Categoria: SAÚDE GOV

  • Ministério da Saúde lança Guia para qualificar atendimento de emergências no SUS

    Ministério da Saúde lança Guia para qualificar atendimento de emergências no SUS

    O Ministério da Saúde lançou, no dia 05/02, o Guia de Boas Práticas do Projeto Lean nas Emergências, durante qualificação nacional voltada à gestão e aos fluxos assistenciais nos serviços de urgência e emergência do Sistema Único de Saúde (SUS). O encontro foi realizado entre os dias 3 e 6 de fevereiro e reuniu profissionais de hospitais públicos e filantrópicos de todas as regiões do país.

    A atividade integrou o Projeto Lean nas Emergências, iniciativa do Ministério da Saúde desenvolvida no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS (PROADI-SUS), em parceria com as Entidades de Saúde de Reconhecida Excelência (ESRE), como Hospital Alemão Oswaldo Cruz, HCor Hospital do Coração, Hospital Moinhos de Vento, Hospital Israelita Albert Einstein, Hospital Sírio-Libanês e Beneficência Portuguesa de São Paulo. Na tradução livre, em português, Lean quer dizer enxuto. Trata-se de uma metodologia que visa melhorar a gestão de hospitais públicos e filantrópicos, racionalizando recursos e otimizando espaços e insumos. 

    Durante o evento, os participantes passaram por treinamento em Gestão de Alta Performance em Emergências (GAPE). A formação prepara profissionais indicados pelas gestões hospitalares para atuar como multiplicadores da metodologia Lean nos serviços de urgência e emergência.

    Para o coordenador-geral de Urgência do Ministério da Saúde, Felipe Reque, o lançamento do Guia marca um momento estratégico para a gestão pública da saúde. Segundo ele, o material consolida experiências aplicadas em hospitais de todo o país e oferece apoio prático aos gestores. De acordo com Reque, o projeto atua a partir da seleção de portas de urgência em hospitais do SUS, que recebem, ao longo de um ano, o apoio de equipes especializadas, com diagnóstico de demanda e capacidade do setor de emergência hospitalar baseado em indicadores assistenciais e tempos de espera. A partir desse diagnóstico, são desenvolvidas intervenções direcionadas para enfrentar os principais gargalos que impactam o atendimento nas emergências.

    Atuação conjunta fortalece resultados

    Gestores destacaram o caráter colaborativo da iniciativa. Para o gerente médico da Beneficência Portuguesa de São Paulo, Rodrigo Almeida, a experiência reforça o papel da gestão como elemento central para qualificar o cuidado. “A aplicação da metodologia Lean nas emergências mostra que a gestão eficiente salva vidas, ao melhorar fluxos, aumentar a segurança e tornar o atendimento mais ágil e centrado no paciente”, avaliou.

    Na mesma linha, a gerente de projetos do Hospital Sírio-Libanês, Carina Pires, responsável pelo Projeto Lean nas Emergências na instituição, ressaltou a evolução da iniciativa. “O projeto começou a partir de uma demanda do Ministério da Saúde e ganhou escala com a atuação conjunta dos hospitais. Neste ciclo, são 137 portas de urgência beneficiadas e mais de 600 gestores capacitados”, afirmou.

    A vivência prática também foi enfatizada por participantes da qualificação. Para Graciele Sampaio, enfermeira da Santa Casa de São Lourenço do Sul (RS), o projeto promoveu mudanças concretas na rotina do serviço. “Houve uma mudança de cultura, com otimização de processos e redução do tempo de espera, o que impacta diretamente a qualidade do atendimento ao usuário do SUS”, relatou.

    Já Bruniele Vieira, enfermeira do município de Tianguá (CE), destacou a integração entre gestão e assistência proporcionada pela formação. “A qualificação mostrou que gestão de leitos e fluxo da emergência caminham juntos. Passamos a trabalhar com indicadores que fortalecem o planejamento e dão sustentabilidade às melhorias”, afirmou.

    Para a coordenadora-geral de Projetos da Secretaria de Atenção Especializada à Saúde (CGPROJ/SAES/MS), Amanda Cavalcati, a qualificação e o lançamento do Guia evidenciam o esforço do Ministério da Saúde em alinhar os projetos desenvolvidos no âmbito do PROADI-SUS às necessidades reais da saúde pública no Brasil. Segundo ela, a iniciativa reflete uma diretriz estratégica do Governo Federal de aproximar os objetivos dos projetos institucionais às demandas concretas do SUS. “A iniciativa expressa um movimento de transformação de paradigma, com mudanças nas práticas e nas culturas institucionais dentro dos serviços do SUS. Como consequência, observamos a redução do tempo de espera, do tempo de permanência e do tempo de acesso nas emergências beneficiadas pelo projeto, com resultados concretos já evidenciados”, afirmou.

    O Guia de Boas Práticas do Lean nas Emergências tem como objetivo apoiar a implementação da metodologia Lean e fortalecer a melhoria contínua nos serviços de urgência e emergência. O Projeto Lean nas Emergências integra o Ciclo 10 (2025–2026) e contribui para o fortalecimento da Política Nacional de Atenção às Urgências, ampliando a eficiência da gestão hospitalar, a segurança do paciente e a qualidade do cuidado prestado à população.

    PROADI-SUS

    Programa do Ministério da Saúde que viabiliza projetos estratégicos para o SUS por meio de parcerias com hospitais de excelência. É o mecanismo institucional e financeiro que sustenta iniciativas voltadas à gestão, à assistência e à inovação no sistema público de saúde.

    Projeto Lean nas Emergências

    Iniciativa nacional desenvolvida no âmbito do PROADI-SUS. O foco é reduzir a superlotação e o tempo de espera nas emergências de hospitais públicos e filantrópicos, por meio da aplicação da metodologia Lean na organização dos processos assistenciais.

    GAPE – Gestão de Alta Performance em Emergências

    Estratégia de qualificação do Projeto Lean nas Emergências. Forma multiplicadores, estimula a melhoria contínua e apoia os hospitais no uso de indicadores e práticas de gestão, garantindo a sustentabilidade dos resultados.

    Kathlen Amado
    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde promove curso de formação para recuperar cobertura vacinal em municípios estratégicos

    Uma parceria entre o Ministério da Saúde, a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) e a Universidade de Brasília (UnB) resultou na promoção do curso Qualificação das Ações de Vacinação na Atenção Primária à Saúde e apoio para recuperação da cobertura e redução da hesitação vacinal. O seminário de acolhimento que deu início ao curso aconteceu nos dias 5 e 6 de fevereiro, em Brasília.

    A proposta da formação consiste na melhoria dos processos de trabalho, no enfrentamento da hesitação vacinal e na recuperação das coberturas vacinais, contribuindo diretamente para a proteção da população e o fortalecimento das políticas públicas de saúde. A ação foca na qualificação de gestores e profissionais da Atenção Primária à Saúde (APS).

    Para a coordenadora-geral de Atenção às Condições Crônicas na Atenção Primária à Saúde do Ministério da Saúde, Danielle Moreira, “são os profissionais da APS os grandes protagonistas na imunização, devido ao intenso contato com a população”. Para ela, o curso é mais uma ação para retomar o aumento da cobertura vacinal, mas com foco no fluxo de trabalho do profissional.

    De acordo com a coordenadora do curso, Denise Furlanetto, a formação tem algumas características de inovação na metodologia aplicada, que é baseada na gamificação (estratégias de recompensa ofertada de acordo com o alcance dos resultados dos municípios), e em planos de ação com tutores que irão em campo dar apoio aos municípios. “A expectativa é que esses municípios combatam a hesitação vacinal e promovam o aumento das coberturas”, disse.

    O curso contou com a participação de cerca de 100 profissionais da APS que trabalham com imunização, além de gestores, provenientes de 20 municípios de 11 estados brasileiros, incluindo as cinco regiões do Brasil. Para chegar aos territórios, o processo seletivo de escolha dos municípios levou em conta critérios epidemiológicos e dados de cobertura vacinal. Para cada território, a formação ofertou cinco vagas nas quatro categorias profissionais específicas: enfermeiro e técnico de enfermagem com atuação na sala de vacina, gestor da atenção primária à saúde e gestor da vigilância com atuação na imunização, tanto da esfera municipal quanto estadual.

    Na abertura do evento, também estavam presentes Maria Silvia Fruet, representante da Opas, e os professores da UnB Wallace Boaventura e Denise Furlanetto, coordenadores do projeto.

    Municípios contemplados

    Região Norte Região Nordeste Região Centro-Oeste Região Sudeste Região Sul
    • Soure/PA
    • Vigia/PA
    • Uiramutã/RR
    • Oiapoque/AP
    • Bom Jesus do Tocantins/PA
    • Jutaí/AM
    • Afonso Bezerra/RN
    • Presidente Sarney/MA
    • São João Batista/MA
    • Luís Domingues /MA
    • Araguanã/MA
    • Benedito Leite/MA
    • Barra do Corda /MA
    • Baliza/GO
    • Santa Tereza de Goiás/GO
    • Mário Campos/MG
    • Casimiro de Abreu/RJ
    • Cidreira/RS
    • Pedro Osório/RS
    • Rio Branco do Sul/PR

    O curso

    A formação tem apenas dois encontros presenciais, no início e no fim do curso. Ao todo são 180 horas que se estendem ao longo de quatro meses, havendo um encontro virtual na metade do percurso para exposição de experiências exitosas dos municípios. O conteúdo semanal é acompanhado por um tutor, que orienta a equipe na elaboração conjunta de um plano de ação que será colocado em prática na rotina de trabalho do município.

    A programação aborda temas específicos para gestores e para profissionais da APS e, conjuntamente, de estratégias combinadas para o aumento da cobertura. Ao final da formação, será analisado o resultado da aplicação do plano de ação, a partir dos dados de cobertura vacinal e a melhoria dos processos de trabalho. O município que tiver o melhor desempenho levará como prêmio para os cinco participantes e o tutor do município, uma visita técnica para conhecer a APS de outro sistema de saúde no exterior, permitindo a observação dos diferentes modelos, seus desafios e oportunidades.

    Cristina Carneiro, tutora do curso, que trabalha na Secretaria Municipal de Saúde de Miranda do Norte (MA), conta que esse projeto é importante porque faz um levantamento dos problemas locais dos municípios para avaliar as causas e buscar soluções para melhorar a vacinação na população e evitar o ressurgimento de doenças preveníveis.

    Essa iniciativa faz parte da estratégia Viva Mais Brasil, cuja meta “mais vacinação em todo o Brasil” considera a formação dos profissionais da saúde, além do financiamento com base nas boas práticas de vacinação. 

    Renata Osório
    Ministério da Saúde

  • Brasil inicia implementação de programa inédito para apoio a famílias de crianças com TEA

    Brasil inicia implementação de programa inédito para apoio a famílias de crianças com TEA

    O Brasil deu um passo histórico no cuidado às crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e atraso no neurodesenvolvimento ao iniciar, no Rio Grande do Norte, o processo de implementação do Caregiver Skills Training (CST) — Treinamento de Habilidades voltado para famílias e cuidadores de crianças com TEA ou deficiência. Desenvolvido pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o programa passa a integrar as políticas públicas do país, tornando o Brasil o primeiro das Américas a adotar o CST em âmbito governamental.

    A formação presencial ocorreu entre os dias 2 e 6 de fevereiro de 2026, no Instituto de Ensino e Pesquisa Alberto Santos Dumont (ISD), em Macaíba (RN), reunindo profissionais do Ministério da Saúde e parceiros estratégicos. A iniciativa integra as ações do Programa Agora Tem Especialistas e está alinhada ao Novo Viver sem Limite, fortalecendo a Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência no Sistema Único de Saúde (SUS).

    Desenvolvido pela OMS em parceria com o UNICEF e já implementado em mais de 30 países, o CST tem como objetivo qualifiar pais e cuidadores para o cuidado cotidiano, promover o desenvolvimento infantil, reduzir comportamentos desafiadores e ampliar o acesso a intervenções precoces e de qualidade, inclusive antes do diagnóstico fechado de TEA.

    Formação internacional e impacto direto nas famílias

    A etapa presencial no Rio Grande do Norte foi conduzida por três formadores internacionais da Organização Mundial da Saúde, com atividades teóricas no período da manhã e intervenções práticas com famílias durante a tarde. Nesta fase inicial, estão sendo formados 26 supervisores, que irão qualificar 240 instrutores em todo o país, com impacto direto estimado em mais de 1.300 famílias ainda em 2026.

    Com a expansão do programa, a expectativa é alcançar até 72 mil famílias em todo o Brasil em 2027, a depender da adesão dos gestores locais.

    Nesse contexto, o coordenador-geral de Saúde da Pessoa com Deficiência do Ministério da Saúde, Arthur Medeiros, destaca que a iniciativa fortalece o cuidado desde os primeiros sinais de atraso no desenvolvimento infantil:

    “A implementação do Caregiver Skills Training no Brasil representa um avanço estruturante na política de cuidado à pessoa com deficiência. Ao capacitar famílias e cuidadores, fortalecemos a intervenção precoce, promovemos o desenvolvimento infantil e qualificamos o cuidado em rede, com impacto direto na vida das crianças e na sustentabilidade do SUS. ”

    Rio Grande do Norte como referência nacional e internacional

    A escolha do Rio Grande do Norte como sede da formação nacional reforça o papel estratégico do estado na saúde pública brasileira. O Centro de Educação e Pesquisa em Saúde Anita Garibaldi, vinculado ao ISD e habilitado como Centro Especializado em Reabilitação (CER IV), referência na Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência, integrou a agenda técnica do programa.

    O protagonismo brasileiro na implementação do CST já ganhou destaque internacional. A experiência foi apresentada em encontros globais da Organização Mundial da Saúde e citada pelo diretor-geral da Organização, Dr. Tedros Adhanom, como exemplo de política pública inovadora e centrada na família.

    Investimento e fortalecimento do SUS

    O Ministério da Saúde prevê investimento de cerca de R$ 13 milhões até 2030 para a implementação do CST e a qualificação de profissionais que atuam nos Centros Especializados em Reabilitação em todo o país. Somente em 2026, serão destinados aproximadamente R$ 2 milhões para o início das ações.

    Ao fortalecer a intervenção precoce e o acompanhamento familiar desde os primeiros sinais de atraso no desenvolvimento, o programa contribui para a redução de filas na atenção especializada, qualifica o cuidado na Atenção Primária à Saúde e amplia a inclusão no SUS.

    Patrícia Coelho
    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde inicia vacinação de 1,2 milhão de profissionais de saúde contra a dengue em todos os estados

    Ministério da Saúde inicia vacinação de 1,2 milhão de profissionais de saúde contra a dengue em todos os estados

    O Ministério da Saúde iniciou, nesta semana, a vacinação contra a dengue para profissionais de saúde da Atenção Primária, com a previsão de proteger 1,2 milhão de trabalhadores da linha de frente do Sistema Único de Saúde (SUS). As primeiras 650 mil doses já foram enviadas aos estados e o restante do quantitativo está previsto para as próximas dias.  

    A estratégia utiliza a vacina brasileira contra a dengue, desenvolvida pelo Instituto Butantan, de dose única, tetraviral e 100% nacional, representando um avanço importante para a autonomia do país e oferta de proteção à população. O início da vacinação pelos profissionais da Atenção Primária é um passo estratégico para proteger quem atua próximo à população – médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e agentes comunitários de saúde das Unidades Básicas de Saúde. 

    “A vacinação está começando por toda a equipe multiprofissional cadastrada no SUS. São aquelas pessoas que batem na porta, visitam a casa das pessoas, observam se tem criadouro do mosquito da dengue, fazem o acompanhamento, a mobilização. Também são aqueles profissionais que estão na primeira porta de entrada quando tem casos de dengue”, destacou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. 

    A ampliação para outros públicos – pessoas de 15 a 59 anos, começando pelos mais velhos – está prevista para o segundo semestre deste ano, acompanhando o aumento da capacidade produtiva pelo Instituto Butantan. Com investimento de R$ 368 milhões, o Ministério da Saúde fechou a compra de 3,9 milhões de doses, aquirindo todo o quantitativo disponível. O início da vacinação está sendo realizada com as primeiras entregas.  

    O Ministério da Saúde adotou também estratégia de vacinação para avaliar o impacto do imunizante na dinâmica populacional da dengue. Para isso, está em curso, desde janeiro, uma ação de aceleração da vacinação em três municípios-piloto: Botucatu (SP), Maranguape (CE) e Nova Lima (MG). Nessas localidades, o público-alvo será composto por adolescentes e adultos de 15 a 59 anos.  

    O público prioritário para a vacina foi definido após reunião técnica com especialistas da área, conforme recomendação da Câmara Técnica de Assessoramento de Imunização (CTAI), responsável pelas análises e pela definição das estratégias. A nova vacina é capaz de proteger contra os quatro sorotipos da dengue. 

    Com parceria internacional, oferta da vacina deve crescer em até 30 vezes 

    A vacinação da população em geral começa com o aumento da produção de doses, a partir de uma parceria estratégica entre Brasil e China, com a transferência da tecnologia nacional desenvolvida pelo Instituto Butantan para a empresa chinesa WuXi Vaccines. Com essa cooperação, a produção da vacina nacional poderá aumentar em até 30 vezes. 

    O início da estratégia será pelos adultos a partir de 59 anos, com ampliação gradual para faixas etárias mais jovens, até alcançar o público de 15 anos. A vacina apresenta 74,7% de eficácia contra a dengue sintomática em pessoas de 12 a 59 anos, além de 89% de proteção contra formas graves e com sinais de alarme. 

    Investimentos, produção nacional e transferência de tecnologia 

    O desenvolvimento da vacina contra a dengue contou com investimento de R$ 130 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), além de aportes permanentes do Ministério da Saúde – pelo Novo PAC Saúde serão investidos R$ 1,3 bilhão na reforma e construção de quatro fábricas do Instituto Butantan. 

    O SUS também oferece a vacina contra a dengue do laboratório japonês, indicada para adolescentes de 10 a 14 anos e aplicada em duas doses. Desde a incorporação, em 2024, 7,4 milhões de doses já foram aplicadas. Entre 2024 e 2025, foram 11,1 milhões de doses distribuídas e 7,8 milhões aplicadas.  

    Público-alvo 

    Profissionais de saúde assistenciais e de prevenção: 

    • Médicos 
    • Enfermeiros 
    • Técnicos de enfermagem 
    • Odontólogos 
    • Equipes multiprofissionais (eMulti) 
    • Agentes comunitários de saúde (ACS) 
    • Agentes de combate às endemias (ACE) 

    Trabalhadores administrativos e de apoio das unidades de saúde: 

    • Recepcionistas 
    • Seguranças 
    • Profissionais da limpeza 
    • Motoristas de ambulância 
    • Cozinheiros 
    • Outros trabalhadores atuantes nas unidades básicas de saúde (UBS) 

    Cenário epidemiológico   

    Em 2025, os casos de dengue no Brasil caíram 74% em relação a 2024. Apesar da redução expressiva, o Ministério da Saúde reforça que as ações de combate ao Aedes aegypti devem ser mantidas em todo o território nacional.  

    Ao longo do ano, foram registrados 1,7 milhão de casos prováveis da doença, frente a 6,5 milhões no ano anterior. O número de óbitos também apresentou queda significativa: 1,7 mil mortes em 2025, o que representa redução de 72% em comparação a 2024, quando foram contabilizadas 6,3 mil mortes.  

    A principal forma de combate à dengue, ChikungunyaZika segue sendo a eliminação dos criadouros do mosquito Aedes aegypti. A vacinação se soma às ações de controle vetorial, uso de inseticidas, testes rápidos e tecnologias inovadoras. 

    Ministério da Saúde  

  • Ministério lança primeira cartilha para consumo de alimentos tradicionais indígenas por pacientes acolhidos nas Casai

    O ministério da Saúde lançou nesta segunda-feira (9/02) a primeira cartilha sobre alimentação adequada e saudável para indígenas acolhidos nas Casas de Apoio à Saúde Indígena (CASAI). O guia, que tem o objetivo de instruir os profissionais de saúde indígena que atuam nesses espaços, apresenta diretrizes para a organização do cuidado alimentar e a promoção da alimentação adequada, respeitando aspectos culturais de cada etnia para fortalecer a vigilância alimentar e nutricional e oferecer cuidado integral aos indígenas em tratamento fora de seus territórios.

    Intitulado “Promoção da Alimentação Adequada e Saudável nas Casas de Apoio à Saúde Indígena”, o documento tem linguagem didática, orientadora e será utilizado em estratégias de educação em saúde com os pacientes indígenas, uma vez que contém orientações sobre os riscos dos alimentos ultraprocessados e os seus impactos no desenvolvimento e crescimento infantil, por exemplo. A cartilha também aborda temas como: bebidas com alto teor de açucares e a substituição de alimentos com aditivos químicos por opções naturais e saudáveis.

    Em todo o país, as Casai já consideravam os chamados alimentos tradicionais – pratos e produtos ligados a cultura de uma região, usando ingredientes locais e métodos de produção passados por gerações – e a alimentação saudável como componente terapêutico do cuidado em saúde para os pacientes acolhidos. Mas, pela primeira vez, as orientações foram organizadas em uma cartilha que orientará a vigilância alimentar e nutricional em todas as Casai dos 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI).

    Segundo a diretora do Departamento de Atenção Primária a Saúde Indígenas da Secretaria de Saúde Indígena (Sesai), Putira Sacuena, o cuidado alimentar está diretamente associado à melhora do quadro do paciente e pode ser um fator determinante para a sua recuperação.

    “A organização do cuidado alimentar nas CASAI contribui diretamente para a prevenção de agravos nutricionais ao garantir que a alimentação seja planejada, acompanhada e integrada ao cuidado em saúde. Quando as refeições são organizadas de forma regular, equilibrada e adequada às necessidades individuais, é possível manter ou recuperar o estado nutricional, evitando a perda de peso, a piora de quadros de desnutrição e outras condições relacionadas à alimentação”, afirmou.

    A diretora acrescenta que as técnicas e os modos de preparo das refeições respeitam os significados culturais da alimentação no contexto indígena com o objetivo de favorecer a aceitação das refeições e reduzir recusas alimentares, além de contribuir para a ingestão adequada de alimentos.

    A Casai é um estabelecimento de saúde essencial dentro do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (SasiSUS). Nas unidades, os indígenas deslocados das aldeias para os centros urbanos para atendimento na rede referenciada do SUS são acolhidos sem renunciar hábitos naturais e nutricionais.

    No Brasil, existem 70 Casai localizadas em cidades referência para os territórios indígenas, no contexto de atendimento de média e alta complexidade médica. Duas delas são consideradas estabelecimentos nacionais, por terem capacidade de acolher indígenas de todo o país e estão localizadas em São Paulo e Brasília.

    Acesse a cartilha Promoção da Alimentação Adequada e Saudável nas Casas de Apoio à Saúde Indígena

    Luiz Cláudio Moreira
    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde inicia atendimento em unidade móvel do Agora Tem Especialistas para caminhoneiras e caminhoneiros

    Com o programa Agora Tem Especialistas, o governo federal atende a uma antiga demanda de caminhoneiras e caminhoneiros de todo o Brasil: levar atendimentos de saúde até onde eles estão, como os Pontos de Parada e Descanso (PPDs) localizados ao longo das rodovias do país. Nesta sexta-feira (6), começou a funcionar no PPD de Pindamonhangaba (SP) a primeira unidade móvel Agora Tem Especialistas Caminhoneira e Caminhoneiro, na qual eles e suas famílias já podem se consultar, se vacinar, se submeter a testes rápidos para ISTs e gravidez, pequenos procedimentos, além de exames cardiológicos e laboratoriais. Não é preciso agendar. Basta parar no PPD e procurar o atendimento.

    Além da unidade que está posicionada no km 95 da Via Dutra (BR-116, sentido São Paulo – Rio de Janeiro), outras dez unidades chegarão a PPDs em todas as regiões do país. Com investimento federal de R$ 30 milhões ao ano, a estratégia abrange, em média, 250 mil atendimentos de caminhoneiras e caminhoneiros anualmente. Eles serão recebidos por médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e técnicos de análises clínicas.

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    Foto: Laudemiro Bezerra/MS

    “O governo do presidente Lula cuida de toda a sua gente. Totalmente equipadas com o que é necessário para oferecer um atendimento de qualidade, essas unidades vão rodar o Brasil levando serviços de saúde voltados para os caminhoneiros e, o principal, vamos até onde eles estão. Isso é importante porque esses profissionais estão em constante movimento. Portanto, mais do que saúde, estamos levando acolhimento”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

    O ministro ressaltou que a iniciativa fortalece as políticas de saúde do homem e das populações itinerantes.  “Além do atendimento presencial, as unidades móveis também têm estrutura tecnológica com conectividade para a oferta de teleatendimento por equipes multiprofissionais. Pindamonhangaba é só o começo. Vamos levar mais unidades móveis para PPDs que ficam em pontos estratégicos nas rodovias brasileiras, onde as caminhoneiras e os caminhoneiros param para descansar”, disse.

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    Foto: Laudemiro Bezerra/MS

    Atendimento oferecido no horário certo

    Iniciativa realizada Ministério da Saúde em parceria com o Ministério dos Transportes e a Agência Brasileira de Apoio à Gestão do Sistema Único de Saúde (AgSUS), as unidades móveis funcionarão no modelo itinerante, permanecendo em cada PPD por pelo menos 90 dias. O foco do serviço são as caminhoneiras e os caminhoneiros, mas suas famílias e outros em deslocamento também poderão ser atendidos. 

    Elas funcionarão entre 16h e 22h, de segunda a sexta-feira, podendo essa jornada se ajustada conforme a demanda. Serão ofertados exames laboratoriais (hemograma, hemoglobina glicada, TGO, TGP, GGT), testes rápidos de Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST), teste de gravidez, Profilaxia Pré e Pós-Exposição (PrEP/PEP), atualização da caderneta de vacinação, além de outros procedimentos.

    Também estão disponíveis exames de eletrocardiograma (ECG), utilizados para apoiar a avaliação clínica de pessoas com queixas como dor no peito, palpitações, falta de ar ou tontura. O exame ajuda a identificar alterações do ritmo cardíaco e sinais sugestivos de problemas no coração, contribuindo para a definição da conduta médica inicial e do encaminhamento quando necessário, sendo essencial para evitar problemas cardíacos graves.

    Criado pelo governo federal, o programa Agora Tem Especialistas está ampliando a assistência de saúde no SUS e reduzindo o tempo de espera por consultas, exames e cirurgias. Para isso, conta com uma série de ações em curso com a expansão do uso das estruturas públicas e a mobilização da rede de saúde privada, que atua de forma complementar.

    Luciano Velleda
    Ministério da Saúde

  • Governo Federal anuncia quase R$ 40 milhões para o SUS de Mauá. É o maior investimento em infraestrutura de saúde no município

    O Governo Federal anunciou o maior investimento na infraestrutura de saúde do município de Mauá, em São Paulo: serão R$ 37,4 milhões de recurso do Novo PAC Saúde. Nesta segunda-feira (9), o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, assinaram a ordem de serviço para a construção de uma nova policlínica e uma Unidade Básica de Saúde (UBS) na cidade. Durante a cerimônia, foram entregues também 10 combos de equipamentos para Atenção Primária do município e mais quatro ambulâncias do SAMU 192.

    Mauá é uma das mais de 100 regiões de saúde a receber a carreta do programa Agora Tem Especialistas, inaugurada nesta segunda-feira pelo presidente Lula e o ministro Padilha e que já está atendendo a população. Com capacidade para até 65 pacientes por dia, a estrutura móvel, em operação desde 30/01, oferece exames de imagem, como tomografia computadorizada e ultrassonografia, para ampliar o atendimento e reduzir filas do SUS em sete municípios da região. Além de Mauá, Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, Diadema, Ribeirão Preto e Rio Grande da Serra.

    “Criamos o Agora Tem Especialistas, porque nós queremos, com 150 carretas, rodar todo o país oferecendo todo o tipo de exames para as pessoas. Além disso, vamos ter espalhadas 800 vans odontológicas indo nas comunidades mais pobres. Nós é que vamos até eles fazer exames. Se tiver que fazer prótese, agora vamos escanear a boca e a pessoa vai receber uma prótese perfeita para que possa voltar a sorrir”, destacou o presidente Lula.

    As carretas do Agora Tem Especialistas estão rodando todo o país e, com esta ação, o Ministério da Saúde já zerou a fila de cirurgias de catarata, mamografias, tomografia e outros exames importantes para a saúde da mulher em 15 regiões de saúde. Atualmente, são 47 carretas em operação no país e a expectativa é chegar a150 este ano. O programa, que reúne uma série de ações, incluindo a realização de mutirões, visa ampliar o acesso a consultas, exames e cirurgias no SUS, reduzindo o tempo de espera por esses procedimentos, levando mais saúde para a população.

    Padilha relembrou que o atendimento das carretas começou pela saúde da mulher, que é uma prioridade do governo federal. “As mulheres são a maioria da nossa população e a maioria das usuárias do SUS. Não tem como o SUS não ter a saúde da mulher como prioridade absoluta”, reforçou.

    Foto: João Risi/MS
    Foto: João Risi/MS

    Mais serviços de saúde para a população de Mauá e para a região

    A nova policlínica de Mauá integra o conjunto de 54 policlínicas selecionadas no âmbito do Novo PAC Saúde e garante a expansão da oferta de serviços especializados para a população brasileira, fortalecendo as ações do Agora Tem Especialistas. O investimento na nova unidade do município da Grande São Paulo será de R$ 30 milhões, com R$ 17 milhões destinados à construção e R$ 13 milhões dedicados à compra de equipamentos. Além dos pacientes de Mauá, a unidade vai atender às regiões de Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra.

    “É uma grande alegria poder voltar nesta região e voltar para fazer mais entregas na área da saúde, que fazem com que a saúde e o SUS do ABC melhore cada vez mais e enfrente cada vez mais seus desafios”, afirmou Padilha.

    A policlínica de Mauá terá 3.200 m² de área construída, sala de ultrassom, sala lilás – para acolhimento a vítimas de violência –, sala de tomografia, atenção integral à saúde mental, espaços para reabilitação e outros serviços. Também estará alinhada ao Programa Agora Tem Especialistas, focado na redução das filas e na aceleração do acesso a consultas e exames especializados na rede pública.

    Também selecionada no Novo PAC Saúde, a nova Unidade Básica de Saúde de Mauá vai comportar quatro equipes de Saúde da Família e outras quatro de Saúde Bucal, reunindo médicos, enfermeiros, dentistas, agentes comunitários, além de outros profissionais da atenção primária. Serão R$ 5,2 milhões investidos na unidade, que integra o conjunto de mais de 2,6 mil unidades que serão entregues pelo Governo Federal em todo o Brasil para fortalecer a Atenção Primária.

    Mauá está entre os beneficiados com combos de equipamento do Novo PAC Saúde

    As Unidades Básicas de Saúde de Mauá receberão ainda 10 combos de equipamentos, com aparelhos como câmara fria para vacinas, balança digital e laser terapêutico para o tratamento de feridas e reabilitação, entre outros para a realização de exames na atenção primária. Isso garante maior capacidade de atendimento das equipes de Saúde da Família.  Também serão entregas 11 kits de equipamentos para teleconsulta.

    Esses combos, uma nova modalidade do Novo PAC Saúde, são uma inovação do Agora Tem Especialistas em que uma das frentes é o fortalecimento da Atenção Primária – a resolutividade neste nível de atenção reduz encaminhamentos à atenção especializada. Em todo o Brasil, serão 10 mil combos de equipamentos para Unidades Básicas de Saúde, o equivalente a 180 mil aparelhos, com investimento de R$ 1,58 milhões.

    34 novas ambulâncias do SAMU para o Grande ABC

    A região do grande ABC contará com um total de 34 novas ambulâncias do SAMU 192, entregues durante a cerimônia nesta segunda-feira (9/2). Quatro unidades serão designadas para Mauá e outros 30 veículos serão entregues às prefeituras do grande ABC, que engloba Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul e Diadema. O investimento federal nessa ação é de R$ 10 milhões.

    Foto: João Risi/MS
    Foto: João Risi/MS

    Novo PAC Saúde

    Por meio do Novo PAC, o Ministério da Saúde está investindo R$ 31,5 bilhões em obras, equipamentos e veículos para promover um salto de qualidade e expansão no SUS. Trata-se do maior programa de investimentos em infraestrutura do SUS, com investimentos em 2.600 UBS, 334 CAPS, 4.892 ambulâncias do SAMU 192, 800 Unidades Odontológicas Móveis (UOMs), além de policlínicas, maternidades e diversos outros tipos de obras e equipamentos.

    Com Agora Tem Especialistas, SUS bate recorde de cirurgias eletivas

    Com o Agora Tem Especialista do Ministério da Saúde, para acelerar a realização de consultas, exames e cirurgias, o SUS bateu recorde de cirurgias eletivas em 2025, com 14,7 milhões de procedimentos, reduzindo o tempo de espera da população. Representa um crescimento de 40% em relação a 2022.

    “Estamos felizes com o recorde, mas sabemos que ainda tem gente esperando para fazer cirurgia no SUS e é por isso que o Agora Tem Especialistas vai crescer ainda mais em 2026. Aprendemos a subir uma ladeira neste país. Que nunca mais tenha retrocesso pra gente cuidar da saúde do nosso povo e fortalecer o SUS”, reforçou o ministro Alexandre Padilha.

    Um dos resultados foi a realização do maior mutirão de exames e cirurgias da história do SUS em 2025, envolvendo 200 hospitais universitários e filantrópicos. Por meio dessas mobilizações, foram mais de 127 mil atendimentos nos fins de semana. A proposta é utilizar toda a capacidade da rede pública, estendendo turnos de atendimento e reativando áreas que estavam paradas. No Grupo Hospitalar Conceição, por exemplo, o tempo de espera por cirurgias eletivas caiu 30%, em média, com adoção dessas ações.

    Além dessas ações e das Carretas da Saúde, que já chegaram a mais de 100 regiões de saúde, a iniciativa conta com ainda com mecanismos inéditos que permitem a participação da rede privada, com adesão de cinco grandes grupos, como Amil e Hapvida. Além disso, o programa reforçou o atendimento no SUS com 570 novos médicos especialistas, a maioria (72%) atuando no Norte e Nordeste. Mais 900 vagas estão abertas em novo edital publicado pelo Ministério da Saúde.

    Fábio M. Barreto
    Ministério da Saúde

  • Governo Federal investe R$ 1,4 bilhão no Instituto Butantan para construção de fábricas de tecnologia de ponta em São Paulo

    Governo Federal investe R$ 1,4 bilhão no Instituto Butantan para construção de fábricas de tecnologia de ponta em São Paulo

    O Ministério da Saúde destinou R$ 1,4 bilhão para a construção de duas novas fábricas do Instituto Butantan e a modernização de outras duas. O investimento integra a política do Governo Federal voltada ao fortalecimento da indústria com foco nas principais necessidades de saúde da população. Com recursos do Novo PAC Saúde, as obras visam garantir autonomia nacional na fabricação de soros e imunizantes avançados, como os de RNAm, colocando o Brasil em nível de excelência no desenvolvimento de inovação biotecnológica.

    As ordens de serviço para início das obras foram assinadas, nesta segunda-feira (9/02), durante cerimônia em São Paulo (SP) com o presidente da República, Luís Inácio Lula da Silva, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviço, Geraldo Alckmin, e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

    “Fortalecer o Butantan não é uma decisão econômica para ajudar este ou aquele estado. Ajudar o Butantan é ter apenas a primazia de dizer que a gente está ajudando 215 milhões de almas que vivem neste país e que precisam que o Estado Brasileiro invista. Enquanto eu tiver possibilidade de ajudar, não faltará dinheiro para pesquisa nem no Butantan nem em nenhum outro instituto de pesquisa nesse país”, afirmou presidente da República.

    Durante o evento, o Ministério da Saúde anunciou o início, em todos os estados do país, da vacinação contra a dengue para profissionais de saúde da Atenção Primária. A estratégia foi viabilizada a partir do desenvolvimento, pelo Instituto Butantan, de uma vacina 100% nacional. A previsão é proteger 1,2 milhão de trabalhadores que atuam na linha de frente do SUS – no estado de São Paulo, são mais de 216 mil profissionais. Foram enviadas aos estados as primeiras 650 mil doses, e o restante está previsto para as próximas semanas.

    “Estamos fortalecendo a capacidade produtiva nacional com investimentos estratégicos no Instituto Butantan. Eu não tenho dúvida nenhuma de que hoje estamos presenciando um marco histórico que coloca o Butantan como um dos maiores complexos de inovação e produção de tecnologia industrial do mundo, que diferente de outros é 100% SUS. Cada vacina que sai daqui e cada tecnologia desenvolvida aqui é para tratar as pessoas no Brasil e vai tratar com o único objetivo de salvar vidas”, destacou Alexandre Padilha. E completou: “Hoje começa em todos os estados brasileiro a vacinação com o imunizante com tecnologia desenvolvida aqui no Brasil, no Butantan, para os profissionais da atenção primária em saúde. Estamos reforçando a proteção e o cuidado com quem está na linha de frente do SUS”.

    A expansão da vacinação para outros públicos, de 15 a 59 anos, começando pelos mais velhos, está prevista para o segundo semestre deste ano à medida que o Instituto Butantan amplie a sua capacidade de produção. O Ministério da Saúde vem adquirindo todo o quantitativo disponível para proteger a população e a expectativa é que, a partir de uma parceria estratégica Brasil e China, com a transferência da tecnologia para a WuXi Vaccines, a produção possa aumentar em 30 vezes.

    Até o momento, foram adquiridas 3,9 milhões de doses da vacina contra a dengue, com investimento federal de R$ 368 milhões. Os quantitativos estão sendo entregues assim que produzidas pelo Butantan.

    Obras vão ampliar acesso a vacinas e soros avançados

    Do total dos recursos, o aporte de R$ 76,1 milhões para a nova plataforma de produção de vacinas de RNA mensageiro (mRNA) posiciona o Brasil na vanguarda da biotecnologia. Este modelo de produção é mais ágil e permite que o país responda com rapidez e eficiência a crises sanitárias ou novas pandemias, adaptando a produção de imunizantes em tempo reduzido e com menor custo operacional.

    Com a reforma e construção das novas plantas do Instituto Butantan, o Brasil passará a fabricar o Insumo Farmacêutico Ativo (IFA) da vacina DTPa, que protege contra difteria, tétano e coqueluche; e da vacina contra o vírus HPV. Um avanço tecnológico fundamental na garantia de proteção à população sem depender do mercado externo, dando maior autonomia ao SUS.

    A obra da unidade de produção da vacina DTPa terá aporte de R$ 550,7 milhões, e a capacidade de fabricação de fornecimento deve chegar a 6 milhões de doses ao ano. Com essa capacidade o Brasil reduzirá a dependência de vacinas importadas, garantindo maior segurança sanitária.

    Com investimentos de mais de R$ 495,9 milhões, a fábrica de vacina contra HPV também reduzirá a dependência de imunobiológicos importados, garantindo a disponibilidade em larga escala com produção nacional, tendo uma estimativa de produção de 20 milhões de doses por ano.

    Já a unidade de produção de soros e área multipropósito terá investimentos de mais de R$ 232,5 milhões. Como primeiro resultado da expansão, é projetada a capacidade de produção de 1,2 milhão de frascos de soro concentrado por ano. Após o fim da reforma, estima-se uma capacidade de processamento final de 5,5 milhões de frascos de soro líquido ao ano e de, pelo menos, 440.000 frascos por ano de soros e vacinas na forma liofilizada.

    A atuação dos laboratórios públicos brasileiros, como o Instituto Butantan, tem sido fundamental na inovação em saúde e na internalização de tecnologia por meio das Parcerias de Desenvolvimento Produtivo promovidas pelo Governo Federal. A estrutura de cooperação permite que o Brasil domine o ciclo completo de uma tecnologia: da pesquisa até a aprovação regulatória, assegurando a previsibilidade de fornecimento e a sustentabilidade econômica do SUS.

    O Instituto Butantan é um parceiro histórico e estratégico do Ministério da Saúde, com participação ativa na política federal voltada ao fortalecimento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (CEIS) que visa garantir autonomia tecnológica do Brasil com foco nas necessidades do SUS e da saúde da população.

    Atualmente, o Instituto Butantan possui 14 projetos de Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDP) e do Programa de Desenvolvimento e Inovação Local (Pdil). No âmbito do Novo PAC, a instituição possui 10 projetos, sendo oito deles com investimentos diretos do Ministério da Saúde.

    Retomada da política de desenvolvimento da indústria de saúde no país

    O investimento do Ministério da Saúde no âmbito do Complexo Econômico-Industrial da Saúde está na ordem de R$ 15 bilhões para o desenvolvimento do setor. Desde 2023, com a retomada desta política, que foi abandonada pelo governo anterior, foram firmadas 31 novas parcerias envolvendo empresas públicas e privadas para o desenvolvimento de vacinas, medicamentos e insumos estratégicos para a saúde dos brasileiros. 

    O Ministério da Saúde está investindo ainda R$ 31,5 bilhões por meio do Novo PAC em obras, equipamentos e veículos para promover um salto de qualidade e expansão no SUS. Trata-se do maior programa de investimentos em infraestrutura na saúde, com 2.600 UBS, 334 CAPS, 101 policlínicas, 4.643 ambulâncias do SAMU 192, 800 Unidades Odontológicas Móveis – UOMS, e diversos outros tipos de obras e equipamentos. 

    Taís Nascimento e Amanda Milan
    Ministério da Saúde

  • Ministro da Saúde visita fábrica de ambulâncias na Bahia e destaca ações do Novo PAC para fortalecer o SAMU 192

    Ministro da Saúde visita fábrica de ambulâncias na Bahia e destaca ações do Novo PAC para fortalecer o SAMU 192

    O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, visitou neste sábado (7), em Lauro de Freitas (BA), a fábrica que produz ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192) e veículos destinados ao transporte sanitário no Sistema Único de Saúde (SUS). A parceria estratégica amplia a oferta de atendimento com mais rapidez e qualidade aos pacientes. A próxima entrega prevê 500 ambulâncias do SAMU e cerca de 3 mil vans com acessibilidade para o transporte sanitário no SUS.

    Durante a visita, o ministro conheceu as etapas de adaptação e customização das viaturas utilizadas no atendimento pré-hospitalar, incluindo ambulâncias de suporte básico e veículos destinados ao transporte de pacientes, com o objetivo de assegurar condições adequadas de funcionamento, reduzir o tempo de resposta e ampliar a segurança no atendimento à população.

    “É uma grande satisfação estar aqui hoje, visitando esta fábrica. Investir em ambulâncias, em veículos acessíveis e na indústria nacional é investir em tempo de resposta, em equidade, em inclusão e em soberania. Ontem mesmo, entregamos mais de 100 ambulâncias do SAMU do Governo do Estado da Bahia para municípios de todo o estado”, declarou o ministro Padilha.

    A capacidade produtiva da empresa permite a transformação de cerca de 10 ambulâncias por dia, além de 15 a 20 veículos acessíveis diariamente, contribuindo para acelerar a renovação da frota e fortalecer a rede de atenção às urgências. Essa produção atende principalmente as regiões Norte e Nordeste do Brasil.

    Investimentos na rede de urgência

    Por meio do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), essa parceria prevê a entrega de 2.420 ambulâncias até 2026, ampliando e renovando a frota em todo o território brasileiro. Na Bahia, são 107 ambulâncias destinadas a 76 municípios, com investimento de R$ 31,3 milhões.

    Atualmente, o SAMU alcança cobertura de 189,3 milhões de pessoas em todo o país, o equivalente a 88,74% da população brasileira. Na Bahia, a cobertura é ainda mais ampla, com atendimento a 14,1 milhões de pessoas, o que corresponde a 94% da população do estado.

    Ação Inédita: Transporte Sanitário no SUS

    Também no âmbito do Novo Pac, o Ministério da Saúde realizou a primeira compra de 2,1 mil veículos para o transporte de pacientes do SUS, incluindo ambulâncias, vans e micro-ônibus. O investimento total é de R$ 815 milhões e integra o programa Agora Tem Especialistas, por meio da iniciativa Caminhos da Saúde.

    Estão previstos 700 micro-ônibus, 700 vans e 700 ambulâncias de suporte básico, que serão utilizados para garantir o deslocamento de pacientes que precisam realizar consultas, exames e tratamentos especializados, especialmente em regiões mais distantes dos grandes centros. A previsão é que todo o quantitativo seja entregue ao longo de 2026 para diferentes estados do Brasil.

    Edjalma Borges
    Ministério da Saúde

  • Proadi-SUS viabiliza cerca de R$340 milhões de recursos para o SUS em 2025

    Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS) viabilizou em 2025 R$ 339 milhões em recursos para financiar projetos realizados pelo Ministério da Saúde em parceria com hospitais de excelência. O balanço foi apresentado durante a 1ª reunião do Comitê Gestor do programa, realizada na quarta-feira (04/02), na sede da Organização Pan-americana da Saúde no Brasil (Opas/OMS), em Brasília (DF).  

    Dos 23 projetos aprovados pelo comitê em 2025, 14 tiveram relação direta com a agenda estratégica da pasta para apoiar ações que visam garantir a ampliação do acesso a consultas, exames e tratamento especializado à saúde da população, de forma alinhada com o programa Agora Tem Especialistas.  

    Com a entrada do A.C.Camargo Cancer Center, após aprovação no processo de reconhecimento de excelência realizado no ano passado, o programa ampliou os recursos de imunidade tributária que vem acumulando desde o início do triênio (2024). Atualmente, cerca de R$3,5 bilhões estão sendo utilizados para o desenvolvimento de 200 projetos nas áreas de pesquisa, gestão, incorporação de tecnologias, capacitação e assistência à saúde. 

    “O Proadi-SUS tem um grande potencial para fortalecer o SUS e nossa capacidade para garantir o cuidado à saúde da população brasileira com universalidade, integralidade e equidade” destacou Adriano Massuda, secretário executivo da pasta.  

    Participam do fórum deliberativo representantes de todas as secretarias da pasta, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Agência Nacional de Saúde (ANS), dos conselhos nacionais das Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) e dos Secretários de Saúde (Conass); além dos sete hospitais de excelência que integram o Programa: A.C.Camargo Cancer Center, Beneficência Portuguesa de São Paulo (BP), Einstein Hospital Israelita (EHI), Hospital Alemão Oswaldo Cruz (HAOC), Hospital do Coração (Hcor), Hospital Moinhos de Vento (HMV) e Hospital Sírio Libanês (HSL).  

    Novas aprovações para 2026 

    Durante a 1ª reunião deliberativa, foi aprovado projeto que será executado pelo HAOC para apoiar o Programa Mais Médicos Especialistas no aprimoramento de profissionais do SUS. A iniciativa, na ordem de R$2,6 milhões, busca capacitar médicos nas áreas de oncologia clínica, radioterapia e anestesiologia perioperatória e sedação segura.  

    Ainda teve aprovação projeto voltado para a implementação do Programa Brasil Saudável e que será desenvolvido pela BP. Cerca de R$3,3 milhões serão utilizados em ações de integração das políticas públicas de saúde e de assistência social.  

    Outros dois projetos aprovados serão executados pelo HSL e buscam contribuir com a ampliação do cuidado de pessoas com necessidades relacionadas a jogos e apostas, de forma integrada à Rede de Atenção Psicossocial (Raps), no valor de R$2,5 milhões; e com a promoção da Interconectividade e interoperabilidade da Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS), no valor de R$2 milhões.  

    Por último, foi aprovado a alteração de projeto na ordem de R$29 milhões, executado pela A.C.Camargo Cancer Center, que visa apoiar a prática de profissionais de saúde na coordenação do cuidado a partir da Atenção Primária à Saúde. 

    Todos os projetos executados em parceria com os hospitais de excelência são acompanhados e monitorados pelo Ministério da Saúde, de forma a garantir que as ações desenvolvidas estejam alinhadas aos princípios do SUS e as necessidades de saúde da população. 

    Tatiany Boldrini
    Ministério da Saúde