O presidente Jair Bolsonaro sancionou com vetos na última segunda-feira, 6, a Medida Provisória 936, que institui o Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda.
Dentre as medidas adotadas pelo Programa estão o pagamento do Benefício Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda (BEm); a redução proporcional de jornada de trabalho e de salário; e a suspensão temporária do contrato de trabalho.
O Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda é válido enquanto durar o estado e calamidade pública reconhecida pelo Decreto nº 6, de 20 de março de 2020, em decorrência da pandemia do Coronavírus. Os principais objetivos são preservar o emprego e a renda; garantir a continuidade das atividades laborais e empresariais; e reduzir o impacto social decorrente das consequências do estado de calamidade pública e da emergência de saúde pública.
O pagamento do benefício será feito no prazo de 30 dias, desde que o empregador informe, no prazo de dez dias, qual foi o acordo firmado entre ele e o empregado.
O benefício, pago pelo governo, terá como base de cálculo o valor mensal do seguro-desemprego que o empregado teria direito.Ou seja, para o trabalhador que tiver jornada e salário reduzidos em 50%, o benefício será de 50% do valor do seguro desemprego a qual teria direito, caso fosse dispensado. O valor pode chegar até a R$1.813,03 por mês.
A versão original, a MP 936 previa a suspensão do contrato de trabalho por até 60 dias, enquanto a redução salarial não poderia ser superior a 90 dias. No entanto, a Câmara dos Deputados aprovou e o Senado manteve a alteração que permite a prorrogação desses prazos, por um decreto presencial, enquanto durar o estado de calamidade.
Com a sanção do presidente Jair Bolsonaro, a MP 936 prevê ainda que a suspensão salarial poderá ser aplicada por meio de acordo individual com empregados que têm curso superior e recebem até três salários mínimos, o equivalente a R$3.135, ou ais de dois tetos do Instituto Nacional do Seguro Social (salários acima de R$12.202,12).
Já os trabalhadores que recebem remuneração entre R$3.135 e R$12.202,12, só poderão ter os salários reduzidos mediante acordo coletivo.
Presidente Jair Bolsonaro sanciona MP 936
(Foto: Divulgação)
Confira os principais vetos feitos por Jair Bolsonaro
O presidente vetou a prorrogação da desoneração da folha de pagamentos. A lei atual prevê que o benefício da prorrogação seja concedido até o fim de 2020. Sem os vetos, a desoneração seria prorrogada até o fim de 2021.
Além disso, teve o veto do pagamento do auxílio emergencial de R$600 para empregados sem direito ao seguro-desemprego dispensados sem justa causa.
Em matéria publicada pelo Portal de Notícias G1, a Secretaria-Geral da Presidência diz que, se fosse sancionado, isso criaria despesa obrigatória para o poder público violando regra, prevista na Constituição.
De acordo com a Secretaria-Geral, foi vetado artigo que dispensava empresas de exigência de cumprimento de nível mínimo de produção para aproveitamento de benefícios fiscais concedidos por prazo certo e em função de determinadas condições.
Com algumas cidades brasileiras iniciando de forma gradual o retorno às atividades econômicas, como Rio de Janeiro e São Paulo já em fases avançadas, aumenta o número de empresas que querem retomar o trabalho presencial.
Crescem também a preocupação dos trabalhadores, que terão que enfrentar aglomerações, como metrô e ônibus, para se locomoverem ao trabalho. Visando a segurança de todos, alguns protocolos sanitários devem ser seguidos pelas empresas a fim de evitar novos contágios de Covid-19.
Desta forma, o chamado “novo normal” no ambiente de trabalho prevê medidas que vão desde estações de trabalho com distanciamento social, escalonamento e rodízio de colaboradores a testagem obrigatória para casos suspeitos.
“Algumas companhias estão estudando a volta gradual de suas atividades. Para que esse retorno seja seguro, estamos sugerindo aos representantes dessas empresas que sigam um protocolo sanitário”, explica Naiane Ribeiro Lomes, médica infectologista.
A infectologista, consultora contratada para prestar apoio à It’sSeg, corretora independente de seguros, conta que a rotina dos colaboradores não será mais a mesma enquanto a pandemia fizer parte do nosso dia a dia.
“Os gestores terão de fazer uma revisão aprofundada dos processos, e isto inclui a forma como os funcionários se relacionam e se comportam internamente. Atitudes que até pouco tempo eram consideradas inofensivas, como um abraço ou compartilhamento de materiais, não fazem parte dessa nova realidade”, diz.
No novo normal esqueça os abraços e compartilhamento de materiais
(Foto: Pixabay)
Conheça quatro principais medidas de segurança
A infectologista Naiane Ribeiro enumerou algumas medidas fundamentais para que o retorno seja feito de maneira segura e responsável.
1. Testagem dos funcionários
Fazer o teste epidemiológico para todos os colaboradores não é a prática recomendada pela especialista.
“Não sugerimos às empresas que façam a testagem com todos os funcionários. Recomendamos que ela teste apenas os suspeitos sintomáticos ou aqueles que tiveram contato com pessoas de casos confirmados. Fazer testagem em massa é ineficaz porque só gera altas despesas às empresas e seus resultados não são definitivos”, explica.
2. Organização do espaço
As empresas terão de fazer diversas adaptações no ambiente corporativo para que o retorno da equipe seja feito com total segurança:
“As cadeiras deverão respeitar um espaço mínimo de distanciamento de um metro e meio. As estações de trabalho deverão ser higienizadas com mais frequência e separadas por protetores de segurança, caso seja necessário, principalmente nos casos em que o distanciamento seguro não consiga ser aplicado. Os colaboradores ficarão responsáveis pela higienização constante dos materiais de uso pessoal e profissional”.
Naiane ainda chama atenção para a realização das reuniões presenciais, que deverão ser proibidas para evitar aglomerações: “O ideal é manter as reuniões virtuais”.
Além disso, ela recomenda que “o colaborador leve sua refeição e a faça no próprio ambiente de trabalho. Essa prática evita circulação e contato com outras pessoas em restaurantes, por exemplo, aumentando a exposição e risco de contágio”.
3. Quem pode voltar
Não é recomendada a volta ao trabalho de toda a equipe. O ideal é que esse retorno seja programado e feito de forma estruturada para que a empresa não seja prejudicada futuramente.
Para a médica infectologista, o ideal é que só retornem, por enquanto, ao trabalho presencial funcionários que não têm filhos em idade escolar, não pertencentes ao grupo de risco ou que estejam seguros para uma nova rotina de trabalho.
“Estamos sugerindo às companhias que dividam suas equipes em grupos e que voltem à corporação em sistema de rodízio. Se voltam todos de um departamento e há um caso confirmado, todo mundo terá de ser afastado e essa área fica totalmente paralisada”, relata Naiane.
4. Cuidados para ida e retorno ao trabalho
Pensou em abandonar o uso frequente das máscaras e do álcool em gel? Esqueça! Este não é o momento. Estes são itens obrigatórios dessa nova realidade.
Segundo Naiane, há ainda outros protocolos e medidas de segurança que deverão ser adotados no deslocamento do funcionário ao trabalho.
“Se o colaborador utiliza o transporte público, a atenção deve ser redobrada. É recomendável distanciamento de um metro de outras pessoas, higienização regular das mãos e utilização da máscara, que deve ser trocada a cada três horas”, finaliza a especialista da It’sSeg.
De acordo com uma pesquisa realizada pelo Sebrae em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), de 29 de maio a 2 de junho, os empreendedores negros foram mais impactados pela pandemia do novo Coronavírus. Mais de 7,3 mil donos de pequenos negócios foram ouvidos.
Também foram mais afetadas as pessoas com escolaridade mais baixa. Mas a maioria delas também pertence ao grupo de pretos e pardos.
Esses donos de negócios, com ensino médio ou menor escolaridade, demonstraram encontrar maior dificuldade em manter a operação de modo virtual e implementar ferramentas digitais de venda. Que foram essenciais durante o período de distanciamento social.
Eles estão situados, em maior proporção, nos municípios que sofreram mais restrições de circulação, seja com lockdown ou fechamento parcial. Os empresários negros ainda possuem negócios mais novos em relação aos brancos.
Essa foi a 4ª edição da pesquisa “O impacto da pandemia de Coronavírus nos pequenos negócios”. Foram entrevistados 7.403 empresários, sendo que, entre os empreendedores negros, a maior proporção (70%) é de Microempreendedores Individuais (MEI).
Negros formam grupo jovem, majoritariamente feminino e com menor escolaridade
O grupo de empresários negros ouvido pelo Sebrae e pela FGV é, em sua maioria, mais jovem, formado por mulheres e com escolaridade de ensino médio ou inferior, nível menor em relação aos entrevistados brancos.
Os negros também possuem negócios mais novos, com média de seis anos. Neste contexto, os empreendimentos mantidos por negros sofreram mais impacto na pandemia.
A maioria (45%) não conseguiu funcionar, principalmente por atender somente de forma presencial. Ao contrário dos 40% dos empreendedores brancos que conseguiram continuar com os negócios com o auxílio de ferramentas digitais.
Confira mais alguns dados obtidos na pesquisa:
70% dos negócios conduzidos por negros estão localizados em municípios que tiveram fechamento parcial ou total dos estabelecimentos, enquanto 60% dos negócios liderados por brancos atuam em locais com restrições;
39% dos empreendedores brancos possuem negócios onde houve maior reabertura, ao contrário dos negros, que são apenas 29%;
46% dos negócios liderados por negros tiveram que interromper temporariamente o funcionamento, enquanto 41% dos negócios mantidos por brancos tiveram interrupção temporária.
Grupo de empreendedores majoritariamente negro, feminino e com baixa
escolaridade foi o mais impactado na pandemia, diz pesquisa (Foto: Reprodução)
Redução de faturamento também foi diferente entre os grupos
De acordo com o presidente do Sebrae, Carlos Melles, a redução do faturamento foi semelhante para brancos e negros, com 87% na queda mensal. Mas os empresários negros já possuíam um faturamento médio 39% inferior ao do dos brancos. Ele ainda destaca a dificuldade de acesso ao crédito.
“A dificuldade de acesso a crédito é um grande obstáculo enfrentado pelos pequenos negócios no momento, atingindo com mais força os empreendedores negros que, além de mais endividados (69%), tiveram mais recusa dos bancos.”
Enquanto 55% dos empreendedores brancos tiveram acesso ao crédito negado, entre os negros esse número é de 61%. Isso mesmo com o valor solicitado por negros, de R$28 mil, sendo 26% menor em relação ao solicitado por brancos.
Também é maior a proporção de negros com empréstimos (69%). Entre os que têm dívidas, dois em cada três estão em atraso (relação maior que a dos brancos).
Ambos os grupos pediram empréstimo em bancos em proporção semelhante, mas os negros tiveram maior recusa. O valor solicitado por empreendedores negros (R$28 mil) é 26% mais baixo do que o solicitado pelos brancos (R$37 mil).
A Prefeitura de Capim, no Estado da Paraíba, prorrogou novamente o período de inscrições do concurso Capim PB, ainda em função da pandemia causada pelo novo Coronavírus (Covid-19). [tag_teads]
A medida foi comunicada pela banca, a Facet Concursos, em conjunto com a Comissão de Supervisão e Fiscalização do Concurso Público da Prefeitura Municipal de Capim, no dia 30 de junho.
O novo prazo vai do dia 1º até o dia 15 de julho de 2020, com prazo para pagamento do boleto da taxa de inscrição até o dia 16 de julho. Os cadastros podem ser realizados pelo formulário disponível no site da organizadora.
O valor da taxa é de R$75 para cargos de nível fundamental, R$85 para os de níveis médio ou técnico e R$115 para os de nível superior.
Os exames do concurso serão compostos por 30 ou 40 questões de múltipla escolha, dependendo do cargo escolhido.
As disciplinas cobradas também irão variar conforme a vaga, podendo abranger as seguintes disciplinas: Português, Matemática, Informática, Conhecimentos Específicos e Didática (para professores).
A estrutura de prova de cada cargo está disponível no edital de abertura. Os aprovados para as funções de motorista e operador de máquinas ainda serão submetidos a uma prova prática.
Também haverá prova de títulos para os cargos da área de Educação e um Curso de Formação Preparatório para agentes comunitários de saúde e agentes de combate a endemias.
Concurso Capim PB prorroga novamente o prazo para inscrições
(Foto: Pixabay)
Remuneração pode chegar até R$2,3 mil mensais
O concurso da Prefeitura de Capim PB, município localizado no interior do estado da Paraíba, oferece 144 vagas para todos os níveis, sendo 54 de nível fundamental, 17 de nível médio, seis de nível técnico e 67 de nível superior.
Quem tem o nível fundamental pode concorrer às funções de agente comunitário de saúde, agente de combate a endemias, auxiliar de serviços gerais, gari, merendeira, motorista e vigilante.
Para quem possui o nível médio, estão disponíveis vagas de recepcionista, assistente escolar, auxiliar de farmácia, auxiliar de consultório dentário e agente administrativo. E para quem tem nível técnico, as vagas são de técnico em informática e técnico em enfermagem.
Por fim, para os graduados, as oportunidades são para as funções de analista administrativo, assistente jurídico, assistente social, enfermeiro, farmacêutico bioquímico, fisioterapeuta, médico, nutricionista, supervisor escolar, orientador educacional, odontólogo e professor (várias especialidades).
A remuneração varia de acordo com a carreira pretendida, indo de R$1.045 a R$2.384,95. A carga horária também depende do cargo, podendo ser de 30 a 40 horas por semana.
A EDC Group, multinacional brasileira com atuação no setor de Consultoria e Outsourcing de serviços, aposta que, a partir do segundo semestre de 2020, a economia brasileira voltará a crescer. Como consequência, haverá também um aumento de demanda para o setor de RH das empresas.
Com isso, o grupo tem a expectativa que as empresas iniciem um movimento de recontratação, em caráter de urgência, além da reformulação dos seus times desmontados durante a pandemia do Coronavírus.
No final de junho, dados divulgados pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD-Contínua) mostraram que a taxa de desocupação no país atingia 12,7 milhões de pessoas.
Desta forma, a organização optou por manter seus planos de crescimento para 2020 e se preparar para atender o mercado, já que oferece a capacidade de formar equipes especializadas e personalizadas, com agilidade, para suprir esta demanda.
Entre as medidas adotadas estão o investimento de 5% de seu faturamento na ampliação das áreas de Novos negócios, Marketing e Comunicação, além de novas ferramentas de ERP e RH Digital, bem como na certificação ISO 9001:2015.
Daniel Machado de Campos Neto, diretor-executivo da EDC Group, afirma que não foi fácil tomar a decisão de ampliação dos investimentos em um momento de crise, em que as empresas estão fazendo cortes de pessoal e ajustes de custos.
“Quando me deparei com o cenário atual e a perspectiva de recessão da economia, optei por acreditar no Brasil e apostar no poder de reinvenção e ampliação da nossa atuação. A primeira ação foi a preservação dos talentos na empresa e salários de todo o staff. Em seguida, percebemos a necessidade de revisar a estrutura e atuação da empresa e, assim, elaboramos nosso plano de expansão estratégica”, afirma.
Sobre a EDC Group
A EDC Group é uma multinacional brasileira com mais de dez anos de atuação em toda a América Latina e EUA, no mercado de consultoria e outsourcing de serviços.
A empresa oferece serviços de Hunting, Temporários, Outsourcing, BPO e Projetos especiais, para as áreas de Engenharia, Manufatura, Logística, Agroindustrial, Telecomunicações, Serviços e Saúde, visando fornecer o profissional adequado a necessidade da empresa, proporcionando a cada colaborador a oportunidade de crescimento e desenvolvimento.
Demanda de RH podem crescer a partir deste segundo semestre de 2020
(Foto: Divulgação)
Cursos da Recrutei Academy preparam profissionais de RH para o pós-pandemia
A Recrutei, startup que desenvolve plataforma e seleção, lançou dois novos cursos na Recrutei Academy. O portfólio de treinamentos onlines direcionado a profissionais de Recursos Humanos é uma excelente oportunidade para aqueles que querem se preparar para o mercado de trabalho pós-pandemia.
A iniciativa foi criada em março e tem como objetivo contribuir para o aperfeiçoamento de quem trabalha com gestão de pessoas, trazendo à discussão temas contemporâneos da área e apresentando soluções para que as equipes de RH ganhem tempo e eficiência nas atividades. Os cursos têm valor simbólico de R$37,90.
Gestão da Jornada do Colaborador: ajuda a descobrir como alinhar a experiência que as empresas oferecem com o que buscam os profissionais que nelas trabalham. Entre os assuntos abordados estão onboarding, treinamento, plano de carreira, retenção de talentos, entre outros.
“Os novos cursos enriquecem nosso portfólio, que já contava com treinamento sobre Recrutamento e Seleção”, diz Aparecida Morais, sócia da Recrutei e curadora da trilha do conhecimento do curso.
“Sentimos que os profissionais de RH estão cada vez mais interessados em aperfeiçoar seus conhecimentos e habilidades, principalmente diante dos desafios impostos pelo momento atual, que vão do afastamento entre as equipes à revisão completa das estruturas das empresas.”
Sobre a Recrutei
No mercado desde 2017, a Recrutei é uma plataforma de recrutamento e seleção para consultorias de RH, headhunters e pequenas e médias empresas.
Atua na gestão de todas etapas do processo – da publicação de vagas à contratação, incluindo a análise do perfil comportamental por meio do Recrutest. A plataforma age como aliada dos recrutadores na humanização dos processos seletivos.
Para minimizar o cenário de desemprego provocado pela pandemia do Coronavírus, a Porto Seguro lançou um projeto de impacto social que oferece oportunidades de trabalho para 10 mil pessoas. Ficou interessado em participar? Então, acompanhe.
O Projeto Meu Porto Seguro é uma ação social que visa oferecer novas oportunidades e renda extra aos brasileiros que perderam o seu emprego devido a crise do Coronavírus. Capacitando as pessoas, fomentando a indústria de seguros e ajudando a alavancar a economia como um todo. Desenvolvido pela Porto Seguro, uma das maiores seguradoras do país, o programa entra em vigor em julho de 2020 e está em busca de pessoas que precisem de uma nova oportunidade de trabalho.
A iniciativa inclui um programa de capacitação à distância e renda extra mensal de R$1.500 por pessoas, durante três meses. As contratações devem acontecer até o dia 3 de agosto e o principal objetivo é fomentar a indústria de seguros e contribuir para alavancar a economia como um todo.
“Essa é uma das maiores crises que nosso país já enfrentou. Por isso, é essencial que grandes empresas se mobilizem com iniciativas de solidariedade. O Meu Porto Seguro tem objetivo de educar, formar e ajudar na renda familiar. Nossa intenção é criar opções para que os brasileiros que se encontram em dificuldades possam percorrer novos caminhos em sua jornada pessoal e profissional”, destaca Bruno Garfinkel, presidente do Conselho de Administração da Porto Seguro.
Durante a capacitação, os selecionados terão renda mensal de R$1,5 mil
(Foto: Divulgação)
Inscreva-se no Programa Meu Porto Seguro
As inscrições para participar do #MeuPortoSeguro podem ser feita pelo site do programa. Após realizar o cadastro, os candidatos participarão de um treinamento à distância e os recrutadores da Porto Seguro iniciarão a seleção dos 10 mil novos empregados.
Além das oportunidades de emprego, o programa irá disponibilizar cursos à distância gratuitos e abertos ao público com aulas diárias de duas horas para todos que quiserem aprender mais sobre seguros e produtos, com o básico sobre prospecção, leads e retorno. Dessa forma, a empresa consegue abranger a capacitação de profissionais e agregar ao currículo das pessoas.
Para Roberto Santos, Presidente da Porto Seguro, a ação busca criar uma grande rede de solidariedade por meio de qualificação e geração de oportunidades.
“Na vida todos nós temos um porto seguro, esse objetivo de vida que nunca queremos perder, e que nós queremos trazer de volta para muitos brasileiros que perderam seus empregos durante a pandemia. Vamos selecionar 10 mil pessoas para integrar o time da empresa por três meses, medidos por geração de leads. Vamos aproximar as pessoas que se sobressaírem de Corretores de Seguro parceiros, dando a oportunidade de crescimento no mundo do Seguro”, reforça o executivo.
Apesar da reabertura, permitida desde o último dia 2, cinco em cada dez bares do Rio de Janeiro acreditam que vão demitir funcionários após a pandemia, pois já não têm dinheiro para pagar os salários do mês de julho.
Segundo pesquisa divulgada pelo Sindicato de Bares e Restaurantes do Rio de Janeiro, SindRio, nos últimos 100 dias, o setor teve perda de 70% no faturamento.
Além da demissão, 85,1% dos empresários afirmam precisar de crédito para manter o negócio, visto que o movimento ainda deve ser fraco. Entretanto, dos 74,2% dos que buscaram novas linhas de crédito tiveram a proposta recusada, somente 17% foram contemplados com algum financiamento.
De acordo com o presidente do SindRio, Fernando Blower, a situação do setor é dramática:
“O SindRio tem falado sobre isso em todas as oportunidades e dialogado com o poder público para evitar que mais demissões sejam realizadas, mais portas sejam fechadas e que a cidade perca seu grande motor econômico cultural. Alguns restaurantes ainda não conseguiram reabrir e o movimento para aqueles que reabriram é, de uma forma geral, muito aquém do necessário para pagar as contas, o que acentua a necessidade de crédito”.
A pesquisa também revelou que:
56,7% dos empresários disseram ter perdido mais de 75% da receita nos últimos meses;
24,2% tiveram redução entre 50% e 75%; e
61,9% já fizeram demissões, sendo que 14,9% dos estabelecimentos desligaram mais de 15 pessoas.
Entre os entrevistados, 56,7% se disseram incertos quanto ao futuro do estabelecimento e 8,2% afirmaram ter certeza quanto ao fechamento definitivo. Já 35% dos donos de bares e restaurantes acreditam manter o negócio funcionando.
Na pandemia, setor de bares e restaurantes teve perda de 70% no faturamento
(Foto: Divulgação/Instituto Diageo)
Instituto Diageo oferece formação gratuita para bartender
Na contramão das demissões e fechamentos no setor, o Instituto Diageo, vem investindo na capacitação de bartenders através da edição on-line do curso Learning for Life, com duração de dois meses.
67 jovens de baixa renda de São Paulo, Rio de Janeiro, Recife e Fortaleza se preparam para a reabertura do setor de bares e restaurantes nas principais capitais brasileiras.
“O setor de bares e restaurantes precisará de profissionais qualificados à medida que a sociedade retomar as atividades. Estes formandos estarão capacitados para esse retorno”, afirma o gerente executivo do Instituto Diageo, Paulo Mindlin.
Segundo o instituto, além das disciplinas fundamentais, os estudantes tiveram sessões complementares com profissionais do mercado sobre as diferentes atuações da profissão, aprenderam sobre inovações para o setor, a importância da saúde emocional e da organização neste contexto.
Em parceria com instituições de ensino, órgãos públicos e instituições de treinamento, o programa é desenvolvido no Brasil desde 2000 e já formou mais de 21 mil pessoas de todo o país, oferecendo de forma gratuita ferramentas, treinamento e habilidades para futuros profissionais do setor.
O Enem 2020 já tem nova data para ser realizado. Conforme anunciado durante uma coletiva de imprensa nesta quarta-feira, dia 8, as provas do Exame Nacional do Ensino Médio, Enem, serão aplicadas nos dias 17 e 24 de janeiro de 2021.
Já a versão digital será realizada nos dias 31 de janeiro e 7 de fevereiro. A reaplicação do Enem ficou marcada para os dias 24 e 25 de fevereiro. O resultado das provas sairão até o dia 29 de março.
Estiveram presentes na coletiva o secretário-executivo do MEC, Antonio Paulo Vogel, e o presidente do Inep, Alexandre Lopes.
Também marcaram presença o secretário de Educação Superior do MEC, Wagner Vilas Boas de Souza, o secretário de Educação Profissional e Tecnológica do MEC, Ariosto Antunes Culau, e representantes do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed).
Datas do Enem 2020
Aplicação da versão tradicional do Enem: 17 e 24 de janeiro de 2021
Aplicação da versão digital do Enem: 31 de janeiro e 7 de fevereiro
Reaplicação do Enem: 24 e 25 de fevereiro
Resultado do exame: até 29 de março
Reaplicação do Enem: prova reaplicada em casos onde houve problemas na aplicação do exame, impedindo o estudante de concluir a avaliação. Nesta data também é feita a aplicação das provas em unidades prisionais.
Datas foram avaliadas a partir de enquete realizada com estudantes
O adiamento das datas de prova do Enem foi anunciado em maio, após pressão por parte dos estudantes, professores e alguns parlamentares favoráveis a alteração da data. Anteriormente, o exame seria realizado nos dias 1º e 8 de novembro em sua versão tradicional e nos dias 22 e 29 de novembro, virtualmente.
O primeiro passo para a escolha das novas datas do exame foi a realização de uma enquete com os inscritos no Enem. Foram oferecidas três opções de adiamento:
Adiamento em 30 dias: prova impressa em 6 e 13 de dezembro e digital em 10 e 17 de janeiro;
Adiamento em 60 dias: prova impressa em 10 e 17 de janeiro e digital em 24 e 31 de janeiro;
Adiamento em 90 dias: prova impressa em 2 e 9 de maio e digital em 16 e 23 de maio.
A mais votada foi a alternativa que colocava as provas para a data mais distante. Ou seja, prova impressa nos dias 2 e 9 de maio; e prova digital, nos dias 16 e 23 do mesmo mês.
Ainda de acordo com as informações anunciadas pelo Inep no último dia 1º, 80% dos participantes optaram pelo adiamento das provas para o ano de 2021. O intuito da enquete era, justamente, avaliar as preferências dos estudantes.
No entanto, esse não era o único parâmetro para definição da data. De acordo com Alexandre Lopes, presidente do Inep, apesar do resultado da enquete ter indicado a preferência por maio, mais de 50% dos participantes votaram para que a prova acontecesse entre dezembro e janeiro.
Além disso, existe toda uma reação em cadeia com o adiamento do Enem. A alteração da data da prova interfere, por exemplo, nas datas do Sisu, Prouni e Fies. De modo que realizar o Enem somente em maio poderia acarretar na perda de todo o primeiro semestre de 2021.
“Se deixássemos para maio, os ingressos por meio desses sistemas seriam possíveis só no segundo semestre”, destacou o presidente.
MEC avalia um terceiro Sisu em 2021
Inclusive, o secretário-executivo do MEC, Antonio Paulo Vogel, disse que está am aberto a possibilidade de ser aberta uma terceira data de inscrição no Sisu em 2021. Normalmente, são realizados dois Sisu’s todos os anos.
“Pode acontecer um terceiro Sisu no ano que vem, se for da necessidade das entidades de Ensino Superior, tendo em vista a excepcionalidade da pandemia. Mas, isso ainda não está definido.”
Outo ponto abordado na coletiva, foram as medidas de segurança que deverão ser adotadas para garantir a segurança sanitária de estudantes e de toda a equipe que trabalha na aplicação do exame. Para isso, já foi feito um pedido de suplementação orçamentária ao Ministério da Economia.
De acordo com os representantes do MEC e do Inep, as despesas destinadas às medidas de prevenção devem encarecer os custos de aplicação do exame em mais R$70 milhões. Dentre as estratégias a serem adotadas, está previsto:
Uso de máscaras e álcool em gel;
Redistribuição de candidatos nas unidades de aplicação do exame;
Revisão dos procedimentos de capacitação dos aplicadores; e
Revisão dos procedimentos de identificação dos alunos.
Aplicação das provas levará em consideração segurança sanitária
dos envolvidos (Foto: Divulgação)
Conteúdo das provas do Enem 2020 não serão alterados pela pandemia
A pandemia não afetará o conteúdo a ser exigido na avaliação. Segundo Vogel, será mantida a matriz de prova utilizada para a elaboração das questões que irão integrar a avaliação, formulada antes da pandemia.
Em relação aos possíveis prejuízos para estudantes que não tiveram condições de manter os estudos durante a quarentena, Vogel reconheceu que a decisão “não é perfeita para todos e foi tomada de maneira técnica”.
De acordo com a presidente do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), Cecília Motta, a expectativa é que a maioria dos estudantes possam voltar às aulas em setembro, onde serão iniciados quatro meses de preparação intensiva até a prova.
Uma das estratégias, a ser alinhada com as secretarias estaduais, é elaborar uma avaliação diagnóstica para avaliar os mais prejudicados. Esses passarão por uma política de recuperação.
Aplicação de exame digital é estratégico
Questionado sobre a segurança da aplicação do exame digital, Vogel explicou que neste momento a prova está alinhada à estratégia para o Enem a longo prazo. Segundo ele, desde o anúncio dessa nova modalidade de prova estão sendo trabalhados modelos de aplicação.
Foram feitos estudos comparativos e testes com mais de 10 mil alunos. “Estamos tranquilos com a aplicação [do Enem Digital]”, disse.
A ideia é que a cada ano seja feita a ampliação gradual desse modelo, até que em 2026 não seja mais necessária a realização do exame presencialmente, com prova impressa. Inclusive, em 2021 um novo método também poderá ser testado: o Enem Seriado.
A ideia é que a cada ano do ensino médio o estudante faça uma prova. No fim dos três anos esse aluno receberá uma nota, que poderá garantir a ele uma vaga em uma universidade. A previsão é de que esse modelo também seja aplicado de forma digital.
Por fim, os representantes reforçaram que os procedimentos internos para a aplicação do Enem 2020 estão sendo realizados normalmente. Em breve, novas informações devem ser divulgadas, como a data de liberação do cartão de confirmação das inscrições.
Em junho, o ministro da Economia, Paulo Guedes, anunciou um novo programa de transferência de renda, batizado de Renda Brasil. A proposta já estava em discussão desde o ano passado, mas ganhou força, voltando a ser debatido nas últimas semanas.
De acordo com o ministro, haverá a unificação de vários programas sociais para a criação do Renda Brasil. A princípio, o novo programa de renda mínima permanente será uma nova versão do Bolsa Família e deverá ser lançado para substituir o auxílio emergencial de R$600.
Segundo notícia publicada pelo Jornal O Globo, o Renda Brasil abrangeria 57,3 milhões de pessoas, que receberiam, em média R$232. Atualmente, o Bolsa Família atende a 41 milhões de pessoas, que recebem, em média, R$190, gerando um custo de pouco mais de R$30 bilhões.
A FOLHA DIRIGIDA entrou em contato com o Ministério da Economia a fim de esclarecer o andamento do Renda Brasil e quais mudanças serão promovidas na sua implementação. No entanto, fomos informados que o órgão não se manifesta sobre ações não concluídas.
Apesar de os detalhes do Renda Brasil ainda estarem sendo definidos, algumas informações sobre o novo programa já foram divulgadas. Confira!
O Renda Brasil atenderá mais pessoas que o Bolsa Família, mas nem todos que recebem o auxílio emergencial atualmente terão direito ao novo benefício;
De acordo com matéria publicada no O Globo, um dos textos em discussão menciona uma média de R$232, acima dos R$190 do Bolsa Família.
Umas das propostas prevê um orçamento de R$57,1 bilhões, quase o dobro do disponibilizado para o Bolsa Família.
O abono salarial, considerado ineficiente por atingir também integrantes de famílias ricas deve ser revisto. Atualmente, o abono custa cerca de R$20 bilhões por ano.
Renda Brasil deve substituir Bolsa Família após o fim do auxílio emergencial
(Foto: Pixabay
Rodrigo Maia fala sobre o Renda Brasil
Em entrevista à Globo News, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM RJ), disse que o Renda Brasil “é mais do mesmo”. Segundo o parlamentar, um novo programa social deve ir além da transferência de renda.
“Acho que o Renda Brasil é mais do mesmo. É unificar o que já existe de programa, ampliar o valor médio de R$180 para R$230, R$250, e manter isso como um programa de transferência de renda. Precisamos ir além do programa de transferência de renda.”
Maia afirma ser preciso que o novo programa tenha mecanismos para garantir a mobilidade social. “Precisamos somar isso a uma variável em que a gente estimule a mobilidade social das famílias. Não é apenas colocando o filho na escola”, ressaltou.
MP 936, que reduz jornada e salário, é sancionada por Bolsonaro
O presidente Jair Bolsonaro sancionou com vetos na última segunda-feira, 6, a Medida Provisória 936, que institui o Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda.
Dentre as medidas adotadas pelo Programa estão o pagamento do Benefício Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda (BEm); a redução proporcional de jornada de trabalho e de salário; e a suspensão temporária do contrato de trabalho.
O pagamento do benefício será feito no prazo de 30 dias, desde que o empregador informe, no prazo de dez dias, qual foi o acordo firmado entre ele e o empregado.
O benefício, pago pelo governo, terá como base de cálculo o valor mensal do seguro-desemprego que o empregado teria direito.Ou seja, para o trabalhador que tiver jornada e salário reduzidos em 50%, o benefício será de 50% do valor do seguro desemprego a qual teria direito, caso fosse dispensado. O valor pode chegar até a R$1.813,03 por mês.
A versão original, a MP 936 previa a suspensão do contrato de trabalho por até 60 dias, enquanto a redução salarial não poderia ser superior a 90 dias. No entanto, a Câmara dos Deputados aprovou e o Senado manteve a alteração que permite a prorrogação desses prazos, por um decreto presencial, enquanto durar o estado de calamidade.
Com a sanção do presidente Jair Bolsonaro, a MP 936 prevê ainda que a suspensão salarial poderá ser aplicada por meio de acordo individual com empregados que têm curso superior e recebem até três salários mínimos, o equivalente a R$3.135, ou ais de dois tetos do Instituto Nacional do Seguro Social (salários acima de R$12.202,12).
Já os trabalhadores que recebem remuneração entre R$3.135 e R$12.202,12, só poderão ter os salários reduzidos mediante acordo coletivo.
Como pequenas e médias empresas podem se reinventar depois da crise provocada pela pandemia do novo Coronavírus? Essa é a principal questão que permeia o primeiro hackathon realizado pelo Santander Brasil.
Hackathon: evento que reúne desenvolvedores, designers, empreendedores, entre outros profissionais para trabalharem em possíveis soluções para determinado desafio proposto.
No desafio proposto pelo Santander, os participantes deverão fazer o uso de dados e analytics aplicados a um contexto de inovação e novos negócios. A maratona vai durar 48 horas e será realizada entre os dias 1º e 2 de agosto.
O primeiro Hackathon de Dados realizado pelo Santander Brasil foi voltado para funcionários e ocorreu em 2019.
“Os aprendizados daquela primeira edição nos encorajaram a organizar uma versão externa que também vai contar com a parceria de outras empresas na premiação, palestras e monitoria. É mais um movimento do Banco para dar suporte e oferecer soluções não somente aos nossos clientes, mas para todos aqueles que precisarem de apoio nesse momento”, disse Eduardo Sasaki, superintendente executivo de Dados e CRM do Santander Brasil.
Inscritos participarão de 48 horas de desafio (Foto: Pixabay)
Participantes do Hackathon terão acesso à mentoria durante todo processo
O novo formato, 100% on-line, permitirá a participação de pessoas de todo o Brasil. Os interessados poderão se inscrever até 24 de julho, no site Hackathon Data challenge.
Na semana seguinte ao encerramento das inscrições, os participantes terão acesso a uma plataforma exclusiva para que se conheçam e comecem a montar os times. O Santander recomenda que as equipes tenham entre quatro e cinco integrantes com perfis multidisciplinares.
Ou seja, o ideal é que a equipe seja composta por pessoas com diferentes habilidades. Entre as especialidades sugeridas, estão cientistas e engenheiros de dados, desenvolvedores, designers, engenheiros de machine learning e aqueles com formação chamada funcional, como Marketing, Administração ou Economia.
A abertura do evento acontecerá no dia 31 de julho, com uma live direcionada para os inscritos. A transmissão também será disponibilizada para todos os interessados no tema.
Durante o Hackathon, os participantes terão apoio de mentores, que conta com nomes como Ana Adobatti, da Social Good Brasil. Além disso, os funcionários vencedores da edição anterior também deverão atuar como mentores este ano.
O produto final apresentado pelos grupos será um modelo de machine learning. Os melhores projetos serão premiados com bolsas de estudos, cursos de idiomas e aparelhos eletrônicos.
Os dados usados no hackathon serão todos públicos (informações de governos, transporte, comércio, saúde etc). Desse modo, a expectativa é que as soluções apresentadas possam ser implantadas posteriormente por qualquer empresa.
Startups já podem se inscrever no programa de aceleração do InovAtiva Brasil
O InovAtiva Brasil, programa gratuito para aceleração de negócios inovadores, está com inscrições abertas para o segundo ciclo do ano. As inscrições ficam abertas até o dia 3 de agosto, no site Inovativa Brasil.
Podem concorrer soluções brasileiras inovadoras, de qualquer segmento. Serão selecionadas até 160 startups para uma aceleração de quatro meses. Ao longo do programa, os participantes contarão com mentorias, treinamentos, conexões e capacitações online que os ajudarão a crescer e impactar cada vez mais a sociedade.
O tema escolhido para representar o Ciclo 2020.2 do programa foi: “Além do Vale do Silício: um Brasil que respira inovação”. A escolha está atrelada ao desenvolvimento das startups brasileiras ao longo dos anos.
O Brasil já conta com cerca de 600 cidades e mais de 12 mil startups, segundo dados da Associação Brasileira de Startups (Abstartups). O país abriga uma grande diversidade natural e cultural, representada pelas suas 75 comunidades com nomes que remetem a traços característicos das regiões onde estão situadas.
Entre eles: Sururu Valley, de Alagoas; Aquiri Valley, do Acre; Rapadura Valley, do Ceará; Açaí Valley, do Pará; Pequi Valley, de Goiás; Vale do Pinhão, do Paraná; Moqueca Valley, do Espírito Santo; entre outros.
Empreendedores apresentarão seus projetos a uma banca de investidores
Ao final, os empreendedores vão se apresentar a uma banca de investidores, aceleradoras, mentores e fundos de investimento. O objetivo é preparar startups em estágios de operação e tração para interagir com investidores e conquistar novos clientes.
O programa é realizado pela Secretaria Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e executado pela Fundação Centros de Referência em Tecnologias Inovadoras (CERTI). Desde 2013, mais de 1.1 mil startups foram aceleradas.
Segundo Gustavo Ene, secretário de Desenvolvimento da Indústria, Comércio, Serviços e Inovação da Secretaria Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia (SDIC/SEPEC/ME), o empreendedorismo brasileiro já começa a ganhar destaque mundial:
“Recentemente, o Brasil entrou na lista dos 20 principais países no ranking mundial de ecossistemas de startups realizado pela StartupBlink, subindo 17 posições. Essa evolução é o resultado do fomento ao empreendedorismo inovador brasileiro feito por programas como o InovAtiva Brasil, que em seus oito anos de atuação já impactou mais de 30 mil empreendedores e contribuiu com cerca de 200 rodadas de negócios.”
Este ano, evento final será realizado inteiramente on-line
Pela primeira vez, evento de encerramento do ciclo de aceleração, o InovAtiva Experience, será realizado de forma totalmente online. Durante o evento, as startups vão participar de atividades virtuais de capacitação e conexão. Além disso, as aceleradoras farão apresentações de suas soluções para bancas de investidores de todo o país.
Mesmo após o fim da aceleração, os empreendedores continuarão recebendo suporte do programa e de parceiros estratégicos, além de ter acesso a benefícios exclusivos.
“O ciclo de aceleração do InovAtiva Brasil já era realizado de forma majoritariamente online, permitindo que startups, de todo o Brasil, participassem sem a necessidade de deslocamento para as atividades”, explicou o diretor técnico do Sebrae, Bruno Quick.
Segundo Quick, o InovAtiva Brasil vem entregando cada vez mais para as startups que passam pelo programa de aceleração:
“Buscarmos a constante evolução das atividades realizadas durante o ciclo, estamos também realizando ações com as startups aceleradas, como o InovAtiva Conecta, que viabiliza a conexão das startups com players de mercado, como grandes empresas, investidores e potenciais clientes, como as micro e pequenas empresas já apoiadas pelo Sebrae.”