Categoria: SAÚDE GOV

  • Ministério da Saúde intensifica ações contra o sarampo com Dia D de vacinação no Mato Grosso do Sul

    Ministério da Saúde intensifica ações contra o sarampo com Dia D de vacinação no Mato Grosso do Sul

    No último sábado (30), os 79 municípios de Mato Grosso do Sul participaram do Dia D de vacinação contra o sarampo. A mobilização integra a estratégia nacional do Ministério da Saúde, em parceria com estados e municípios, para impedir a entrada da doença no país, especialmente em regiões de fronteira. O estado faz divisa com a Bolívia e o Paraguai — países que registram aumento expressivo de casos da doença.

    O diretor do Departamento do Programa Nacional de Imunizações (PNI), Eder Gatti, acompanhou a mobilização em Ponta Porã (MS), cidade que faz fronteira com Pedro Juan Caballero, no Paraguai.

    “Devido ao fluxo migratório na cidade, garantir a imunização da população é essencial para evitar a circulação do vírus no Brasil. A cobertura vacinal em Mato Grosso do Sul e em Ponta Porã é positiva, mas é preciso reforçar à população a importância de se vacinar”, afirmou o diretor.

    Em 2024, a cobertura vacinal da tríplice viral — que protege contra sarampo, caxumba e rubéola — em Mato Grosso do Sul foi de 105,20% (1ª dose) e 93,58% (2ª dose). No município de Ponta Porã, os índices ultrapassaram a meta de 95%: 123,29% (1ª dose) e 103,19% (2ª dose).

    Foto: João Moura/MS
    Foto: João Moura/MS

    Ações nacionais e nas fronteiras

    Em 2025, o Ministério da Saúde já distribuiu mais de 15 milhões de doses da vacina contra o sarampo para todos os estados brasileiros. Até o momento, mais de 3 milhões de doses foram aplicadas no país. A vacina é recomendada para pessoas de 6 meses a 59 anos. Para se vacinar, basta procurar uma unidade básica de saúde mais próxima.

    Além da vacinação, equipes técnicas do Ministério da Saúde promoveram capacitações em Mato Grosso do Sul para reforçar o enfrentamento ao sarampo. Em Dourados e Ponta Porã, foi realizado o seminário “Ameaça da reintrodução do sarampo no Brasil: cenário epidemiológico global”, qualificando profissionais de saúde da região.

    Nesta semana, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, esteve em Sant’Ana do Livramento (RS), na fronteira com o Uruguai, para reforçar o compromisso com a vacinação nas regiões de fronteira dos países do Mercosul. A ação busca ampliar a cobertura vacinal, manter o status do Brasil como país livre do sarampo e fortalecer a integração regional em saúde pública.

    Em julho, o Ministério realizou outro Dia D de vacinação em cidades de fronteira do Acre, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Rondônia, regiões que fazem divisa com a Bolívia. Aproximadamente 3 mil pessoas foram vacinadas, com destaque para o Acre, que aplicou 1,8 mil doses — quatro vezes mais que a média da vacinação de rotina (436 doses).

    Além dos Dias D, a equipe técnica da pasta, em parceria com estados e municípios, também realizou bloqueios vacinais e reforçou a vigilância epidemiológica em municípios como Campos Lindos (TO), devido a casos confirmados, e em Araguaína (TO), Balsas (MA) e Imperatriz (MA), por estarem próximas das áreas de registro.

    João Vitor Moura
    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde padroniza altas hospitalares e fortalece integração de dados no SUS

    Ministério da Saúde padroniza altas hospitalares e fortalece integração de dados no SUS

    O Ministério da Saúde deu mais um passo na consolidação da Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS) ao instituir dois modelos padronizados para registros de alta hospitalar: o Sumário de Alta (SA) e o Sumário de Alta Obstétrico (SAO). A iniciativa, oficializada pelas Portarias GM/MS nº nº 8.025 e nº 8.026, de 27 de agosto de 2025, visa fortalecer a interoperabilidade entre sistemas de saúde e garantir a continuidade do cuidado ao paciente.

    O Sumário de Alta (SA) substitui a norma vigente desde 2022 e contempla o Conjunto Mínimo de Dados (CMD) da Atenção à Saúde. O documento reúne informações essenciais como diagnósticos, procedimentos realizados, evolução clínica, alergias, medicamentos prescritos e o estado de saúde do paciente no momento da alta.

    Já o Sumário de Alta Obstétrico (SAO) é uma extensão do SA voltada para internações obstétricas. Estruturado em quatro blocos — internação materna, complicações obstétricas, informações sobre o parto e dados neonatais — o modelo é fundamental para garantir o cuidado contínuo de mulheres grávidas, em pós-abortamento ou puerpério, e seus recém-nascidos. Além de facilitar a comunicação entre os diferentes níveis de atenção à saúde, o SAO contribui para a redução de intervenções evitáveis e aprimora a coleta e análise de dados clínicos.

    O anúncio das portarias foi realizado pela secretária de Informação e Saúde Digital, Ana Estela Haddad, em 28 de agosto, durante a 8ª Reunião da Comissão Intergestores Tripartite (CIT). Segundo a secretária, a entrega é estratégica no contexto do programa Agora Tem Especialistas, do Governo Federal, e deve ser amplamente disseminada entre estados e municípios.

    Para Paula Xavier, diretora do Departamento de Informação e Informática do SUS (DATASUS/SEIDIGI/MS), “a padronização dessas informações, tanto do Sumário de Alta quanto do Sumário de Alta Obstétrico, significa que a continuidade do cuidado após a internação está mais garantida”. Ela também destacou a importância da RNDS estar recebendo dados assistenciais de média e alta complexidade, por meio da portaria de interoperabilidade do programa, que prevê a criação de diferentes modelos informacionais para integrar dados dos entes credenciados ao Sistema Único de Saúde (SUS). Com a padronização nacional desses modelos, a RNDS reforça sua função como plataforma oficial de interoperabilidade do SUS. Atualmente, a rede já reúne mais de 2,9 bilhões de registros de saúde, consolidando-se como uma das maiores bases de dados clínicos do país. A medida representa um avanço na segurança da informação, na transparência dos processos e na eficiência da gestão em saúde pública.

    Larissa Mangabeira
    Ministério da Saúde

  • Saúde anuncia R$ 170 milhões para ampliar atendimento na rede federal de saúde no Rio de Janeiro

    Saúde anuncia R$ 170 milhões para ampliar atendimento na rede federal de saúde no Rio de Janeiro

    O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou nesta terça-feira (2), no Rio de Janeiro, investimento adicional de R$ 170 milhões para reestruturar, modernizar e contratar profissionais para os institutos federais e o Hospital da Lagoa. O objetivo é ampliar o atendimento especializado e reduzir o tempo de espera por cirurgias na rede federal de saúde, no âmbito do programa Agora Tem Especialistas integrado ao Plano de Reestruturação dos Hospitais Federais 

    Ninguém ficará para trás ou deixará de ser atendido. Estamos falando de ampliação do atendimento, não de fechamento. Estamos falando de qualificação de cada um dos hospitais, não de desestruturação. Ninguém ficará sem atendimento. Nosso compromisso, de todos os envolvidos neste processo, é atender todos os pacientes desses hospitais, os que aguardam em filas internas à espera desse serviço. Todos serão atendidos“, afirmou o ministro Alexandre Padilha.  

    Foto: João Risi/MS
    Foto: João Risi/MS

    Os novos recursos serão destinados à contratação de 2.059 profissionais, à abertura de 10 salas cirúrgicas e à disponibilização de mais 166 leitos, representando mais consultas, cirurgias, diagnósticos e tratamentos no Hospital da Lagoa e nos Institutos Nacionais de Câncer (INCA), de Traumatologia e Ortopedia (INTO) e de Cardiologia (INC). A medida vai ampliar e agilizar o acesso da população a serviços especializados em oncologia, ortopedia e cardiologia. 

    Os acordos de cooperação técnica foram assinados entre o ministro Alexandre Padilha e o presidente da Fiocruz, Mário Moreira, para a reestruturação e modernização dos Institutos e integração do Hospital Federal da Lagoa (HFL) ao Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF) da Fiocruz. 

    “A Fiocruz trabalha em múltiplas frentes para o SUS, da produção de vacinas e medicamentos até a formação de profissionais; da pesquisa científica e inovação até a atenção em saúde. Desde a nossa origem, nós temos tradição em assistência especializada e em atuação hospitalar. Com os acordos assinados hoje com o Ministério da Saúde, damos um importante passo no fortalecimento dos Institutos Nacionais, o Inca, o Into e o INC”, destacou o presidente da Fiocruz, Mario Moreira.  

    “Por meio da integração entre HFL e IFF, iniciamos uma grande contribuição na ampliação da oferta de serviços em saúde da mulher, da criança e do adolescente, preenchendo vazios assistenciais de forma gradual, planejada e baseada no diálogo com pacientes e trabalhadores. Eu me sinto duplamente responsável e estou confiante e otimista de que estamos fazendo o melhor para a população do Rio de Janeiro, detalhou o presidente da Fiocruz. 

    Na primeira fase da integração, ainda em 2025, serão priorizados os pacientes na fila de espera. A transição terá monitoramento contínuo, acompanhamento individualizado dos pacientes e canais de comunicação ativos para os usuários para evitar desassistência.  

    Haverá ampliação do funcionamento do centro cirúrgico, reabertura gradual de leitos (UTI, clínicos e pediátricos), recomposição das equipes médicas e multiprofissionais, expansão dos serviços, além da modernização da infraestrutura — rede elétrica, sistema de refrigeração e recuperação de áreas físicas.  

    Na segunda fase, em, 2026, com o fortalecimento da assistência, uma força-tarefa integrará os serviços e diversificará o atendimento, com foco em saúde da mulher, da criança e do adolescente. 

    “Ver a integração do Hospital Federal da Lagoa com a Fiocruz é uma das coisas mais incríveis que pode acontecer. Nossas unidades voltaram a reabrir leitos e ambulatórios. São muitas frentes de obra em andamento e um clima organizacional muito positivo. Uma coisa que muitas pessoas acharam que não ia dar certo. Deu muito certo. É uma transição que exige paciência, sem desestruturar nenhum serviço e preservando o conhecimento institucional. Tenho certeza de que será muito bom para a instituição, para a sociedade e, principalmente, para os pacientes do SUS”, reforçou o secretário municipal do Rio de Janeiro, Daniel Soranz, que é servidor da Fiocruz. 

    Reestruturação da rede federal de saúde 

    • Instituto Nacional de Cardiologia (INC) 470 novos profissionais; ampliação para 164 leitos totais; e aumento no investimento em medicamentos e materiais. 

    • Instituto Nacional de Ortopedia e Traumatologia (INTO) – 100 novos leitos e 5 novas salas cirúrgicas; + 28,5% na capacidade cirúrgica em 6 meses; e + 17% na capacidade cirúrgica em 1 ano. 

    • Instituto Nacional de Câncer (INCA) – 784 novos profissionais para os 4 hospitais que integram o INCA; + investimento para medicamentos e materiais; novos equipamentos para ampliação das salas cirúrgicas; e reforço na capacidade de atendimento de todas as unidades. 

    • Hospital do Câncer – I – Abertura de 3 novas salas cirúrgicas; +30% na realização de cirurgias; reabertura da Unidade de Pós-operatório; +50% da oferta de vagas; reabertura de 30 leitos de enfermaria (8 de oncologia pediátrica); novos profissionais vão reforçar atendimentos em anestesiologia, radiologia, endoscopias e ecocardiogramas; 

    • Hospital do Câncer II – Abertura de 1 novas sala cirúrgica +50% na realização de cirurgias; suporte de clínica médica no hospital, com ampliação da equipe de enfermaria cirúrgica; e novos profissionais vão reforçar atendimentos em Farmácia e Radiologia; 

    • Hospital do Câncer III – abertura de nova sala cirúrgica e aumento de +25% na realização de cirurgias; abertura da central de quimioterapia aos sábados; Ampliação de tomografias computadorizadas com novas equipes; e novas equipes darão apoio em farmácia e nutrição aos Hospitais do Câncer III e IV.  

    • Hospital do Câncer IV – Reforço de +42% na capacidade ambulatorial; aumento de +40% na capacidade de atendimento domiciliar; e novos profissionais vão reforçar assistência durante internação hospitalar 

    • Integração do Hospital Federal da Lagoa e IFF/Fiocruz – processo gradual, transparente e planejado; compromisso de diálogo com pacientes do SUS e trabalhadores das duas unidades; e acompanhamento individualizado e canais de comunicação permanentes para que nenhum usuário fique desassistido. 

    Transparência e participação social

    Os novos recursos anunciados hoje pelo ministro Alexandre Padilha se somam aos R$ 1,023 bilhão investidos pela pasta desde 2024, totalizando R$ 1,193 bilhão já destinados aos hospitais federais.

    O modelo descentralizado de gestão dos serviços federais de saúde, iniciado em 2024 pelo Ministério da Saúde, favorece maior transparência, eficiência administrativa e participação social.  O processo foi construído com base em estudo técnico de viabilidade e audiência pública, garantindo diálogo com profissionais de saúde, gestores e sociedade civil. A audiência contou com a participação de representantes do Ministério Público Federal, Defensoria Pública da União, Tribunal de Contas da União e conselhos Estadual e Municipal de Saúde no Rio de Janeiro.   

    Ministério da Saúde

  • Força Nacional do SUS realiza capacitação inédita em Pernambuco para resposta a emergências com múltiplas vítimas

    Força Nacional do SUS realiza capacitação inédita em Pernambuco para resposta a emergências com múltiplas vítimas

    A Força Nacional do Sistema Único de Saúde (FN-SUS) deu início, em Pernambuco, ao ciclo nacional de capacitações em Gestão de Incidentes com Múltiplas Vítimas (IMV) de 2025. Entre os dias 27 e 29 de agosto, o estado recebeu um treinamento que reuniu profissionais de saúde, gestores, equipes do SAMU, Corpo de Bombeiros, Defesa Civil, hospitais de referência, forças de segurança e instituições parceiras. Foram três dias de atividades intensivas que uniram teoria, oficinas práticas, mesas-redondas e simulações realísticas, com o objetivo de preparar o Brasil para responder de forma integrada a cenários críticos de grande impacto.

    A escolha do estado pernambucano para sediar a primeira etapa levou em consideração fatores técnicos e epidemiológicos, como índices de acidentes rodoviários, violência urbana, histórico de enchentes e deslizamentos, além da realização de grandes eventos de massa, como o carnaval, que demandam máxima coordenação das redes de saúde e de emergência. Durante o curso, os participantes foram capacitados em fundamentos do IMV, comando e controle, regulação, triagem, gestão de óbitos, preparação hospitalar e situações especiais como rompimento de barragens, deslizamentos, inundações e colapsos de estruturas.

    “ Este treinamento representa um marco para a Força Nacional do SUS e para o país. Reunir diferentes setores – saúde, segurança, defesa civil e instituições locais – em um mesmo exercício é fundamental para salvar vidas em situações críticas. Pernambuco foi escolhido por sua relevância estratégica e, com esta etapa, damos início a um ciclo de capacitações que será oferecido para todo o Brasil, preparando estados e municípios para responder de forma cada vez mais integrada e eficiente às emergências em saúde pública. ” Afirmou o Coordenador –Geral da Força Nacional do SUS, Rodrigo Stabeli.

    O ponto alto da programação ocorreu no terceiro dia, com um simulacro prático de rompimento de prédio realizado no Ginásio de Esportes Geraldo Magalhães (Geraldão). A simulação mobilizou equipes locais e nacionais em um cenário de colapso estrutural com múltiplas vítimas, permitindo avaliar, na prática, a integração entre os serviços, os fluxos de comunicação, a articulação de transporte e a prontidão de atendimento, além de identificar oportunidades de melhoria nos protocolos de resposta.

    O evento contou com apoio da Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco, da Secretaria Municipal de Saúde do Recife, do SAMU Metropolitano Recife e SAMU 192, Corpo de Bombeiros, Defesa Civil, Secretaria de Operações Sociais e diversas instituições locais, reforçando a importância da atuação conjunta para salvar vidas em situações críticas. A FN-SUS também destacou o papel essencial de mais de 70 mil voluntários e voluntárias em todo o país, que integram essa verdadeira rede de solidariedade e cuidado, sempre pronta a atuar em momentos de crise.

    A capacitação em Pernambuco marca apenas o início do ciclo programado para 2025, que seguirá ainda neste ano com etapas no Pará e Ceará. Essas formações fazem parte da reestruturação da Força Nacional do SUS, conduzida pelo Ministério da Saúde, com apoio integral do ministro Alexandre Padilha e do secretário de Atenção Especializada à Saúde, Mozart Sales, garantindo o fortalecimento da FN-SUS como instrumento estratégico para proteger a vida e a saúde da população brasileira.

    Patrícia Coelho
    Comunicação Institucional

  • Ministério da Saúde realiza diagnóstico nacional para otimizar serviços de laboratórios públicos

    Ministério da Saúde realiza diagnóstico nacional para otimizar serviços de laboratórios públicos

    O Ministério da Saúde (MS) atua em ações diversas para o fortalecimento da Rede de Laboratórios de Saúde Pública do Brasil, com atenção dedicada aos Laboratórios Centrais de Saúde Pública (LACEN) e Laboratórios de Fronteira (LAFRON), para atender à regionalização – um dos princípios do Sistema Único de Saúde (SUS). As localidades são avaliadas em suas necessidades específicas no que diz respeito à segurança, prevenção e ao combate a doenças.

    No contexto da Missão Protect – que tem como finalidade detectar patógenos emergentes e reemergentes por meio de métodos laboratoriais moleculares e sequenciamento genômico – o MS e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) realizaram, no mês de julho, visitas técnicas aos estados contemplados. A missão reúne iniciativas de proteção da saúde para resposta a pandemias e segurança dos pacientes.

    A vigilância laboratorial da Missão Protect está alinhada à Política Nacional de Vigilância em Saúde (PNVS), que descreve as ações laboratoriais como transversais e essenciais no processo de trabalho da Vigilância em Saúde. Enquanto os Lacen realizam o diagnóstico oportuno para promover o controle epidemiológico e sanitário, os Lafron são unidades especializadas situadas em regiões de divisa com outros países, para diagnóstico e monitoramento de doenças.

    Segundo a secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente, Mariângela Simão, realizar o diagnóstico dos serviços laboratoriais públicos do País é essencial, principalmente após a pandemia da Covid-19. “A pandemia de SARS-CoV-2 expôs várias fragilidades nacionais e internacionais com as quais devemos aprender. Nos move o interesse comum: proteger os brasileiros e brasileiras e, também, as pessoas de fora que são bem-vindas no nosso País. Os gestores, quer seja na esfera municipal, estadual ou federal devem ter um ambiente fortalecido para possibilitar que o Brasil identifique qualquer ameaça à saúde”, enfatizou.

    Reunião Nacional

    Realizada na manhã desta segunda-feira (1) na sede da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS), em Brasília (DF), a “Reunião nacional para avaliação e otimização da Rede de Laboratórios de Saúde Pública no contexto do Projeto Protect” recebeu gestores, médicos, biomédicos, enfermeiros e biólogos que atuam em nas unidades dos Lacen e Lafron nos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Rondônia, Roraima e Rio Grande do Sul.

    O objetivo do encontro, que acontece até terça-feira (2), é apresentar o diagnóstico situacional dos Laboratórios de Saúde Pública, com base nas visitas técnicas realizadas, definir o escopo de análises moleculares a serem implementadas nos laboratórios participantes, além de promover a troca de experiências com os Laboratórios de Fronteira.

    Compuseram a mesa de abertura do encontro, a secretária da SVSA/MS, Mariângela Simão; a coordenadora da Iniciativa de Imunização da OPAS no Brasil, Lely Guzman, e o analista técnico do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), Alexandre Chagas. Para Guzman, é primordial contribuir com a formação dos gestores que atuam nos laboratórios: “vocês são nossos parceiros e estão à frente de um trabalho muito desafiador. Promover uma só saúde também depende dos laboratórios, então vocês são a peça-chave, o ‘diagnóstico ouro’ para alcançarmos esse desafio”, explicou.

    Projeto Protect

    O projeto “Protect – Otimização da Resposta a Pandemias por meio de Comunidades e Territórios Engajados na Bacia Amazônica” é uma iniciativa lançada pela OPAS/OMS com financiamento do Banco Mundial, no qual a rede de laboratórios de saúde pública é desenvolvida sob a abordagem da “Saúde Única”, com foco na interconexão entre a saúde humana, animal e ambiental para a vigilância e alerta precoce de doenças zoonóticas. A preparação e antecipação de problemas contra pandemias é um dos destaques do trabalho. O projeto visa integrar os laboratórios e os esforços em sistemas de alerta eficazes, impulsionando a cooperação e a coordenação entre países e setores para uma resposta mais abrangente e sustentável a ameaças à saúde pública. 

    Os estados contemplados serão apoiados com capacitações voltadas à gestão de amostras e transporte de material biológico, alinhadas à legislação nacional e padrões internacionais, bem como ao diagnóstico molecular, sequenciamento genômico e análise bioinformática, conforme as demandas locais identificadas.

    Por Suellen Siqueira
    Ministério da Saúde

  • Governo Federal investe R$ 1 bilhão em novo hospital inteligente 100% SUS no RS

    O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o diretor-presidente do Grupo Hospitalar Conceição (GHC), Gilberto Barichello, o superintendente da Área de Soluções de Infraestrutura Social do BNDES, Ian Guerreiro, e a diretora de Programa da Secretaria Especial do Programa de Parcerias de Investimento da Casa Civil, Mara Souza, assinaram neste sábado (30) o contrato que marca o início da estruturação do projeto para a construção de um novo hospital 100% SUS no Rio Grande do Sul.

    A iniciativa, que prevê investimento de cerca de R$ 1 bilhão, vai integrar, em um único complexo, os serviços atualmente oferecidos pelo Hospital Fêmina (HFE), Hospital da Criança Conceição (HCC) e Centro Obstétrico do Hospital Nossa Senhora da Conceição (CO-HNSC), além de um novo Centro de Apoio ao Diagnóstico e Terapia (CADT).

    Durante o evento, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou que o novo centro de pesquisa e ensino do Grupo Hospitalar Conceição (GHC) levará o nome de Centro de Pesquisa e Ensino Luiz Fernando Veríssimo, em homenagem ao escritor gaúcho falecido neste sábado.

    “Nós vamos homenagear o Luiz Fernando Veríssimo, o novo centro de pesquisa e ensino se chamará Centro de Pesquisa e Ensino Luiz Fernando Veríssimo, para que os valores, o significado desse grande escritor, desse grande intelectual do Brasil inspire a formação, a pesquisa e o ensino aqui no Grupo Hospitalar Conceição”, destacou Padilha.

    O ministro também manifestou solidariedade à família de Veríssimo, “Chego a Porto Alegre com a triste notícia do falecimento deste gaúcho ícone brasileiro. Anunciamos agora que o novo Centro de Pesquisa e Ensino do GHC, maior hospital 100% SUS do RS, levará seu nome. Irei ao velório para transmitir as condolências do presidente Lula”.

    A futura unidade será erguida no bairro Passo d’Areia, em Porto Alegre, em área estratégica por estar junto ao atual complexo do GHC. O contrato de estruturação, primeira fase do projeto, prevê investimento de R$ 3,4 milhões para a elaboração de estudos técnicos pelo BNDES ao longo de 24 meses.

    Já a Parceria Público-Privada (PPP) lançada neste sábado (30) está estimada em cerca de R$ 1 bilhão, e garantirá a construção e operação dos serviços não assistenciais, como limpeza, alimentação, segurança e estacionamento.

    Inovação no SUS

    Além do novo centro de pesquisa, a unidade será uma das primeiras do Brasil a operar no modelo de hospital inteligente, com estrutura totalmente digital, integração de inteligência artificial, uso de ferramentas de saúde digital e conexão permanente com a rede pública.

    O ministro Alexandre Padilha reforçou que este conceito faz parte de um esforço mais amplo de modernização da saúde pública. “O Brasil, o Ministério da Saúde, está fazendo uma parceria com o Banco dos BRICS para financiar a construção de um hospital inteligente no país: o Instituto Tecnológico de Medicina Inteligente Brasil, que será coordenado pelo Ministério da Saúde. Essa tecnologia dos hospitais inteligentes será implantada em várias unidades públicas do país, e essa nova estrutura do Grupo Hospitalar Conceição já será construída com essa lógica. Será um hospital totalmente digital, que utiliza inteligência artificial, saúde digital e conexão permanente com toda a rede do SUS”.

    O novo hospital será referência nacional em saúde da mulher, ciclo materno-infantil, infância e adolescência, com foco em gestações de alto risco, complicações obstétricas graves, medicina fetal e atenção humanizada ao parto e puerpério. Também oferecerá cuidados intensivos neonatais e procedimentos de alta complexidade, como cirurgias fetais e transplantes.

    A estrutura contará com 531 leitos clínicos, cirúrgicos e de emergência, além de 150 leitos complementares, e ampliará de 16 para 44 salas cirúrgicas, com suporte especializado. Um prédio anexo abrigará atividades de ensino, pesquisa, administração e logística, incluindo heliponto para situações críticas.

    O modelo de PPP mantém toda a equipe assistencial vinculada ao GHC e ao sistema público, enquanto a iniciativa privada ficará responsável pela construção da infraestrutura e pela administração dos serviços não assistenciais. Esse modelo garante maior eficiência, modernização da gestão e integração entre os setores público e privado, ampliando a capacidade do SUS.

    Com essa obra, o Ministério da Saúde reforça o papel do GHC como referência nacional em saúde pública e inovação, ampliando o acesso da população a serviços de qualidade, integrados e 100% financiados pelo SUS. O projeto integra o Programa de Parcerias de Investimento (PPI) e é o segundo projeto federal de PPP na saúde em andamento — o primeiro está sendo estruturado para o novo campus do Instituto Nacional de Câncer (INCA), no Rio de Janeiro.

    Edjalma Borges
    Ministério da Saúde

  • Mutirão do programa Agora Tem Especialistas vai atender 1.317 indígenas no Vale do Javari

    Mutirão do programa Agora Tem Especialistas vai atender 1.317 indígenas no Vale do Javari

    Para reduzir o tempo de espera por consultas, exames e cirurgias, o mutirão do programa Agora Tem Especialistas chega nesta sexta-feira (29) à Aldeia Itacoai, no Amazonas, com atendimentos voltados a povos indígenas isolados do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Vale do Javari. Este é o terceiro mutirão indígena especializado promovido pelo Ministério da Saúde, em parceria com a Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS). A ação será desenvolvida em duas etapas e vai contemplar 1.317 indígenas do povo Kanamari. 

    Até 7 de setembro, serão oferecidas consultas em oftalmologia, ginecologia, obstetrícia, pediatria, infectologia, além de exames como ultrassonografia e análises laboratoriais. Já a segunda fase, prevista para os próximos meses, será dedicada a cirurgias oftalmológicas e atendimentos voltados à saúde da mulher.  

    A iniciativa integra uma série de cinco mutirões planejados entre agosto e novembro em territórios indígenas de difícil acesso nos estados do Amazonas, Acre e Mato Grosso. Somente em agosto, já foram realizadas duas mobilizações nos DSEIs Alto Rio Solimões e Médio Rio Solimões, totalizando 15,2 mil atendimentos.  

    A agenda do Agora Tem Especialistas em território indígena prevê, até novembro, mais dois mutirões nos Distritos Sanitários Especiais Indígenas Xavante (MT) e Alto Rio Juruá (AC). “Estamos reforçando o compromisso do Sistema Único de Saúde em oferecer serviços de média e alta complexidade às comunidades indígenas mais distantes do Brasil”, destaca o secretário de Saúde Indígena do Ministério da Saúde, Weibe Tapeba. 

    Resultados 

    Os dois primeiros mutirões indígenas somam 15,2 mil atendimentos. O primeiro ocorreu na Aldeia Belém dos Solimões, em Tabatinga (AM), atendendo os povos Tikuna, Kokama, Kambeba e Kanamari. Foram 182 cirurgias oftalmológicas, 1,9 mil consultas e 11,2 mil exames e procedimentos, além da entrega de 651 óculos para a comunidade, que reúne cerca de 10,5 mil indígenas. 

    Foto: Rafael Nascimento/MS
    Foto: Rafael Nascimento/MS

    O segundo mutirão aconteceu na Aldeia Morada Nova, em Itamarati (AM), na região do Médio Rio Solimões e Afluentes, garantindo 624 atendimentos na primeira etapa, entre eles 311 em oftalmologia, 72 em ginecologia e obstetrícia, 241 em clínica médica e pediatria, 49 ultrassonografias, 14 eletrocardiogramas e dois encaminhamentos de emergência. Também foram doados 98 óculos.  

    A próxima etapa será voltada à realização de cirurgias oftalmológicas e de saúde da mulher, com o apoio de um Centro Cirúrgico Móvel de Saúde Especializada, que contará com salas de cirurgia, pré e pós-operatório adaptados para respeitar a cultura indígena, incluindo a utilização de redes no espaço de recuperação dos pacientes. 

    Julianna Valença e Carolina Militão 
    Ministério da Saúde 

  • AgSUS oferta curso em Saúde Digital para profissionais do Programa Mais Médicos

    AgSUS oferta curso em Saúde Digital para profissionais do Programa Mais Médicos

    Os profissionais do Programa Mais Médicos para o Brasil do Ministério da Saúde terão a oportunidade para realizar qualificação em Saúde Digital por meio de um curso gratuito e on-line disponibilizado pela Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS), em parceria com o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP). São 400 vagas disponíveis e os interessados devem preencher o formulário de pré-inscrição até 10 de setembro de 2025.

    Com carga horária de 30 horas, o curso “Fundamentos de Saúde Digital na Atenção Primária à Saúde (APS) – Atualização 2025” foi desenvolvido com o intuito de qualificar profissionais da APS para o uso e incorporação de ferramentas tecnológicas na prática do cuidado. O curso aborda tecnologias já disponíveis e de acesso gratuito, como o Prontuário Eletrônico do Cidadão (e-SUS APS), destacando também sua aplicação em iniciativas de telessaúde e a Estratégia de Saúde Digital para o Brasil.

    Como diferencial, o curso oferece um módulo prático inovador, baseado em simulações de uso das ferramentas digitais. Entre elas, destaca-se a teleconsulta entre médico remoto e usuário na Unidade Básica de Saúde (UBS), permitindo vivenciar o atendimento mediado por tecnologia.

    Outra simulação apresenta situações de teleconsultoria, incluindo a captura e o envio de imagens clínicas — como lesões dermatológicas e de orofaringe — para obtenção de uma segunda opinião especializada. Essa prática fortalece a qualidade do cuidado ao ampliar a troca de informações entre profissionais de saúde, garantindo maior resolutividade e integração no atendimento. O curso busca oferecer uma experiência de aprendizado acessível, prática e integrada à rotina já desenvolvida pelos profissionais nas unidades de saúde, com conteúdos atualizados e aplicáveis imediatamente no dia a dia.

    Entre os conteúdos abordados estão:

    • Uso da telessaúde na APS;
    • Ferramenta de videochamada integrada ao PEC e-SUS APS;
    • Registro da teleconsulta no sistema;
    • Programa SUS Digital e à RNDS;
    • Aspectos éticos, jurídicos na oferta de telessaúde;
    • Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD);
    • Simulação de teleconsultas;
    • Inteligência artificial aplicada ao setor saúde.

    Além de videoaulas com especialistas renomados da área, como Chao Lung Wen, chefe da disciplina de Telemedicina da FMUSP, e Ana Estela Haddad, secretária de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde, o curso oferece e-books, resumos ilustrados e materiais de consulta rápida. Devido ao número limitado de vagas, terão prioridade profissionais vinculados ao Programa Mais Médicos e aqueles que já utilizam o PEC e-SUS APS.

    “O objetivo do curso é qualificar o trabalho na ponta, aproximando teoria e prática. Com simulações, os profissionais do Programa Mais Médicos podem aplicar imediatamente os conhecimentos de saúde digital no cuidado aos usuários do SUS na Atenção Primária”, destaca a gestora da Unidade de Transformação Digital em Saúde da Diretoria de Atenção Integral à Saúde da AgSUS, Ana Claudia Cielo.

    A capacitação integra o Acordo de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) entre a Agência e o HCFMUSP. Após a realização da inscrição, os alunos terão 60 dias para finalizar o percurso formativo.

    Ministério da Saúde,
    com informações da AgSUS

  • Ministério da Saúde leva cuidado especializado ao povo Zo’é no Pará

    Ministério da Saúde leva cuidado especializado ao povo Zo’é no Pará

    O Ministério da Saúde e a ONG Zoé realizam, até o dia 31 de agosto, uma ação inédita de atendimento especializado na Terra Indígena Zo’é, em Óbidos (PA). A etnia, atualmente com 343 pessoas e considerada de recente contato, é acompanhada pelo Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Guamá-Tocantins. 

    Pela primeira vez, estão sendo realizadas cirurgias de colecistectomia por videolaparoscopia dentro do território indígena, evitando a remoção de pacientes e reduzindo os riscos de contaminação. Além dos procedimentos cirúrgicos, foram ofertados diversos atendimentos de atenção primária. 

    A iniciativa foi solicitada pela Equipe Multidisciplinar de Saúde Indígena do DSEI Guamá-Tocantins, em conjunto com o Conselho de Líderes Zo’é, e é realizada em parceria com a Fundação Dieter Morszeck e a ONG Zoé. A equipe é composta por dez profissionais, incluindo médicos, enfermeiros e técnicos, garantindo um atendimento seguro, humanizado e culturalmente sensível. 

    Segundo a diretora do Departamento de Atenção Primária à Saúde Indígena do Ministério da Saúde, Putira Sacuena, “essa ação junto ao povo Zo’é simboliza o compromisso da pasta em oferecer uma saúde que respeita a cultura e os modos de vida dos povos indígenas. Ao levar procedimentos de alta complexidade ao território, garantimos não apenas acesso ao cuidado, mas também dignidade e segurança para que esse povo continue vivendo com saúde e autonomia. É um marco que reforça a importância de construir políticas públicas lado a lado com as comunidades.” 

    Os indicadores de saúde do povo Zo’é refletem avanços significativos. Nos últimos cinco anos, foram registrados três óbitos, sem nenhuma ocorrência em 2025 até o momento. A cobertura vacinal entre indígenas acima de cinco anos alcança 100%, demonstrando a efetividade das ações de imunização no território. 

    Povo Zo’é 

    O contato oficial do povo Zo’é com a sociedade brasileira ocorreu na década de 1980, por meio da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai). Diante de relatos sobre a presença de não indígenas em seu território tradicional, a Funai iniciou ações de proteção, acompanhamento e vigilância territorial para garantir a integridade física, cultural e territorial dessa população. 

    Desde então, os Zo’é vêm sendo acompanhados por políticas específicas de proteção à saúde, ao território e à cultura, com foco na redução dos impactos negativos do contato e na preservação de sua autonomia. 

    Luiz Cláudio Moreira 
    Ministério da Saúde  

  • Ministério da Saúde anuncia primeiras adesões de hospitais privados e filantrópicos ao programa Agora Tem Especialistas

    Ministério da Saúde anuncia primeiras adesões de hospitais privados e filantrópicos ao programa Agora Tem Especialistas

    O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou, nesta sexta-feira (29/8), a adesão dos primeiros hospitais privados e filantrópicos ao programa Agora Tem Especialistas. Três unidades de saúde localizadas nos estados do Rio de Janeiro, Ceará e Pernambuco atenderão os pacientes do SUS, a fim de reduzir o tempo de espera por consultas, exames e cirurgias. Em troca, receberão créditos financeiros para abatimentos de dívidas federais.  

    A medida possibilita a conversão de dívidas de até R$ 1,3 bilhão/ano pela prestação de serviços especializados para o SUS com a concessão de créditos financeiros. Para adesão a essa modalidade, o Ministério da Saúde atualmente analisa manifestações de interesse de mais de 130 hospitais privados e filantrópicos. As instituições que, neste primeiro momento, vão reforçar a oferta de serviços de alta e média complexidade para a rede pública são: a Maternidade São Francisco (RJ), a Santa Casa de Misericórdia do Recife (PE) e a Santa Casa de Misericórdia de Sobral (CE).  

    “Todo esse esforço é para fortalecer a rede pública, apoiar hospitais que já atendem o SUS e mobilizar também a iniciativa privada, garantindo redução no tempo de espera por consultas, exames e cirurgias especializadas”, afirmou o ministro da Saúde, em São Paulo (SP).  

    Para participação no programa, o Ministério da Saúde avalia se oferta de serviços disponibilizada pelos hospitais privados e filantrópicos atende às necessidades locais e regionais do SUS. Além disso, checa se possuem capacidade técnica e operacional. Com a adesão aprovada, essas instituições farão parte de uma rede credenciada, destinada aos estados e municípios. Os atendimentos começam a partir do fechamento dos contratos 

    A expansão da oferta de serviços de saúde pelo Agora Tem Especialistas é realizada em parceria com os estados e municípios, atendendo às demandas apresentadas pelos gestores locais. Assim, a regulação do SUS continua a mesma, ou seja, os pacientes serão encaminhados pelas Centrais de Regulação das Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde, que são responsáveis por organizar as filas de espera e direcionar os usuários para os serviços disponíveis no setor público ou privado. 

    Novos equipamentos vão fortalecer e ampliar o tratamento oncológico no SUS 

    O ministro da Saúde também anunciou o investimento de R$ 142,3 milhões para aquisição de novos equipamentos que visam ampliar e fortalecer o tratamento do câncer no SUS, uma das áreas prioritárias do Agora Tem Especialistas.   

    “Estamos falando em investimentos em radioterapia, por meio do Pronon – um programa do Ministério da Saúde que autoriza instituições a captar doações com incentivo fiscal. Esse programa havia sido interrompido no governo anterior e agora foi retomado, prorrogado e tornado definitivo pelo governo do presidente Lula”, explicou o ministro.  

    A iniciativa possibilitará que estados do Nordeste, Norte e Centro-Oeste, regiões historicamente carentes em serviços oncológicos, passem a contar com equipamentos modernos e especializados. São 16 equipamentos, entre aceleradores lineares e tomógrafos, beneficiando nove estados.  

    A partir da seleção feita pelo Programa Nacional de Apoio à Atenção Oncológica (PRONON), treze aceleradores lineares serão destinados aos estados de Pernambuco (2), Goiás (1), Paraíba (1), Ceará (1), São Paulo (5), Minas Gerais (1), Rio Grande do Sul (1) e Paraná (1); e três tomógrafos para Rio de Janeiro (1), Ceará (1) e São Paulo (1).  Esses equipamentos começarão a funcionar a partir do ano que vem. 

    Até o final de 2026, o Agora Tem Especialistas vai destinar 121 aceleradores lineares para todo o Brasil, ampliando o acesso a radioterapia para 84,7 mil novos pacientes por ano. Desse total, 12 já foram entregues em cinco estados: CE, RS, SP, RJ e PI. 

    “Também estamos ampliando o Super Centro Brasil de Diagnóstico do Câncer, em parceria com o A.C. Camargo. Esse centro terá capacidade para realizar até 400 mil exames de anatomia patológica por ano, mais da metade da demanda nacional de exames de biópsia em oncologia”, finalizou Alexandre Padilha.  

    Agora Tem Especialistas mobiliza rede pública e privada para ampliar atendimento 

    Para reduzir o tempo de espera por consultas, exames e cirurgias, o Agora Tem Especialistas mobiliza toda a estrutura de saúde do Brasil, tanto pública quanto privada. Além das medidas para fortalecer o tratamento oncológico – uma das áreas prioritárias do programa –, uma série de outras iniciativas.   

    Já estão em andamento, por exemplo, o início de atendimentos por um hospital de plano de saúde em Recife (PE); a realização de mutirões em hospitais públicos e locais remotos; a ampliação de turnos de atendimento; o credenciamento de carretas para levar atendimento especializado em áreas de difícil acesso, e de prestadoras privadas de saúde volantes para atender os pacientes do SUS dentro dos hospitais públicos; além da distribuição de 3 mil kits de telessaúde para equipar as Unidades Básicas de Saúde.  

    Ministério da Saúde