágio) no início do curso, pois você acaba tendo mais tempo de dar um passo atrás. Mas antes de tomar uma decisão a respeito da profissão, é preciso ponderar os motivos que estão te fazendo não gostar.
“Qualquer profissão é composta pelas atividades, ambiente de trabalho, ferramentas disponibilizadas e relacionamento interpessoal. Então, às vezes você entra em uma empresa que o ambiente é muito hostil e você não vai gostar, e você pode projetar aquilo para profissão e não tem nada a ver com a profissão”.
Segundo ela, o inverso também acontece. “Você entra em uma empresa onde você não se identifica com a função, mas você se identifica muito com as pessoas e com o ambiente, e aquilo te segura ali”.
A consultora explica que é importante se questionar: “Eu não estou gostando. Mas não estou gostando do quê?” Assim, aconselha que o estudante tenha curiosidade e faça estágios e trabalhos em outras áreas”.
Consolidação no mercado de trabalho
Para conquistar a tão sonhada consolidação no mercado de trabalho, a consultora diz que é preciso “fazer o que tem que ser feito”. Ela sugere que as pessoas fujam do idealismo de fazer só o que gosta.
“A consolidação vem de resultado. Você só se consolida em um profissão se você der resultado para você e para o outro que você está prestando serviço”, conta. Segundo Neirieri, os profissionais estão sempre vendendo algo – seja serviço ou produto – e isso precisa atender necessidades.
“A partir do momento que você não faz o que precisa ser feito, esse resultado não vem. Muitas coisas a gente não faz porque varre para debaixo do tapete aquilo que não gosta. E aí a gente vai deixando para depois, aquilo vai crescendo e impacta diretamente no resultado”.
Ela conta que todas as profissões tem indicadores de desempenho e a dica é que os profissionais procurem atingir esses indicadores. Além disso, é preciso ter disposição para realizar as atividades.
Para os estudantes que estão em busca de estágio, ela indica que realizem o cadastro na Super Estágios. “Nós temos excelentes oportunidades de estágio. Somos apaixonados e temos um propósito de inserir o jovem no mercado de trabalho”.
Por fim, aconselha: “vá em busca daquilo que você deseja!” Segundo ela, durante a trajetória é natural voltar atrás, começar de novo e cair, mas ela insiste para continuar na busca, e, finaliza indicando duas palavras: curiosidade e autoconhecimento.
Na segunda-feira, 11, foi aberto o prazo para inscrições no Enem 2020. Segundo informações da Agência Brasil, até as 16h de quarta-feira, 13, o Exame Nacional do Ensino Médio já contava com 2.382.237 de inscritos.
A maior parte dos cadastros são de estudantes que vão fazer a prova impressa: 2.286.611 inscrições. Já para o Enem Digital, a parcial era de 95.626 mil inscrições até ontem.
Vale lembrar que para este segundo modelo de prova será disponibilizado somente aos primeiros 100 mil inscritos. Os exames estão marcados para novembro, mas autoridades têm discutido a possibilidade de adiamento devido ao novo Coronavírus.
As inscrições podem ser feitas na Página do Participante, acessada pelo site do Enem. Os estudantes têm até 22 de maio para fazer o cadastro, mesmo aqueles que já tiverem pedidos de isenção aprovados.
Para quem já tem cadastro no portal de serviços digitais do governo federal, basta entrar com CPF e senha, que é única para o gov.br.
O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) tem um vídeo com todos os passos para fazer a inscrição, disponível no canal do instituto no YouTube e na Página do Participante.
Para quem não se enquadra nos perfis para a isenção, o valor da taxa de inscrição permaneceu o mesmo do ano passado: R$85. O valor deverá ser pago até o dia 28 de maio, por meio de Guia de Recolhimento da União (GRU) gerado no momento do cadastro.
Bolsonaro: Enem pode ser adiado, mas deve ser este ano
Questionado por jornalistas na quarta-feira, na saída do Palácio da Alvorada, o presidente Jair Bolsonaro comentou um possível adiamento do Enem. Mas de acordo com ele, a prova deve ser aplicada ainda este ano.
“Estou conversando com o Weintraub. Se for o caso, atrasa um pouco (as provas do Enem 2020), mas tem que ser aplicado esse ano.”
O ministro da Educação, Abraham Weintraub, têm defendido a permanência do calendário, mesmo com a paralisação de atividades escolares para milhões de estudantes durante a pandemia. Mas a posição foi criticada por outras autoridades.
No Senado, por exemplo, já tramitam dois projetos de lei que, se sancionados, resultariam no adiamento da provas. Por enquanto, as datas estão mantidas: o Enem impresso está marcado para 1º e 8 de novembro, e a versão digital, para 22 e 29 de novembro.
A estrutura do Exame permanece com uma redação e 45 questões em cada prova das quatro áreas de conhecimento: linguagens, códigos e suas tecnologias; ciências humanas e suas tecnologias; ciências da natureza e suas tecnologias; e matemática e suas tecnologias.
Enem 2020 tem inscrições abertas até 22 de maio
(Foto: Marcello Casal Jr/ Agência Brasil)
Entidade convoca protesto contra adiamento das provas
Enquanto o Ministério da Educação e as demais instituições responsáveis pelo Enem 2020 não chegam a um acordo, estudantes e outras entidades criticam a postura do ministro Weintraub e pedem o adiamento das provas.
A União Nacional dos Estudantes (UNE), junto com a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), fará um movimento nas redes pleiteando a mudança do cronograma. O evento está marcado para esta sexta, 15 de maio, com a hashtag#AdiaEnem.
Desde o começo da quarentena, as entidades têm se manifestado pelo adiamento do exame para não prejudicar os milhares de estudantes que não tem acesso a meios de estudo com as escolas e cursinhos preparatórios presenciais suspensos há mais de um mês.
De acordo com a Une, as entidades estão angariando assinaturas para o movimento e já têm quase 150 mil signatários. O presidente da UNE, Iago Montalvão, falou sobre a gravidade da posição do Ministério da Educação em manter as datas.
“O MEC continua ignorando a solicitação de diversas entidades da educação pelo adiamento do Enem 2020, que vão desde estudantes, até professores, secretários de educação, reitores e parlamentares de diversos partidos (…) É importante frisar que não estamos pedindo o cancelamento da prova, e sim um adiamento.”
Ainda segundo a UNE, dez das mais importantes universidades fluminenses, entre elas a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) assinaram um documento na semana passada pedindo o adiamento das datas de inscrição e também da realização das provas.
Os reitores também teriam alertado que a manutenção do cronograma do exame pode ampliar as desigualdades de acesso ao ensino superior, que já são muitos grandes no Brasil.
A Suzano, empresa de papel e celulose, está com novas vagas de emprego abertas. As oportunidades estão divididas entre vários Estados: Bahia, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Pará e São Paulo. Há chances para as áreas Comercial, Finanças, Florestal, Gente e gestão, Industrial, Logística/S&OP, Suprimentos e TI.
Na área Comercial, a chance é na função de analista trade marketing, em São Paulo. Já para Finanças, os empregos são para analista de planejamento financeiro sr. e consultor planejamento financeiro (FP&A).
Para o time de Florestal, as vagas estão abertas nas funções de ajudante florestal, auxiliar administrativo, mecânico I, mecânico I, motorista silvicultura, operador de máquinas florestais e operador de máquinas silvicultura.
Na área de Gestão e gente, há chances para analista de comportamento e técnico segurança trabalho Jr. Para a industrial, os empregos são para analista automação PL, consultor de recuperação e utilidades II e técnico manutenção instrumentação I.
Há, ainda, vagas de analista customer service, analista inteligência de dados e assistente customer service, para o time de logística; analista suprimentos PL – serviços florestais e consultor suprimentos, para a área de suprimentos; e analista sistemas se (SAP BASIS), na área de TI.
A empresa também está com inscrições abertas para banco de talentos nas cidades de Limeira, Itapetininga, Jacareí, Itirapina, Itatinga e Lençóis Paulista, em São Paulo; Mucuri, na Bahia; e Imperatriz, no Maranhão.
Para o banco de talentos, há chances nas funções de auxiliar de produção, consultor I – engenheiro de manutenção elétrica, consultor – manutenção II, estágio técnico, montador andaime, operador de máquinas florestais, operador assistente área enfardamento e operador assistente área recuperação/utilidades.
O valor da remuneração não foi informada, no entanto, além do salário, os novos funcionários poderão receber benefícios como plano de saúde médico, seguro de vida, refeição no local de trabalho, transporte fretado e prêmio por produção.
Os interessados podem se inscrever através da página da Suzano, no site Jobs.Kenoby. As vagas disponíveis não possuem prazo para candidatura, portanto, podem ser preenchidas e encerradas sem aviso prévio.
Suzano abre vagas de emprego para diferentes cidades
(Foto: Divulgação)
Digisystem divulga 380 vagas de emprego para a área de Tecnologia
A Digisystem, companhia brasileira fornecedora de soluções de negócios de tecnologias avançadas, está com 380 vagas abertas para a área de tecnologia. As oportunidades são para atuação em São Paulo e Rio de Janeiro.
As novas oportunidades de trabalho reforça o apoio da empresa à campanha nacional “Não Demita”, criada pela Ânima Educação. Com 700 colaboradores contemplando a equipe atualmente, a expectativa é que as novas contratações sejam concluídas, remotamente, até o dia 1º de junho.
Dentre as vagas ofertas, há chances nas funções de Administrador de infraestrutura Pleno, Administrador de infraestrutura Sênior, Supervisor e Gestor de Service Desk, Gestor de 3º Nível, Coordenador de Suporte Técnico, Auxiliar de Suporte Técnico, Técnico de Suporte Júnior, Técnico de Suporte Pleno, Técnico de Suporte Sênior, Técnico de Suporte de Campo (Field), Analista de Suporte Pleno Analista de Projetos, Analista de ITSM e Analista de Infraestrutura.
De acordo com a Digisystem, todas as vagas são para o regime CLT e a faixa salarial é de R$1.600 a R$ 10.800.
De acordo com o CEO da Digisystem, Marcos Antônio Perez, a companhia aderiu ao abaixo assinado “Não Demita” para enfatizar a importância de manter os funcionários empregados neste momento de pandemia, para preservá-los e ainda garantir a entrega dos serviços contratados e fortalecer dos negócios quando o mercado retomar o crescimento.
“Muito antes da pandemia e das estratégias, estão os nossos valores corporativos. Dentre eles, o que temos de mais relevante é a valorização das pessoas e do conhecimento, base fundamental do nosso negócio e nosso diferencial de mercado”, esclarece.