Categoria: SAÚDE GOV

  • SUS realiza 4,9 milhões de cirurgias oftalmológicas e amplia acesso ao cuidado com a visão

    SUS realiza 4,9 milhões de cirurgias oftalmológicas e amplia acesso ao cuidado com a visão

    O Sistema Único de Saúde (SUS) ampliou a oferta de cirurgias oftalmológicas que ajudam a preservar a saúde ocular e a evitar o agravamento de doenças que podem comprometer a visão. Entre 2022 e 2025, o número de procedimentos realizados na rede pública passou de 3 milhões para 4,9 milhões, um crescimento de 62,3%.

    A oftalmologia está entre as áreas prioritárias do programa Agora Tem Especialistas, iniciativa do Ministério da Saúde voltada à ampliação do acesso a consultas, exames, cirurgias e outros procedimentos especializados em áreas de maior demanda do SUS. O avanço alcança as cinco regiões do país e inclui procedimentos para tratamento de catarata, doenças da retina e glaucoma, que têm impacto direto na qualidade de vida dos pacientes ao prevenir a perda da visão e permitir que milhares de brasileiros retomem as atividades do dia a dia com mais segurança, autonomia e independência.

    “Estamos ampliando o acesso a cirurgias que transformam a vida das pessoas. Quando reduzimos a espera por procedimentos como os de catarata, glaucoma e retina, devolvemos qualidade de vida, autonomia e capacidade funcional, especialmente para a população idosa”, afirma o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

    Mais acesso em todas as regiões

    A ampliação das cirurgias oftalmológicas alcançou todas as regiões do país. O Sudeste concentrou os maiores volumes de procedimentos realizados pelo SUS. Em 2025, São Paulo realizou 561 mil cirurgias, Minas Gerais, 284 mil, e o Rio de Janeiro, 204 mil.

    No Sul, a oferta também avançou nos três estados. Santa Catarina passou de 72 mil procedimentos, em 2022, para 147 mil em 2025. No mesmo período, o Paraná alcançou 169 mil cirurgias e o Rio Grande do Sul, 125 mil.

    O Nordeste também registrou crescimento expressivo. Em 2025, a Bahia realizou 184 mil cirurgias, Pernambuco, 171 mil, e o Ceará, 67 mil, reforçando a capacidade de atendimento especializado na região.

    No Centro-Oeste, Goiás passou de 42 mil procedimentos em 2022 para 73 mil em 2025. Mato Grosso e Mato Grosso do Sul também ampliaram a oferta, chegando a 21 mil e 28 mil cirurgias, respectivamente.

    Na Região Norte, Amazonas, Rondônia, Acre e Roraima registraram aumento na realização de cirurgias oftalmológicas. O Amazonas passou de 17 mil procedimentos em 2022 para 32 mil em 2025, enquanto Rondônia saltou de 4,2 mil para 22 mil no mesmo período, fortalecendo a oferta da atenção especializada em diferentes realidades regionais.

    Cirurgias que transformam vidas

    As doenças oculares estão entre as principais causas de deficiência visual, especialmente entre pessoas idosas. Em muitos casos, procedimentos cirúrgicos realizados em tempo oportuno evitam o agravamento do quadro e podem restaurar parcial ou totalmente a capacidade visual dos pacientes.

    Além dos benefícios para a saúde, a recuperação da visão tem impacto direto na autonomia, na mobilidade e na participação social das pessoas. Atividades simples, como ler, trabalhar, estudar, reconhecer rostos e se deslocar com segurança, passam a ser realizadas com mais independência após o tratamento.

    Agora Tem Especialistas

    A oftalmologia é uma das áreas prioritárias do Agora Tem Especialistas, ao lado de cardiologia, oncologia, ginecologia, ortopedia e otorrinolaringologia. O programa reúne diferentes estratégias do Ministério da Saúde para ampliar o acesso da população ao atendimento especializado no SUS, com foco na redução do tempo de espera por consultas, exames, cirurgias e outros procedimentos.

    Entre as ações estão a realização de mutirões, o uso de unidades móveis de saúde, como a carreta da visão, a ampliação do transporte sanitário, o fortalecimento da Telessaúde, a contratação complementar de serviços e a organização das filas de atendimento conforme as prioridades locais.

    No componente cirúrgico, a estratégia combina financiamento, planejamento, definição de metas e acompanhamento permanente dos resultados pelo Ministério da Saúde, em articulação com estados e municípios. A ampliação da oferta de cirurgias observada nos últimos anos reflete esse conjunto de ações, voltado ao fortalecimento da capacidade de atendimento da rede pública e à garantia de acesso mais rápido ao diagnóstico e ao tratamento especializado. 

    Alessandra Galvão
    Ministério da Saúde

  • Agora Tem Especialistas amplia cirurgias eletivas e leva atendimento especializado a todas as regiões do país

    Agora Tem Especialistas amplia cirurgias eletivas e leva atendimento especializado a todas as regiões do país

    Ampliar o acesso às cirurgias eletivas em todas as regiões do país é uma das prioridades do Agora Tem Especialistas, programa do Ministério da Saúde que organiza a rede de atenção, reduz o tempo de espera e fortalece a assistência especializada no Sistema Único de Saúde (SUS). Entre 2022 e 2025, o número de procedimentos realizados na rede pública passou de 10,3 milhões para 14,7 milhões, crescimento de 42,9%.

    Nesse cenário, a Região Norte se destaca pelo ritmo de expansão da oferta e pelos resultados alcançados em estados que historicamente enfrentam desafios relacionados às grandes distâncias e à dispersão populacional. Entre 2022 e 2025, o número de cirurgias eletivas realizadas na região passou de 824 mil para 1,26 milhão, alta de 53,5%, acima da média nacional.

    Os avanços são observados em diferentes especialidades. No Amazonas, as cirurgias oftalmológicas cresceram 81,6%, passando de 17,6 mil para 32 mil procedimentos. Em Rondônia, o número de procedimentos oftalmológicos aumentou 426,2%, de 4,2 mil para 22,1 mil. No Pará, as cirurgias ortopédicas avançaram 42,4%, passando de 32,8 mil para 46,7 mil. Já no Amapá, as cirurgias cardiovasculares saltaram de 427 para 7.998 procedimentos, crescimento de 1.773%, um dos maiores registrados no país.

    “Estamos trabalhando para que o acesso à saúde não dependa do CEP nem da distância. Os avanços observados na Região Norte mostram que o SUS está chegando cada vez mais longe, ampliando a oferta de cirurgias e fortalecendo a assistência especializada. Cada procedimento realizado representa menos tempo de espera, mais qualidade de vida e mais oportunidade de cuidado para a população”, destaca o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

    Atendimento cresce em todo o país

    Os resultados também se refletem em diferentes estados brasileiros. O Paraná ampliou em 65,5% o número de cirurgias eletivas realizadas entre 2022 e 2025, passando de 547,9 mil para 907 mil procedimentos. Minas Gerais registrou crescimento de 63,4% e ultrapassou 1,2 milhão de cirurgias em 2025. Santa Catarina teve alta de 56,6%, enquanto a Paraíba apresentou um dos maiores avanços proporcionais do país, com crescimento de 84,2%.

    A expansão da oferta também alcança áreas prioritárias do Agora Tem Especialistas. Na oftalmologia, estados como Amazonas, Rondônia, Minas Gerais, Pernambuco, Paraná e Santa Catarina ampliaram significativamente a realização de procedimentos. Na ortopedia, destacam-se Paraná, Santa Catarina, Minas Gerais e Pará. Já na cardiologia e na oncologia, o aumento da produção fortaleceu a rede especializada e ampliou a capacidade de atendimento em diferentes regiões do país.

    Os resultados demonstram que a ampliação da assistência especializada não está concentrada em um único estado ou região. Ao fortalecer a rede pública, ampliar a oferta de procedimentos e organizar o acesso aos serviços, o Agora Tem Especialistas contribui para que mais brasileiros tenham acesso a consultas, exames e cirurgias pelo SUS, independentemente do local onde vivem.

    Agora Tem Especialistas

    O Agora Tem Especialistas reúne diferentes estratégias do Ministério da Saúde para acelerar o acesso da população ao atendimento especializado no SUS. O programa atua em seis áreas prioritárias: cardiologia, oncologia, ginecologia, oftalmologia, ortopedia e otorrinolaringologia. A iniciativa busca reduzir o tempo de espera por consultas, exames, cirurgias e outros procedimentos especializados.

    Entre as ações estão a ampliação de mutirões, o uso de unidades móveis de saúde, a aquisição de transporte sanitário, o fortalecimento da Telessaúde, a contratação complementar de serviços e a organização das filas conforme as prioridades locais. No componente cirúrgico, a estratégia combina financiamento, planejamento, definição de metas e acompanhamento periódico dos resultados pelo Ministério da Saúde, em articulação com estados e municípios.

    Com a ampliação dos atendimentos especializados e das cirurgias realizadas, o programa contribui para reduzir filas, ampliar a capacidade da rede pública e garantir acesso mais rápido ao diagnóstico e ao tratamento em todas as regiões do país. 

    Bruna Queiroz
    Ministério da Saúde

  • SUS amplia cirurgias ortopédicas em 67,5% entre 2022 e 2025

    SUS amplia cirurgias ortopédicas em 67,5% entre 2022 e 2025

    Mais brasileiros tiveram acesso a cirurgias ortopédicas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) nos últimos anos. Entre 2022 e 2025, o número de procedimentos realizados na especialidade passou de 494,8 mil para 829 mil, um crescimento de 67,5%. A expansão reflete o fortalecimento da assistência especializada e a ampliação do acesso a tratamentos que ajudam a recuperar a mobilidade, aliviar a dor e devolver autonomia aos pacientes.

    A ortopedia está entre as áreas prioritárias do programa Agora Tem Especialistas, iniciativa do Ministério da Saúde voltada à ampliação do acesso a consultas, exames, cirurgias e outros procedimentos especializados nas áreas de maior demanda do SUS. Os resultados refletem o aumento da capacidade de atendimento em procedimentos como cirurgias de joelho, quadril, coluna, ombro e correções ortopédicas, que têm impacto direto na mobilidade, na capacidade funcional e na qualidade de vida da população.

    “Estamos ampliando o acesso a cirurgias que transformam a vida das pessoas. Quando um paciente recupera a capacidade de caminhar, trabalhar ou realizar atividades do dia a dia sem dor, estamos falando de mais qualidade de vida e dignidade. O SUS está ampliando essa assistência em todas as regiões do país, com mais acesso aos especialistas e aos procedimentos de que a população precisa”, afirma o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

    Atendimento cresce em todo o país

    O crescimento das cirurgias ortopédicas no SUS foi registrado em todas as regiões brasileiras. Em Minas Gerais, o número de procedimentos passou de 44,8 mil para 86,3 mil entre 2022 e 2025, crescimento de 92,6%. Em Goiás, o volume passou de 12,4 mil para 31,1 mil no mesmo período, aumento de 150,8%.

    No Nordeste, o Ceará passou de 11,3 mil para 23,6 mil cirurgias ortopédicas entre 2022 e 2025, crescimento de 108,8%, enquanto o Rio Grande do Norte ampliou os procedimentos de 13,5 mil para 26,7 mil, alta de 97,8%.

    Na Região Norte, o Pará ampliou a oferta de 32,8 mil para 46,7 mil procedimentos, aumento de 42,4%, consolidando-se como um dos principais polos de atendimento ortopédico da região. Também houve crescimento em estados como Rondônia, Amazonas e Acre, ampliando o acesso da população aos serviços especializados.

    No Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul registraram crescimento expressivo na realização de cirurgias ortopédicas. Juntos, os três estados passaram de 120 mil procedimentos em 2022 para mais de 228 mil em 2025, aumento de 90%, reforçando a expansão da capacidade assistencial da região.

    Já no Sudeste, São Paulo registrou 133,9 mil cirurgias ortopédicas em 2025, ante 93,5 mil em 2022, crescimento de 43,2%, mantendo a maior produção do país na especialidade.

    Os resultados demonstram a capacidade do SUS de ampliar o acesso à assistência especializada em todo o território nacional. Além de tratar lesões e corrigir limitações físicas, as cirurgias ortopédicas contribuem para a recuperação funcional dos pacientes, favorecendo o retorno às atividades cotidianas, ao trabalho e ao convívio social.

    Agora Tem Especialistas

    O Agora Tem Especialistas reúne diferentes estratégias do Ministério da Saúde para ampliar o acesso da população ao atendimento especializado no SUS. O programa atua em seis áreas prioritárias: cardiologia, oncologia, ginecologia, oftalmologia, ortopedia e otorrinolaringologia, com foco na redução do tempo de espera por consultas, exames, cirurgias e outros procedimentos especializados.

    Entre as ações estão a realização de mutirões, o uso de unidades móveis de saúde, a ampliação do transporte sanitário, o fortalecimento da Telessaúde, a contratação complementar de serviços e a organização das filas conforme as prioridades locais.

    No componente cirúrgico, a estratégia combina financiamento, planejamento, definição de metas e acompanhamento permanente dos resultados pelo Ministério da Saúde, em articulação com estados e municípios. A ampliação da oferta de cirurgias observada nos últimos anos reflete esse conjunto de ações, voltado ao fortalecimento da capacidade de atendimento da rede pública e à garantia de acesso mais rápido ao diagnóstico e ao tratamento especializado.

    Bruna Queiroz
    Ministério da Saúde

  • Cirurgias cardiovasculares atingem recorde histórico no SUS

    Cirurgias cardiovasculares atingem recorde histórico no SUS

    O Sistema Único de Saúde (SUS) ampliou o acesso ao tratamento cardiovascular e realizou 326.569 cirurgias do aparelho circulatório em 2025, o maior volume dos últimos anos. Em comparação com 2022, quando foram registrados 180.293 procedimentos, o crescimento foi de 81,1%, o equivalente a 146.276 cirurgias a mais realizadas em todo o país.

    Os dados refletem a expansão da assistência especializada em uma área estratégica para a saúde da população. A cardiologia está entre as prioridades do programa Agora Tem Especialistas, iniciativa do Ministério da Saúde voltada à ampliação do acesso a consultas, exames, cirurgias e outros procedimentos especializados nas áreas de maior demanda do SUS.

    Por envolver atendimentos de alta complexidade, o acesso oportuno ao diagnóstico e ao tratamento das doenças cardiovasculares é fundamental para reduzir sequelas, evitar complicações e diminuir o risco de morte por doenças do coração e da circulação.

    “Quando o paciente cardiovascular chega ao serviço especializado no tempo adequado, a rede tem mais condições de oferecer o cuidado necessário com qualidade e segurança. O aumento desses procedimentos demonstra o esforço do SUS para organizar essa resposta e ampliar o acesso da população à assistência especializada”, afirma o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

    SUS amplia oferta em todas as regiões

    O avanço foi registrado em todas as regiões do país, com crescimento da oferta tanto nos grandes centros de referência quanto em estados que historicamente enfrentam maiores desafios de acesso aos serviços especializados.

    Na Região Norte, o crescimento superou a média nacional em diversos estados, indicando maior acesso a tratamentos de alta complexidade em áreas marcadas por grandes distâncias e desafios logísticos. O Pará foi um dos destaques, com 5.500 cirurgias cardiovasculares a mais entre 2022 e 2025.

    No Nordeste, Bahia e Paraíba estiveram entre os principais destaques do país. Juntas, as duas unidades da Federação somaram mais de 29 mil cirurgias cardiovasculares adicionais no período, reforçando a expansão da assistência na região.

    O Sudeste respondeu por parcela significativa do crescimento nacional, com mais de 54 mil novas cirurgias cardiovasculares entre 2022 e 2025. São Paulo liderou o aumento em números absolutos, com 27.915 procedimentos adicionais.

    No Sul, o Paraná foi um dos principais destaques nacionais, com 16.388 cirurgias cardiovasculares a mais realizadas pelo SUS. Santa Catarina também registrou crescimento expressivo no período.

    No Centro-Oeste, Goiás mais que dobrou o número de cirurgias cardiovasculares realizadas pelo SUS, enquanto o Distrito Federal praticamente triplicou sua produção.

    Os resultados mostram que a expansão da assistência cardiovascular ocorreu tanto em estados que já concentram grande volume de atendimentos quanto em regiões onde a oferta especializada ainda estava em processo de fortalecimento. Esse movimento contribui para reduzir desigualdades regionais e aproximar o atendimento especializado da população.

    Agora Tem Especialistas

    No componente cirúrgico, o Agora Tem Especialistas incorpora e amplia ações voltadas à redução das filas de espera, com organização da demanda em parceria com estados e municípios, definição de metas e monitoramento periódico dos resultados pelo Ministério da Saúde. A estratégia combina financiamento e planejamento para ampliar a capacidade de atendimento da rede pública onde a demanda é maior.

    O aumento da oferta de cirurgias observado nos últimos anos está alinhado a esse conjunto de ações, que busca ampliar a capacidade da rede pública e garantir que mais pacientes tenham acesso ao diagnóstico e ao tratamento em tempo oportuno.

    Camila Marques
    Ministério da Saúde

  • Mais brasileiros têm acesso a cirurgias oncológicas pelo SUS

    Mais brasileiros têm acesso a cirurgias oncológicas pelo SUS

    O Sistema Único de Saúde (SUS) realizou 367,1 mil cirurgias oncológicas em 2025, um aumento de 36,6% em relação a 2022, quando foram registrados 268,7 mil procedimentos. O resultado reflete o fortalecimento da rede pública e o esforço para garantir que mais pacientes iniciem o tratamento do câncer no momento adequado. Para muitos tipos de tumor, a cirurgia é uma etapa fundamental do cuidado e pode ser decisiva para o prognóstico e a qualidade de vida dos pacientes.

    A oncologia está entre as áreas prioritárias do programa Agora Tem Especialistas, iniciativa do Ministério da Saúde voltada à ampliação do acesso a consultas, exames, cirurgias e outros procedimentos especializados em áreas de maior demanda no SUS. O programa reúne estratégias como a realização de mutirões, o uso de unidades móveis de saúde, o fortalecimento da Telessaúde, a contratação complementar de serviços e a organização das filas conforme as prioridades locais.

    A oferta de cirurgias oncológicas cresceu de forma contínua em todo o país. São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Bahia e Rio Grande do Sul registraram os maiores aumentos em números absolutos, respondendo juntos por mais de 64 mil cirurgias adicionais no período. O avanço também alcançou outras regiões. Estados como Paraíba, Espírito Santo, Goiás e Maranhão apresentaram crescimento expressivo, indicando a expansão da assistência especializada e da oferta de procedimentos oncológicos pelo SUS.

    Um dos destaques foi o Acre, que mais do que dobrou o número de cirurgias oncológicas realizadas, passando de 356 procedimentos em 2022 para 821 em 2025. O resultado evidencia o fortalecimento da assistência especializada em uma região que historicamente enfrenta desafios de acesso aos serviços de saúde.

    “Cada cirurgia a mais representa uma pessoa que conseguiu avançar no tratamento contra o câncer. Esse crescimento mostra que o SUS está ampliando sua capacidade de resposta, reduzindo barreiras e levando cuidado especializado a todas as regiões do país. Nosso compromisso é fazer com que o diagnóstico venha acompanhado de tratamento no tempo adequado, com acolhimento e dignidade”, afirma o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

    Investimentos ampliam acesso ao tratamento do câncer

    Para fortalecer a assistência oncológica no SUS, o Governo Federal anunciou um pacote de R$ 2,2 bilhões destinado à ampliação do acesso ao diagnóstico e ao tratamento do câncer. As ações incluem o aumento da oferta de medicamentos, cirurgias, radioterapia e novas tecnologias voltadas ao cuidado especializado.

    Entre as medidas está a aquisição de até 80 aceleradores lineares para radioterapia, que devem ampliar em pelo menos 25% a capacidade de atendimento do SUS, especialmente em regiões que ainda enfrentam déficit de assistência especializada. O pacote também prevê o financiamento permanente da cirurgia robótica oncológica, inicialmente para o tratamento do câncer de próstata, com investimento anual de R$ 50 milhões.

    As ações incluem ainda a ampliação do acesso à reconstrução mamária para mulheres que sofreram mutilação total ou parcial das mamas, contribuindo para sua reabilitação física e emocional. Com mais cirurgias, novos tratamentos e o fortalecimento da rede especializada, o SUS avança para garantir atendimento mais rápido, integral e humanizado às pessoas com câncer.

    Agora Tem Especialistas

    No componente cirúrgico, o Agora Tem Especialistas fortalece as ações de redução das filas por meio da organização da demanda, da definição de metas e do acompanhamento de resultados em parceria com estados e municípios. A estratégia busca ampliar a capacidade da rede pública e acelerar o acesso da população ao cuidado especializado.

    Os resultados observados nos últimos anos refletem esse conjunto de iniciativas, que amplia a oferta de procedimentos e contribui para que mais pacientes tenham acesso ao diagnóstico e ao tratamento do câncer em tempo oportuno.

    Eduarda Paixão
    Ministério da Saúde

  • Participação social: qualificação fortalece a governança indígena nos territórios

    Participação social: qualificação fortalece a governança indígena nos territórios

    A participação social não é apenas uma diretriz administrativa; ela é o pilar fundamental que garante que as políticas públicas façam sentido na realidade das comunidades. No Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (SasiSUS), essa participação permite que lideranças e conselheiros acompanhem a execução das ações, apresentem as demandas reais de seus territórios e contribuam diretamente para o aprimoramento da gestão.

    Para robustecer esse processo, a Secretaria de Saúde Indígena (Sesai) do Ministério da Saúde, por meio da Coordenação-Geral de Participação e Controle Social na Saúde Indígena (CGPSI), tem intensificado oficinas de qualificação e assessoria técnica junto aos conselhos locais e distritais. O objetivo é claro: garantir que a voz indígena seja efetivamente deliberativa nas decisões que afetam a saúde nas aldeias.

    “Nosso papel é fortalecer as instâncias de controle social para que conselheiros, lideranças e comunidades tenham cada vez mais condições de participar das decisões sobre a saúde indígena. A qualificação, o apoio técnico e o acompanhamento permanente dos conselhos locais e distritais são fundamentais para que essa participação aconteça de forma efetiva e contribua para o fortalecimento do SasiSUS”, reforça a coordenadora-geral de Participação e Controle Social na Saúde Indígena da Sesai, Marciane Tapeba.

    Metodologias que respeitam a diversidade

    Mais do que uma capacitação técnica tradicional, a proposta da CGPSI é construir processos formativos conectados à realidade de cada povo, respeitando aspectos culturais, linguísticos e geográficos. No Vale do Javari (AM), por exemplo, o desafio das distâncias e da infraestrutura foi superado com oficinas trilíngues (português, kanamari e matsés) e o uso de mapas conceituais construídos coletivamente, provando que metodologias interculturais são ferramentas poderosas de inclusão.

    Já no Alto Rio Solimões (AM), a formação foi integrada às reuniões do Conselho Distrital, permitindo que diagnósticos participativos e simulações fossem aplicados imediatamente ao cotidiano das deliberações. Diagnósticos participativos, estudos sobre os regimentos internos e simulações de reuniões fortaleceram a compreensão sobre os papéis de cada instância do controle social e contribuíram para aperfeiçoar os fluxos de comunicação entre comunidades, polos-base e gestão distrital.

    No Maranhão, o foco foi o fortalecimento institucional. Além da qualificação dos conselheiros distritais, as atividades apoiaram a reorganização administrativa do Condisi, com a apresentação do novo Regimento Interno, atualização da composição oficial do conselho e planejamento de visitas técnicas aos territórios para apoiar a construção e revisão dos regimentos dos Conselhos Locais de Saúde Indígena (CLSI).

    A atuação da CGPSI também alcançou o Dsei Interior Sul, onde o apoio técnico durante a reunião ordinária do Condisi contribuiu para a reorganização das instâncias de controle social, a mediação de demandas apresentadas pelas comunidades indígenas e o fortalecimento da articulação entre conselheiros, equipes distritais e gestão local. A orientação sobre atribuições, responsabilidades e processos deliberativos reforçou o papel estratégico dos conselhos na construção das políticas públicas de saúde indígena.

    O exemplo do Xingu: espiritualidade e controle social

    Em recente missão técnica também ao Território do Xingu, a atuação da coordenação ilustrou como o diálogo institucional pode caminhar lado a lado com a tradição. As atividades de qualificação no Polo Base foram marcadas por momentos de profunda espiritualidade, como o ritual do povo Kamaiurá, que reuniu homens, mulheres e crianças antes das discussões técnicas.

    Neste cenário, conselheiros e lideranças utilizaram dinâmicas de grupo para refletir sobre a missão do controle social, compartilhando saberes enquanto músicas tradicionais reforçavam a união do grupo. O resultado foi um alinhamento sobre as competências dos conselhos e o esclarecimento de normativas, garantindo que a gestão do Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei) Xingu siga bem estruturada e comprometida com a transparência.

    “A qualificação fortalece a atuação dos conselheiros e aproxima as decisões das necessidades reais dos territórios. Quando fortalecemos a participação social, fortalecemos também o protagonismo dos povos indígenas”, completa Marciane Tapeba, coordenadora-geral da CGPSI.

    Os resultados dessas ações já são visíveis: melhoria nos fluxos de comunicação entre a gestão e as comunidades, maior segurança institucional para os conselheiros e uma governança participativa cada vez mais alinhada às especificidades socioculturais de cada povo. Ao investir na formação permanente, a Sesai reafirma que a saúde indígena é um direito cidadão, construído de forma compartilhada e respeitando a pluralidade.

    Conheça a estrutura do controle social

    A participação indígena ocorre em três instâncias principais, conforme garantido pela Lei Arouca (Lei nº 9.836/99):

    • Conselho Local de Saúde Indígena (CLSI): instância permanente e consultiva que atua diretamente nas comunidades e polos-base.
    • Conselho Distrital de Saúde Indígena (Condisi): de caráter deliberativo e composição paritária (50% usuários, 25% trabalhadores e 25% gestores/prestadores), é responsável por fiscalizar e debater as políticas de cada um dos 34 Dsei.
    • Fórum de Presidentes de CONDISI (FPCondisi): órgão consultivo que assessora a Sesai na formulação da Política Nacional de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas (PNASPI).

    Sílvia Alves
    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde investe R$ 3,6 milhões para reforçar rede de armazenamento de sangue em São Paulo

    Ministério da Saúde investe R$ 3,6 milhões para reforçar rede de armazenamento de sangue em São Paulo

    O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, esteve nesta sexta-feira (6) no Hemocentro da Unicamp, em São Paulo, para a entrega de novos freezers, que reforçarão a capacidade de armazenamento e conservação de componentes do sangue. Os equipamentos ampliam a capacidade de processamento do plasma, utilizado na produção de medicamentos essenciais para o tratamento de pessoas com hemofilia, imunodeficiências, queimaduras graves e outras condições de saúde. A entrega integra uma ação mais ampla do Governo do Brasil, por meio do Novo PAC, para modernizar a hemorrede pública.

    Ao todo, foram entregues seis equipamentos de tecnologia de ponta ao Hemocentro da Unicamp, com investimento de R$ 3,6 milhões. Entre eles estão blast freezers, utilizados para o congelamento ultra-rápido do plasma, e freezers de diferentes capacidades para garantir o armazenamento seguro. A aquisição fortalece a cadeia de frio da hemorrede e garante a conservação do plasma não utilizado em transfusões.

    “Essa entrega é muito importante porque o plasma será enviado para a Hemobrás, em Pernambuco, onde será usado na produção de medicamentos para o tratamento de pessoas com doenças do sangue. Com isso, o Brasil passa a ter uma produção 100% nacional, garantindo mais autonomia e soberania ao país nessa área”, destacou Padilha.

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    Foto: João Risi/MS

    Cenário nacional

    Para todo o país, estão previstos 604 aparelhos para 125 serviços de hemoterapia em 22 unidades da Federação, com investimento de R$ 116 milhões. Desse total, 562 já foram entregues e outros 42 estão em fase de contratação. A iniciativa contribuiu para a autossuficiência nacional na oferta de matéria-prima destinada à produção de medicamentos essenciais.

    No Brasil, o sangue doado é processado e separado em diferentes componentes, entre eles o plasma, que precisa ser submetido a congelamento rápido e conservado em temperaturas inferiores a -30°C para manter sua qualidade. O plasma pode ser utilizado diretamente em transfusões, destinadas a pacientes com hemorragias graves e distúrbios de coagulação, ou encaminhado à Hemobrás para a produção de medicamentos hemoderivados.

    Cerca de 13% do plasma coletado no país é utilizado em transfusões. Os 87% restantes podem ser aproveitados como matéria-prima para a fabricação de medicamentos essenciais ao SUS, desde que armazenados em condições adequadas. Além do plasma, o processamento do sangue total também permite a obtenção de outros componentes terapêuticos, como concentrado de hemácias, concentrado de plaquetas e crioprecipitado.

    Importância da doação 

    A doação de sangue é essencial para cirurgias, transplantes, atendimentos de urgência e emergência, tratamento de pessoas com câncer, complicações obstétricas e diversas outras condições de saúde. Como o sangue não pode ser produzido artificialmente, a doação regular é fundamental para manter os estoques abastecidos e garantir atendimento a quem precisa. 

    O Ministério da Saúde reforça a importância da doação voluntária e contínua para assegurar o acesso oportuno ao sangue e aos hemocomponentes em todo o país. Em 2025, o SUS registrou 3.264.138 coletas de sangue, acima das 3.230.813 realizadas em 2024 e das 3.193.345 de 2023, demonstrando crescimento contínuo das doações na rede pública. 

    Eduarda paixão e Bruna Queiroz
    Ministério da Saúde

  • Governo do Brasil entrega novos hospitais, anuncia investimentos e reforça o SUS com R$ 131 milhões

    Governo do Brasil entrega novos hospitais, anuncia investimentos e reforça o SUS com R$ 131 milhões

    O Governo do Brasil entregou, nesta sexta-feira (3), duas novas estruturas de referência 100% SUS para ampliar a assistência à saúde básica e especializada, além de anunciar novos investimentos e entregar veículos, totalizando R$ 131 milhões em recursos federais. As agendas, realizadas em Garanhuns (PE) e Vassouras (RJ), integraram uma ação interministerial com a participação remota e simultânea do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que, a partir de Campinas (SP), também anunciou um conjunto de iniciativas para fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS).

    Em Garanhuns (PE), foram inauguradas a Unidade de Prevenção e Diagnóstico de Câncer Dona Lindu, do Hospital de Amor, com capacidade para realizar cerca de 20 mil atendimentos por mês, e, em Vassouras (RJ), o Hospital Universitário Marco Capute, ampliará a oferta de atendimento especializado para cerca de 1 milhão de habitantes de 11 municípios.

    “Estamos fazendo uma verdadeira revolução no SUS brasileiro. A nossa prioridade absoluta é reduzir o tempo de espera de quem precisa de exames e cirurgias. Esses novos hospitais entregues no âmbito do Agora Tem Especialistas, ampliam a capacidade da rede pública e tornam possível o SUS responder mais rápido às necessidades da população”, afirmou Padilha.

    No âmbito do programa Agora Tem Especialistas – Caminhos da Saúde, também foram entregues 150 veículos para fortalecer a rede pública de saúde, sendo 123 destinados a Pernambuco e 27 ao Rio de Janeiro. Além disso, foram anunciados investimentos para ampliar a oferta de procedimentos especializados, qualificar a Atenção Primária à Saúde e fortalecer a formação de profissionais de saúde.

    Mais acesso ao diagnóstico do câncer em Pernambuco

    Em Pernambuco, o secretário de Atenção Especializada à Saúde do Ministério da Saúde, Mozart Sales, participou da inauguração da Unidade de Prevenção e Diagnóstico de Câncer Dona Lindu, do Hospital de Amor, em Garanhuns. A nova estrutura recebeu investimento federal de R$ 73,9 milhões e integra o programa Agora Tem Especialistas. A unidade será referência em assistência oncológica no Agreste pernambucano, ampliando o acesso ao diagnóstico precoce e ao tratamento inicial do câncer, além de reduzir a necessidade de deslocamento de pacientes para outras regiões.

    “O diagnóstico precoce do câncer é fundamental. E uma unidade com a qualidade, o compromisso, a competência, o carinho e o acolhimento que o Hospital do Amor de Garanhuns vai ter vai ser algo fundamental para poder realizar esse diagnóstico e fazer a diferença nessa região de Pernambuco para o diagnóstico de tratamento do câncer”, afirmou Mozart Sales.

    Com capacidade para realizar cerca de 20 mil atendimentos por mês — aproximadamente 800 por dia —, a unidade reúne, em um único espaço, diferentes etapas da linha de cuidado oncológico. A população passa a contar com consultas especializadas, mamografia, ultrassonografia, tomografia computadorizada, ressonância magnética, endoscopia, colonoscopia, biópsias, Hospital Dia para pequenas e médias cirurgias e infusão de quimioterapia. A estrutura também dispõe de 20 leitos destinados à recuperação, observação e administração de quimioterápicos.

    Construída em um terreno de 25 mil metros quadrados, com área construída de aproximadamente 3.450 metros quadrados, a unidade foi equipada com mamógrafo digital, tomógrafo, aparelho de ressonância magnética, ultrassons, arco cirúrgico, equipamentos para endoscopia e estações de trabalho para diagnóstico por imagem. O investimento federal na obra e na aquisição dos equipamentos soma R$ 73,9 milhões, integralmente financiados pelo Ministério da Saúde.

    A unidade será referência para os 21 municípios da Região de Saúde de Garanhuns. Os pacientes poderão realizar consultas, exames e a confirmação diagnóstica no próprio município e, quando houver indicação de tratamento especializado, serão encaminhados ao Hospital de Amor de Lagarto (SE). A iniciativa fortalece a regionalização da assistência oncológica no SUS, reduz o tempo entre a suspeita da doença e o início do tratamento e amplia as chances de sucesso terapêutico.

    Além da inauguração da nova unidade, a agenda contou com a entrega de 123 veículos para 84 municípios pernambucanos: 92 veículos para transporte sanitário eletivo, destinados ao deslocamento de pacientes para consultas, exames e tratamentos; 17 ambulâncias do SAMU para reforçar a rede de urgência e emergência; cinco ambulâncias para renovação de frota; cinco Unidades Odontológicas Móveis, ampliando o acesso à saúde bucal; três micro-ônibus; e um ônibus para o transporte de pacientes.

    O secretário também anunciou a implantação de policlínicas em João Pessoa (PB), Seabra (BA), Açu (RN) e Ceará-Mirim (RN), ampliando a oferta de consultas, exames e atendimentos especializados nessas regiões. Além disso, foi anunciado um novo tomógrafo para o Hospital Universitário de Lagarto (SE), reforçando a capacidade de diagnóstico por imagem da unidade.

    Rio de Janeiro fortalece assistência especializada e Atenção Primária

    No Rio de Janeiro, o diretor do programa Agora Tem Especialistas do Ministério da Saúde, Rodrigo Oliveira, participou da inauguração do Hospital Universitário Marco Capute, em Vassouras, unidade 100% SUS que amplia a oferta de atendimento especializado para cerca de 1 milhão de habitantes de 11 municípios da região Centro-Sul Fluminense. A entrega integra o programa Agora Tem Especialistas, estratégia do Governo do Brasil para reduzir o tempo de espera por consultas, exames, cirurgias e outros procedimentos especializados no SUS.

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    Foto: Elisa Motta/MS

    “O hospital representa mais exames, cirurgias e tratamento de ponta para os brasileiros no SUS. Faz parte do Agora Tem Especialistas, criado para enfrentar os desafios estruturantes do sistema de saúde e acelerar diagnóstico e tratamento, porque quem está na fila tem pressa, e nós também, por isso, entregamos mais uma unidade de saúde que ampliará os serviços especializados no SUS”, ressaltou o diretor do programa Agora Tem Especialistas.

    O novo hospital conta com 429 leitos, sendo 90 de UTI, dez salas cirúrgicas e estrutura para atendimento em oncologia, cardiologia, cirurgia cardiovascular, hemodiálise, hemodinâmica, eletrofisiologia, traumato-ortopedia e saúde materno-infantil. Além de ampliar o acesso da população a serviços de média e alta complexidade, a unidade fortalece a formação de profissionais de saúde por meio de programas de residência médica e multiprofissional.

    As entregas no estado somam R$ 57,1 milhões. Além do novo hospital, foram destinados 27 veículos no âmbito do programa Agora Tem Especialistas – Caminhos da Saúde, sendo 17 ambulâncias do SAMU, cinco ambulâncias para renovação de frota e cinco Unidades Odontológicas Móveis. Os investimentos reforçam a rede de urgência e emergência, renovam a frota do SUS e ampliam o acesso à assistência odontológica em municípios com maior dificuldade de acesso aos serviços.

    A agenda também reforçou a Atenção Primária à Saúde com a entrega de equipamentos e insumos para qualificar o atendimento nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). Foram distribuídos 2.918 kits para UBS, 115 equipamentos de saúde bucal, 28 fluxos digitais para modernização dos serviços, 43 kits para equipes do Consultório na Rua, 39 kits para equipes de Atenção Primária Prisional, 41 unidades móveis para atendimento à população em situação de rua, 93 kits para avaliação do desenvolvimento infantil e 36.338 implantes contraceptivos Implanon, ampliando o acesso ao planejamento reprodutivo e fortalecendo o cuidado nos territórios.

    Ministério da Saúde

  • Governo do Brasil anuncia R$ 464,8 milhões para ampliar o SUS com novos hospitais, inovação e atendimento especializado

    Governo do Brasil anuncia R$ 464,8 milhões para ampliar o SUS com novos hospitais, inovação e atendimento especializado

    O Ministério da Saúde realizou, nesta sexta-feira (3), ações simultâneas em São Paulo, Rio de Janeiro e Pernambuco, como parte da agenda nacional de entregas do Governo do Brasil, liderada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em Campinas (SP), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou iniciativas para ampliar a assistência especializada, fortalecer a inovação em saúde e qualificar os serviços do Sistema Único de Saúde (SUS), no âmbito do programa Agora Tem Especialistas. Ao todo, os investimentos federais anunciados nas três agendas somam R$ 464,8 milhões.

    “O Agora Tem Especialistas é um desejo meu de muitos anos. As pessoas demoravam 11 meses para marcar um especialista, que pedia uma ressonância ou radiografia e demorava mais 11 meses. Muitas vezes as pessoas morriam sem ter acesso a máquina que poderia dar informação para salvá-la, era assim que acontecia. Hoje, detectar um câncer e começar o tratamento não demora mais que 60 dias. Ninguém é melhor que ninguém, todos têm direito a um tratamento de grandeza nesse país”, destaca o presidente Lula.

    Já em Garanhuns (PE) e Vassouras (RJ), foram inaugurados novos hospitais e entregues veículos por meio do programa Agora Tem Especialistas – Caminhos da Saúde. As entregas somam R$ 131 milhões em investimentos federais, destinados ao fortalecimento da rede pública de saúde e à ampliação do acesso da população a serviços de saúde em diferentes regiões do país.

    “Só nos últimos 10 dias foram 500 eventos de entregas. Os equipamentos mais modernos da medicina em radioterapia e oftalmologia estão sendo entregues. Estamos entregando centenas de veículos do SAMU, Unidades Odontológicas Móveis, novos micro-ônibus e vans do Agora Tem Especialistas. O governo do presidente Lula até o final do ano está entregando mais de 3 mil novas ambulâncias para fortalecer o SAMU em todo o país”, destacou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

    Dentre os anúncios em Campinas (SP), foi lançado o Programa Nacional de Inovação Radical para transformar conhecimento científico em soluções concretas, contemplando medicamentos, vacinas, diagnósticos, terapias, dispositivos e outras soluções que atendam necessidades do SUS. A política vai estruturar uma carteira de projetos estratégicos voltados ao desenvolvimento de tecnologias para o SUS, ampliar o acesso de pesquisadores e instituições à infraestrutura científica e tecnológica avançada e fortalecer a articulação entre governo, academia, setor produtivo e parceiros estratégicos.

    “Uma das coisas que estamos fazendo aqui tem a ver com soberania, para o Brasil ter capacidade de produzir medicamentos, tecnologias, conhecimento necessário para a gente ficar soberano, não ficar dependente de qualquer situação internacional, conflito, ou de empresas internacionais que não querem mais garantir os produtos para cá”, disse o ministro Alexandre Padilha.

    Biodiversidade como fonte de novos fármacos

    Ainda pela soberania, o ministro anunciou a ampliação da parceria com o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM). A instituição vai abrigar o novo Centro de Competência para o desenvolvimento de insumos farmacêuticos ativos com base na biodiversidade brasileira. O CC IFA é uma parceria com a Embrapii, com investimento de R$ 60 milhões do Ministério da Saúde, e enfrentará a dependência de insumos farmacêuticos importados para 90% da demanda nacional.

    A proposta inovadora do CNPEM prevê a descoberta de moléculas bioativas presentes não apenas em plantas como também em animais. A ideia é acelerar a transformação de ativos naturais em medicamentos voltados especialmente para doenças e outros problemas prioritários para a saúde pública brasileira. O projeto inclui a formação de pesquisadores e profissionais especializados, a articulação entre universidades, centros de pesquisa, startups e empresas farmacêuticas e a criação de um ambiente permanente de inovação aberta.

    Dispositivo inovador vai detectar tuberculose

    Padilha também anunciou a primeira encomenda tecnológica para o SUS, voltada ao desenvolvimento de um equipamento portátil e de baixo custo para diagnóstico rápido da tuberculose e identificação de resistência aos principais medicamentos, sem necessidade de estrutura laboratorial. O contrato deve ser firmado até dezembro de 2026. Atualmente, o principal método utilizado é a baciloscopia, de sensibilidade limitada e sem capacidade de detectar resistência medicamentosa.

    Agora Tem Especialistas e Novo PAC Saúde

    Na Atenção Especializada, o estado recebeu equipamentos modernos de radioterapia em quatro unidades de saúde, incluindo o Centro Infantil Boldrini (Campinas), o Hospital Regional Dr. Leopoldo Bevilacqua (Pariquera-Açu), o Hospital de Caridade São Vicente de Paulo (Jundiaí) e o Hospital do Amor (Jales), com investimento total de R$ 41,1 milhões, ampliando o tratamento oncológico e o acesso à radioterapia no SUS.

    Pelo programa Agora Tem Especialistas – Caminhos da Saúde, São Paulo recebeu, nesta-sexta-feira (3), 16 ambulâncias e 12 micro-ônibus, que vão facilitar o acesso de pacientes ao tratamento de radioterapia e hemodiálise.  Além disso, 16 novas Unidades Odontológicas Móveis vão ampliar a oferta de serviços de saúde bucal em áreas mais remotas. São entregas que vão contemplar 42 municípios paulistas. O valor total investido é de R$ 14, 8 milhões.

    Durante a agenda, Padilha anunciou também as obras da Unidade Básica de Saúde (UBS) III e do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) III do município de São Vicente, que somam R$ 5,1 milhões em recursos. Com isso, a atenção básica e especializada em saúde mental vai garantir mais assistência à população local.

    Acordo com hospitais privados

    Ainda em Campinas, e como uma das ações do programa Agora Tem Especialistas, o ministro assinou acordo com o Hospital Beneficente São Lucas de São Pedro e a empresa de radiologia One Laudos Diagnósticos Médicos para oferta de serviços especializados sem custo para pacientes do SUS. Em troca, as instituições receberão créditos financeiros para abater tributos federais vencidos ou a vencer, com revestimento de R$ 13 milhões. Serão ofertados serviços oftalmológicos, como avaliação de retinopatia diabética, para prevenção do agravamento da doença que pode cegar, cirurgias de catarata, entre outros, garantindo mais 624 procedimentos à população. 

    Carretas de saúde da mulher

    O Ministério da Saúde também iniciou os atendimentos de três novas carretas do programa Agora Tem Especialistas voltadas à saúde da mulher, instaladas em Votuporanga, Mauá e São José do Rio Preto (SP). As unidades oferecem consultas ginecológicas, mamografias, ultrassonografias pélvicas e transvaginais, além de biópsias para o diagnóstico precoce do câncer de mama e do colo do útero. Além da população dos municípios-sede, as unidades atenderão pacientes de outros 44 municípios da região, contribuindo para reduzir a demanda reprimida por consultas e exames especializados.

    “Já são mais de 90 carretas do Agora Tem Especialistas em funcionamento e vamos chegar a 150 até o final do ano. Mais de 80% das pessoas atendidas nas carretas são mulheres. É o SUS do lado das mulheres brasileiras”, disse o ministro, que também destacou a atendimento cirúrgico. “Batemos recorde de cirurgias eletivas pelo SUS, foram 14,9 milhões, como se fosse um Maracanã inteiro entrando por dia para dentro dos hospitais do SUS para salvar vidas. E mais da metade dessas cirurgias acontece com as mulheres.”

    Telessaúde fortalece o acesso à atenção especializada

    O ministro Padilha também anunciou a ampliação da capacidade de atuação do Núcleo de Telessaúde do Hospital Universitário da Universidade Federal de São Carlos (HU-UFSCar), que recebeu R$ 693,48 mil em investimentos e terá R$ 430,26 mil para custeio, distribuídos entre 2026 e 2027. A iniciativa utiliza tecnologias digitais para garantir o acesso à atenção especializada, qualificar o cuidado e apoiar os profissionais do SUS, de forma complementar à assistência presencial. A unidade vai apoiar as estratégias do programa Agora Tem Especialistas em pediatria, geriatria, neurologia e gerontologia.

    Entregas simultâneas em Pernambuco e Rio de Janeiro

    Como parte da agenda do Governo do Brasil, o Ministério da Saúde também inaugurou, nesta sexta-feira, a Unidade de Prevenção e Diagnóstico de Câncer Dona Lindu, em Garanhuns (PE), além de entregar veículos do programa Agora Tem Especialistas – Caminhos da Saúde e equipamentos para fortalecer a Atenção Primária à Saúde. As ações somam R$ 189,9 milhões em investimentos federais no estado.

    No Rio de Janeiro, a agenda contemplou a inauguração do Hospital Universitário Marco Capute, em Vassouras, a entrega de veículos e unidades móveis e a certificação de novos hospitais de ensino do SUS, totalizando R$ 57,1 milhões em recursos federais.

    Mais acesso à atenção especializada: conheça a campanha do Agora Tem Especialistas

    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde lança sistema para registro profissional de sanitaristas

    Ministério da Saúde lança sistema para registro profissional de sanitaristas

    O Ministério da Saúde lança, nesta sexta-feira (3), em Campinas (SP), o Sistema de Registro Profissional do Ministério da Saúde (SIRP-MS), plataforma digital que permitirá a solicitação, a análise e a gestão do registro profissional dos sanitaristas em todo o país.

    Desenvolvido pela Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES), o sistema representa um importante avanço na implementação da Lei nº 14.725, de 16 de novembro de 2023, que regulamentou a profissão de sanitarista no Brasil. A iniciativa consolida um modelo de registro público, digital e padronizado, fortalecendo a segurança jurídica, a transparência e a eficiência dos processos administrativos.

    “A regulamentação da profissão de sanitarista e a implantação do SIRP-MS representam o reconhecimento de uma categoria que desempenha um papel fundamental no fortalecimento do SUS. Ao instituir um registro profissional público, transparente e acessível, o Ministério da Saúde reafirma seu compromisso com a valorização desses profissionais, que contribuem diariamente para a qualificação da gestão das políticas públicas. Este é um marco para a consolidação da identidade profissional dos sanitaristas e para o fortalecimento da saúde pública brasileira”, destacou o Ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

    Por meio do SIRP-MS, os profissionais poderão solicitar o registro de forma totalmente eletrônica, mediante preenchimento de formulário e envio da documentação exigida pela legislação. A plataforma reunirá todas as etapas do processo administrativo, desde o recebimento do pedido até sua análise e conclusão, garantindo maior agilidade, rastreabilidade e segurança da informação.

    Marco histórico

    A regulamentação da profissão de sanitarista representa um marco para o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS). Os sanitaristas desempenham papel estratégico na promoção da saúde, na prevenção de doenças, na vigilância em saúde, no planejamento e na gestão das políticas públicas, contribuindo para a organização e a qualificação das ações e dos serviços de saúde em todo o país.

    O decreto que regulamenta a Lei nº 14.725 estabelece que o Ministério da Saúde, por intermédio da SGTES, será o órgão competente do Sistema Único de Saúde para realizar o registro profissional dos sanitaristas. O normativo também define os procedimentos para solicitação do registro, disciplina a fiscalização do exercício profissional e estabelece que o número do registro corresponderá ao número de inscrição do profissional no Cadastro de Pessoas Físicas (CPF).

    Acesse a plataforma para a solicitação e emissão de registro profissional de saúde

    Anna Elisa Iung
    Ministério da Saúde