Categoria: SAÚDE GOV

  • Inscrições abertas para novos polos do curso de auriculoterapia

    Inscrições abertas para novos polos do curso de auriculoterapia

    O Ministério da Saúde, por meio do Departamento de Gestão do Cuidado Integral (DGCI) da Secretaria de Atenção Primária à Saúde (Saps), em convênio com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), anuncia a abertura das inscrições para novos polos do curso de auriculoterapia no primeiro semestre de 2025. 

    As inscrições ocorrem de forma regionalizada, até o dia 27 de março, conforme cronograma disponível no site oficial do curso.

    A formação é voltada para profissionais de saúde de nível superior que atuam na atenção primária à saúde (APS). O curso, que será no formato semipresencial, está dividido em 2 etapas: uma etapa a distância (EAD) com carga horária de 75 horas, constituído de cinco módulos sequenciais, e uma etapa presencial, com carga horária de 5 horas, realizada ao final do EAD. O objetivo é capacitar os participantes na utilização da auriculoterapia, uma prática integrativa e complementar reconhecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS), por meio da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS (PNPIC).   

    Aulas práticas presenciais 

    Para a edição de 2025, serão disponibilizados novos polos regionais, ampliando o acesso dos profissionais de saúde às aulas práticas presenciais. As datas de abertura de inscrições variam de acordo com cada polo e estão detalhadas no cronograma oficial. O curso é uma iniciativa do Núcleo Técnico de Gestão da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS (NTG-PNPIC) e busca fortalecer a incorporação da auriculoterapia na rede pública de saúde. 

    Para este primeiro semestre, os profissionais de saúde podem se inscrever nos polos de Vitória (ES), Balsas (MA), Caxias (MA), Imperatriz (MA) e Teresina (PI). Já no polo de Florianópolis (SC), as inscrições seguem até o próximo dia 12. 

    Para o 2º semestre de 2025 estão previstas ofertas nos polos de Aracaju (SE), Belo Horizonte (MG), Boa Vista (RR), Cuiabá (MT), Fortaleza (CE), Juazeiro (CE), Juiz de Fora (MG), Manaus (AM), Montes Claros (MG), Piracicaba (SP), Quixadá (CE), Ribeirão Preto (SP), Rio Branco (AC), Sobral (CE) e Uberlândia (MG). 

    Sobre a auriculoterapia

    A auriculoterapia é uma técnica terapêutica que promove a regulação psíquico-orgânica do indivíduo por meio de estímulos em pontos específicos no pavilhão auricular (geralmente por meio do uso de sementes vegetais esféricas aderidas à pele) – em que todo o organismo se encontra representado nesse microssistema auricular. A acupuntura auricular/auriculoterapia tem origem nas escolas chinesa e francesa, sendo a brasileira constituída a partir da fusão dessas duas.  

    Reconhecida como uma Prática Integrativa e Complementar em Saúde (Pics), a técnica auxilia no manejo da dor, estresse, ansiedade, entre outros benefícios, contribuindo para uma atenção à saúde mais humanizada e integral. 

    Inscrições

    Os interessados podem se inscrever no site oficial do curso. As inscrições são gratuitas, e o prazo varia conforme a região do polo desejado

    Camila Rocha
    Ministério da Saúde

  • Caravana da Saúde visita 28 municípios de 17 estados para reforçar vigilância contra a dengue

    Caravana da Saúde visita 28 municípios de 17 estados para reforçar vigilância contra a dengue

    O Ministério da Saúde conclui a semana com um saldo acumulado de 28 municípios de 17 estados percorridos pela caravana técnica que fortalece as ações de controle das arboviroses, como dengue, Zika, chikungunya e febre amarela. A iniciativa, conduzida pelo Centro de Operações de Emergência em Saúde para Dengue e outras Arboviroses (COE-Dengue), visa reforçar a vigilância epidemiológica, melhorar a assistência à população e reorganizar os serviços de saúde. 

    Entre os primeiros estados visitados estão Acre, Amapá, Amazonas, Espírito Santo, Paraná, Roraima, Rio de Janeiro e São Paulo. 

    Esta semana, técnicos do ministério visitam o Pará, com ações concentradas na capital Belém e no município de Breves, na Ilha de Marajó. O foco das atividades na região inclui o reforço da vigilância, prevenção e resposta à febre amarela.  

    Balanço no Pará 

    Em relação à febre amarela, o estado do Pará registra até o momento: 

    • 5 óbitos confirmados.
    • 37 casos notificados, sendo:

    15 confirmados;
    7 em investigação;
    9 descartados;
    6 suspeitos. 

    Municípios visitados 

    Ao todo, a Caravana da Saúde já passou pelos seguintes municípios: Bagé (RS), Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Breves (PA), Campinas (SP), Campo Grande (MS), Contagem (MG), Cruzeiro do Sul (AC), Cuiabá (MT), Curitiba (PR), Feijó (AC), Fortaleza (CE), Foz do Iguaçu (PR), Joinville (SC), Macapá (AP), Manaus (AM), Pelotas (RS), Porto Alegre (RS), Porto Velho (RO), Recife (PE), Ribeirão Preto (SP), Rio Branco (AC), Rio de Janeiro (RJ), Rio Grande (RS), Salvador (BA), São José do Rio Preto (SP), Tarauacá (AC) e Vitória (ES). 

    Ações de prevenção e mobilização social 

    Além do suporte técnico, os estados visitados recebem orientações para implementar campanhas de educação em saúde e mobilização social, focando na eliminação de criadouros do mosquito transmissor. 

    Números da dengue no Brasil

    Nas nove primeiras semanas epidemiológicas de 2025 (período de 29/12/2024 a 01/03/2025), foram contabilizados 493 mil casos de dengue e 217 óbitos. O número de casos é 69,2 % menor que o do mesmo período do ano passado quando foram totalizados 1,6 milhão de ocorrências, além de 1.356 óbitos. 

    Plano de Ação e inovações tecnológicas 

    O Plano de Ação para Redução da Dengue e outras Arboviroses 2024/2025 incorpora novas tecnologias para o controle do vetor, incluindo: 

    • Expansão do método Wolbachia de 3 para 40 cidades;
    • Implantação de insetos estéreis em aldeias indígenas;
    • Uso de borrifação residual intradomiciliar em áreas de grande circulação;
    • Instalação de 150 mil Estações Disseminadoras de Larvicidas (EDLs) na primeira fase do projeto;
    • Aplicação do Bacillus Thuringiensis Israelensis (BTI) para controle do mosquito 

    Plano de Contingência Nacional 

    Outra iniciativa fundamental do Ministério da Saúde é o Plano de Contingência Nacional para Dengue, Chikungunya e Zika, atualizado em 2024. O documento estabelece diretrizes para prevenção, controle e assistência em saúde durante surtos e epidemias, reforçando a importância de uma resposta organizada e eficiente. A estratégia inclui a integração entre as diferentes esferas de governo e a participação ativa da população. 

    Com as ações, o Ministério da Saúde busca reduzir os impactos da dengue e de outras doenças, além de garantir atendimento adequado à população nos municípios mais afetados. 

    Acesse a página do Centro de Operações de Emergência em Saúde para Dengue e outras Arboviroses  (COE Dengue) 

    Edjalma Borges
    Ministério da Saúde 

  • Brasil atinge menor número de casos e mortes por covid-19 desde 2020

    Brasil atinge menor número de casos e mortes por covid-19 desde 2020

    Cinco anos após o primeiro caso de covid-19 no Brasil, o país apresenta os menores números de casos e óbitos. Em 2024, as secretarias estaduais de saúde notificaram 862.680 casos, uma redução de 54,1% em comparação com 2023, quando foram notificados 1.879.583 casos; e de 93,8% em comparação com 2022 (14.043.760 casos notificados). 

    Os óbitos tiveram redução de 59,6% em 2024 na comparação com 2023 e de 92% em relação aos dados de 2022. As secretarias notificaram 5.959 óbitos em 2024, 14.785 óbitos em 2023 e 74.797 óbitos em 2022. 

    Quanto ao cenário em 2025, a doença segue com valores relativamente baixos em comparação ao seu histórico. Até o dia 25 de fevereiro, as secretarias reportaram ao Ministério da Saúde 130.507 casos e 664 óbitos por covid-19. No mesmo período de 2024, esses números eram de 310.874 casos e 1.536 óbitos. É importante destacar que os dados de 2025 ainda são preliminares e estão sujeitos à atualização. 

    Os casos e óbitos por covid-19 são atualizados semanalmente pelo ministério no informe Vigilância das Síndromes Gripais, que apresenta uma análise das notificações reportadas pelas secretarias de Saúde, da vigilância laboratorial, da vigilância de SRAG e da vigilância sentinela de síndrome gripal. Os dados referentes às notificações reportadas pelas secretarias podem ser consultados no painel Coronavírus

    Apesar dos avanços nos últimos anos, a secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA), Ethel Maciel, reforça que as medidas de prevenção continuam extremamente relevantes no momento atual, considerando que o SARS-CoV-2, especialmente em conjunto com outras condições ou fatores de risco, pode levar ao agravamento da doença. 

    “Embora os números estejam diminuindo ao longo dos anos, a doença continua causando a perda de vidas na população brasileira, além de consequências graves como a síndrome inflamatória multissistêmica pediátrica. Por isso, é importante que as pessoas continuem atentas aos cuidados necessários para prevenir casos graves e óbitos pela covid-19”, destaca Ethel. 

    Cuidados 

    Para a prevenção e controle da doença, a pasta ressalta a importância de ações como: 

    • Vacinação;
    • Testagem;
    • Isolamento dos casos confirmados;
    • Medidas não farmacológicas, como uso de máscaras, etiqueta respiratória, higienização das mãos com álcool 70% ou água e sabão;
    • Ventilação, limpeza e desinfecção adequada de ambientes;
    • Protocolos de manejo clínico dos casos suspeitos. 

    Essas informações podem ser encontradas no guia de vigilância integrada da covid-19, influenza e outros vírus respiratórios de importância em saúde pública, publicado em 2024. Os esquemas vacinais para cada público estão detalhados nesta página

    Ações 

    Para seguir reduzindo os dados de casos e óbitos por covid-19, diversas ações vêm sendo promovidas pelo Ministério da Saúde. Ano passado, a pasta criou uma coordenação específica para monitorar a doença, a Coordenação-Geral de Vigilância da Covid-19, Influenza e Outros Vírus Respiratórios (CGCOVID). Houve a incorporação das ações de vigilância, prevenção e controle da covid-19 em todas as suas estratégias de atuação: epidemiológica, laboratorial (diagnóstico rápido e molecular), vigilância genômica, imunização, tratamento antiviral específico e comunicação. 

    Em novembro de 2024, a pasta concluiu a compra de 69 milhões de doses, suficiente para abastecer o Sistema Único de Saúde (SUS) por até dois anos, gerando economia superior a R$ 1 bilhão. Para garantir eficiência, o ministério adotou inovações, como entrega parcelada pelo laboratório e a possibilidade de substituição por versões mais recentes aprovadas pela Anvisa. 

    Em dezembro de 2024, o Ministério da Saúde atualizou a estratégia de vacinação contra a covid-19. Com o informe técnico, a pasta incluiu as doses no Calendário Nacional de Vacinação para gestantes e idosos (60 anos ou mais). Gestantes devem ser imunizadas com uma dose por gestação, e os idosos receberão uma dose a cada seis meses. Em janeiro de 2024, teve início a inclusão da vacina para crianças de 6 meses e menores de 5 anos no Calendário Nacional de Vacinação

    O ministério continua a distribuir kits para testagem rápida para todo o Brasil conforme o Plano Nacional de Expansão da Testagem para Covid-19 – PNE-Teste . De janeiro de 2024 até março de 2025 foram distribuídos cerca de 17 milhões de testes rápidos para o diagnóstico de SARS-CoV-2. 

    Para orientar o sistema de saúde, foi lançado, em dezembro de 2024, o Guia de Vigilância Integrada da Covid-19, Influenza e Outros Vírus Respiratórios que traz as recomendações vigentes relacionadas ao tema. O documento facilita o acesso da população, de profissionais e gestores de saúde às orientações detalhadas sobre prevenção, diagnóstico, tratamento e vigilância laboratorial, entre outras recomendações. 

    Diretrizes para o enfrentamento da covid-19, influenza e outros vírus respiratórios de importância em saúde pública também foram pactuadas na reunião da Comissão Intergestores Tripartite (CIT) realizada no último dia 27. O documento, elaborado com base nas lições aprendidas ao longo da pandemia, elenca as ações e as respectivas áreas responsáveis no ministério para que o Brasil possa enfrentar de maneira adequada essas doenças, para reduzir hospitalizações, óbitos e a sobrecarga dos serviços de saúde. 

    Ministério da Saúde

  • Conheça os avanços do SUS para garantir assistência de qualidade à saúde da mulher

    Conheça os avanços do SUS para garantir assistência de qualidade à saúde da mulher

    As mulheres representam a maioria da sociedade brasileira e somam mais de 104 milhões de pessoas, o equivalente a 51% da população do país. No Sistema Único de Saúde, 75% da força de trabalho é composta por mulheres, segundo dados do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES). Neste 8 de março, Dia Internacional da Mulher, o Ministério da Saúde relembra importantes conquistas que asseguram o fortalecimento da rede pública de saúde, a redução das desigualdades, a garantia de uma assistência de qualidade e com equidade, e a promoção da saúde em todo o ciclo da vida, em especial, para a mulher brasileira.

    Entre as estratégias voltadas à população feminina, está a Rede Alyne, voltada à garantia de um cuidado integral à gestante para reduzir a mortalidade materna e de bebês. O novo programa do Governo Federal, que reestruturou a antiga Rede Cegonha na rede pública de saúde, tem como meta reduzir a mortalidade materna em 25% e as mortes das mulheres pretas em 50% até 2027. O novo modelo homenageia Alyne Pimentel, que morreu grávida de seis meses por desassistência no município de Belford Roxo (RJ) em 2002. O Brasil é o primeiro caso no mundo de uma condenação em corte internacional por morte materna evitável, reconhecida como violação de direitos humanos das mulheres a uma maternidade segura.

    Entre as inovações da Rede Alyne, está a necessidade de um plano integrado entre a maternidade e a Saúde da Família – com qualificação das equipes de Saúde da Família, na principal porta de entrada do SUS – e, de forma inédita, a ampliação do Complexo Regulatório do SUS com equipe especializada em obstetrícia. Dessa forma, o Ministério da Saúde integrou a rede de saúde para acabar com a peregrinação da gestante, como aconteceu com Alyne, garantindo vagas para atendimento, com prioridade para a mulher que precisa de suporte no deslocamento para a maternidade.

    Ainda nesse contexto, a pré-eclâmpsia é uma das principais causas de mortalidade materna no Brasil, podendo levar a complicações graves, como parto prematuro e óbito materno e neonatal. Para reduzir esse risco, o Ministério da Saúde estabeleceu a suplementação universal de cálcio para gestantes na atenção primária à saúde. A medida, baseada em recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), integra a Rede Alyne, principal estratégia do SUS para fortalecer o pré-natal e reduzir as desigualdades no cuidado materno e infantil.

    Para reduzir a pobreza menstrual

    Em seu primeiro ano de execução, o Programa Dignidade Menstrual beneficiou 2,1 milhões de pessoas em situação de vulnerabilidade em todo o Brasil por meio do Farmácia Popular. A iniciativa, que visa garantir acesso a itens básicos de higiene menstrual, distribuiu 240,3 milhões de absorventes e contou com um investimento de R$ 119,7 milhões do Governo Federal. Além de garantir acesso a produtos essenciais, o programa reafirma o compromisso do Ministério da Saúde com a saúde menstrual, dignidade e cidadania, atendendo às necessidades de milhões de brasileiras em situação de vulnerabilidade e de baixa renda.

    Para retirar os absorventes, é essencial apresentar a autorização emitida no aplicativo “Meu SUS Digital”, válida por 180 dias. Além disso, é necessário levar um documento de identidade com foto e o CPF. Para menores de 16 anos a retirada deve ser feita por um de seus responsáveis. Os absorventes podem ser retirados em qualquer farmácia credenciada no Programa Farmácia Popular do Brasil. Cada pessoa tem direito a 40 unidades para dois ciclos menstruais, renováveis a cada 56 dias.

    Ainda por meio do Farmácia Popular, a saúde da mulher foi priorizada com a expansão do acesso aos medicamentos indicados para o tratamento de osteoporose e contraceptivos. São produtos que eram oferecidos pelo programa com preços mais baixos (50% de desconto), mas desde 2023 integram o rol de gratuidade. Mais de 5 milhões de mulheres que antes pagavam a metade do valor foram beneficiadas com a retirada dos produtos de graça. Hoje, em mais uma iniciativa histórica do Governo Federal, todos os 41 medicamentos são totalmente gratuitos para todos os brasileiros.

    Privacidade no SUS para mulheres vítimas da violência

    Em 2023, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a lei que prevê salas exclusivas de atendimento no SUS para garantir o acolhimento às vítimas logo após a agressão, assegurando atendimento adequado, com privacidade e proteção à sua integridade física. São as salas lilás. A lei também garante atendimento específico e especializado, como acompanhamento psicológico e outros serviços.

    Vários hospitais do SUS já dispõem deste serviço – como o Hospital Materno Infantil de Brasília (HMIB), o Centro de Referência Sony Santos, em Recife, e o Hospital Universitário Júlio Muller, em Cuiabá – mas a lei agora obriga a instalação em todos os equipamentos da Rede, seja próprio do SUS ou conveniados.

    Somente por meio do Novo PAC, na primeira etapa de seleções, o Ministério da Saúde prevê construir salas lilás em 1,8 mil Unidades Básicas de Saúde, 55 policlínicas, 36 maternidades e 30 Centros de Parto Normal.

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    Foto: Divulgação/MS

    Equidade de gênero, raça, etnia e valorização das trabalhadoras no SUS

    Ainda no enfrentamento às desigualdades de gênero e raça, o Ministério da Saúde instituiu, em 2023, o Programa Nacional de Equidade de Gênero, Raça e Valorização das Trabalhadoras do Sistema Único de Saúde. As mulheres representam a maioria da força de trabalho nos setores da saúde. Somente na rede pública, são mais de 2 milhões mulheres, o que representa 75% da força de trabalho no SUS. Para 2025, serão ofertados cursos de aprimoramento e especialização no modelo de educação à distância com duas mil vagas. Além disso, serão ofertados outros cursos focados na ampliação e qualificação do atendimento no SUS para as mulheres.

    Nesse sentido, o Ministério da Saúde, em parceria com o Hospital Alemão Oswaldo Cruz (HAOC), tem promovido uma série de ações para a implementação de Comitês de Equidade no âmbito do Trabalho e da Educação no SUS no Brasil. Inédita no país, a iniciativa tem como objetivo criar uma rede nacional para combater as diferentes formas de violência e preconceito no mundo do trabalho.

    Atualmente, há Comitês de Equidade em sete estados brasileiros: quatro no Nordeste (Alagoas, Bahia, Sergipe e Paraíba); dois no Norte (Rondônia e Amazonas); e um no Sudeste (Minas Gerais). A expectativa é de que estejam presentes em todos os estados e no Distrito Federal, tendo como premissa a educação permanente em saúde e o cuidado das trabalhadoras(es) no SUS. A ação estratégica integra o Programa Nacional de Equidade e é realizada por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde, o Proadi-SUS.

    Pesquisadoras lideram estudos financiados pelo Ministério da Saúde

    Neste 8 de março, o Ministério da Saúde também reforça o lançamento do “Caderno Temático 6ª Edição do PPSUS – Saúde da Mulher e da Criança”. A publicação apresenta os resultados das pesquisas realizadas em 21 estados sobre a saúde da mulher e da criança, reforçando a importância da participação feminina na produção científica. Dos 103 estudos financiados, 74 foram liderados por pesquisadoras, totalizando um investimento de R$ 6,8 milhões – o que representa 71,84% do total de recursos aplicados.

    O material tem como objetivo compartilhar informações importantes sobre o tema para ajudar na tomada de decisões por parte de gestores de saúde e responsáveis por políticas públicas. Além disso, busca aproximar a sociedade do meio científico e mostrar os resultados das ações apoiadas pelo PPSUS. As pesquisas apresentadas abordam questões relacionadas à Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher (PNAISM), como Saúde Sexual e Reprodutiva, Saúde na Gestação, Saúde no Parto e no Puerpério, Saúde da Criança, Violência Contra Mulheres e Morbimortalidade.

    Movimentos sociais dedicados às lutas das mulheres

    Lançado em 2024, o Mapa Colaborativo dos Movimentos Sociais em Saúde é uma iniciativa do Ministério da Saúde, em parceria com o Conselho Nacional de Saúde (CNS) e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). A plataforma já conta com mais de 270 histórias redigidas e produzidas pelos próprios movimentos. Outras 200 novas páginas que realizaram o pré-cadastro já estão lançadas como histórias em construção. Neste Dia da Mulher, o MapaMovSaúde convida os movimentos sociais dedicados às lutas das mulheres a contarem suas próprias histórias na plataforma e, por meio diferentes produtos de comunicação e engajamento nas redes sociais, ampliar a visibilidade de demandas e conquistas.

    Mais de 10 movimentos integrantes na plataforma são dedicados às lutas das mulheres, como o A.M.I.G.A.S. – Associação de Mulheres de Itaguaí Guerreiras e Articuladoras Sociais, de Itaguaí (RJ), Mulheres Unidas do Caratoíra, de Vitória (ES); Mães da Terra, de Macapá (AM), Grupo de Mulheres Negras Mãe Andresa, de São Luís (MA), entre outras. Essas e outras associações serão convidadas a contribuírem com essa rede de mobilização e comunicação, trazendo as suas próprias histórias e iniciativas comunitárias.

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    Foto: Divulgação/MS

    Inovação no combate ao câncer

    No Brasil, o câncer de mama é o tipo mais incidente e a primeira causa de morte por câncer em mulheres em todas as regiões do País. Para ampliar a assistência, melhorar a qualidade de vida das pacientes e reduzir a mortalidade, o Ministério da Saúde lançou o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) para câncer de mama, o primeiro em câncer no Brasil. A estratégia foi um marco no cuidado oncológico por meio do SUS e incluiu cinco procedimentos a serem disponibilizados nos centros especializados do país.

    Com o novo PCDT, o tratamento do câncer de mama passou a ter parâmetros de padronização acessíveis a todas as pessoas que necessitam. É garantia de um diagnóstico oportuno, uniformidade e eficiência no tratamento, acesso igualitário a novos medicamentos e profissionais qualificados para atendimento. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), entre 2023 e 2025, foram registrados 73,6 mil casos de câncer de mama, representando 30,1% dos cânceres em mulheres.

    Outro importante avanço na modernização dos tratamentos oncológicos foi a inclusão da videolaparoscopia na lista de procedimentos disponíveis no SUS. A tecnologia, que já é amplamente utilizada na medicina, agora está ao alcance de milhares de pacientes em todo o Brasil, oferecendo benefícios significativos no tratamento do câncer. A medida reforça o compromisso do governo federal em oferecer tratamentos modernos e eficientes à população.

    Reforço na estratégia de vacinação contra o HPV

    O câncer de colo de útero é o terceiro tipo de neoplasia mais incidente entre mulheres no Brasil e a quarta principal causa de morte feminina por câncer. Segundo o INCA, cerca de 17 mil novos casos são diagnosticados anualmente.

    Nos últimos dois anos, o Ministério da Saúde ampliou as estratégias para aumentar a cobertura vacinal contra o HPV. Entre 2022 e 2023, o número de doses aplicadas cresceu mais de 42%. Além disso, foram incorporadas novas alternativas para testagem molecular e rastreamento do câncer de colo de útero. A meta da pasta é eliminar o câncer de colo de útero como problema de saúde pública até 2030.

    Recentemente, a pasta anunciou mais uma estratégia para vacinar 3 milhões de adolescentes de 15 a 19 anos que ainda não foram imunizados contra o HPV. A ação visa corrigir o acúmulo de não vacinados desde 2014, quando a vacina foi introduzida no Brasil, e proteger uma faixa etária altamente vulnerável a doenças relacionadas ao HPV, como o câncer de colo do útero. A meta é imunizar ao menos 90% do público-alvo.

    O Ministério da Saúde ampliou, ainda, o acesso a alternativas eficazes com a incorporação da testagem molecular para detecção do vírus HPV e para rastreamento do câncer do colo do útero. Recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS), a testagem é considerada o padrão ouro para detecção do câncer de colo de útero e integra as estratégias para eliminação do câncer do câncer de colo de útero como problema de saúde pública até 2030. Enquanto a forma atual de rastreio, por meio do exame Papanicolau, deve ser realizada a cada três anos e, em caso de detecção de alguma lesão, de forma anual, a testagem é recomendada a cada cinco anos. Essa mudança traz permite melhor adesão e facilita o acesso ao exame.

    Ministério da Saúde