Categoria: SAÚDE GOV

  • Ministério da Saúde reforça mutirões do “Agora Tem Especialistas” e empossa novo diretor do INTO no Rio de Janeiro

    Ministério da Saúde reforça mutirões do “Agora Tem Especialistas” e empossa novo diretor do INTO no Rio de Janeiro

    O secretário-executivo do Ministério da Saúde, Adriano Massuda, e o diretor de programa da Secretaria Executiva, Nilton Pereira, participaram nesta sexta-feira (31) da posse do novo diretor-geral do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (INTO), José Paulo Gabbi. A cerimônia ocorreu na sede da instituição, no Rio de Janeiro.

    Durante o evento, o secretário-executivo destacou a importância do INTO como referência nacional em ortopedia e traumatologia e sua integração estratégica com a rede SUS. “O governo federal, junto com o município, está recompondo o papel da rede hospitalar que integra o sistema de saúde do Rio de Janeiro. Fortalecer institutos federais, como o INTO, é parte essencial do programa Agora Tem Especialistas. Nosso objetivo é aprimorar o cuidado especializado, reestruturando a lógica de gestão e garantindo núcleos de cuidado mais resolutivos no SUS”, afirmou Massuda.

    No início de outubro, o INTO deu início ao mutirão de cirurgias ortopédicas eletivas, dentro do Agora Tem Especialistas. Já foram realizados mais de 300 atendimentos voltados ao tratamento de quadril, incluindo cirurgias de alta complexidade e consultas de acompanhamento. A segunda etapa, acontece até 4 de novembro, e beneficiará mais de 140 pacientes com cirurgias de joelho e procedimentos ortobiológicos, técnica que utiliza recursos regenerativos do próprio organismo para tratar doenças articulares como a artrose.

    “Estamos investindo em medicina regenerativa, que representa um avanço importante no SUS. Essa abordagem reduz custos, acelera a recuperação e evita cirurgias mais invasivas, como a prótese total do joelho”, destacou o novo diretor, José Paulo Gabbi.

    Sobre o novo diretor e o papel do INTO

    Médico formado pela Faculdade de Medicina Souza Marques, Gabbi é membro titular da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia do Joelho.No INTO, atuava desde 2023 como coordenador assistencial, e atualmente é também diretor nacional da SBOT.

    Reconhecido pela excelência e inovação, o INTO é a única instituição brasileira 100% pública a integrar a International Society of Orthopaedic Centers (ISOC), que reúne os 25 melhores centros de ortopedia do mundo.

    Em 2024, o Instituto foi responsável por mais de 60% das cirurgias ortopédicas de alta complexidade realizadas no município do Rio de Janeiro e 46% das cirurgias no estado. Julianna Valença Ministério da Saúde.

    Julianna Valença
    Ministério da Saúde

  • Em Belém, ministério da Saúde apresenta ações para fortalecer a formação e o provimento de profissionais para a Amazônia Legal

    Em Belém, ministério da Saúde apresenta ações para fortalecer a formação e o provimento de profissionais para a Amazônia Legal

    O Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES), realizou nesta sexta-feira (31), em Belém (PA), o evento Amazônia que Cuida, Ensina e Transforma: Potência da Força de Trabalho e da Educação em Saúde, que integra a programação preparatória para a COP30. A iniciativa reuniu gestores, trabalhadores e representantes de instituições de ensino e saúde da Amazônia Legal para fortalecer estratégias de formação, provimento e valorização dos profissionais de saúde na região, além de promover o diálogo interfederativo.

    Durante o encontro, o secretário da SGTES, Felipe Proenço, apresentou diversas ações da pasta voltadas ao fortalecimento do SUS na Amazônia Legal, com investimento de R$ 200 milhões. Entre as medidas estão o Mais Médicos Especialistas, que prevê 102 novos profissionais até o fim do ano; o Afirma-SUS, com 31 projetos de inclusão e diversidade na formação em saúde; e a expansão das Residências Médicas e Multiprofissionais, com 2.481 bolsas ativas e 148 novos programas selecionados.

    Segundo Proenço, o olhar estratégico para a Amazônia fortalece a capacidade formadora dos serviços, incentiva novas residências e contribui para fixar especialistas em territórios historicamente desassistidos. “As ações do Ministério da Saúde têm a Amazônia Legal como território formador, inovador e estratégico para o futuro do SUS, promovendo equidade, sustentabilidade e valorização da força de trabalho em saúde na região”, apontou.

    Já o secretário adjunto da SGTES, Jerzey Timóteo, destacou que o evento regional permite uma “escuta ativa das realidades locais — indígenas, ribeirinhas e tradicionais —, contribuindo para a formação de profissionais da saúde de forma contextualizada e respeitosa com os saberes da região”. Ele destaca, ainda, que o provimento de profissionais da saúde para a Amazônia Legal amplia o acesso da população a cuidados de média e alta complexidade, além de reduzir a necessidade de longos deslocamentos para capitais e garantir respostas mais ágeis e qualificadas às demandas de saúde locais”.

    O evento foi organizado em quatro eixos:

    • Provimento profissional e fortalecimento da Atenção Primária e Especializada — estratégias de interiorização e fixação de profissionais, além da ampliação de especialistas por meio de programas como Agora Tem Especialistas e Mais Médicos;
    • Formação em saúde e especialização profissional — expansão da formação técnica e das residências, integração ensino–serviço e valorização de práticas locais;
    • “Fazer saúde na Amazônia Legal: desafios e singularidades do trabalho” — condições de trabalho, deslocamento, infraestrutura, apoio às equipes, valorização dos profissionais e implementação do piso da enfermagem;
    • “Saúde, educação e saberes tradicionais” — interlocução entre medicina ocidental e práticas ancestrais.

    Nádia Conceição
    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde fortalece rede de pesquisa para monitorar resultados do programa Agora Tem Especialistas

    Ministério da Saúde fortalece rede de pesquisa para monitorar resultados do programa Agora Tem Especialistas

    O Ministério da Saúde realizou, nos dias 30 e 31 de outubro, em Brasília (DF), a Oficina de Pesquisa de Monitoramento e Avaliação do programa Agora Tem Especialistas. O encontro reuniu representantes do ministério e importantes pesquisadores da Saúde Pública, de diferentes instituições e universidades, para discutir estratégias de cooperação científica e aprimorar o acompanhamento das ações voltadas à ampliação da atenção especializada no Sistema Único de Saúde (SUS).

    A oficina teve como objetivo propor o início de uma agenda sistemática de pesquisa de monitoramento e avaliação do Programa Agora Tem Especialistas e apoiar a criação da Rede Colaborativa de Pesquisa para o programa, que garanta a cooperação contínua entre gestão, academia e sociedade.

    “A ideia é colocar em rede atores com diferentes modos de pensar o monitoramento e a avaliação, e diversas metodologias e instrumentos de análise para a agenda de pesquisas do Agora Tem Especialistas, de forma a entregar melhorias para o SUS e para a saúde da população brasileira”, destacou o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Adriano Massuda.

    Durante os dois dias, as atividades abordaram quatro eixos de trabalho: ampliação do acesso especializado; governança; economia da saúde; e relação público-privado no SUS. Ao final da oficina, foram construídas as bases para estruturar projetos preliminares de pesquisa para o programa, que atendam às demandas de equidade, integralidade e universalidade do SUS.

    A iniciativa integra uma série de ações coordenadas pela Secretaria Executiva (SE) para a consolidação do programa Agora Tem Especialistas, em consonância com as demais secretarias do Ministério da Saúde. A proposta reforça o compromisso do Governo Federal em ampliar a oferta de serviços de Atenção Especializada e reduzir o tempo de espera por consultas, exames e cirurgias no SUS.

    Participaram da oficina equipes e gestores de diversas áreas técnicas do Ministério da Saúde, além de representantes do Instituto Nacional de Cardiologia (INC), Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Universidade de São Paulo (USP), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (IEPS) e Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh).

    Sobre o programa

    O Agora Tem Especialistas é uma iniciativa que tem como principal objetivo reduzir o tempo de espera por atendimentos especializados no SUS, promovendo mais agilidade, eficiência e equidade no acesso à saúde.

    O programa reúne uma série de estratégias para ampliar a capacidade de atendimento da rede pública, incluindo a realização de mutirões de saúde, o uso de unidades móveis (carretas), o fortalecimento da telessaúde e a aquisição de transporte sanitário. Também prevê o aumento dos turnos de atendimento, a parceria com unidades privadas para a oferta de serviços especializados e o fortalecimento da formação de profissionais para expandir o número de especialistas na rede.

    Ministério da Saúde

  • Hospital privado iniciará em Niterói (RJ) os primeiros atendimentos a pacientes do SUS pelo programa Agora Tem Especialistas

    Hospital privado iniciará em Niterói (RJ) os primeiros atendimentos a pacientes do SUS pelo programa Agora Tem Especialistas

    O primeiro hospital privado a participar do Agora Tem Especialistaspode iniciar os atendimentos aos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) a partir de novembro. A medida foi anunciada pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, nesta sexta-feira (31), no Hospital e Maternidade São Francisco, localizado em Niterói (RJ). Especializada em serviços de alta complexidade, a unidade de saúde aderiu ao programa do governo federal para ofertar cuidados oncológicos gratuitos às pessoas que aguardam por atendimentos na rede pública. Essa é uma das especialidades prioritárias do programa, que, com a participação da rede de saúde privada, busca ampliar a capacidade de atendimento do SUS para reduzir o tempo de espera por serviços de média e alta complexidade.  

    “Hoje estamos dando mais um passo importante em um programa que é um sonho do nosso presidente (Lula), um sonho de vida. Com o Agora Tem Especialistas, avançamos nesta modalidade em que hospitais privados abrem as portas para o SUS, colocando seus profissionais e equipamentos a serviço da população. São mais exames, consultas e cirurgias para quem está aguardando por atendimento”, destacou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. 

    No Hospital e Maternidade São Francisco, Padilha assinou a autorização para que a oferta dos serviços possa ter início. A expectativa é que a avaliação dos primeiros pacientes já comece nas próximas semanas. Neste primeiro momento, o hospital deve realizar 204 cirurgias oncológicas. Até então, a unidade de saúde nunca havia atendido o SUS.  

    Como contrapartida aos serviços a serem prestados, o Hospital e Maternidade São Francisco receberá créditos financeiros para pagamento de tributos federais. Viabilizada com o envolvimento da Prefeitura de Niterói, a adesão da unidade ao programa possibilita aos hospitais privados e filantrópicos a troca de dívidas com a União, vencidas ou a vencer, por atendimento especializado para o SUS. O foco do atendimento são estas seis áreas prioritárias: oncologia, ortopedia, ginecologia, cardiologia, otorrinolaringologia e oftalmologia. 

    “Agradeço ao Hospital São Francisco e à Prefeitura de Niterói. Este ato representa mais do que uma assinatura, é a adesão do primeiro hospital privado ao programa, com uma contribuição significativa para o SUS: as cirurgias oncológicas, fundamentais para o diagnóstico e tratamento do câncer, um dos maiores gargalos da rede pública. Sem esse apoio, levaríamos muito mais tempo para reduzir a fila de espera por esses procedimentos. Quero avisar às pessoas da região e do Rio de Janeiro: venham receber atendimento no Hospital São Francisco”, afirmou o ministro. 

    Foto: Walterson Rosa/MS
    Foto: Walterson Rosa/MS

    Expansão nacional do Agora Tem Especialistas 

    Atualmente, 12 estabelecimentos de saúde privados, com e sem fins lucrativos, aderiram ao programa na modalidade de crédito financeiro, que permitirá a conversão de até R$ 2 bilhões em dívidas/ano por atendimentos adicionais para pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). São eles: os hospitais privados Cynthia Charone (PA), a Maternidade São Francisco (RJ) e o Hospital Santa Terezinha (PB); e os filantrópicos Santa Casa do Recife (PE) e Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip) em Recife (PE); as Santas Casas de Fortaleza (CE) e Sobral (CE); a Santa Casa de Porto Alegre (RS); a Beneficência Portuguesa (PA); as Santas Casas de Valinhos (SP) e Santa Marcelina (SP); e o Instituto de Oncologia e Ciências Médicas de Minas Gerais (MG) 

    A participação da rede de saúde privada no programa, em caráter complementar, também se estende aos planos de saúde, que podem aderir na modalidade ressarcimento ao SUS. Nesta quinta-feira (30), o ministro da Saúde anunciou a ampliação de atendimentos pela Hapvida, que ampliou sua participação no programa:  a partir de novembro, esse plano de saúde atenderá pacientes do SUS que moram em municípios dos estados do Pará, Ceará e Pernambuco, além do Distrito Federal. Em agosto deste ano, a Hapvida atendeu pacientes de rede pública de saúde de Recife (PE). 

    Por ano, as operadoras que aderirem ao Agora Tem Especialistas poderão ofertar serviços de média e alta complexidade para o abatimento de até R$ 1,3 bilhão de dívidas com o SUS, que ocorrem quando a rede pública realiza procedimentos que deveriam ser prestados pelos planos de saúde contratados. 

    A expectativa do Ministério da Saúde é estender os atendimentos ao SUS por planos de saúde e hospitais privados e filantrópicos para outros estados, na medida em que novos contratos forem firmados.   

    Super Centro para o fortalecimento do SUS 

    Ainda em Niterói (RJ), o ministro Padilha ressaltou a importância do Super Centro de Exames, Imagens e Especialidades para o fortalecimento do SUS na região. Consonante com o objetivo do Agora Tem Especialistasque conta com um conjunto de ações para aumentar a oferta de serviços especializados, a unidade amplia a oferta de exames, como tomografia computadorizada, ressonância magnética, ultrassonografia, colonoscopia, ecocardiograma, mamografia, além de outros procedimentos diagnósticos. 

    Com previsão de lançamento em março de 2026, o Super Centro deve ser referência em diagnóstico por imagem no estado. A unidade também dever reforçar a realização de consultas em diversas especialidades, como ortopedia, cardiologia, oncologia, ginecologia e reabilitação cardiológica, ampliando o acesso da população a serviços especializados de qualidade. 

    Atendimento especializado onde a população está 

    Criado para apoiar os estados e municípios, desafogando a demanda reprimida e, assim, reduzindo o tempo de espera no SUS, o Agora Tem Especialistas é uma das principais estratégias do governo federal para reduzir as desigualdades regionais no acesso à assistência especializada em saúde. Entre as ações em andamento, estão as 28 carretas da saúde da mulher posicionadas em 22 estados de todas as regiões do país. Elas levam, até onde a população está, cuidados preventivos e diagnósticos com foco em câncer de mama e de colo do útero.  

    Uma dessas carretas está oferecendo, no Morro do Alemão (RJ), atendimento especializado para pacientes previamente agendadas pela secretaria de saúde do município. A iniciativa oferta, por exemplo, mamografias, colposcopias e biópsias.  Até o final de 2026, o programa do governo federal deve colocar em circulação o total de 150 carretas em locais de difícil acesso, com pouca estrutura de saúde, além de cidades-polo.  

    Carolina Militão 
    Ministério da Saúde 

  • Ministério da Saúde firma acordo com a ImpulsoGov para impulsionar soluções digitais na Atenção Primária

    O Ministério da Saúde e a ImpulsoGov assinaram simbolicamente, nesta terça-feira (28), o Acordo de Cooperação Técnica (ACT) nº 21/2025, formalizando uma parceria estratégica voltada à otimização do acesso, da análise e da interpretação de indicadores de saúde na Atenção Primária à Saúde (APS) por meio de soluções digitais.

    Participaram da assinatura o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Adriano Massuda; a diretora do Departamento de Cooperação Técnica e Desenvolvimento em Saúde (DECOOP/MS), Aline Costa; e o cofundador e diretor-executivo da ImpulsoGov, João Abreu. O acordo foi originalmente assinado e publicado no Diário Oficial da União no dia 13 de outubro.

    Com vigência de cinco anos, a cooperação estabelece bases para uma colaboração mútua entre o Ministério da Saúde e a ImpulsoGov. Na prática, a organização contribuirá com metodologias e conhecimento técnico para a criação, o teste e a avaliação de novas ferramentas, sempre em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). As ações incluem, por exemplo, o desenvolvimento de um chatbot para apoiar gestantes no pré-natal, com dicas de cuidados e alimentação, informações para fortalecer o cuidado dos recém-nascidos nos primeiros dias de vida e lembretes sobre imunização infantil.

    A parceria também prevê o desenvolvimento de painéis de acompanhamento de pacientes, estudos sobre o impacto de tecnologias na promoção da saúde e ações de capacitação para incorporação de inovações pelas equipes do Ministério.

    O secretário-executivo do Ministério da Saúde, Adriano Massuda, destacou que a formalização do ACT representa um passo importante na agenda de transformação digital do Sistema Único de Saúde (SUS). “Essa é a primeira parceria formal do Ministério da Saúde com a ImpulsoGov. Esse acordo de cooperação técnica, construído em conjunto com a Secretaria de Atenção Primária, reforça nosso compromisso com uma gestão baseada em evidências e com o uso de tecnologia para aprimorar o cuidado à população”, afirmou.

    Para João Abreu, cofundador e diretor-executivo da ImpulsoGov, a formalização representa um avanço importante. “Essa parceria legitima um caminho que vem sendo construído há muito tempo, baseado em confiança, resultados e um propósito comum: fortalecer o SUS por meio do uso inteligente de dados e tecnologia. A assinatura institucionaliza nossa relação com o Ministério da Saúde e abre caminho para uma cooperação de longo prazo”, destacou.

    A ImpulsoGov já atua em parceria com mais de 300 municípios, em 24 estados brasileiros, oferecendo gratuitamente soluções e ferramentas para aprimorar a gestão da saúde pública. Com o ACT firmado, a organização passa a contribuir também para o desenvolvimento de estratégias nacionais de inovação, apoiando o Ministério da Saúde na construção de um SUS cada vez mais moderno, integrado e centrado nas pessoas.

  • Saúde participa de debate sobre políticas para estímulo à inovação tecnológica no país

    A secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação e do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (Sectics) do Ministério da Saúde, Fernanda De Negri, participou, nesta quinta-feira (30), em Valinhos (SP), da Bionano Week. O evento é voltado à promoção da interação e do diálogo entre instituições e empresas sobre soluções criativas para o estímulo ao desenvolvimento econômico e educacional da bionanotecnologia brasileira, especialmente no campo da saúde.

    Durante sua participação na mesa sobre “Bionanotecnologia em Alta: Aplicações Estratégicas no Desenvolvimento de Fármacos e Políticas Públicas para o Setor”, a secretária afirmou que um país inovador se faz a partir de um tripé: pessoas qualificadas, infraestrutura e um ambiente econômico que estimule a inovação. 

    “Nesse contexto, o governo pode atuar em políticas públicas para melhorar a captação de pessoas, investindo em educação e formação de recursos humanos altamente qualificados, necessários para o setor de biotecnologia. Além disso, o governo também pode dar condições e incentivar uma infraestrutura adequada nas instituições, públicas ou privadas, para o desenvolvimento de pesquisa científica e tecnológica, bem como criar um ambiente econômico favorável à inovação”, afirmou Fernanda De Negri. 

    O secretário adjunto da Sectics, Eduardo Jorge, também participou do evento, na mesa sobre “Biotecnologia e Nanotecnologia na Cadeia Produtiva Local”, destacando que, nos últimos 12 anos, houve no Brasil a consolidação de plataformas de biotecnologia, mas que ainda há desafios a serem superados nesse campo de desenvolvimento. “Nosso grande desafio hoje é dominar o processo biotecnológico, de manipulação de moléculas, cada vez mais direcionadas a alvo específicos, características genéticas específicas de cada paciente”, disse o secretário adjunto.

    A participação dos representantes do Ministério da Saúde ocorreu no primeiro dia da programação da Bionano Week. Ao final das atividades, Fernanda De Negri e Eduardo Jorge foram homenageados, com comendas concedidas pela Academia Brasileira de Honrarias ao Mérito, como personalidades de destaque na área da saúde, com importantes contribuições ao país.

  • Ministério da Saúde apresenta experiências inovadoras em gestão, educação e trabalho na saúde em Seminário Internacional

    Ministério da Saúde apresenta experiências inovadoras em gestão, educação e trabalho na saúde em Seminário Internacional

    Durante dois dias, gestores e representantes da sociedade civil trocaram experiências de políticas públicas latino-americanas para promoção da democracia, territórios e transformação social

    Com o objetivo de mapear e debater experiencias de políticas públicas latino-americanas de educação e economia popular nos territórios, a Secretária-Geral da Presidência da República e o Ministério da Saúde, por meio da Secretária de Gestão do Trabalho e da Educação em Saúde, realizaram o Seminário Internacional: Democracia, Território e Transformação Social. O evento ocorreu nos dias 29 e 30 de outubro, na Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec), em Brasília, e contou com o apoio dos Ministérios do Trabalho e Emprego, do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Escola Nacional Paulo Freire e da Fundação Rosa Luxemburgo.

    A iniciativa foi pensada como um espaço para que gestores e especialistas pudessem dialogar sobre o aprimoramento das políticas públicas latino-americanas. No caso do Brasil, a pasta apresentou iniciativas importantes realizadas como a Política Nacional de Educação Permanente em Saúde (PNEPS) e o Programa de Formação de Agentes Educadores e Educadoras Populares de Saúde (AgPopSUS), além de ações de formação e desenvolvimento profissional implementadas nos últimos anos no país.

    “O Brasil, por meio da PNEPS, vem articulando a integração entre ensino e serviço, visando o fortalecimento dos princípios fundamentais do Sistema Único de Saúde (SUS), uma experiência que tem nos mostrado diversas experiências inovadoras em gestão, educação e trabalho na área da saúde. Este encontro é mais uma oportunidade de mostrar que nosso país tem o compromisso de construir políticas públicas de saúde, garantindo direitos e contribuindo para o aperfeiçoamento das ações do Estado”, destacou o secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Felipe Proenço.

    O AgPopSUS é uma iniciativa do Ministério da Saúde, ancorada na Política Nacional de Educação Popular em Saúde (PNEPS-SUS), que conta com investimento de mais de R$ 23 milhões por ano. O programa vai formar este ano mais de 8 mil agentes e 550 educadores em territórios vulnerabilizados. Esse passo da pasta tem contribuído para a atuação dos movimentos sociais e populares na defesa do SUS e do direito à saúde, que busca fortalecer o protagonismo popular e a articulação de saberes nos territórios.

    Na oportunidade, o secretário reforçou a relevância da construção de uma política que entende a formação em saúde de forma emancipatória e territorializada, a partir do diálogo, da escuta ativa e da valorização dos saberes populares.

    “O diálogo entre o saber popular e a discussão do conhecimento científico é um desafio e o Ministério da Saúde tem feito. Ultrapassamos o negacionismo que aprofundou as desigualdades e iniquidades no país por um tempo e hoje reforçamos o quanto é importante a manutenção do princípio de autonomia, corresponsabilidade, construção coletiva, o olhar o território como um espaço vivo, que se modifica e que, quando se inicia o processo de formação, ele também se modifica ao longo desse processo. Além de reforçar o entendimento que a educação nasce do território, por isso, o AgPopSUS é um exemplo de sucesso que tem integrado teoria, prática e experiência territorial, possibilitando novas discussões e novas vivências”, apontou Proenço.

    Os agentes de Educação Popular em Saúde atuam em defesa do SUS nas comunidades em que vivem, contribuindo com trabalhadores e trabalhadoras da equipe de saúde da família, a partir do incentivo à participação da população nos conselhos locais de saúde, no combate à desinformação e na promoção de ações para potencializar o acesso à saúde.

    Outra ação importante dentro do contexto das políticas públicas em saúde é o programa Mais Saúde com Agentes, que atua na ampliação da oferta dos cursos técnicos para Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e Agentes de Combate às Endemias (ACE), a partir da qualificação profissional para um vínculo maior e mais forte com a população, além da integração entre Atenção Básica e Vigilância em Saúde no Sistema Único de Saúde (SUS).

    A estratégia é uma ampliação do programa com objetivo de preparar ACS e ACE para as novas atribuições das categorias e para os desafios que se apresentam no trabalho em saúde nas comunidades.

    Nádia Conceição
    Ministério da Saúde

  • Programa do governo federal que garantiu cirurgia a paciente do SUS na rede privada em PE chega ao PA, CE e DF

    Programa do governo federal que garantiu cirurgia a paciente do SUS na rede privada em PE chega ao PA, CE e DF

    “Eu deixava de sair por conta da dor. Às vezes, queria levar o meu filho mais novo na praça, a uma praia, mas não conseguia. Não conseguia dormir a noite, chorava bastante e andava a casa toda porque não encontrava uma posição que aliviasse as dores”. Essa era a realidade de Andenise Fernando de Oliveira Melo (60), que nos últimos quatro anos sofria de desgaste da articulação do fêmur da perna esquerda.  

    Esse capítulo difícil se encerrou em agosto deste ano, quando ela foi submetida a uma cirurgia no quadril para colocação de prótese artificial. O procedimento foi garantido pelo programa Agora Tem Especialistas, iniciativa do governo federal que abriu a possibilidade de planos de saúde converterem as dívidas em prestação de serviços especializados para a rede pública no estado do Pernambuco, onde Andenise mora.  

    A partir de novembro, mais estados contarão com esse tipo de atendimento. Pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) que aguardam por consultas, exames e cirurgias no Pará, Ceará e Distrito Federal também poderão ser atendidos por hospitais privados da Hapvida. A expansão foi anunciada nesta quinta-feira (30), pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em São Paulo (SP). O ministro anunciou, ainda, a adesão do hospital Santa Marcelina, que, junto a outros 11 estabelecimentos de saúde privados e filantrópicos, já pode atuar na rede pública pelo programa. 

    Com a ampliação, mais pessoas poderão retomar a vida, assim como a Adenise. Antes da cirurgia, a pernambucana não conseguia nem mesmo subir as escadas de casa. “Eu não andava direito, puxava pela outra perna que também já estava ficando comprometida. O médico disse que eu não podia ficar subindo e descendo as escadas”, conta. Depois de passar pelo atendimento, ela voltou a fazer tarefas do cotidiano sem sofrimento 

    “Fiquei surpresa quando me ligaram e disseram que minha cirurgia estava marcada. Pensei que era mentira”, relatou. “Tive um dia de rainha. O atendimento no hospital foi excelente. Não tenho o que falar nem do que me queixar, porque foi muito lindo. Fui muito bem tratada e recebida. 

    Um dos seus cinco filhos, Daniel Oliveira da Silva (26) acompanhou a mãe durante a internação. “A equipe do hospital foi super atenciosa às necessidades da gente. A cirurgia foi muito importante na nossa vida, não apenas na vida de minha mãe. É muito triste ver uma pessoa que você ama, reclamando de dores e vivendo angustiada. Quero mais pessoas tenham a mesma oportunidade que minha mãe, e sei que com o programa isso vai ser possível, declarou.  

    Alessandra Barbarini  
    Ministério da Saúde 

  • Campanha Nacional de Multivacinação encerra nesta sexta-feira com mais de 7 milhões de doses aplicadas

    Campanha Nacional de Multivacinação encerra nesta sexta-feira com mais de 7 milhões de doses aplicadas

    Após 26 dias de mobilização, o Ministério da Saúde encerra, nesta sexta-feira (31), a Campanha Nacional de Multivacinação, voltada à atualização da caderneta de vacinação de crianças e adolescentes de até 15 anos. Ao longo da campanha, mais de 7 milhões de doses foram aplicadas, sendo cerca de 1 milhão apenas no Dia D, realizado em 18 de outubro. Mesmo com o fim da mobilização, a vacinação de rotina continua normalmente em todo o país.

    Somente neste ano, mais de 22 milhões de doses das vacinas que integram o Calendário Nacional de Vacinação foram enviadas aos estados e municípios, garantindo o abastecimento e reforçando a proteção contra diversas doenças imunopreveníveis, como poliomielite e sarampo.

    Além da imunização infantil, a campanha também contemplou a vacinação contra sarampo e febre amarela para pessoas de até 59 anos. No caso da febre amarela, a estratégia teve foco nas áreas de maior risco de transmissão, especialmente nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraná.

    No Dia D de mobilização nacional, mais de 30 mil salas de vacinação foram abertas em todo o país, ampliando o acesso à imunização em um sábado e reforçando o compromisso do Sistema Único de Saúde (SUS) com a proteção da população.

    Pais e responsáveis que ainda não levaram crianças e adolescentes para vacinar podem aproveitar o último dia da campanha para atualizar a caderneta. Basta procurar a Unidade Básica de Saúde mais próxima.

    Veja as vacinas disponíveis, conforme o Calendário Nacional de Vacinação:

    João Vitor Moura
    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde amplia atendimento por plano de saúde a pacientes do SUS nos estados do Pará, Ceará, Pernambuco, além do DF

    Ministério da Saúde amplia atendimento por plano de saúde a pacientes do SUS nos estados do Pará, Ceará, Pernambuco, além do DF

    Pacientes do SUS que aguardam por consultas, exames e cirurgias nos estados do Pará, Ceará, Pernambuco, além do Distrito Federal poderão ser atendidos por hospitais privados da Hapvida a partir de novembro. A ampliação da participação da operadora de plano de saúde no programa Agora Tem Especialistas – que já havia iniciado a oferta de serviços para a rede pública em Recife (PE) foi anunciada nesta quinta-feira (30), pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilhaem São Paulo (SP). Na ocasião, ele anunciou, ainda, a adesão do hospital Santa Marcelina, que, junto a outros 11 estabelecimentos de saúde privados e filantrópicos, pode atuar na rede pública pelo programa. 

    “É no Agora Tem Especialistas que concretizamos a parceria necessária para acabar com o tempo de espera no SUS. A adesão, com a Hapvida e a entrada do Santa Marcelina uma referência da Zona Leste de São Paulo são a prova de que essa união com o setor privado funciona. Estamos transformando dívidas e incentivos fiscais em mais cirurgias, exames de imagem e consultas especializadas, garantindo que o paciente que espera possa ser atendido em um hospital privado de graça e totalmente pelo SUS. Esse é o caminho para dar dignidade e acesso rápido à população”, disse o ministro da saúde, Alexandre Padilha, durante o 29º Congresso Abramge, onde participou de um debate sobre o futuro da saúde. 

    Como contrapartida aos atendimentos prestados, esses estabelecimentos poderão quitar dívidas que têm com a União.  No caso da operadora, são dívidas de ressarcimento ao SUS, que ocorrem quando pacientes dos planos de saúde contratados são atendidos pela rede pública. Já os hospitais privados, com e sem fins lucrativos, poderão abater dívidas de tributos federais vencidas ou a vencer, usando os créditos financeiros recebidos pela prestação dos serviços. 

    Estratégia para desafogar a demanda reprimida e reduzir o tempo de espera no SUS 

    Para ampliar a capacidade de atendimento do SUS, o programa mobiliza a rede de saúde privada como uma de suas ações para reduzir o tempo de espera por consultas, exames e cirurgias. A expectativa é que a ampliação dos atendimentos pela Hapvida ocorra ao longo de novembro, mês em que o plano de saúde deve mobilizar suas unidades hospitalares e equipes médicas para receber e tratar os pacientes da rede pública em municípios dos três estados e no DF.  

    Os primeiros atendimentos da Hapvida pelo Agora Tem Especialistas aconteceram em agosto em Recife (PE). Na ocasião, oito pacientes foram submetidos a duas cirurgias de artroplastia de quadril para colocação de próteses, duas cirurgias de vesícula, duas tomografias e duas ressonâncias magnéticas no hospital Ariano Suassuna, da operadora.    

    Já com a adesão do Santa Marcelina, 12 instituições com e sem fins lucrativos atuarão pelo programa na modalidade de crédito financeiro: os hospitais privados Cynthia Charone (PA), a Maternidade São Francisco (RJ) e o Hospital Santa Terezinha (PB); os hospitais filantrópicos Santa Casa de Recife e o Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip), em Recife (PE), as Santas Casas de Fortaleza, Santo Amaro e Sobral, no Ceará, a Santa Casa de Porto Alegre (RS), a Beneficência Portuguesa (PA) e o Instituto de Oncologia e Ciências Médicas de Minas Gerais.  

    Para desafogar a demanda reprimida e assim reduzir o tempo de espera no SUS, o programa é realizado pelo governo federal em parceria com os estados e municípios. Assim, os pacientes do SUS são encaminhados para atendimento, no âmbito das ações do Agora Tem Especialistas, pelas Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde. Ou seja, suas Centrais de Regulação são responsáveis por organizar as prioridades, direcionando os pacientes para as unidades de saúde públicas ou privadas.  

    Atendimentos em especialidades prioritárias para o SUS 

    Por ano, o Agora Tem Especialistas possibilitará a conversão de até R$ 2 bilhões de dívidas em mais atendimentos pela modalidade do crédito financeiro, e até R$ 1,3 bilhão, por ressarcimento ao SUS. Para serem credenciados, os hospitais privados e filantrópicos precisam comprovar capacidade técnica e operacional de ofertar serviços de saúde especializados em seis áreas prioritárias: oncologia, ortopedia, ginecologia, cardiologia, oftalmologia e otorrinolaringologia. 

    Além disso, os atendimentos a serem disponibilizados precisam atender às necessidades da rede pública nos estados e municípios. Essa avaliação é feita em parceria com os grupos condutores do programa, que conta com a participação das secretarias de saúde. 

    Brasil integra Rede Global de Regulação em Inteligência Artificial para a Saúde

    Ainda em São Paulo (SP), o ministro da Saúde assinou um Memorando de Entendimento (MoU) com a HealthAI – The Global Agency for Responsible AI in Health, formalizando a adesão do Brasil à Rede Global de Regulação em Inteligência Artificial para a Saúde (HealthAI GRN).

    “Hoje também anunciamos um acordo internacional voltado ao uso responsável da Inteligência Artificial (IA) na saúde, que coloca o Brasil como protagonista no desenvolvimento de padrões globais e regulamentações que assegurem o uso ético, seguro e responsável da IA na saúde. O acordo, com prazo de 24 meses e sem transferência de recursos financeiros, prevê ações como a produção de um perfil de maturidade regulatória do país e o co-desenvolvimento de um plano de implementação personalizado”, destacou Alexandre Padilha.

    Com a adesão formalizada, o Brasil se posiciona entre os dez primeiros países a integrar a iniciativa, ao lado de Reino Unido, Índia e Singapura, destacando-se como referência regional na transformação digital e na governança ética e responsável da IA em saúde. O acordo respeita integralmente a soberania digital e a legislação nacional, incluindo a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

    Talita de Souza 
    Ministério da Saúde