Nesta terça-feira, 12, o Ministério da Economia emitiu uma nota sobre a possibilidade de permanência do auxílio emergencial pós-pandemia. De acordo com a pasta, o benefício não pode ser permanente, para que não comprometa a política fiscal.
Segundo a nota, “as despesas criadas neste momento de excepcionalidade não devem ser transformadas em permanentes para não comprometer a recuperação das contas públicas a partir de 2021 e nem a trajetória sustentável da dívida pública”.
O secretário especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia, Carlos da Costa, disse nesta segunda, 11, que o auxílio emergencial de R$600 poderá ser mantido após o fim da pandemia.
De acordo com o secretário, o governo discute se o auxílio e outras medidas deverão durar os três meses inicialmente planejados ou se deverão ser desmontadas gradualmente. “Não podemos virar a chave e desligar tudo de uma hora para outra”, disse.
Para que a renda emergencial se torne permanente, há a necessidade de liberação de pelo menos R$30 bilhões do orçamento da União. Os estudos da equipe econômica indicam que podem haver a criação de um auxílio menor do que os R$600.
Segundo o G1, fontes do ministério afirmam que a ideia é levar ao Congresso um pacote para cortar algumas disfunções tributárias específicas. Entre essas propostas de corte de gastos, estaria o fim do abono salarial.
A nota do Ministério da Economia ressaltou a preocupação em “preservar vidas e a atividade econômica” e que está estudando medidas para a estimular a retomada econômica. Leia a nota completa:
“NOTA DE ESCLARECIMENTO
Sobre as notícias de que o programa de auxílio emergencial pode ser permanente, o Ministério da Economia esclarece que tem tomado medidas de caráter temporário para combater os efeitos da pandemia. As despesas criadas neste momento de excepcionalidade não devem ser transformadas em permanentes para não comprometer a recuperação das contas públicas a partir de 2021 e nem a trajetória sustentável da dívida pública. O compromisso com o teto de gastos dá credibilidade e promove investimentos que criam empregos e faz com que o governo onere cada vez menos a sociedade.
Neste momento, o governo está preocupado em preservar vidas e a atividade econômica. Com medidas extraordinárias, foi possível socorrer os mais vulneráveis que perderam seu sustento. Essa crise trouxe, entretanto, uma oportunidade para avaliar a efetividade dos programas de transferência de renda e desenhar propostas de melhorias. Projetos para a reativação da economia estão em estudo e serão divulgados no momento oportuno.”
Segundo Economia, auxílio emergencial é uma medida temporária
(Foto: Divulgação)
Calendário de pagamentos do auxílio ainda não foi divulgado
O ministro da Cidadania, Onyz Lorenzoni, não anunciou o calendário de pagamento da segunda parcela do auxílio emergencial, conforme havia prometido. A previsão era de que as datas fossem divulgadas nesta sexta-feira, 8.
Segundo o ministro, Bolsonaro é quem vai anunciar o cronograma. “Vai ser anunciado pelo presidente, ou no final de semana ou no início da semana, as datas de pagamento da segunda parcela”, disse Onyx em entrevista ao programa do Datena.
O início do pagamento da segunda parcela do benefício estava previsto para o dia 27 de abril e o governo até chegou a anunciar que seria antecipado para o dia 23. No entanto, houve recuo na decisão de antecipar o crédito.
Além disso, na última quinta-feira, 7, o ministro anunciou uma parceria com os Correios, a fim de ajudar aos brasileiros que têm dificuldade de acesso aos canais digitais. Nesta sexta, ele explicou que o acordo ainda está sendo fechado.
“A gente acredita que terça ou quarta-feira já tenha condições, que o acordo esteja assinado, porque isso vai gerar um custo para o Ministério”, disse. No entanto, o anúncio da parceria fez com que muitas pessoas fossem às agências do Correios.
Para esclarecer a situação, os Correios emitiram uma nota informado que a atuação da empresa para apoiar o auxílio ainda precisa de ajustes em “procedimentos e questões técnicas”.
O ministro da Educação, Abraham Weintraub, divulgou pelo Twitter na última segunda-feira, 11, as datas das inscrições no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e Programa Universidade para Todos (ProUni) para o segundo semestre de 2020. As duas seleções utilizam as notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para ingresso no nível superior.
As inscrições para o Sisu, que é a principal porta de entrada para universidades públicas de todo o país, poderão ser feitas entre os dias 16 e 19 de junho. Já para o ProUni, que concede ao estudante bolsas de 50% e 100% em universidades privadas, terá inscrições abertas entre os dias 23 e 26 de junho.
Weintraub também disponibilizou o período de inscrição para o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), que oferece condições mais favoráveis do que as de mercado para que estudantes financiem cursos em instituições privadas de ensino superior. Para esses, as inscrições estarão abertas entre os dias 30 de junho e 3 de julho.
Em todos os processos seletivos que abrirão inscrição em junho, os estudantes podem utilizar a nota do último Enem, realizado em novembro de 2019. De acordo com o MEC, na última edição do exame cerca de 3,9 milhões de estudantes fizeram as avaliações.
Ministro da Educação divulga datas para inscrição no ProUni, Sisu e Fies
(Foto: Freepik)
Inscrições para o Enem 2020 já estão abertas
Foram abertas na última segunda-feira, 11, as inscrições para o Enem 2020. Os interessados em participar do Exame Nacional do Ensino Médio poderão fazer o cadastro pelo site do Inep ou aplicativo até 22 de maio.
Também dentro deste prazo, os candidatos que precisam de atendimento especializado nas provas, como pessoas com necessidades especiais, deverão fazer a solicitação do serviço no mesmo endereço eletrônico.
O acesso à ficha de inscrição pode ser feito por meio da Página do Participante ou do app do exame. O valor da taxa é o mesmo de 2019: R$85, exceto para aqueles que conseguiram a isenção. O pagamento deverá ser realizado até 28 de maio.
Este ano, o Enem será aplicado em duas versões: impressa e digital. Por isso, o candidato deve escolher, na hora da inscrição, qual tipo de prova deseja realizar. Além de optar pela língua estrangeira que deseja em seu exame: Inglês ou Espanhol.
Este ano, é obrigatória a inclusão de uma foto atual do participante no sistema de inscrição. Ela será utilizada para a identificação no momento da prova. Dados cadastrais, município de provas e opção de língua estrangeira informados incorretamente só poderão ser alterados até 22 de maio.
Em publicação no Twitter no início da manhã desta terça-feira, 12, Abraham Weintraub, divulgou que o Enem 2020 já havia recebido 1.434.733 inscrições. Desse total, 1.343.467 para a versão impressa e 91.266 para a digital.
De acordo com o ministro, 90% das vagas para a realização do exame na versão impressa já estão preenchidas, o que representa menos de 10 mil vagas em aberto. Weintraub ainda fez uma comparação entre os primeiros dias de inscrição do Enem 2019 e Enem 2020: em 2019, o primeiro dia de inscrição teve 1.316.607 inscritos, enquanto em 2020, o primeiro dia se encerrou com 1.443.581 cadastros.
O banco digital Agibank está com vagas de emprego abertas para diversas áreas. As oportunidades estão distribuídas por estados das cinco regiões do Brasil.
A instituição foi citada na lista de melhores empresas para trabalhar, na categoria “Instituições Financeiras”, da Great Place to Work Brasil. Os interessados podem acessar as oportunidades diretamente na página da empresa.
Para participar, basta o candidato clicar na vaga desejada e cadastrar seu currículo. Os requisitos para participação, bem como as atribuições do profissional variam conforme a vaga.
Detalhes acerca das etapas de seleção, remunerações e benefícios ainda não foram informados. Tais informações deverão ser divulgadas aos concorrentes após a etapa de candidatura nas vagas.
Candidatos podem acessar vagas no site da empresa
(Foto: Pixabay)
Agibank oferece vagas em diferentes áreas
As oportunidades contempladas estão divididas por diversas áreas de atuação. Boa parte é destinada ao projeto de expansão comercial 2020. São vagas para consultor e supervisor de vendas.
Na área de Banking, a oportunidade é para o cargo de costumer data analyst I. Para o setor de Corporate, há chances de analista de folha de pagamento, além do banco de currículos para pessoas com deficiência (PcD).
A área de Management também conta com oportunidades para supervisor de vendas e para a função de CRM Leader. Já na área de Vendas há várias vagas de consultor.
Veja em quais municípios são oferecidas as oportunidades
Como já mencionado, são oferecidas oportunidades para todas as regiões do país. No Sudeste, há vagas para o estado de São Paulo, para as cidades de São Paulo, Campinas, Carapicuíba, Cotia, Francisco Morato.
Em Minas Gerais foram contempladas as cidades de Conselheiro Lafaiete, Cataguases, Passos e São Sebastião do Paraíso. Também há vagas para o Rio de Janeiro, na capital, Niterói e em Itaperuna.
Na região Nordeste, há vagas no estado do Ceará, com chances para Crateús. No Rio Grande do Norte as oportunidades são para Natal e no Maranhão, para os municípios de Santa Inês, São Luís e Viana.
Na regiãoNorte, são oferecidas chances em Rondônia, no município de Ji-Paraná. Além do Acre, com vagas para Rio Branco.
Na Região Centro Oeste, as oportunidades são para o estado de Goiás, com vagas para Aparecida de Goiânia e Nova Gama. E, ainda, no Mato Grosso do Sul, para Campo Grande.
Por fim, na Região Sul do país, são oferecidas vagas para os municípios de Caxias do Sul, Novo Hamburgo, Alvorada, Montenegro, Carlos Barbosa, Porto Alegre, Viamão, São Borja e Pelotas. Também há vagas para Concórdia e Laguna, em Santa Catarina, e para Ibiporã e Sarandi, no Paraná.
O Itaú está com mais de 400 novas oportunidades de emprego abertas em diferentes Estados. As chances são para atuação nas cidades de São Paulo, Brasília, Cruzeiro do Sul-AC, Macapá, Manaus, Mogi-Mirim-SP e Porto Velho-RO.
Dentre as vagas abertas, há chances nas funções de Executivo Comercial, Analista de Engenharia TI – Integração Digital, Analista de Engenharia TI PL – Relacionamento com o Cliente, Team Lead, Arquiteto de Soluções, Analista de Projetos e Processos, Cientista de Dados, Analista de Telemetria, Engenharia de Software Mobile, Analista de Middle Office e Coordenador Engenharia TI.
O valor da remuneração não foi divulgado e, de acordo com o site Vagas.com, responsável pela disponibilização das ofertas de emprego, o salário é combinado entre o empregador e o empregado.
Além do salário, os profissionais poderão receber benefícios como assistência médica, assistência odontológica, seguro de vida, auxílio-refeição, auxílio-alimentação, vale transporte, participação nos lucros e resultados e previdência complementar.
Os interessados podem se inscrever pelo site Vagas.com. É importante ressaltar que o período de inscrição varia de acordo com cada vaga, portanto, quanto mais rápido se inscrever, mais chances o candidato tem se ser selecionado para o processo de seleção.
Itaú abre mais de 400 novas vagas de emprego
(Foto: Divulgação)
Processo de contratação dos novos funcionários é feito online
O processo seletivo para a contratação de novos funcionários do Itaú Unibanco está acontecendo totalmente online. A instituição financeira já contratou 260 novos profissionais de tecnologia e tem mais de 400 vagas abertas.
Desde o início do período de quarentena, 260 novos colaboradores com foco em desenvolvimento e programação, arquitetura de soluções e ciência de dados já foram contratados de forma totalmente digital e remota, que inclui desde a primeira entrevista até a etapa final de admissão.
Levando em consideração os processos seletivos iniciados antes do período de distanciamento social, o número de novos colaboradores é ainda maior. Com esses, que tiveram seus processos finalizados de forma remota, o número chega a 450 novos profissionais.
Para tornar possível todas essas contratações, o banco disponibilizou soluções de cloud para que novos funcionários consigam utilizar o ambiente do banco de seus computadores pessoais, sem a necessidade de deslocamento físico.
Uma vez contratado, o colaborador recebe também um guia de apoio com respostas para dúvidas mais frequentes e participa de uma programação de três dias, feita por streaming, para que possa interagir com seu time antes do início das atividades.
Itaú Unibanco divulga estágio de nível superior para Tecnologia
O Itaú Unibanco está com inscrições abertas para o Programa de Estágio em Tecnologia. As oportunidades são para São Paulo, no Centro Tecnológico, no município de Cambuci. No entanto, também há chances para os polos de Pinheiros e da Conceição.
Na tecnologia do Itaú são usadas diversas linguagens e softwares para o desenvolvimento de projetos e iniciativas. Por isso, pode ser um diferencial candidatos que já trabalharam com Java, .NET, SQL, Javascript, C#, Phyton, Angular, GO, Swift, entre outros.
Para concorrer, é preciso ter disponibilidade para estagiar 6 horas por dia e ter previsão de formatura entre dezembro de 2020 e dezembro de 2022, nos seguintes cursos de graduação:
Ciência da Computação;
Sistemas de Informação;
Engenharia da Computação;
Estatística;
Engenharia da Informação;
Análise e Desenvolvimento de Sistemas; ou outros cursos relacionados a tecnologia.
Os estagiários receberão bolsa-auxílio compatível com o mercado e benefícios como assistência médica, assistência odontológica, seguro de vida, auxílio-refeição e vale-transporte.
Além desses, há outros benefícios adicionais como: horário flexível, convênio com o Gympass, convênio com a Univers, visitas, reservas e hospedagem no Itaú Unibanco Clube; mundo IU; bicicletário; ambientes de descompressão; e galeria de serviços dentro dos polos.
Os interessados podem se inscrever até o dia 25 de maio, no site Vagas.com. É importante ressaltar que a inscrição só será efetivada após o preenchimento das fichas obrigatórias. Para isso, recomenda-se reservar 40 minutos do dia para a realização do teste de lógica que faz parte do processo seletivo e é eliminatório.
Donos de pequenos negócios, MEI’s e micro e pequenas empresas podem participar do Sebrae Acelera Digital. Uma jornada online de dez dias que ensina esses profissionais como utilizar as ferramentas digitais para aumentar as vendas durante a pandemia.
De acordo com o Sebrae, uma experiência piloto do projeto mostrou um impacto positivo: em apenas 10 dias, 90% dos 22 primeiros participantes conseguiram aumentar as vendas e a presença nas redes sociais.
Os interessados em participar devem fazer a pré-inscrição de acordo com o estado onde residem, no site do Sebrae. Os cadastrados receberão orientações das respectivas unidades regionais da entidade.
As vagas disponibilizadas abrangem diversos segmentos, com destaque para serviços de alimentação, varejo de moda, minimercados, petshop e economia criativa.
Como funciona o Acelera Digital?
A jornada online tem dez dias de duração, com três encontros virtuais. São grupos fechados de até dez empresários em um ambiente de compartilhamento de práticas, acompanhados por especialistas.
1º encontro – conversa sobre propósitos do grupo + especialistas em tenologia digitais 2º encontro – compartilhamento de dificuldades + especialistas em marketing digital 3º encontro – compartilhamento de experiências da jornada + acesso a produtos e serviços do Sebrae
O Acelera Digital foi lançado no dia 27 de abril, diante da necessidade urgente de adaptar os negócios para o ambiente digital e conseguir manter as vendas em tempo de Coronavírus.
Desde então, já recebeu 1.200 inscrições de donos de pequenos negócios interessados em participar. Mas a expectativa do Sebrae é chegar a atender 20 mil empresas com a nova solução.
O diretor técnico da entidade, Bruno Quick, explica que a participação no programa é apenas o começo de uma nova jornada para o empreendedor, que, mesmo após a pandemia da Covid-19, encontrará uma nova realidade pela frente.
“É muito importante que o empresário de uma empresa tradicional dê esse primeiro passo. O Sebrae Acelera Digital tem essa capacidade de empoderamento para inserção no mundo digital.”
Ele ainda lembra que a experiência do primeiro grupo participante mostrou que é possível promover mudanças no negócio de forma rápida e com resultados:
“Muitos não tinham expectativa nenhuma de vender durante a Páscoa e, ao final da jornada, constataram que não tiveram condições de atender toda a demanda das vendas online”.
Sebrae recebe inscrições em jornada online para empreendedores,
focada em ferramentas digitais (Foto: Reprodução)
Primeiros participantes avaliaram programa positivamente
O grupo de empresários a testar o Acelera Digital foi do ramo da panificação e confeitaria, pouco antes da Páscoa. De acordo com o Sebrae, em 10 dias, 90% dos 22 participantes conseguiram aumentar as vendas e a presença nas redes sociais.
Os empreendedores foram divididos em pequenos grupos no Whatsapp e receberam mentorias online sobre tecnologias e marketing digital direcionadas para o negócio.
De acordo com a pesquisa de satisfação realizada com o grupo, a maioria acredita que a participação no Sebrae Acelera Digital gerou aprendizado sobre as ferramentas digitais, trouxe condições para inovar na empresa e permitiu a troca de experiências com empresários.
Sobre os conteúdos apresentados, o Sebrae diz que os participantes avaliaram positivamente, principalmente, a qualidade e a abrangência das informações, como também a facilidade de entendimento.
O time de consultores especialistas no uso de tecnologias digitais para promoção e venda também recebeu boa avaliação, segundo a entidade, sobretudo em relação à disponibilidade para esclarecer as dúvidas e a capacidade de comunicação com os empresários.
A Secretaria de Saúde da Paraíba (SES PB) realiza um novo processo seletivo com 245 vagas temporárias para o cargo de médico. Os profissionais vão reforçar as equipes de combate à pandemia do novo Coronavírus. O edital da seleção foi publicado no Diário Oficial do Estado nesta quarta-feira, 13.
As oportunidades estão divididas entre as cidades de João Pessoa, Cajazeiras, Campina Grande, Patos, Piancó, Pombal, Santa Rita e Sousa. Além disso, haverá formação de cadastro de reservas para Guarabira e Princesa Isabel.
A remuneração dos profissionais será por plantão, sendo R$1.800 por cada plantão de 12 horas. Como a carga total de trabalho dos médicos vai ser de 24 horas semanais, os ganhos serão de R$3.600 por semana – chegando a R$14.400 por mês.
Apesar da previsão inicial de 245 contratações, o processo seletivo vai classificar o dobro de candidatos. O quantitativo de profissionais que serão convocados por cargo dependerá da necessidade e da evolução da pandemia.
Processo seletivo SES PB tem 245 vagas para médico
(Foto: Ministério da Saúde)
Inscrições vão até o próximo domingo, 17
As inscrições do processo seletivo SES PB já estão abertas e os interessados podem se inscrever até as 23h59 do próximo domingo, 17. Os cadastros poderão ser realizados no Portal da Cidadania do estado.
Os candidatos serão avaliados por meio avaliação de títulos. Os pontos serão atribuídos por meio do nível da titulação e o tempo de experiência dos médicos, conforme as tabelas no capítulo 8 do edital.
A avaliação dos documentos está prevista para acontecer entre os dias 19 a 22 de maio. No dia 23, será divulgado um resultado preliminar e os candidatos poderão interpor recursos, caso julguem necessário.
Segundo a Dataprev, 14,7 milhões de solicitações do auxílio emergencial serão finalizadas nesta quarta-feira, 13. Os pedidos foram feitos entre os dias 23 a 30 de abril e estão em fase final de homologação.
Após homologados, os resultados serão enviados à Caixa Econômica Federal para que os pagamentos possam ser realizados. Ao todo, são 16,4 milhões de pedidos feitos no mês de abril que aguardam análise.
Enquanto muitos informais e desempregados aguardam a análise do benefício, o Ministério da Defesa informou que 73.242 militares das Forças Armadas receberam indevidamente o auxílio emergencial.
“Os Ministérios da Defesa (MD) e da Cidadania (MC) informam que, dos quase 1,8 milhão de CPFs constantes da base de dados do MD, 4,17% (73.242) receberam o auxílio emergencial concedido pelo Governo Federal. Isso inclui militares (ativos e inativos, de carreira e temporários), pensionistas, dependentes e anistiados”, informou o ministério em nota.
Segundo a pasta, foi aberto um processo para investigar as irregularidades e os valores recebidos de forma indevida voltarão à União. A devolução do dinheiro poderá acontecer por estorno bancário ou pagamento via Guia de Recolhimento da União (GRU).
Caso algum dos militares não devolva os recursos, será inscrito na Dívida Ativa da União e cobrado compulsoriamente. A Caixa informou que o pagamento só é feito após a validação dos dados dos cidadãos, que é feito pelo próprio governo.
Dataprev prevê finalização de 14,7 milhões de pedidos nesta quarta
(Foto: Agência Brasil)
Governo reafirma que auxílio é temporário
Nesta terça-feira, 12, o Ministério da Economia emitiu uma nota sobre a possibilidade de permanência do auxílio emergencial pós-pandemia. De acordo com a pasta, o benefício não pode ser permanente, para que não comprometa a política fiscal.
Segundo a nota, “as despesas criadas neste momento de excepcionalidade não devem ser transformadas em permanentes para não comprometer a recuperação das contas públicas a partir de 2021 e nem a trajetória sustentável da dívida pública”.
O secretário especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia, Carlos da Costa, disse nesta segunda, 11, que o auxílio emergencial de R$600 poderá ser mantido após o fim da pandemia.
De acordo com o secretário, o governo discute se o auxílio e outras medidas deverão durar os três meses inicialmente planejados ou se deverão ser desmontadas gradualmente. “Não podemos virar a chave e desligar tudo de uma hora para outra”, disse.
Para que a renda emergencial se torne permanente, há a necessidade de liberação de pelo menos R$30 bilhões do orçamento da União. Os estudos da equipe econômica indicam que podem haver a criação de um auxílio menor do que os R$600.
Segundo o G1, fontes do ministério afirmam que a ideia é levar ao Congresso um pacote para cortar algumas disfunções tributárias específicas. Entre essas propostas de corte de gastos, estaria o fim do abono salarial.
A nota do Ministério da Economia ressaltou a preocupação em “preservar vidas e a atividade econômica” e que está estudando medidas para a estimular a retomada econômica.
Em meio à pandemia de Coronavírus (Covid-19), diversas companhias têm reduzido seu quadro de pessoal ou então o salário de seus profissionais. No entanto, a 99 anunciou que não irá demitir seus colaboradores. Além disso, a empresa brasileira de tecnologia está com vagas de emprego!
Segundo a 99, o diretor geral, Yang Mi, anunciou na última quinta, 7, para cerca de mil funcionários da companhia o compromisso de não haver demissões num futuro próximo, em razão da Covid-19.
Na carta, o diretor também justificou que a sustentabilidade do negócio é essencial para que possam continuar gerando renda para mais de 700 mil motoristas parceiros da plataforma e contribuindo com a melhoria da mobilidade urbana nas mais de 1.600 cidades onde a empresa opera.
O compromisso, segundo a companhia, está alinhado com o posicionamento da DiDi Chuxing, empresa de transporte por aplicativos e dona da 99, em todos os mercados que opera para manter os times.
Desde a aquisição pela entidade chinesa, em janeiro de 2018, a 99 registrou o crescimento de sete vezes no número de corridas e expandiu sua atuação no Brasil.
Em texto, Yang Mi destacou que a 99 pode assumir esse compromisso porque a empresa é um negócio sólido, com fundamentos que continuam fortes, especialmente no mercado da China, onde se recuperou mais de 60% do volume de corridas pré-pandemia.
“Eu sei e vejo cada um de vocês trabalhando duro e com muita paixão para manter a 99 funcionando com eficiência e focada em garantir segurança, saúde e renda para motoristas parceiros e o melhor serviço para os mais de 20 milhões de usuários cadastrados. Seguiremos trabalhando com muita energia e eficiência, como sempre fizemos, e precisamos continuar com a barra elevada para manter o alto desempenho do nosso time. Fiquem seguros”, diz o diretor.
Além de manter o quadro atual, a 99 está com 25 vagas abertas em diversas áreas para trabalhar nos segmentos de mobilidade urbana e também no delivery, por meio da 99Food, unidade da empresa que já opera em Belo Horizonte, Curitiba e, neste mês de maio, chegará a mais 12 cidades.
Uma das principais preocupações em relação ao Coronavírus é saber como será o mundo pós pandemia. Certamente, haverá transformações em diversos setores desde Saúde à Economia, impactando, também, o mercado de trabalho em diferentes áreas.
Com a quarentena e todas as regras de isolamento social, trabalhadores precisam se reinventar em suas profissões ou até mesmo aprender um novo ofício.
Desta forma, novas habilidades podem ajudar neste processo. O palestrante, escritor e professor para turmas de MBA na Fundação Dom Cabral, Uranio Bonoldi, listou cinco competências que estarão em alta no mundo pós-Coronavírus. Confira!
Inteligência Emocional
Segundo Uranio Bonoldi, a inteligência emocional está relacionada à capacidade de estar ciente, expressar e controlar emoções, além de saber ouvir os outros. Saber se conectar emocionalmente com outras pessoas pode ser um diferencial no mercado de trabalho.
“Indivíduos com essa habilidade serão cobiçados pelas empresas”, destacou o professor.
Tecnologia
Se ainda existiam dúvidas sobre a necessidade de se aprender habilidades tecnológicas, a pandemia provou a importância delas. Uranio Bonoldi pontuou que a Covid-19 acelerou as transformações digitais nas empresas, que agoram buscam meios de se tornarem mais resistentes a futuros surtos e interrupções.
“A realidade é que tecnologias como inteligência artificial, big data, Internet das Coisas, realidade virtual e aumentada e robótica tornarão os negócios mais resilientes a futuras pandemias, e qualquer pessoa que possa ajudar as empresas a explorar essas tecnologias estará em vantagem”, explica.
Liderança
O home office também deve continuar em muitas empresas, mesmo com o fim do isolamento social. Nesse contexto, o mercado demandará por mais profissionais com habilidades de liderança.
“As pessoas estarão trabalhando em equipes mais fluentes, assumindo a liderança em momentos diferentes. Profissionais com fortes habilidades de liderança, incluindo como melhorar e inspirar equipes, além de incentivar a colaboração, estarão em demanda”, ressaltou Uranio Bonoldi.
Criatividade e Inovação
Essa habilidade já pode ser percebida em meio à crise. Como no caso dos empreendedores que reformularam o modo de continuar oferecendo seus serviços. É esperado que no mundo pós-Coronavírus, as relações de consumo também sofram impacto, demandando mais criatividade para se adaptar às novas necessidades dos consumidores.
“Precisaremos da engenhosidade humana para inventar, criar novos produtos e formas de trabalhar. A criatividade humana será essencial”, diz o professor.
Pensamento Crítico
A economia global passará por um processo de recuperação após os danos causados pela pandemia. A situação exigirá dos trabalhadores como um todo o pensamento crítico.
Essa habilidade já é requisitada atualmente. O professor lembrou que durante a pandemia, pode-se observar um pico de notícias falsas e deturpações de dados e estudos.
“Nem todas as informações devem ser confiáveis, mas as organizações precisarão confiar no pensamento crítico para entender quais informações devem influenciar a tomada de decisões”, conclui Uranio Bonoldi.
Qual o papel da Justiça do Trabalho durante a pandemia da Covid-19? Este é o assunto da live promovida pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) nesta quarta-feira, 13, às 15h, nos canais oficial do tribunal, no Youtube e no Instagram. Você pode acompanhar a seguir.
A transmissão contará com a participação da presidente do TST e do Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT), a ministra Maria Cristina Peduzzi.
Live com a presidente do TST
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De acordo com informações do TST, a live será realizada em cinco blocos. Sendo os quatro primeiros dominados pelo debate dos diversos aspectos relativos ao tema:
“Os impactos da crise decorrente do coronavírus na vida de empregados e empregadores, a contribuição da Justiça do Trabalho para a superação desse momento, a atuação e a produtividade das Varas e dos Tribunais do Trabalho, mesmo com a suspensão das atividades presenciais, e a contribuição da tecnologia para a continuidade dos trabalhos”.
Ainda vão entrar em discussão as decisões da Justiça do Trabalho referentes aos conflitos ocasionados durante a pandemia do novo Coronavírus, inclusive sobre a destinação de recursos para o combate à situação de emergência.
Durante a live, o público poderá enviar dúvidas e comentários sobre o assunto, que serão respondidos no último bloco pela ministra Maria Cristina Peduzzi.
Ministra do TST fala sobre a Justiça do Trabalho e pandemia em live
(Foto: Rafael Nedermeyer/Fotos públicas)
Trabalhadores podem consultar situação do ‘BEm’ pela internet
Os trabalhadores que tiveram seus contratos de trabalho suspensos por meio da medida provisória 936/2020 podem consultar o pagamento do Benefício Emergencial de Preservação do Emprego e Renda (BEm) pelo site do Ministério da Economia.
O pagamento também atende os funcionários de carteira assinada que sofreram redução proporcional de jornada de trabalho e de salário. De acordo com o cadastro da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho, os trabalhadores na modalidade intermitente receberão o benefício automaticamente.
O BEm, que teve pagamento iniciado na última segunda-feira, 4, será feito pelo Banco do Brasil (BB) e pela Caixa por até três meses. Sendo assim, os empregados que tiveram modificações na jornada de trabalho ou contratos suspensos temporariamente em abril, receberão o benefício nos meses de maio, junho e julho.
Já a solicitação fica a cargo do empregador, que deve realizá-la diretamente pelo portal do Ministério da Economia. O trabalhador terá acesso ao dinheiro 30 dias após a formalização do pedido.
O valor, que varia de R$ 261,25 até R$ 1.813,03, é calculado a partir do que o funcionário teria direito a receber como parcela do seguro-desemprego, com base no acordo firmado e na média dos últimos três salários.
Passados 132 anos da abolição da escravatura no Brasil, os negros ainda enfrentam diversos preconceitos que vão muito além da cor da pele. Envolvem crenças, religião, expressões e até mesmo trajes e culinária. Como consequência, a disparidade e a discriminação nos ambientes de trabalho, por exemplo, trazem à memória um passado que deveria ter ficado em 1888, ou até mesmo nunca existido.
De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2018, o rendimento médio mensal da população branca era de R$2.796, enquanto que para a população negra era de R$1.608. Ou seja, o rendimento para a população branca, hoje, é 73% superior ao da população negra.
Segundo Stephane Ramos da Costa, especialista em movimentos sociais negros no Brasil do pós-abolição, esses dados demonstram as disparidades encontradas, atualmente, no mercado de trabalho.
Outro fator apontado pela especialista é a questão educacional, elemento importante para a compreensão de como o preconceito racial se materializa, já que a taxa de escolaridade acumulada ao longo das gerações entre indivíduos pretos e pardos ainda é baixa.
Stephane, que também é mestranda em História Comparada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), dá dois exemplos que comprovam a afirmação e mostram que menos da metade da população negra com 25 anos ou mais possui ensino médio completo:
A taxa de analfabetismo entre a população negra que, ainda hoje, representa 9,1%; e
A proporção de indivíduos negros com 25 anos ou mais que possuem ensino médio ainda é de apenas 45%.
“Trata-se de um círculo vicioso em que o baixo nível educacional é responsável por uma posição inferior nos grupos sociais, e esta posição social, em contrapartida, é causada pelo baixo nível educacional de quem pertence a ela.”
Para Cleber Santos Vieira, diretor de relações institucionais da Associação Brasileira de Pesquisadores Negros (ABPN), no mundo do trabalho, o julgamento negativo sobre a capacidade da população negra se manifesta sob três formas:
“A situação das trabalhadoras domésticas é a face mais explícita e radical desse processo. Em sua maioria negras, somente, recentemente, conseguiram os direitos trabalhistas. Infelizmente, no mesmo momento em que a CLT e o registro em carteira foram abalados”, diz Cleber, que também é coordenador nacional do Consórcio Nacional dos Núcleos de Estudos AfroBrasileiros, Indígenas e Grupos Correlatos (CONNEABs).
Rendimento mensal da população branca é 73% superior ao da população negra
(Foto: Marcello Casal Jr. / Agência Brasil)
Período pós-abolicionista não preparou o negro para a inserção na sociedade
Apesar da implementação da Lei Áurea, Stephane destaca que, no período pós-abolição, não houve qualquer tipo de subsídio para a inserção social da população recém liberta. Desta forma, negros e negras continuaram, em sua maioria, ocupando posições marginalizadas nos mais diversos setores.
Na sociedade atual, o artigo 149 do Código Penal brasileiro define como trabalho análogo à escravidão quando indivíduos são submetidos a trabalhos forçados ou jornadas exaustivas. No entanto, ainda podemos encontrar instituições que sujeitam seus funcionários a atividades laborativas sob condições degradantes e desumanas.
Só em 2019, a Secretaria de Inspeção do Trabalho denunciou mais de 180 empresas, o que, segundo a especialista, confirma a continuidade de dinâmicas sociais do período escravista na contemporaneidade. Sendo assim, é de extrema importância a ampliação na implementação de políticas públicas que possibilitem melhores condições de trabalho ainda hoje.
Para Cleber, a atual crise econômica e política que vivemos, potencializada pela pandemia da Covid-19, certamente acentuarão os casos de trabalho análogo. Dados da Secretaria de Inspeção do Trabalho mostram que, de 2016 a 2018, 82% das pessoas resgatadas em situação de trabalho análogo ao de escravo eram negras.
“A luta pela eliminação do trabalho escravo contemporâneo também é a luta pelo resgate à dignidade humana da população negra de nosso país. O crime de ‘lesa humanidade’ que escravizou grande parcela de nosso povo ainda reverbera nos dias de hoje. A máxima de que toda lesão de direito deve ser reparada e compensada ainda não foi aplicada na medida devida às negras e negros brasileiros”, afirma.
Como combater o racismo estrutural?
Stephane Ramos da Costa conta que o conceito de racismo estrutural foi fundamentado em uma prática de sujeitos e que precisa ser combatido por todos nós. Para a especialista, antes de mais nada, é essencial compreender que o racismo estrutural só existe porque indivíduos o perpetuam.
Para a Procuradora do Trabalho e Coordenadora da Coordigualdade do Ministério Público do Trabalho em São Paulo (MPT-SP), Valdirene Assis, o racismo estrutural se combate com políticas públicas que revolucionem as estruturas de desigualdade racial e social no Brasil.
Valdirene ressalta que é preciso também defender e ampliar as políticas afirmativas, como as cotas raciais na educação e nos concursos públicos. E, além disso, ainda reconhecer que 132 anos após a abolição, só podemos falar de racismo estrutural e políticas afirmativas pela resistência e solidariedade entre negros e negras:
“Mesmo em diferentes cenários históricos de extrema exclusão e marginalização, ensinaram à sociedade brasileira a importância de se combater o racismo para a construção efetiva de uma sociedade democrática. As ações afirmativas são essenciais e devem ser realizadas pelo poder público e pela iniciativa privada.”
Para a procuradora, a política eugenista e o mito da democracia racial foram as formas encontradas pelo Estado e pelas elites para sufocar a discussão sobre o racismo e seus malefícios.
Por isso, é importante assumir o racismo estruturante de nossas relações sociais, pensar a branquitude e seus privilégios sociais como tema crucial para superar os desafios do racismo e seus impactos no mercado de trabalho.
Ela propõe à sociedade revisitar o pacto social e compreender que ele só é legítimo quando estabelecido em proveito de todas e todos.
“No pacto social brasileiro, negros e negras votam, mas não são votados, cumprem a lei mas não participam de sua feitura ou execução, contribuem para a geração de riquezas do país, mas, muitos vivem em situação de desamparo social. Logo, nosso pacto social deve ser revisto e isso se dá por uma ação consciente de busca da justiça social, em favor de todas os cidadãos brasileiros”, questiona.
Dívida histórica com nossos antepassados de um passado nem tão distante
Para Alexandre Marques, professor de História na rede municipal em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, o termo “escravo” acabou sendo naturalizado e, segundo ele, nada que é humano é natural:
“Já tem algum tempo que trabalhamos com a ideia de ‘negros escravizados’ e não ‘escravos’. Porque, antes de ser escravizado, tem a sua concepção humana de negro. Ele não nasce como escravo, nasce como negro. Uma pessoa livre que, por algum motivo, é escravizada e explorada.”
Levando para um conceito mais histórico, o professor que também é coordenador de pré-vestibular e de História em outras instituições de ensino, comenta que uma sociedade que viveu mais de 300 anos explorando a mão de obra do negro e cultural, ideológica e economicamente, não sai ilesa.
Sendo assim, a sociedade não percebe o quanto se torna dependente das próprias relações escravistas que foram estabelecidas nesses mais de 300 anos de escravidão, passando a reproduzir imagens negativas para simbolizar situações cotidianas.
Alexandre cita dois exemplos comuns em nossa sociedade que figuram essa relação escravista: “Primeiro, de quem trabalha, ainda hoje, é escravo – Hoje, eu trabalhei como um escravo -, a outra é que o trabalho é uma coisa negativa – só aqueles incapazes fazem os trabalhos – relacionando esses afazeres aos serviços subalternos que exigem menos qualificação intelectual e profissional, com menores remunerações.
“Isso vem do período da exploração da mão de obra desse negros” cita, Alexandre, ao ressaltar que desde o início da República há uma preocupação de manter o negro alijado do processo político, já que os negros escravizados não tinham acesso à educação, à saúde e aos serviços fornecidos pelo Estado.
Novos tempos, velhas atitudes
Não é de hoje que a desigualdade educacional e a dificuldade de acesso à cidadania no país afeta e limita o crescimento profissional e intelectual dos menos favorecidos. Alexandre lembra que, no final do século 18 e ao longo do século 19, tínhamos os “escravos de ganho”, que trabalhavam no setor urbano e no final do dia davam todo o seu dinheiro na mão do seu senhor.
Entre os serviços executados por esses escravos urbanos estavam:
os engraxates, que engraxavam sapatos no centro da cidade;
as negras quituteiras, que saíam com seus tabuleiros para vender comida;
os chamados “burros sem rabo”, que carregavam pequenas carroças transportando compras e águas, além de fazer limpeza nas casas;
os negros que faziam a segurança das casas comerciais, das grandes residências e carregavam as compras dos seus senhores;
as negras de leite, que amamentavam o filho de outras pessoas em troca de dinheiro; e
as negras arrumadeiras – amas -, que, em troca de comida, proteção e residência, muitas delas, escravizadas ou não, se submetiam aos trabalhos e aos favores sexuais dentro das casas.
“Se olharmos para a sociedade de hoje, essas práticas, principalmente nos centros urbanos, continuam sendo executadas. Com a etnia bastante definida, mas teoricamente livres. São trabalhos em que você vê a cor da pele das pessoas, vê a origem das pessoas e são, em sua maior parte, negros com baixa qualificação profissional, com baixo acúmulo educacional, baixíssimos salários e péssimas condições de vida. Sem possibilidade, esses negros não conseguem ascender aos melhores postos no mercado de trabalho”, observa.
Alexandre conta que, quando foi assinada em 13 de maio de 1888, a Lei Áurea só tinha dois artigos: no primeiro, acaba a escravidão; no segundo, a lei só teria validade de 100 anos.
É importante ressaltar que, na época, o único lugar do país que ainda mantinha os negros escravizados era o Rio de Janeiro. Quase todo Brasil já tinha acabado com a escravidão. Além disso, essa validade da Lei dava margem para que talvez em 1988, quando completasse 100 anos, os negros voltassem a ser escravos.
“Coincidentemente, em 1988, estava sendo discutida a nova constituição brasileira, a primeira pós-ditadura, que é a que está em vigor. Alguns preconceituosos disseram que os negros voltariam para o cativeiro, para a escravidão. Em reposta, os negros se organizaram, lutaram pela aprovação de leis na Constituição. Dessa forma, a Constituição de 1988 estabelece que o racismo é um dos poucos crimes com punição inafiançável no Brasil.”
Para finalizar, o educador ressalta que a lei é importante no combate ao racismo seja qual for a esfera. No entanto, só a lei não garante uma mudança. É preciso investir em educação:
“Tem que ter um mudança também nos aspectos culturais, seja no fazer cultural, valorizando mais as tradições religiosas, gastronômicas, as danças, os cânticos afrobrasileiros, a forma de vestir, valorizando as expressões culturais e os símbolos culturais dos negros. Outra forma é divulgando bastante material sobre isso, seja audiovisual, seja escrito para que uma maior quantidade de pessoas tenha acesso. E que o poder público, seja ele municipal, estadual ou federal se sensibilize que o racismo é existente e consistente, e que precisa ser combatido.
Por Cinthia Guedes – cinthia.guedes@folhadirigida.com.br