Categoria: SAÚDE GOV

  • Entenda como vai funcionar a primeira vacina contra a dengue com produção 100% nacional

    Entenda como vai funcionar a primeira vacina contra a dengue com produção 100% nacional

    O Brasil deu um passo importante no enfrentamento à dengue. Nesta quarta-feira (26), a Anvisa apresentou parecer favorável sobre a segurança e a eficácia da vacina produzida pelo Instituto Butantan. Com isso, o Ministério da Saúde iniciará o processo de inclusão do imunizante no calendário nacional do Sistema Único de Saúde (SUS) 

    Além de ser o primeiro imunizante desenvolvido 100% no país, a nova vacina também será aplicada em dose única, uma diferença importante em relação a outras opções disponíveis no mundo.  

    Desenvolvido com tecnologia de vírus vivo atenuado, método já utilizado em diversas vacinas no Brasil, o imunizante apresentou eficácia global de 74,4% na população de 12 a 59 anos. Isso significa que cerca de 74% dos casos da doença foram evitados entre pessoas vacinadas.   

    A Anvisa aprovou o uso da vacina da dengue para pessoas na faixa etária de 12 a 59 anos. O perfil pode ser ampliado pelo Instituto Butantan após novos estudos. A expectativa é expandir o acesso à vacina em 2026.  

    A produção da nova vacina foi viabilizada por uma parceria articulada pelo Ministério da Saúde com a empresa chinesa WuXi Vaccines, reforçando a estratégia brasileira de inovação em imunobiológicos por meio de transferência de tecnologia e desenvolvimento conjunto.  

    Com proteção contra os quatro sorotipos do vírus em dose única, o imunizante representa um avanço científico com potencial para transformar o enfrentamento da dengue no país.  

    O Ministério distribui vacinas importadas para 2,7 mil municípios. Desde o início da estratégia, mais de 7,4 milhões de doses já foram aplicadas no público prioritário. Para 2026, a pasta garantiu 9 milhões de doses do imunizante utilizado hoje, que exige duas aplicações para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos. Outras 9 milhões de doses estão previstas para 2027. 

    Assim que o imunizante ficou disponível em Patos de Minas (MG), Dersuita Soares levou o filho, Gabriel Estevão, de 13 anos, para se vacinar. “Sempre priorizei a vacinação dos meus dois filhos, e mantenho o cartão de vacinação deles sempre atualizado, e com a vacina da dengue não seria diferente. Quando a vacinação chegou na cidade, já levei o Gabriel para tomar a primeira dose. Este ano, ele tomou a segunda e completou o esquema vacinal contra a dengue”, conta.  

    Foto: arquivo pessoal
    Foto: arquivo pessoal

    Cenário epidemiológico 

    Mesmo com a redução de 75% nos casos de dengue em 2025, em comparação com 2024, o Ministério da Saúde reforça que o combate ao Aedes aegypti deve continuar em todo o país. 

    Até outubro deste ano, o Brasil registrou 1,6 milhão de casos prováveis de dengue, representando queda de 75% em relação ao mesmo período de 2024. A maior concentração ocorre em São Paulo (55%), seguido de Minas Gerais (9,8%), Paraná (6,6%), Goiás (5,9%) e Rio Grande do Sul (5,2%). 

    Em relação aos óbitos, que até outubro somaram 1,6 mil, também houve redução de 72% em comparação ao mesmo período de 2024. São Paulo concentra a maior parte das mortes (64,5%), seguido por Paraná (8,3%), Goiás (5,5%), Rio Grande do Sul (3%) e Minas Gerais (8%). 

    Camilla Nunes e Juliana Soares  
    Ministério da Saúde  

  • Brasil e Paraguai ampliam integração sanitária e firmam novo acordo no Mercosul

    Brasil e Paraguai ampliam integração sanitária e firmam novo acordo no Mercosul

    Às vésperas da 57ª Reunião de Ministros da Saúde do Mercosul, realizada nesta quarta-feira (26), Brasil e Paraguai formalizaram um novo Memorando de Entendimento (MoU) para ampliar e aprofundar a cooperação bilateral em saúde. O documento foi assinado pelo ministro brasileiro Alexandre Padilha e pela ministra paraguaia María Teresa Barán horas antes da transferência brasileira da Presidência Pro Tempore (PPT) da Saúde do bloco para o Paraguai.

    “Este acordo é mais um passo para proteger nossa população nas regiões de fronteira. Brasil e Paraguai fortalecem juntos a vigilância, o cuidado e a adaptação dos sistemas de saúde às mudanças climáticas, que já impactam nossos países. A cooperação integrada nos torna mais preparados e garante melhor assistência ao nosso povo”, afirmou Padilha.

    O acordo atualiza as bases da cooperação sanitária entre os dois países e reforça compromissos assumidos desde os anos 1970, quando o primeiro tratado bilateral sobre saúde foi firmado. A nova etapa coloca foco em temas contemporâneos como saúde digital, vigilância de emergências, mudança climática, acesso a medicamentos e fortalecimento da atenção primária, pontos cruciais para a sustentabilidade dos sistemas de saúde.

    Agenda ampliada de cooperação

    O memorando estabelece oito áreas prioritárias, entre elas:

    A ampliação da agenda mira, segundo diplomatas que acompanham o processo, “harmonizar respostas sanitárias” em uma região marcada pelo intenso fluxo populacional e por assimetrias nos sistemas de atenção.

    Fronteira como eixo estratégico

    Um dos pontos de maior destaque do acordo é a formalização de um espaço permanente de articulação entre localidades fronteiriças vinculadas. A iniciativa envolve coordenação conjunta entre as diretorias internacionais dos dois ministérios e prevê planejamento compartilhado de ações com o objetivo de reduzir riscos epidemiológicos em áreas de grande circulação entre brasileiros e paraguaios.

    O mecanismo permitirá, por exemplo, que os países troquem dados em tempo real sobre surtos, aprimorem o fluxo de pacientes transfronteiriços e estabeleçam operações de saúde integradas.

    Governança, confidencialidade e execução

    O MoU cria um modelo de governança baseado em pontos focais indicados por ambos os ministérios, responsáveis por acompanhar, financiar e monitorar o avanço das iniciativas. O acordo prevê ainda:

    • Intercâmbio de informações técnicas;
    • Compartilhamento de políticas públicas e experiências de gestão;
    • Formação de profissionais e especialistas em saúde;
    • Desenvolvimento conjunto de projetos de cooperação Sul-Sul;
    • Respeito às regras de confidencialidade e proteção de dados, conforme a legislação de cada país.
    • O memorando entra em vigor a partir da assinatura e tem duração inicial de cinco anos, com renovação automática por igual período.

    Transição no Mercosul e novo ciclo regional

    A assinatura ocorre em um momento simbólico para a integração sanitária regional: o Paraguai assume a Presidência Pro Tempore da Saúde do Mercosul com a missão de dar continuidade à agenda conduzida pelo Brasil, marcada pelo reforço da produção regional de medicamentos, fortalecimento das vigilâncias e construção de respostas comuns a emergências sanitárias.

    Com a assinatura do memorando e a transferência da PPT, Brasil e Paraguai sinalizam que a cooperação técnica continua a ser um dos pilares mais concretos da integração regional.

    Edjalma Borges
    Ministério da Saúde

  • Brasil avança agenda da saúde no Mercosul e transfere liderança ao Paraguai

    Brasil avança agenda da saúde no Mercosul e transfere liderança ao Paraguai

    O Brasil apresentou, nesta quarta-feira (26), o balanço das ações que conduziu à frente da Presidência Pro Tempore (PPT) da Saúde do Mercosul. O ministro Alexandre Padilha destacou as principais iniciativas durante a 57ª Reunião de Ministros da Saúde do Mercosul e Estados Associados, realizada no Instituto Butantan, em São Paulo.

    “Durante a presidência do Brasil buscarmos dar continuidade à implementação das ações e projetos iniciados em outras gestões. Nesse sentido, foi realizada a primeira reunião do Comitê de Saúde Digital e Outras Tecnologias Associadas à Saúde, bem como avanços no Quadro de Arboviroses do Mercosul Saúde na plataforma da OPAS. Também ampliamos esforços na intensificação da imunização e no combate às fake news”, apontou Padilha.

    O ministro brasileiro também destacou avanços para a segurança sanitária do bloco. “Em Assunção, Paraguai, teve lugar, em outubro, a Oficina Regional sobre o Plano Estratégico de Saúde nas Fronteiras. Todas essas atividades do Mercosul nas fronteiras atendem às diretrizes do Regulamento Sanitário Internacional.”

    Produção regional

    Outro ponto enfatizado pelo ministro Alexandre Padilha foi as ações voltadas para a ampliação e fortalecimento da produção regional de vacinas e medicamentos. “Em linha com o compromisso do governo do presidente Lula com o aumento da produção regional e a cooperação Sul-Sul, avançamos na agenda de fortalecimento das capacidades produtivas e tecnológicas em saúde no Mercosul. Ressalto as atividades de formação e capacitação, com foco na produção regional, transferência tecnológica e articulação de políticas públicas, elementos indispensáveis para a melhor preparação de nossos países frente aos atuais desafios e a futuras emergências sanitárias.”

    Por fim, Padilha afirmou a disposição do Brasil de colaborar com a Presidência Pro Tempore paraguaia. “O Mercosul tem sido essencial para nossos países avançarem juntos na promoção da saúde com justiça social e equidade, sem deixar ninguém para trás”, concluiu. A presidência é rotativa e transferida a cada seis meses.

    O encontro reuniu autoridades da Região e representantes da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e marcou a transferência da presidência na área da saúde ao Paraguai.

    Legado climático e fortalecimento dos sistemas de saúde

    Alexandre Padilha enfatizou ainda que a COP30 consolidou a saúde no centro da agenda climática global, com impacto direto para o Mercosul. “A COP30 deixou um marco definitivo com o Plano de Ação em Saúde de Belém. Hoje o mundo já compreende que a crise climática é, antes de tudo, uma crise de saúde pública que mata pessoas, destrói unidades, amplia doenças e exige sistemas mais resilientes e preparados”, afirmou.

    Segundo o ministro, o plano fortalece a adaptação climática no setor, amplia sistemas integrados de vigilância e mobiliza investimentos internacionais para apoiar projetos alinhados à agenda de resiliência. “Saímos motivados pela adesão de dezenas de países e pelo aporte inicial de financiamento global. É uma agenda que o Mercosul precisa liderar com coragem, inovação e evidências”, completou.

    Temas em debate na reunião ministerial

    A agenda da 57ª Reunião de Ministros da Saúde do Mercosul debateu acordos e declarações nas seguintes áreas:

    Propostas de declarações

    • Projeto de declaração sobre políticas de doação voluntária altruísta de sangue e plasma no âmbito do Mercosul
    • Projeto de declaração sobre saúde digital no Mercosul
    • Declaração sobre a construção do plano de saúde nas fronteiras do Mercosul
    • Declaração para o dia regional sobre eliminação da sífilis e sífilis congênita

    Propostas de acordos

    • Projeto de acordo dos ministros de saúde do Mercosul e estados sobre a doação de órgãos em menores de idade
    • Projeto de acordo dos ministros de saúde do Mercosul e estados associados sobre a história clínica digital e o registro do processo de doação de órgãos e tecidos
    • Projeto de acordo de ministros de saúde do Mercosul e estados associados sobre promoção da alimentação adequada e saudável para prevenção e controle de doenças não-transmissíveis
    • Projeto de acordo de ministros de saúde do Mercosul e estados associados sobre a relevância da rotulagem frontal de advertência para a saúde pública

    Brasil e Paraguai ampliam integração com novo acordo

    Ainda nesta quarta-feira, o ministro Padilha assinou acordo de cooperação bilateral com a ministra da Saúde do Paraguai, María Teresa Barán. A inciativa reforça parcerias em saúde digital, vigilância, fronteiras e formação de especialistas na área da saúde.

    Saiba mais

    Edjalma Borges
    Ministério da Saúde

  • Anvisa conclui estudo técnico para primeira vacina nacional contra a dengue

    Anvisa conclui estudo técnico para primeira vacina nacional contra a dengue

    A Anvisa apresentou, nesta quarta-feira (26), parecer favorável sobre a segurança e eficácia da vacina contra a dengue produzida pelo Instituto Butantan. Será o primeiro imunizante 100% nacional para o combate da doença. Com a conclusão desta etapa, o Ministério da Saúde fará a inclusão da vacina no calendário nacional para disponibilização exclusiva pelo SUS. A expectativa é garantir a oferta e ampliar o acesso à vacina em 2026, conforme a capacidade produtiva do laboratório.

    Na próxima semana, o Ministério da Saúde levará o tema a um comitê de especialistas e gestores do SUS para definir a estratégia de vacinação e públicos que devem ser priorizados a partir dos resultados do estudo.  “A grande novidade agora é termos uma vacina 100% nacional que nos permitirá definir uma estratégia para todo o país de proteção da nossa população. Esta vacina foi desenvolvida pelo Instituto do Butantan a partir de uma parceria articulada pelo Ministério da Saúde com a empresa chinesa WuXi, fundamental para ampliar a capacidade de produção. Sozinho, o Butantan não teria escala para entregar grandes quantidades, mas a parceria torna isso possível, o que permite que, já no ano que vem, a vacina esteja integrada ao Programa Nacional de Imunizações”, afirmou o ministro da Saúde Alexandre Padilha.

    O Ministério da Saúde investe mais de R$ 10 bilhões por ano no Instituto Butantan e, especificamente para a expansão da sua estrutura, incluindo a produção da vacina contra a dengue, são mais de R$ 1,2 bilhão pelo Novo PAC Saúde com foco na estrutura produtiva. O Brasil foi o primeiro país a ofertar a vacina no sistema público de saúde.

    A pasta distribui vacinas importadas para 2,7 mil municípios. Desde o início da estratégia, mais de 7,4 milhões de doses foram aplicadas no público prioritário para esta vacina. Para 2025, o Ministério da Saúde garantiu 9 milhões de doses da vacina atualmente utilizada, com esquema vacinal que prevê duas aplicações para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos. Outras 9 milhões de doses estão previstas para 2027.

    Avaliação e eficácia

    A nova vacina utiliza a tecnologia de vírus vivo atenuado, que é segura e já utilizada em diversas outras vacinas em uso no Brasil e no mundo. A vacina apresentou uma eficácia global de 74,7% contra dengue sintomática na população de 12 a 59 anos. Isso significa que em 74% dos casos a doença foi evitada por conta da vacina.

    Também demonstrou 89% de proteção contra as formas graves e com sinais de alarme, conforme publicação na The Lancet Infectious Diseases.

    A indicação aprovada é para pessoas na faixa etária de 12 a 59 anos de idade. Este perfil ainda pode ser ampliado no futuro, a depender de novos estudos apresentados pelo fabricante.

    Cooperação internacional

    O registro da vacina é, também, fruto da cooperação estratégica entre Brasil e China.

    Em outubro, durante missão oficial, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, visitou a empresa WuXi Vaccines, parceira do Instituto Butantan no desenvolvimento e na futura produção em larga escala do imunizante.

    A iniciativa fortalece a estratégia brasileira de inovação em imunobiológicos, com transferência de tecnologia e desenvolvimento conjunto. A vacina protege contra os quatro sorotipos do vírus em dose única, um avanço científico com potencial para transformar o enfrentamento da dengue no país.

    Cenário epidemiológico

    Mesmo com a redução de 75% nos casos de dengue em 2025, em comparação com 2024, o Ministério da Saúde reforça que o combate ao Aedes aegypti deve continuar em todo o país.

    Até outubro deste ano, o Brasil registrou 1,6 milhão de casos prováveis de dengue, representando queda de 75% em relação ao mesmo período de 2024. A maior concentração ocorre em São Paulo (55%), seguido de Minas Gerais (9,8%), Paraná (6,6%), Goiás (5,9%) e Rio Grande do Sul (5,2%).

    Em relação aos óbitos, que até outubro somaram 1,6 mil, também houve redução de 72% em comparação ao mesmo período de 2024. São Paulo concentra a maior parte das mortes (64,5%), seguido por Paraná (8,3%), Goiás (5,5%), Rio Grande do Sul (3%) e Minas Gerais (8%).

    Amanda Milan 
    Ministério da Saúde 

  • Confira a programação de exposição sobre resposta à aids no Brasil

    Em 2025, o Ministério da Saúde celebra, oficialmente, 40 anos da resposta nacional ao HIV e à aids. Para evidenciar os avanços alcançados nas políticas públicas, a mobilização social e toda a história dessas quatro décadas, a pasta realiza a exposição 40 Anos da História da Resposta Brasileira à Aids. Sua abertura oficial ocorre no dia 1º de dezembro, às 16h, no SESI Lab, em Brasília.

    Com estruturas físicas e digitais e programação diversificada, a mostra que destaca ciência, campanhas, músicas, jogos digitais, filmes e literatura. São ao todo quatro ambientes: História – O tempo não para; Avanços tecnológicos – Museu de grandes novidades; Conquistas – Eu quero uma pra viver; e Cinema e debate – A velha bandeira da vida.

    Os primeiros cinco dias de programação da exposição incluem também encontros técnicos voltados para gestores de saúde e movimentos sociais, com foco em melhorias no cuidado das pessoas vivendo com HIV e aids, além de certificações para territórios que alcançam metas estabelecidas pelo Ministério da Saúde para a eliminação da transmissão vertical do HIV – durante a gestação, parto ou amamentação.

    A partir do dia 6 de dezembro, tem início a 13ª edição da Cinema Mostra Aids, uma realização do Grupo Pela Vidda/SP, em parceria com o Ministério da Saúde. Serão nove filmes que abordam as diversas fases da epidemia desde seu início na década de 1980. No período da exposição, haverá ainda duas sessões da peça teatral educativa “O rapaz da rabeca e a moça Rebeca”, em parceria com a Friocruz, além de oficinas de arte, rodas de conversas com influenciadores digitais, escritores e especialistas, dentre outras atividades.

    Diversas ações são abertas ao público, mas as vagas são limitadas. Para participar é preciso se inscrever no site da exposição.

    A exposição é uma realização do Ministério da Saúde com o apoio do SESI Lab, do Grupo Pela Vidda-SP, do Museu da Pessoa, da Casa de Oswaldo Cruz, da Universidade de Brasília (UnB) e do Unaids Brasil. A curadoria da mostra foi realizada por um comitê que incluiu representes de redes e movimentos nacionais de pessoas vivendo com HIV e aids, além de técnicos, pesquisadores, organismos internacionais e parceiros do Ministério da Saúde.

    Swelen Botaro
    Ministério da Saúde

  • Histórias de solidariedade reforçam a importância da doação regular de sangue

    Histórias de solidariedade reforçam a importância da doação regular de sangue

    “Sua doação de sangue pode salvar vidas, da mesma maneira que um dia alguém pode salvar a sua vida com uma doação”. É com essa frase que Vilcimar Damaceno Oliveira, de 46 anos, incentiva a população a agir com solidariedade. O policial militar é morador do Gama, no Distrito Federal, e doa sangue há mais de uma década no Hemocentro de Brasília.  

    Em abril deste ano, Vilcimar fez sua 100ª doação de sangue. Ele ainda lembra quando foi que começou a ser um doador. “Em 2012 fiz uma doação de sangue para ajudar um conhecido. No ano seguinte, fui convidado para fazer doação de plaquetas. Me explicaram que uma bolsa de plaquetas dupla serve para até seis pessoas. Saber que esse ato nobre pode salvar tantas vidas me fez continuar”, conta ele 

    A doação de sangue é essencial para salvar vidas. Cada bolsa coletada pode atender mais de uma pessoa, já que o sangue é separado em diversos componentes que podem ser usados em diferentes tratamentos 

    Em 2015, João Aleixo, também morador do DF,  precisou fazer uma prostatectomia radical (cirurgia para remover a próstata inteira). Para que isso fosse possível, os médicos recomendaram que a família do idoso doasse sangue. A transfusão foi possível graças ao gesto dos familiares, como a Isadora Sine, neta de João.  

    A solidariedade com o familiar foi o começo para uma série de visitas ao hemocentro, e agora, Isadora é doadora regular. “Eu acho satisfatório doar e ver as bolsinhas cheias e pensar na possibilidade de ter meu sangue circulando no corpo de uma pessoa que precisou dele”, diz com emoção. 

    Foto: arquivo pessoal
    Foto: acervo pessoal

    Em 2024, cerca de 1,6% da população brasileira doou sangue no Sistema Único de Saúde (SUS), o que corresponde a mais de 3,3 milhões de bolsas coletadas no país.  

    Em junho, o Ministério da Saúde lançou a campanha “Doe Sangue. Você pode”, com o objetivo de incentivar a doação regular e conscientizar a população sobre a importância de manter os estoques em níveis seguros. Isso porque são esses estoques que garantem atendimento a pacientes em situações críticas, desde transfusões de emergência até transplantes e procedimentos oncológicos de alta complexidade.   

    Atualmente, o Brasil possui 2.097 estabelecimentos de doação de sangue, entre públicos, privados e privados contratados.  

    Quem pode doar  

    Para ser um doador de sangue é preciso:  

    • Ter entre 16 e 69 anos (menores de 18 anos devem ter autorização dos responsáveis 

    • Apresentar documento de identificação com foto;  

    • Pesar no mínimo 50 kg;  

    • Ter dormido pelo menos 6 horas nas últimas 24 horas;  

    • Estar alimentado (é necessário evitar alimentos gordurosos nas três horas que antecedem a doação de sangue) 

    Camilla Nunes e Juliana Soares 
    Ministério da Saúde 

  • Saúde fecha compra de 1,8 milhão de doses da vacina contra vírus sincicial respiratório para proteger gestantes e recém-nascidos no SUS

    Saúde fecha compra de 1,8 milhão de doses da vacina contra vírus sincicial respiratório para proteger gestantes e recém-nascidos no SUS

    O Ministério da Saúde fechou a compra de 1,8 milhão de doses da vacina contra o vírus sincicial respiratório (VSR), principal causador da bronquiolite em recém-nascidos. O primeiro lote, com 673 mil doses, começa a ser distribuído aos estados nesta semana. A vacinação será imediata, a partir do recebimento das doses pelos estados e municípios brasileiros, com expectativa de ser realizada durante todo o mês de dezembro. O investimento é de R$ 1,17 bilhão, conforme anunciado nesta terça-feira (25) pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

    Com a incorporação ao Calendário Nacional de Vacinação da Gestante, o imunizante será aplicado a partir da 28ª semana de gestação, com foco na proteção dos bebês menores de 6 meses. A meta é vacinar, pelo menos 80%, do público-alvo. Além das doses previstas para este ano, o Ministério prevê a compra de mais 4,2 milhões até 2027.

    A oferta da vacina no SUS, que na rede particular pode chegar a R$ 1,5 mil, foi possível a partir da assinatura de um acordo envolvendo o Instituto Butantan e o laboratório produtor, que garantiu a transferência de tecnologia do imunizante no Brasil. Com isso, o país passará a fabricar o produto, garantindo autonomia da oferta da vacina e acesso da população a essa proteção.

    “O Ministério da Saúde fez uma grande transferência de tecnologia de uma empresa internacional para garantir a oferta dessa vacina, que será totalmente nacionalizada no SUS por meio do Instituto Butantan. A campanha de vacinação começa já em dezembro. Todas as gestantes, a partir da 28ª semana, serão chamadas para receber o imunizante, garantindo proteção ao bebê ainda durante a gravidez”, afirmou o ministro da Saúde Alexandre Padilha.

    O anúncio foi realizado durante um café da manhã com lideranças religiosas. Desde que assumiu a gestão da pasta, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, tem buscado apoio de diferentes setores da sociedade para o incentivo à vacinação e enfrentamento à hesitação vacinal.

    Com a chegada das doses às Unidades Básicas de Saúde (UBS), o Ministério orienta as equipes a verificarem e atualizarem a situação vacinal das gestantes, incluindo influenza e covid-19, uma vez que a vacina contra o VSR pode ser administrada simultaneamente a esses imunizantes.

    Importância da vacinação

    O Vírus Sincicial Respiratório (VSR) é responsável por cerca de 75% dos casos de bronquiolite e 40% dos casos de pneumonia em crianças menores de dois anos. A vacina oferece proteção imediata aos recém-nascidos, reduzindo hospitalizações.

    Em 2025, até a 15 de novembro, o Brasil registrou 43,1 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) causados por VSR. Desses casos, a maior concentração de hospitalizações ocorreu em crianças com menos de dois anos de idade, totalizando mais de 35,5 mil ocorrências, o que representa 82,5% do total de casos de SARG por VSR no período.

    Como a maioria dos casos é decorrente de infecção viral, não existe um tratamento específico para a bronquiolite. O manejo é baseado apenas no tratamento dos sinais e sintomas que incluem: terapia de suporte; suplementação de oxigênio, conforme necessário; hidratação; e uso de broncodilatadores, (substâncias que promovem a dilatação das pequenas vias aéreas nos pulmões), especialmente quando há chiados evidentes.

    Quem deve se vacinar?

    O grupo prioritário para receber essa vacina são todas as gestantes, a partir da 28ª semana de gravidez. Não há restrição de idade para a mãe. A recomendação é tomar dose única a cada nova gestação.

    A eficácia dessa estratégia foi comprovada em estudos clínicos, como o Estudo Matisse: a vacinação materna demonstrou uma eficácia de 81,8% na prevenção de doenças respiratórias graves causadas pelo VSR nos bebês durante os primeiros 90 dias (três meses) após o nascimento.

    Avanços na cobertura vacinal

    Em 2025, o Brasil registrou aumento na cobertura de 15 das 16 vacinas do Calendário Nacional, revertendo a tendência de queda observada desde 2016. Esse avanço resulta da retomada do Programa Nacional de Imunizações (PNI), das grandes mobilizações nacionais, como o Dia D e a vacinação nas escolas, e da garantia de abastecimento de imunizantes em todo o país. Este ano, mais de 1,2 milhão de doses foram aplicadas em estudantes de todo o país a partir de mobilização nas escolas e outras 7 milhões durante a campanha de multivacinação.

    Entre os destaques está a vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola. Com o reforço da vacinação, o Brasil recebeu, em 2024, a certificação de país livre do sarampo, título mantido mesmo diante dos surtos nas Américas. Os esforços do Ministério da Saúde para preservar essa condição foram reconhecidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Em 2025, a cobertura preliminar da primeira dose já atingiu 91,8%.

    Veja a quantidade das primeiras doses que serão distribuídas aos estados: 

    UF Doses
    Acre 3.800
    Alagoas 12.430
    Amapá 3.460
    Amazonas 18.820
    Bahia 44.525
    Ceará 29.030
    Distrito Federal 9.465
    Espírito Santo 13.935
    Goiás 24.530
    Maranhão 25.480
    Mato Grosso 15.580
    Mato Grosso do Sul 10.755
    Minas Gerais 62.165
    Pará 33.050
    Paraíba 13.570
    Paraná 37.120
    Pernambuco 30.700
    Piauí 11.170
    Rio de Janeiro 46.720
    Rio Grande do Norte 10.340
    Rio Grande do Sul 32.330
    Rondônia 6.250
    Roraima 3.490
    Santa Catarina 25.865
    São Paulo 134.555
    Sergipe 7.680
    Tocantins 6.180
    Brasil 673.000

    Marcella Mota e Vanessa Aquino
    Ministério da Saúde

  • Brasil assina acordo com a OPAS para aquisição de vacinas mais modernas a preços mais baixos

    Brasil assina acordo com a OPAS para aquisição de vacinas mais modernas a preços mais baixos

    O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, assinou acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) para a aquisição de vacinas por meio dos Fundos Rotatórios Regionais da entidade. A parceria com a Organização também prevê regulação sanitária, logística e gestão de estoques, ampliando a capacidade do Brasil em responder a emergências de saúde pública e surtos epidemiológicos. O ato ocorreu nessa segunda-feira (21), durante Reunião Plenária do Grupo Executivo do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (GECEIS), em São Paulo.

    A iniciativa permitirá a compra e incorporação ao Sistema Único de Saúde (SUS) de vacinas atualizadas, com celeridade e preços mais competitivos a partir de compras regionais. A negociação com fornecedores a partir da demanda dos países da Região permite economia de escala. Os fundos da OPAS são um mecanismo de cooperação técnica que apoia a compra conjunta de vacinas, suprimentos e medicamentos essenciais nas Américas.

    Além disso, a OPAS está trabalhando com instituições regionais e brasileiras para fornecer à Região mais vacinas por meio dos Fundos Rotatórios, incluindo novas tecnologias como a vacina contra o Vírus Sincicial Respiratório (RSV) e, uma vez incorporada, a pneumocócica conjugada 20-valente (PCV20).

    Segundo Padilha, a “OPAS é uma instituição fundamental para os nossos compromissos e sonhos de ser um líder regional que colabora com os outros países. O Brasil tem potencial enorme de ter uma presença cada vez maior na Região, contribuindo com a produção e acesso a vacinas. Queremos também que os investimentos internacionais ao Brasil, de transferência de tecnologia, possam ocupar esse mercado de forma colaborativa em todo a Região, inclusive com compromissos plurianuais garantindo demanda aos fornecedores e abastecimento às nossas populações.”

    “O Brasil passa a ter uma participação mais forte nos Fundos Rotatórios da OPAS. Não só para aquisição de medicamentos e vacinas, que agora fará de uma maneira mais sistematizada, mas creio que o Brasil tem também uma contribuição enorme com sua capacidade científica, tecnológica, de inovação, de produção”, afirmou o diretor da entidade, Jarbas Barbosa. Para o diretor, “o Brasil pode ser um dos grandes fornecedores de vacinas, medicamentos e equipamentos médicos para toda a região das Américas e outras regiões”, acrescentou.

    Produção nacional

    Paralelamente, o Brasil está fortalecendo as instituições nacionais, como Bio-manguinhos/FIOCRUZ e o Instituto Butantan, que passarão a produzir e fornecer à região suas vacinas por meio dos Fundos Rotatórios da OPAS, impulsionando o ganho de escala e a autossuficiência por imunizantes à Região.

    Além do apoio governamental e institucional, a OPAS organizará a demanda e identificará outros produtores da Região que possam se firmar como fornecedores aos Fundos Rotatórios Regionais para consolidar um polo regional de produção de imunizantes. Esse esforço conjunto visa o fortalecimento da produção de vacinas em toda a América Latina e Caribe, garantindo que a capacidade instalada no Brasil beneficie a saúde de toda a região.

    A expectativa é que este arranjo produtivo, em parceria da OPAS, envolva a criação de redes produtivas entre países para atualização das vacinas utilizadas na Região. O Brasil não apenas reforça o acesso a vacinas, mas também a sua soberania produtiva e papel como fornecedor regional de imunizantes essenciais.

    Fiocruz

    A estratégia brasileira para se consolidar como polo de produção regional e mundial de vacinas dialoga com a atuação do Ministério da Saúde junto a organismos internacionais como a OPAS, acordos bilaterais com nações, além de blocos de países como BRICS e G20. No âmbito dos BRICS, foi firmado um acordo na área da saúde para que as nações do bloco atuem contra doenças ligadas à pobreza e exclusão social, inclusive para produção de imunizantes.

    No G20, o Brasil lidera a criação de uma Coalizão Global para Produção Local e Regional, Inovação e Acesso Equitativo a medicamentos, vacinas e tecnologias para a saúde, sobretudo, para os países do Sul Global. O Brasil presidirá a coalizão pelos próximos dois anos, que terá a Fiocruz como secretaria executiva permanente.

    Neste contexto, a Fiocruz coordenará as ações e convidará os laboratórios públicos e privados que possuírem produtos neste arranjo. Um exemplo citado pelo ministro é a possibilidade de se instituir rede colaborativa de produção conjunta, que envolve países como Argentina, México e Colômbia, para fabricar e fornecer vacinas contra doenças respiratórias, como Covid, pneumonia e bronquiolite.

    “Estamos construindo uma plataforma colaborativa de atualização permanente dessas vacinas respiratórias e esperamos que seja uma inovação para outras parcerias estratégicas para a produção de vacinas, medicamentos de forma a tornar as Américas um ambiente de atualização tecnológica em saúde de forma colaborativa”, destacou Padilha.

    Rafael Ely 
    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde lança novo painel de vacinação contra a Influenza

    Ministério da Saúde lança novo painel de vacinação contra a Influenza

    O Ministério da Saúde apresentou nesta segunda-feira (24/11) o novo Painel da Vacinação contra a Influenza, uma ferramenta que reúne informações sobre o quantitativo de doses aplicadas, cobertura vacinal, período de aplicação, categorias, grupos prioritários, estabelecimentos de saúde, entre outros dados das regiões contempladas. A iniciativa amplia o acesso a informações estratégicas para gestores, profissionais de saúde e para a população, fortalecendo as ações de vacinação.

    Para a secretária de Informação e Saúde Digital, Ana Estela Haddad, “o painel fortalece a capacidade de resposta do SUS, garantindo que a vacinação anual cumpra seu papel de proteger os grupos mais vulneráveis. A interoperabilidade dos dados e a visão integrada que o painel oferece são fundamentais para orientar ações estratégicas e assegurar que a imunização alcance toda a população prioritária”.

    Além disso, as abas “Doses Aplicadas” e “Cobertura” passam a ser exibidas separadamente e de forma mais estruturada, com apresentação adequada conforme a seleção escolhida. O detalhamento por data de aplicação assume posição central quando selecionada a opção de doses aplicadas, oferecendo uma visão temporal mais clara e reforçando o compromisso assumido pelo Governo Federal com a transparência e a qualificação contínua das informações de saúde disponibilizadas. O novo painel passa a integrar o Menu Vacinação do Calendário Nacional, permitindo ao usuário selecionar diretamente a estratégia vigente ou de anos anteriores em uma única página. As informações que antes eram apresentadas separadamente por campanhas, anos e regiões passam agora a compor um ambiente unificado.

    Importância para a Saúde Pública

    Muitas doenças comuns no Brasil e no mundo deixaram de ser um problema de saúde pública graças à vacinação da população. Poliomielite, sarampo, rubéola, tétano e coqueluche são exemplos de enfermidades que marcaram gerações e que hoje estão controladas.

    A estratégia de vacinação contra a influenza tem como objetivo reduzir internações, complicações e óbitos na população prioritária. A vacinação anual é capaz de promover imunidade durante o período de maior circulação dos vírus no ambiente.

    O painel reforça o compromisso da pasta com a transparência e com decisões orientadas por evidências, demonstrando mais uma vez a atuação integrada entre a Secretaria de Informação e Saúde Digital (SEIDIGI), por meio do Departamento de Monitoramento, Avaliação e Disseminação de Informações Estratégicas em Saúde (Demas), e a Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA), representada pelo Departamento do Programa Nacional de Imunizações (DPNI). Essa parceria tem ampliado e qualificado os instrumentos de monitoramento das ações de imunização no país.

    Gestão Orientada por Dados com Monitoramento Inteligente

    A disponibilização de dados detalhados sobre doses aplicadas e cobertura vacinal permite que gestores identifiquem rapidamente os territórios com maior necessidade de intervenção. “Essa visão integrada fortalece o planejamento das campanhas contra a influenza, otimiza a alocação de recursos e amplia a capacidade de resposta do SUS”, comentou Paulo Sellera, diretor do Departamento de Monitoramento, Avaliação e Disseminação de Dados e Informações Estratégicas em Saúde. O painel é mais um resultado do esforço conjunto para qualificar o monitoramento da vacinação no país.

    Patrícia Rodrigues
    Ministério da Saúde

  • Brasil apresenta avanços na estratégia de Uma Só Saúde e reforça prevenção de riscos sanitários

    Brasil apresenta avanços na estratégia de Uma Só Saúde e reforça prevenção de riscos sanitários

    O Ministério da Saúde apresentou, nesta terça-feira (25), durante o Simpósio Internacional de Uma Só Saúde – Reino Unido e Brasil, os avanços do país na construção da governança nacional da agenda que integra saúde humana, animal, vegetal e ambiental. A fala foi conduzida pelo coordenador-geral de Vigilância de Zoonoses e Doenças de Transmissão Hídrica e Alimentar, Francisco Edilson, que destacou a elaboração do Plano de Ação Nacional e o funcionamento do Comitê Técnico Interinstitucional de Uma Só Saúde, instituído entre 2024 e 2025.

    Ao abordar o processo de construção do plano, Edilson ressaltou que a estratégia só foi possível graças à articulação entre órgãos federais, pesquisadores e representantes da sociedade civil. “Esse trabalho é fruto de um esforço coletivo, construído a muitas mãos e cabeças de diferentes instituições”, afirmou. Segundo ele, a diversidade territorial, social e ambiental do Brasil reforça a necessidade de uma abordagem integrada. “O Brasil tem características que fazem essa perspectiva ser não apenas importante, mas necessária”, destacou.

    O coordenador também explicou que o comitê interinstitucional nasceu alinhado ao modelo do Sistema Único de Saúde, que historicamente defende ações articuladas entre diferentes setores do Estado. “O comitê nasce alinhado ao DNA do SUS, que sempre defendeu a intersetorialidade como caminho para enfrentar determinantes socioambientais da saúde”, disse.

    Entre os principais produtos apresentados está o Plano de Ação Nacional de Uma Só Saúde, desenvolvido entre agosto de 2024 e novembro de 2025. O documento reúne mais de 90 ações estratégicas para fortalecer a vigilância integrada, a prevenção de riscos e a preparação para novas emergências sanitárias. “Construímos um plano com mais de 90 ações, elaborado com a participação de instituições públicas, especialistas e sociedade civil. Agora, nossa tarefa é transformar esse plano em ações concretas nos territórios”, afirmou Edilson.

    Ele destacou ainda que a agenda nacional avança para um novo paradigma na gestão de riscos. “Nosso objetivo agora é transitar do modelo reativo para um modelo preventivo, com capacidade instalada antes da emergência”, disse. O coordenador lembrou que o Brasil tem atuado para que o conceito de Uma Só Saúde ganhe centralidade nas discussões internacionais, como no G20 e nas negociações do Acordo Pandêmico.

    Ao encerrar sua participação, Edilson reforçou a importância de fortalecer a atuação de estados e municípios para que a estratégia seja implementada de forma efetiva no país. “Estamos construindo um alicerce sólido para que estados e municípios coloquem Uma Só Saúde em prática. A força desse plano está no trabalho coletivo e na integração entre setores”, concluiu.

    João Moraes
    Ministério da Saúde