Categoria: SAÚDE GOV

  • Ministério da Saúde promove vacinação para entregadores de aplicativo em São Paulo

    O Ministério da Saúde, em parceria com a empresa iFood, promove campanha de vacinação voltada a entregadores que atuam na cidade de São Paulo e região. A iniciativa será realizada entre os dias 16 e 23 de março, nos pontos de apoio da plataforma localizados nos bairros Tatuapé, Moema e Itaim Bibi, sempre das 11h às 17h, com expectativa de imunizar até 150 trabalhadores ao longo da ação.

    A campanha tem como objetivo facilitar o acesso à vacinação e incentivar a atualização da caderneta vacinal entre os profissionais que atuam no setor de entregas. Durante a ação, serão disponibilizadas doses das vacinas dT (difteria e tétano), hepatite B, tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), febre amarela e HPV, esta última, destinada a jovens de até 19 anos que ainda não foram imunizados.

    Segundo a superintendente estadual do Ministério da Saúde em São Paulo, Claudia Maria Afonso, iniciativas dessa natureza contribuem para ampliar o alcance das políticas públicas de imunização e aproximar as ações do Sistema Único de Saúde (SUS) de diferentes grupos de trabalhadores. “Essa parceria mostra como construímos o SUS: unindo esforços entre o Governo Federal, representado pelo Ministério da Saúde e Ifood, para ampliar o acesso à vacinação. Vacina é vida e protege a todos, inclusive os entregadores de aplicativos, que precisam estar protegidos para seguir realizando seu trabalho com segurança”, destacou.

    Durante a ação, a superintendente também incentivou os trabalhadores a utilizarem o aplicativo Meu SUS Digital, que reúne informações sobre histórico de saúde e permite o acesso digital à carteira de vacinação. A abertura da campanha contou com a presença de representantes do Ministério da Saúde, da Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo e da empresa parceira, além da participação do Zé Gotinha, símbolo das campanhas nacionais de vacinação.

    Parceria para ampliar o alcance das ações de saúde

    A campanha integra as ações previstas em um Acordo de Cooperação firmado entre o Ministério da Saúde e o iFood, em agosto deste ano, com o objetivo de ampliar o alcance das campanhas de saúde pública e facilitar o acesso da população às informações e serviços oferecidos pelo SUS. A parceria busca aproveitar a capilaridade da plataforma para apoiar iniciativas voltadas à promoção da saúde e à prevenção de doenças, beneficiando tanto os entregadores quanto a população em geral.

    A expectativa é que ações semelhantes sejam realizadas em pontos de apoio para entregadores em diferentes regiões do país, contribuindo para ampliar a cobertura vacinal e reforçar a proteção contra doenças imunopreveníveis que ainda circulam no Brasil. 

    Serviço

    Campanha de vacinação para entregadores da plataforma Ifood

    Tatuapé: 16 de março (segunda-feira), das 11h às 17h.

    • Endereço: Rua Azevedo Soares, 701 – Vila Gomes Cardim

    Moema: 18 de março (quarta-feira), das 11h às 17h.

    • Endereço: Av. dos Carinás, 450 – Indianópolis – São Paulo/SP

    Eatopia Itaim: 23 de março (segunda-feira), das 11h às 17h.

    • Endereço: Rua Lourenço Marques, 327 – Itaim Bibi – São Paulo/SP

    Ministério da Saúde

  • Saúde busca alianças tecnológicas mundiais para impulsionar os primeiros serviços inteligentes do SUS

    Entre os dias 15 e 16 de março, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, liderou agenda estratégica de cooperação tecnológica na China com foco na modernização do Sistema Único de Saúde (SUS). A missão oficial reúne representantes do governo brasileiro, instituições científicas, órgãos reguladores e hospitais públicos.

    A missão, que segue até o dia 19 de março, busca ampliar parcerias internacionais em tecnologia médica, digitalização da saúde, produção industrial e inovação hospitalar, além de atrair investimentos e transferência de tecnologia para o Brasil.

    “Serão cinco dias intensos de trabalho para construir parcerias capazes de levar ao Brasil novas tecnologias hospitalares, equipamentos para fortalecer a atenção primária, vacinas, medicamentos inovadores para o tratamento do câncer e terapias para doenças do sangue. Nosso objetivo é cuidar melhor da saúde do povo brasileiro, modernizar o SUS e, ao mesmo tempo, atrair investimentos para produzir essas tecnologias no país, gerando conhecimento, empregos e desenvolvimento com nossas universidades e instituições de pesquisa”, afirmou o ministro Alexandre Padilha.

    Parcerias com gigantes da tecnologia em saúde

    No primeiro ciclo de reuniões, em Shenzhen, o ministro se encontrou com executivos de três das maiores empresas globais de tecnologia em saúde e infraestrutura digital: Neusoft, Mindray e Huawei.

    O diálogo com os CEOs das empresas busca atrair investimentos, parcerias industriais e cooperação em pesquisa e desenvolvimento, com o objetivo de apoiar a construção da primeira rede de serviços de saúde inteligentes do SUS, que contará com tecnologias digitais, inteligência artificial e novos equipamentos médicos.

    A empresa Neusoft, uma das principais companhias globais de tecnologia da informação aplicada à saúde, apresentou soluções voltadas à gestão hospitalar digital, integração de dados clínicos e sistemas inteligentes de apoio à decisão médica. A companhia também anunciou investimento para instalar uma fábrica de equipamentos de imagem em Santa Catarina, ampliando a presença industrial no país.

    Na reunião com a Mindray, maior fabricante chinesa de equipamentos médicos e uma das líderes globais do setor — presente em mais de 190 países — foram discutidas oportunidades de oferta de equipamentos hospitalares, integração de plataformas digitais e desenvolvimento de UTIs inteligentes baseadas em inteligência artificial.

    A empresa atua no Brasil há mais de 19 anos, atende mais de 6 mil instituições de saúde e possui 353 equipamentos registrados na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

    As discussões também envolveram parcerias de desenvolvimento produtivo (PDPs) com instituições públicas brasileiras, com foco em pesquisa, inovação e transferência de tecnologia para produção local de equipamentos médicos.

    Segundo Padilha, o diálogo com essas empresas reforça a estratégia do governo brasileiro de construir uma rede nacional de serviços de saúde conectados e inteligentes.

    “A primeira reunião com uma gigante da tecnologia médica da China teve justamente o objetivo de fortalecer a capacidade de produção e desenvolvimento no Brasil de soluções tecnológicas para hospitais e para a atenção primária. Essas parcerias podem apoiar a construção da rede de serviços e hospitais inteligentes que estamos estruturando no país, com financiamento do governo brasileiro e do Banco dos Brics”, destacou o ministro.

    Infraestrutura digital e sistemas inteligentes de saúde

    Durante a missão, Padilha também participou de reuniões com a Huawei para discutir infraestrutura digital, sistemas de nuvem e conectividade em saúde, tecnologias consideradas essenciais para viabilizar a operação da nova rede de serviços inteligentes do SUS.

    A cooperação pode contribuir para integrar dados clínicos, melhorar a gestão hospitalar e ampliar o uso de inteligência artificial na organização da rede assistencial, além de apoiar projetos de digitalização da saúde pública brasileira.

    Visita a hospital inteligente

    Ainda em Shenzhen, a delegação brasileira visitou o Shenzhen Nanshan People’s Hospital, referência internacional em hospital inteligente.

    A unidade utiliza diversas tecnologias avançadas, como:

    • inteligência artificial para diagnóstico médico
    • robôs logísticos para transporte de materiais hospitalares
    • cirurgias digitais com navegação robótica em 3D
    • sistemas automatizados de análise de biópsias de câncer
    • monitoramento contínuo de pacientes por sensores inteligentes
    • UTIs integradas com análise de dados em tempo real por IA

    Os sistemas permitem acompanhar sinais vitais, exames laboratoriais e evolução clínica dos pacientes em tempo real, auxiliando médicos na tomada de decisão e reduzindo riscos assistenciais.

    Energia estratégica e medicina nuclear

    A agenda também incluiu visita à China General Nuclear Power Group, uma das maiores operadoras mundiais de energia nuclear e renovável.

    A cooperação em discussão envolve soluções energéticas para hospitais, incluindo microrredes elétricas, fornecimento alternativo de energia e sistemas de segurança energética capazes de garantir o funcionamento contínuo de unidades de saúde.

    Outro ponto estratégico é a produção e logística de radiofármacos, insumos essenciais para exames e terapias em medicina nuclear, especialmente no tratamento de câncer.

    A iniciativa pode ampliar o acesso do SUS a diagnósticos de alta precisão e terapias oncológicas avançadas.

    Próximas agendas

    Nos próximos dias, a missão brasileira seguirá para Chengdu e Xangai, onde o ministro Alexandre Padilha visitará novos hospitais inteligentes e centros de inovação em saúde, além de aprofundar o diálogo com instituições científicas e empresas do setor. 

    Edjalma Borges
    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde investe mais de R$ 189 milhões no SUS de Minas Gerais e entrega ambulâncias do SAMU, equipamentos e obras

    Ministério da Saúde investe mais de R$ 189 milhões no SUS de Minas Gerais e entrega ambulâncias do SAMU, equipamentos e obras

    O ministro da Saúde em exercício, Adriano Massuda, anunciou nesta segunda-feira (16), nas cidades de Divinópolis (MG) e Nova Serrana (MG), um pacote de ações do programa Agora Tem Especialistas que investiu R$ 189,3 milhões para expandir e modernizar a assistência à população mineira, beneficiando mais de 1,6 milhão de pessoas em 54 municípios no oeste do estado. Recursos federais que integram o Novo PAC Saúde – maior investimento da história em infraestrutura do SUS – garantiram a entrega de ambulâncias do SAMU, combos de equipamentos para Unidades Básicas de Saúde (UBSs), estruturação de uma nova unidade do SUS e uma policlínica.

    Além disso, a pasta destinou recursos do Fundo de Investimento em Infraestrutura Social (FIIS) para a ampliação de um complexo hospitalar que atende a rede pública no estado e para a aquisição de um equipamento diagnóstico de alta complexidade. Realizadas para ampliar a oferta de atendimentos e reduzir o tempo de espera por consultas, exames e cirurgias – objetivo do Agora Tem Especialistas -, as medidas fortalecem as unidades básicas de saúde (UBSs) e a atenção especializada do estado.

    Em Divinópolis (MG), o ministro da Saúde em exercício entregou 11 novas ambulâncias do SAMU 192, sendo seis para ampliação e expansão do serviço de atendimento pré-hospitalar móvel em situações de urgência e cinco para renovação da frota. Para isso, foram destinados R$ 3,5 milhões do montante total. Na cidade, também assinou a autorização para o início da obra de uma policlínica, unidade especializada de apoio diagnóstico, com consultas, exames gráficos e de imagens, além de pequenos procedimentos. São R$ 30 milhões do Novo PAC Saúde para a obra e a compra de equipamentos. A nova unidade beneficiará cerca de 347 mil moradores da cidade e do entorno.

    “Quando trabalhamos com a oferta de cuidado integrado, é muito importante observar as melhorias nos processos de atendimento que os recursos trazem à população. Esses investimentos são revertidos em acesso à saúde especializada e de qualidade aos locais que mais necessitam, com rapidez e garantia do melhor tratamento disponível na rede pública de saúde”, comentou o ministro da Saúde em exercício, Adriano Massuda.

    Já para qualificar a atenção primária desafogando a especializada, o programa do Governo do Brasil garantiu seis combos de equipamentos para UBSs da cidade. Entre os itens que totalizam R$ 948 mil, estão retinógrafo portátil, espirômetro digital, eletrocardiógrafo, desfibrilador, doppler vascular, equipamentos de fisioterapia e diversos instrumentos voltados ao diagnóstico e à reabilitação. Na prática, a iniciativa permitirá diagnósticos mais rápidos, início mais precoce dos tratamentos e menos necessidade de deslocamento da população para outros serviços de saúde, fortalecendo o cuidado mais perto de casa.

    Ainda em Divinópolis, Adriano Massuda participou do lançamento de um projeto estratégico para o fortalecimento da capacidade de atendimento no Complexo de Saúde São João de Deus. Por meio do Fundo de Investimentos em Infraestrutura de Saúde (FIIS), serão destinados R$ 41,9 milhões para ampliar e modernizar a estrutura, incorporando 465 novos equipamentos e bens permanentes, além de 11 intervenções em obras no complexo. A iniciativa vai beneficiar diretamente a população da região, garantindo mais tecnologia e melhores condições de cuidado em saúde.

    Entre as melhorias previstas, estão ampliação do pronto atendimento, modernização da agência transfusional, reformas nos serviços de ambulatório, endoscopia e colonoscopia, além da construção de um estacionamento para a unidade de nefrologia. O projeto também inclui a implantação de uma escola técnica, uma unidade de cuidado intermediário neonatal convencional e intervenções no Hospital Dia nas áreas de internação, na maternidade, na radioterapia e na nefrologia, consolidando o complexo como referência em atendimento regional.

    Mais atendimentos em Nova Serrana

    Adriano Massuda anunciou, ainda, R$ 103 milhões para a saúde pública em Nova Serrana (MG). Com o objetivo de garantir a inauguração do Hospital e Maternidade da cidade, o Ministério da Saúde destinou R$ 95 milhões do total de recursos para a estruturação e aquisição de equipamentos. Com foco no parto humanizado, a unidade iniciará suas operações com leitos pré-parto, parto e pós-parto de modo a garantir privacidade, conforto e acolhimento em todas as fases.

    Com tecnologia moderna e equipamentos de última geração, o Hospital e Maternidade de Nova Serrana ofertará 2,4 mil partos e mais de 10 mil atendimentos anuais, fortalecendo, assim, a assistência à mulher e o cuidado materno-infantil no Oeste de Minas Gerais. Ele contará com ambulatórios especializados, exames de média e alta complexidade com equipamentos modernos, atendimento 24 horas para urgências obstétricas e neonatais, bloco cirúrgico especializado e capacidade total para 187 leitos, incluindo UTI adulto e UTI neonatal, que iniciarão com 70 leitos. 

    “Hoje, celebramos o repasse de R$ 95 milhões que vai permitir uma atenção de alta complexidade para mulheres e crianças. A gente sabe da necessidade de melhorar os indicadores de morte materna aqui na região. Não tenho dúvida de que essa maternidade será fundamental para alcançarmos esses objetivos”, afirmou Massuda.

    Já para ampliar a capacidade de atendimento da UBS de Nova Serrana, o ministro anunciou um combo de equipamentos destinado a diagnóstico, monitoramento clínico e reabilitação. A iniciativa do programa Agora Tem Especialistas contribui para ampliar a resolutividade da Atenção Primária, porta de entrada do SUS, reduzindo encaminhamentos desnecessários para outros níveis de atenção. Dentre os itens já entregues estão: doppler vascular, retinógrafo portátil, ultrassom para fisioterapia, balança digital e laser terapêutico.

    No município nova-serranense, o ministro anunciou, ainda, a contratação simbólica de uma unidade de ressonância magnética nuclear pelo FIIS, no valor de R$ 8,1 milhões. O equipamento será usado no apoio diagnóstico por imagem a fim de ampliar a realização de exames especializados no município e região.

    Recursos do Novo PAC Saúde

    O estado de Minas Gerais teve 3.054 propostas selecionadas no Novo PAC que totalizam R$ 1,7 bilhão. Já foram entregues para o estado 407 obras, 407 veículos e mais de 2 mil equipamentos de saúde. Recentemente, em vista das fortes chuvas na Zona da Mata, o Governo do Brasil enviou 50 ambulâncias do SAMU para atender as emergências em Ubá e Juiz de Fora, reforçando o compromisso desta gestão com o bem-estar e a saúde do povo mineiro.

    Em âmbito nacional, Novo PAC Saúde conta com R$ 31,5 bilhões em obras, equipamentos e veículos para fortalecer e modernizar o SUS. Trata-se do maior programa de investimentos em infraestrutura do sistema público, que contempla:

    • 2.600 Unidades Básicas de Saúde (UBS)
      • 330 Centros de Atenção Psicossocial (CAPS)
      • 101 policlínicas
      • 4.800 ambulâncias do SAMU 192
      • 800 Unidades Oftalmológicas Móveis

    Fábio Barreto
    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde vai investir em projetos de desenvolvimento de vacinas no novo Centro Nacional de Vacinas da UFMG

    Ministério da Saúde vai investir em projetos de desenvolvimento de vacinas no novo Centro Nacional de Vacinas da UFMG

    O ministro da Saúde em exercício, Adriano Massuda, visitou nesta segunda-feira (16) a conclusão da primeira fase das obras do novo Centro Nacional de Vacinas (CNVacinas) – uma parceria entre o Governo Federal, o Governo Estadual e a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). O espaço foi criado para que pesquisas feitas no Brasil cheguem ao estágio produtivo e se transformem em vacinas e testes fabricados pela indústria farmacêutica brasileira, que podem vir a ser utilizados no SUS. Há previsão de investimentos da ordem de R$ 161,5 milhões do Ministério da Saúde em estudos sobre imunizantes e testes inovadores, liderados ou em parceria com a unidade.

    Em 2025, foram aprovados cinco projetos a serem executados pelo CNVacinas e um no qual a unidade atua como parceira da Fundação Zerbini. São eles: Plataforma de testes rápidos para diagnóstico de emergências sanitárias e agravos críticos para o SUS e sua validação por meio da produção de um TR para Hepatite Delta; Vacina terapêutica para doença de Chagas; Desenvolvimento de Testes Diagnósticos para Malária e Leishmaniose tegumentar; Vacina para MPox baseada no Vírus MVA; Desenvolvimento de uma vacina contra malária causada pelo Plasmodium vivax; e Vacina Nasal de Nanopartículas: Inovação no controle da covid-19.

    “A gente tem que combinar a excelência que temos na UFMG, em parceria com a nossa Fiocruz, que tem tradição na formulação de vacinas, e estabelecer parcerias com o Governo Federal, recursos do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) colocados aqui para construção e o investimento do Ministério da Saúde para projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação local. Vamos ter espaço não só de importância nacional, mas internacional para produção e, quem sabe, exportação de vacinas para todo mundo”, afirmou Massuda.

    Localizado no Parque Tecnológico de Belo Horizonte (BH-TEC), o complexo científico permitirá produzir pequenas quantidades de imunizantes para testes em estudos clínicos. A iniciativa é estratégica para ampliar a capacidade do Brasil de desenvolver vacinas e outras tecnologias de saúde dentro do próprio país. A agenda integra a estratégia de fortalecimento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (Ceis), retomada por este governo, para garantir o abastecimento de medicamentos, vacinas e insumos em saúde, promovendo a transferência de tecnologia e ampliando a autonomia produtiva nacional. A iniciativa faz parte da Nova Indústria Brasil (NIB), que visa impulsionar o desenvolvimento da indústria nacional.

    Estrutura

    A nova sede do CNVacinas deve ser concluída até o fim de 2026. O prédio terá cerca de 8.700 m² e contará com um laboratório certificado com Boas Práticas de Fabricação (GMP). Nesse espaço, será possível produzir imunizantes e preparar lotes de vacinas para estudos clínicos. A estrutura também terá laboratórios de pesquisa e áreas para desenvolvimento de novos protótipos de vacinas.

    A equipe será formada por cerca de 30 pesquisadores permanentes e aproximadamente 100 profissionais, entre especialistas, técnicos, gestores e estudantes de pós-graduação. Atualmente, o centro já reúne cerca de 90 pesquisadores e colaboradores de instituições como a UFMG, a Universidade de São Paulo (USP) e Bio-Manguinhos. Esses profissionais atuam em áreas como microbiologia, imunologia, bioquímica, biologia molecular e farmacologia, fundamentais para o desenvolvimento de novas vacinas.

    Da pesquisa à produção

    O CNVacinas atua para superar o desafio conhecido como “vale da morte” – uma fase crítica entre a pesquisa acadêmica e o desenvolvimento de produtos viáveis para o mercado. Com a nova estrutura, o CNVacinas poderá atuar como um verdadeiro complexo de inovação tecnológica, cobrindo todas as etapas: da pesquisa básica até a transferência tecnológica para o setor produtivo.

    A equipe do então Centro de Tecnologia de Vacinas (CTVacinas), foi responsável pela tecnologia que deu origem ao imunizante que evoluiu para o SpiN-TEC, atualmente em fase de desenvolvimento, e recebeu a aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em 2022 para início dos testes clínicos em humanos.

    Em 2021, o CTVacinas foi reconhecido por seu protagonismo em pesquisa e desenvolvimento de vacinas, assinando um convênio entre o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o Governo de Minas Gerais e a UFMG para a criação do agora CNVacinas.

    Outras vacinas têm avançado no Centro: vacinas para malária, leishmaniose, Mpox e uma vacina de uso terapêutico para pacientes com doença de Chagas. Também estão em fase avançada vacinas de RNA para dengue e influenza, que utilizam tecnologia de ponta para ampliar a eficácia, segurança e agilidade de produção, promovendo soberania científica e tecnológica do Brasil nesta área.

    Taís Nascimento
    Ministério da Saúde

  • Com investimento de R$ 607 milhões, presidente Lula e ministro Padilha inauguram setor de trauma e clínica médica no novo Hospital Federal do Andaraí

    O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, inauguram, nesta sexta-feira (13), o Setor de Trauma do novo Hospital Federal do Andaraí (HFA), referência de assistência na região da Grande Tijuca, no Rio de Janeiro, e a clínica médica da unidade. As entregas fazem parte do Plano de Reestruturação dos Hospitais Federais, do Programa Agora Tem Especialistas, com investimento de R$ 607 milhões do Governo do Brasil para a retomada dos serviços, qualificação da assistência e redução de filas nas unidades.

    Com esse recurso, foi realizado o incremento do teto financeiro (Teto MAC) para ampliar o acesso a serviços de média e alta complexidade, como transplantes, tratamentos oncológicos e demais cirurgias; reabertura de leitos e dos atendimentos de emergência para aumentar a capacidade assistencial em toda a rede.

    “Antes, os pacientes diagnosticados com câncer recebiam o diagnóstico e tinham que aguardar meses até uma consulta de retorno. Com o Agora Tem Especialistas e a reestruturação dos hospitais federais, o povo tem não só um acesso mais rápido ao tratamento, como também a qualidade que ele encontra é de ponta, igual a de hospitais privados de outros países. Esse é um direito que garantimos à população brasileira”, afirmou o presidente Lula.

    Para o Setor de Trauma do novo HFA, foram destinados R$ 8 milhões, garantindo o aumento em 44% da capacidade de atendimento diário da unidade, chegando a 650 pacientes. Já a clínica médica foi totalmente reformada para melhorias estruturais e readequação dos ambientes. Atualmente, o espaço conta com 36 leitos, entre eles de enfermaria e Unidade de Cuidados Intermediários (UCI).

    A modernização e qualificação dos serviços garantem que os pacientes do novo hospital, que passou a ser administrado pela Prefeitura do Rio de Janeiro a partir de 2024, tenham um atendimento mais próximo e eficiente, além de melhorar o fluxo assistencial, com capacidade para a realização de intervenções complexas já no pronto-atendimento e no transporte entre a emergência e a internação.

    Para o ministro Padilha, a rede federal dos hospitais do Rio de Janeiro voltou a respirar. “Essa reestruturação dos hospitais federais aqui no Rio, em parceria com a prefeitura, com o Grupo Hospitalar Conceição, a Ebserh e a Fiocruz, dá ânimo aos profissionais dessas unidades, garante a qualidade do trabalho que será realizado e o acesso aos melhores cuidados aos usuários. Esses hospitais pertencem ao SUS e à população e nós seguiremos empenhados em garantir o acesso ao atendimento seguro, rápido e de mais alta qualidade para os brasileiros”, reforçou.

    Desde o início da reestruturação dos hospitais e institutos federais, o Ministério da Saúde já investiu mais de R$ 1,4 bilhão na readequação das unidades do Rio de Janeiro. Nos últimos dois anos, o novo Hospital Federal do Andaraí inaugurou mais de 140 novos leitos na unidade, representando quase o dobro de atendimentos anuais, saindo de 84 mil para 167 mil. A força de trabalho também cresceu, de 2,5 mil colaboradores para 4,2 mil.

    Outros avanços promovidos pela reestruturação

    O setor de Emergência do novo Hospital Federal do Andaraí é mais uma conquista da reestruturação realizada pelo Ministério da Saúde. A ala foi reaberta em fevereiro de 2025, após permanecer dez anos fechada devido ao sucateamento da rede federal pelo governo anterior. Antes da reestruturação, o cuidado aos pacientes em estado grave, vítimas de acidentes de trânsito, quedas e ferimentos por arma de fogo, era realizado em um hospital do centro da cidade, com deslocamento de quase 9 km para ter acesso ao serviço.

    Em maio de 2025, o HFA recebeu um acelerador linear com investimentos na ordem de R$ 13,4 milhões do Plano de Expansão da Radioterapia no SUS. A instituição, que ainda não possuía equipamento de radioterapia, agora tem capacidade para atender até 600 novos casos de câncer por ano. O ministro da Saúde também inaugurou as novas instalações do restaurante do hospital, que ficou fechado por 12 anos, com capacidade para produzir 2,4 mil refeições diárias.

    Entre outras entregas estão o Centro de Terapia Intensiva (CTI), o ambulatório e o centro cirúrgico. O centro de imagem segue com obras em andamento. A expectativa é que todo o hospital esteja reestruturado ainda no primeiro semestre de 2026.

    Plano de Reestruturação dos Hospitais Federais

    Nos últimos dois anos, o Ministério da Saúde investiu R$ 1,4 bilhão, incluindo incrementos pelo Programa Agora Tem Especialistas e aumento do Teto MAC, para a readequação das unidades da rede federal do Rio de Janeiro para o enfrentamento de problemas estruturais históricos, como emergências fechadas, leitos bloqueados, déficit de profissionais e falhas de abastecimento. Ao todo, foram reabertos 335 leitos nos hospitais federais e reativadas 16 salas cirúrgicas. Como resultado, houve um aumento de 30% no número de cirurgias realizadas em um ano: foram 16.803 procedimentos em 2024 e 21.869 no ano seguinte.

    Em fevereiro de 2026, o presidente Lula e o ministro Padilha inauguraram o Centro de Emergência 24h para crianças e adultos no Novo Hospital Federal Cardoso Fontes, que, assim como o novo Hospital Federal do Andaraí, também está sob gestão municipal. O centro contou com investimento federal de R$ 100 milhões para a modernização das alas. A reestruturação do hospital ampliou em mais 70% as cirurgias e internações, reduzindo o tempo de espera para assistência à população.

    Após o primeiro ano de reabertura, a unidade realizou mais de 17 mil atendimentos, retomou o funcionamento 24 horas, ampliou a enfermaria clínica de 27 para 60 leitos, recebeu e instalou dois tomógrafos, sendo um deles adaptado para pacientes obesos, e reforçou sua força de trabalho, que atualmente conta com 2.241 profissionais.

    Ana Freitas
    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde acolhe novos residentes em saúde para formação em todo o país

    Cerca de 35 mil profissionais de saúde iniciam, neste mês de março, sua formação em programas de residência médica e de residência na área profissional da saúde (uniprofissional e multiprofissional). Os novos residentes estão sendo acolhidos por instituições formadoras em todo o país. A iniciativa integra as ações do governo federal para fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS) por meio da ampliação da formação de especialistas em todo o território nacional. Atualmente, os programas abrangem 44 especialidades e 29 áreas de concentração, incluindo campos estratégicos como atenção à saúde da mulher e oncologia. 

    O Ministério da Saúde desempenha papel central nesse processo. Hoje, a pasta financia aproximadamente 60% das bolsas de residência médica e cerca de 90% das bolsas de residência na área profissional da saúde, evidenciando seu papel estratégico no fortalecimento dessa modalidade de formação no país.   

    Nos últimos anos, em parceria com o Ministério da Educação (MEC), também houve expansão significativa dos programas e vagas, especialmente na Amazônia Legal. Na residência médica, o número de programas cresceu 27%, enquanto na residência na área profissional da saúde o aumento foi de 123%. 

    Esse avanço possibilitou a criação de 323 novas vagas de residência médica e 594 vagas na área profissional da saúde, ampliando a formação em áreas prioritárias para o SUS, como anestesiologia, cardiologia, neurologia pediátrica, pediatria, psiquiatria e medicina de família e comunidade, além de áreas como atenção em oncologia e saúde da criança, entre outras. 

    Segundo o Secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES), Felipe Proenço, “a ampliação das residências em saúde é parte fundamental da estratégia do governo federal para qualificar o atendimento à população. A formação de especialistas, especialmente em regiões que historicamente apresentam a menor oferta de profissionais, é essencial para fortalecer o SUS e ampliar o acesso da população a serviços especializados de saúde e a capacidade formativa do país e responder à demanda por profissionais especialistas no SUS”.   

    O médico Luís Gustavo Soares Rodrigues, que inicia a residência em medicina paliativa no Hospital da Baleia, em Minas Gerais, tem o sonho de fazer residência desde a sua graduação o que, segundo ele, é fundamental para melhora a qualidade do seu trabalho como médico de família e comunidade e para proporcionar conforto para os pacientes em momentos difíceis. “Desde antes da graduação, eu sempre sonhei em atenuar o sofrimento de quem estava com câncer, então inicialmente eu fui para a área da Medicina de Família, onde eu me encontrei e hoje tenho a oportunidade de realizar um sonho antigo, no Hospital da Baleia, uma instituição que é uma referência para o tratamento ontológico no país”. 

    A expansão das residências integra a política de qualificação da formação em saúde e está alinhada ao programa Agora Tem Especialistas (ATE), do governo federal, que busca reduzir o tempo de espera por atendimento especializado e ampliar o acesso da população a esses serviços. A estratégia tem impulsionado a ampliação da oferta de vagas de residência em saúde em todo o país, fortalecendo a capacidade formativa do SUS e contribuindo para a redução das desigualdades regionais na distribuição de especialistas. 

    De acordo com o diretor de Programa da SGTES, Rodrigo Cariri, a expansão de residências no país é a concretização do sonho do presidente Lula em levar mais saúde e mais especialistas para cuidar da população.   

    “Quando a gente lançou o programa, Agora Tem Especialista, no Palácio do Planalto, o presidente Lula sempre foi seu sonho qualificar a atenção especializada no país, a ponto de as pessoas que precisem de uma cirurgia de tratamento de câncer, de uma hemodiálise, de um tratamento por uma condição especial, tenham acesso a um serviço de qualidade. Dessa forma, a ampliação das vagas e das bolsas de residências são, em parte, realização desse sonho”, pontuou o diretor, durante evento de acolhimento realizado nesta quinta-feira, 12/3, em Minas Gerais.   

    Na oportunidade, Cariri enfatizou a importância do estado na formação de especialistas para o país. “Minas Gerais é um estado comprometido, por isso é um dos estados que mais exporta especialistas para o Brasil”.  

    Entre os avanços mais recentes está a criação de programas inéditos na Amazônia Legal, como o primeiro programa de Oncologia Pediátrica da região, em Rondônia, e o primeiro programa regional em Atenção à Saúde da Pessoa com Deficiência, implantado no Pará e no Tocantins. Também foram abertas vagas voltadas para Saúde Indígena e Saúde do Campo, da Floresta e das Águas, ampliando a formação de profissionais preparados para atuar nas diferentes realidades e especificidades dos territórios brasileiros. 

    O representante do Ministério da Educação, Aristóteles dos Santos, ressaltou a importância da chegada dos novos residentes e afirmou que o esforço coletivo é uma prioridade do governo federal. “A conquista os residentes é uma conquista individual importante, cada um aqui sabe o quanto passou, o quanto sofreu para conseguir passar estar aqui hoje, como residente. Mas é importante a gente também ressaltar que conquistas individuais são também por conta de nossos esforços coletivos feitos para termos tantas vagas de residência no país e aqui em Minas Gerais.  

    A residência em saúde é uma modalidade de especialização baseada na integração entre ensino e serviço, realizada diretamente nos serviços de saúde, e representa um dos principais instrumentos de qualificação da força de trabalho no Sistema Único de Saúde. 

    Nádia Conceição
    Ministério da Saúde 

  • Ministério da Saúde e Wellhub firmam acordo para estimular atividade física e prevenção de doenças

    O Ministério da Saúde e o Wellhub assinaram nesta quinta-feira (12) um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) para ampliar iniciativas de promoção da atividade física, combate ao sedentarismo e prevenção de doenças crônicas no Brasil. A iniciativa integra a estratégia Viva Mais Brasil, que busca incentivar hábitos saudáveis e melhorar a qualidade de vida da população. 

    A parceria busca ampliar o acesso da população a informações e práticas de bem-estar por meio de ações digitais e conteúdos confiáveis sobre a temática. “O Brasil enfrenta desafios importantes relacionados ao avanço das doenças crônicas e ao envelhecimento da população. Fortalecer a prevenção e estimular hábitos saudáveis é fundamental para melhorar a qualidade de vida das pessoas e para garantir a sustentabilidade dos sistemas de saúde”, afirmou o ministro Alexandre Padilha. 

     Nesta primeira etapa, o acordo prevê três frentes principais de cooperação entre o Ministério da Saúde e o Wellhub: a criação de um módulo digital gratuito, aberto à população, com uma biblioteca de exercícios e práticas corporais adaptadas a diferentes níveis de condicionamento; a produção de conteúdos educativos baseados em evidências científicas para apoiar a divulgação da estratégia Viva Mais Brasil e das ações de promoção da saúde do SUS; e o compartilhamento periódico de relatórios com dados agregados sobre padrões de atividade física no país, fornecidos sem custos ao governo para apoiar a formulação e o aprimoramento de políticas públicas de prevenção. 

     Além das ações públicas, o governo busca fortalecer parcerias com empresas, locais de trabalho e instituições para ampliar o alcance das iniciativas. A estratégia inclui o compartilhamento de protocolos técnicos, campanhas de comunicação e estudos que possam gerar evidências sobre os benefícios da atividade física para a saúde da população. 

     Para Padilha, a mobilização de diferentes setores é fundamental para transformar hábitos e reduzir o impacto das doenças crônicas no país. “Não vamos chegar ao coração e à mente de mais de 200 milhões de brasileiros sem o envolvimento da iniciativa privada, das escolas e dos locais de trabalho”, afirmou. 

     A expectativa do Ministério da Saúde é que ações como essa contribuam para uma população mais ativa, com menor incidência de doenças crônicas e melhor qualidade de vida ao longo dos anos. 

     Viva Mais Brasil  

    A estratégia Viva Mais Brasil é uma mobilização nacional voltada à promoção da saúde, prevenção de doenças crônicas e melhoria da qualidade de vida da população. A iniciativa integra e fortalece políticas já existentes do SUS, incentivando hábitos saudáveis por meio de ações relacionadas à alimentação adequada, prática de atividade física, cuidado integral e acesso à informação de qualidade, tanto nas unidades de saúde quanto em outros espaços da sociedade.  

    O Viva Mais Brasil conta com 10 compromissos para viver mais e melhor: mais movimento e vida ativa; mais alimentação saudável; menos tabaco e álcool; mais saúde nas escolas; menos doenças crônicas; mais vacinação em todo o Brasil; mais protagonismo e autonomia; mais saúde digital; mais cultura da paz e menos violências; e mais práticas integrativas e complementares.

    Entre as ações previstas, estão investimentos de R$ 340 milhões em políticas de promoção da atividade física, incluindo a retomada e ampliação do programa Academia da Saúde, com recursos para equipamentos, profissionais e novos serviços vinculados às unidades básicas de saúde. A estratégia também busca ampliar o alcance das políticas de promoção da saúde por meio de parcerias, como a firmada com o Wellhub, e apoio a iniciativas locais, garantindo continuidade e efetividade das ações nos territórios. 

    Anna Elisa Iung 
    Ministério da Saúde 

  • Ministério da Saúde adota tecnologia brasileira para garantir mais cuidados a prematuros por meio de análise da pele dos pés de bebês

    Os primeiros momentos de vida de um bebê prematuro agora contam com uma inovação desenvolvida por pesquisadores brasileiros que garante um melhor diagnóstico de atenção à saúde, principalmente em áreas remotas e de difícil acesso. Em um movimento que une ciência de ponta e cuidado humanizado, o Ministério da Saúde incorpora ao Sistema Único de Saúde (SUS), a partir da validação pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec), um leitor óptico desenvolvido por pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) capaz de avaliar a idade gestacional e a maturidade a pulmonar de recém-nascidos a partir da pele neonatal.

    A portaria que oficializa a incorporação foi publicada nesta quinta-feira (12) e o Ministério da Saúde tem 180 dias para começar a entregar os primeiros dispositivos à rede de atendimento. O equipamento não substitui o acompanhamento profissional, da assistência em unidades de saúde e de acompanhamento pré-natal.

    O dispositivo denominado PreemieTest é utilizado logo após o nascimento e funciona por meio de uma pequena sonda colocada no pé do bebê, que analisa as propriedades da pele. Em poucos segundos, o exame que não causa dor e nem utiliza radiação, fornece informações que apoiam decisões clínicas precoces, como a necessidade de suporte respiratório, internação em terapia neonatal e, em casos mais graves, o encaminhamento imediato para uma unidade hospitalar com maior capacidade assistencial. Entre 2024 e 2025, o Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (Sinasc) registrou mais de 487 mil nascimentos de prematuros no Brasil, o que representa 12,3% do total de nascidos vivos no mesmo período.

    “Ao investir em tecnologias 100% nacionais, o SUS não apenas fortalece a soberania científica do país, mas garante que, do grande centro urbano às comunidades indígenas, os pequenos brasileiros recebam mais cuidados à vida com agilidade, logo no nascimento. É importante destacar que o aparelho é uma ferramenta, mas o que garante uma gestação segura, um bom parto e a prevenção de situações que levam ao nascimento prematuro é um pré-natal bem realizado. Investir em ciência e inovação no Brasil é garantir que o conhecimento produzido se traduza em soluções reais para a população. Essa tecnologia mostra como o investimento público pode completar o ciclo da inovação, da pesquisa ao cuidado no SUS, qualificando a assistência aos recém-nascidos e apoiando as equipes de saúde”, destacou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

    Com o teste é possível antecipar os cuidados mais adequados ao prematuro, especialmente nos casos em que não foi realizado ultrassom no início da gestação ou quando a data da última menstruação da gestante é desconhecida ou pouco confiável — situações que ocorrem sobretudo em áreas mais remotas.

    Essa triagem rápida é especialmente importante em áreas de difícil acesso, onde há nascimentos fora do ambiente hospitalar, incluindo partos domiciliares acompanhados por parteiras, e onde as equipes de saúde precisam decidir, de forma ágil e segura, a melhor conduta para o recém-nascido, orientando o cuidado oportuno para a prevenção e redução de complicações.

    Além da estimativa da idade gestacional, o PreemieTest oferece indicação mais assertiva sobre a necessidade de internação em UTI neonatal, de uso de suporte ventilatório e a de ocorrência da síndrome do desconforto respiratório (SDR). Essas informações qualificam a tomada de decisão em um momento crucial, quando intervenções precoces podem ser determinantes para a sobrevivência e a redução de complicações. O desenvolvimento do dispositivo pelos pesquisadores da UFMG contou com investimento estratégico do Ministério da Saúde, por meio do Programa de Desenvolvimento do Complexo Industrial da Saúde (PROCIS), política voltada a transformar inovação científica em soluções concretas para necessidades prioritárias do SUS.

    Experiência em territórios indígenas

    O leitor óptico foi testado em diferentes regiões do país, incluindo territórios indígenas da Amazônia, onde já foi utilizado em estudos conduzidos em parceria com a Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI). A experiência em Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI) demonstrou a viabilidade operacional, a aceitação pelas equipes de saúde e o potencial do dispositivo para apoiar decisões clínicas em contextos de difícil acesso, contribuindo para a ampliação do diagnóstico oportuno da prematuridade.

    No SUS, atualmente, a principal forma de estimar a idade gestacional durante a gravidez é o ultrassom realizado no primeiro trimestre. Quando há risco de parto prematuro, são utilizados corticoides para acelerar o amadurecimento dos pulmões do bebê. Após o nascimento, o manejo do recém-nascido prematuro envolve avaliação clínica, uso de medicamentos, suporte respiratório e internação em UTI, quando necessário.

    Ana Freitas e Vicente Ramos
    Ministério da Saúde

  • Municípios sem casos de hanseníase em menores de 15 anos chegam a 80,6% no Brasil

    Municípios sem casos de hanseníase em menores de 15 anos chegam a 80,6% no Brasil

    O Brasil ampliou o número de municípios sem registro de casos novos de hanseníase em menores de 15 anos, principal indicador de interrupção da transmissão da doença. O percentual passou de 73,1% (4.296 municípios) em 2019 para 80,6% (cerca de 4,4 mil) em 2024. Esse avanço é resultado do fortalecimento das ações de vigilância, diagnóstico precoce e tratamento oportuno, conduzidas em parceria entre o Ministério da Saúde, estados e municípios, e dos investimentos realizados pela atual gestão. Nesse período, o Ministério da Saúde destinou mais de R$ 21,3 milhões a pesquisas e projetos de ciência e tecnologia voltados ao enfrentamento da Hanseníase no país.

    Os dados foram apresentados nesta quinta-feira (12), durante a Conferência Nacional de Alto Nível em Hanseníase, no Rio de Janeiro, que reúne gestores, especialistas e representantes da sociedade civil para discutir estratégias de eliminação da doença.

    “Retomamos a busca ativa de casos de hanseníase no Brasil, um esforço que foi interrompido durante a pandemia. Também ampliamos a oferta de diagnóstico e hoje realizamos muito mais testes do que nos últimos anos. Isso permite identificar os casos mais cedo e iniciar o tratamento de forma oportuna. Ao mesmo tempo, estamos fortalecendo o acesso ao tratamento e trabalhando para facilitar a adesão da população”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

    Segundo o ministro, manter a visibilidade sobre a doença é essencial para avançar na eliminação da hanseníase no país. “Precisamos continuar enfrentando o estigma e o preconceito. O maior desafio ainda é o estigma, porque ele afasta as pessoas dos serviços de saúde e dificulta que procurem diagnóstico e tratamento”.

    De acordo com a Estratégia Nacional para Enfrentamento da Hanseníase 2024–2030, a meta é alcançar a interrupção da transmissão em 4,8 mil municípios até 2030, o equivalente a 87,5% do país. O indicador considera a ausência de casos novos em menores de 15 anos por cinco anos consecutivos. A presença da doença em crianças indica transmissão recente, já que a infecção ocorre após contato prolongado com a bactéria e aponta que o microrganismo ainda circula na comunidade.

    Realizada em parceria com a Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro e a Fundação Nippon – Projeto Sasakawa, a conferência segue até 14 de março. A programação reúne cerca de 350 participantes, entre autoridades, pesquisadores, organismos internacionais e representantes da sociedade civil.

    O diretor da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), Jarbas Barbosa, reforçou o reconhecimento internacional aos avanços do Brasil no enfrentamento de doenças transmissíveis e destacou que os resultados alcançados pelo país indicam caminhos promissores também para a eliminação da hanseníase.

    “Tive a honra, junto com o ministro Alexandre Padilha, de entregar ao Brasil, em dezembro, a certificação da eliminação da transmissão vertical do HIV, da mãe para o filho. Foi o primeiro país continental a alcançar esse resultado. Isso nos enche de esperança de que, com a mesma firmeza com que tem atuado em outras doenças, o Brasil também possa alcançar, no futuro, a eliminação da hanseníase.”

    O enfrentamento da hanseníase no país é um trabalho realizado entre Ministério da Saúde, estados e municípios, com foco em vigilância epidemiológica, diagnóstico precoce, tratamento oportuno e interrupção da transmissão. Nesta gestão, o Ministério da Saúde destinou mais de R$ 21,3 milhões a pesquisas e projetos de ciência e tecnologia voltados à doença.

    Principais avanços no enfrentamento à hanseníase

    Nos últimos anos, o Brasil ampliou as ações de vigilância, diagnóstico e tratamento. Entre 2022 e 2024, o número de diagnósticos da doença aumentou 42%: a proporção de casos novos identificados por meio do exame de contatos, estratégia central para a detecção precoce, passou de 9,6% para 13,3%.

    Para ampliar a capacidade de diagnóstico, o Ministério da Saúde distribuiu mais de 325 mil testes rápidos para hanseníase nesta gestão. Também foram capacitados 4,7 mil profissionais de saúde, entre médicos, enfermeiros, fisioterapeutas e agentes comunitários, em ações voltadas ao diagnóstico e ao manejo clínico da doença.

    O fortalecimento da rede assistencial também reflete o aumento dos atendimentos. Os atendimentos relacionados à hanseníase passaram de 140 mil em 2022 para mais de 194 mil em 2024, crescimento de 38%. As ações de prevenção de incapacidades físicas também avançaram, passando de 12,5 mil para mais de 16 mil atendimentos no mesmo período.

    O número de pacientes em tratamento subiu de 22,3 mil para 27,4 mil, indicando maior acesso ao cuidado e continuidade do tratamento. Em 2025, o Ministério da Saúde distribuiu 3,4 milhões de medicamentos, incluindo mais de 390 mil esquemas de poliquimioterapia (PQT), tratamento padrão e altamente eficaz contra a doença.

    O que é a hanseníase?

    A hanseníase é uma doença infecciosa causada pela bactéria Mycobacterium leprae, que afeta principalmente a pele e os nervos periféricos, podendo provocar manchas, dormência e fraqueza muscular. Apesar do estigma histórico, a doença tem cura, especialmente quando diagnosticada e tratada precocemente. A transmissão ocorre pelo contato próximo e prolongado com uma pessoa doente sem tratamento, geralmente por secreções nasais.

    O tratamento é oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) por meio da poliquimioterapia, disponível nas unidades de saúde de todo o país. Com o início do tratamento, a pessoa deixa de transmitir a doença. O Ministério da Saúde mantém ações de vigilância, diagnóstico precoce e busca ativa de contatos, além de iniciativas para reduzir o estigma e ampliar o acesso ao cuidado, com o objetivo de interromper a transmissão e avançar na eliminação da hanseníase como problema de saúde pública no Brasil.

    Amanda Milan
    Ministério da Saúde

    Saiba mais sobre a hanseníase na página Saúde de A a Z

  • Carretas do Agora Tem Especialistas já levaram exames diagnósticos, cirurgias e prevenção contra câncer para mais de 130 regiões de saúde

    Carretas do Agora Tem Especialistas já levaram exames diagnósticos, cirurgias e prevenção contra câncer para mais de 130 regiões de saúde

    Brasileiros de todo o país já foram atendidos, em menor tempo de espera e mais perto de casa, pelas carretas de saúde do programa Agora Tem Especialistas, do Governo do Brasil. Nesta sexta-feira (13), as unidades móveis completam a marca de 138 regiões de saúde atendidas. Isso significa que, embora tenha ficado posicionadas em uma cidade, também atenderam os pacientes do SUS de municípios próximos, garantindo a ampliação dos serviços especializados para regiões de difícil acesso, com alta demanda e pouca estrutura de saúde e cidades-polo.

    A marca foi celebrada hoje pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ao inaugurar uma carreta de saúde da mulher em Planaltina, região administrativa do Distrito Federal. Antes de chegar no município, a unidade móvel realizou 6 mil atendimentos em Ceilândia e Taguatinga, trazendo para mulheres desses municípios o serviço especializado.

    “Aqui, no Distrito Federal, já passamos por Ceilândia e zeramos a fila de ultrassonografia e mamografia; em Taguatinga, zeramos a fila de mamografia; e, agora, chegamos com a carreta do Governo do Brasil em Planaltina, essa área rural onde temos cerca de 600 mulheres esperando por mamografia. Trouxemos a carreta para cá para evitar que essas mulheres gastem para se deslocar e fazer esse exame, e porque as mulheres, que são a maioria usando o SUS, são uma prioridade absoluta nossa”, afirmou o ministro.

    A partir desta sexta-feira, também receberam carretas de saúde da mulher e de exames de imagem outros 17 municípios brasileiros localizados nestes estados: Amapá, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Paraná, Rio de Janeiro, Rondônia, Roraima, Sergipe, São Paulo e Tocantins.  A chegada das unidades reforça o compromisso do Governo do Brasil em reduzir o tempo de espera no SUS, com o reforço na oferta de exames fundamentais para a prevenção de doenças, como câncer de mama e do colo do útero.

    Sala de mamografia
    Foto: João Risi/MS

    “Contando com Planaltina, a gente já ultrapassou mais de 130 regiões em todo o Brasil. Só no mês de março vamos chegar a 150 regiões com as carretas de saúde da mulher; as específicas para o problema de visão, de oftalmologia; e a carreta para tomografia. Por onde ela passa vai zerando a fila, vai atendendo esses locais na parceria com as secretarias municipais, estaduais, hospitais filantrópicos e Santas Casas”, acrescentou o ministro Padilha.

    Além de desafogar a demanda reprimida da rede pública local, as carretas do Governo do Brasil já zeraram a fila de espera em 23 cidades. É o que aconteceu em Arapongas (PR), Japeri (RJ), Patos (PB), Humaitá (AM), Ceilândia (DF), Morro do Alemão (RJ), Garanhuns (PE), Urucânia/Santa Cruz (RJ), Brasiléia (AC), Tauá (CE), Mauriti (CE), Cariacica (ES), Taiobeiras (MG), Princesa Isabel (PB), Parnamirim (RN), Palmas (TO) e em Canoinhas (SC), em que todos que precisavam fazer diagnóstico de câncer de mama e exames ginecológicos receberam o atendimento.

    O mesmo aconteceu em Ribeirão Preto (SP) e Ariquemes (RO) para aqueles que esperavam por cirurgia de catarata. Com os procedimentos cirúrgicos realizados em todas as carretas oftalmológicas do programa, mais de 2,5 mil pessoas voltaram a enxergar. Essas unidades móveis ofertam, também, outros procedimentos como mapeamento de retina e ultrassom ocular. 

    Já em Santana do Ipanema (AL), todos os pacientes do município e de outros 13 da região que precisavam de tomografia se submeteram ao procedimento, garantindo maior agilidade para descobrir condições graves de saúde ou descartar hipóteses, contribuindo para levar o paciente para o diagnóstico correto. O mesmo ocorreu em Crato (CE), Patos (PB), Sepetiba (RJ) e Paracambi (RJ), que também receberam carretas especializadas em exames de imagem.

    18 municípios com mais atendimento pelo Agora Tem Especialistas

    A partir desta sexta, recebem carretas de saúde da mulher, os municípios de Serra (ES), Planaltina (DF), Paramoti (CE), Viana (MA), Itajubá (MG), Corumbá (MS), Igarapé-Miri (PA), Pombal (PB), São Bento (PB), Colombo (PR), Maricá (RJ), Vilhena (RO), Rorainópolis (RR) e Araguaína (TO). 

    Já as cidades de Milagres (CE), Santana (AP), Sousa (PB) e São José dos Campos (SP) recebem carretas especializadas em exames de imagem, com tomografias, essenciais para o diagnóstico de doenças graves e definição de conduta médica. 

    Ao todo, 52 carretas estão em operação, 35 são de saúde da mulher, 10 de exames de imagem e sete especializadas em oftalmologia. Até o fim deste ano, um total de 150 unidades móveis estará em funcionamento no país.

    Mais atendimento especializado para os usuários do SUS

    Além das carretas, o Agora Tem Especialistas também mobiliza outras estruturas de saúde da rede pública e privada para ampliar a oferta de atendimento especializado e desafogar a rede local, realizando mutirões, ampliando o horário de atendimento em unidades do SUS, garantindo provimento de médicos especialistas e atendimento de pacientes do SUS em hospitais privados, entre outras estratégias voltadas ao fortalecimento da assistência especializada no país.

    Erika Mavignier
    Ministério da Saúde