Categoria: SAÚDE GOV

  • Saúde reforça vacinação de gestantes contra bronquiolite antes do período de maior circulação do vírus

    Saúde reforça vacinação de gestantes contra bronquiolite antes do período de maior circulação do vírus

    O Ministério da Saúde faz um alerta para que gestantes a partir da 28ª semana se vacinem contra o vírus sincicial respiratório (VSR) principal causador da bronquiolite em bebês menores de dois anos. A estratégia, inédita no Sistema Único de Saúde (SUS), busca garantir proteção antes do período de maior circulação do vírus, que tende a se intensificar a partir de fevereiro, com pico nos meses de abril e maio.

    A imunização permite a transferência de anticorpos da mãe para o bebê ainda durante a gravidez, protegendo a criança nos primeiros seis meses de vida, fase de maior vulnerabilidade às formas graves da doença. Mais de 673 mil doses do primeiro lote foram distribuídas aos estados, com 88,4 mil aplicadas desde 3 de dezembro.

    “Ao vacinar as gestantes, garantimos que os bebês já nasçam protegidos, reduzindo internações, o sofrimento das famílias e mortes evitáveis. Por isso, é fundamental que todas as gestantes a partir da 28ª semana procurem a unidade básica de saúde mais próxima para se vacinar”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

    Para viabilizar a estratégia, o Ministério da Saúde distribuiu no início de dezembro o primeiro lote de 673 mil doses da vacina a todos os estados e ao Distrito Federal, conforme cronograma pactuado com gestores estaduais e municipais. Ao todo, a pasta adquiriu 1,8 milhão de doses. A estimativa é de que a vacinação possa evitar cerca de 28 mil internações por ano e beneficiar aproximadamente dois milhões de recém-nascidos.

    A vacina é produzida pelo Instituto Butantan, em parceria com a farmacêutica Pfizer, no âmbito de uma Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP) firmada em setembro. Além de garantir o fornecimento imediato ao SUS, o acordo prevê a transferência de tecnologia e a produção nacional de até 8 milhões de doses por ano, fortalecendo a soberania sanitária e a capacidade produtiva do país.

    O VSR segue como o principal causador de infecções respiratórias agudas graves em crianças menores de dois anos. O vírus é altamente transmissível e responde por cerca de 80% dos casos de bronquiolite e 60% das pneumonias nessa faixa etária.

    Edjalma Borges
    Ministério da Saúde

  • Auditoria do SUS aponta interrupção de serviços e fragilidades na assistência obstétrica e neonatal em maternidades de Goiânia

    Auditoria do SUS aponta interrupção de serviços e fragilidades na assistência obstétrica e neonatal em maternidades de Goiânia

    Goiânia (GO) – Auditoria realizada pelo Departamento Nacional de Auditoria do SUS (DenaSUS), órgão do Ministério da Saúde, identificou desafios relacionados à continuidade de serviços, à operação de leitos habilitados e à gestão da assistência obstétrica e neonatal em maternidades municipais de Goiânia. As análises constam do Relatório nº 19.903, que avaliou o período de janeiro de 2023 a junho de 2025.

    A auditoria envolveu o Hospital e Maternidade Dona Íris (HMDI), o Hospital Municipal da Mulher e Maternidade Célia Câmara (HMMCC) e a Maternidade Nascer Cidadão (MNC), e foi instaurada a partir de solicitação da Câmara Municipal de Goiânia, após a suspensão de atendimentos eletivos em algumas unidades no final de 2024, em um contexto de restrições financeiras na rede municipal de saúde.

    De acordo com o DenaSUS, inspeções in loco e análises documentais indicaram que determinados serviços e leitos, embora habilitados e registrados como ativos nos sistemas oficiais, apresentaram períodos de inatividade ou funcionamento parcial ao longo do intervalo auditado. Entre as situações observadas estão ambulatórios temporariamente fechados, centros de parto normal sem operação contínua e leitos especializados com uso interrompido.

    Verificou-se a ocorrência de períodos de inatividade ou interrupção de serviços habilitados, o que pode impactar o acesso da população e a continuidade da assistência”, registra o relatório do DenaSUS.

    O documento aponta que, no Hospital Municipal da Mulher e Maternidade Célia Câmara, houve suspensão temporária de atendimentos ambulatoriais e paralisação de modalidades específicas de leitos. No Hospital e Maternidade Dona Íris, estruturas de apoio à gestante, como a Casa da Gestante, Bebê e Puérpera, apresentaram períodos sem funcionamento. Já na Maternidade Nascer Cidadão, foram identificadas restrições pontuais ao atendimento ambulatorial e ao acolhimento.

    A auditoria também destacou fragilidades nos processos de monitoramento e acompanhamento da execução dos recursos federais, especialmente no que se refere à consolidação de informações financeiras por maternidade, habilitação ou tipo de serviço. Segundo o DenaSUS, essa limitação dificultou uma análise mais detalhada da aplicação dos recursos vinculados à Média e Alta Complexidade (MAC).

    A ausência de informações financeiras sistematizadas e consolidadas representou um fator limitante para a avaliação da execução dos recursos e da conformidade dos gastos”, aponta o relatório.

    No âmbito das políticas públicas, o DenaSUS ressalta que a continuidade dos serviços de atenção obstétrica e neonatal é estratégica para a efetividade das ações da Rede Cegonha e da Rede Alyne, voltadas à qualificação do cuidado no pré-natal, parto, puerpério e atenção ao recém-nascido.

    Como encaminhamento, o diretor do DenaSUS, Rafael Bruxellas, destacou que a auditoria não se encerra com a entrega do relatório e que o Departamento seguirá acompanhando as providências adotadas. Segundo ele, será constituída uma comissão de fiscalização permanente para acompanhar a execução dos convênios firmados entre a Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia e os prestadores de serviço, além do monitoramento de um plano de ação a ser apresentado pelo município.

    O relatório aponta recomendações e um caminho para sanar as constatações identificadas, como a constituição de uma comissão de fiscalização que garanta a correta execução dos convênios. O DenaSUS também se coloca à disposição para, junto à prefeitura, monitorar o plano de ação que será apresentado para superar as não conformidades apontadas”, afirmou Bruxellas.

    Ao final, o DenaSUS reforça que o acompanhamento contínuo das recomendações é fundamental para assegurar a regularidade dos serviços e o fortalecimento da gestão da assistência obstétrica e neonatal no âmbito do Sistema Único de Saúde.

    Ministério da Saúde

  • Lideranças da Saúde de 5 países reforçam capacidade de resposta a surtos em treinamento no Ceará

    Lideranças da Saúde de 5 países reforçam capacidade de resposta a surtos em treinamento no Ceará

    O Brasil sediou, de segunda (8) a sexta-feira (12), a 6ª edição global do Programa de Treinamento de Liderança em Resposta a Surtos (GOARN – TIER 3). O encontro, promovido pelo Ministério da Saúde em parceria com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS) e a Rede Global de Alerta e Resposta a Surtos (GOARN), foi realizado em Fortaleza (CE) e reuniu 21 profissionais de 10 organizações e cinco países da América Latina e Caribe, com o objetivo de aprimorar as competências de liderança necessárias para gerenciar emergências de saúde pública de alta complexidade.

    A imersão contou com o apoio logístico e técnico da Fundação Oswaldo Cruz do Ceará (Fiocruz/CE), do Instituto Todos Pela Saúde (ITpS) e foi co-ministrada pelo Centro de Política de Segurança de Genebra. Profissionais de Belize, El Salvador, Paraguai, Peru, Equador e Brasil participaram e, tiveram como centro do debate, o desenvolvimento de habilidades para uma atuação estratégica, confiável e influente em cenários que exigem rápida tomada de decisão – uma lição aprendida e reforçada pela recente pandemia de covid-19.

    Durante os cinco dias, os participantes aprofundaram práticas de liderança em um ambiente de aprendizagem colaborativa. Os temas abordados incluíram ampliação da consciência situacional, gestão de tensões, coordenação eficaz entre múltiplos atores e a importância da inclusão, diversidade e colaboração estratégica para a construção de relações de confiança. A iniciativa, importante para fortalecer a segurança sanitária, foi organizada pela Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA/MS), por meio do Departamento de Emergências de Saúde Pública (DEMSP).

    Os profissionais treinados estarão mais bem preparados para liderar respostas a emergências de saúde, incluindo o fortalecimento da comunicação e da construção de confiança na gestão intersetorial de riscos. Os resultados de aprendizagem incluem a aplicação da liderança como função estratégica e prática coletiva, o emprego de estratégias avançadas de engajamento e a capacidade de analisar cenários complexos para tomar decisões fundamentadas.

    O Diretor de Emergências em Saúde Pública do Brasil, Edenilo Barreira, destacou a relevância da iniciativa. “Esse treinamento é fundamental para que o Brasil e a região estejam mais bem preparados diante de futuras emergências. Nosso compromisso é continuar oferecendo programas de capacitação, por meio do Centro Colaborador para Preparação para Emergências em Saúde Pública, que aumentem a segurança sanitária regional nos próximos anos, de forma que nenhum país, ninguém seja deixado para trás diante de uma emergência”, declarou.

    A formação de lideranças capacitadas, o fortalecimento de redes colaborativas em saúde pública e a promoção de práticas alinhadas aos princípios da diversidade e equidade representam os principais benefícios institucionais da iniciativa para os países participantes

    Ministério da Saúde

  • Hospital do Coração de Natal é o primeiro estabelecimento privado do Rio Grande do Norte a atender pacientes do SUS pelo Agora Tem Especialistas

    Hospital do Coração de Natal é o primeiro estabelecimento privado do Rio Grande do Norte a atender pacientes do SUS pelo Agora Tem Especialistas

    A partir de agora, os pacientes do SUS do Rio Grande do Norte poderão ser atendidos no Hospital do Coração de Natal, do grupo Athena, o primeiro estabelecimento privado do estado a participar do programa Agora Tem Especialistas, do governo federal. Isso significa que a população potiguar terá acesso a mais de 4,3 mil consultas, exames e cirurgias oncológicas por ano, o que equivale a 365 procedimentos de média e alta complexidade por mês.

    Para isso, o Ministério da Saúde e a direção do hospital assinaram, nesta segunda-feira (15), em Natal (RN), o contrato que viabiliza a parceria. “Esse esforço se soma a outras ações do Agora Tem Especialistas para mobilizar, de forma plena, o sistema de saúde brasileiro, seja municipal, estadual ou federal; seja privado, filantrópico ou privado lucrativo, para que possamos reduzir o tempo de espera por atendimento especializado ao povo brasileiro”, destacou o diretor do programa Agora Tem Especialistas, do Ministério da Saúde, Rodrigo Oliveira, em Natal (RN), durante a assinatura do contrato.

    Além do Hospital do Coração em Natal (RN), outros dez hospitais privados e filantrópicos já estão atendendo os pacientes do SUS pelo Agora Tem Especialistas, nos estados do Pará, Pernambuco, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Sul.

    Três são privados (Hospital Cinthia Charone, em Belém (PA); Francisco Hospital e Maternidade/Neotin, em Niterói (RJ), Hospital Santa Terezinha, em Sousa (PB)); e os demais filantrópicoss (Santa Casa de Recife e o Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (IMIP), em Recife (PE); a Santa Casa de Sobral e a Santa Casa de Fortaleza, em Sobral (CE) e Fortaleza (CE); a Santa Casa de Porto Alegre, em Porto Alegre (RS); a Beneficente Portuguesa, em Belém (PA); e o Instituto de Oncologia e Ciências Médicas/Feluma, em Belo Horizonte (MG)).

    O Ministério da Saúde analisa a manifestação de interesse de mais de 200 outros hospitais em todo o país.

    Agora Tem Especialistas para reduzir o tempo de espera no SUS

    Criado para reduzir o tempo de espera por consultas, exames e cirurgias, o programa Agora Tem Especialistas, do Ministério da Saúde, consolidou-se, desde maio de 2025, como a principal ação do Governo Federal para ampliar e qualificar o acesso à atenção especializada com o objetivo de reduzir o tempo de espera por atendimento no SUS.

    Além da troca de dívidas por atendimentos, outras iniciativas estão em andamento, como mutirões — incluindo o maior da história do SUS, com 61 mil procedimentos, realizado no último fim de semana —; carretas de saúde da mulher, oftalmológicas e de exames de imagem, que já oferecem atendimento em todos os estados; a ampliação dos horários de funcionamento dos serviços de saúde; o provimento e a formação de mais médicos especialistas; entre outros.

    Luciana Lima e Narley Resende  
    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde fortalece rede de atenção em saúde bucal em diversas regiões do país

    Ministério da Saúde fortalece rede de atenção em saúde bucal em diversas regiões do país

    Para ampliar o acesso aos serviços e fortalecer a cobertura de saúde bucal no Sistema Único de Saúde (SUS), o Ministério da Saúde credenciou e habilitou mais de 610 municípios para receberem incentivo financeiro de implantação e custeio mensal de equipes de Saúde Bucal (eSB), Serviços de Especialidades em Saúde Bucal (Sesb), Centros de Especialidades Odontológicas (CEO) e Laboratórios Regionais de Prótese Dentária (LRPD). A Portaria 9.082, de 3 de dezembro de 2025, prevê o aporte de cerca R$ 101 milhões para novas equipes e serviços que já vinham sendo ofertados ou que serão ampliados até 2027.

    Das equipes de Saúde Bucal (eSB) habilitadas, cinco delas, em municípios de Minas Gerais e São Paulo passam a atender com carga horária de 40 horas semanais, beneficiando cerca de 20 mil pessoas. Atualmente, o SUS conta com 34.380 equipes de Saúde Bucal neste regime, presentes em 5.160 municípios, o que representa quase 93% do país. Cada uma dessas localidades possui, no mínimo, uma eSB, que atua de forma integrada às equipes da Estratégia Saúde da Família.

    A ampliação da carga horária das equipes de Saúde Bucal para 40 horas semanais amplia o acesso da população aos serviços, permite abrir mais vagas para consultas e procedimentos, além de contribuir para a redução do tempo de espera por atendimento. Além disso, o aumento da disponibilidade profissional possibilita a expansão das ações de prevenção e promoção da saúde, com a realização de mais atividades educativas, participação em ações coletivas nas escolas e na comunidade e reforço no acompanhamento de gestantes, idosos e outros grupos prioritários.

    A Portaria também prevê a expansão dos Serviços de Especialidades em Saúde Bucal por meio da ampliação e qualificação da oferta de especialidades odontológicas em municípios com até 30 mil habitantes. Foram 105 municípios habilitados para receber o incentivo financeiro de custeio mensal, além de 303 municípios contemplados com recurso para a implantação desses serviços. A estratégia busca garantir atendimento especializado em localidades de pequeno porte, reduzindo desigualdades regionais e ampliando o acesso à população que historicamente enfrenta maiores barreiras socioeconômicas.

    Além disso, 10 Centros de Especialidades Odontológicas (CEO) foram habilitados para receber incentivo de adesão à Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência (RCPD), medida que amplia o acesso das pessoas com deficiência a atendimento odontológico especializado, integral e de maior qualidade.

    Próteses dentárias

    Outros 176 municípios também foram habilitados para receberem incentivo financeiro relativo aos Laboratórios Regionais de Prótese Dentária (LRPD). Essa ampliação reforça o cuidado voltado à reabilitação oral, contribuindo para melhorar a autoestima, a saúde bucal e a qualidade de vida da população que necessita de próteses dentárias.

    O credenciamento de novos municípios para a produção de próteses dentárias amplia a capacidade do SUS para reabilitação oral, aumenta o número de serviços aptos a confeccionar próteses, reduz filas, aproxima o cuidado das populações locais e garante acesso a este recurso da saúde bucal.

    Em 2025, o Governo Federal já investiu R$ 4,14 bilhões em saúde bucal e o investimento previsto para 2026 é de R$ 4,47 bilhões.

    Ministério da Saúde

  • Em Alagoas, Ministério da Saúde diploma 2.799 Agentes de Saúde e de Endemias

    Em Alagoas, Ministério da Saúde diploma 2.799 Agentes de Saúde e de Endemias

    Nesta sexta-feira (12), o Ministério da Saúde realizou a formatura de mais uma turma de Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e Agentes de Combate às Endemias (ACE) do programa Mais Saúde com Agente, na cidade de Arapiraca (AL).  No estado foram diplomados 2.156 ACS e 642 ACE, resultado que representa um marco para o estado e reforça o compromisso com a qualificação das equipes que atuam diretamente na Atenção Básica e na Vigilância em Saúde.

    O Mais Saúde com Agente teve o objetivo de oferecer formação de nível técnico aos ACS e ACE de todo o país, por meio de dois cursos articulados: o Curso Técnico em Agente Comunitário de Saúde e o Curso Técnico em Vigilância em Saúde com Ênfase no Combate às Endemias. A formação foi desenvolvida em formato híbrido, com 40% da carga horária realizada em Ensino a Distância (EaD) e 60% em atividades práticas nos próprios territórios de atuação. Para garantir a qualidade do processo educativo, o programa contou com tutores responsáveis por mediar debates e orientar disciplinas no ambiente virtual, além de preceptores – trabalhadores das redes municipais – que acompanharam de perto as atividades desenvolvidas pelos agentes nos serviços e comunidades.

    Essa estrutura formativa promoveu uma integração inédita entre ACS e ACE, fortalecendo o trabalho conjunto e estimulando debates, ações educativas e práticas que ampliam o olhar crítico e o escopo de atuação dos profissionais. O resultado se expressa na qualificação do cuidado prestado à população e no fortalecimento das redes locais de saúde. O secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Felipe Proenço, destacou o impacto do programa na educação em saúde: “No Brasil, 80% da formação técnica é ofertada por instituições privadas. Imaginem se, além de todo o trabalho que os agentes já realizam no dia a dia, ainda tivessem que pagar por essa formação. O Ministério da Saúde assumiu essa responsabilidade para garantir equidade, reconhecimento e valorização. A qualificação dos agentes nasce da prática — de saber chegar às casas, conversar, acolher, orientar, identificar necessidades e fortalecer vínculos. ”

    Além do avanço técnico, o programa tem importante impacto social. Grande parte dos agentes é formada por mulheres e pessoas negras, parcela da população historicamente sujeita a maiores barreiras de acesso e permanência em cursos de formação. Ao democratizar o ingresso em um curso técnico de qualidade, o Mais Saúde com Agente também se afirma como uma política de equidade, ampliando oportunidades e valorizando as trabalhadoras e trabalhadores que sustentam o cuidado comunitário em todo o país, como fala a presidente da Confederação Nacional dos Agentes de Saúde (CONACS), Ilda Angélica.

    “Hoje é dia de celebração e de valorização. Nós, agentes comunitários de saúde e agentes de combate às endemias, carregamos uma responsabilidade enorme. Estudamos, trabalhamos na base, enfrentamos nossos desafios pessoais e ainda assim seguimos firmes, porque acreditamos na transformação que fazemos. Não somos apenas agentes de saúde, somos agentes sociais. Atuamos na saúde, na educação, na assistência e no meio ambiente”, afirma a presidente do CONACS.

    Mostra nacional

    A Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES) reforça a importância do envio de trabalhos para a Mostra Nacional do Programa Mais Saúde com Agente, que será realizada nos dias 18 e 19 de março de 2026, em Brasília (DF). Serão selecionados 200 trabalhos de todas as regiões do país. Cada proposta poderá ter dois autores principais, e os 400 agentes selecionados terão participação integralmente custeada para apresentar suas experiências na capital federal. Durante o evento, também serão premiados dois trabalhos por região, que terão suas trajetórias registradas em webdocumentário, produzido pelo Conselho Nacional de Secretarias municipais de Saúde (Conasems).

    Juliana Lima
    Ministério da Saúde

  • Emissão de autorização para o Programa Dignidade Menstrual pode ser feita pela página de Consulta do Pé-de-Meia

    Emissão de autorização para o Programa Dignidade Menstrual pode ser feita pela página de Consulta do Pé-de-Meia

    A partir desta segunda-feira15 de dezembro, estudantes do Programa Pé-de-Meia podem emitir a autorização para a retirada gratuita de absorventes menstruais por meio da página de consulta do Pé-de-Meia. 

    A medida é parte de uma parceria estratégica entre o Ministério da Educação (MEC) e o Ministério da Saúde (MS), que, a partir dos Programas Pé-de-Meia e Dignidade Menstrual, respectivamente, visa ampliar o acesso e tornar a política mais conhecida e democrática, e fortalecer a equidade de gênero e justiça social dentro do espaço escolar.  

    A ação unificada foca no público que se enquadra nos critérios de ambos os programas, garantindo que as jovens que já recebem o incentivo financeiro para permanecer no Ensino Médio também tenham acesso facilitado a absorventes menstruais. Isso porque possuem um o público beneficiário comum composto por:  

    • Jovens estudantes com idade entre 14 e 24 anos;  

    • Estudantes de baixa renda cadastradas no CadÚnico regularmente matriculadas na rede pública de ensino 

    A integração desses dois programas faz parte da estratégia do Governo Federal para ampliar o apoio à população jovem, reafirmando a dignidade menstrual como um elemento essencial do direito à saúde e a educação de qualidade como um compromisso com a equidade de gênero e a justiça social.  

    “O objetivo é ampliar o suporte às pessoas em situação de vulnerabilidade para acesso aos absorventes menstruais pelo Farmácia Popular. Ao permitir a retirada da autorização vinculando ao Pé de Meia, o programa aproxima a população dos cuidados contínuos de saúde e fortalece o papel da atenção primária como porta de entrada do SUS”, reforça o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. 

    O principal ponto de oferta dos absorventes menstruais continua sendo as Farmácias Populares do Brasil credenciadas em todo país. Para acessar, é necessário emitir uma autorização do Programa Dignidade Menstrual que pode ser emitida pelos seguintes canais  

    I – Via aplicativo: Meu SUS Digital 

    II – Equalquer Unidade Básica de Saúde (UBS)  

    III – E, agora, também por meio da plataforma dos estudantes participantes do Pé-de-Meia. O processo dentro da página de consulta do Pé-de-Meia é simples: 

    1. emissão da Autorização do Programa Dignidade Menstrual, poderá ser feita clicando no banner incluído na Página Consulta Pé-de-Meia, conforme demonstrado na imagem: 

    1. Com a autorização em mãos (impressa ou digital), juntamente com o CPF e um documento de identificação com foto, a retirada poderá ser feita em qualquer farmácia credenciada no Programa Farmácia Popular do Brasil. 

    Com essa integração de esforços, o Governo Federal reafirma seu compromisso com políticas públicas que promovem equidade, saúde e educação de qualidade.  

    A ampliação das formas de acesso ao Programa Dignidade Menstrual não apenas promove maior autonomia às beneficiárias, como também contribui para a redução de desigualdades e para a construção de ambientes escolares mais inclusivos. Ao fortalecer a articulação entre educação e saúde, a iniciativa consolida um caminho mais justo e acolhedor para a juventude brasileira. 

    Ministério da Saúde

  • Mostra estadual do AgPopSUS reúne agentes populares em Salvador

    Mostra estadual do AgPopSUS reúne agentes populares em Salvador

    Salvador sediou, no último sábado (13), a Mostra Estadual do Programa de Formação de Agentes Educadores e Educadoras Populares de Saúde (AgPopSUS), que reuniu representantes de 33 turmas da Bahia, formadas por cerca de 600 educadores e educandos, agora atuando como agentes populares de saúde em territórios urbanos e rurais de todo o estado.

    A iniciativa integra a Política Nacional de Educação Popular em Saúde (PNEPS-SUS) e tem como objetivo fortalecer o protagonismo social na defesa do SUS, articulando saberes populares e conhecimentos técnicos para ampliar ações de educação em saúde, combate à desinformação e fortalecimento dos vínculos comunitários.

    Segundo o secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde, Felipe Proenço, o programa reafirma a educação popular como política pública estruturante do SUS: “O AgPopSUS é uma política pública que nasce da escuta dos territórios e reconhece o protagonismo dos agentes populares de saúde na construção do SUS. O Ministério da Saúde tem o compromisso de fortalecer a educação popular como estratégia permanente, garantindo que as comunidades participem ativamente da formulação, da implementação e do cuidado em saúde.”

    Entre as experiências compartilhadas na mostra está a de Joseane da Hora, educadora popular em saúde da comunidade quilombola de Cachoeira, que destacou o impacto da formação em sua trajetória e no território onde atua:

    “A formação foi muito importante porque a prática a gente já vive no dia a dia, mas conhecer a teoria e trocar experiências com outras comunidades enriqueceu ainda mais nosso trabalho. Muitos dos nossos saberes eram passados só de boca, e agora estão registrados, ganham visibilidade e podem continuar sendo compartilhados. Isso fortalece o território quilombola.”

    A Mostra Estadual do AgPopSUS reforça a educação popular em saúde como ferramenta estratégica de mobilização comunitária, valorização dos saberes dos territórios e garantia de direitos, fortalecendo os vínculos entre as políticas públicas de saúde e as comunidades onde os agentes populares atuam.

    Juliana Lima
    Ministério da Saúde

  • Governo federal amplia em 100% o financiamento da atenção especializada na Baixada Fluminense (RJ)

    Governo federal amplia em 100% o financiamento da atenção especializada na Baixada Fluminense (RJ)

    O Ministério da Saúde anunciou, nesta sexta-feira (12/12), a ampliação do limite financeiro da Média e Alta Complexidade (Teto MAC) para os municípios de Nilópolis e São João de Meriti, na Baixada Fluminense (RJ). A medida integra o programa Agora Tem Especialistas e garante R$ 85 milhões anuais adicionais para fortalecer o acesso da população a consultas especializadas, exames, cirurgias e internações no SUS.

    O Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou que a parceria entre Municípios, Estados e União são importantes para a ampliação e fortalecimento do programa Agora Tem Especialistas. “Esses recursos vão permitir a realização de mais cirurgias no Hospital de Nilópolis e da retomada dos procedimentos no Hospital de São João do Meriti, já no mês de janeiro. Ou seja, vamos reduzir o tempo dessa espera das pessoas que estão nas filas do município, além de aumentar a quantidade das cirurgias e o dos exames pelo SUS”, declarou.

    Com a nova portaria, assinada pelo ministro Alexandre Padilha, Nilópolis passa a receber R$ 25 milhões por ano incorporados ao Teto MAC, enquanto São João de Meriti contará com um reforço anual de R$ 60 milhões, com transferência regular e automática aos respectivos Fundos Municipais de Saúde.

    A ampliação anunciada consolida um crescimento expressivo do financiamento federal da atenção especializada nos dois municípios. Em Nilópolis, os repasses anuais do Teto MAC passaram de cerca de R$ 19,4 milhões em 2025 para aproximadamente R$ 44,4 milhões com a incorporação da nova portaria, o que representa um aumento de 128,8%. Já em São João de Meriti, o volume anual de recursos saiu de R$ 68,5 milhões em 2025 para cerca de R$ 128 milhões, considerando os repasses atuais e o novo reforço, resultando no crescimento de 86% no período.

    A ampliação do Teto MAC, por meio, do Agora Tem Especialistas, fortalece a atenção especializada no SUS. Nilópolis e São João de Meriti aderiram ao programa, com planos aprovados na Regional Metropolitana I, o que permite ampliar de forma estruturada a oferta de consultas, exames e cirurgias especializadas, reduzindo o tempo de espera e fortalecendo a rede de saúde da Baixada Fluminense.

    Rede especializada e capacidade instalada

    Os dois municípios integram a Regional Metropolitana I do estado do Rio de Janeiro e possuem redes assistenciais estratégicas para a Baixada Fluminense. Nilópolis conta atualmente com quatro hospitais SUS, uma UPA em funcionamento, serviços de saúde mental, além de produção crescente de cirurgias eletivas em 2025, com destaque para procedimentos ortopédicos realizados no âmbito do Agora Tem Especialistas. Já São João de Meriti possui uma rede ainda mais robusta, com seis hospitais SUS, UPA em funcionamento, leitos de psiquiatria em hospital geral, CAPS habilitados e elevada produção ambulatorial e hospitalar.

    Julianna Valença
    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde realiza o maior mutirão da história do SUS com mais de 61,6 mil cirurgias e exames neste fim de semana

    Ministério da Saúde realiza o maior mutirão da história do SUS com mais de 61,6 mil cirurgias e exames neste fim de semana

    Neste final de semana, o governo federal realizará o maior mutirão de cirurgias da história do SUS com a participação de 188 hospitais. A iniciativa do programa Agora Tem Especialistas reunirá Santas Casas e outras entidades filantrópicas de todo o país, que, de forma inédita, somarão esforços aos hospitais universitários da Rede Ebserh e aos hospitais e institutos federais, ligados ao Ministério da Saúde. Juntos, eles devem realizar 11,5 mil cirurgias, que fazem parte do total 61,6 mil procedimentos ofertados para todos os 26 estados e o Distrito Federal. 

    “Neste sábado e domingo, vamos realizar o maior mutirão da história do Sistema Único de Saúde. Pela primeira vez, além dos hospitais universitários, as Santas Casas, hospitais filantrópicos e instituições privadas que atendem pelo Agora Tem Especialistas participarão de um esforço nacional conjunto. Esse é o SUS mostrando sua força e sua capacidade de mobilização”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.  

    O objetivo prioritário da ação é desafogar a demanda reprimida por cirurgias, reduzindo o tempo de espera nas áreas de gastroenterologia, urologia, ortopedia, cardiologia, plásticas reparadoras, entre outros. Outros procedimentos também serão oferecidos, como consultas especializadas e exames, a exemplo de ultrassonografias, tomografias, endoscopias, ressonâncias magnéticas e consultas especializadas.  

    O mutirão acontecerá ao longo deste sábado (13) e domingo (14) para pacientes do SUS previamente agendados. Somente as 134 Santas Casas de Misericórdia e hospitais filantrópicos realizarão mais de 9 mil cirurgias, com o envolvimento das unidades localizadas em Alagoas (AL), Bahia (BA), Ceará (CE), Goiás (GO), Minas Gerais (MG), Mato Grosso do Sul (MS), Pará (PA), Paraíba (PB), Pernambuco (PE), Piauí (PI), Paraná (PR), Rio de Janeiro (RJ), Rio Grande do Norte (RN), Rio Grande do Sul (RS), Santa Catarina (SC), Sergipe (SE), São Paulo (SP) e Tocantins (TO). Entre as cirurgias oferecidas estão: bariátrica por videolaparoscopia, colecistostomia, plástica abdominal, hernioplastias e vasectomia. 

    Também participam do mutirão unidades federais, como o Instituto do Câncer (INCA), o Instituto de Cardiologia (INC), o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (INTO) e Hospitais dos Servidores, de Ipanema, de Bonsucesso, Cardoso Fontes, da Lagoa e do Andaraí, todos localizados na capital do Rio de Janeiro. 

    Hospitais universitários em todo o país 

    os 45 hospitais universitários da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH), ligada ao Ministério da Educação, realizam, neste sábado, a terceira edição do Mutirão no Dia E – Ebserh em Ação. Junto aos três institutos e seis hospitais federais, vinculados ao Ministério da Saúde, a rede Ebserh ofertará, ao todo, 2,2 mil cirurgias, 9,2 mil consultas e 40,7 mil exames em todos os estados brasileiros.  
     
    “A Ebserh está comprometida em enfrentar um dos maiores desafios do SUS, que é o acesso à atenção especializada. Esse esforço do governo federal tem, também, um valor enorme para a formação de nossos alunos de graduação, residentes médicos e multiprofissionais. O Dia E é isso: as universidades a serviço da vida, a serviço do Agora Tem Especialistas e aproveitando para ensinar os nossos alunos, residentes, a cumprir a missão da universidade”, afirma o presidente da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), Arthur Chioro. 
     
    Expectativa de ampliar o atendimento 

    Realizadas em julho e setembro deste ano, as duas primeiras edições do Dia E – Ebserh em ação realizaram mais de 46,7 mil procedimentos em mutirões do Agora Tem Especialistas.  

    A união de todas as unidades evidencia o caráter interministerial e cooperativo da iniciativa. Ao integrar redes hospitalares distintas, o mutirão amplia o alcance do SUS e fortalece a capacidade do Estado de responder às filas históricas por atendimento especializado. 

    Mais acesso à assistência especializada   

    Criado para reduzir o tempo de espera por consultas, exames e cirurgias, o programa Agora Tem Especialistas se consolidou, ao longo de 2025, como uma das ações estruturantes do governo federal para ampliar e qualificar o acesso à saúde especializada. Além dos mutirões, outras iniciativas estão em andamento, como as carretas de saúde da mulher, oftalmológicas e de exames de imagem, que já oferecem atendimento em todos os estados; a ampliação de horários de funcionamento de serviços de saúde; o provimento e formação de mais médicos especialistas; e a parceria com hospitais privados para atendimento complementar e gratuito ao SUS mediante abatimento de dívidas com a União. 

    Com essas estratégias integradas, o programa vem promovendo impacto direto na vida da população, reduzindo o tempo de espera, ampliando a resolutividade e garantindo que milhares de pessoas possam iniciar o próximo ano com mais saúde, dignidade e acesso à assistência especializada pela rede pública de saúde. 

    Elisa Motta 
    Ministério da Saúde