Categoria: SAÚDE GOV

  • Putira Sacuena é nomeada secretária adjunta de Saúde Indígena do Ministério da Saúde

    Putira Sacuena é nomeada secretária adjunta de Saúde Indígena do Ministério da Saúde

    O Governo do Brasil nomeou Eliene dos Santos Rodrigues como secretária adjunta de Saúde Indígena do Ministério da Saúde. A portaria com a nomeação foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) de segunda-feira, 13 de abril. Conhecida como Putira Sacuena, a nova adjunta é também indígena do povo Baré, do território do Médio Rio Negro, no estado do Amazonas.

    Putira Sacuena é biomédica, mestra e doutora em Bioantropologia em Genética Forense. Possui relevante vivência na área de pesquisa e gestão da saúde. Entre outras experiências, foi membra da Comissão Intersetorial de Saúde Indígena (Cisi) do Conselho Nacional de Saúde (CNS) e atuou na coordenação Estadual de Saúde Indígena e Populações Tradicionais do Pará, entre os anos 2020 e 2023. Naquele ano, ingressou na Secretaria de Saúde Indígena como assessora e, a partir de 2024, atuou como diretora de Atenção Primária à Saúde Indígena.

    Como diretora da Sesai, implementou mudanças relevantes dentro do Sistema de Informação da Atenção à Saúde Indígena (Siasi), garantindo mais transparência e leitura prática dos agravos de saúde nos territórios. Apostou ainda na qualificação de profissionais – indígenas e não indígenas – que atuam nas aldeias, sob a perspectiva do cuidado integral.

    “Chego para dar continuidade aos avanços da saúde indígena em todo o país. Vamos seguir evoluindo, olhando com acolhimento para a saúde da mulher indígena, da criança, do idoso, do LGBTQIA+. Nosso compromisso é trabalhar em prol da melhoria dos indicadores de saúde, com respeito às especificidades de culturalidades dos povos indígenas”, afirma Putira.

    Leidiane Souza
    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde articula cooperação com Argentina e México para fortalecimento dos sistemas públicos de saúde

    Ministério da Saúde articula cooperação com Argentina e México para fortalecimento dos sistemas públicos de saúde

    O Ministério da Saúde participou, nesta terça-feira (14), de uma reunião em Buenos Aires que marcou o início de tratativas para a construção de uma agenda de cooperação internacional em saúde entre Brasil, Argentina e México. O encontro reuniu o secretário-executivo da pasta, Adriano Massuda; o governador da província de Buenos Aires, Axel Kicillof; o ministro de Governo provincial, Carlos Bianco; o ministro da Saúde da província, Nicolás Kreplak; e o coordenador estatal dos Serviços de Saúde do Instituto Mexicano do Seguro Social para o Bem-Estar (IMSS-Bienestar), Natán Enrique Rios.

    A reunião teve como foco o fortalecimento dos sistemas públicos de saúde por meio da troca de experiências e da construção de parcerias estruturadas entre os países. Entre os principais temas discutidos estiveram o acesso a medicamentos, a inovação em saúde e estratégias para reduzir o tempo de espera por atendimentos especializados.

    “O diálogo que iniciamos aqui abre caminho para uma parceria mais estruturada entre Brasil, Argentina e México, com foco no fortalecimento dos sistemas públicos de saúde e na ampliação do acesso da população aos serviços”, afirmou Massuda.

    Durante o encontro, que contou também com a participação do diretor do Departamento de Gestão Interfederativa e Participativa (DGIP) do Ministério da Saúde, André Bonifácio, o Brasil apresentou iniciativas consolidadas no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), como o programa Farmácia Popular e o Agora Tem Especialistas. As experiências brasileiras despertaram interesse dos demais participantes, especialmente no que se refere à organização de redes de cuidado e à integração entre diferentes níveis de gestão.

    As tratativas também incluem a possibilidade de cooperação técnica, intercâmbio de conhecimentos em ciência e tecnologia e compartilhamento de metodologias voltadas ao fortalecimento da gestão em saúde, com atenção especial ao papel de estados e municípios. O diálogo também considerou as especificidades dos sistemas de saúde dos países envolvidos.

    A reunião, considerada como um primeiro passo para a construção de uma agenda comum, deverá ter continuidade nas próximas semanas, quando está prevista a visita de representantes da Argentina e do México ao Brasil. As comitivas devem cumprir uma agenda institucional com o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) e participação na Comissão Intergestores Tripartite (CIT), instância de articulação entre os gestores do SUS.

    O encontro integra a agenda internacional do secretário-executivo Adriano Massuda na Argentina, onde também participa, nesta quarta-feira (15), do Congreso Provincial de Salud 2026 (Cosapro). Na ocasião, atua como palestrante na mesa “Os indicadores de saúde como emergentes de problemas sociais complexos: natalidade, mortalidade infantil e materna”, ao lado de Diana Peralta, secretária de Saúde do município de Coronel Suárez; Patricia Rosenberg, vice-reitora da Universidade Nacional de Moreno; Anabel Fernández Prieto, integrante do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA); e Camila Baron, especialista em economia com perspectiva feminista.

    Massuda também participa do painel “A experiência de transformação do Sistema Único de Saúde do Brasil para a discussão sanitária presente e futura”. O secretário divide o debate com Nicolás Kreplak, ministro da Saúde da província de Buenos Aires, e Alejandro Svarch Pérez, diretor-geral IMSS-Bienestar, em uma discussão voltada à troca de experiências e ao fortalecimento de sistemas públicos de saúde diante de desafios contemporâneos.

    Thamirys Santos
    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde envia mais 2,2 milhões de doses contra Covid-19 e mantém estoques garantidos no país

    Ministério da Saúde envia mais 2,2 milhões de doses contra Covid-19 e mantém estoques garantidos no país

    Nesta semana, o Ministério da Saúde enviou mais 2,2 milhões de doses da vacina contra a Covid-19 para todos os estados e o Distrito Federal, garantindo estoque suficiente para atender às demandas regionais. Com essa entrega, o total de doses distribuídas pela pasta nos primeiros meses deste ano chega a 6,3 milhões. Os estoques estão garantidos em todo o país.

    As vacinas ofertadas pelo SUS são as mais atualizadas contra as cepas em circulação e seguem recomendadas de forma prioritária para os grupos mais vulneráveis. “As vacinas continuam sendo a principal forma de prevenir casos graves, hospitalizações e mortes pela doença. O Brasil tem doses suficientes e segue garantindo o acesso da população à imunização”, afirma o diretor do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Eder Gatti.

    O Ministério da Saúde mantém estoque para atender todo o país. A distribuição das doses às unidades de saúde e a organização da logística local são de responsabilidade dos estados e municípios, que gerenciam seus estoques, controle de validade e aplicação das doses.

    O envio é feito por meio de pauta automática, baseada em critérios como estimativa da população-alvo e o número de doses aplicadas. Estados podem formalizar solicitações adicionais caso identifiquem necessidades excepcionais. Quando acionado, o Ministério realiza o envio de mais doses.

    Abastecimento contínuo em todo o país

    Entre janeiro e março de 2026, o Ministério da Saúde enviou 4,1 milhões de doses aos estados, com 2 milhões já aplicadas. A nova remessa, com mais 2,2 milhões de doses enviada nesta semana, dá continuidade ao envio regular e se soma aos estoques regionais para crianças e adultos, reforçando a estratégia de ampliação da cobertura vacinal.

    A distribuição é feita pelo Ministério da Saúde diretamente às secretarias estaduais de saúde (SES), responsáveis pela logística de recebimento e distribuição das doses aos municípios.

    Quem deve se vacinar?

    • O esquema de vacinação contra a Covid-19 no Brasil segue diretrizes atualizadas, estruturadas conforme faixa etária e condições de saúde, com foco na proteção dos grupos mais vulneráveis:
    • Idosos (a partir de 60 anos ou mais): duas doses, com intervalo de 6 meses entre elas;
    • Gestantes: uma dose a cada gestação, em qualquer idade e fase gestacional, respeitando intervalo mínimo de 6 meses desde a última dose;
    • Crianças (6 meses a menores de 5 anos): esquema básico de duas ou três doses, conforme o imunizante;
    • Pessoas imunocomprometidas (a partir de 6 meses de idade): esquema básico com três doses e recomendação de doses periódicas (uma dose semestral, com intervalo mínimo de seis meses);
    • População geral (5 a 59 anos): uma dose para pessoas não vacinadas anteriormente.

    A estratégia de vacinação também contempla outros grupos especiais, como trabalhadores da saúde, pessoas com comorbidades, pessoas com deficiência permanente, povos indígenas, comunidades quilombolas e ribeirinhas, população privada de liberdade, pessoas em situação de rua e trabalhadores dos Correios.

    A orientação é que a população procure a unidade de saúde mais próxima para verificar a situação vacinal e manter a proteção em dia.

    Cenário epidemiológico

    A Covid-19 é uma infecção respiratória causada pelo SARS-CoV-2, com potencial de agravamento, especialmente em grupos de maior risco, podendo evoluir para óbito. Em 2026, até 11 de abril, foram registrados 62.586 casos de síndrome gripal (SG) por Covid-19. Também foram notificados 30.871 casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG), sendo 4,7% por Covid-19 (1.456 casos), com 188 óbitos de SRAG por Covid-19.

    Diante desse cenário, a vacinação continua sendo a principal forma de proteção. As vacinas oferecidas gratuitamente pelo SUS são seguras e eficazes para prevenir casos graves, hospitalizações e óbitos. Por isso, é fundamental manter o esquema vacinal atualizado, especialmente entre os grupos mais vulneráveis.

    Marcella Mota
    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde incorpora transplante da membrana amniótica para tratamento da diabetes e alterações oculares

    Ministério da Saúde incorpora transplante da membrana amniótica para tratamento da diabetes e alterações oculares

    O Ministério da Saúde ampliou, nesta quarta-feira (15), o uso da membrana amniótica nos cuidados ofertados no Sistema Único de Saúde (SUS). Após a indicação favorável da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) e a publicação das Portarias Nº 20 e Nº 22, ambas da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (SCTIE/MS), a tecnologia passa a ser indicada para transplantes relacionados a feridas crônicas, pé diabético e alterações oculares. A expectativa é que mais de 860 mil pacientes sejam beneficiados com o uso do tecido por ano.

    A membrana amniótica é um tecido coletado durante o parto e utilizado na medicina regenerativa, com ação anti-inflamatória e cicatrizante, que reduz as complicações no tratamento de diversas doenças. No pé diabético, por exemplo, a tecnologia possibilita uma cicatrização até duas vezes mais rápida das feridas, quando comparada aos curativos padrão. No SUS, ela já é utilizada no tratamento de queimaduras extensas desde 2025.

    Para a secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde, Fernanda De Negri, a incorporação de tratamentos inovadores no SUS coloca o Brasil em posição de destaque no uso de tecnologias regenerativas mundialmente, além de ampliar o cuidado com os pacientes na rede pública de saúde.

    “Estamos garantindo mais opções terapêuticas para a assistência, beneficiando pacientes com uma chance de recuperação mais ágil, com a redução das possíveis complicações e infecções. Isso significa menos internações prolongadas, menores custos hospitalares e mais qualidade de vida”, destacou a secretária.

    Já no tratamento de alterações oculares, como nas pálpebras, glândulas lacrimais e cílios, o tecido auxilia na cicatrização de feridas e pode reduzir a dor, além de otimizar a recuperação da superfície ocular. O novo curativo biológico também contribui para a redução do risco de novas lesões e melhora a qualidade da visão, sendo uma opção eficaz, principalmente para casos mais graves ou que não respondem bem aos tratamentos convencionais, como glaucoma, queimaduras oculares, inflamações, perfurações e úlceras da córnea.

    Vicente Ramos
    Ministério da Saúde

  • Estudantes participam de imersão federal em gestão do SUS no Ministério da Saúde

    Estudantes participam de imersão federal em gestão do SUS no Ministério da Saúde

    O Ministério da Saúde recebe em Brasília (DF), até sexta-feira (17), estudantes da Fundação Getúlio Vargas (FGV) de São Paulo para uma imersão federal sobre o funcionamento da gestão do Estado brasileiro. A atividade, que teve início na segunda-feira (13), tem como objetivo proporcionar que os estudantes entendam o ciclo das políticas públicas, desde a sua criação e implementação até a análise de resultados e desafios práticos.

    A metodologia da atividade prevê perguntas problematizadoras para que os alunos possam propor soluções para os principais desafios enfrentados pela saúde pública no país na atualidade. Serão trabalhados temas como financiamento e governança do SUS, além de compras governamentais e judicialização em saúde.

    O secretário-executivo da pasta, Adriano Massuda, deu as boas-vindas aos alunos e fez uma contextualização da gestão federal do SUS. Apontou os principais avanços alcançados na gestão vigente, como a retomada de políticas e programas estratégicos, em especial, a ampliação do acesso à atenção especializada, com o programa Agora Tem Especialistas, como também pontuou os principais desafios atuais. 

    “Avançamos em muitas frentes, mas alguns desafios ainda persistem. Assim, contamos com o apoio dos futuros administradores públicos, desde já, a construir soluções tecnológicas e inovadoras para tornar o SUS cada vez mais universal, integral e com equidade”, defendeu.

    A iniciativa integra uma disciplina do curso de Administração Pública da FGV e tem como dinâmica divisão em grupos e alocação dos estudantes em diferentes órgãos públicos federais, como ministérios ou agências reguladoras. Neste semestre, a turma está dividida entre o Ministério da Educação (MEC), o Ministério da Saúde (MS) e o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

    “Para além de adquirir conhecimento técnico, a imersão é importante para que os alunos observem o cotidiano do gestor público federal e, assim, possam compreender as complexidades do dia a dia da administração pública”, relatou André Guzzi, vice-coordenador do curso de graduação em Administração Pública da FGV.

    Antes da viagem para Brasília, o grupo responsável pela temática da saúde pesquisou sobre a atuação do Ministério da Saúde na gestão federal do SUS. Ao final da semana de imersão, os estudantes apresentarão os aprendizados em uma banca avaliadora, incluindo professores da FGV e membros do ministério.

    Além da imersão federal, o curso de Administração Pública da FGV conta ainda com outras etapas práticas para formar uma visão completa da gestão, desde etapas imersivas em níveis da gestão municipal e estadual, até uma conexão internacional com países do hemisfério sul. 

    Tatiany Volker Boldrini
    Ministério da Saúde

  • Brasil reduz casos de dengue em 75% e avança no controle de doenças infecciosas

    Brasil reduz casos de dengue em 75% e avança no controle de doenças infecciosas

    Os casos de dengue no Brasil seguem em queda. Em 2026, até agora, o país registrou redução de 75% em relação ao mesmo período do ano passado. Os dados foram apresentados na noite desta terça-feira (14/4), em Brasília, durante a 18ª edição da Expoepi, um dos principais eventos de vigilância em saúde do país. O cenário também indica avanços no controle de outras doenças infecciosas, como malária e doença de Chagas.

    “Mesmo com esses avanços, a dengue ainda é a doença que mais nos desafia. Sabemos que há uma grande expectativa em relação à produção de vacinas e ao desenvolvimento de novas alternativas tecnológicas, e seguimos trabalhando para ampliar cada vez mais as ferramentas de prevenção e controle”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

    De janeiro a 11 de abril, foram registrados 227,5 mil casos prováveis de dengue no país, bem abaixo dos 916,4 mil no mesmo período de 2025. A queda segue uma tendência observada desde o ano passado, quando o total chegou a 1,7 milhão, após o pico de 6,6 milhões registrado em 2024.

    O resultado reflete o fortalecimento das ações coordenadas entre o Ministério da Saúde, estados e municípios. Entre as estratégias, está a ampliação do uso de ovitrampas, presente em 1,6 mil municípios, com previsão de chegar a 2 mil até o fim deste ano. Também avançam o uso de insetos estéreis irradiados e a expansão do método Wolbachia, prevista para 72 municípios prioritários.

    Na vacinação, mais de 1,4 milhão de doses foram aplicadas em crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, que recebe a vacina desde 2024. Neste ano, o Ministério da Saúde passou a ofertar a vacina nacional de dose única, desenvolvida pelo Instituto Butantan, para três municípios-piloto, para a faixa etária de 12 a 59 anos. Profissionais de saúde também recebem a vacina, que soma mais de 300 mil doses aplicadas.

    Menor número de casos de malária em quase 50 anos

    Em 2025, o Brasil registrou o menor número de casos de malária desde 1979, com queda de 15% em relação ao ano anterior. Os casos recuaram 30%, com redução, principalmente em territórios indígenas. As mortes caíram 28%, passando de 54 para 39. Na Terra Indígena Yanomami, a redução foi de 22% nos casos e de 80% nos óbitos.

    O resultado está associado à ampliação do diagnóstico e do tratamento. Mais de 25 mil pacientes foram tratados com tafenoquina, e a versão pediátrica começou a ser ofertada em 2026. Também houve intensificação da busca ativa e aumento na oferta de testes rápidos.

    Durante a Expoepi, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, entregou o selo bronze de Boas Práticas para eliminação da malária a cinco municípios de Rondônia: Porto Velho, Candeias do Jamari, Guajará-Mirim, Itapuã do Oeste e Cujubim. O reconhecimento indica o cumprimento de critérios de qualidade nas ações de vigilância, diagnóstico, tratamento e controle da doença.

    Dia Mundial da Doença de Chagas

    O Ministério da Saúde anunciou incentivo de R$ 11,7 milhões para fortalecer a vigilância entomológica da doença de Chagas em 155 municípios de 17 estados. A medida prioriza áreas com maior risco e vulnerabilidade e apoia ações de monitoramento de vetores e resposta a focos.

    Entre 2023 e 2025, a distribuição de testes e medicamentos para a doença cresceu mais de 130%, ampliando a capacidade de detecção e vigilância. No mesmo período, a rede diagnóstica de malária foi fortalecida com a aquisição de 1,15 milhão de testes rápidos, especialmente para áreas de difícil acesso, volume seis vezes maior que o registrado em 2022.

    Também durante a abertura da Expoepi, foram reconhecidos os municípios de Anápolis e Goiânia, em Goiás, com selo bronze de boas práticas para eliminação da transmissão vertical da doença.

    Brasil Saudável

    O Programa Brasil Saudável consolida a estratégia do país para eliminar doenças como problema de saúde pública até 2030, alinhada à Agenda 2030. Durante a Expoepi, foram destacados resultados como a certificação da eliminação da filariose linfática, em 2024, e da transmissão vertical do HIV, em 2025. O programa também contribuiu para a redução de casos de malária, queda de óbitos por aids e mudança na tendência de crescimento da sífilis congênita.

    A iniciativa está presente em 25 estados, no Distrito Federal e em 207 municípios prioritários. Entre os avanços, estão a ampliação do uso de testes rápidos, a incorporação de novas tecnologias diagnósticas, como o duoteste HIV e sífilis e testes

    moleculares para tuberculose, além da expansão do acesso ao tratamento, incluindo a tafenoquina em 184 municípios e 16 Distritos Sanitários Especiais Indígenas. Também foram incorporadas medidas como a notificação compulsória de HTLV e hepatite B em gestantes e crianças.

    Saúde na Escola

    Ainda durante a abertura da Expoepi, o ministro Padilha apresentou a campanha e anunciou o início da vacinação no âmbito do programa Saúde na Escola. Em 2025, a ação ampliou o acesso à vacinação, com mais de 1,6 milhão de doses aplicadas em ambiente escolar. A estratégia fortalece a articulação entre educação e atenção primária e contribui para reduzir desigualdades no acesso aos serviços de saúde.

    Para 2026, estão previstos R$ 150 milhões para a estratégia de vacinação nas escolas e outras ações prioritárias de imunização no SUS. A mobilização nacional começa em 24 de abril e segue até 30 de maio, com foco na atualização da caderneta vacinal de crianças e adolescentes.

    Expoepi

    A Expoepi acontece em Brasília entre os dias 13 e 17 de março e reúne experiências do SUS voltadas à prevenção e ao controle de doenças. Nesta edição, o evento tem como eixo “Saúde e Mudanças Climáticas” e promove o intercâmbio de estratégias e práticas adotadas em todo o país.

    A programação inclui apresentação de pesquisas, iniciativas de vigilância e experiências bem-sucedidas nos territórios. O evento também conta com uma exposição dedicada à doença de Chagas, com conteúdos educativos sobre prevenção, diagnóstico e tratamento, voltados a profissionais de saúde e à população.

    Amanda Milan
    Ministério da Saúde

  • Em parceria com Harvard, Ministério da Saúde participa de maratona de inovação para sistemas de saúde

    Na busca por soluções para os desafios dos sistemas de saúde, 12 mil pessoas, conectadas por 40 hubs de inovação em 30 países, participaram do HSIL Hackathon 2026 – Building High-Value Health Systems: Leveraging AI, realizado nos dias 10 e 11 deste mês. O objetivo foi desenvolver soluções baseadas em inteligência artificial (IA) para a saúde pública. O evento é promovido pelo Health Systems Innovation Lab da Universidade de Harvard e, o Hub Brasília, foi realizado em parceria com o Ministério da Saúde.

    No Brasil, a iniciativa contou  com três hubs: Brasília (DF), Natal (RN) e São Paulo (SP). Em Brasília, houve a presença de 85 participantes de 10 estados (Bahia, Pará, Santa Catarina, Tocantins, Minas Gerais, São Paulo, Alagoas, Roraima, Ceará e Amazonas), organizados em 16 equipes. Os projetos se concentraram em três eixos: Fragmentação do Cuidado (9 equipes), Letramento em Saúde (4) e Barreiras de Comunicação (3).

    Os participantes foram desafiados a propor soluções para questões prioritárias, como o aumento da demanda por serviços, o envelhecimento populacional, a desigualdade no acesso e o crescimento dos dados em saúde. Os mentores orientaram que as soluções deveriam ser destinadas a gestores do SUS e equipes desde a Atenção Primária à Especializada e as propostas adaptadas a diferentes níveis de maturidade tecnológica entre União, estados e municípios, além das desigualdades culturais e regionais do país.

    Para o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Adriano Massuda, o SUS vive um processo de transformação digital impulsionado por iniciativas como o hackathon. “O SUS, por atender um país continental e diverso, é uma potência de inovação construída por profissionais da ponta. O desafio do Governo do Brasil é sistematizar essas informações e fortalecer essa capacidade. O hackathon promove uma imersão global em ideias relevantes para esse processo”, afirmou. 

    Para a secretária de Informação e Saúde Digital (SEIDIGI), Ana Estela Haddad, a construção multiprofissional é essencial para gerar inovação. “A competição motiva, mas o principal é o processo. Equipes com diferentes olhares constroem soluções mais aderentes à realidade. Os projetos demonstraram convicção e vivência dos desafios do SUS e podem orientar caminhos concretos”, afirmou.

     Hackathon: maratona de inovação

    O hackathon é uma maratona colaborativa em que participantes se reúnem por um a dois dias para desenvolver soluções inovadoras. Nesta edição, o desafio foi criar softwares capazes de reduzir gargalos em sistemas de saúde, integrando a experiência de profissionais da saúde e da tecnologia. As equipes analisaram problemas, desenvolveram soluções com uso de inteligência artificial, receberam mentorias e apresentaram propostas a uma banca avaliadora, que selecionou a melhor equipe para a próxima fase. 

    A banca foi composta pela diretora executiva de Atenção Integral à Saúde na Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS, Luciana Maciel de Almeida Lopes, a consultora do Ministério da Saúde, Dra. Maria do Carmo, a pesquisadora em políticas públicas de saúde, Dra. Nadja Bisinotti, a pesquisadora e professora na área de saúde coletiva da Universidade de Brasília, Ana Valéria Machado Mendonça, o professor na área de saúde e sociedade da Universidade de São Paulo, PhD Deivison Mendes Faustino, e o cirurgião dentista especialista em saúde digital, Dr. Marcelo Ramos Pinto.

    A equipe selecionada, avança para o Venture Incubation Program, etapa global de incubação com dois bootcamps voltados ao aprimoramento dos projetos e pitches. Após essa fase, as 20 melhores equipes seguem para mentorias aprofundadas. Na etapa final, o Venture Building Immersion, as 10 equipes mais promissoras participam de seminários, workshops e mentorias para estruturar seus empreendimentos. O processo se encerra com o Demo Day Global, quando os projetos são apresentados a investidores gerando oportunidade de financiamento e parcerias.

     Representante vencedora do Hub Brasília  no desafio

    A equipe vencedora em Brasília apresentou o projeto intitulado ONCONAV Brasil e seguirá  para a etapa global ao ter desenvolvido uma proposta de IA soberana (open source), integrada ao Meu SUS Digital, para pacientes, gestores e profissionais. A proposta é reduzir mortes evitáveis ao enfrentar a fragmentação do cuidado, com navegação inteligente, monitoramento de prazos e integração de dados. Entre as funcionalidades estão: navegação do paciente oncológico, monitoramento da Lei dos 60 dias, agendamento automatizado e priorizado, organização da linha de cuidado (protocolos OCI), apoio à decisão e redução de desperdícios (controle BPA/APAC).

     A equipe é formada pela estudante de administração, Clarysse Rodrigues Dias, pelo médico sanitarista, Denis Satoshi Komoda, pela tecnóloga em Sistemas biomédicos, Joana Ferreira da Silva, pela sanitarista, Kryslainne Millena Oliveira de Jesus, pela engenharia eletrônica, Sofia Consolmagno Fontes, e pela estudante de fisioterapia e desenvolvimento de sistemas, Thayna Gonçalves Dutra. Entre os membros da equipe, três atuam no Ministério da Saúde, na Secretaria de Ciência, Tecnologia, Inovação e Complexo da Saúde.

    Foto: Thiago Campelo/MS
    Foto: Thiago Campelo/MS

    Para Kryslainne Millena Oliveira de Jesus, o projeto tem potencial para representar o Brasil nas próximas etapas. “Essa vitória é um passo importante na proposição de soluções para o sistema de saúde. A fragmentação do cuidado é um desafio e acreditamos no potencial de expansão da proposta. Estamos animadas com os aprendizados ao longo do caminho”, afirmou.

    Jaciara França
    Ministério da Saúde

  • CNJ, Ministério da Saúde e AGU firmam acordo para ampliar soluções consensuais em demandas de saúde

    Com o objetivo de contribuir para a redução do número de judicializações no Sistema Único de Saúde (SUS), o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) firmou, nesta segunda-feira (13), em Brasília, um acordo de cooperação técnica com o Ministério da Saúde e a Advocacia-Geral da União (AGU). A meta é atuar de forma estruturante sobre a judicialização da saúde, criando fluxos institucionais que possibilitem a conciliação, a mediação e a resolução consensual.

    Na prática, neste primeiro momento, as ações buscarão conciliações para a oferta de medicamentos que foram judicializados há algum tempo e que agora já estão incorporados ao SUS. Assim, não é mais necessária a continuidade dos processos judiciais, e o fornecimento passa a ser feito pelos serviços regulares do SUS aos usuários. A medida desafoga o Judiciário e favorece a previsibilidade da gestão do SUS.

    O pacto estabelece uma atuação integrada entre as instituições, alinhando o Judiciário, a advocacia pública e a gestão do SUS. Essa união qualifica o tratamento das demandas por meio da troca de informações técnicas e jurídicas, da definição de procedimentos comuns e de maior previsibilidade na atuação estatal.

    O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou que “instrumentos como este, que criam previsibilidade e um ambiente para que aquilo que já foi definido possa ser implementado cada vez melhor, permitem também que enfrentemos desafios, garantindo que as decisões não interfiram no planejamento e na organização que salvam outras vidas”.

    Dessa forma, o acordo busca mitigar os impactos negativos da judicialização sobre o SUS, como decisões desconectadas de protocolos, pressão orçamentária e insegurança jurídica. A expectativa é promover soluções mais céleres, sustentáveis e alinhadas à política pública de saúde, preservando o acesso à Justiça, mas deslocando o eixo da resposta estatal para uma lógica menos litigiosa e mais cooperativa.

    “Mais do que o custo da judicialização, o nosso desafio é garantir as evidências, a propriedade científica e a avaliação de custo-efetividade, que vêm se tornando cada vez mais intensas”, complementou o ministro.

    O acordo não prevê transferência de recursos financeiros entre os órgãos, sendo executado com as estruturas e equipes próprias de cada instituição.

    Plano de Trabalho

    O Plano de Trabalho assegura efetividade e previsibilidade à iniciativa ao garantir que a atuação conjunta entre o CNJ, a AGU e o Ministério da Saúde seja baseada em planejamento, acompanhamento de resultados e na possibilidade de ajustes contínuos. Essa estrutura permite que a cooperação produza impactos concretos no enfrentamento da judicialização da saúde, fortalecendo soluções técnicas, consensuais e alinhadas às políticas públicas do SUS.

    A iniciativa está alinhada à Política Judiciária de Resolução Adequada das Demandas de Assistência à Saúde, instituída pelo CNJ.

  • Ministério da Saúde anuncia Mês de Vacinação dos Povos Indígenas 2026

    O Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Saúde Indígena (SESAI), anunciou hoje (13) o Mês de Vacinação dos Povos Indígenas (MVPI) para 2026. A iniciativa foi anunciada pela secretária Lucinha Tremembé nesta manhã, na aldeia Barão do Rio Branco, localizada no município de Mâncio Lima, no Acre. A campanha busca ampliar o acesso à imunização em territórios indígenas, especialmente em áreas de difícil acesso. O MVPI contará com mais de 2,5 mil trabalhadores mobilizados para ampliar a imunização nos 34 DSEI do país.

    No último MVPI, realizado em 2025, o Ministério da Saúde aplicou mais de 70 mil doses e alcançou 57 mil indígenas. Este ano, de acordo com a secretária de Saúde Indígena, Lucinha Tremembé, a expectativa é intensificar a imunização em 73 polos-base, abrangendo 650 aldeias, com estimativa de aplicação de mais de 89 mil doses. 

    “Iniciar o Mês de Vacinação dos Povos Indígenas em um território com desafios históricos de acesso é uma decisão estratégica e necessária. Nosso objetivo é ampliar a cobertura vacinal justamente em locais de baixa cobertura, garantindo que a informação chegue de forma clara e respeitosa, e que a população compreenda a importância da imunização para a proteção individual e coletiva. Estamos mobilizando equipes, fortalecendo a atenção primária e reafirmando o compromisso do Ministério da Saúde com a equidade e com o cuidado integral aos povos indígenas”, destacou a secretária. O município conta três etnias (Puyanawa, Nukini e Nawa), somando cerca de dois mil indígenas.

    O MVPI será realizado de 25 de abril a 25 de maio de 2026. A inciativa é realizada desde 2010 e está integrada à 24ª Semana de Vacinação nas Américas e da 15ª Semana Mundial de Imunização, que iniciam no dia 25 e seguem até 2 de maio de 2026, com o lema: “Sua decisão faz a diferença. Imunização para todos”.

    A anúncio contou com a participação de Anderson Lima, prefeito de Mâncio Lima; Joel Puyanawa, cacique do povo Puyanawa e vereador do município, José Auricélio Sereno Kaxinawá, presidente do Conselho Distrital de Saúde Indígena (Condisi) do DSEI Alto Rio Juruá; Lely Gusmam, representante da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e Rusie Paula, secretária Municipal de Saúde.

    MVPI

    Coordenada pela Secretaria de Saúde Indígena (Sesai), a campanha reforça a proteção contra doenças imunopreveníveis e contribui para o fortalecimento da atenção primária, por meio da busca ativa de indígenas ainda não imunizados. A ação é operacionalizada a partir de um planejamento logístico diferenciado, intensificação da busca ativa intraterritorial, monitoramento contínuo de indicadores e atuação integrada das Equipes Multidisciplinares de Saúde Indígena (EMSI).

    Durante o MVPI, serão ofertados todos os imunobiológicos previstos no Calendário Nacional de Vacinação: Hepatite A; Hepatite B; BCG; Penta (DTP/Hib/Hep B); Pneumocócica 10-valente; Pneumocócica 23-valente (Pneumo 23); VIP (Vacina Inativada Poliomielite); VRH (Vacina Rotavírus Humano); Meningocócica C (conjugada); Meningocócica ACWY (conjugada); Febre amarela; Tríplice viral (sarampo, rubéola e caxumba); Tetraviral (sarampo, rubéola, caxumba e varicela); Varicela (monovalente); DTP (tríplice bacteriana); dTpa; HPV quadrivalente (papilomavírus humano); Influenza; e Covid-19.

    Histórico

    O Mês de Vacinação dos Povos Indígenas foi instituído no Brasil em 2010 para ampliar o acesso à imunização em territórios indígenas, especialmente em áreas remotas. De lá para cá, é realizado anualmente, em consonância com a Organização Pan-Americana da Saúde, que, em parceria com os países e territórios da Região das Américas, promove a Semana de Vacinação nas Américas e a Semana Mundial de Imunização.

    Essas iniciativas reforçam a vacinação como uma das principais estratégias de saúde pública para a prevenção de doenças e proteção da população. Trata-se de uma ação prioritária para a ampliação das coberturas vacinais, mitigação de riscos epidemiológicos e fortalecimento da proteção coletiva, principalmente em grupos prioritários, que incluem crianças, gestantes e idosos.

    Leidiane Souza
    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde lança videocast com primeiro episódio focado em saúde mental

    Ministério da Saúde lança videocast com primeiro episódio focado em saúde mental

    O Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, estreia, nesta segunda-feira (13)videocast “Saúde nas Redes”, programa quinzenal que será exibido no canal oficial do Ministério da Saúde no Youtube. No primeiro episódio, o tema será saúde mental, assunto cada vez mais urgente no debate público e nas redes sociais. Padilha recebe a psicóloga e criadora de conteúdo Karen Scavacini e a cientista social e influenciadora Nataly Neri. 

    “A gente vive um tempo em que as telas estão dominando tudo, mas o lazer, o aprendizado e outras oportunidades que elas proporcionam podem se tornar um problema quando o uso sai do controle. Quando alguém começa a ficar irritado ao ficar sem celular, deixa de realizar outras atividades, passa as madrugadas online, dorme mal, se isola no quarto e perde o interesse em conversar, esses são sinais de alerta. Quanto mais cedo a gente percebe, mais conseguimos ajudar”, afirmou o ministro Alexandre Padilha. 

    Com formato quinzenal, o videocast surge com a proposta de ampliar o acesso da população a informações verdadeiras e qualificadas sobre saúde, conectando especialistas e comunicadores com forte presença digital. A cada episódio, o ministro recebe um especialista no tema em discussão ao lado de um influenciador digital, promovendo conversas acessíveis, relevantes e alinhadas aos desafios atuais da saúde pública. 

    programa é uma parceria entre o Ministério da Saúde e o YouTube, sempre às segundas-feiras, no canal oficial do Ministério da Saúde e nas redes sociais da pasta.  
     
    Saúde mental e ambiente digital  
     
    Na estreia, o debate é em torno dos impactos do ambiente digital no bem-estar emocional da população. Durante a conversa, Karen Scavacini destaca a importância de compreender a internet como uma grande praça pública e reforça a necessidade de atenção dos pais e responsáveis ao uso de celulares e redes sociais por crianças e adolescentes. Já Nataly Neri compartilha como a exposição da vida nas redes sociais contribuiu para seu adoecimento mental e fala sobre o percurso de descoberta e cuidado com a própria saúde. 

    Os próximos episódios abordarão temas de grande relevância, como desinformação, jogos de apostas (bets) e saúde da mulher, ampliando o debate sobre questões atuais que impactam diretamente o bem-estar da população e o uso consciente das tecnologias no dia a dia. 

    Assista ao primeiro episódio

    Camila Marques  
    Ministério da Saúde