Categoria: SAÚDE GOV

  • Abril pela Segurança do Paciente mobiliza o SUS e reforça cuidado em todo o país

    Garantir que cada pessoa receba cuidado em saúde com qualidade e sem sofrer danos evitáveis orienta a organização do Sistema Único de Saúde (SUS). Esse princípio estrutura a política de segurança do paciente no Brasil e orienta ações para prevenir falhas, identificar riscos e assegurar atendimento seguro em toda a rede.

    Por isso, o Ministério da Saúde intensifica essa agenda com a mobilização nacional Abril pela Segurança do Paciente. A iniciativa reúne gestores, profissionais, instituições e usuários em torno da promoção do cuidado seguro. Com o tema “Qualidade, segurança e vidas protegidas: um compromisso permanente do SUS”, a campanha amplia o debate e incentiva práticas seguras em todos os níveis da atenção.

    A segurança do paciente organiza a forma como o cuidado é prestado no SUS. “Na prática, significa estruturar os serviços para prevenir falhas, reduzir riscos assistenciais e garantir atendimento com qualidade e proteção ao longo de toda a jornada”, afirma a coordenadora-geral da Atenção Hospitalar do Ministério da Saúde, Luisa Frazão. Segundo ela, protocolos assistenciais, comunicação entre equipes, identificação correta dos pacientes e uso seguro de medicamentos evitam eventos adversos e qualificam o atendimento.

    Eventos adversos podem comprometer a saúde dos pacientes. Entre os exemplos estão erros na administração de medicamentos, infecções associadas à assistência e falhas na comunicação entre profissionais. Esses problemas podem causar complicações e prolongar internações. A prevenção de riscos é parte essencial da rotina dos serviços.

    Quando as práticas de segurança são aplicadas, o atendimento se torna mais organizado e confiável. “Para o paciente, isso se traduz em mais segurança, menos complicações, melhor continuidade do cuidado e mais confiança no serviço de saúde”, explica Luisa Frazão. No Brasil, a segurança do paciente se consolida como política pública com o Programa Nacional de Segurança do Paciente, instituído em 2013. A iniciativa orienta a adoção de protocolos, a gestão de riscos e a promoção da cultura de segurança em serviços públicos e privados.

    Essas diretrizes se traduzem na implantação de Núcleos de Segurança do Paciente, na padronização de processos e no monitoramento de incidentes. As ações fortalecem a organização do cuidado, qualificam o atendimento e melhoram os resultados no SUS. Desde a criação do programa, o país ampliou a adoção de protocolos e consolidou estruturas voltadas à prevenção de eventos adversos.

    A mobilização de abril reforça esse movimento e incentiva atividades educativas e ações de sensibilização em todo o país. “A campanha amplia o debate, envolve diferentes atores e fortalece a cultura de segurança nos serviços de saúde”, destaca a coordenadora.

    A campanha se organiza em quatro eixos: qualidade e segurança como diretriz do SUS; acesso ao cuidado seguro nas diferentes realidades; ambientes de trabalho seguros para profissionais; e melhoria contínua dos serviços.

    A participação da população também fortalece o cuidado. Informar sintomas e histórico, esclarecer dúvidas e seguir orientações ajudam a prevenir falhas e tornam o atendimento mais seguro. Segurança do paciente exige compromisso permanente. A integração entre política pública e mobilização nacional fortalece o SUS e amplia a proteção à vida.

    Saiba mais sobre o Programa Nacional de Segurança do Paciente

    Kathlen Amado
    Ministério da Saúde

  • Brasil aplica mais de 2 milhões de doses contra a gripe no início da campanha

    Brasil aplica mais de 2 milhões de doses contra a gripe no início da campanha

    A Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza começou com alta procura nos postos de saúde. Com o início da mobilização e a realização do Dia D no último sábado (28), mais de 2,3 milhões de doses foram aplicadas nas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste. A vacinação é gratuita pelo SUS e segue até 30 de maio, com prioridade para crianças, gestantes e idosos. No Dia D, esse público concentrou 94% das doses aplicadas, de um total de 1,6 milhão em um único dia.

    O Ministério da Saúde distribuiu 15,7 milhões de doses aos estados, quantitativo necessário para intensificar a imunização nos primeiros meses da campanha. A estratégia busca ampliar a proteção antes do período de maior circulação do vírus, que ocorre no inverno. A vacina está disponível nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e em postos de vacinação organizados em locais de grande circulação de pessoas.

    Em pronunciamento, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, convocou a população para se vacinar e reforçou a importância da mobilização. “Não negue ao seu filho um direito que nossos pais não nos negaram. Vacinar é também um ato de amor à sua família. Vá até um posto de saúde para se vacinar, vacinar quem você ama e cuidar da sua saúde para que possamos viver um futuro mais seguro”, destacou.

    Padilha falou ainda sobre o esforço da atual gestão para reverter as quedas históricas na cobertura vacinal. “Recebemos um país ameaçado pela volta de doenças que haviam sido erradicadas, mas que, por conta do descaso e do negacionismo, voltaram a preocupar. Em três anos, revertemos esse cenário. Com o apoio dos profissionais do SUS e das famílias brasileiras, ampliamos a vacinação em todas as 16 vacinas do calendário infantil”, concluiu.

    Além dos grupos prioritários, a campanha contra a influenza também contempla trabalhadores da saúde, professores, pessoas com comorbidades, pessoas com deficiência permanente, povos indígenas, população privada de liberdade e outros públicos estratégicos. A imunização é fundamental para reduzir complicações, internações e óbitos causados pela influenza.

    Quem pode se vacinar?

    Público prioritário:

    • Crianças de 6 meses a menores de 6 anos de idade (5 anos, 11 meses e 29 dias)
    • Idosos com 60 anos ou mais de idade
    • Gestantes

    Demais grupos:

    • Puérperas
    • Povos indígenas
    • Quilombolas
    • Pessoas em situação de rua
    • Trabalhadores da saúde
    • Professores do ensino básico e superior
    • Profissionais das Forças de Segurança e Salvamento
    • Profissionais das Forças Armadas
    • Pessoas com deficiência permanente
    • Caminhoneiros
    • Trabalhadores de transporte coletivo rodoviário para passageiros urbanos e de longo curso
    • Trabalhadores portuários
    • Trabalhadores dos correios
    • População privada de liberdade e funcionários do sistema de privação de liberdade, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas
    • Pessoas com doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais independentemente da idade

    Na Região Norte, a vacinação ocorre em período diferente do restante do país, em razão das condições climáticas e epidemiológicas, como altas temperaturas e umidade, que influenciam a dinâmica de transmissão do vírus.

    Cenário epidemiológico

    Dados preliminares de 2026 apontam aumento na circulação de vírus respiratórios, incluindo a influenza. Até 14 de março, foram notificados 14,3 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no país, com cerca de 840 óbitos. Entre os casos graves, a influenza responde por 28,1% das infecções identificadas.

    Idosos, crianças menores de 6 anos, gestantes e pessoas com comorbidades apresentam maior risco de complicações, internações e óbito. Priorizar esse público é fundamental para evitar casos graves e óbitos por influenza.

     Acesse a estratégia completa da Campanha Nacional de Vacinação

    Amanda Milan
    Ministério da Saúde

  • No Amapá, Ministério da Saúde amplia acesso à Atenção Primária com inauguração de UBSI

    O Ministério da Saúde inaugurou mais uma Unidade Básica de Saúde Indígena (UBSI) no município de Oiapoque, no extremo norte do Amapá (AP). Da prevenção ao tratamento, a unidade reforça o Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (SasiSUS), amplia a capacidade de atendimento e assegura cuidado integral a indígenas da região. A iniciativa contou com investimento federal de aproximadamente R$ 1 milhão.

    Com a expectativa de atender 77 habitantes, a UBSI beneficiará tanto os povos da Terra Indígena Galibi quanto moradores não indígenas que vivem no território. A população terá acesso a serviços multiprofissionais com acompanhamento de médicos, enfermeiros e técnicos, além de Agentes Indígenas de Saúde (AIS) e Agentes Indígenas de Saneamento (AISAN). O Distrito Sanitário Especial Indígena do Amapá e Norte do Pará (DSEI-AMP) será o polo responsável pela administração da unidade.

    Foto: Distrito Sanitário/ Amapá
    Foto: Distrito Sanitário/ Amapá

    Na cerimônia de lançamento, no dia 26/3, a coordenadora do DSEI-AMP, Simone Karipuna, destacou que, mais do que uma nova estrutura física, a iniciativa é reflexo da missão de ampliar a qualidade do atendimento e garantir que o cuidado chegue cada vez mais perto das comunidades.

    “Fortalecer a saúde no território significa garantir acesso, presença institucional e valorização das culturas e saberes tradicionais. Sabemos que a força do movimento, o trabalho coletivo, o controle social e a escuta ativa de quem conhece a realidade indígena permitiram essa entrega”, enfatizou Simone.

    Cuidado e acolhimento

    Outro avanço para o município será a construção de uma nova sede da Casa de Apoio à Saúde Indígena (CASAI). Nessa segunda-feira (30), foi lançada a pedra fundamental para marcar oficialmente o início das obras.

    O estabelecimento oferecerá alojamento, alimentação, transporte e suporte para pacientes indígenas e acompanhantes que necessitarem de tratamento de média e alta complexidade fora das aldeias.

    Rayane Bueno
    Ministério da Saúde

  • Governo do Brasil entrega pacote de saúde para a BA: ambulâncias, unidades odontológicas móveis e equipamentos beneficiarão 11 milhões de pessoas

    A saúde pública na Bahia deu mais um grande salto nesta segunda-feira (30) com novas entregas realizadas pelos ministros da Saúde, Alexandre Padilha, e da Casa Civil, Rui Costa. Os municípios baianos foram contemplados com 70 novas ambulâncias do SAMU 192, 26 unidades odontológicas móveis (UOM), além de 36 combos de equipamentos para as Unidades Básicas de Saúde (UBS) e outros 111 para saúde bucal. Também foram assinadas ordens de serviço para início das obras de 55 novas UBS e Centros de Atenção Psicossocial (CAPS). No total, são R$ 146,8 milhões em investimentos no SUS local.

    “Seguimos juntos com o governo da Bahia para continuar entregando os melhores serviços e a melhor infraestrutura no SUS. Com as entregas de hoje do Novo PAC Saúde, 96% dos municípios baianos recebem algum equipamento para incremento do sistema de saúde local. Esse é um comprometimento do Governo do Brasil em ampliar e agilizar o acesso à saúde para toda a população”, reforçou o ministro Padilha.

    Os equipamentos e as unidades móveis de saúde reforçarão a capacidade de atendimento em mais de 70 municípios baianos e beneficiarão cerca de 11 milhões de pessoas. Viabilizadas pelo Novo PAC Saúde, as iniciativas estão alinhadas ao programa Agora Tem Especialistas, que busca ampliar a capacidade de atendimento do SUS, reduzir filas e ampliar o acesso a consultas, exames e cirurgias.

    “Essas entregas mostram a prioridade que a saúde tem para o Governo do Brasil. Somado aos esforços do governo estadual da Bahia, o fortalecimento dessa rede também representa maior atratividade e incentiva a permanência de médicos especialistas na região, parte fundamental para a oferta de serviços e atendimentos de qualidade”, afirmou o ministro Rui Costa.

    O Governo do Brasil ainda anunciou a conclusão de UBS no município de Mairi, com investimento de R$ 163,4 mil por meio do Programa de Retomada de Obras. Já a assinatura das autorizações para início da execução física das obras de 55 UBS e CAPS totalizam R$ 110,6 milhões na modalidade Fundo a Fundo (FAF) destinados a projetos apresentados pelos municípios selecionados no Novo PAC Saúde.

    Fortalecimento das UBS e do SAMU

    Para o fortalecimento da atenção primária, o Governo do Brasil investiu R$ 2 milhões na aquisição de 36 combos de equipamentos, que estão sendo parcialmente entregues. Os kits são compostos por câmara fria, dinamômetro digital, retinógrafo portátil e tábua de propriocepção. Durante o evento, parte dos equipamentos foi destinada a 36 municípios, incluindo Serra Preta, Euclides da Cunha e Monte Santo. Os municípios da Bahia estão recebendo este ano 1.030 combos de equipamentos, que vão melhorar o atendimento em 1.030 UBS, com investimento total de R$ 162,7 milhões.

    O serviço de urgência e emergência também recebeu um reforço importante com a chegada de 70 novas ambulâncias do SAMU 192, com investimento de R$ 22,9 milhões. Dos veículos entregues, 10 são destinados à renovação de frota, 6 são Unidades de Suporte Avançado e 54 são Unidades de Suporte Básico. Os veículos vão atender municípios como Almadina, Barrocas, Itabuna e Utinga, além de outros 66 municípios. O Ministério da Saúde prevê entrega de mais 35 veículos até maio deste ano, a fim de universalizar o SAMU 192 no estado da Bahia.

    Ampliação da rede de saúde bucal

    Como parte do programa Brasil Sorridente serão entregues 26 UOMs para 26 municípios como Castro Alves, Euclides da Cunha e Paripiranga, com valor total de R$ 10,3 milhões. Cada unidade é destinada a ampliar o acesso aos serviços de saúde bucal em territórios com maior vulnerabilidade social e maior dificuldade de deslocamento da população até as UBS. As UOMs possibilitam a redução de barreiras geográficas e a ampliação da oferta de cuidado nesses locais.

    Além das UOMs, foram entregues 111 equipamentos odontológicos, no valor total de R$ 225,8 mil, contemplando 15 municípios.

    Saúde da Mulher fortalecida

    Também na capital baiana, os ministros Alexandre Padilha e Rui Costa participaram da inauguração da primeira etapa do ambulatório do Hospital da Mulher Maria Luzia Costa dos Santos, incluindo obra, equipamentos e mobiliários. A nova unidade vai ampliar a oferta de especialidades como ginecologia, cirurgia oncológica e mastologia, áreas prioritárias do Agora Tem Especialistas.

    No total, serão 35 novos consultórios, sendo 12 já entregues nesta primeira etapa, além da brinquedoteca, serviço social, acolhimento familiar, triagem, recepção e sala de espera.

    “As mulheres têm que ser a prioridade absoluta do SUS. Elas são maioria da população, as que mais usam o sistema de saúde, para cuidar da própria saúde ou, muitas vezes, para cuidar do filho, do marido. Ainda, são a ampla maioria dos profissionais de saúde. É uma alegria poder finalizar o mês de março, simbólico da luta das mulheres, participando dessa inauguração, desse espaço tão bonito, com dignidade, e demonstrando a preocupação pela saúde integral das mulheres, uma prioridade absoluta para nós”, afirmou o ministro Padilha.

    Para reforçar ainda mais o atendimento especializado no Hospital da Mulher, o Governo do Brasil ainda assinou a autorização de licitação para novas obras de reforma e ampliação, com investimentos de R$ 20 milhões. Estão previstos 10 novos leitos de UTI, centro cirúrgico com 5 salas cirúrgicas, 2 salas de endoscopia e requalificação geral dos sistemas de climatização e de combate a incêndio.

    Recursos do Novo PAC

    Para o estado da Bahia, foram selecionadas 2.845 propostas nos seguintes eixos do programa: água para quem mais precisa, atenção especializada, complexo industrial da saúde, preparação para emergências sanitárias e telessaúde. Com esses projetos, o Novo PAC Saúde investirá R$ 2,4 bilhões em obras e equipamentos, beneficiando a população baiana de forma descentralizada, com a ampliação da rede de saúde pública.

    Com R$ 32,2 bilhões em investimentos, o Novo PAC Saúde trata-se do maior programa de infraestrutura da saúde, com recursos destinados a 2.609 UBSs, 334 CAPS, 101 policlínicas, 4.643 ambulâncias do SAMU, 824 UOMs e diversos outros tipos de obras e equipamentos.

    Reforço ao SUS local

    Em fevereiro deste ano, o Governo do Brasil realizou a maior entrega de saúde para a Bahia. Foram entregues completos 2 combos de equipamentos voltados à ampliação das cirurgias no SUS, uma modalidade inédita no âmbito do Novo PAC Saúde, além de 107 novas ambulâncias do SAMU 192 para renovação de frota, 6 das 32 Unidades Odontológicas Móveis e 420 dos 575 kits de telessaúde. O investimento total previsto para o estado é de R$ 345 milhões, abrangendo a construção de 3 policlínicas, combos de cirurgia, equipamentos para UBS e telessaúde, além de veículos do SAMU 192 e Unidades Odontológicas Móveis.

    Jaciara França
    Ministério da Saúde

  • Em pronunciamento, ministro Alexandre Padilha reforça a vacinação contra a gripe e ações voltadas à saúde da mulher

    Em pronunciamento, ministro Alexandre Padilha reforça a vacinação contra a gripe e ações voltadas à saúde da mulher

    Em pronunciamento em rede nacional na noite desta sexta-feira (27), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, convocou a população para a vacinação contra a gripe, que começa neste sábado, quando será realizado o Dia D de mobilização em todo o país. Devem se vacinar prioritariamente crianças, gestantes e idosos. 

    Padilha destacou as ações do Ministério da Saúde para a retomada da vacinação no país, diante do risco de reintrodução de doenças após anos de negacionismo. “Recebemos um país ameaçado pela volta da paralisia infantil, que havia sido erradicada no passado, mas que, por conta do descaso e do negacionismo, voltou a preocupar o Brasil. Em três anos, o Governo do Brasil reverteu a queda na vacinação. Com o apoio de todos os profissionais do SUS e das famílias brasileiras, juntos, aumentamos o número de crianças vacinadas em todas as 16 vacinas do calendário infantil”, ressaltou o ministro. 

    Além do crescimento na cobertura vacinal, a atual gestão do Ministério da Saúde ampliou a oferta de vacinas. No ano passado, o SUS passou a disponibilizar gratuitamente duas vacinas de alto custo que antes estavam disponíveis apenas na rede privada: a vacina contra o vírus sincicial respiratório (VSR), que protege gestantes e bebês da bronquiolite e de pneumonias; e a ACWY, que protege contra meningites. 

    Maior mutirão da história do SUS atendeu exclusivamente mulheres 

    O ministro também informou a população sobre o maior mutirão de exames e cirurgias já realizado no país, especialmente voltado às mulheres, por meio do programa Agora Tem Especialistas, com mais de 230 mil atendimentos realizados. Ao todo, mais de 940 hospitais públicos, universitários, privados e filantrópicos abriram as portas no sábado (21) e domingo (22), em 516 municípios. 

    “Pelo programa Agora Tem Especialistas, mobilizamos hospitais públicos e Santas Casas, junto com os estados e municípios. A saúde das mulheres é prioridade absoluta no SUS. As mulheres são a maioria da população, as que mais usam o SUS e também a maioria dos profissionais de saúde”, destacou. 

    No ano passado, o programa Agora Tem Especialistas, criado pelo presidente Lula, alcançou um recorde histórico de 14,7 milhões de cirurgias eletivas, 40% a mais que em 2022. 

    O Agora Tem Especialistas trouxe inovações ao ampliar o acesso à saúde com a adesão de hospitais privados, que passaram a atender gratuitamente pacientes do SUS. A iniciativa também leva atendimento itinerante por meio de carretas equipadas para realizar tomografias, exames de mama e pequenas cirurgias, já presentes em 140 regiões de saúde. A expectativa é expandir ainda mais essa cobertura, com 150 carretas em operação em todo o país até 2026. 

    Para mulheres vítimas de violência, o SUS ampliou o atendimento em saúde mental, inclusive por chamadas de vídeo, com a telessaúde, e aumentou a oferta de reconstrução dentária gratuita. A oferta desse atendimento é resultado da expansão do Brasil Sorridente, iniciativa voltada ao atendimento odontológico, com 800 novas Unidades Odontológicas Móveis em distribuição por todo o país para chegar aonde a população está. “São consultórios de dentistas móveis mais perto da sua casa, na sua comunidade, na sua igreja, nas escolas e nos distritos rurais”, disse. 

    Dia D de vacinação contra a influenza 

    Até o momento, o Ministério da Saúde já distribuiu mais de 15,7 milhões de doses da vacina contra a influenza, capaz de reduzir em até 60% o risco de internação. 

    A vacina está disponível, de forma gratuita, em todas as Unidades Básicas de Saúde do Sistema Único de Saúde (SUS) das regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste e prioriza crianças, gestantes e idosos com 60 anos ou mais, grupos mais vulneráveis a formas graves da doença. Também contempla profissionais da saúde, da segurança, do transporte e a população indígena. Na Região Norte, a estratégia ocorre no segundo semestre, antes do período de maior circulação do vírus, que coincide com o “inverno amazônico”, no fim do ano, época mais chuvosa e com aumento das síndromes respiratórias. 

    “Vale repetir: amanhã tem Dia D de Vacinação contra a Gripe. Sou médico infectologista, que é quem trata das doenças infecciosas, e também sou pai. Cumpro, junto com a minha família, o compromisso de sempre manter em dia a vacinação. Não negue ao seu filho um direito que nossos pais não nos negaram. Vacinar é também um ato de amor à sua família. Vá até um posto de saúde para se vacinar, vacinar quem você ama e cuidar da sua saúde para que possamos viver um futuro seguro”, finalizou. 

    Confira o pronunciamento na íntegra

    Saiba mais sobre a Campanha Nacional de Vacinação contra a gripe

    João Vitor Moura 
    Ministério da Saúde 
     

  • Ministério da Saúde libera R$ 900 mil para ações de combate à chikungunya em Dourados (MS)

    Ministério da Saúde libera R$ 900 mil para ações de combate à chikungunya em Dourados (MS)

    O Ministério da Saúde liberou, nesta sexta-feira (27), aporte emergencial de R$ 900 mil para o custeio de ações de vigilância, assistência e controle da chikungunya na região da Grande Dourados (MS). O valor será transferido em parcela única, do Fundo Nacional de Saúde ao fundo municipal, garantindo agilidade na execução. Os recursos poderão ser utilizados para intensificar estratégias como vigilância em saúde, controle do mosquito Aedes aegypti, qualificação da assistência e apoio às equipes que atuam diretamente no atendimento à população.

    A liberação do montante se soma a outras iniciativas em curso, como a instalação de mil Estações Disseminadoras de Larvicida (EDLs). A estratégia consiste em armadilhas com recipiente plástico e tecido impregnado com larvicida, que atraem o mosquito. Ao entrar em contato com o produto, o inseto passa a disseminar o larvicida em outros criadouros, contribuindo para interromper o ciclo de reprodução.

    Das 300 unidades enviadas inicialmente de Campo Grande (MS), 150 já foram instaladas no bairro Jóquei Clube e em regiões adjacentes, como Santa Felicidade e Santa Fé. Na sequência, as equipes atuarão nos bairros Novo Horizonte/Parque do Lago e Piratininga.

    A coordenadora-geral de Vigilância de Arboviroses do Ministério da Saúde, Lívia Vinhal, destaca que a medida integra uma estratégia mais ampla de controle vetorial. “Nosso foco é reorganizar fluxos, integrar informações e direcionar ações em campo. As estações são uma ferramenta importante, mas a eliminação de criadouros depende da ação conjunta entre poder público e população”, afirmou.

    Antes da implementação, agentes municipais passaram por capacitação conduzida por técnicos da Coordenação-Geral de Vigilância de Arboviroses (CGARB), com foco no uso das novas tecnologias de controle vetorial.

    Busca ativa nos territórios indígenas

    Outra medida é a busca ativa nos territórios indígenas de Dourados, realizada de forma conjunta pela Força Nacional do SUS (FN-SUS) e pela Secretaria de Saúde Indígena (Sesai), com 106 atendimentos domiciliares nas aldeias Jaguapiru e Bororó.

    “Em um território extenso como este, não basta esperar que o paciente procure o serviço. A atuação integrada das equipes é essencial para alcançar quem mais precisa e evitar a evolução para casos graves”, destacou o diretor da Força Nacional do SUS, Rodrigo Stabeli.

    Força-tarefa no enfrentamento da chikungunya

    E para intensificar as ações de cuidado, foi instalada uma Sala de Situação, na quarta-feira (25), no Ministério da Saúde, para coordenar as ações federais. Posteriormente, a estrutura será levada ao território, com atuação integrada entre áreas técnicas, gestores estaduais e municipais e outros órgãos públicos, fortalecendo a tomada de decisão.

    Desde o início de março, agentes de saúde e de combate às endemias já realizaram visitas a mais de 2,2 mil residências nas aldeias da região. As ações incluem mutirões de limpeza, eliminação de criadouros, aplicação de larvicidas e inseticidas, além da atuação de unidade móvel da Ebserh, garantindo assistência direta à população indígena.

    Como reforço à resposta local, o Ministério da Saúde autorizou, em caráter emergencial, a contratação temporária de 20 Agentes de Combate a Endemias (ACE), em parceria com a AgSUS, ampliando a força de trabalho no território. A admissão ocorrerá por análise curricular e conforme a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). A expectativa é que, nas próximas semanas, os agentes já estejam atuando.

    Desde 18 de março, a FN-SUS atua no município em parceria com equipes locais. Atualmente, são 34 profissionais mobilizados, entre médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem, com atuação nas áreas mais afetadas.

    As ações envolvem equipes das Secretarias de Saúde Indígena (Sesai) e de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA) do Ministério da Saúde, do Distrito Sanitário Especial Indígena de Mato Grosso do Sul (DSEI-MS), da Defesa Civil estadual, além do apoio da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) e da Força Nacional do SUS (FNS).

    Edjalma Borges
    Ministério da Saúde

  • É amanhã! O Dia D Nacional de Vacinação contra a Influenza acontece neste sábado (28)

    É amanhã! O Dia D Nacional de Vacinação contra a Influenza acontece neste sábado (28)

    O Dia D da Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza será realizado neste sábado (28/03) nas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste. A mobilização prioriza crianças, gestantes e idosos com 60 anos ou mais, grupos mais vulneráveis a formas graves da doença, e também contempla profissionais da saúde, da segurança, do transporte e a população indígena. A vacinação ocorre nos postos de saúde do SUS, de forma gratuita, e a campanha segue até 30 de maio.

    Para ampliar o alcance da ação, o Governo do Brasil enviou 10 milhões de mensagens institucionais por aplicativos de comunicação. A iniciativa busca reforçar a divulgação de informações oficiais, ampliar a confiança nos canais institucionais e incentivar a vacinação.

    Até agora, o Ministério da Saúde distribuiu 15,7 milhões de doses da vacina contra a influenza. A orientação é que estados e municípios intensifiquem as estratégias já no primeiro mês da campanha, com ações de busca ativa para o alcance imediato dos públicos prioritários. Na Região Norte, a campanha será realizada no segundo semestre, em função da sazonalidade da doença.

    A vacinação é a principal forma de prevenção contra a influenza e contribui para reduzir casos graves, internações e mortes. Para se vacinar, basta fazer parte do público recomendado e procurar a unidade de saúde mais próxima antes do período de maior circulação do vírus.

    Quem pode se vacinar?

    Público prioritário:

    • Crianças de 6 meses a menores de 6 anos de idade (5 anos, 11 meses e 29 dias)
    • Idosos com 60 anos ou mais de idade
    • Gestantes

    Demais grupos:

    • Puérperas
    • Povos indígenas
    • Quilombolas
    • Pessoas em situação de rua
    • Trabalhadores da saúde
    • Professores do ensino básico e superior
    • Profissionais das Forças de Segurança e Salvamento
    • Profissionais das Forças Armadas
    • Pessoas com deficiência permanente
    • Caminhoneiros
    • Trabalhadores de transporte coletivo rodoviário para passageiros urbanos e de longo curso
    • Trabalhadores portuários
    • Trabalhadores dos correios
    • População privada de liberdade e funcionários do sistema de privação de liberdade, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas
    • Pessoas com doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais independentemente da idade

     Cenário epidemiológico

    Dados preliminares de 2026 apontam aumento na circulação de vírus respiratórios, incluindo a influenza. Até 14 de março, foram notificados 14,3 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no país, com cerca de 840 óbitos. Entre os casos graves, a influenza responde por 28,1% das infecções identificadas.

    Idosos, crianças menores de 6 anos, gestantes e pessoas com comorbidades apresentam maior risco de complicações, internações e óbito. Priorizar esse público é fundamental para evitar casos graves e óbitos por influenza.

    Conheça e divulgue a Campanha Nacional de Vacinação contra a gripe

    Marcella Mota
    Ministério da Saúde

  • Ampliação do cuidado e serviços inovadores: conquistas dos 22 anos da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde das Mulheres

    Ampliação do cuidado e serviços inovadores: conquistas dos 22 anos da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde das Mulheres

    Em 2026, a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde das Mulheres (Pnaism) completou 22 anos. A iniciativa foi construída pelo Ministério da Saúde em parceria com diversos setores da sociedade, principalmente os movimentos de mulheres e organizações não governamentais. Entre os avanços mais inovadores destacam-se a implementação da Rede Alyne e do Programa Dignidade Menstrual e a oferta do implante subdérmico contraceptivo.

    Desde a sua criação, em 2004, a política tem sido um marco na maneira integral como a saúde da mulher é vista e acolhida no Sistema Único de Saúde (SUS). “Para o Governo do Brasil, a saúde da mulher é uma pauta prioritária e, nesse sentido, a política consolidou diretrizes para a ampliação do cuidado, incluindo a perspectiva de gênero — isto é, o reconhecimento das desigualdades sociais entre homens e mulheres e seus efeitos sobre a saúde, orientando políticas mais equitativas e sensíveis às especificidades da mulher”, destaca Mariana Seabra, coordenadora-geral de Atenção à Saúde das Mulheres.

    Ao longo desses anos, a atenção à saúde da mulher foi marcada por avanços significativos associados à expansão da Estratégia Saúde da Família (ESF) e à ampliação do acesso à atenção primária à saúde (APS). Isso possibilitou progressos na saúde sexual e reprodutiva, com a oferta de diferentes métodos contraceptivos, a ampliação da cobertura do pré-natal e as ações voltadas à prevenção e à atenção ao câncer e a condições crônicas, bem como no fortalecimento da atenção à transição menopausal, menopausa e pós‑menopausa, etapas fundamentais na vida da mulher que demandam cuidado contínuo e abordagem integral no SUS.

    Saúde sexual, menstrual e reprodutiva

    Novas conquistas se destacaram com a estruturação das linhas de cuidado materna e infantil. Entre elas, o fortalecimento do pré-natal humanizado, o aumento do número mínimo de consultas de pré-natal de risco habitual e de exames de pré-natal, a promoção do parto seguro e o incentivo ao aleitamento materno. A ampliação das casas da gestante e dos centros de parto normal, assim como a implantação de Ambulatórios de Gestação e Puerpério de Alto Risco (Agpar), a garantia da presença de acompanhantes e a implantação de boas práticas obstétricas, são outros avanços importantes.

    Mais recentemente, em setembro de 2024, foi lançada a Rede Alyne, que substituiu a Rede Cegonha e trouxe como prioridade a redução da a mortalidade materna em 25% até 2027 e em 50% a de mulheres negras, além de qualificar o pré-natal, parto e puerpério. Em 2025, foi criado o Comitê Nacional de Prevenção da Mortalidade Materna, Fetal e Infantil, visando fortalecer a articulação nacional, monitorar indicadores e qualificar respostas às causas evitáveis desses óbitos.

    O lançamento da Portaria do Luto Materno e Parental, Fetal e Infantil também é uma iniciativa de destaque no que diz respeito à gestação e ao puerpério. As ações são alinhadas à qualificação das equipes para uma comunicação empática e acolhedora nos territórios.

    Somam-se a essas iniciativas mais recentes também:

    • O Programa Nacional de Dignidade Menstrual, iniciativa do Governo do Brasil para promover a conscientização sobre a naturalidade do ciclo menstrual e a garantia da distribuição gratuita de absorventes menstruais à população em vulnerabilidade. As beneficiárias podem obter autorização para a retirada dos absorventes por meio do aplicativo Meu SUS Digital e nas Unidades Básicas de Saúde (UBS);
    • Financiamento para ampliar o acesso a métodos contraceptivos e introduzir o implante subdérmico contraceptivo, popularmente conhecido como Implanon, no SUS. Em 2025, foram distribuídos 500 mil implantes. Para o primeiro semestre de 2026, estão previstos 1,3 milhão.

    Atenção às mulheres em situação de violência

    O SUS passou a oferecer um serviço nacional de teleatendimento para acolher, ouvir e cuidar da saúde das mulheres vítimas de violência. Veja abaixo outras iniciativas destinadas ao atendimento às mulheres nessa situação:

      Guia Técnico para Implementação da Sala Lilás no SUS;

      Sala Lilás no SUS: espaços exclusivos para acolhimento;

      Novo CID para o feminicídio: a partir dos registros, será possível mensurar quantas mulheres são mortas por serem mulheres e subsidiar políticas públicas mais eficazes;

      Reconstrução dentária para mulheres vítimas de violência doméstica.

    O SUS, enquanto política pública universal, se consolidou como uma conquista fundamental para a saúde das mulheres, como instrumento de redução das desigualdades de gênero e agenda prioritária governamental, promovendo cuidado integral e equitativo para as mulheres brasileiras.

    Para a celebração desses 22 anos da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde das Mulheres (Pnaism), o Ministério da Saúde promoveu, em Brasília, nesta quinta-feira (26), um encontro nacional com representantes das diversas regiões do País. O evento contou com atividades estratégicas para o fortalecimento da Pnaism, como o compartilhamento de experiências, atividades em grupo e plenária. 

    Agnez Piestch
    Ministério da Saúde

  • Representantes do Brasil e Reino Unido reforçam cooperação em saúde com foco em inovação e desafios climáticos

    Representantes do Brasil e Reino Unido reforçam cooperação em saúde com foco em inovação e desafios climáticos

    O evento “Diálogo Brasil – Reino Unido em Saúde” foi realizado na última quarta-feira (25), na capital fluminense, reunindo autoridades, especialistas e representantes institucionais de ambos os países. O encontro consolidou parcerias estratégicas fundamentais para impulsionar a inovação e ampliar o acesso a novas tecnologias em saúde.

    Nesse cenário, a secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde do Ministério da Saúde, Fernanda De Negri, reforçou a importância do multilateralismo e da articulação internacional para impulsionar a inovação e garantir o acesso sustentável a tecnologias em saúde, tema central das políticas conduzidas pela pasta.

    Segundo ela, o avanço dessa agenda depende de alianças consistentes, capazes de integrar esforços entre governos, instituições e setor produtivo. “Temos uma longa trajetória de cooperação, e o sistema de saúde brasileiro, em certa medida, foi inspirado no modelo britânico. Seguimos aprendendo com essa experiência, ao mesmo tempo em que também compartilhamos nossas próprias soluções e avanços. Essa troca é essencial para construirmos, de forma conjunta, respostas inovadoras, sustentáveis e alinhadas aos desafios globais da saúde”, destacou.

    De Negri também ressaltou a necessidade de ação imediata diante dos impactos climáticos na saúde. “Estamos atuando em duas frentes: mitigar os efeitos das mudanças climáticas e, ao mesmo tempo, adaptar nossos sistemas de saúde às consequências que já estão colocadas. Esse é um desafio concreto, presente e que demanda ação coordenada”, frisou.

    O primeiro painel do encontro abordou novos caminhos para inovação e acesso a mercados. O debate evidenciou o papel estratégico de ambos os países como polos de pesquisa e desenvolvimento. O encontro contou ainda com a participação da gerente de Investimentos da ApexBrasil, Helena Brandão, e do oficial de desenvolvimento de negócios do Departamento de Negócios e Comércio do governo do Reino Unido, Henrique Pacheco.

    Saúde digital e clima

    Outro destaque do evento foi a mesa que discutiu o papel da inovação e da saúde digital para a resiliência da crise climática, com a participação da diretora do Departamento de Vigilância em Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador do Ministério da Saúde Agnes Soares da Silva; do chefe de Clima e Saúde do Reino Unido no Brasil (FCDO), Lucas Almeida e a moderação ficou por conta do vice-presidente-adjunto de Produção e Inovação em Saúde da Fiocruz, Marco Aurélio Nascimento.

    A diretora Agnes destacou a relação indissociável entre saúde, meio ambiente e mudanças climáticas, defendendo o fortalecimento das cadeias de suprimento de insumos essenciais, como vacinas, diagnósticos e medicamentos. “Nosso objetivo é colocar a saúde no centro das discussões sobre mudanças climáticas. Não existe saúde humana em um planeta doente, e o setor precisa assumir protagonismo nessa agenda, no Brasil e no cenário internacional”, afirmou.

    Agnes também enfatizou a necessidade de sistemas de saúde mais flexíveis e preparados para responder a crises. “A resiliência nasce nos territórios. Precisamos superar rigidezes estruturais e garantir respostas rápidas às emergências climáticas. Mais do que diagnosticar problemas, o desafio é ampliar soluções que já demonstraram eficácia”, completou.

    Modelos de alto impacto para acelerar a inovação na saúde

    Já o último painel do dia, analisou as parcerias para o futuro da saúde com a participação de universidades, governo e indústria para impulsionar a inovação. A agenda reuniu cientistas de referência internacional que discutiram a importância da união de todos esses setores para acelerar as entregas de tecnologias de ponta para a população.

    Sob a mediação de Lygia da Veiga Pereira, pioneira no estudo de células-tronco e professora da Universidade de São Paulo (USP), o debate percorreu questões como a necessidade de quebrar as barreiras ainda existentes nesse ecossistema e a urgência de um esforço coordenado para superar a fragmentação entre a pesquisa científica e a produção em escala.

    O destaque brasileiro foi o Programa de Inovação Radical em Saúde que busca impulsionar a criação de soluções inovadoras para atender às necessidades do Sistema Único de Saúde (SUS). O representante do Ministério da Saúde, Evandro Lupatini, destacou que a iniciativa é um exemplo de como a união entre governo, academia e indústria pode resultar em avanços significativos. “Quando o governo facilita processos, o resultado é direto: medicamentos mais baratos, diagnósticos mais rápidos e tratamentos disponíveis em menos tempo”, pontuou. 

    O painel trouxe à tona modelos de alto impacto, como as promissoras vacinas contra o câncer da Universidade de Oxford, tecnologia projetada para ensinar o sistema imunológico a reconhecer e destruir células cancerígenas utilizando vetores virais. A iniciativa foi apresentada pelos professores representantes do Reino Unido Lennard Lee e Tim Elliott.

    Participaram do debate a diretora do Laboratório Nacional de Biociências (LNBio), Maria Augusta Arruda, e o superintendente do AC Camargo Cancer Center, José Humberto Tavares Guerreiro Fregnani.

    Rodrigo Eneas
    Janine Russczyk
    Ministério da Saúde

  • Ministro visita paciente do mutirão da mulher e alas reabertas com a chegada de mais de 570 profissionais

    Ministro visita paciente do mutirão da mulher e alas reabertas com a chegada de mais de 570 profissionais

    O Ministério da Saúde avança na reestruturação dos institutos federais no Rio de Janeiro (RJ). No Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (INTO), por exemplo, 98 leitos de enfermaria e seis salas cirúrgicas, anteriormente fechadas por falta de equipes, já estão funcionando por conta da recomposição da força de trabalho. Reativados em vista da contratação de 577 novos profissionais, esses espaços receberam a visita do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que, nesta sexta-feira (27), conferiu de perto os atendimentos restabelecidos.

    A ampliação do atendimento no INTO ocorre também pela recente inauguração do novo Centro de Tecnologia e Reabilitação 3D, que garante para o SUS a produção de próteses personalizadas, biomodelos e guias cirúrgicos – estruturas que auxiliam no planejamento e na realização de cirurgias com mais precisão. O novo espaço fortalece os cuidados especializados e a reabilitação ofertados aos pacientes da rede pública.

    Neste ano, 1.566 novos profissionais de saúde já foram incorporados aos institutos federais — sendo 577 no INTO, 611 no Instituto Nacional de Câncer (INCA) e 378 no Instituto Nacional de Cardiologia (INC) —, o que corresponde a cerca de 75% das 2.058 contratações previstas.

    “Vamos completar, até o final do primeiro semestre, nesses três institutos nacionais, a contratação de mais de dois mil profissionais ao todo. E isso vai significar mais cirurgias e mais exames. Os hospitais federais vão dar uma grande contribuição para a redução desse tempo de espera”, afirmou o ministro da Saúde.

    A medida integra o Plano de Reestruturação dos Hospitais Federais do Rio de Janeiro, que faz parte do programa Agora Tem Especialistas. Com a recomposição da força de trabalho, a pasta busca assegurar o pleno funcionamento da capacidade instalada dessas unidades, ampliando a oferta de atendimentos especializados no SUS.

    O maior mutirão de saúde da mulher do SUS colhe resultados

    Ainda no INTO, o ministro visitou uma das pacientes atendidas no maior mutirão de saúde do SUS, que ofertou exclusivamente para as mulheres mais de 230 mil procedimentos no último final de semana. Internada na unidade, Luana Souza, 39 anos, foi submetida a uma biópsia e, em seguida, a uma cirurgia oncológica para retirada de um tumor na perna.

    Essa é a segunda vez que a paciente é diagnosticada com câncer. Há quatro anos, ela começou a sentir fortes dores e percorreu diferentes unidades até ser encaminhada  ao INTO, onde fez cirurgias de alta complexidade para retirada do primeiro tumor. “Eu passei por vários lugares tentando tratamento e não conseguia, mas, desta vez, foi tudo muito rápido. Eu fiz o exame em um dia e no outro eu estava operando. Quando eu cheguei aqui, realmente o meu caso andou. Foi inacreditável conseguir. Sou muito grata a esse hospital”, contou Luana.

    Na conversa com ela, Alexandre Padilha desejou uma boa recuperação, reforçando a importância do cuidado contínuo. “O importante é que a dor esteja controlada e que você siga sendo acompanhada. Você pode ter certeza de que está no melhor lugar para o seu tratamento”, destacou.

    Sobre o mutirão do qual Luana participou, Padilha destacou: “a gente mobilizou quase mil hospitais em todo o Brasil, organizando equipes, salas cirúrgicas e profissionais para ampliar o atendimento, inclusive aos sábados, e reduzir o tempo de espera. Agora a gente está conseguindo acelerar esse atendimento, com mais profissionais e mais estrutura, para que casos como o seu andem mais rápido”, disse.

    Com a participação de 900 hospitais públicos, universitários, filantrópicos e privados, o mutirão é uma das iniciativas do programa Agora Tem Especialistas, que está aumentando a capacidade de atendimento do SUS para reduzir o tempo de espera por consultas, exames e cirurgias.

    Fortalecimento do SUS com mais recursos para a cidade de Mesquita

    Na ocasião, o ministro da Saúde também anunciou a ampliação de recursos federais para o custeio de serviços de média e alta complexidade na cidade de Mesquita (RJ). A medida prevê investimento de R$ 70 milhões de Teto MAC para fortalecer o SUS, beneficiando a população do município e região.

    As ações fazem parte de um conjunto de iniciativas do Governo do Brasil para o fortalecimento da atenção especializada no SUS, com foco na ampliação da capacidade instalada, na qualificação da força de trabalho e na melhoria da resolutividade dos serviços de saúde.

    Nicole Borges
    Ministério da Saúde