Categoria: SAÚDE GOV

  • Ministério da Saúde oficializa novo Hospital Universitário dos Servidores para garantir mais atendimentos para o SUS

    Ministério da Saúde oficializa novo Hospital Universitário dos Servidores para garantir mais atendimentos para o SUS

    O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, oficializou, nesta quinta-feira (18), o Novo Hospital Universitário dos Servidores do Estado, localizado no Rio de Janeiro (RJ). Para isso, assinou a fusão do Hospital Federal dos Servidores do Estado (HFSE) ao Hospital Universitário Gaffrée e Guinle, administrado pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). A iniciativa também prevê a descentralização da gestão e dos serviços de saúde para a Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio). Parte do Plano de Reestruturação dos Hospitais e Institutos Federais, a fusão ocorre no âmbito do programa Agora Tem Especialistas, que visa ampliar o acesso a consultas, exames e cirurgias, reduzindo o tempo de espera no SUS. O investimento previsto é de aproximadamente R$ 280 milhões. 

    “Hoje estamos encerrando um ciclo de muito esforço e sincronia entre as instituições e o Ministério da Saúde para a plena reestruturação dos Hospitais Federais do Rio de Janeiro. A nossa expectativa é que essas unidades voltem a ser uma grande referência nacional no cuidado, com ampliação de leitos, novos turnos para a realização de cirurgias e representem um grande ganho para o programa Agora Tem Especialistas”, disse o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em Brasília, durante a solenidade de assinatura do contrato de gestão, realizada no Ministério da Educação. 

    Na ocasião, Padilha afirmou ainda que a iniciativa “fortalece a formação dos profissionais de saúde, aumentando a produção no Hospital Universitário, com um campo de prática mais estruturado e tecnológico para os residentes de graduação”. A fusão prevê a concessão, de forma gratuita, do patrimônio do HFSE e a ocupação do prédio do hospital pela Ebserh. A unidade passará por adequações para receber todos os serviços de saúde dos dois hospitais, sem interrupção da assistência aos pacientes. 

    Juntos, eles poderão oferecer mais atendimentos especializados, ampliar o número de leitos, promover melhorias na estrutura física, com equipamentos mais modernos, além de garantir uma assistência mais ágil e qualificada à população. Com localização estratégica, o HFSE e o HUGG desempenham papel relevante no atendimento à saúde da população da cidade do Rio de Janeiro e de outras regiões próximas, oferecendo serviços especializados e formação acadêmica para profissionais de saúde. 

    Para o ministro da Educação, Camilo Santana, “o objetivo desse processo foi garantir que o hospital preste um bom serviço à população do Rio de Janeiro e continue sendo um hospital 100% SUS, passando a ser de pesquisa, de ensino e de formação na área da saúde”. Segundo ele, a perspectiva é que, no menor prazo possível, o novo hospital se torne uma referência para o país e para o estado. “Existe o desejo do presidente de que, até o ano que vem, nenhum estado do Brasil fique sem um hospital universitário. Roraima e Rondônia ainda não têm, mas já há trabalho em andamento”, finalizou. 

    Referência no atendimento de média e alta complexidade 

    O HFSE é referência no atendimento de média e alta complexidade, com a oferta de cirurgias de grande porte e de mais de 45 serviços especializados, como maternidade de alto risco, oncopediatria, neurocirurgia e atendimento a doenças infectocontagiosas. Atualmente, conta com 269 leitos ativos e mais de 2,4 mil servidores, entre efetivos e temporários. 

    A unificação dos serviços também propiciará um ambiente mais dinâmico para os estudantes e residentes, permitindo um intercâmbio de experiências e práticas clínicas de alta qualidade. A unidade possui um dos primeiros Programas de Residência Médica do país, com 37 programas credenciados pelo Ministério da Educação. A instituição nasce com 573 vagas credenciadas de residência médica e multiprofissional, com potencial de crescimento, consolidando-se como um dos maiores hospitais universitários do país. 

    Para o presidente da Ebserh, Arthur Chioro, o hospital terá papel relevante no programa Agora Tem Especialistas, uma prioridade do presidente Lula e do Ministério da Saúde para ampliar a oferta de serviços em áreas como pediatria, maternidade, oncologia, oftalmologia, transplantes e terapia renal substitutiva. “Além disso, fortalecerá o ensino, ao incorporar-se como cenário de prática para os estudantes de graduação da Unirio, não apenas da área da saúde, mas de diversos cursos, considerando o hospital como uma organização complexa”, declarou. 

    Plano de Reestruturação dos Hospitais Federais 

    Realizado pelo governo federal em parceria com a gestão municipal do Rio de Janeiro, o Plano de Reestruturação dos Hospitais Federais visa promover melhorias na infraestrutura, recompor a força de trabalho e ampliar o atendimento nas unidades após anos de precarização. Para isso, o Ministério da Saúde reavaliou os modelos de gestão, estabelecendo parcerias com instituições e órgãos públicos gestores do SUS. O processo foi construído com base em estudo técnico de viabilidade e na realização de audiências públicas, garantindo diálogo com profissionais de saúde, gestores e a sociedade civil. 

    A estratégia já resultou na reabertura de leitos e emergências, contratação de profissionais, reforma de espaços e aquisição de equipamentos para os hospitais de Bonsucesso, do Andaraí e Cardoso Fontes. Os investimentos já superam R$ 1 bilhão. Ainda como parte do Plano, o Hospital Federal da Lagoa está em processo de integração com o Instituto Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz). A reestruturação também garante todos os direitos dos servidores dessas unidades hospitalares. 

    Danielly Schulthais
    Ministério da Saúde

  • Brasil recebe certificação da OPAS/OMS e se consolida como o único país continental a eliminar a transmissão vertical do HIV

    Brasil recebe certificação da OPAS/OMS e se consolida como o único país continental a eliminar a transmissão vertical do HIV

    A Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) entregou, nesta quinta-feira (18), ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o certificado de eliminação da transmissão vertical do HIV como problema de saúde pública. O Brasil é o único país continental a alcançar esse marco, resultado do acesso gratuito e ampliado às terapias antirretrovirais e a estratégias modernas, seguras e eficazes de prevenção.

    “O sistema de saúde foi, muitas vezes, tão maltratado e tão mal reconhecido, mas acabou criando uma força entre a população e os especialistas como poucas vezes vimos. Hoje, o SUS é motivo de orgulho para o Brasil e para o mundo, porque somos o único país com mais de 100 milhões de habitantes a contar com um sistema de saúde que se fortalece a cada dia. Estamos, cada vez mais, alcançando o compromisso assumido pelos constituintes quando o sistema foi criado: garantir que o povo mais humilde, as pessoas mais pobres e mais necessitadas, tenham o mesmo tratamento de saúde que a pessoa mais rica da cidade”, declarou o presidente, Luiz Inácio Lula da Silva.

    Para o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, quatro décadas após o primeiro registro da aids no Brasil, o país alcança um marco histórico em sua trajetória. “O Brasil é o maior país do mundo a eliminar a transmissão vertical do HIV. Os avanços que celebramos refletem uma construção coletiva, nacional e global, que consolidou no país o acesso gratuito à terapia antirretroviral e às estratégias modernas de prevenção. Hoje, o SUS garante acompanhamento integral às pessoas vivendo com o vírus e amplia, de forma contínua, o acesso a esquemas terapêuticos mais simples, eficazes e seguros”, afirmou.

    Para alcançar a certificação, o Brasil manteve a taxa de transmissão vertical abaixo de 2% e a incidência da infecção em crianças abaixo de 0,5 caso por mil nascidos vivos, atendendo integralmente aos critérios estabelecidos pela OMS. Além disso, o país alcançou mais de 95% de cobertura em pré-natal, testagem para HIV e oferta de tratamento às gestantes que vivem com o vírus. Isso demonstra que o Brasil interrompeu, de forma sustentada, a infecção de bebês durante a gestação, o parto ou a amamentação.

    O processo para receber o certificado teve início com o envio, em junho de 2025, de um relatório técnico à OPAS/OMS pelo Ministério da Saúde, no qual o Brasil apresentou avanços sistemáticos na redução da transmissão vertical do HIV e no fortalecimento do componente materno-infantil da resposta à epidemia.

    Entre 2023 e 2024, o país registrou queda de 13% no número de óbitos por aids, com o total de mortes reduzido de mais de 10 mil para 9,1 mil, a menor taxa em mais de três décadas. A redução reflete o impacto direto da ampliação da testagem, do acesso precoce ao tratamento antirretroviral e das estratégias de prevenção combinada, que incluem ferramentas como PrEP, PEP, além da expansão do uso de exames rápidos e autotestes.

    Compromisso com a equidade e a vida

    A certificação, além de simbolizar um avanço sanitário, reforça os compromissos do Brasil com os direitos humanos, a equidade no acesso aos serviços de saúde e os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), especialmente no que se refere à saúde global e ao fim da epidemia de HIV e aids, em alinhamento com a Agenda 2030 das Nações Unidas.

    Essa é uma conquista coletiva. A sociedade civil, especialmente as pessoas que vivem com HIV e aids, constitui o alicerce dessa mobilização que, somada ao empenho dos governos nas três esferas, dos trabalhadores da saúde, da ciência e das instituições envolvidas com a pauta, permitiu ao país alcançar a eliminação da transmissão vertical em nível nacional.

    “É uma conquista imensa para o Brasil e para a região das Américas, porque já temos 11 países certificados. Agora, o Brasil é o primeiro país continental a conquistar a interrupção da transmissão vertical do HIV. Esse reconhecimento é fruto de anos de trabalho intenso dos estados e municípios, da liderança do Ministério da Saúde e da fortaleza do SUS e, sem dúvida, posiciona novamente o país na vanguarda global no combate à doença”, destacou o diretor da OPAS/OMS, Jarbas Barbosa.

    Programa Brasil Saudável

    A eliminação da transmissão vertical do HIV integra as metas prioritárias do Programa Brasil Saudável, iniciativa do Governo Federal que orienta políticas públicas integradas voltadas à promoção da saúde, à redução das desigualdades e ao enfrentamento das principais causas de adoecimento no país.

    O reconhecimento internacional demonstra o avanço consistente do país no cumprimento das metas pactuadas para a próxima década. Ao alcançar a eliminação da transmissão vertical do HIV como problema de saúde pública, o Brasil consolida um modelo de resposta baseado em evidências científicas, equidade e compromisso com a vida desde o início, contribuindo para a construção de um país mais saudável, justo e sustentável até 2030.

    Amanda Milan
    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde renova frota do SAMU 192 e amplia transporte sanitário em todo o país

    Ministério da Saúde renova frota do SAMU 192 e amplia transporte sanitário em todo o país

    Com recursos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), o Ministério da Saúde formalizou em dezembro a aquisição de ambulâncias do SAMU 192 e micro-ônibus voltados ao transporte sanitário eletivo. O investimento garante a renovação da frota de urgência e estabelece, pela primeira vez, o apoio direto do Governo Federal no deslocamento de pacientes para consultas e exames no Sistema Único de Saúde (SUS).

    “Renovar a frota e organizar o transporte é garantir que o cuidado chegue a tempo, do chamado de urgência à consulta especializada. As novas ambulâncias do SAMU 192 ampliam a capacidade de resposta da urgência, enquanto o transporte sanitário eletivo garante que consultas, exames e tratamentos aconteçam no tempo certo. É uma ação técnica, planejada, mas com impacto direto na vida das pessoas que dependem do SUS”, afirma a secretária-executiva adjunta do Ministério da Saúde, Juliana Carneiro.

    Após a homologação das licitações, estão em fase de formalização os contratos para a aquisição inicial de 2.420 ambulâncias do SAMU 192 e 700 micro-ônibus. As entregas estão previstas para começar em janeiro de 2026 e seguir ao longo do primeiro semestre do ano, fortalecendo a capacidade operacional dos serviços de saúde em todo o território nacional.

    Reforço histórico para o SAMU 192

    A iniciativa integra a estratégia do Ministério da Saúde de ampliar o SAMU 192 para 100% de cobertura nacional e promover a renovação total da frota até o fim de 2026.

    As novas ambulâncias serão destinadas tanto à substituição de veículos antigos quanto à expansão do serviço, garantindo resposta mais rápida às ocorrências, maior capilaridade e melhores condições de trabalho para as equipes.

    Os veículos incorporam tecnologias que elevam o padrão do atendimento pré-hospitalar, como sistemas avançados de estabilidade e frenagem, climatização com purificação do ar por UV-C, iluminação clínica em LED e rede integrada de oxigênio, oferecendo mais segurança, eficiência e conforto para profissionais e pacientes.

    Transporte sanitário eletivo: o que muda para os usuários do SUS

    Outra novidade é a aquisição de 700 micro-ônibus para o Transporte Sanitário Eletivo, voltado ao deslocamento de usuários para consultas, exames e

    tratamentos especializados. É a primeira vez que o Ministério da Saúde estrutura apoio direto a esse tipo de transporte, essencial para reduzir o absenteísmo e acelerar diagnósticos e tratamentos no SUS.

    Os micro-ônibus contam com 28 poltronas, assentos reservados para acessibilidade, poltrona elevatória, espaços para cadeiras de rodas, climatização com purificação de ar, letreiro informativo e sistema multimídia com navegador, garantindo um transporte seguro, confortável e inclusivo. A ação integra o Programa Agora Tem Especialistas, que busca enfrentar um dos principais obstáculos ao acesso à atenção especializada: a dificuldade de mobilidade dos pacientes.

    Estados e municípios podem aderir

    As atas de registro de preços dos micro-ônibus e das ambulâncias do SAMU 192 permitem a aquisição direta de veículos pelo Ministério da Saúde, no caso dos micro-ônibus, de até 3 mil unidades, além da adesão de estados e municípios, conforme disponibilidade orçamentária. As atas também poderão ser utilizadas para aquisições viabilizadas por emendas parlamentares, ampliando as possibilidades de acesso aos veículos e o alcance da política pública em todo o país.

    Os veículos adquiridos diretamente pela pasta da Saúde serão doados a estados e municípios, seguindo critérios de necessidade e efetividade, ampliando o alcance da política pública em todo o país.

    A renovação da frota do SAMU 192 e a ampliação do transporte sanitário eletivo representam um investimento estruturante para o SUS, fortalecendo a rede de urgência, qualificando o cuidado e garantindo acesso mais equitativo aos serviços de saúde, especialmente para quem mais precisa.

    Ministério da Saúde

  • Mutirões do Agora Tem Especialistas fecham o ano com mais de 127 mil procedimentos para pacientes do SUS de todo o país

    Mutirões do Agora Tem Especialistas fecham o ano com mais de 127 mil procedimentos para pacientes do SUS de todo o país

    O programa Agora Tem Especialistas bateu a marca de 127,1 mil atendimentos ofertados para a rede pública de saúde nos mutirões realizados neste ano. Apenas no mais recente, que aconteceu no último final de semana, pacientes de todos os estados e do Distrito Federal foram submetidos a 59,3 mil procedimentos no maior mutirão de cirurgias e exames da história do SUS. Para isso, o Ministério da Saúde, de forma inédita, conseguiu unir esforços da maior rede de hospitais universitários do país – a Ebserh -, de institutos e hospitais federais e de Santas Casas. Juntos, quase 200 estabelecimentos de saúde atenderam, simultaneamente, pacientes do SUS em todos os estados e no Distrito Federal.  

    Considerando os mutirões realizados no sábado (13) e domingo (14) e o primeiro realizado em julho, em que 12,5 mil procedimentos foram ofertados, o programa do governo federal ampliou em 375% a oferta de atendimento em diversas áreas prioritárias para o SUS, como oncologia, ginecologia, ortopedia, cardiologia, oftalmologia e otorrinolaringologia.  

    O avanço na expansão da assistência especializada é resultado do Agora Tem Especialistas que, para fortalecer e ampliar o alcance dos mutirões em todo o país, busca a participação de novos atores. É o caso das 134 Santas Casas e dos nove hospitais e institutos federais, que, pela primeira vez, se juntaram aos 45 hospitais universitários da Ebserh para atender pacientes previamente agendados.  

    “Realizamos o maior mutirão nacional da história do SUS, com cirurgias e exames em todo o Brasil. Essas pessoas entraram nos hospitais do SUS para fazer cirurgias e exames — muitas delas aguardando há meses — sem precisar pagar nada, porque o SUS é isto: é universal, é público, é gratuito e é sério”, destacou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. 

    Entre os procedimentos realizados, destacam-se cirurgias de média e alta complexidade, como bariátrica por videolaparoscopia, cistolitotomiacolecistostomia, plástica abdominal, hemorroidectomia, diferentes tipos de hernioplastias, vasectomia, ureterolitotripsia transureteroscópica e uretrotomia interna, entre outras. Outros procedimentos como ultrassonografia, tomografia, endoscopia e ressonância magnética também foram realizados. 

    Foto: João Risi/MS
    Foto: João Risi/MS

    Número de atendimentos cresce a cada vez mais 

    A oferta dos atendimentos nos mutirões do Agora Tem Especialistas aumenta a cada edição: nas de julho e setembro, realizadas no Dia – Ebserh em Ação com os 45 hospitais universitários da rede, foram 12,5 mil e 34,3 mil procedimentos, respectivamente, em capitais e cidades do interior de todos os estados, além do DF. Agora, em dezembro, com mais 143 estabelecimentos de saúde, esse número saltou para 59,3 mil. Além disso, os mutirões realizados dentro de aldeias indígenas somaram 21 mil atendimentos. 

    No mutirão do último final de semana, as 134 Santas Casas e hospitais filantrópicos atuaram em 19 estados: Alagoas (AL), Bahia (BA), Ceará (CE), Espírito Santo (ES), Goiás (GO), Maranhão (MA), Minas Gerais (MG), Pará (PA), Paraíba (PB), Pernambuco (PE), Piauí (PI), Paraná (PR), Rio de Janeiro (RJ), Rio Grande do Norte (RN), Rio Grande do Sul (RS), Santa Catarina (SC), Sergipe (SE), São Paulo (SP) e Tocantins (TO). 

    Além das redes hospitalares parceiras, participaram da iniciativa estes hospitais federais ligados ao Ministério da Saúde: Instituto Nacional de Câncer (INCA), Instituto Nacional de Cardiologia (INC), Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (INTO) e os hospitais federais dos Servidores, de Ipanema, de Bonsucesso, Cardoso Fontes, da Lagoa e do Andaraí, todos no Rio de Janeiro. 

    Mais ações do Agora Tem Especialistas no Brasil 

    Ao longo de 2025, o Agora Tem Especialistas se consolidou como uma das principais políticas públicas do governo federal para ampliar e qualificar o acesso à saúde especializada no SUS. Além dos mutirões, o programa inclui a atuação de carretas de saúde, que levam atendimento até onde a população está; a ampliação do horário de funcionamento dos serviços de saúde; o provimento e formação de especialistas para atuarem em regiões onde há carência desses profissionais; e parcerias com hospitais privados para atendimento complementar e gratuito ao SUS, tendo como contrapartida o abatimento de dívidas de tributos federais. 

    Luciana Lima
    Ministério da Saúde

  • Com bancada integralmente feminina, CIT realiza 12ª Reunião Ordinária e reforça compromisso da Saúde no enfrentamento ao feminicídio

    Com bancada integralmente feminina, CIT realiza 12ª Reunião Ordinária e reforça compromisso da Saúde no enfrentamento ao feminicídio

    O Ministério da Saúde (MS), o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) realizaram, nesta quarta-feira (18), a 12ª Reunião Ordinária da Comissão Intergestores Tripartite (CIT) de 2025. O encontro ocorreu na sede da Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (Opas/OMS), em Brasília (DF), e recebeu gestores das cinco regiões do Brasil para pactuar diretrizes, planos e recursos para a efetivação das políticas de saúde.

    A abertura dos trabalhos foi representativa, com a composição da uma mesa de autoridades integralmente de mulheres e tema “O SUS é Vida. Não ao Feminicídio”, para reforçar o compromisso das três esferas de gestão do Sistema Único de Saúde (SUS) com a defesa da vida, a promoção da equidade e o enfrentamento das violências. A secretária executiva adjunta do MS, Juliana Carneiro, presidiu a sessão e destacou que colocar o enfrentamento ao feminicídio no foco dos debates aponta para uma priorização transversal da defesa feminina nas políticas públicas. “A escolha do tema dessa CIT evidencia os desafios que ainda temos pela frente e reafirma o compromisso do SUS com a proteção e a promoção da vida das mulheres”, declarou.

    As mulheres representam cerca de 75% da força de trabalho do sistema de saúde – o que, segundo a secretária, “aumenta o nível de responsabilidade coletiva na construção de ambientes seguros, justos e livres de violência”. As oito secretarias da Pasta foram representadas e participaram dos debates propostos: Secretaria Executiva (SE), Atenção Primária à Saúde (SAPS), Atenção Especializada à Saúde (SAES), Ciência, Tecnologia, Inovação e Complexo Econômico-Industrial da Saúde (SECTICS), Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA), Saúde Indígena (SESAI), Saúde Digital (SEDIGI) e Trabalho e Educação na Saúde (SGTES).

    Durante as apresentações e discussões iniciais, a reunião abordou temas estratégicos para a gestão do SUS. Entre os destaques estão a exibição do webdocumentário “Imuniza SUS – 2ª temporada”, apresentado pelo Conasems, com foco na experiência do município de Barreirinha (AM) na vacinação de comunidades quilombolas, e a apresentação do Conass sobre o projeto “SUS em Redes”, que trata da planificação da atenção à saúde como estratégia de organização do sistema.

    A pauta incluiu a atualização da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente sobre o cenário da dengue e outras arboviroses no País, além da apresentação, pela Secretaria Executiva, dos resultados do Projeto Fundo de Investimento em Infraestrutura Social (FIIS) e do monitoramento do Relatório Anual de Gestão, no âmbito da agenda com o Tribunal de Contas da União. A Secretaria de Atenção Especializada à Saúde, por sua vez, apresentou o monitoramento do Programa Agora Tem Especialistas e a atualização do Plano Operativo da Rede de Prevenção e Controle do Câncer, além de esclarecimentos sobre o componente de radioterapia do programa.

    O bloco de discussões e pactuações contemplou temas normativos e operacionais relevantes para a gestão do SUS, como o calendário das reuniões ordinárias da CIT em 2026, alterações de prazos previstos em portarias ministeriais, a prorrogação do Plano Operativo de Transformação Digital da Rede Nacional de Dados em Saúde e da Base Nacional de Dados da Assistência Farmacêutica. Foram abordadas, também, minutas de portarias relacionadas à atenção primária, atenção especializada, vigilância em saúde e assistência farmacêutica.

    Entre os demais pontos em pautam, foram foco de diálogo a atualização de programas como o Academia da Saúde, a instituição do Programa de Atenção Domiciliar à Pessoa Idosa, a política nacional de regulação em saúde, o financiamento de centros de informação e assistência toxicológica, o repasse financeiro para ações de controle da doença de Chagas e a pactuação de medicamentos dos componentes básico, estratégico e especializado da assistência farmacêutica.

    A sessão foi encerrada com informes sobre o balanço das atividades da CIT em 2025, a situação de entrega dos relatórios de gestão no país e a apresentação da Secretaria de Saúde Indígena sobre as ações de saúde voltadas ao povo Yanomami.

    A CIT

    A Comissão Intergestores Tripartite é uma instância fundamental de articulação entre União, estados e municípios, responsável por pactuar diretrizes, estratégias e políticas que fortalecem a governança e a efetividade do SUS em todo o território nacional. No âmbito da CIT são discutidos temas como ressarcimento de medicamentos, assistência farmacêutica, rede de atenção à saúde bucal, imunobiológicos e políticas de saúde.

    Suellen Siqueira
    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde intensifica vigilância de casos de gripe e reforça importância da vacinação

    Ministério da Saúde intensifica vigilância de casos de gripe e reforça importância da vacinação

    O Ministério da Saúde intensificou as ações de vigilância da Influenza A (H3N2), em especial do subclado K, que, na América do Norte, tem sido mais frequente em países como Estados Unidos e Canadá. A medida ocorre em resposta ao alerta epidemiológico emitido pela Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS), que aponta aumento de casos e de internações por gripe em países do hemisfério norte associados a esse vírus, incluindo países da Europa e da Ásia.

    No Brasil, até o momento, foram identificados quatro casos do subclado K: um importado, no Pará, associado a viagem internacional, e três no Mato Grosso do Sul, que seguem em investigação para confirmação da origem. A amostra do caso do Pará foi analisada pela Fiocruz/RJ, laboratório de referência nacional, enquanto as amostras do Mato Grosso do Sul foram processadas pelo Instituto Adolfo Lutz (SP). Nas duas situações, os Laboratórios Centrais de Saúde Pública (Lacen) dos respectivos estados identificaram a presença do vírus e enviaram para os laboratórios de referência nacional para sequenciamento, conforme os protocolos da vigilância.

    A vigilância da influenza é feita a partir do monitoramento contínuo de casos de síndrome gripal e de síndrome respiratória aguda grave (SRAG). Além disso, as ações incluem identificação e diagnóstico precoces, investigação e notificação imediata de eventos respiratórios incomuns, além do fortalecimento das medidas de prevenção e do acesso a vacinas e antivirais para grupos de risco.

    As vacinas disponibilizadas pelo SUS protegem contra formas graves da gripe, inclusive as causadas pelo subclado K. Os grupos mais vulneráveis ao vírus são os mesmos já contemplados como prioritários na campanha de vacinação. A hesitação vacinal, cenário observado em países do América do Norte, contribui para a maior circulação do vírus, especialmente em contextos de baixa adesão à imunização.

    Além da imunização, o SUS oferece gratuitamente antiviral específico para o tratamento da gripe, indicado principalmente para os públicos prioritários, como estratégia complementar para reduzir o risco de agravamento dos casos. Aderir à vacinação é a principal forma de prevenir casos graves e reduzir hospitalizações.

    Entenda o subclado K

    A gripe é causada pelo vírus influenza, sendo o tipo A o mais frequentemente associado a surtos e a quadros de maior gravidade. O subclado K corresponde a uma variação genética da Influenza A (H3N2) e não se trata de um vírus novo.

    Até o momento, não há evidências de que essa variante esteja relacionada a maior gravidade dos casos. O que se observa é uma circulação mais intensa e antecipada em relação ao padrão esperado no hemisfério norte, o que resulta, consequentemente, em um aumento do número de internações.

    Os sintomas são os já conhecidos da doença, como febre, dor no corpo, tosse e cansaço, com atenção para sinais de agravamento, como falta de ar e piora rápida do quadro.

    A vacinação ofertada anualmente em todo o país é a principal forma de evitar casos graves e hospitalizações. Também são recomendadas medidas como o uso de máscara por pessoas com sintomas, higienização das mãos e ventilação adequada dos ambientes.

    Cenário epidemiológico

    Em 2025, o Brasil registrou um comportamento fora do padrão do vírus Influenza A (H3N2), com aumento de casos no segundo semestre, antes mesmo da identificação do subclado K no país. Esse movimento começou na região Centro-Oeste e, na sequência, se espalhou para estados de outras regiões. No momento, as regiões Centro-Oeste e Sudeste já apresentam queda nos casos de SRAG associados à Influenza, enquanto Norte e Nordeste ainda registram tendência de crescimento.

    No âmbito internacional, segundo a OPAS, o subclado K tem apresentado crescimento acelerado na Europa e em diversos países da Ásia, onde já representa parcela significativa das amostras de Influenza A (H3N2) analisadas. Na América do Norte, Estados Unidos e Canadá também registram aumento sustentado da circulação do vírus. Até o momento, não há evidências de padrão semelhante na América do Sul.

    O acompanhamento do cenário internacional integra as avaliações semanais do Ministério da Saúde e é divulgado no Informe Epidemiológico Semanal da Vigilância das Síndromes Gripais, que reúne dados sobre influenza, covid-19 e outros vírus respiratórios de relevância em saúde pública.

    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde leva carreta oftalmológica do Agora Tem Especialistas para o município de Teixeira de Freitas (BA)

    Ministério da Saúde leva carreta oftalmológica do Agora Tem Especialistas para o município de Teixeira de Freitas (BA)

    Na terceira rodada de deslocamento das carretas de saúde do programa Agora Tem Especialistas, o município de Teixeira de Freitas (BA) recebe, pela primeira vez, uma unidade móvel de saúde oftalmológica do governo federal, que vai prestar atendimento médico especializado para a população de 12 municípios do extremo sul da Bahia, desde a avaliação inicial oftalmológica até a realização das cirurgias de catarata com implantação de lente intraocular dobrável e também o reposicionamento de lente intraocular. 

    A carreta oftalmológica do Ministério da Saúde em Teixeira de Freitas atua para desafogar a demanda reprimida por atendimentos médicos de saúde ocular, ampliar o acesso aos serviços especializados e reduzir o tempo de espera por cirurgias de catarata da região do extremo sul do estado, a principal causa de perda visual reversível no país.    

    Totalmente estruturada com consultórios médicos e salas de cirurgia, a unidade móvel de saúde oftalmológica, que também realiza mapeamento de retina e ultrassom ocular, está posicionada em frente à Policlínica Regional de Teixeira de Freitas. 

    Os atendimentos são feitos por meio de agendamento realizado pela secretaria municipal de saúde dos pacientes do SUS que aguardam o serviço. Além de Teixeira de Freitas, pacientes de Alcobaça, Caravelas, Ibirapuã, Itamaraju, Itanhém, Jucuruçu, Lajedão, Medeiros Neto, Nova Viçosa, Prado e Vereda também serão beneficiados nos mais de 30 dias que a carreta permanecerá no município.  

    Na Bahia, outras duas carretas de saúde da mulher estão realizando atendimentos em Abaré e Juazeiro, após terem permanecido por um ciclo de 30 dias em Paulo Afonso e Senhor do Bonfim. 

    Agora Tem Especialistas: assistência especializada em todo o território nacional 

    As 41 carretas do Agora Tem Especialistas levam atendimentos de saúde da mulher, oftalmológicos e de exames de imagem até regiões onde a população enfrenta dificuldades de acesso aos cuidados médicos especializados, pouca oferta de serviços e de estrutura de saúde e alta demanda por assistência especializada, apontada pelos municípios.  

    As unidades móveis começaram a atuar no Outubro Rosa e, desde então, vêm aumentando em número progressivamente e desafogando a demanda reprimida. Oito municípios tiveram a fila zerada para diagnóstico de câncer de mama, exames ginecológicos e oftalmologia: Ceilândia (DF), Patos (PB), Arapongas (PR), Humaitá (AM), Japeri (RJ), Santana do Ipanema (AL) e Garanhuns (PE). 

    Até o final de 2026, o país contará com 150 unidades em funcionamento em locais de difícil acesso, com alta demanda e pouca estrutura de saúde. Cada uma permanece nos territórios por pelo menos 30 dias.   

    As 33 carretas de saúde da mulher oferecem consultas especializadas, mamografias, ultrassonografias pélvicas e transvaginais, colposcopia e até biópsias para diagnosticar precocemente o câncer de colo de útero e de mama.  

    Outras cinco carretas são especializadas em exames de imagem, como tomografias e ultrassonografia mamária bilateral, além de punção de mama por agulha grossa, biópsia/exérese de nódulo de mama e exame anatomopatológico de mama, que são fundamentais para o diagnóstico precoce de doenças e para auxiliar o profissional sobre os próximos passos do tratamento.  

    Além disso, as três carretas oftalmológicas contam com vários procedimentos como mapeamento de retina e ultrassom ocular, além de cirurgias de catarata. Em Ribeirão Preto (SP), cidade onde funcionou a primeira unidade móvel com atendimento oftalmológico, todos os pacientes que esperavam por cirurgia de catarata foram atendidos. Do total de 1.085 cirurgias realizadas, 720 pessoas que estavam sem enxergar tiveram a visão reestabelecida. 

    Agora Tem Especialistas 

    O programa Agora Tem Especialistas do Ministério da Saúde é uma iniciativa para apoiar estados e municípios e está voltado para a expansão da assistência e redução do tempo de espera por consultas, exames e cirurgias no SUS através de várias ações, mobilizando a estrutura de saúde pública e privada em todos os cantos do país. 

    Para aumentar a oferta de atendimentos do SUS, além de levar unidades móveis de saúde da mulher, de realização de exames de imagem e com serviços oftalmológicos, a iniciativa oferece a expansão do atendimento médico especializado com a realização de mutirões, ampliação do horário de atendimento em policlínicas para os finais de semana e o turno noturno, parceria com o setor privado, filantrópico e de planos de saúde para atendimento dos pacientes da rede pública e provimento de mais médicos especialistas, dentre outros. 

    Letícia Belém 
    Ministério da Saúde 

  • Agora Tem Especialistas leva mutirão de atendimento especializado a comunidades quilombolas no arquipélago do Marajó (PA)

    Agora Tem Especialistas leva mutirão de atendimento especializado a comunidades quilombolas no arquipélago do Marajó (PA)

    Cumprindo o objetivo de levar atendimento especializado locais de difícil acesso e com alta vulnerabilidade social, o programa Agora Tem Especialistas realiza, nesta semana até o próximo dia 23 de dezembro, um mutirão de saúde para atender 13 comunidades quilombolas que moram nos municípios de Salvaterra e Soure, no arquipélago do Marajó (PA)Na região, com histórico de alta demanda por serviços de saúde de média e alta complexidade, serão realizados 2 mil consultas e exames diagnósticos em diversas áreas, como cardiologia, ginecologia, pediatria, psiquiatria, além de 1,5 mil procedimentos odontológicos. 

    ação do programa do governo federal, criado para reduzir o tempo de espera por consultas, exames e cirurgias no SUS, é uma parceria com a AgSUS e a Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), por meio do projeto de extensão acadêmica Bandeira CientíficaCom foco nas comunidades quilombolas da região, a iniciativa leva para esse território, pela primeira vez, uma equipe formada por cerca de 220 profissionais de saúde, professores e estudantes universitários. 

    A expedição inédita reforça o compromisso do governo federal com a equidade e a garantia de cuidado às populações vulnerabilizadas ao viabilizar atendimento especializado no arquipélago do Marajó, marcado por desafios logísticos, como o caráter remoto da região e ampla dispersão geográfica das comunidades, além das limitações de acesso ao território.  

    “Essa ação importantíssima do Ministério da Saúde, por meio da AgSUS em parceria com a USP, integra o Agora Tem Especialistas, que visa a mobilização máxima do sistema de saúde para ampliar acesso e reduzir tempo de espera e também levar aonde nunca chegou antes o atendimento especializado, direto para o povo brasileiro. Estamos cumprindo esse objetivo que foi determinado pelo presidente Lula é a obsessão do ministro da Saúde”, pontua o diretor do Agora Tem Especialistas, Rodrigo Oliveira.  

    A iniciativa também viabiliza processos formativos para garantir atendimento humanizado e especializado de profissionais de saúde comprometidos com o SUS e com o respeito aos territórios, como destaca Edson Oliveira, gestor executivo da Unidade de Saúde Indígena da AgSUS. 

    “É muito importante trazer estudantes para o chão da aldeia, para o território, para a Ilha do Marajó e para outros lugares que mostram o Brasil como ele realmente é. Essas vivências plantam a semente de uma formação mais consciente, preparando profissionais que entendam as realidades do país e atuem com respeito aos territórios”, afirma Edson. 

    Saúde, palestras e atividades culturais fazem parte do mutirão  

    Em parceria com prefeituras locais, o mutirão transformará escolas e outros espaços públicos em postos de saúde adaptados, com o objetivo de realizar mais de 2 mil atendimentos médicos em 15 especialidades, incluindo cardiologia, dermatologia, ginecologia, oftalmologia, pediatria e psiquiatria, além de atendimentos com nutricionistas.  

    Na área odontológica, a meta é contemplar 1,5 mil crianças, com escovação supervisionada e atendimentos de saúde bucal. A expectativa é realizar ainda 200 ultrassonografias e distribuir 200 óculos à população local.  

    Além dos atendimentos individuais, a expedição promove atividades de conscientização em saúde com idosos, adolescentes e portadores de doenças crônicas, bem como ações da faculdade de Engenharia Ambiental focadas em saneamento básico, um pilar fundamental para a saúde coletiva. A programação também inclui quatro oficinas culturais, de carimbó, artesanato e cerâmica, além de rodas de escuta, integrando a arte e o acolhimento às práticas de cuidado na saúde. 

    Agora Tem Especialistas para reduzir o tempo de espera no SUS 

    Criado para reduzir o tempo de espera por consultas, exames e cirurgias, o programa Agora Tem Especialistas, do Ministério da Saúde, consolidou-se, desde maio de 2025, como a principal ação do Governo Federal para ampliar e qualificar o acesso à atenção especializada com o objetivo de reduzir o tempo de espera por atendimento no SUS. 

    Além de parceria com a rede privada de saúde para aumentar a oferta de atendimentos, outras iniciativas do programa em andamento são os mutirões — incluindo o maior da história do SUS, com 61 mil procedimentos, realizado no último fim de semana —; carretas de saúde da mulher, oftalmológicas e de exames de imagem, que já oferecem atendimento em todos os estados; a ampliação dos horários de funcionamento dos serviços de saúde; o provimento e a formação de mais médicos especialistas; entre outros. 

    Laís Azevedo 
    Ministério da Saúde 

  • Internações de bebês por bronquiolite alertam para a importância da vacinação de gestantes

    Internações de bebês por bronquiolite alertam para a importância da vacinação de gestantes

    Antes do período de maior circulação do vírus sincicial respiratório (VSR), o Ministério da Saúde reforça a vacinação de gestantes para proteger recém-nascidos contra formas graves da bronquioliteDesde a implementação da imunização no Sistema de Saúde (SUS), em dezembro, cerca de 88,4 mil gestantes foram vacinadas.   

    Lúcia Soares, enfermeira e mãe de duas crianças, viveu de perto a gravidade da bronquiolite. A filha mais velha foi internada após infecções respiratórias que evoluíram para a doença. “Foram duas internações: uma com 1 ano e 3 meses e outra com 1 ano e 7 meses. A gente ficou muito apreensivo porque precisou de oxigênio, de monitoramento. Permanecemos por uma noite na UTI até a Isabella estabilizar. Depois ainda sentimos medo da doença voltar”.  

    A expectativa é de que com a vacinação, cerca de 28 mil internações por bronquiolite possam ser evitadas por ano, além de beneficiar aproximadamente dois milhões de recém-nascidos. Ao todo, o Ministério da Saúde adquiriu 1,8 milhão de doses do imunizante contra o vírus. 

    Com a incorporação da vacina na rede pública de saúde, Lúcia comemora. “Saber que hoje existe essa proteção traz um alívio enorme. Minha irmã está grávida e tenho amigas que também estão esperando bebês. Todas ficaram muito mais tranquilas sabendo que a vacina está disponível no SUS. Nenhuma mãe merece ver seu bebê na internação. 

    O que é o VSR?  

    A bronquiolite é uma infecção respiratória comum em crianças pequenas, especialmente em bebês menores de 2 anos. A vacinação durante a gestação, a partir da 28ª semana, permite que anticorpos sejam transferidos da mãe para o bebê. A imunização garante a proteção nos primeiros meses de vida, que é a fase de maior vulnerabilidade às complicações da bronquiolite. 

    Embora muitos casos sejam leves, a doença pode evoluir para quadros graves, principalmente em recém-nascidos, prematuros e crianças com comorbidades. Por isso, Ministério da Saúde orienta que gestantes procurem a unidade de saúde mais próxima para se informar sobre a vacinação e manter o calendário vacinal em dia.  

    Acesse a campanha de prevenção da bronquiolite

    Juliana Soares 
    Ministério da Saúde 

  • Brasil avança na adaptação climática com o primeiro Centro de Clima e Saúde do país instalado em Rondônia

    Brasil avança na adaptação climática com o primeiro Centro de Clima e Saúde do país instalado em Rondônia

    O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, lançou nesta terça-feira (16), em Porto Velho (RO), o primeiro Centro de Clima e Saúde (CCSRO) do país com foco territorial na Amazônia Instalado na nova sede da Fiocruz também inaugurada hoje, o centro integra o conjunto de 27 metas e 93 ações previstas até 2035 no âmbito do AdaptaSUS, Plano Nacional de Adaptação do Setor Saúde às Mudanças Climáticas, apresentado durante a COP30, que aconteceu em Belém (PA) em novembro. O investimento na iniciativa, que amplia a liderança brasileira nas agendas globais de saúde e adaptação climática, é de aproximadamente R$ 60 milhões, com recursos do Ministério da Saúde e da Fiocruz. 

    “O Ministério da Saúde já demonstrou, na COP30, que as mudanças climáticas impactam diretamente a saúde, e este Centro permitirá o acompanhamento sistemático desses dados, além de possibilitar que as secretarias de saúde planejem ações para reduzir os efeitos das queimadas, secas e enchentes na saúde da população”, explicou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante a inauguração do CCSRO. 

    O centro terá como principais funções produzir conhecimento científico e tecnológico, formar profissionais de saúde especializados, fortalecer a capacidade de resposta do SUS diante dos impactos das mudanças climáticas e apoiar a formulação e a avaliação de políticas públicas voltadas para a Amazônia. Com essa estrutura, tem potencial para se tornar referência para países da América Latina e do Caribe, especialmente no âmbito da Organização Pan-Americana, da Saúde da Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS), e das discussões globais sobre adaptação climática. 
     
    Na ocasião, Padilha explicou que a região amazônica é uma das prioridades do AdaptaSUS, por meio da estratégia Mais Saúde Amazônia Brasil. Estamos investindo fortemente na construção de novas unidades de saúde, hospitais, unidades básicas fluviais e na adaptação das estruturas existentes à realidade amazônica, com conectividade e kits de telessaúde. Somente na região amazônica, são mais de R$ 4,5 bilhões em obras que já estão em andamento”, esclareceu. 

    Com isso, o Brasil também se coloca ao lado de países como o Reino Unido e os Estados Unidos, que já possuem estruturas dedicadas a integrar mudança do clima e saúde pública. O diferencial é que será o primeiro centro com foco na região amazônica, área estratégica tanto do ponto de vista ambiental quanto sanitário. Trata-se de um alinhamento entre o AdaptaSUS e o Plano Mais Saúde Amazônia Brasil. 

    A estrutura integra a meta 24 do Plano, que prevê a criação e implementação de um centro de excelência em ciência, tecnologia e inovação voltado ao enfrentamento dos impactos das mudanças climáticas na saúde. Além do investimento realizado, no fim de novembro, o Ministério da Saúde anunciou um investimento de R$ 9,8 bilhões em ações de adaptação no SUS. 

    AdaptaSUS: ações para fortalecer sistemas de saúde frente às mudanças climáticas 

    Apresentado durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), em Belém, o AdaptaSUS reúne 27 metas e 93 ações de curto, médio e longo prazo voltadas ao fortalecimento dos sistemas de alerta, à ampliação da vigilância, à capacitação das equipes, à execução de obras em áreas vulneráveis e a investimentos em pesquisa e na criação de plataformas integradas de dados, ou seja, em adaptar a infraestrutura e os serviços de saúde às mudanças do clima. 

    O plano prevê recursos para garantir o pleno funcionamento das unidades de saúde e a continuidade da assistência em situações críticas; para fortalecer ciência, tecnologia e produção, com a implantação de novos centros de referência e sistemas integrados de dados; para ações de comunicação, educação e participação social; e para aprimorar a vigilância em saúde e a preparação diante de eventos extremos. 

    Já a Agenda Estratégica Mais Saúde Amazônia Brasil busca diminuir desigualdades regionais e ampliar a presença do Estado em territórios indígenas, ribeirinhos e tradicionais, integrando políticas de atenção, vigilância, ciência, tecnologia e desenvolvimento sustentável.  

    Primeiro hospital universitário em Rondônia 

    Ainda em Porto Velho (RO), o ministro da Saúde participou de uma solenidade relacionada à abertura do primeiro hospital universitário do estado. Para isso, em agosto, a Universidade de Rondônia (UNIR), a Prefeitura de Porto Velho e a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH) assinaram um Acordo de Cooperação Técnica. 

    Hoje, a prefeitura assinou o contrato de aquisição do prédio que, após ampliação e reforma, poderá exercer plenamente a função de hospital universitário, sendo doado à UNIR. A universidade fica responsável pelo empenho de esforços para a ampliação das vagas de medicina e implementação das demais residências necessárias, fomentando e consolidando a formação de profissionais qualificados na regiãoJá a EBSERH prestará suporte técnico durante todo o processo, para, após assinatura de Contrato de Gestão Especial, gerir a unidade. 

    Mais de R$ 157,5 milhões para nova maternidade, UOM e UBS em Ji-Paraná 

    Ainda em Rondônia, ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou, em Ji-Paraná (RO), o investimento de R$ 157,5 milhões do Novo PAC Seleções para duas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e uma Unidade Odontológica Móvel (UOM), além da a construção de uma maternidade do município, que ainda não contava com unidade hospitalar especializada em gestação e puerpério de alto risco. 

    “Também vamos dar a ordem de serviço em Ji-Paraná, com investimentos superiores a R$ 154 milhões do PAC para a construção da maternidade, além da implantação de unidades odontológicas, aquisição de mobiliário e outras estruturas”, explicou o ministro. 

    Iniciativa do Agora Tem Especialistas – programa do governo federal que busca aumentar a capacidade de atendimento do SUS para reduzir o tempo de espera por consultas exames e cirurgias –, a nova maternidade beneficiará mais de 10,5 mil gestantes por ano, sendo 1,5 mil de alto risco. Isso significa que as pacientes do SUS do município e região não precisarão mais se deslocar até Porto Velho para receber atendimentoAssim, reduzirá a sobrecarga na capital, ampliando o acesso seguro e qualificado na cidade 

    Carreta do Agora Tem Especialistas chega a Ji-Paraná 

    Na cidade ji-paranaense, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, também inaugurou a nova carreta de saúde da mulher do programa Agora Tem Especialista, voltada à ampliação do acesso a serviços especializados.  

    “Nós estamos com duas carretas do Programa Agora Tem Especialistas em Rondônia. Em Ji-Paraná, está em funcionamento a Carreta da Saúde da Mulher, que realiza mamografias, exames de ultrassom, exames para a detecção do câncer de colo do útero, atendimento especializado à saúde da mulher e biópsias nos casos em que há risco de câncer. Além disso, em Ariquemes (RO), está em operação a carreta de cirurgia oftalmológica, como ação do programa”, explicou o ministro Padilha. 

    Em Ji-Paraná, a unidade móvel funcionará de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 17h30, com oferta de avaliações diagnósticas iniciais para câncer de mama e atendimento à saúde da mulher para pacientes previamente agendadas e encaminhadas pela secretaria de saúde do município. A expectativa é de cerca de 50 atendimentos diários, incluindo mamografias, ultrassonografias de mamas, pélvicas e transvaginais, além de consultas com mastologista e atendimento ginecológico. 

    Na capital, Porto Velho, entre 17 de outubro e 2 de dezembro, as carretas já realizaram mais de mil atendimentos em saúde da mulher, com destaque para mamografias, teleconsultas na atenção especializada e consultas presenciais, além de exames de ultrassonografia transvaginal, mamária bilateral e pélvica. 

    41 carretas em operação nas cinco regiões do país 

    Com as novas entregas, o país passa a contar com 41 carretas em operação, distribuídas em 24 estados e no Distrito Federal. A iniciativa integra a terceira rodada do programa Agora Tem Especialistas, que busca reduzir o tempo de espera por consultas, exames e cirurgias no SUS. As unidades móveis contam com equipes multiprofissionais e estrutura completa para enfrentar a demanda reprimida e avançar na eliminação das filas. 

    Os resultados já são observados em diferentes regiões do país. Em oito municípios, as carretas possibilitaram zerar filas de espera. Em Ceilândia (DF), Patos (PB), Garanhuns (PE), Arapongas (PR), Japeri (RJ) e Humaitá (AM), todas as pacientes que aguardavam diagnóstico de câncer de mama e exames ginecológicos foram atendidas. Em Santana do Ipanema (AL), toda a demanda por tomografias também foi atendida; o mesmo aconteceu em Ribeirão Preto (SP), cidade na qual os atendimentos ofertados na carreta oftalmológica do governo federal devolveram a visão para 720 pessoas após cirurgias de catarata realizadas na unidade móvel de atendimento especializado. 

    João Vitor Moura, Ana Beatriz Freitas e Talita de Souza 
    Ministério da Saúde