Categoria: SAÚDE GOV

  • Saúde anuncia segunda chamada do Programa Mais Médicos

    Saúde anuncia segunda chamada do Programa Mais Médicos

    O Ministério da Saúde divulgou, nesta sexta-feira (25), a segunda chamada do edital do 41º ciclo do Programa Mais Médicos. Serão ofertadas 1.542 vagas para atuação nas equipes de Saúde da Família (eSF), distribuídas em 981 municípios, e 52 vagas destinadas a 23 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI).

    Ao todo, são 443 vagas para a região Nordeste, 213 para o Norte, 110 para o Centro-Oeste, 513 para o Sudeste e 263 para o Sul. Destas, 157 vagas são para pessoas com deficiência e 468 para o grupo étnico-racial, reafirmando o compromisso da pasta com a equidade e a valorização da diversidade nas políticas públicas de saúde.  

    Próximos passos

    • Publicação preliminar da alocação dos médicos (cotistas e ampla concorrência): 30/07/2025
    • Período de atividades da Comissão de Heteroidentificação e Análise Documental: 30/07 a 11/08/2025
    • Publicação final da alocação dos candidatos da política de cotas e da ampla concorrência: 19/08/2025
    • Chegada dos médicos Perfil 1 (com registro no Conselho Federal de Medicina ou diploma revalidado): a partir de 20/08/2025

    Acesse o cronograma completo

    Anna Elisa Iung
    Ministério da Saúde

  • Brasil terá Centro de Competência em RNA mensageiro para fortalecer produção de vacinas e medicamentos

    Brasil terá Centro de Competência em RNA mensageiro para fortalecer produção de vacinas e medicamentos

    O Brasil deu um passo estratégico rumo à autonomia na produção de vacinas ao lançar uma chamada pública para credenciar o primeiro Centro de Competência em tecnologias de RNA do país. Com foco em RNA mensageiro (mRNA), a iniciativa – que conta com uma das mais avançadas e seguras tecnologias para vacinas e terapias do mundo – integra um pacote de ações voltadas à soberania científica do Brasil, para as quais foram destinados R$ 450 milhões.

    Os anúncios foram feitos pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e pela ministra de Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), Luciana Santos, nesta sexta-feira (25), durante o evento Saúde Estratégica Brasil – Américas, organizado pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

    “Vamos gerar emprego e tecnologia para a saúde e, o mais importante, melhorar a qualidade de vida da população brasileira. É fundamental reunir pessoas que se dedicam diariamente a fazer o Brasil avançar no campo da inovação tecnológica e da pesquisa. Que aceitam o desafio de investir em um setor altamente inovador e, ao mesmo tempo, capaz de impulsionar economias no mundo inteiro. A saúde é um setor estratégico para qualquer nação que deseja ser rica e desenvolvida”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante o evento.

    Foto: João Risi/MS
    Foto: João Risi/MS

    Com investimento de R$ 60 milhões, o Centro de Competências em tecnologias de RNA vai acelerar a produção nacional de vacinas e terapias inovadoras. Usada pela primeira vez durante a pandemia da covid 19, a tecnologia utiliza RNA sintético para estimular o organismo a produzir uma proteína do vírus, incentivando a resposta imunológica. Diferentemente das vacinas tradicionais que usam o próprio agente infeccioso inativado ou atenuado, o mRNA ensina o corpo a se defender sem expô-lo diretamente ao micro-organismo. 

    Referência em pesquisa, formação e inovação, o Centro vai estabelecer parcerias com startups, universidades, empresas e ICTs nacionais e internacionais. Entre os seus objetivos, estão o desenvolvimento de vacinas prioritárias para as Américas, a oferta de suporte técnico e a capacitação a outras instituições de pesquisa e desenvolvimento na Região.

    “Ter maior capacidade de produzir nas Américas sem dúvida nenhuma é um elemento fundamental para que as pessoas possam ter mais acesso a medicamentos, vacinas e tecnologias de saúde e, com isso, a saúde avance na região inteira”, afirmou o diretor da OPAS, Jarbas Barbosa.

    Executado pela Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), o projeto integra as ações da Estratégia Nacional para o Desenvolvimento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (Ceis).  As ICTs têm até o dia 26 de agosto para submeter propostas e as dúvidas de como se candidatar serão elucidadas em webinar  no 30 de julho, às 15h, no YouTube da Embrapii.

    “Nosso objetivo, juntamente com o Ministério da Saúde, é continuar fortalecendo e expandindo o apoio da Embrapii ao setor produtivo brasileiro, em parceria com as melhores Instituições Científicas e Tecnológicas do Brasil para atender as demandas presentes e futuras da nossa pujante indústria nacional”, afirmou o presidente da Embrapii, Álvaro Prata.

    Em relação a produção de imunizantes no país com esta tecnologia, o Ministério da Saúde investe em duas iniciativas, que são as plataformas de produção de vacinas com RNA mensageiro no Instituto Butantan e na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

    Investimentos estruturantes: biofármacos, dispositivos médicos e saúde digital  

    Para fortalecer a inovação no SUS, Alexandre Padilha também anunciou R$ 30 milhões para a criação de seis novas Unidades Embrapii em áreas estratégicas como biofármacos, dispositivos médicos e saúde digital. Essas Unidades vão atuar no desenvolvimento de soluções tecnológicas em parceria com empresas e ICTS, a fim de atenderem demandas prioritárias do SUS.

    Os valores globais desse projeto podem chegar a R$ 240 milhões relativos a contrapartidas das empresas e das ICTS que serão selecionadas para fazerem as produções tecnológicas. As ICTs têm até o dia 15 de agosto para apresentar propostas. No dia 29 de julho, às 15h, está previsto o webinar no YouTube da Embrapii para tirar as dúvidas de como se candidatar.

    Doenças negligenciadas e insumos estratégicos  

    Também foram anunciados R$ 60 milhões para Projetos de Alto Impacto voltados ao desenvolvimento de dispositivos médicos, diagnósticos avançados e fabricação nacional de fármacos e farmoquímicos. O objetivo é estimular que empresas e Unidades Embrapii desenvolvam tratamentos para doenças negligenciadas e insumos estratégicos, como anticorpos monoclonais, e soluções digitais para diagnóstico em locais remotos e sem infraestrutura.  

    Cada projeto deve ter a participação de, pelo menos, duas Unidades Embrapii e uma empresa, com a possibilidade de parceria com mais empresas, startups e outras ICTs. A chamada está aberta até que se esgotem os recursos e está previsto um webinar para tirar as dúvidas das empresas no dia 31 de julho, às 15h, no YouTube da Embrapii.

    Consulta pública para regulamentar debêntures incentivadas na saúde

    Para regulamentar o uso de debêntures incentivadas na saúde, foi lançada uma consulta pública com o objetivo de permitir que obras, aquisições e ampliações de infraestrutura no SUS possam captar recursos do setor privado, com incentivos fiscais para os investidores. A proposta inédita busca atrair capital privado para ampliar a capacidade de investimento e modernização do SUS. A consulta está aberta até 10 de agosto de 2025. 

    Desenvolvimento de insumos farmacêuticos, plataformas tecnológicas e terapias

    O MCTI e a Finep lançaram uma chamada pública de subvenção econômica, no valor de R$ 300 milhões, para fomentar projetos de inovação no setor da saúde. Os recursos — não reembolsáveis e em fluxo contínuo — serão destinados a empresas que atuem no desenvolvimento de Insumos Farmacêuticos Ativos (IFAs) inovadores, plataformas tecnológicas de Terapias Avançadas, produtos biológicos de alto impacto para o SUS, além de equipamentos e dispositivos médicos inovadores.

    A iniciativa também contempla o fortalecimento da pesquisa clínica no país. O regulamento da seleção pública incentivará a execução de projetos nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, bem como parcerias com Instituições Científicas e Tecnológicas (ICTs) e a participação de mestres e doutores. Entre os resultados esperados, estão o aumento da produção nacional de tecnologias em saúde, a ampliação da oferta de terapias avançadas e produtos para o SUS, além do fortalecimento da capacidade nacional de pesquisa clínica.

    “Fortalecer o Complexo da Saúde exige pesquisadores qualificados, políticas de incentivo à inovação, apoio a empresas de base tecnológica, estímulo às exportações e acesso a financiamento e infraestrutura. O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação tem atuado com protagonismo, por meio de crédito, subvenções e recursos para ICTs. Isso só foi possível com a recomposição do FNDCT e a redução dos juros para projetos de inovação”, disse a ministra do MCTI, Luciana Santos.

    Pesquisadores brasileiros no exterior

    Uma das iniciativas já existentes é o Programa Conhecimento Brasil, executado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), com o objetivo de atrair e fixar aqui pesquisadores brasileiros que hoje estão no exterior, além de fomentar redes de cooperação científica entre instituições nacionais e estrangeiras. Um investimento de R$ 604 milhões para contratar 599 projetos desses pesquisadores.

    “Dentro desse espírito de valorizar a pesquisa, o MCTI está aliando esforços com o Ministério da Saúde para construirmos uma chamada conjunta específica para área da saúde. O CNPq entraria com a oferta de bolsas atrativas para períodos maiores ou mais curtos, que permitam contarmos com o trabalho de pesquisadores brasileiros ou estrangeiros radicados no Brasil ou no exterior”, explicou a ministra.

    Cooperação com a OPAS/OMS para a soberania regional

    A programação também incluiu um workshop conduzido pela OPAS com a participação de empresas públicas e privadas. O objetivo foi capacitar essas instituições para atuarem como fornecedoras de vacinas, medicamentos, dispositivos médicos, suprimentos e insumos de saúde aos países das Américas, por meio do Fundos Rotatórios Regionais da OPAS.

    Os Fundos Rotatórios Regionais da OPAS são um mecanismo de compra conjunta de suprimentos e medicamentos essenciais nas Américas, com finalidade de melhorar o acesso a insumos seguros e eficazes, além de promover eficiência e sustentabilidade dos sistemas de saúde.  

    “Agradeço ao Ministério da Saúde do Brasil e à FIESP pela parceria para possamos ter cada vez mais produtores participando dos Fundos Rotatórios da OPAS e o Brasil, com todo o desenvolvimento e capacidade que já tem, lidere e inspire outros países a se somarem a esse esforço”, afirmou o diretor da OPAS, Jarbas Barbosa.

    Sobre a Embrapii

    A Embrapii é uma organização social que atua em cooperação com Instituições de Ciência e Tecnologia, públicas ou privadas, para atender ao setor empresarial e fomentar a inovação na indústria. Para isso, conecta centros de pesquisa e empresas, compartilhando os custos da inovação ao aportar recursos não reembolsáveis em projetos que levem à introdução de novos produtos e processos no mercado.

    Para ter acesso ao modelo, a empresa deve apresentar seu desafio tecnológico à Unidade Embrapii com a competência técnica que se enquadra às necessidades do projeto. A Embrapii possui contrato de gestão com o Governo Federal, por meio dos Ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação, da Educação, da Saúde e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Além disso, possui parceria com o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). 

    Taís Nascimento
    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde confirma nove casos de sarampo em Campos Lindos, interior de Tocantins

    Ministério da Saúde confirma nove casos de sarampo em Campos Lindos, interior de Tocantins

    O Ministério da Saúde confirmou nove casos de sarampo no município de Campos Lindos, Tocantins. As amostras foram confirmadas por exame IgM reagente, considerando também o vínculo epidemiológico e o histórico de viagem à Bolívia, país atualmente em surto da doença. Outros dois casos estão em investigação.

    Os casos pertencem a uma comunidade composta por cerca de 400 pessoas, que por questões culturais não têm o hábito de se vacinarem. Todos estão sendo acompanhados por técnicos do Ministério da Saúde e da Secretaria de Estado da Saúde do Tocantins e do município de Campos Lindos, que conduzem ação de bloqueio e varredura no município para impedir o avanço da doença. Os exames são enviados também ao Laboratório de Referência da Fiocruz, no Rio de Janeiro, para confirmação final.

    O Ministério da Saúde mantém uma equipe permanente no local desde segunda-feira, 21 de julho. Até o momento, 660 pessoas estão sendo acompanhadas no município, 282 casas foram visitadas e 644 doses da vacina foram aplicadas. Com os esforços contínuos do Ministério da Saúde e da secretaria estadual e municipal, é possível que, mesmo com o surgimento de novos casos, a disseminação seja controlada e a circulação do vírus interrompida.

    Reforçar a vacinação é a forma mais eficaz de evitar a reintrodução do sarampo no Brasil e, com a presença das equipes técnicas, a cobertura vacinal está avançando entre os moradores de Campos Lindos, que possui 8,7 mil habitantes e fica cerca de 500 km de Palmas, capital do estado.

    Ações de bloqueio do sarampo no país foram eficazes neste ano

    Em março deste ano, o Ministério da Saúde, em conjunto com a gestão local, conseguiu interromper a circulação do vírus, no Rio de Janeiro, no caso da infecção de duas crianças da mesma família em São João de Meriti. O rastreamento dos contatos e o reforço da vacinação foram essenciais para impedir o surgimento de novos casos na região. O mesmo ocorreu no Rio Grande do Sul, em São Paulo e no Distrito Federal — unidades federativas que registraram um caso cada neste ano. No total, o Brasil contabiliza 14 casos importados confirmados.

    Atualmente, o Brasil não registra transmissão sustentada da doença, e os casos, por serem importados, não comprometem a certificação concedida pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que reconhece o país como livre do sarampo. Para evitar a reintrodução do vírus, o Ministério da Saúde, em parceria com as equipes de saúde estaduais e municipais, está intensificando as ações de bloqueio no estado e em outras regiões que fazem fronteira com a Bolívia.

    Com o registro de casos na região das Américas, casos importados – em que a infecção ocorre fora do local de residência, podem ser registrados no Brasil e devem ser imediatamente investigados.

    Ministério da Saúde reforça vacinação e vigilância nas regiões de fronteira

    No Acre, país que faz fronteira com a Bolívia, foi realizado o Dia D de vacinação com quase 5 mil doses aplicadas em um único dia.  Na ocasião, uma equipe de técnicos do Ministério da Saúde foi enviada ao estado para reforçar a vacinação, com apoio das gestões locais, e promover seminários sobre a doença para gestores locais, focados na prevenção e na resposta rápida a casos. Outro Dia D de vacinação contra o sarampo está programado para o próximo sábado (26/7), nos estados fronteiriços de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Rondônia.

    Foto: divulgação/MS
    Foto: divulgação/MS

    Nesta semana, em Corumbá e Campo Grande (MS), o Ministério da Saúde inicia uma ação de intensificação da vigilância em saúde e reforço da vacinação contra o sarampo. As atividades seguem até sábado (26). O diretor do Departamento do Programa Nacional de Imunizações (DPNI), Eder Gatti, junto com uma equipe técnica da pasta, estará no estado para acompanhar a vacinação e capacitar gestores de saúde.

    Diante do cenário internacional de sarampo na Região das Américas, que já registra mais de 7 mil casos e 13 óbitos – quase a totalidade na América do Norte. Os números por país são: 34 casos na Argentina, 34 em Belize, 60 na Bolívia, 14 no Brasil, 3.170 no Canadá (com 1 óbito), 1 na Costa Rica, 1.227 nos Estados Unidos (com 3 óbitos), 2.597 no México (com 9 óbitos) e 4 no Peru.

    A principal preocupação, no momento, envolve brasileiros que viajam, especialmente para países da América do Norte, onde a maioria dos casos está concentrada. A orientação para se proteger contra o sarampo é manter a vacinação em dia. A medida mais eficaz para a prevenção da doença e o controle de surtos e epidemias é a vacinação.

    No esquema de rotina, a vacina é recomendada para pessoas de 12 meses a 59 anos, conforme o Calendário Nacional de Vacinação. O esquema vacinal completo inclui duas doses para quem tem até 29 anos, e uma dose para adultos entre 30 e 59 anos. As crianças devem ser vacinadas aos 12 e 15 meses de idade. Os estoques estão garantidos em todo o país.

    Ministério da Saúde

  • Agora Tem Especialistas abre 635 vagas imediatas para médicos atuarem no SUS

    Agora Tem Especialistas abre 635 vagas imediatas para médicos atuarem no SUS

    O Ministério da Saúde publicou, nesta quinta-feira (24), edital inédito para provimento e formação de médicos já especialistas. A chamada pública é uma das iniciativas do programa Agora Tem Especialistas, que tem o objetivo de reduzir o tempo de espera por atendimentos no Sistema Único de Saúde (SUS). Os profissionais interessados devem se inscrever até 28 de julho na plataforma da UNA-SUS. O início das atividades acontece a partir de setembro.

    Além das 635 vagas imediatas, serão ofertadas mais 1.143 vagas para cadastro reserva, totalizando 1,7 mil vagas para médicos especialistas que terão a oportunidade de aprimorar seus conhecimentos em locais onde há carência de profissionais. A presença de especialistas em regiões desassistidas é fundamental para assegurar o acesso integral aos serviços do SUS, evitando deslocamentos prolongados da população em busca de atendimento especializado.

    “Pela primeira vez, o Ministério da Saúde lança um programa com o intuito de trazer médicos especialistas para a Atenção Especializada da rede pública de saúde. Depois do sucesso do Programa Mais Médicos, que possibilitou formar e contratar médicos de família e comunidade, chega a vez do Agora Tem Especialistas, que vai investir no desenvolvimento desses profissionais já especializados”, explica o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

    A atividade prática em hospitais e policlínicas da rede pública será o diferencial dos 16 cursos de aprimoramento que compõem o programa, conduzidos por profissionais de excelência dos hospitais do PROADI-SUS e da Rede Ebserh. Os participantes terão 16 horas semanais dedicadas à prática assistencial e mais 4 horas semanais de atividades educacionais, incluindo mentoria remota e imersões em serviços de referência nas especialidades prioritárias para o SUS, como oncologia e ginecologia. Cada curso terá duração de 12 meses.

    Ministério da Saúde

  • Agora Tem Especialistas abre 1,7 mil vagas para médicos especialistas atuarem em áreas prioritárias do SUS

    Agora Tem Especialistas abre 1,7 mil vagas para médicos especialistas atuarem em áreas prioritárias do SUS

    O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, lançou, nesta quarta-feira (23/7), um conjunto de ações do programa Agora Tem Especialistas para enfrentar a escassez de profissionais na Atenção Especializada, um dos maiores gargalos do Sistema Único de Saúde (SUS). Padilha anunciou mais de 1,7 mil vagas para aprimorar o conhecimento de médicos especialistas em áreas onde há carência desses profissionais, além de vários avanços nas residências em saúde, como a abertura de 1 mil novas bolsas de residência multiprofissional; incentivos para garantir mais preceptoria em programas de residência em saúde; e o fortalecimento da formação em oncologia.

    Juntas, essas iniciativas visam prover e formar mais profissionais qualificados, aumentando a capacidade de atendimento especializado a fim de reduzir o tempo de espera na rede pública, objetivo do programa. “É a primeira vez que o Ministério da Saúde faz um programa de provimento de médicos especialistas para a Atenção Especializada. Depois do grande sucesso do Programa Mais Médicos, que possibilita a formação e o provimento com os médicos de família e comunidade, chega a vez do Agora Tem Especialistas, que vai financiar diretamente o aprimoramento desse profissional, que já é um especialista”, afirmou o ministro.

    Foto: Rafael Nascimento/MS
    Foto: Rafael Nascimento/MS

    Alexandre Padilha se refere ao primeiro edital para médicos especialistas, que ofertará 635 vagas para início das atividades em setembro.  A atuação prática em hospitais e policlínicas da rede pública será o diferencial dos 16 cursos de aprimoramento, que serão ministrados por profissionais de excelência de hospitais do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (PROADI-SUS) e da Rede Ebserh.

    Serão 16 horas semanais de prática assistencial e quatro horas semanais de atividades educacionais, como mentoria remota e imersões em serviços de referência em especialidades prioritárias para o SUS, como oncologia e ginecologia. Os cursos terão duração de 12 meses.

    Os médicos selecionados contarão com uma bolsa-formação de cerca de R$ 10 mil. Para participarem, eles precisam já serem certificados pela Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM) ou titulados pela Associação Médica Brasileira (AMB) nas áreas em que serão aprimorados. As 635 vagas deste primeiro ciclo serão destinadas a estados e municípios que já aderiram ao Agora Tem Especialistas. As demais 1.143 oportunidades serão direcionadas para cadastro reserva.

    As inscrições serão abertas no dia 28 de julho na plataforma da UNA-SUS. 

    Avanços nas residências em saúde para ampliar acesso a especialistas

    O ministro Alexandre Padilha também anunciou a expansão de residências em áreas profissionais da saúde, com a oferta de 1 mil novas bolsas para perfis que incluem, por exemplo, enfermeiros, fisioterapeutas e psicólogos. Essa medida do programa Agora Tem Especialistas priorizará especialidades essenciais para os pacientes do SUS, como saúde da mulher, oncologia, reabilitação e deficiência e Atenção Primária à Saúde.

    “O programa envolve todos os níveis das nossas redes do sistema de saúde, desde a Atenção Primária passando pela Atenção Especializada, capacitação das equipes, desenvolvimento de políticas de formação profissional, estruturas de saúde mais novas e mais ágeis, novos mecanismos de parcerias com o setor privado, além da qualificação dos dados”, explicou o ministro.

    Com a expectativa de impactar mais de 1,9 mil profissionais, a oferta de novos incentivos para preceptores também foi anunciada. No caso da residência médica, serão destinados R$ 4 mil para coordenador e R$ 4 mil para preceptor, a cada três vagas autorizada. Para essa iniciativa, serão investidos o total de R$ 97,7 milhões até 2026. Já a preceptoria em residência multiprofissional contará com R$ 3 mil para coordenador, R$ 3 mil para preceptor a cada 5 vagas e R$ 2 mil para o tutor, totalizando a destinação de R$ 12, 2 milhões até o final do próximo ano.

    Valorização da titulação médica e formação em oncologia

    Padilha apresentou, ainda, outro avanço para a residência médica: o reconhecimento do Registro de Qualificação de Especialista (RQE) para o ingresso de profissionais em subespecialidades. Além de ampliar o acesso via residência médica, a iniciativa valoriza a titulação médica nacional como referência de qualificação. O impacto esperado é a redução de barreiras formativas e a integração entre trajetórias profissionais e acadêmicas.

    Em relação à residência médica, o ministro da Saúde anunciou a segunda entrada para médicos residentes ainda em 2025. É uma forma de preencher as vagas ociosas não ocupadas no início do ano letivo, aproveitando as listas de espera dos processos seletivos já realizados. O objetivo é acelerar a formação de especialistas em áreas prioritárias.

    Outro avanço é o fortalecimento da formação oncológica, uma das áreas prioritárias do Agora Tem Especialistas. Com o intuito de induzir a maior ocupação de vagas em programas de residência médica em Patologia e Radioterapia, a iniciativa vai ofertar uma trilha educacional integrada à residência médica com ênfase em competências práticas e atuação supervisionada. Médicos residentes que aderirem a essa capacitação complementar poderão ser elegíveis à bolsa-formação.

    Confira a Apresentação

    Assista a Coletiva

    Ministério da Saúde

  • Agora Tem Especialistas abre 1,7 mil bolsas para médicos especialistas que contarão com atuação prática no SUS

    Agora Tem Especialistas abre 1,7 mil bolsas para médicos especialistas que contarão com atuação prática no SUS

    O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, lançou, nesta quarta-feira (23/7), um conjunto de ações do programa Agora Tem Especialistas para enfrentar a escassez de profissionais na Atenção Especializada, um dos maiores gargalos do Sistema Único de Saúde (SUS). Padilha anunciou mais de 1,7 mil vagas para aprimorar o conhecimento de médicos especialistas em áreas onde há carência desses profissionais, além de vários avanços nas residências em saúde, como a abertura de 1 mil novas bolsas de residência multiprofissional; incentivos para garantir mais preceptoria em programas de residência em saúde; e o fortalecimento da formação em oncologia.

    Juntas, essas iniciativas visam prover e formar mais profissionais qualificados, aumentando a capacidade de atendimento especializado a fim de reduzir o tempo de espera na rede pública, objetivo do programa. “É a primeira vez que o Ministério da Saúde faz um programa de provimento de médicos especialistas para a Atenção Especializada. Depois do grande sucesso do Programa Mais Médicos, que possibilita a formação e o provimento com os médicos de família e comunidade, chega a vez do Agora Tem Especialistas, que vai financiar diretamente o aprimoramento desse profissional, que já é um especialista”, afirmou o ministro.

    Foto: Rafael Nascimento/MS
    Foto: Rafael Nascimento/MS

    Alexandre Padilha se refere ao primeiro edital para médicos especialistas, que ofertará 635 vagas para início das atividades em setembro.  A atuação prática em hospitais e policlínicas da rede pública será o diferencial dos 16 cursos de aprimoramento, que serão ministrados por profissionais de excelência de hospitais do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (PROADI-SUS) e da Rede Ebserh.

    Serão 16 horas semanais de prática assistencial e quatro horas semanais de atividades educacionais, como mentoria remota e imersões em serviços de referência em especialidades prioritárias para o SUS, como oncologia e ginecologia. Os cursos terão duração de 12 meses.

    Os médicos selecionados contarão com uma bolsa-formação de cerca de R$ 10 mil. Para participarem, eles precisam já serem certificados pela Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM) ou titulados pela Associação Médica Brasileira (AMB) nas áreas em que serão aprimorados. As 635 vagas deste primeiro ciclo serão destinadas a estados e municípios que já aderiram ao Agora Tem Especialistas. As demais 1.143 oportunidades serão direcionadas para cadastro reserva.

    As inscrições serão abertas no dia 28 de julho na plataforma do UNA-SUS.

    Avanços nas residências em saúde para ampliar acesso a especialistas

    O ministro Alexandre Padilha também anunciou a expansão de residências em áreas profissionais da saúde, com a oferta de 1 mil novas bolsas para perfis que incluem, por exemplo, enfermeiros, fisioterapeutas e psicólogos. Essa medida do programa Agora Tem Especialistas priorizará especialidades essenciais para os pacientes do SUS, como saúde da mulher, oncologia, reabilitação e deficiência e Atenção Primária à Saúde.

    “O programa envolve todos os níveis das nossas redes do sistema de saúde, desde a Atenção Primária passando pela Atenção Especializada, capacitação das equipes, desenvolvimento de políticas de formação profissional, estruturas de saúde mais novas e mais ágeis, novos mecanismos de parcerias com o setor privado, além da qualificação dos dados”, explicou o ministro.

    Com a expectativa de impactar mais de 1,9 mil profissionais, a oferta de novos incentivos para preceptores também foi anunciada. No caso da residência médica, serão destinados R$ 4 mil para coordenador e R$ 4 mil para preceptor, a cada três vagas autorizada. Para essa iniciativa, serão investidos o total de R$ 97,7 milhões até 2026. Já a preceptoria em residência multiprofissional contará com R$ 3 mil para coordenador, R$ 3 mil para preceptor a cada 5 vagas e R$ 2 mil para o tutor, totalizando a destinação de R$ 12, 2 milhões até o final do próximo ano.

    Valorização da titulação médica e formação em oncologia

    Padilha apresentou, ainda, outro avanço para a residência médica: o reconhecimento do Registro de Qualificação de Especialista (RQE) para o ingresso de profissionais em subespecialidades. Além de ampliar o acesso via residência médica, a iniciativa valoriza a titulação médica nacional como referência de qualificação. O impacto esperado é a redução de barreiras formativas e a integração entre trajetórias profissionais e acadêmicas.

    Em relação à residência médica, o ministro da Saúde anunciou a segunda entrada para médicos residentes ainda em 2025. É uma forma de preencher as vagas ociosas não ocupadas no início do ano letivo, aproveitando as listas de espera dos processos seletivos já realizados. O objetivo é acelerar a formação de especialistas em áreas prioritárias.

    Outro avanço é o fortalecimento da formação oncológica, uma das áreas prioritárias do Agora Tem Especialistas. Com o intuito de induzir a maior ocupação de vagas em programas de residência médica em Patologia e Radioterapia, a iniciativa vai ofertar uma trilha educacional integrada à residência médica com ênfase em competências práticas e atuação supervisionada. Médicos residentes que aderirem essa capacitação complementar poderão ser elegíveis a bolsa-formação.

    Confira a Apresentação da Coletiva

    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde institui Rede Nacional de Dados em Saúde como plataforma oficial de integração de dados do SUS

    Ministério da Saúde institui Rede Nacional de Dados em Saúde como plataforma oficial de integração de dados do SUS

    O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e a ministra da Gestão e da Inovação (MGI), Esther Dweck, assinaram, nesta quarta-feira (23/7), o decreto que oficializa a Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS) como plataforma oficial de interoperabilidade do SUS. Mais de 80% dos estados e 68% dos municípios brasileiros já estão integrados à rede. Durante cerimônia no Palácio do Planalto, em Brasília, o ministro Padilha anunciou também que, em breve, o número do CPF será utilizado como base do sistema de registros do SUS no país.

    De acordo com Padilha, nos próximos dias, o Ministério da Saúde, em parceria com o Ministério da Gestão e da Inovação, vai apresentar um plano detalhado para a utilização do CPF como base dos registros em saúde. “Isso vai melhorar o monitoramento, combater o desperdício e fortalecer a gestão pública. Para nós, dado não é moeda de troca: dado é vida”, reforçou Padilha.

    Criada para conectar diferentes sistemas de saúde em todo o Brasil e compartilhar dados de maneira segura e padronizada, a RNDS posiciona o Brasil entre os países mais avançados na gestão digital da saúde pública. Atualmente, a plataforma reúne mais de 2,8 bilhões de registros, incluindo 1,5 milhão de dados sobre vacinas, 75 milhões de exames, 436 milhões de atendimentos, 30,2 milhões de prescrições, 4,8 milhões de atestados, 773 milhões de procedimentos da regulação e 9 milhões de registros de internações.

    A instituição da Rede Nacional de Dados em Saúde fortalece as ações do programa Agora Tem Especialistas, que tem como principal objetivo reduzir o tempo de espera por atendimentos no SUS. Pela regulamentação, os atendimentos nos serviços de saúde privados serão remunerados mediante compensação tributária ou quitação de dívidas, com toda a prestação de serviços registrada e rastreada pela RNDS.

    “Esse decreto consolida o que o programa Agora Tem Especialistas começou, que é permitir que dívidas com o SUS se transformem em mais exames, mais cirurgias, mais consultas. Mas só quem integrar seus dados à RNDS poderá fazer parte dessa oferta. É transparência, eficiência e ampliação do acesso”, reiterou o ministro Alexandre Padilha.

    A interoperabilidade da RNDS assegura que o fluxo de dados ocorra com sigilo, privacidade e segurança da informação. A governança da plataforma é coordenada pelo Ministério da Saúde, com participação federativa, garantindo a soberania nacional sobre os dados de saúde.

    Até o momento, 21 estados, além do Distrito Federal, estão integrados à Rede Nacional de Dados em Saúde: Acre, Alagoas, Amazonas, Amapá, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rondônia, Roraima, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Tocantins, Rio de Janeiro e Paraná. Outros três estão em processo de implantação – São Paulo, Sergipe e Rio Grande do Norte – e dois devem iniciar em breve: Minas Gerais e Mato Grosso do Sul. No total, 3.805 (68,3%) municípios brasileiros enviam registros de forma regular à RNDS.

    Transformação digital do SUS

    O decreto também regulamenta as plataformas do SUS Digital: Meu SUS Digital, SUS Digital Profissional e SUS Digital Gestor, que ampliam o acesso a informações para cidadãos, profissionais e gestores públicos. O Meu SUS Digital já conta com mais de 59 milhões de downloads. No último mês, 29 milhões de usuários acessaram o aplicativo.

    A transformação digital do SUS ganha, assim, um marco estratégico: o cidadão passa a ter controle sobre seu histórico de saúde, acessível diretamente pelo Meu SUS Digital. Profissionais e gestores também se beneficiam: os dados unificados estarão disponíveis no SUS Digital Profissional e no SUS Digital Gestor, garantindo uma visão mais ampla e precisa da saúde da população. 

    Com os dados integrados, por meio do SUS Digital, conseguimos identificar, por exemplo, quando um paciente deixa de buscar seu medicamento no Farmácia Popular. “Com essa informação, mandamos uma mensagem direto para o celular da pessoa, relembrando o tratamento. Só em junho, mais de 150 mil usuários voltaram a retirar seus remédios. Isso mostra que dado, quando bem usado, salva vidas”, afirmou o ministro Alexandre Padilha.

    “O Meu SUS Digital empodera o cidadão, permitindo que ele acesse seu histórico de saúde, acompanhe seus atendimentos e tome decisões mais conscientes sobre seu próprio cuidado”, reforça a secretária de Informação e Saúde Digital, Ana Estela Haddad.

    Esse avanço permite não apenas a continuidade do cuidado e uma gestão individualizada da saúde, mas também o monitoramento mais eficiente de epidemias, o planejamento de políticas públicas e a melhor alocação de recursos. O que antes levava semanas, agora acontece em tempo real, com o uso da inteligência de dados a serviço da saúde pública.

    Carolina Militão
    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde investe R$ 25,4 milhões para fortalecer a assistência farmacêutica em 428 municípios

    Ministério da Saúde investe R$ 25,4 milhões para fortalecer a assistência farmacêutica em 428 municípios

    O Ministério da Saúde liberou R$ 25,4 milhões para fortalecer a estrutura da assistência farmacêutica no SUS em 428 municípios, de todas as regiões do país. Os investimentos estão formalizados pela Portaria GM/MS nº 7.556, publicada em 11 de julho, com a lista dos entes habilitados a receber os recursos ainda em 2025. A medida faz parte do Programa Nacional de Qualificação da Assistência Farmacêutica (Qualifar-SUS).

    O repasse prevê mais de mais de R$ 15 milhões para estruturação e mais de R$ 10 milhões para manutenção dos serviços. Os valores serão transferidos em parcela única aos Fundos Municipais de Saúde, que deverão ser aplicados na melhoria de espaços físicos, aquisição de equipamentos e apoio à manutenção de serviços, com foco na qualificação do atendimento farmacêutico no SUS.  

    “Após a suspensão das habilitações no governo anterior, que desde 2019 não realizava novos repasses para o programa, o governo federal retomou o processo em 2023. Desde então, o Qualifar-SUS já contemplou 1.289 municípios, com um total de R$ 79,6 milhões em investimentos. O objetivo é garantir que os serviços farmacêuticos estejam estruturados e preparados para atender com eficiência os usuários do SUS”, destaca a secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação e do Complexo Econômico-Industrial da Saúde, Fernanda De Negri.

    Para a estruturação das farmácias públicas, poderão ser adquiridos equipamentos, mobiliário, computadores e itens para modernizar a Rede de Frio, como geladeiras e freezers para o armazenamento de medicamentos termolábeis. Já os recursos voltados à manutenção poderão ser aplicados na organização de estoques, apoio técnico e melhoria da infraestrutura administrativa — incluindo investimento em conectividade, climatização e informatização, por exemplo.

    Critérios Qualifar-SUS

    As habilitações seguem critérios estabelecidos no Chamamento Público nº 04/2024, que priorizou municípios com até 500 mil habitantes e com Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) classificado como baixo, médio ou alto, conforme Atlas do Desenvolvimento Humano (PNUD/Ipea/FJP). A expansão do programa alcança 4.369 habilitados no eixo Estrutura do Qualifar-SUS e a meta da pasta é habilitar os 5.570 municípios até 2027.

    Desde sua criação, em 2012, o Qualifar-SUS já destinou mais de R$ 655 milhões para fortalecer dos serviços farmacêuticos em todo o território nacional. O Programa tem entre as diretrizes: promover condições favoráveis à estruturação de serviços farmacêuticos no SUS para a qualificação do acesso aos medicamentos e da gestão do cuidado. Além da garantia e ampliação do acesso da população a medicamentos eficazes, seguros, de qualidade e o seu uso racional, o Qualifar-SUS tem perspectiva de contribuir para a integralidade do cuidado, resolutividade e o monitoramento dos resultados terapêuticos desejados.

    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde investiga dois casos suspeitos de sarampo no Tocantins

    Ministério da Saúde investiga dois casos suspeitos de sarampo no Tocantins

    O Ministério da Saúde, em conjunto com a Secretaria de Estado da Saúde do Tocantins, está investigando dois casos suspeitos de sarampo na cidade de Campos Lindos. Os pacientes informaram ter tido contato com pessoas que estiveram na Bolívia, país que enfrenta um surto da doença. Uma equipe técnica da pasta foi enviada nesta segunda-feira (21) para apoiar o monitoramento dos possíveis contatos e reforçar a vacinação na região. As amostras clínicas foram coletadas e aguardam os resultados. 

    Devido à situação epidemiológica do sarampo em outros países, casos esporádicos no Brasil podem ocorrer e devem ser imediatamente investigados, com as medidas de bloqueio realizadas o mais precocemente possível. Em 2025, o Brasil registrou cinco casos esporádicos confirmados, sendo dois no Rio de Janeiro, um no Rio Grande do Sul, um em São Paulo e um no Distrito Federal. Por serem esporádicos, esses casos não alteram o status do Brasil como país livre da circulação do sarampo, certificado em novembro de 2024 pela Organização Mundial da Saúde. 

    Na Região das Américas, neste ano, foram confirmados 7.132 casos e 13 óbitos até o momento: 34 na Argentina, 34 em Belize, 60 na Bolívia, 5 no Brasil, 3.170 no Canadá (incluindo 1 óbito), 1 na Costa Rica, 1.227 nos Estados Unidos (incluindo 3 óbitos), 2.597 no México (incluindo 9 óbitos) e 4 no Peru. 

    O sarampo é uma doença infecciosa altamente contagiosa, caracterizada por febre, exantema, tosse, coriza e conjuntivite. A transmissão ocorre de pessoa para pessoa, por via aérea, ao tossir, espirrar, falar ou respirar. O sarampo é tão contagioso que uma pessoa infectada pode transmitir o vírus para até 90% das pessoas próximas que não estejam imunes. 

    A medida mais efetiva para a prevenção do sarampo e o controle de surtos e epidemias é a vacinação, ofertada gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Em 2025, até o momento, mais de 10 mil doses foram enviadas ao Tocantins. A vacina é recomendada para pessoas de 12 meses a 59 anos, conforme o calendário nacional. O esquema completo inclui duas doses para quem tem até 29 anos e uma dose para adultos entre 30 e 59 anos. Crianças devem ser vacinadas aos 12 e 15 meses. Os estoques estão garantidos em todo o país. 

    Para mais informações, acesse a página do Sarampo

    Ministério da Saúde
  • Ministério da Saúde inaugura a maior biofábrica de Wolbachia do mundo

    Uma das tecnologias mais inovadoras no controle da dengue e outras arboviroses, a Wolbachia começa a ser produzida em larga escala no Brasil. O anúncio foi feito neste sábado (19) pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante a inauguração, em Curitiba (PR), da maior biofábrica do mundo dedicada a atender às demandas do Ministério da Saúde. A fábrica é resultado de uma parceria entre a Fiocruz, a Wolbito do Brasil, o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), o Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP) e o World Mosquito Program (WMP), com investimento superior a R$ 82 milhões.

    “Não existe nenhum lugar no mundo que produz a quantidade de mosquitos que nós passaremos a produzir aqui no Brasil com essa tecnologia inovadora, que já testamos em várias cidades do nosso país. Isso coloca o Brasil na linha de frente dessa tecnologia para o mundo”, destacou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

    A tecnologia consiste na produção de mosquitos infectados com Wolbachia, bactéria que bloqueia o desenvolvimento dos vírus dentro do Aedes aegypti, impedindo sua transmissão. Inicialmente, esses mosquitos eram produzidos na biofábrica da Fiocruz, no Rio de Janeiro. Com a ampliação do método, o Ministério da Saúde busca tornar o controle das arboviroses mais eficiente, superando o modelo tradicional focado apenas em inseticidas.

    Com a nova biofábrica, a produção alcança 100 milhões de ovos por semana. O alcance, que antes era de cerca de 5 milhões de pessoas, saltará para 140 milhões em aproximadamente 40 municípios com as maiores incidências da doença nos últimos anos. Essa iniciativa posiciona o Brasil como referência global no controle das arboviroses, com a tecnologia já adotada em 14 países.

    O método está em uso no Brasil há mais de dez anos e, desde 2023, teve seu uso ampliado pelo Ministério da Saúde em áreas prioritárias, apresentando resultados positivos. Em Niterói (RJ), os casos de dengue caíram 69% nos bairros cobertos pela tecnologia. O município foi o primeiro no Brasil a ser totalmente coberto. Além dos benefícios para a saúde pública, o método apresenta bom custo-benefício para o governo: para cada R$ 1 investido, o país economiza até R$ 500 em medicamentos, internações e tratamentos.

    Atualmente, com apoio da Fiocruz, o Ministério da Saúde expandiu o uso da Wolbachia para 16 cidades prioritárias, incluindo Rio de Janeiro, Niterói, Belo Horizonte, Londrina, Natal e Brasília.

    Sobre a tecnologia

    A Wolbachia é uma bactéria presente em 60% dos insetos e, quando injetada no Aedes aegypti durante estudos, impediu o desenvolvimento dos vírus da dengue, Zika, chikungunya e outras arboviroses, reduzindo a transmissão dessas doenças.

    Quando os mosquitos com Wolbachia são liberados no ambiente, eles se reproduzem com mosquitos selvagens, ajudando a formar uma nova geração com menor capacidade de transmitir essas arboviroses. Com o tempo, a proporção de mosquitos infectados pela bactéria aumenta e substitui a linhagem selvagem, dispensando novas liberações.

    Enfrentamento à dengue

    O Ministério da Saúde tem adotado estratégias baseadas em evidências científicas e tecnologias inovadoras com foco na redução de óbitos por arboviroses, organizadas em seis eixos: prevenção; vigilância; controle vetorial; organização da rede assistencial; preparação e resposta às emergências; e comunicação e participação comunitária.

    Em relação à vacinação, o Brasil foi o primeiro país a oferecer a vacina contra a dengue pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Até o momento, mais de 16 milhões de doses foram adquiridas para distribuição em todo o país. Para ampliar a oferta do imunizante e fortalecer a capacidade produtiva nacional, está prevista, ainda em 2025, a produção da vacina pelo Instituto Butantan, com capacidade anual de 60 milhões de doses. Com a produção 100% brasileira em larga escala, o Ministério da Saúde poderá ampliar a faixa etária da vacinação, que atualmente contempla adolescentes de 10 a 14 anos.

    A vigilância também segue ativa no país, com a rede nacional de laboratórios públicos mantida e equipada para confirmar casos, identificar os sorotipos do vírus da dengue em circulação e realizar vigilância genômica, com divulgação pública dos resultados para maior transparência e controle da doença.

    Vanessa Aquino
    Ministério da Saúde