Categoria: SAÚDE GOV

  • Ministério da Saúde consolida estratégias de fortalecimento e proteção às mulheres no SUS, no II Fórum Nacional de Mulheres na Saúde

    O Ministério da Saúde e o Ministério das Mulheres, lançaram, nesta sexta-feira (27), em Brasília (DF), um conjunto de estratégias voltadas ao cuidado integral e a proteção às mulheres, incluindo cursos, manuais e campanhas nacionais. Os anúncios ocorreram durante o II Fórum Nacional de Mulheres na Saúde, para debater a centralidade da saúde da mulher no enfrentamento ao feminicídio. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou que o SUS tem que ser o maior aliado das mulheres brasileiras no combate à violência de gênero.  

    “O SUS tem que ser o porto seguro, o principal ponto de apoio, escuta, observação e vigilância em qualquer sinal de violência. Há muitas mulheres que não procuram o sistema de segurança, mas todas são amparadas no sistema de saúde; então, é lá que ela deve ser acolhida”, afirmou Padilha, em participação virtual. O ministro não pôde estar presente devido ao cumprimento de agendas no Rio de Janeiro (RJ).  

    Entre os destaques anunciados está o Curso Autoinstrucional do Programa Dignidade Menstrual, voltado a profissionais de saúde, assistência social, sistema prisional e lideranças comunitárias, além de pessoas interessadas na compreensão e multiplicação da pauta. A iniciativa é uma parceria com a UNA-SUS, a Associação Brasileira de Enfermagem de Família e Comunidade (Abefaco), e as Universidades Federais de Pernambuco (UFPE) e do Espírito Santo (UFES), validado pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA).   

    Para Úrsula Maschette, da coordenação de Saúde da Mulher do Ministério da Saúde, o curso representa um marco histórico. “A falta de informação adoece. O Programa Dignidade Menstrual vai além da disponibilidade de recursos, ele passa também pelo trabalho de acolhimento e de orientação”, pontuou.

    Cuidado em todas as fases da vida

    Também foi lançado o Manual de Atenção às Mulheres na Transição Menopausal e Perimenopausa, que estará disponível em breve, foi produzido em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo). O Guia orienta profissionais da Atenção Primária no cuidado com uma abordagem centrada na pessoa e baseada em evidências, valorizando intervenções multiprofissionais e o uso criterioso de terapias medicamentosas.  

    A coordenadora de Saúde da Mulher do Ministério da Saúde, Mariana Seabra, destacou que a publicação é um marco no compromisso do governo federal com o cuidado integral às mulheres. “Estamos avançando para além da reprodução e do aspecto materno-infantil. O manual reflete a atuação coletiva voltada ao fortalecimento do acolhimento e da promoção da saúde junto à mulher que passa pela transição menopausal e perimenopausal”, explicou.   

    Na oportunidade, também foi apresentada a Campanha Alerta Lilás, proposta pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). “A campanha surge como estratégia de prevenção e enfrentamento à violência, a partir de dois eixos. Uma delas é dispor, nos equipamentos de saúde, materiais acessíveis sobre a Lei Maria da Penha, os tipos de violência (física, psicológica, sexual, moral, patrimonial), onde e como buscar ajuda e como solicitar medidas protetivas. Outra, é através da capacitação de profissionais para uma abordagem sensível e com perspectiva de gênero”, explicou a promotora Denise Gerzoni Coelho, coordenadora do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Combate à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher (CAO-VD).

    Fórum de Mulheres na Saúde

    O Fórum é uma estratégia permanente que busca ampliar a participação social das mulheres na formulação, no monitoramento e na avaliação de políticas públicas voltadas à saúde feminina, além de mobilizar e fortalecer a implementação da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde das Mulheres (PNAISM). 
     
    O evento aborda temas essenciais como saúde sexual e reprodutiva, atenção ao parto e pós-parto, menopausa, saúde menstrual, violência de gênero, saúde mental e prevenção de cânceres femininos. A segunda edição do encontro nacional destacou, também, as diversas ações de promoção dos direitos das mulheres e ampliação do acesso à saúde, como o Programa Dignidade Menstrual, criado em 2024, que já beneficiou 2,8 milhões de mulheres e meninas com a distribuição gratuita de 422 milhões de absorventes.

    Foto: Zeca Miranda/MS
    Foto: Zeca Miranda/MS

    A estratégia federal inclui ainda a Rede Alyne, com foco na atenção materna e infantil; as Salas Lilás, voltadas ao acolhimento de mulheres vítimas de violência; e a ampliação de métodos contraceptivos, com a meta de distribuir 1,8 milhão unidades de Implanon até o fim de 2026. No plano internacional, o Brasil solicitou à Organização Mundial de Saúde (OMS) a inclusão do CID de feminicídio para qualificação de dados e políticas públicas.  

    Edições estaduais

    Com edições estaduais, o Fórum de Mulheres na Saúde se consolida como um espaço permanente de construção coletiva no SUS. O objetivo é fortalecer políticas públicas integrais e ampliar a participação social das mulheres, que representam 70% da força de trabalho no setor e são a maioria das usuárias do sistema, mas ainda enfrentam desigualdades estruturais de gênero, raça e classe.  

    Os fóruns já passaram por Bahia, Espírito Santo, Rio Grande do Norte e Rio de Janeiro e já têm data para acontecer no Piauí, São Paulo, Roraima, Alagoas, Goiás, Rio Grande do Sul, Ceará e Paraná. “O intuito é que as mulheres de diversas realidades possam intervir, participar, dialogar, se envolver com a pauta da saúde, que não é apenas relacionada ao aspecto biológico, mas passa pela importância das mulheres na sociedade”, ressaltou Eliane Cruz, chefe de gabinete do Ministério da Saúde.

    Luciano Marques
    Priscila Viana
    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde firma parceria para produção nacional de tecnologia de ponta para tratamento de câncer

    Ministério da Saúde firma parceria para produção nacional de tecnologia de ponta para tratamento de câncer

    O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou nesta quinta-feira (26), durante o evento Diálogo Internacional – Desafios e Oportunidades para a Cooperação em Tecnologias em Saúde, no Rio de Janeiro, uma Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP) estratégica para a produção 100% nacional do medicamento oncológico pembrolizumabe no Sistema Único de Saúde (SUS).

    A medida permitirá ampliar o uso dessa imunoterapia de ponta para o tratamento de outros tipos de câncer na rede pública, onde atualmente já é utilizada no tratamento de melanoma.

    “A inovação que nos interessa é aquela que chega às pessoas, principalmente as mais vulneráveis. Aquela que reduz desigualdades, amplia o acesso, melhora o cuidado e salva vidas. Porque, no fim, não estamos falando apenas de tecnologia. Estamos falando de direito à saúde”, destacou o ministro Padilha.

    Esta PDP envolve a transferência de tecnologia do pembrolizumabe, do parceiro privado – Merck Sharp & Dohme (MSD) – para o laboratório público do Instituto Butantan. O programa foi criado com o objetivo de dar autonomia produtiva ao país na área da saúde, com o uso estratégico do poder de compra do SUS, e movimenta cerca de R$ 5 bilhões por ano no mercado farmacêutico, considerando as novas PDPs aprovadas.

    Com a celebração do Termo de Compromisso, anunciado hoje pelo ministro, a próxima etapa (fase II) é a assinatura do contrato de transferência de tecnologia entre os parceiros, para que o produto possa ser adquirido pelo SUS, na fase III.

    “Essa é uma PDP que começa agora e ao longo de 10 anos o Instituto Butantan vai incorporar essa capacidade produtiva e ser capaz de produzir no Brasil um medicamento que é muito importante. O medicamento já está incorporado e disponível no SUS para o tratamento de melanoma. Para outras indicações, existem pedidos em análise na Conitec, que é a comissão responsável por avaliar a eficácia, a segurança e o impacto orçamentário antes de qualquer ampliação de uso”, explicou a secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação do Ministério da Saúde, Fernanda De Negri.

    O pembrolizumabe reativa as células de defesa do paciente, fortalecendo a imunidade contra a doença. Além da oferta do medicamento no SUS para o tratamento de melanoma avançado não-cirúrgico e metastático, está em análise na Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) a ampliação do uso dessa terapia para pacientes com câncer de mama, pulmão, esôfago e colo do útero.

    Cuidado com populações vulnerabilizadas

    Ainda durante o evento, foi anunciada a cooperação para criar a primeira Encomenda Tecnológica (ETEC) voltada ao enfrentamento de enfermidades que afetam as populações vulnerabilizadas. O Ministério da Saúde e a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), assinaram um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) para viabilizar a ETEC. Por meio desse instrumento, será aberta uma chamada, com previsão de divulgação ainda em 2026.

    O objetivo da ETEC é desenvolver produtos inovadores, ainda não disponíveis no mercado, para responder a um desafio específico. A medida permite ainda o fortalecimento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (Ceis).

    A estratégia vai priorizar o campo das doenças negligenciadas, que são enfermidades que atingem, sobretudo, populações em situação de maior vulnerabilidade social. Entre os exemplos, estão a hanseníase, tuberculose, doença de Chagas, leishmaniose e dengue.

    A parceria prevê apoio técnico da ABDI em etapas como definição de demandas, escuta de mercado, avaliação de riscos tecnológicos e seleção de instituições participantes, enquanto o Ministério da Saúde será responsável pelas decisões e diretrizes estratégicas e implementação do instrumento.

    Taís Nascimento
    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde faz entregas para reduzir filas de exames e cirurgias no RJ

    Ministério da Saúde faz entregas para reduzir filas de exames e cirurgias no RJ

    As entregas do Ministério da Saúde durante a 18ª Caravana Federativa de Niterói, no Rio de Janeiro, vão proporcionar mais capacidade de atendimento à população de 60 municípios do estado. Nesta quinta-feira (26), o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha entregaram 56 ambulâncias do SAMU 192, 12 unidades odontológicas móveis (UOM), 36 combos parciais de UBS, 45 equipamentos de saúde bucal e duas salas de cirurgia aos municípios fluminenses, que reforçam o SUS a partir do investimento do Novo PAC Saúde.

    Ainda no Rio de Janeiro, o ministro Padilha assinou contrato com cinco instituições privadas do estado para ofertar atendimento gratuito a pacientes do SUS por meio do programa Agora Tem Especialistas. Na iniciativa do Governo do Brasil, as unidades realizarão procedimentos de média e alta complexidade nas áreas de cardiologia, oncologia, ginecologia e oftalmologia.

    “Quem tem um sistema de saúde como o SUS?”, perguntou o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. “Nós criamos o Farmácia Popular para que ninguém morra sem poder comprar remédio. No ano passado, fizemos 14,7 milhões de cirurgias em mutirões. Só no último sábado, 230 mil mulheres fizeram cirurgias e exames em mil hospitais e Santas Casas no Brasil”, celebrou.

    O investimento de R$ 27,3 milhões do Governo do Brasil garante mais acesso à saúde de qualidade e gratuita.

    “O SUS está cada vez mais ao lado das mulheres brasileiras. Precisamos oferecer um serviço de saúde cada vez mais digno, acessível e de qualidade”, disse Padilha.

    Mais cirurgias

    Para aumentar a capacidade cirúrgica do SUS, o Governo do Brasil também cria mais duas salas de cirurgia no Rio de Janeiro, ampliando a capacidade de resposta da rede assistencial. O Hospital Municipal Barata Ribeiro recebeu equipamentos para a operação de uma nova sala de cirurgias gerais. O combo de cirurgia inclui: arco cirúrgico, sistema de vídeo endoscopia rígida, aparelho de anestesia, monitor multiparamétrico, mesa cirúrgica elétrica radiotransparente e ultrassom portátil. O investimento é de R$ 1,4 milhão.

    Já o Centro Carioca do Olho recebeu todos os equipamentos para inaugurar uma sala de cirurgia oftalmológica. O kit contém vitreófago com facoemulsificador; biômetro de coerência óptica, microscópio cirúrgico oftalmológico, laser para oftalmologia (YAG/Diodo) e fotocoagulador a laser. O investimento é de R$ 1,6 milhão.

    Mais sete salas de cirurgia (Araruama, Itaperuna, Niterói, Nova Iguaçu, Valença e duas na capital) e três de cirurgia oftalmológica (Duque de Caxias, Niterói e capital) estão em fase de montagem no estado do Rio de Janeiro e serão ativadas em breve.

     Adesão da rede privada

    Com a assinatura do contrato com as cinco instituições privadas do estado para ofertar atendimento gratuito a pacientes do SUS, as unidades realizarão procedimentos de média e alta complexidade nas áreas de cardiologia, oncologia, ginecologia e oftalmologia.

    Assinaram a adesão a Associação de Proteção à Maternidade e à Infância de Resende (APMIR), o Instituto de Medicina Nuclear e Endocrinologia, de Campos dos Goytacazes, a Santa Casa de Misericórdia, de Barra Mansa, a Fundação Educacional Severino Sombra, de Vassouras, e a Clínica e Cirurgia de Olhos Dr. Armando Augusto Guedes S.A, de Nova Iguaçu.

    Juntas, as instituições realizarão 3,5 mil procedimentos ao longo de um ano, investindo R$ 31 milhões em atendimentos gratuitos para a rede pública. Em troca dos atendimentos, as instituições receberão créditos financeiros para abater tributos federais vencidos ou a vencer. Os pacientes atendidos são agendados e encaminhados pelas secretarias municipais do Rio de Janeiro. 

    Em todo o país, o programa Agora Tem Especialistas já soma 219 propostas aprovadas e 56 instituições contratadas, com um valor total de R$ 246,3 milhões. Os contratos firmados preveem a realização de mais de 150 mil procedimentos no SUS, reforçando a estratégia do Governo do Brasil de ampliar a oferta de atendimento especializado e reduzir o tempo de espera no SUS.

    Atendimento de emergência

    Ao todo, 30 municípios foram beneficiados com a entrega de 56 ambulâncias do SAMU 192 no estado do Rio de Janeiro. Quarenta unidades chegam para a renovar a frota, enquanto outras quatro viaturas de suporte avançado aumentam o atendimento e garantem a segurança das equipes em Angra dos Reis, Nova Friburgo, Tanguá e Teresópolis. Dez ambulâncias são unidades de suporte básico. O investimento é de R$ 17,2 milhões.

    Saúde bucal

    A saúde bucal e odontológica é um dos focos das entregas do Ministério da Saúde durante a Caravana Federativa. Como parte integrante do componente móvel da política Brasil Sorridente, 12 municípios fluminenses receberam unidades odontológicas móveis para poder ampliar o acesso a serviços de saúde bucal em territórios de maior vulnerabilidade social e com maior dificuldade de deslocamento. Os equipamentos estão alinhados ao programa Agora Tem Especialistas. Entre as cidades beneficiadas estão Duque de Caxias, São José de Ubá, Silva Jardim e Varre-Sai.

    Já outros 15 municípios como Belford Roxo, Maricá, Petrópolis e Itaboraí receberam kits de equipamentos odontológicos. Os itens são motor endodôntico, localizador apical e bomba à vácuo.

    Atenção básica

    Para fortalecer a atenção básica à saúde, o Ministério da Saúde entregou um total de 36 combos de equipamentos para Unidades Básicas de Saúde (UBS). Dezoito deles ficarão a cargo do estado do Rio de Janeiro e outros 18 foram entregues diretos a municípios como Araruama, Rio das Ostras, Queimados, Niterói e Paraty. Os kits incluem câmara fria, doppler vascular portátil, dinamômetro digital e retinógrafo portátil. O investimento nacional previsto na atualização dos equipamentos das UBS é de R$ 1,6 bilhão.

    Recursos do Novo PAC

    O Rio de Janeiro teve 976 empreendimentos aprovados no Novo PAC, totalizando R$ 6 bilhões em investimentos. Os recursos envolvem retomada de obras, construção e reformas em CAPS e UBS, 128 veículos para renovação de frota do SAMU 192 no estado e a distribuição de 324 combos de equipamentos para UBS.

    Por meio do Novo PAC, o Ministério da Saúde está investindo R$ 32,2 bilhões em obras, equipamentos e veículos para promover um salto de qualidade e expansão no SUS. Trata-se do maior programa de investimentos em infraestrutura do SUS, com investimentos em 2.600 UBS, 334 CAPS, 4.892 ambulâncias do SAMU 192, 800 Unidades Odontológicas Móveis, além de policlínicas, maternidades e diversos outros tipos de obras e equipamentos.

    Fábio M. Barreto
    Nicole Borges
    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde e iFood realizam treinamento de primeiros socorros no Rio de Janeiro

    O Ministério da Saúde realizou, nesta quinta-feira (26), no Rio de Janeiro, mais uma etapa do programa Anjos de Capacete. A iniciativa qualifica entregadores de aplicativo em primeiros socorros e resposta a situações de urgência. O foco da ação é fortalecer a resposta rápida a emergências nas cidades, considerando que os entregadores estão em constante circulação e podem atuar como primeiros respondentes em situações críticas.

    A qualificação orienta sobre acionamento adequado do SAMU 192, além de manejo inicial em casos de acidentes de trânsito, mal súbito e hemorragias. Nesta edição, a Força Nacional do SUS capacitou 100 entregadores ativos, sendo 50 motociclistas e 50 ciclistas, com participação inédita de profissionais que utilizam bicicletas. A formação técnica é qualificada e alinhada às diretrizes nacionais de atenção às urgências. Ao final, os participantes recebem certificação com validade de dois anos, além de equipamentos de segurança.

    O Coordenador de Governança e Gestão da Força Nacional do SUS reforça que o treinamento amplia a capacidade de resposta do SUS. “A ação leva conhecimento técnico à população e contribui para a redução da gravidade dos agravos até a chegada dos profissionais do SAMU, que fazem o atendimento especializado”, destaca. 

    Anjos de Capacete

    Criado em 2020, o programa Anjos de Capacete já capacitou centenas de entregadores em todo o país.  Essas capacitações representam um avanço significativo na promoção da segurança e no fortalecimento das ações de resposta imediata em emergências.

    Com o acordo de cooperação firmado entre o iFood e o Ministério da Saúde em agosto de 2025, o programa amplia ainda mais as suas ações de educação em saúde, prevenção de acidentes e a resposta rápida a emergências nas ruas.

  • Brasil será o primeiro país da América Latina a produzir insumo essencial para produção do Buscopan e de outros medicamentos

    Brasil será o primeiro país da América Latina a produzir insumo essencial para produção do Buscopan e de outros medicamentos

    Com a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, do vice-presidente Geraldo Alckmin e do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a inauguração do novo complexo industrial da Brainfarma, em Anápolis, nesta quinta-feira (26), projeta o Brasil como um protagonista estratégico para a produção de medicamentos essenciais para a população. Alinhada à estratégia do Governo do Brasil de fortalecer a soberania sanitária com sustentabilidade e autonomia produtiva, a unidade será a primeira da América Latina a produzir o Insumo Farmacêutico Ativo (IFA) do Buscopan. Para isso, fará a extração da escopolamina, a partir da planta duboisia, que será cultivada no Paraná. Com o domínio de todo o ciclo produtivo, do cultivo da matéria-prima ao desenvolvimento do fármaco, o Brasil reduz a dependência do mercado internacional, fortalece a segurança no abastecimento e garante que a produção seja 100% nacional.

    Inédita no país, a iniciativa posiciona o Brasil, ao lado da Austrália, como um dos únicos do mundo a dominar o cultivo dessa planta essencial para a produção de diversos medicamentos. “Estou muito orgulhoso de ver o Brasil crescendo na indústria da saúde. Temos viajado para Índia, China e diversos outros países para aprender a produzir aqui e garantir a palavra mágica: soberania”, disse o presidente Lula.

    Parte das ações de incentivo ao fortalecimento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (CEIS), a iniciativa marca a transição do Brasil de um papel de consumidor para uma posição estratégica na produção de IFA, substância principal usada na fabricação dos medicamentos.

    “Esse é um momento histórico, porque simboliza a produção completa de uma medicação conhecida por todos: o Buscopan. Isso gera emprego, renda e tecnologia local. O Brasil passará a dominar toda a tecnologia de um produto de uso frequente nas unidades básicas de saúde, hospitais e no SUS. Para se ter ideia, atualmente, há empresas que produzem essa medicação com planos de interromper a produção a partir de 2026. Com a produção completa no Brasil, esse risco desaparece”, destacou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

    Mais agilidade, estabilidade e autonomia na oferta de medicamento pelo SUS

    Com investimento de R$ 250 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a nova unidade ocupa uma área de 47 mil m² em Anápolis e tem capacidade para produzir até 30 toneladas por ano de Insumos Farmacêuticos Ativos (IFA). Já o cultivo da duboisia, com potencial de alcançar até 600 toneladas de folhas anuais, será realizado em Curitiba (PR), em unidade da Hypera Pharma, controladora da Brainfarma.

    Como resultado, a nova fábrica contribuirá para garantir mais agilidade, estabilidade e autonomia na oferta de medicamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS), ampliando o acesso da população a tratamentos essenciais e reforçando a soberania sanitária nacional.

    Produção nacional amplia acesso a tratamento para doença rara

    Atualmente, a Hypera Pharma participa de uma Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP) voltada à produção da nusinersena, um dos principais tratamentos para a Atrofia Muscular Espinhal (AME), que pode ultrapassar R$ 1,5 milhão por paciente ao ano. No SUS, o tratamento para AME – condição que compromete a força muscular – é ofertado gratuitamente. Com o avanço da parceria, a expectativa é ampliar ainda mais o acesso e o atendimento para quem precisar.

    Essa PDP prevê a internalização da tecnologia e a produção nacional do medicamento, envolvendo também o Bio-Manguinhos, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), além do parceiro internacional Yangzhou Aurisco Pharmaceutical.

    As Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo são uma estratégia do Ministério da Saúde voltada à ampliação da produção nacional de medicamentos, vacinas e outros insumos estratégicos para o SUS. Para isso, envolve instituições públicas e privadas.

    Lula e Alckimin são vacinados contra a influenza

    Durante a visita à Brainfarma, o presidente Lula e vice-presidente Alckmin foram vacinados pelo ministro Padilha, dando o pontapé inicial para a Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza, que começa neste sábado (28) nas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste. Realizada anualmente pelo Ministério da Saúde, com apoio de estados e municípios, a mobilização prioriza de crianças 6 meses a menores de 6 anos (5 anos, 11 meses e 29 dias) gestantes e idosos com 60 anos ou mais, grupos mais suscetíveis a formas graves da doença.

    Foto: João Risi/MS
    Foto: João Risi/MS

    O Dia D será realizado na mesma data, e a campanha segue até 30 de maio, com vacinação gratuita nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). Para se vacinar, basta procurar a unidade de saúde mais próxima antes do período de maior circulação do vírus.

    Principal forma de prevenção contra a influenza, a vacinação contribui para reduzir casos graves, internações e mortes. Por isso, a campanha ocorre antes do período de maior circulação do vírus no Brasil, diante do aumento recente de casos de doenças respiratórias. 

    Rafaelle Pereira
    Ministério da Saúde

  • Brasil e Reino Unido debatem parcerias para desenvolvimento tecnológico e fortalecimento dos sistemas de saúde

    Brasil e Reino Unido debatem parcerias para desenvolvimento tecnológico e fortalecimento dos sistemas de saúde

    Nesta quarta-feira (25), Brasil e Reino Unido se reuniram para aprofundar o diálogo bilateral sobre políticas de inovação e desenvolvimento tecnológico na área da saúde, incluindo o acesso a novos mercados e saúde digital para cadeias de suprimento resilientes ao clima. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que estava em comitiva com o presidente Lula, participou da abertura do evento Diálogo em Saúde Brasil – Reino Unido, de maneira remota, e reforçou que a cooperação internacional é estratégica para o cuidado da população. 

    “Nós vivemos um momento de profunda transformação do setor da saúde. A rápida evolução tecnológica, a digitalização dos sistemas, as mudanças nas cadeias globais de suprimento e os desafios impostos por crises sanitárias, bélicas e, sobretudo, climática e demográfica, exigem respostas cada vez mais coordenadas e globais. A cooperação internacional se tornou uma decisão estratégica e uma necessidade profunda de quem quer cuidar da saúde de seu povo”, destacou o ministro Padilha. 

    Também durante a abertura do evento, a secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde do Ministério da Saúde, Fernanda De Negri, mencionou as parcerias já firmadas entre Brasil e Reino Unido, como a assinatura da Carta de Intenções com o Centro de Imuno-oncologia do Departamento de Medicina da Universidade de Oxford para acelerar o desenvolvimento e o acesso equitativo a vacinas mRNA contra o câncer, e a parceria com o National Institute for Health and Care Excellence (NICE) e a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), para aprimorar os processos de avaliação de tecnologias em saúde e de ampliação do acesso a medicamentos.

    “Precisamos seguir apostando no multilateralismo e na cooperação como um caminho para construir um mundo melhor. Esse evento representa a vontade de continuar essa parceria entre ambos os países, que, apesar de bastante diferentes, enfrentam muitos desafios similares relacionados à saúde de suas populações”, ressaltou a secretária.

    Edital para a Instância Nacional de Ética em Pesquisa

    Ao longo do evento, o Ministério da Saúde anunciou o edital de seleção pública para atuação na Instância Nacional de Ética em Pesquisa (Inaep), como parte do processo de consolidação do Sistema Nacional de Ética em Pesquisa com Seres Humanos (Sinep), instituído pela Lei nº 14.874/2024 e regulamentado pelo Decreto nº 12.651/2025.

    Ao todo, serão selecionados 15 membros titulares e 15 suplentes, considerando a promoção da diversidade regional, étnico-racial e de gênero, formação acadêmica, qualificação técnico-científica, experiência profissional em pesquisa com seres humanos e atuação em Comitês de Ética em Pesquisa (CEPs) para prestação de serviço público relevante, não remunerado.

     “O edital foi elaborado para assegurar o equilíbrio e a transparência. Mais do que um grupo de especialistas, queremos formar uma rede de saberes, onde a participação da sociedade seja um dos alicerces da nossa governança. Estamos reunindo diferentes olhares, vozes e realidades para construir um sistema que reflita a verdadeira dimensão da pluralidade brasileira”, explicou a diretora do Departamento de Ciência e Tecnologia do Ministério da Saúde (Decit) e coordenadora do Inaep, Meiruze Freitas.

     As inscrições começam no dia 26 de março de 2026 e devem ser realizadas exclusivamente de forma eletrônica. Para concorrer, os candidatos precisam enviar currículo Lattes e documentação comprobatória de formação, experiência profissional, atuação em CEPs e demais comprovações exigidas no edital. A seleção será conduzida por uma comissão formada por membros já integrantes da Inaep, com apoio técnico do Decit, conforme regulamento.

    Pesquisa clínica no SUS

    Na oportunidade, o Ministério da Saúde apresentou outros dois acordos de cooperação para o fortalecimento da pesquisa clínica no Brasil, celebrados com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e com a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), que buscam, respectivamente, aprimorar o ambiente regulatório, de modo a favorecer o desenvolvimento de pesquisas clínicas e a avaliação de novas tecnologias em saúde, e transformar hospitais universitários federais, que compõem a rede, em polos estratégicos para o desenvolvimento de pesquisas clínicas e inovação em saúde.

    Ainda no evento, o ministério divulgou o investimento de mais de R$ 179 milhões para a segunda fase do Projeto Genomas SUS, no âmbito do Programa Genomas Brasil. A iniciativa marca a expansão de uma estratégia estruturante para incorporar a saúde pública de precisão ao SUS, com base no uso de dados genéticos para qualificar o cuidado em saúde, reduzindo desigualdades regionais. 

    Inscreva-se e garanta sua participação pelo sistema eletrônico

    Ana Freitas
    Ministério da Saúde

  • Governo do Brasil aumenta recursos para hospitais universitários em 100% e garante mais atendimentos à população

    O Governo do Brasil aumentou em 100% os recursos federais destinados aos hospitais universitários para garantir mais atendimentos e fortalecer o atendimento da atenção especializada à população. Com a implementação do Programa de Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais (PRHOSUS) e do Agora Tem Especialistas, o investimento de 2025 atingiu R$ 4,4 bilhões, enquanto em 2022 o valor repassado às unidades foi de R$ 2,2 bilhões. Como parte da estratégia de reestruturação dessas instituições, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e o ministro da Educação, Camilo Santana, inauguraram, nesta quarta-feira (25), novas áreas do Hospital Universitário da Universidade Federal de São Carlos (HU-UFSCar), no interior de São Paulo.

    Com a ampliação do hospital, que integra a rede federal de ensino e assistência do SUS, a população do município paulista e região será beneficiada com 52 novos leitos, um hospital-dia (destinado à assistência intermediária entre a internação e o atendimento ambulatorial para realização de procedimentos cirúrgicos de baixa e média complexidade), duas novas salas cirúrgicas, novos equipamentos de saúde, além de uma nova unidade de nefrologia. Para isso, o HU-UFSCar contou com R$ 25,6 milhões do Novo PAC Saúde (que faz parte do investimento total de R$ 1,4 bilhão do PRHOSUS nos 45 hospitais universitários), além de R$ 5,8 milhões da Rede Ebserh (Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares) e R$ 2,5 milhões de emenda parlamentar.

    “O que está acontecendo aqui hoje é o Brasil que vocês precisam continuar sonhando, acreditando que é possível. Tudo isso é feito quando a gente está tomado da vontade de tomar decisões em prol daqueles que mais necessitam”, disse o presidente Lula. “Então, olha o que está acontecendo aqui hoje é apenas um retrato do Brasil que a gente pode fazer. É difícil, mas se a gente não tentar, a gente não faz”, destacou.

    Ao lado do presidente, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse que “ao investir nos hospitais universitários, o Brasil reafirma uma escolha: fortalecer o SUS a partir das universidades públicas, porque aqui se formam profissionais cidadãos, aqui nasce a inovação e aqui vidas são salvas todos os dias. Essa é a prova de que o governo do presidente Lula realmente prioriza a saúde e a educação. Com o Agora Tem Especialistas e o PRHOSUS, o Ministério da Saúde traz um novo modelo de financiamento, com um grande objetivo de reduzir tempo de espera por consultas, exames e cirurgias”, disse.

    Novo setor de Hemodiálise

    Inaugurada hoje no HU-UFSCar, a unidade de nefrologia – que é uma das especialidades prioritárias do programa Agora Tem Especialistas – possui capacidade para 1.040 atendimentos mensais, incluindo consultas, exames, cirurgias e preparo para transplantes. A ampliação tem potencial para beneficiar até 24 municípios e cerca de 993 mil pessoas, contribuindo para a redução do tempo de espera no SUS e o fortalecimento da rede regional de saúde.

    Com a nova estrutura, será possível atender até 144 pacientes em hemodiálise, garantindo cuidado integral aos pacientes com doença renal crônica, desde o atendimento ambulatorial até procedimentos de maior complexidade, como biópsias, implantação de cateteres, procedimentos cirúrgicos, diálise peritoneal, hemodiálise e preparo para transplantes.

    Antes da implantação dos novos serviços, os pacientes da região precisavam se deslocar para outras cidades a fim de se submeterem a tratamentos, especialmente na área de nefrologia. Com as novas estruturas, o HU-UFSCar oferece atendimento integral mais próximo.

    Foto: Ricardo Stuckert /PR
    Foto: Ricardo Stuckert /PR

    Mais leitos e melhor estrutura hospitalar

    Com a entrega das obras, o HU-UFSCar passará a contar com 135 leitos no total e mais 145 profissionais que serão convocados pela EBSERH. Entre os 52 novos leitos, estão:

    • 32 leitos para clínica médica e cirúrgica, com capacidade para 140 internações mensais, permitindo que pacientes recebam atendimento seguro e contínuo;
    • 10 leitos de UTI de clínica médica e cirúrgica, com 51 internações mensais, oferecendo suporte intensivo para casos graves;
    • 10 leitos do Hospital Dia, com capacidade para 180 atendimentos/internações mensais, proporcionando acompanhamento diário para tratamentos menos complexos, mas essenciais para a recuperação dos pacientes.

    Além disso, foram entregues duas novas salas cirúrgicas e o bloco administrativo, que abriga um núcleo de simulação e um auditório, ampliando a capacidade assistencial e garantindo condições melhores de trabalho para os profissionais.

    A iniciativa também fortalece o papel do hospital como campo de formação para profissionais de saúde. A nova estrutura ampliará a oferta de vagas em residências médicas e multiprofissionais, além de beneficiar estudantes de graduação e cursos técnicos, contribuindo para a qualificação da força de trabalho do SUS.

    Novo PAC Saúde

    O Novo PAC destinará, ainda, R$ 17,5 milhões para o município de São Carlos (SP). Para 2026, estão previstos combos de UBS, kit de teleconsulta e a implantação de um acelerador linear. As medidas visam ampliar a capacidade de atendimento na atenção básica e especializada, contribuindo para o fortalecimento da rede do SUS no município. Já foram destinados recursos para a implantação de um CAPS e de duas Unidades Básicas de Saúde, além da entrega de duas ambulâncias do SAMU.

    Entenda o PRHOSUS

    O Programa de Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais visa garantir atendimentos de média e alta complexidade com mais qualidade, eficiência e segurança. Para isso, atua no aperfeiçoamento da infraestrutura, na expansão do número de leitos, na aquisição de equipamentos e na contratação de profissionais.

    Essas iniciativas contribuem para garantir mais qualidade no atendimento, além da redução do tempo de espera por consultas, exames e cirurgias, consonante com o objetivo do programa Agora Tem Especialistas.

    Desde 2024, o PRHOSUS investiu R$ 4,5 bilhões nos hospitais universitários, o que representa um adicional de cerca de 50% por ano.

    Camila Marques
    Ministério da Saúde

  • Zé Gotinha conquista o prêmio iBest pelo terceiro ano consecutivo

    Zé Gotinha conquista o prêmio iBest pelo terceiro ano consecutivo

    Símbolo da vacinação no Brasil, o Zé Gotinha venceu, mais uma vez, o Prêmio iBest na categoria Brand Persona – Voto Popular, consolidando sua força e conexão com os brasileiros também no ambiente digital. Esta é a terceira vitória consecutiva do personagem, após os títulos recebidos em 2024 e 2025. O prêmio foi concedido nesta terça-feira (24), em São Paulo, e reconhece os principais protagonistas do universo digital no país.

    O resultado foi definido em uma votação popular exclusiva entre os três finalistas da categoria. A cerimônia é considerada o maior encontro nacional de influenciadores, criadores de conteúdo e canais digitais.

    Criado para representar a defesa da vida por meio da vacinação, o Zé Gotinha segue ampliando sua presença nas redes sociais e nas campanhas do Ministério da Saúde, fortalecendo o diálogo com a população e incentivando a adesão às vacinas.

    O reconhecimento reforça o papel do personagem como um dos principais ativos de comunicação pública do país, capaz de atravessar gerações e se manter atual, relevante e próximo do público.

    Um símbolo que atravessa gerações

    Criado em 1986 pelo artista plástico Darlan Rosa, o Zé Gotinha nasceu como parte das campanhas contra poliomielite e rapidamente se tornou um dos maiores símbolos da saúde pública no Brasil.

    Com uma linguagem simples, carismática e acessível, o personagem conquistou crianças, famílias e profissionais de saúde, tornando-se um aliado fundamental na promoção da vacinação.

    Hoje, além de sua presença histórica nas campanhas, o Zé Gotinha também ocupa espaço no ambiente digital, ampliando o alcance das ações do Ministério da Saúde e reforçando a importância da imunização para toda a população.

    O maior prêmio do universo digital brasileiro

    Desde 1996, o Prêmio iBest reconhece os maiores protagonistas do universo digital no Brasil. Relançado em 2020, o prêmio voltou a se consolidar como o maior do país, reunindo cerca de 31 milhões de participantes únicos em 2024 e mais de 30 milhões apenas no primeiro semestre de 2025.

    Mais do que uma premiação, o iBest é uma celebração da criatividade, inovação e influência online. Em 2025, foram 119 categorias, com participação ativa do público em todas as etapas.

    Ser reconhecido como Top 20, Top 10, Top 3 ou vencedor representa uma chancela nacional de relevância e impacto. O selo iBest é hoje um dos principais indicadores de prestígio no ambiente digital brasileiro.

    Ministério da Saúde

  • DIA D: Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza começa neste sábado (28)

    DIA D: Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza começa neste sábado (28)

    A Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza começa no próximo sábado, 28 de março, nas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste. Realizada anualmente pelo Ministério da Saúde, com apoio de estados e municípios, a mobilização prioriza crianças, gestantes e idosos com 60 anos ou mais, grupos mais suscetíveis a formas graves da doença. O Dia D será realizado na mesma data, e a campanha segue até 30 de maio, com vacinação gratuita nas Unidades Básicas de Saúde (UBS).

    Para ampliar o alcance da ação, o Governo do Brasil enviará, até quinta-feira (26), 10 milhões de mensagens institucionais por aplicativos de comunicação. A iniciativa busca reforçar a divulgação de informações oficiais, ampliar a confiança nos canais institucionais e incentivar a vacinação

    Até agora, o Ministério da Saúde distribuiu 15,7 milhões de doses da vacina contra a influenza. A orientação é que estados e municípios intensifiquem as estratégias já no primeiro mês da campanha, com ações de busca ativa para o alcance imediato dos públicos prioritários. Na Região Norte, a campanha será realizada no segundo semestre, em função da sazonalidade da doença.

    A vacinação é a principal forma de prevenção contra a influenza e contribui para reduzir casos graves, internações e mortes. Para se vacinar, basta fazer parte do público recomendado e procurar a unidade de saúde mais próxima antes do período de maior circulação do vírus.

    Quem deve se vacinar?

    A vacina influenza trivalente integra o Calendário Nacional de Vacinação e é recomendada para crianças de 6 meses a menores de 6 anos (5 anos, 11 meses e 29 dias), idosos com 60 anos ou mais e gestantes.

    Além desses públicos, a imunização é ofertada como estratégia especial para outros grupos prioritários. Para crianças de 6 meses a 8 anos, o esquema vacinal varia conforme o histórico: aquelas já vacinadas anteriormente recebem uma dose; as não vacinadas devem receber duas doses, com intervalo mínimo de quatro semanas.

    No caso da população indígena a partir de 6 meses de idade, seguem as mesmas orientações de faixa etária e histórico vacinal. Crianças e pessoas com comorbidades até 8 anos que ainda não foram vacinadas também devem receber duas doses.

    A proteção contra a influenza é realizada anualmente para acompanhar as novas cepas do vírus em circulação. A cada campanha, o Ministério da Saúde disponibiliza vacinas atualizadas, reforçando a importância da imunização periódica para assegurar uma proteção eficaz.

    A aplicação pode ser realizada de forma simultânea a outras vacinas do Calendário Nacional, como a da Covid-19.

    Cenário epidemiológico

    Dados preliminares de 2026 apontam aumento na circulação de vírus respiratórios, incluindo a influenza. Até 14 de março, foram notificados 14,3 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no país, com cerca de 840 óbitos. Entre os casos graves, a influenza responde por 28,1% das infecções identificadas.

    Idosos, crianças menores de 6 anos, gestantes e pessoas com comorbidades apresentam maior risco de complicações, internações e óbito. Priorizar esse público é fundamental para evitar casos graves e óbitos por influenza.

    Marcella Mota
    Ministério da Saúde

  • Saúde entrega primeiro lote 100% nacional de medicamento para transplantados e anuncia R$ 90 milhões para inovação em saúde

    Saúde entrega primeiro lote 100% nacional de medicamento para transplantados e anuncia R$ 90 milhões para inovação em saúde

    Anúncios históricos realizados pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, nesta terça-feira (24), no Rio de Janeiro (RJ), fortalecem o Complexo Econômico-Industrial da Saúde (Ceis), estratégia fundamental para garantir a soberania sanitária do Brasil. Além da entrega do primeiro lote com produção 100% nacional do tacrolimo – medicamento essencial para pacientes transplantados -, ele anunciou o investimento de R$ 90 milhões para o desenvolvimento de tecnologias de saúde nas áreas de RNA mensageiro, química medicinal, biofármacos, dispositivos médicos e saúde digital. Ao buscar autonomia produtiva para o país, as duas iniciativas visam um SUS mais sustentável, resiliente e preparado para desafios globais. O objetivo é garantir à população brasileira acesso contínuo a tratamentos ofertados pela rede pública.

    Na vanguarda da biotecnologia mundial, o Governo do Brasil destinou R$ 60 milhões para a criação do primeiro Centro de Competência Embrapii do país em Vacinas e Terapias com RNA mensageiro (mRNA). Coordenada pelo Centro de Tecnologias em Vacinas da Universidade Federal de Minas Gerais (CT Vacinas-UFMG), a unidade terá como foco o desenvolvimento de soluções para o SUS, fortalecendo a capacidade brasileira de alcançar avanços científicos. Com amplas possibilidades terapêuticas, as vacinas de RNAm estimulam o organismo humano a produzir a principal proteína-alvo do vírus para induzir uma resposta imunológica forte e precisa.

    “O Centro de Competência para produção de vacinas de RNA mensageiro, na UFMG, em parceria com a Embrapii, será a terceira plataforma desse tipo no país, ao lado das iniciativas da Fiocruz e do Instituto Butantan. A tecnologia de RNA mensageiro se mostrou estratégica durante a pandemia de Covid-19, por permitir a rápida adaptação a novos vírus. Com isso, o país passa a contar com três instituições públicas capacitadas a desenvolver e produzir esse tipo de vacina, o que aumenta a autonomia nacional e a capacidade de resposta a futuras pandemias”, afirmou o ministro da Saúde.

    Os outros R$ 30 milhões anunciados por Padilha serão destinados a seis novas unidades também vinculadas à Embrapii. Elas trabalharão junto ao setor produtivo em parcerias nas áreas de química medicinal, biofármacos, dispositivos médicos e saúde digital, voltadas à construção de estratégias para que os produtos desenvolvidos cheguem ao mercado. O objetivo é preparar o país para futuras emergências sanitárias e reduzir as vulnerabilidades nas cadeias globais de suprimentos. Essas unidades desenvolverão projetos com empresas industriais em estágios intermediários de maturidade tecnológica, o que ocorre quando as soluções deixam o ambiente acadêmico e avançam para testes e validação com potencial de aplicação no mercado e no SUS.

    Autonomia na produção

    Outro marco histórico para o SUS ocorreu com a entrega do primeiro lote de produção integralmente brasileira do tacrolimo, imunossupressor que atua contra a rejeição do órgão em transplantes de fígado, rim e coração. A produção é resultado da retomada do fortalecimento do Ceis por meio de uma Parceria de Desenvolvimento Produtivo (PDP) firmada entre a Fiocruz, por meio do laboratório público Farmanguinhos, e a farmacêutica privada brasileira Libbs, voltada à transferência de tecnologia para a produção local deste medicamento.

    “Com a produção nacional, além de garantir o fornecimento pelo SUS, o Brasil passa a ter mais segurança, independentemente de crises internacionais, como pandemias, conflitos ou oscilações cambiais. Essa conquista foi possível por meio de parcerias com empresas do Brasil e da Índia, reforçando a importância da cooperação internacional”, explicou Padilha.

    Com a iniciativa, o Brasil passa a dominar integralmente o ciclo produtivo do medicamento, desde o Insumo Farmacêutico Ativo (IFA) até o produto final. A tecnologia do produto acabado foi totalmente transferida para Farmanguinhos, incluindo produção, controle de qualidade e embalagem. O primeiro lote do medicamento produzido com IFA nacional foi fabricado no laboratório público, no Rio de Janeiro, e conta com mais de um milhão de unidades farmacêuticas. Os produtos passarão por ensaios de rotina e por etapa de novo registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) antes de serem distribuídos ao SUS.

    No Brasil, cerca de 100 mil pacientes utilizam tacrolimo sistêmico (oral/injetável) de forma contínua. Por ser um imunossupressor, foi construída uma área dedicada somente para este medicamento no Complexo Tecnológico de Medicamentos de Farmanguinhos, no Rio de Janeiro. Essa área fabril exclusiva possui 267 m², com capacidade fabril de 130 milhões de unidades farmacêuticas ao ano. Ao longo de 10 anos, foram fornecidas mais de 500 milhões de unidades farmacêuticas do medicamento ao SUS.

    Ministério da Saúde