Categoria: SAÚDE GOV

  • Municípios têm até 30 de novembro para aderir ao aperfeiçoamento da coordenação do cuidado a partir da atenção primária

    Municípios têm até 30 de novembro para aderir ao aperfeiçoamento da coordenação do cuidado a partir da atenção primária

    A partir de 15 de novembro, as gestões municipais de todo o País poderão aderir ao Projeto de Aperfeiçoamento da Prática em Coordenação do Cuidado a partir da Atenção Primária à Saúde (APS). A iniciativa pretende formar gratuitamente mais de 4 milhões de profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS), tanto da APS quanto da atenção especializada e da vigilância em saúde.

    “Queremos envolver trabalhadoras e trabalhadores de todos os níveis de atenção para ampliar a integralidade e a resolutividade do cuidado para toda a população”, ressalta a secretária de Atenção Primária do Ministério da Saúde, Ana Luiza Caldas. Ela lembra que essa é a maior oferta educacional do SUS nos últimos anos e que não há limite de vagas. “Ainda assim, para poderem se inscrever na qualificação, é imprescindível que os municípios façam a adesão ao projeto até o final deste mês”, complementa.

    O presidente do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), Hisham Hamida, lembra da Portaria GM/MS nº 8.284/2025, pactuada em setembro, que atualiza as diretrizes sobre formação e educação permanente em saúde na atenção primária, e inclui critérios para a liberação de trabalhadores para fazerem cursos e outras formações sem afetar a assistência no SUS. 

    “Agora todos os profissionais têm garantidas mensalmente as horas de afastamento para estudar, desenvolver suas habilidades e impactar positivamente o trabalho e, consequentemente, o atendimento aos cidadãos. Cabe à gestão avaliar quando liberar, se é viável ter mais de um profissional da mesma categoria ausentes no mesmo período e como garantir esse direito mantendo a oferta e a qualidade nos serviços de saúde”, explica.

    Assista ao vídeo de lançamento do Aperfeiçoamento

    Como fazer a adesão?

    O processo é 100% online por meio do e-Gestor APS:

    1. Entre no sistema com seu login e senha;
    2. Clique no botão “Gerencia APS”;
    3. Escolha o perfil “Gestor da Atenção Básica” e “Acessar sistema”;
    4. Depois, no quadro “Adesão”, selecione “Acessar”;
    5. No Painel de Adesão, clique em “Nova solicitação”;
    6. No campo “Selecione a estratégia”, escolha “Aperfeiçoamento da Prática em Coordenação do Cuidado da APS”;
    7. Digite o CPF e o nome do representante do município e, no final da página, concorde com o termo de adesão e clique em “Finalizar adesão”;
    8. Vai aparecer uma mensagem na sua tela perguntando se você tem certeza e deseja continuar. Clique em “sim” e a adesão será concluída;
    9. Conclua o processo até o dia 30 de novembro (último domingo do mês).

    Atenção: é necessário ter acesso ativo no “Gerencia APS” para fazer a adesão. Caso o município não utilize a funcionalidade por 90 dias ou mais, ela é desativada. Para retomar o acesso, a pessoa que tenha sido cadastrada com o perfil “Gestor da Atenção Básica” no município deve solicitar a reativação, que ocorre imediatamente, permitindo o acesso ao “Gerencia APS”.

    Caso o gestor não tenha e não saiba quem tem esse perfil cadastrado no e-Gestor APS no município ou se o perfil “Gestor da Atenção Básica” atrelado ao município estiver inativo, a solução é acessar o sistema como pessoa jurídica pelo Fundo Municipal de Saúde (FMS). Confira aqui todo o passo a passo para esses casos e reative o acesso ao “Gerencia APS”.

    O projeto

    A oferta educacional terá 360 horas, divididas em 15 módulos de 20h a 30h, e ficará disponível por dois anos a partir de março de 2026. Alunos poderão completar toda a qualificação ou se inscrever em módulos específicos, cujos temas abrangem princípios fundamentais da APS, instrumentos para a gestão clínica e a coordenação do cuidado, atenção à pessoa com câncer, equidade nos territórios, manejo de condições crônicas (transmissíveis ou não), cuidados paliativossaúde mental e abordagem às pessoas neurodivergentes, entre outros. A maior parte das atividades será online e assíncrona.

    Fazem parte dos objetivos do projeto a redução do tempo de espera para atendimentos, o fortalecimento do cuidado compartilhado entre todas as frentes que compõem o SUS – atenção primária, atenção especializada e vigilância em saúde – e a reorganização do processo de trabalho.

    O Projeto de Aperfeiçoamento da Prática em Coordenação do Cuidado a partir da Atenção Primária à Saúde é uma iniciativa do Ministério da Saúde e do Conasems, com apoio do Hospital AC Camargo Câncer Center, por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS (Proadi-SUS). A instituição disponibilizou profissionais especializados para integrarem o time de condutores e ativadores da qualificação. 

    Todos os municípios brasileiros poderão aderir ao projeto pelo e-Gestor APS entre os dias 15 e 30 de novembro. Após essa etapa, os profissionais de saúde de nível médio ou superior cujos municípios tiverem manifestado interesse poderão se inscrever pela plataforma de educação a distância Mais Conasems. As inscrições ficarão abertas de 10 a 29 de dezembro. 

    Ministério da Saúde e Conasems

  • Ministro da Saúde recebe 2,1 milhões de unidades de insulina glargina produzidas com tecnologia nacional

    Ministro da Saúde recebe 2,1 milhões de unidades de insulina glargina produzidas com tecnologia nacional

    O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, recebeu, nesta segunda-feira (17), em Guarulhos (SP), o primeiro lote de insulina glargina adquirido por meio de Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDP). As 2.109.000 unidades entregues reforçarão o estoque do Sistema Único de Saúde (SUS) para o tratamento de pessoas com diabetes tipos 1 e 2. A entrega marca um avanço estratégico para fortalecer a produção nacional de medicamentos e reduzir a dependência do mercado externo. 

    Com a transferência de tecnologia do medicamento para o laboratório público de Bio-Manguinhos (Fiocruz), o produto passará a ter produção nacional, com fabricação viabilizada pela empresa brasileira de biotecnologia Biomm. Atualmente, a propriedade é da farmacêutica chinesa Gan&Lee. 

    “Um grande dia para o Sistema Único de Saúde e para a soberania do Brasil. Uma grande parceria que traz garantia e segurança para os pacientes que têm diabetes no paísIsso é parte de uma política do governo federal, do presidente Lula, de usar o poder de compra do SUS para aumentar o desenvolvimento industrial brasileiro, a fim de garantir medicamentos gratuitos e assistência farmacêutica à população”, destacou o ministro, Alexandre Padilha. 

    Foto: Rafael Nascimento/MS
    Foto: Rafael Nascimento/MS

    Até o final deste ano, o Ministério da Saúde vai receber mais 4,7 milhões de unidades do medicamento, com investimento de R$ 131,8 milhões do governo federal para a aquisição em 2025. A iniciativa fortalece a soberania e a inovação do Brasil, no âmbito do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (CEIS), reduzindo a dependência do mercado externo e fortalecendo o SUS. 

    O projeto da PDP também contempla a produção nacional do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) – uma ação inédita na América Latina. O desenvolvimento da tecnologia ocorrerá na planta de Bio-Manguinhos, unidade da Fiocruz responsável pela pesquisa, desenvolvimento e produção de vacinas, kits para diagnóstico, biofármacos e terapias avançadas destinados prioritariamente ao SUS, no Ceará.  

    “Essa primeira entrega tem um simbolismo muito grande. É a ciência e tecnologia a favor do fortalecimento do SUS e diminuindo a dependência do mercado externo para a produção de medicamentos no país. Com isso, temos mais soberania, geração de emprego e ampliação do acesso ao tratamento para milhões de brasileiros”, disse o presidente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Mario Moreira. 

    Ao fim do processo, o Brasil terá domínio completo das etapas de produção, garantindo maior estabilidade no fornecimento do medicamento aos usuários do SUS e impulsionando o desenvolvimento tecnológico no país. Ao todo, o investimento é de R$ 510 milhões com recursos do Novo PAC. 

    PDP e fortalecimento do SUS 

    As Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDP) ampliam o acesso da população a medicamentos, vacinas e insumos em saúde. O modelo une instituições públicas e empresas privadas à absorção de tecnologia para o domínio da produção nacional do medicamento, do insumo farmacêutico ativo (IFA), além de toda tecnologia envolvida. 

    No caso da insulina glargina, a transferência de tecnologia entre a farmacêutica Gan&Lee e a Biomm começou após a primeira compra do medicamento, efetivada no final de outubro deste ano. A previsão é que, ao final do processo, sejam produzidas cerca de 70 milhões de unidades por ano. 

    O projeto também inclui etapas como embalagem, controle de qualidade dos insumos e fabricação do produto acabado no Brasil, permitindo a produção local do medicamento que será distribuído pelo SUS. 

    Produção nacional de insulina NPH e Regular 

    Além da insulina glargina, o Ministério da Saúde mantém uma PDP para a produção e oferta de insulinas NPH e Regular, frascos e tubetes, por meio de acordo de cooperação técnica com a farmacêutica indiana Wockhardt, o laboratório público Fundação Ezequiel Dias (Funed) e a Biomm. A transferência de tecnologia entre as empresas já começou, com 710.356 unidades de insulina entregues. 

    A expectativa é produzir 8 milhões de unidades até 2026, com investimento de R$ 142 milhões do governo federal.  

    SUS: referência em tratamento integral 

    O SUS garante assistência integral às pessoas com diabetes, desde o diagnóstico, monitoramento até o tratamento, conforme o quadro clínico de cada paciente. A porta de entrada para o cuidado é a Atenção Primária à Saúde, responsável pelo acompanhamento contínuo realizado por equipes multiprofissionais. Atualmente, são ofertados quatro tipos de insulina: humanas NPH e Regular, e análogas de ação rápida e prolongada, além de medicamentos orais para o tratamento do diabetes mellitus. 

    Danielly Schulthais  
    Ministério da Saúde 

  • Ministério da Saúde alerta para a conscientização sobre a resistência aos antimicrobianos

    Realizada de 18 a 24 de novembro, a Semana Mundial de Conscientização sobre a Resistência aos Antimicrobianos (RAM) é uma mobilização global que alerta para a importância do uso responsável de medicamentos antimicrobianos, como antibióticos, antivirais, antifúngicos e antiparasitários. Em 2025, a campanha traz como tema “Tome uma atitude agora! Proteja nosso presente. Garanta nosso futuro”, e reforça o papel essencial de cada cidadão na preservação da eficácia desses medicamentos, fundamentais para o tratamento de infecções e para a segurança de procedimentos médicos como cirurgias, quimioterapia e transplantes. 

    A RAM ocorre quando bactérias, vírus, fungos e parasitas sofrem mutações ao longo do tempo, evoluem e não respondem mais aos medicamentos, tornando os tratamentos ineficazes. O Ministério da Saúde reforça que o problema representa uma crise de saúde pública mundial, compromete a capacidade de tratar infecções comuns e aumenta os riscos em intervenções médicas que dependem de antibióticos eficazes. 

    Estimativas globais apontam que a resistência bacteriana já causa 1,3 milhão de mortes diretas por ano. A conscientização, bem como medidas urgentes de prevenção coordenadas e intersetoriais, devem ser tomadas para evitar que o problema se torne a principal causa de morte no planeta até 2050, com mais de 39 milhões de óbitos atribuídos à resistência. Se disseminada, a RAM pode ocasionar que infecções como infecção urinária e pneumonia, se tornem intratáveis. 

    Uso inadequado de medicações é o principal fator de risco 

    Entre as principais causas do avanço da resistência estão o uso indevido e excessivo de antimicrobianos – com destaque para a automedicação – o uso de antibióticos para doenças virais, a interrupção precoce dos tratamentos e o compartilhamento de medicamentos. Essas práticas não apenas prejudicam o tratamento individual, mas também contribuem para a disseminação de microrganismos resistentes na comunidade. 

    A campanha destaca medidas práticas e acessíveis que podem ser adotadas para conter a propagação da resistência, como usar antimicrobianos somente com prescrição médica e seguir corretamente a dose, o horário e o tempo de tratamento indicados; evitar pressionar o profissional de saúde pela prescrição de antibióticos quando não são necessários; prevenir infecções por meio da higiene frequente e correta das mãos, da segurança alimentar e da vacinação em dia; e fazer o descarte adequado de medicamentos vencidos ou sobras em pontos de coleta específicos, evitando jogá-los no lixo comum, na pia ou no vaso sanitário. 

    O papel da Atenção Primária 

    A Atenção Primária à Saúde (APS) e o Agente Comunitário de Saúde (ACS) desempenham papel estratégico na prevenção e no combate à resistência aos antimicrobianos. O agente é o elo mais próximo entre o Sistema Único de Saúde (SUS) e a comunidade, orientando sobre o uso racional de medicamentos, a importância da prevenção de infecções e o encaminhamento à Unidade Básica de Saúde (UBS) para avaliação adequada. Além disso, o profissional atua no acompanhamento de tratamentos, reforçando a necessidade de seguir as prescrições até o fim, mesmo após a melhora dos sintomas. 

    A Semana Mundial de Conscientização sobre a Resistência aos Antimicrobianos é um chamado à ação coletiva. Manter a eficácia dos antimicrobianos é uma responsabilidade compartilhada por todos: profissionais de saúde, gestores públicos e cidadãos. A adoção de hábitos conscientes e preventivos contribui para garantir que esses medicamentos continuem salvando vidas, hoje e no futuro.

    Suellen Siqueira
    Ministério da Saúde

  • Hospital privado em Alagoinhas é o primeiro da Bahia a participar do programa Agora Tem Especialistas. Pacientes do SUS receberão atendimento gratuito

    O Ministério da Saúde aprovou a adesão do Hospital Alagoinhas ao programa Agora Tem Especialistas. Assim, a unidade hospitalar poderá atender os pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) em troca da quitação de impostos federais. Esse será o primeiro hospital particular no estado da Bahia a oferecer atendimento médico especializado pelo programa à população com diversos tipos de cirurgias. Os pacientes serão encaminhados pelas secretarias municipais ou estaduais de saúde, de acordo com os critérios definidos por suas centrais de regulação, ou seja, os atendimentos serão previamente agendados pelos gestores locais do SUS. 

    Neste sábado (15), o diretor nacional do programa Agora Tem Especialistas, do Ministério da Saúde, Rodrigo Oliveira, visitou o Hospital Alagoinhas (HA), no município baiano de mesmo nome, juntamente com autoridades estaduais e municipais. Na ocasião, ele disse que a demanda por cirurgias ortopédicas de alta complexidade partiu do município. 

    “Essa demanda foi prontamente atendida pelo hospital, com a inserção de próteses de quadril e joelho. Isso vai contribuir muito não só para reduzir o tempo de espera da população por esse tipo de atendimento médico, mas, também, para reduzir as distâncias percorridas pela grande maioria de pacientes que precisa se deslocar até Salvador (BA) para cuidar da saúde. Assim, o programa do governo federal, realizado em parceria com os estados e municípios, levará mais conforto, segurança e agilidade para os pacientes”, explicou.  

    Pelo Agora Tem Especialistas, o HA deve converter R$ 3,5 milhões em atendimentos para o SUS em créditos financeiros, que serão usados para abatimento de tributos federais a vencer.  Esse volume de recursos, que significa uma média de R$ 500 mil mensais de oferta de atenção especializada, será trocado por uma média de 100 cirurgias por mês em Alagoinhas.   

    A unidade hospitalar ofertará para a rede pública atendimentos especializados, como cirurgia geral; cirurgia do sistema osteomuscular (ortopédica); do aparelho geniturinário (urológica); do sistema da visão (oftalmológica); de vias aéreas superiores (otorrinolaringológica); cirurgias da face, cabeça e pescoço; cirurgia do aparelho digestivo, incluindo colectomia (remoção parcial ou total do cólon), pequenas cirurgias de pele, mucosa e tecido subcutâneo; e outras cirurgias por videolaparoscopia.  

    Ações para reduzir o tempo de espera no SUS   

    O programa Agora Tem Especialistas conta com uma série de ações para aumentar a capacidade do SUS, com o objetivo de reduzir o tempo de espera por consultas, exames e cirurgias em seis áreas prioritárias: oncologia, ginecologia, cardiologia, ortopedia, oftalmologia e otorrinolaringologia. 

    A mobilização de toda a estrutura de saúde do Brasil – pública e privada – é a estratégia central do programa, que engloba diferentes frentes de atuação. Entre elas, está a adesão de hospitais privados e filantrópicos, que poderão atender a pacientes do SUS em troca da quitação de dívidas tributárias com o uso dos créditos financeiros gerados a partir da prestação do serviço. 

    Sobre o Hospital Alagoinhas 

    O Hospital Alagoinhas é o maior de toda a região atendida pela Diretoria Regional de Saúde de Alagoinhas, que engloba 32 municípios em um raio aproximado de 200 quilômetros. A unidade também atende ao público em trânsito nas rodovias, pois está localizada em uma área cortada por duas BRs: a 101, que liga o Norte ao Sul do país, e a 110, que passa pelos municípios de Ribeira do Pombal e Paulo Afonso, conectando toda a região norte da Bahia 

    Letícia Belém e Luciana Lima

  • Carretas do Agora Tem Especialistas atendem mais de 9 mil pacientes do SUS no país e devolvem a visão para 720 pessoas em Ribeirão Preto

    Em pouco mais de um mês, mais de 9 mil pessoas que moram em locais de difícil acesso ou com pouca estrutura de saúde foram atendidas nas carretas do programa Agora Tem Especialistas, do governo federal. Nas 33 unidades móveis que estão atendendo pacientes do Sistema Único de Saúde nas cinco regiões do país, foram realizados mais de 22,4 mil procedimentos, entre consultas, exames, biópsias e até cirurgias oftalmológicas. Em Ribeirão Preto (SP), por exemplo, 720 pessoas submetidas a cirurgias de catarata voltaram a enxergar em vista do atendimento prestado. Nos 32 municípios de 22 estados brasileiros onde estão localizadas, as carretas levam serviços de saúde até onde a população está, encurtando distâncias e reduzindo o tempo de espera na rede pública de saúde.

    O balanço da ação do governo federal – que teve início em outubro em locais com vazios assistenciais, além de cidades-polo -, foi divulgado pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em Ribeirão Preto, neste sábado (15). “As maiores demandas que nós temos no SUS são de procedimentos oftalmológicos. Então, este é um avanço importante e não vamos parar por aqui. No país inteiro, são mais de 30 unidades de carretas como essa, que realizam exames, consultas especializadas, cirurgias. Dependendo do perfil da região, enviamos uma carreta preparada para fazer um exame específico e percorrer diversos municípios”, explicou o ministro.

    Ofertadas pelo Ministério da Saúde e pela Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AGSUS), as carretas são uma das ações do Agora Tem Especialistas, criado para desafogar a demanda reprimida por atendimento especializado, reduzindo o tempo de espera por consultas, exames e cirurgias. Elas recebem pacientes do SUS encaminhados pelas secretarias municipais ou estaduais de saúde. 

    A iniciativa começou no Outubro Rosa, no dia 10, com unidades de saúde da mulher com foco na prevenção e diagnóstico de câncer de mama e de colo do útero. Entre os procedimentos mais realizados, estão mamografias (4.435), consultas médicas (4.145), ultrassonografias transvaginais (2.398) e ultrassonografias mamárias bilaterais (1.727). 

    Já nas carretas oftalmológicas – que entraram em operação posteriormente -, os procedimentos mais demandados foram mapeamento de retina (1.602), consulta médica (1.602), tonometria (1.446), facoemulsificação com implante de lente intra-ocular dobrável (1.085) e ultrassonografia de globo ocular/órbita (720).  Importante ressaltar que as 760 teleconsultas ampliaram o acesso aos cuidados especializados, mostrando que a iniciativa do Agora Tem Especialistas não tem fronteira.  O balanço divulgado considera os atendimentos de 10 de outubro até 13 de novembro.

    Atendimento em todo o país 

    As carretas do programa devem permanecer por, no mínimo, 30 dias em cada localidade. Por isso, aquelas que já fecharam esse ciclo vão começar o deslocamento para outros municípios. É o caso da unidade oftalmológica visitada pelo ministro em Ribeirão Preto, que deve seguir para Teixeira de Freitas (BA) no final do mês. No período em permaneceu no município paulista, a unidade ofertou 8.352 procedimentos, beneficiando 1.762 pacientes que contam com a rede pública para cuidarem de sua saúde.  

    As unidades de atendimento móvel do Agora Tem Especialistas estão atendendo pacientes do SUS nestes municípios: Senhor do Bonfim (BA), Paulo Afonso (BA), Goiânia (GO) com duas unidades, Campo Grande (MS), Juiz de Fora (MG), Diamantina (MG), Rio Branco (AC), Imperatriz (MA), Palmas (TO), Lagarto (SE), Humaitá (AM), Macapá (AP), Russas (CE), Juazeiro do Norte (CE), Crato (CE), Arapongas (PR), Foz do Iguaçu (PR), Campina Grande (PB), Patos (PB), Porto Velho (RO), Abaetetuba (PA), Floriano (PI), Distrito Federal (DF), Pelotas (RS), Rio de Janeiro (RJ), Japeri (RJ), Ribeirão Preto (SP), Registro (SP), Recife (PE), Garanhuns (PE), Arapiraca (AL) e Santana do Ipanema (AL). 

    Nem todas as carretas completaram 30 dias na localidade onde estão, já que a iniciativa vem sendo implementada em ciclos, com o início do atendimento em momentos diferentes. Para ampliar a capacidade de o SUS ofertar serviços de saúde de média e alta complexidade, o Agora Tem Especialistas deve colocar em funcionamento o total de 150 carretas até o final de 2026. 

    Habilitação de novos leitos de UTI e aumento do Teto MAC

    Ainda no estado de São Paulo, ministro Alexandre Padilha participou, em Araras (SP), da inauguração de um novo setor de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no Hospital São Leopoldo Mandic. A unidade passa a contar com 8 novos leitos do SUS, contribuindo para a expansão e o fortalecimento da assistência em saúde na região. Atualmente, o hospital conta com 155 leitos, sendo 73 destinados à rede pública de saúde.

    inauguração uti
    Foto: Rafael Nascimento/MS

    “Nós já colocamos mais recursos no ano passado, inclusive, para ajudar na reforma, em todo esse processo de reformulação aqui. E assinamos mais R$ 33 milhões para o Fundo Municipal de Saúde de Araras, recursos que podem vir direto para o funcionamento do Hospital Leopoldo Mandic. E sei que o recurso quando chega aqui vira mais obra, mais cirurgia, mais atendimento para a população”, destacou o ministro. Padilha. 

    Para assegurar a continuidade e qualidade dos serviços, o município de Araras recebeu um incremento no Teto MAC superior a R$ 33,4 milhões. O recurso federal é destinado a custear ações de saúde de média e alta complexidade.

    Ministério da Saúde

     

  • Ministério da Saúde firma parceria para construção do primeiro hospital inteligente do SUS no HC da USP

    O Ministério da Saúde assinou, nesta sexta-feira (14), o acordo de cooperação técnica para implantação do Instituto Tecnológico de Emergência do Hospital das Clínicas da USP, o primeiro hospital inteligente do Sistema Único de Saúde. Além do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, o Ministério da Saúde vai implementar uma rede nacional de serviços de saúde de alta precisão, que prevê também 14 UTIs nas cinco regiões do país e a modernização de unidades de excelência no Rio de Janeiro e Distrito Federal.

    Com o documento, que oficializa a parceria com a USP e o estado de São Paulo, que fará a cessão do terreno, o Ministério da Saúde conclui as etapas finais do pedido de investimento junto ao Banco do BRICS para viabilizar o projeto, na ordem de R$ 1,7 bilhão.

    “O hospital inteligente e a rede de serviços de alta precisão só é possível graças à cooperação internacional, que envolve bancos de desenvolvimento, parceiros estratégicos e instituições de pesquisa. O Brasil entra com força nesse novo ambiente global de reorganização da saúde, onde tecnologia da informação, inteligência artificial e práticas inovadoras estão redesenhando a forma de cuidar das pessoas. Esse projeto é um marco para o SUS, para a inovação tecnológica e para o papel do país no cenário internacional”, afirmou o ministro. A rede nacional de serviços de medicina de alta precisão do SUS faz parte do Programa Agora Tem Especialistas do Ministério da Saúde, voltado à expansão da atenção especializada.

    A idealizadora do projeto do Hospital Inteligente de Urgência e Emergência, a Professora Titular de Emergências da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, Ludhmila Hajjar, destaca a importância de se criar hospitais inteligentes no país. “O paciente grave, de emergência, é o que mais se beneficia dessas tecnologias redutoras de tempo, que vão instituir terapias personalizadas. Esse hospital dá um salto para a medicina de precisão, centrada no paciente. É um SUS que vai cuidar de maneira eficiente e segura do paciente de alta complexidade”, explica.

    Em março deste ano, em um dos primeiros atos da gestão como ministro da Saúde, Alexandre Padilha apresentou a proposta para a implementação da rede nacional de serviços inteligentes junto ao Banco dos BRICS. Em julho, o pleito foi anunciado pela presidente da instituição financeira, Dilma Rousseff, durante reunião de lideranças do bloco no Rio de Janeiro. Em outubro, durante agenda oficial na China, o ministro Padilha firmou acordos de cooperação tecnológica com instituições chinesas e apresentou o projeto ao banco para reforçar o apoio financeiro da instituição para a construção do instituto.

    Missão técnica do banco do BRICS já visitou o local previsto para a construção do novo Instituto do HC-USP, sendo a assinatura do ACT pelo Ministério da Saúde, governo do Estado de São Paulo, Faculdade de Medicina da USP e Hospital das Clínicas o último documento para a avaliação final. 

    Ministério da Saúde

     

  • Carreta de exames de imagem do programa Agora Tem Especialistas chega ao Crato (CE)

    Carreta de exames de imagem do programa Agora Tem Especialistas chega ao Crato (CE)

    O Ministério da Saúde entregou, nesta sexta-feira (14), uma nova carreta de exames de imagem do programa Agora Tem Especialistas ao município do Crato (CE). Com capacidade para realizar 60 atendimentos por dia (30 por turno), a carreta atenderá pacientes previamente agendados pelas secretarias municipais e estaduais de saúde, de acordo com os critérios definidos nas centrais de regulação. O Agora Tem Especialistas é uma iniciativa do governo federal que amplia a capacidade do Sistema Único de Saúde (SUS) para reduzir o tempo de espera por consultas, exames e cirurgias. 

    Durante o lançamento da carreta, a superintendente do Ministério da Saúde Kelly Arruda disse que o foco desse trabalho é ofereceatendimento especializado para quem precisa, principalmente os mais necessitados. A unidade realizará diversas tomografias, exames importantes para o diagnóstico precoce de diversas doenças, em especial, o câncer. Como regra, os pacientes são regulados pela Secretaria de Saúde do Estado, para concentrar as demandas existentes. Essa regulação é feita em parceria com as superintendências regionais. 

    Com a chegada da carreta, o Ceará passa a contar com três unidades do programa em operação. A região do Cariri, agora com duas: no Crato e em Juazeiro do Norte, que soma esforços com a unidade de Russas. Esta é a terceira carreta de exames de imagem do país. 

    A carreta funcionará de segunda a sábado, das 8h às 17h, e permanecerá por pelo menos 30 dias no Parque de Exposição Pedro Felício Cavalcante, onde atenderá pacientes do Crato e de outros 44 municípios da Região de Saúde do Cariri.   

    Atualmente, o programa soma 33 carretas em funcionamento em 22 estados, contemplando todas as regiões do país. Entre elas28 estão voltadas à saúde da mulher, duas são de oftalmologia — a mais recente entregue em Foz do Iguaçu (PR) inaugurada nesta quinta-feira (13) — e três de exames de imagem.   

    Serviços e estrutura  

    Com capacidade para realizar mais de 1,3 mil tomografias computadorizadas por mês, a carreta vai ofertar tomografias do abdome superior; da pelve, bacia e abdome inferior; do hemitórax, do pulmão ou do mediastino; do tórax; das articulações dos membros superiores e inferiores; dos segmentos apendiculares (braço, antebraço, mão, coxa, perna e pé); da coluna lombo-sacra com ou sem contraste; da sela túrcica; do crânio; da coluna cervical; da coluna torácica; do pescoço; e da face, dos seios da face e das articulações temporomandibulares. Os laudos serão entregues em até sete dias úteis.  

    A unidade conta com ambiente climatizado e acessível, conectividade com a Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS) e compartimentos técnicos que garantem autonomia de operação. O espaço abriga sala de tomografia com tomógrafo helicoidal de 16 canais, sala de comando para processamento das imagens e uma tenda externa climatizada com 60 assentos, TV e bebedouro. A estrutura segue padrões rigorosos de proteção radiológica, possui climatização setorizada e equipamentos de TI e energia própria, permitindo o funcionamento contínuo e seguro da unidade.  

    Integração do cuidado  

    A carreta funcionará de forma integrada à rede de saúde local, articulando-se com a Atenção Primária, a rede ambulatorial e hospitalar. Os atendimentos serão regulados pela Central Municipal de Regulação, respeitando a ordem única pactuada com o território. Após o exame, a equipe realiza a atualização do prontuário, a contrarreferência e o encaminhamento para continuidade do cuidado.  

    A oferta de atendimento nas carretas é realizada pelo Ministério da Saúde e pela Agência Brasileira de Apoio à Gestão do Sistema Único de Saúde (AgSUS). O programa prevê a circulação de 150 carretas em todo o país até 2026, levando atendimento especializado aos quatro cantos do Brasil, especialmente em regiões marcadas por vazios assistenciais. 

    Erika Mavignier e Luciana Lima
    Ministério da Saúde

  • Municípios têm até 30 de novembro para aderir a curso de aperfeiçoamento da coordenação do cuidado a partir da atenção primária

    Municípios têm até 30 de novembro para aderir a curso de aperfeiçoamento da coordenação do cuidado a partir da atenção primária

    A partir de 15 de novembro, as gestões municipais de todo o País poderão aderir ao Projeto de Aperfeiçoamento da Prática em Coordenação do Cuidado a partir da Atenção Primária à Saúde (APS). A iniciativa pretende formar gratuitamente mais de 4 milhões de profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS), tanto da APS quanto da atenção especializada e da vigilância em saúde.

    “Queremos envolver trabalhadoras e trabalhadores de todos os níveis de atenção para ampliar a integralidade e a resolutividade do cuidado para toda a população”, ressalta a secretária de Atenção Primária do Ministério da Saúde, Ana Luiza Caldas. Ela lembra que essa é a maior oferta educacional do SUS nos últimos anos e que não há limite de vagas. “Ainda assim, para poderem se inscrever na qualificação, é imprescindível que os municípios façam a adesão ao projeto até o final deste mês”, complementa.

    O presidente do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), Hisham Hamida, lembra da Portaria GM/MS nº 8.284/2025, pactuada em setembro, que atualiza as diretrizes sobre formação e educação permanente em saúde na atenção primária, e inclui critérios para a liberação de trabalhadores para fazerem cursos e outras formações sem afetar a assistência no SUS. 

    “Agora todos os profissionais têm garantidas mensalmente as horas de afastamento para estudar, desenvolver suas habilidades e impactar positivamente o trabalho e, consequentemente, o atendimento aos cidadãos. Cabe à gestão avaliar quando liberar, se é viável ter mais de um profissional da mesma categoria ausentes no mesmo período e como garantir esse direito mantendo a oferta e a qualidade nos serviços de saúde”, explica.

    Como fazer a adesão?

    O processo é 100% online por meio do e-Gestor APS:

    1. Entre no sistema com seu login e senha;
    2. Clique no botão “Gerencia APS”;
    3. Escolha o perfil “Gestor da Atenção Básica” e “Acessar sistema”;
    4. Depois, no quadro “Adesão”, selecione “Acessar”;
    5. No Painel de Adesão, clique em “Nova solicitação”;
    6. No campo “Selecione a estratégia”, escolha “Aperfeiçoamento da Prática em Coordenação do Cuidado da APS”;
    7. Digite o CPF e o nome do representante do município e, no final da página, concorde com o termo de adesão e clique em “Finalizar adesão”;
    8. Vai aparecer uma mensagem na sua tela perguntando se você tem certeza e deseja continuar. Clique em “sim” e a adesão será concluída;
    9. Conclua o processo até o dia 30 de novembro (último domingo do mês).

    Atenção: é necessário ter acesso ativo no “Gerencia APS” para fazer a adesão. Caso o município não utilize a funcionalidade por 90 dias ou mais, ela é desativada. Para retomar o acesso, a pessoa que tenha sido cadastrada com o perfil “Gestor da Atenção Básica” no município deve solicitar a reativação, que ocorre imediatamente, permitindo o acesso ao “Gerencia APS”.

    Caso o gestor não tenha e não saiba quem tem esse perfil cadastrado no e-Gestor APS no município ou se o perfil “Gestor da Atenção Básica” atrelado ao município estiver inativo, a solução é acessar o sistema como pessoa jurídica pelo Fundo Municipal de Saúde (FMS). Confira aqui todo o passo a passo para esses casos e reative o acesso ao “Gerencia APS”.

    O projeto

    A oferta educacional terá 360 horas, divididas em 15 módulos de 20h a 30h, e ficará disponível por dois anos a partir de março de 2026. Alunos poderão completar toda a qualificação ou se inscrever em módulos específicos, cujos temas abrangem princípios fundamentais da APS, instrumentos para a gestão clínica e a coordenação do cuidado, atenção à pessoa com câncer, equidade nos territórios, manejo de condições crônicas (transmissíveis ou não), cuidados paliativossaúde mental e abordagem às pessoas neurodivergentes, entre outros. A maior parte das atividades será online e assíncrona.

    Fazem parte dos objetivos do projeto a redução do tempo de espera para atendimentos, o fortalecimento do cuidado compartilhado entre todas as frentes que compõem o SUS – atenção primária, atenção especializada e vigilância em saúde – e a reorganização do processo de trabalho.

    O Projeto de Aperfeiçoamento da Prática em Coordenação do Cuidado a partir da Atenção Primária à Saúde é uma iniciativa do Ministério da Saúde e do Conasems, com apoio do Hospital AC Camargo Câncer Center, por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS (Proadi-SUS). A instituição disponibilizou profissionais especializados para integrarem o time de condutores e ativadores da qualificação. 

    Todos os municípios brasileiros poderão aderir ao projeto pelo e-Gestor APS entre os dias 15 e 30 de novembro. Após essa etapa, os profissionais de saúde de nível médio ou superior cujos municípios tiverem manifestado interesse poderão se inscrever pela plataforma de educação a distância Mais Conasems. As inscrições ficarão abertas de 10 a 29 de dezembro. 

    Laísa Queiroz
    Ministério da Saúde

  • Saúde realiza quase 2 mil atendimentos durante a COP30

    Saúde realiza quase 2 mil atendimentos durante a COP30

    Belém (PA) – O Centro Integrado de Operações Conjuntas da Saúde (CIOCS) registrou, até esta sexta-feira (14), quase 2 mil atendimentos na rede de saúde durante a COP30 desde o início da operação. O balanço evidencia a capacidade de resposta do SUS em grandes eventos, com uma estrutura planejada para atender visitantes e a população do estado.

    Na capital paraense, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou a preparação da rede para receber o evento. “Muita gente dizia que Belém não teria capacidade de atender o grande fluxo de visitantes da COP30. Mas, o Centro de Operações e Controle da Saúde já registrou quase 2 mil atendimentos, sem interromper o atendimento regular do SUS à população local”, afirmou.

    Desde 3 de novembro, foram realizados mais de 1.950 atendimentos, em sua maioria clínicos, o que demonstra o pleno funcionamento da rede local mesmo com o aumento da demanda. Dos atendimentos registrados, 95% dos pacientes foram avaliados e liberados no próprio local, com queixas principalmente de dor de cabeça, dor abdominal e mal-estar geral.

    O monitoramento das ações de saúde em todo o estado é coordenado pelo CIOCS, que opera 24 horas por dia e reúne equipes do Ministério da Saúde, do Governo do Pará e da Prefeitura de Belém. A estrutura acompanha diariamente o fluxo de atendimentos, monitora a situação das unidades de saúde e articula respostas rápidas diante de qualquer necessidade. O trabalho integra serviços municipais, estaduais e federais, além de pontos de assistência instalados próximos aos espaços da conferência.

    Entre as principais estruturas da operação está o hospital de campanha da Força Nacional do SUS, que concentra 30% dos atendimentos e já ultrapassou 600 registros desde o início dos trabalhos. A unidade recebe, sobretudo, casos clínicos como dor de cabeça, náuseas, indisposição e dores abdominais.

    Durante visita ao CIOCS e ao hospital de campanha, o ministro da Saúde destacou a capacidade de resposta da rede de saúde e o comprometimento das equipes, e elogiou a dedicação dos profissionais em campo.

    “Ontem, por volta de meia-noite, visitei o hospital de campanha, era o único horário possível, e encontrei toda a equipe trabalhando. Só o hospital de campanha já somava mais de 500 atendimentos até ontem, mostrando a força e a preparação da saúde paraense”, disse Padilha.

    A operação segue ativa durante toda a COP30, reforçando a estratégia de cuidado integral e acolhimento adotada pelo SUS em eventos de grande porte. Para a população e para os visitantes, a mensagem é clara: a saúde pública está preparada, presente e funcionando plenamente.

     Amanda Milan
    Ministério da Saúde

  • Agora Tem Especialistas vai atender mais de 1200 indígenas do território Xavante

    Agora Tem Especialistas vai atender mais de 1200 indígenas do território Xavante

    Depois de atender a população indígena dos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI) Alto Rio Solimões, Médio Rio Solimões e Afluentes e Vale do Javari, o mutirão de atendimento do Programa Agora Tem Especialistas do Ministério da Saúde chega ao DSEI Xavante neste sábado (15). A iniciativa tem por objetivo ampliar o acesso à atenção especializada dos pacientes indígenas, reduzir a morbidade por agravos prioritários, como tuberculose, doenças crônicas não transmissíveis, enfermidades oftalmológicas e fortalecer a integração entre atenção primária e especializada, com fluxos de referência que incluem a rede de saúde pública local.

    Por meio de um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) entre a Associação Expedicionários da Saúde (EDS), a Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS) e o Ministério da Saúde, a ação também busca promover o atendimento integral às mulheres e crianças indígenas, com enfoque na atenção especializada, respeitando os aspectos locais e culturais do povo Xavante.

    A expectativa é que sejam realizados pelo menos 1.230 atendimentos considerando atividades clínicas nas áreas de oftalmologia, pediatria, ginecologia e ultrassonografia. A ação ocorre até o dia 23 de novembro prioritariamente nos Polos Base de Sangradouro e Marãiwatsédé. O investimento é de R$ 759.805,00.

    Expedicionários da saúde

    A Associação Expedicionários da Saúde (EDS) é uma organização sem fins lucrativos, qualificada como OSCIP, com atuação iniciada em 2003 e consolidada ao longo de mais de duas décadas de serviços prestados de forma gratuita e complementar ao SUS, em articulação direta com o Ministério da Saúde, Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e organizações indígenas. A expedição Xavante é a 57ª da EDS.

    As missões se destacam pela criação e operacionalização do Centro Cirúrgico Móvel, uma tecnologia social pioneira que consiste em uma estrutura equipada com até cinco salas cirúrgicas e clínicas de especialidades (ginecologia, pediatria, oftalmologia, ortopedia, odontologia e clínica médica), viabilizando procedimentos com segurança e resolutividade em regiões de acesso extremamente restrito.

    Luiz Cláudio Moreira
    Ministério da Saúde