Categoria: SAÚDE GOV

  • No Rio, ministro da Saúde destaca redução do tempo de espera e inaugura serviço para pacientes renais

    No Rio, ministro da Saúde destaca redução do tempo de espera e inaugura serviço para pacientes renais

    Nesta quinta-feira (24), o Ministério da Saúde deu mais um passo para fortalecer o acesso à saúde no Rio de Janeiro. Durante visita ao Super Centro Carioca de Saúde (SCCS), em Benfica, o ministro Alexandre Padilha destacou a unidade como referência na redução do tempo para atendimento especializado no Sistema Único de Saúde (SUS) e participou da inauguração do serviço para tratamento renal.
     
    Esse modelo do Super Centro Carioca, que reduz o tempo de espera para atendimento especializado, é o que o presidente Lula quer levar para todo o país. Já são quase 2 milhões de atendimentos realizados aqui”, destacou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. O tempo de espera para diagnóstico oftalmológico na unidade foi reduzido de 172 para 71 dias nos últimos dois anos, e o tempo para a mamografia, de 153 para 44 dias entre 2018 e 2024, acelerando o diagnóstico do câncer de mama.
     
    Mais 55 médicos para reforçar assistência no Rio
    Durante a visita, o ministro recepcionou 55 novos profissionais do Programa Mais Médicos para fortalecer a Atenção Primária na capital fluminense. Esses profissionais serão distribuídos em 239 unidades de saúde, entre clínicas da família e centros municipais. Agora, serão 416 profissionais do programa atuando no município. A cobertura da Atenção Primária no Rio de Janeiro alcança, atualmente, 79,37%, com 1.365 equipes de Saúde da Família em operação.
     
    O novo serviço de diálise peritoneal vai ampliar a capacidade de atendimento aos pacientes em terapia renal substitutiva, oferecendo uma alternativa à hemodiálise tradicional. O procedimento pode ser feito na própria casa do paciente, reduzindo riscos de infecção e evitando deslocamentos frequentes ao hospital. A ação tem impacto direto na qualidade de vida dos usuários do SUS e está inserida na estratégia de desospitalização e cuidado contínuo, com acompanhamento ambulatorial feito por médicos e enfermeiros especializados.
     
    Ao todo, o Rio de Janeiro conta com 3,2 mil pacientes em terapia renal substitutiva (hemodiálise) pelo SUS. Inicialmente, o SCCS contará com 50 aparelhos para o serviço, o que representa um aumento de 50% nas vagas atualmente disponíveis na rede credenciada, onde há 96 pacientes em uso da técnica. Esta é a primeira unidade da rede própria da Secretaria Municipal da Saúde a dispor do serviço. No Super Centro, 36 pacientes já adotaram o aparelho e outros cinco estão em treinamento para iniciar o uso.
     
    Sobre o Super Centro Carioca
    Considerado o mais moderno complexo de saúde da América Latina, o SCCS integra a rede pública de saúde e já realizou mais de 2 milhões de atendimentos desde sua inauguração, em outubro de 2022, entre consultas, exames e procedimentos. De acordo com a Secretaria Municipal da Saúde, o investimento federal é de R$ 110 milhões anuais — o que representa 60% do custeio da unidade. O centro é referência em tecnologia e atendimento humanizado.
     
    O Centro Carioca de Especialidades (CCE), que integra o Super Centro Carioca de Saúde (SCCS) juntamente com o Centro Carioca do Olho (CCO) e o Centro Carioca de Diagnóstico e Tratamento por Imagem (CCDTI), realiza, em conjunto com as 30 unidades avançadas do CCDTI, uma média de 2,5 mil atendimentos especializados por dia.
     
    Edjalma Borges
    Ministério da Saúde
  • Mais Médicos: 407 profissionais começam a atuar em 22 estados brasileiros

    Mais Médicos: 407 profissionais começam a atuar em 22 estados brasileiros

    Mais um grupo de médicos que concluiu o Módulo de Acolhimento e Avaliação (MAAv) do Programa Mais Médicos começa a chegar a diversas cidades brasileiras. A partir desta semana, 407 profissionais formados no exterior, que finalizaram o MAAv na última sexta-feira (11), desembarcam em 180 municípios e 15 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs), distribuídos por 22 estados.

    Com a chegada desses médicos, o Ministério da Saúde espera impactos positivos nas comunidades atendidas, como a ampliação do acesso aos serviços de saúde na atenção primária, a redução do tempo de espera por atendimento com a utilização do prontuário eletrônico do SUS (e-SUS APS), além de avanços significativos na saúde indígena. Um exemplo concreto é a diminuição das remoções de pacientes no território Yanomami.

    Antes de iniciarem suas atividades, os médicos passaram por um treinamento específico para atuar em situações de urgência, emergência e no enfrentamento de doenças prevalentes nas regiões de atuação, a exemplo da malária.

    O secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES), Felipe Proenço, destaca a importância do programa Mais Médicos para o Sistema Único de Saúde (SUS) e para a população brasileira. “Hoje, 12 anos após a criação do programa, é possível ver como ele contribuiu para a redução da mortalidade infantil e para a melhoria do acesso à saúde, que é justamente o papel da atenção primária: atender pessoas com problemas de saúde que poderiam se agravar e demandar hospitalização. O programa evita essas hospitalizações e cuida das pessoas perto de suas famílias, junto de suas comunidades”, pontua.

    Com o objetivo de assegurar a eficácia do programa e a qualidade do atendimento prestado à população, o ministério pasta acompanha de perto o desempenho dos profissionais. Um dos principais instrumentos de monitoramento é o e-SUS APS, que permite registrar e acompanhar o histórico dos pacientes, facilitando a integração entre a atenção primária e os demais níveis de cuidado.

    Foto: Matheus Damascena/MS
    Foto: Matheus Damascena/MS

    Quase 25 mil médicos em atuação

    Com a meta de alcançar 28 mil profissionais até o final de 2025, o Programa Mais Médicos já assegura assistência a mais de 64 milhões de pessoas em todo o Brasil. Atualmente, cerca de 24,9 mil médicos atuam em 4,2 mil municípios, o que corresponde a 77% do território nacional. Dentre essas cidades, 1,7 mil apresentam altos níveis de vulnerabilidade social. Em dezembro de 2024, o programa registrou um marco ao atingir o maior número de médicos em atividade nos Distritos Sanitários Indígenas (DSEIs), com 601 profissionais atuando nessas regiões.

    Simone Sampaio
    Ministério da Saúde

  • Saúde e Educação anunciam Comissão Interministerial para avaliar a qualidade da formação médica no Brasil

    Saúde e Educação anunciam Comissão Interministerial para avaliar a qualidade da formação médica no Brasil

    Com o objetivo de discutir e propor ações voltadas à qualificação do ensino médico no país, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e o ministro da Educação, Camilo Santana, anunciaram, nesta terça-feira (23), uma Comissão Interministerial com objetivo de avaliar a qualidade da formação médica no País. A iniciativa visa discutir e propor ações para aprimorar o ensino médico, com base nos resultados do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (ENAMED) e nas novas diretrizes para a educação médica no Brasil.

    O ENAMED é uma iniciativa que integra características do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (ENADE) e do Exame Nacional de Residência (ENARE), permitindo uma avaliação abrangente e contínua do desempenho dos estudantes de Medicina ao longo do curso.

    “Essa é mais uma ação conjunta do governo federal para qualificar a formação médica no Brasil. Já avançamos na avaliação dos programas de residência médica e, agora, com o ENAMED, poderemos acompanhar o desempenho dos estudantes ao longo do curso, propor melhorias e qualificar ainda mais as instituições formadoras”, afirma o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

    “Essa comissão representa, ainda mais, a aproximação dos dois ministérios na busca por uma melhor formação da saúde brasileira”, afirma o ministro da Educação, Camilo Santana.

    A Comissão Interministerial terá como principais atribuições a análise dos resultados do ENAMED, a avaliação da qualidade dos cursos de Medicina e a atualização das diretrizes curriculares. Também será responsável por propor adequações na formação médica frente às novas demandas, como a incorporação de tecnologias – incluindo inteligência artificial – e os desafios impostos pela pós-pandemia. Um dos focos será a definição clara do que se espera dos estudantes em cada etapa da graduação.

    A composição da comissão incluirá representantes dos Ministérios da Saúde e da Educação, do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS), do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (CONASEMS), de entidades médicas, instituições de ensino e gestores estaduais e municipais.

    Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica

    O Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (ENAMED) foi desenvolvido para mensurar o desempenho dos estudantes de Medicina em relação às Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs), avaliando competências essenciais ao exercício profissional. A participação no exame será obrigatória e sua estrutura estará integrada à matriz curricular dos cursos de graduação em Medicina.

    O exame permitirá o monitoramento contínuo do progresso acadêmico dos estudantes, com a definição de níveis de desempenho. Seus resultados serão utilizados na avaliação da qualidade dos cursos em todo o país e poderão ser considerados em processos seletivos de residência médica, incluindo o ENARE.

    A inscrição no ENAMED será gratuita, com critérios e prazos definidos em edital a ser publicado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP).

    “Essa iniciativa vai mudar a história da formação médica no país. Com a avaliação contínua ao longo do curso, e não apenas ao final, poderemos identificar lacunas formativas e agir de maneira mais eficaz para qualificar o ensino médico”, destaca o ministro Padilha.

    Ele ainda comparou o ENAMED ao modelo de avaliação contínua adotado pelo Programa Mais Médicos, que realiza exames anuais obrigatórios para os profissionais participantes. “Assim como no Mais Médicos, o ENAMED busca identificar pontos fortes e áreas de melhoria, promovendo a qualificação contínua e fortalecendo as práticas assistenciais no SUS”, completou.

    Relação com o Programa Mais Médicos

    O aprimoramento da formação médica está alinhado aos objetivos do Programa Mais Médicos, criado em 2013 para ampliar o acesso à saúde nas regiões mais vulneráveis e fortalecer a Atenção Primária à Saúde (APS).

    O programa oferece uma trilha formativa de quatro anos, que combina especialização e mestrado profissional com foco em Medicina de Família e Comunidade. Os médicos atuam em Unidades Básicas de Saúde (UBS), participando de atividades práticas, ensino, pesquisa e extensão.

    Vanessa Rodrigues
    Ministério da Saúde

  • Ministro da Saúde participa da ‘Campanha Lava-Pés’ em São Paulo e reforça ações de prevenção ao diabetes

    Ministro da Saúde participa da ‘Campanha Lava-Pés’ em São Paulo e reforça ações de prevenção ao diabetes

    O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou nesta quinta-feira (17), em São Paulo, da ação nacional da Campanha Lava-Pés: Cuidado com os Pés Diabéticos. A iniciativa busca alertar a população sobre os riscos do diabetes, em especial a prevenção de complicações como feridas, infecções e amputações, especialmente no período da Páscoa, momento simbólico de reflexão e cuidado. A ação ocorreu no Espaço de Cultura e Convivência Irmão Pedro Betancur, no bairro do Belenzinho. 

    Durante o evento, pessoas com diabetes mellitus tiveram a oportunidade de realizar a avaliação do “pé diabético”, receber orientações sobre alimentação saudável, saúde bucal, uso de medicações, praticar atividades de autocuidado e aferir a pressão arterial e a glicemia capilar. 

    “Isso aqui vai virar um compromisso meu. Voltarei a cada ano para mostrar mais avanços no cuidado da população em situação de rua e na atenção primária do SUS para melhorarmos cada vez mais. Além dos medicamentos disponíveis nas Unidade Básicas de Saúde e Farmácia Popular, com oferta gratuita à população, é importante ficar atento aos cuidados com os pés. Precisamos cuidar desde o começo para não chegar em uma situação grave”, destacou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. 

    A ação contou com a presença de profissionais de saúde, estudantes da área, representantes de instituições religiosas e educacionais, e lideranças comunitárias. Também estão previstas rodas de conversa, mutirões de cuidados e o gesto simbólico do lava-pés. 

    Entre os dias 16 e 24 de abril, a Campanha Lava-Pés ocorrerá em diversas cidades do Brasil, com apoio de secretarias municipais e estaduais de saúde, universidades, igrejas e entidades da sociedade civil. Desde 2014, a campanha é realizada em Caruaru (PE), com envolvimento da Universidade Federal de Pernambuco e das unidades básicas de saúde do município. 

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    Foto: Rafael Nascimento/MS

    Diabetes afeta milhões e é causa de amputações 

    Dados do Ministério da Saúde mostram que cerca de 10,2% da população brasileira — o equivalente a 20 milhões de pessoas — convive com diabetes. O pé diabético é uma das complicações mais graves da doença, e estima-se que 25% dos pacientes desenvolverão úlceras nos pés ao longo da vida. Em casos avançados, a condição pode levar à amputação. Entre janeiro de 2024 e fevereiro de 2025, foram registradas 4.227 amputações por diabetes no país.

    Prevenção reduz complicações e preserva vidas

    Os recursos para do tratamento do pé diabético no Sistema Único de Saúde (SUS) são estimados em R$ 586 milhões ao ano, com grande parte desse valor voltado ao atendimento de pacientes com úlceras infectadas. Diante desses dados, a Campanha Lava-Pés reafirma que a importância da prevenção. 

    O Ministério da Saúde vem fortalecendo as ações de enfrentamento ao diabetes no SUS. Atualmente, o tratamento integral inclui insulinas humanas (NPH e regular), insulinas análogas de ação rápida e prolongada, medicamentos orais e injetáveis. Em 2024, a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) recomendou a ampliação do uso de insulinas análogas também para pacientes com diabetes tipo 2

    Também foi incorporado à lista de medicamentos gratuitos do Farmácia Popular o dapagliflozina, utilizado no tratamento do diabetes tipo 2 em pacientes com risco cardiovascular. O medicamento atua ajudando os rins a eliminar o excesso de glicose e contribui para a redução da pressão arterial, prevenindo complicações como infarto e insuficiência renal. 

    Assista 

    Edjalma Borges
    Ministério da Saúde

  • Municípios têm até 21 de abril para solicitar novos equipamentos odontológicos ao Ministério da Saúde

    Municípios têm até 21 de abril para solicitar novos equipamentos odontológicos ao Ministério da Saúde

    Municípios de todo o país ainda podem solicitar o recebimento de equipamentos odontológicos em unidades do Sistema Único de Saúde (SUS). A ação promovida pelo Ministério da Saúde, por meio da Política Nacional de Saúde Bucal – Brasil Sorridente, teve o prazo prorrogado para a próxima segunda-feira (21). O objetivo é substituir os equipamentos antigos e modernizar o parque tecnólógico do SUS. 

    Foram investidos R$ 22 milhões para a aquisição de 15.134 equipamentos, sendo: 

    • Motor reciprocante para endodontia (2.636 unidades);
    • Equipo odontológico tipo cart (71 unidades);
    • Localizador apical (2.636 unidades);
    • Aparelho de raio-X odontológico (2.058 unidades);
    • Bomba à vácuo (7.733 unidades). 

    Passo a passo para se inscrever

    Todo o processo é online e os pedidos devem ser feitos pelo e-Gestor. Para manifestar interesse na aquisição, basta acessá-lo com login e senha e seguir o passo a passo da página “Equipamentos APS”

    Todos os municípios podem participar do processo. É necessário, no entanto, que o ente federado tenha pelo menos uma equipe de Saúde Bucal (eSB) credenciada atuando na atenção primária e/ou que conte com um Centro de Especialidades Odontológicas (CEO) ou um Serviço de Especialidades em Saúde Bucal (Sesb) homologados no território. 

    Não há limite para a quantidade de equipamentos que cada município pode solicitar.Os pleitos serão atendidos conforme disponibilidade e a vulnerabilidade dos municípios. Em caso de dúvidas, entre em contato pelo e-mail  ou pelo telefone (31) 3315-9145. 

    Laísa Queiroz
    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde reforça parceria com a China para construção do primeiro Hospital Inteligente do Brasil

    Ministério da Saúde reforça parceria com a China para construção do primeiro Hospital Inteligente do Brasil

    A parceria estratégica entre Brasil e China, intensificada pelo presidente Lula, em 2023, foi reforçada nesta quarta-feira (16) pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Com o objetivo de avançar nas iniciativas de cooperação nas áreas de saúde e tecnologia, Padilha recebeu o Embaixador Extraordinário e Plenipotenciário da China, Zhu Qingqiao, e outros representantes chineses. 

    O encontro teve como foco o fortalecimento da colaboração entre os dois países na implementação de soluções digitais no Sistema Único de Saúde (SUS), com foco na transformação digital e na inovação do setor. 

    Um dos principais pontos discutidos foi a construção do primeiro hospital digital de referência no Brasil, que será erguido em São Paulo e contará com mais de 800 leitos. 

    O projeto tem como objetivo integrar as mais avançadas tecnologias, a exemplo da inteligência artificial, para otimizar a gestão hospitalar e melhorar a qualidade do atendimento. O financiamento do hospital está sendo negociado com o Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), o banco dos BRICS. 

    “O fortalecimento da parceria Brasil-China é fundamental para o SUS, promovendo não apenas a inovação no setor de saúde, mas também a construção de um futuro mais justo e sustentável para as próximas gerações”, afirmou o ministro Alexandre Padilha. 

    Durante a reunião, Padilha também reafirmou a importância da Declaração Conjunta entre o Brasil e a China, que reafirma o compromisso de ambas as nações com um futuro mais sustentável e inclusivo, por meio de parcerias estratégicas em áreas como saúde, infraestrutura e desenvolvimento tecnológico. 

    A colaboração abrange a indústria biomédica, a produção de insumos para saúde e o desenvolvimento conjunto de vacinas. O ministro destacou, ainda, a urgência da transição para uma saúde digital no Brasil, ressaltando que as novas tecnologias devem ir além da modernização dos hospitais, impactando também questões macroeconômicas e sociais, como o combate à pobreza e à fome. 

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    Foto: Rafael Nascimento/MS

    Parcerias Estratégicas

    A China tem sido uma parceira estratégica do Brasil em diversas áreas. Em 2023, o Brasil iniciou um ciclo de investimentos no setor de saúde com a visita do presidente Lula à China. Em 2024, durante a visita do presidente Xi Jinping ao Brasil, novas parcerias foram firmadas, incluindo o desenvolvimento conjunto de vacinas e a ampliação do parque hospitalar brasileiro. 

    “As relações China/Brasil estão avançando. Os presidentes anunciaram que as relações formariam um mundo mais justo e um planeta mais sustentável, consolidando uma base forte para as relações nos próximos 50 anos. Eles assinaram documentos que geram sinergia e mostram estratégias para o Brasil. E agora as duas partes estão em consenso, estratégias de desenvolvimento financeiro e sustentável”, afirmou Zhu Qingqiao. 

    Um dos acordos inclui a produção nacional de insulina. Em 2025, 20 milhões de frascos de insulina Glargina serão produzidos em parceria entre empresas chinesas e brasileiras, como Biomanguinhos (Fiocruz), Biomm e Gan&Lee. As doses serão destinadas a pacientes com diabetes tipo 2, uma inovação no SUS, já que esse tipo de diabetes apresenta um número maior de pacientes em comparação ao tipo 1. 

    Outro avanço significativo na parceria é o desenvolvimento de uma vacina contra a dengue pelo Instituto Butantã. Para ampliar a escala de produção, o Butantã buscou a colaboração da empresa chinesa Uchi Biologics. 

    Vanessa Rodrigues
    Ministério da Saúde

  • Imunização nas escolas será intensificada em 2025 com foco em crianças e adolescentes

    Imunização nas escolas será intensificada em 2025 com foco em crianças e adolescentes

    Mais de 1.500 profissionais da saúde e da educação de todas as regiões do país participaram, na sexta-feira (11), do webinário Estratégia de Vacinação nas Escolas 2025, promovido pela Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde (SVSA). Transmitido ao vivo pelo canal da SVSA, o evento teve como foco o fortalecimento da imunização de crianças e adolescentes menores de 15 anos nas escolas, com ações integradas para recuperar não vacinados, ampliar coberturas e enfrentar a desinformação. 

    Durante o evento, a coordenadora-geral de Incorporação Científica e Imunização, Ana Catarina de Melo Araújo, apresentou um panorama das coberturas vacinais entre crianças e adolescentes, além das recomendações técnicas para operacionalização da estratégia. Segundo ela, a iniciativa se estende até 31 de maio, com uma semana de intensificação entre os dias 14 e 25 de abril. 

    “Mais do que uma ação de checagem da caderneta e aplicação de vacinas, a vacinação nas escolas é uma oportunidade de educação em saúde, de conscientização sobre a importância das vacinas e de enfrentamento à desinformação”, afirmou Ana Catarina. 

    O Ministério da Saúde tem como meta a atualização da caderneta de vacinação de crianças e adolescentes. As vacinas aplicadas variam conforme a faixa etária e incluem doses contra a febre amarela, tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), DTP (tríplice bacteriana), meningocócica ACWY e HPV. As ações serão realizadas por equipes do SUS diretamente nas escolas ou por meio do deslocamento dos estudantes até as Unidades Básicas de Saúde (UBSs), sempre com autorização dos responsáveis. A checagem das cadernetas também faz parte da estratégia, como forma de orientar pais e responsáveis sobre eventuais doses em atraso. 

    Investimentos 

    Para viabilizar a iniciativa, a pasta destinou R$ 150 milhões, sendo R$ 15,9 milhões para os estados e R$ 134 milhões para os municípios. A distribuição dos recursos considera o tamanho do território, as dificuldades logísticas, o número de escolas e as necessidades específicas de cada região. A partir deste ano, a vacinação nas escolas passa a ser reconhecida como uma estratégia específica de imunização. As doses aplicadas no ambiente escolar ou por encaminhamento das escolas devem ser registradas com a opção “Vacinação Escolar”, o que permitirá um monitoramento mais preciso dos resultados da ação. 

    A coordenadora destacou ainda que, em 2025, a estratégia contará novamente com repasses financeiros aos estados e municípios, já disponíveis nas contas das secretarias de saúde, para apoiar tanto a vacinação nas escolas quanto a atualização das cadernetas de vacinação dos menores de 15 anos. Ela também reforçou a importância do resgate vacinal entre adolescentes de 15 a 19 anos, especialmente para vacinas como HPV e hepatite B

    “O ambiente escolar tem se mostrado um dos espaços mais eficazes para ampliar a cobertura da vacina HPV. Por isso, é fundamental aproveitarmos essa estrutura para alcançar adolescentes que, muitas vezes, não procuram os serviços de saúde por conta própria”, concluiu. 

    Assista o webinário

    João Moraes
    Ministério da Saúde

  • Saúde participa de varredura vacinal no Amapá para evitar a volta do sarampo

    Saúde participa de varredura vacinal no Amapá para evitar a volta do sarampo

    Com apoio do Ministério da Saúde, o Amapá realiza no Oiapoque, durante sete dias, uma busca ativa, de casa em casa, por pessoas não vacinadas contra o sarampo. O objetivo é manter a população protegida contra a doença e evitar que ela seja reintroduzida no Brasil.  “Graças às altas coberturas vacinais, à vigilância sensível e à preparação das equipes de saúde, conseguimos eliminar a circulação do vírus no país”, destaca Eder Gatti, diretor do Departamento do Programa Nacional de Imunizações (DPNI), responsável por acompanhar a ação no município.

    Em novembro de 2024, o país foi recertificado pela Organização Mundial da Saúde, como território livre do sarampo. No entanto, o vírus ainda circula em outras partes do mundo, podendo eventualmente ser introduzido no território nacional. A reposta rápida por parte do Ministério da Saúde e as secretarias estadual e municipal de saúde é fundamental para impedir a transmissão do vírus. Equipes de saúde locais estão percorrendo bairros e áreas de difícil acesso, como comunidades rurais e ribeirinhas, em busca de pessoas com esquema vacinal incompleto. Nos próximos dias, a ação será estendida a distritos de Macapá.  

    A vacinação continua sendo a principal medida de prevenção contra o sarampo e está disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O imunizante é indicado para pessoas entre 12 meses e 59 anos, conforme o calendário nacional de vacinação. Dos 12 meses aos 29 anos, as pessoas devem receber duas doses, enquanto as de 30 a 59 anos uma dose.

    De 2023 para 2024, o Amapá conseguiu aumentar em 8,67% (77,18% em 2023 e 85,85% em 2024) a cobertura vacinal da tríplice viral, vacina que protege contra sarampo, caxumba e rubéola. Já para o município do Oiapoque, o aumento foi de 8,1% (61,92% em 2023 e 70,02% em 2024). “Já recuperamos bem a cobertura vacinal nos últimos anos, mas precisamos avançar ainda mais, principalmente em regiões que fazem fronteira com outros países que ainda possuem a circulação do sarampo”, frisa Eder Gatti.

    Eder Gatti - Vacina Oiapoque
    Eder Gatti, diretor do DPNI, participa de ação vacinal no Oiapoque (Foto: Sal Lima)

    Povos Indígenas

    O diretor do DPNI esteve também na sede da Casa de Saúde Indígena (Casai) Oiapoque, acompanhado representantes da Superintendência de Vigilância em Saúde do Amapá. O grupo foi recebido pela coordenadora do Distrito Sanitário Especial Indígena do Amapá e Norte do Pará (DSEI AMP), Simone Karipuna.

    A visita teve como foco o alinhamento de informações entre os níveis federal, distrital e estadual, com o objetivo de ampliar e qualificar as ações de imunização e vigilância em saúde nos territórios indígenas. Também foram discutidas as principais demandas da população atendida pelo DSEI AMP, com destaque para o planejamento de estratégias que promovam melhorias no atendimento e na cobertura vacinal das comunidades.

    A presença da equipe nacional em Oiapoque tem um significado ainda mais relevante por ocorrer durante o Mês de Valorização dos Povos Indígenas (MVPI), dentro da programação do Abril Indígena. O período é marcado por ações de reconhecimento, promoção de direitos e fortalecimento de políticas públicas voltadas aos povos originários em todo o país. A visita simboliza o compromisso institucional com a escuta ativa, o respeito à diversidade cultural e a busca constante por equidade no acesso à saúde.

    Swelen Botaro e Geisiane Nascimento
    Ministério da Saúde

  • Saúde leva atendimento a povos indígenas de recente contato da etnia Parakanã

    Saúde leva atendimento a povos indígenas de recente contato da etnia Parakanã

    O Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Saúde Indígena (Sesai), em parceria com a Associação Médicos da Floresta (AMDAF) iniciou em março um projeto inédito. Trata-se de uma parceria estratégica para levar atendimentos de saúde a indígenas de diversos territórios, levando assistência médica especializada diretamente dentro das comunidades. 

    A primeira etapa contemplou o Povo Indígena de Recente Contato da etnia Parakanã, residentes no município de Novo Repartimento, no Pará, atendidos pelo Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Guamá-Tocantins. A AMDAF disponibilizou duas estruturas móveis de alto desempenho, sendo um ônibus e um caminhão totalmente equipados e adaptados para oferecer atendimentos de qualidade in loco, além de uma equipe de especialistas voluntários de diversas áreas, que junto à equipe multidisciplinar do DSEI realizaram os atendimentos por 4 dias no território. 

    O início da ação contou com a presença do secretário de saúde indígena, Weibe Tapeba, que acompanhou de perto os primeiros atendimentos e participou de diálogos com a comunidade e com os profissionais envolvidos na ação. 

    “Este é um projeto inédito que nós estamos realizando em parceria com a Associação Médicos da Floresta, de grande importância para levar atendimento de qualidade aos parentes em seus territórios. O Povo Parakanã é um povo de recente contato (os registros de contato se deram na década de 70), que já são atendidos pelo DSEI Guamá-Tocantins mas que careciam desse reforço. Durante os quatro dias foram realizados quase 500 atendimentos, beneficiando um terço da população. O que reduz a demanda reprimida por atendimentos eletivos, agilizando a realização de exames e outras situações que aguardavam”, disse Tapeba. 

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    Em quatro dias de ação, foram realizados quase 500 atendimentos (Foto: divulgação/MS)

    Os serviços realizados contemplaram diversas especialidades como pediatria, odontologia, clínica geral, ginecologia, exames laboratoriais e de imagens, pequenas cirurgias, vigilância nutricional e oftalmologia, incluindo a distribuição de óculos de grau e triagem de casos cirúrgicos de catarata e pterígio. Além dos atendimentos, foram promovidas rodas de conversas sobre educação em saúde com a comunidade e capacitações variadas para os profissionais de saúde do DSEI, fortalecendo a rede de cuidado local. 

    O projeto é itinerante e percorrerá diversos territórios indígenas ao longo de 2025, realizando mais ações como esta, para levar assistência digna e de qualidade aos indígenas em todo o território nacional. 

    Sílvia Alves
    Ministério da Saúde

  • Ciclo de qualificações sobre o Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Saúde (Siops) começa pelo Rio de Janeiro

    Ciclo de qualificações sobre o Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Saúde (Siops) começa pelo Rio de Janeiro

    O Ministério da Saúde abriu um novo ciclo nacional de treinamentos para qualificar gestores e técnicos estaduais e municipais de saúde para o melhor uso e preenchimento do Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Saúde (Siops). O principal objetivo é aprimorar a qualidade dos dados sobre receitas e despesas dos entes federados, com foco na transparência e em uma melhor gestão orçamentária.

    A nova rodada de treinamentos itinerantes teve início no Rio de Janeiro, que recebeu a qualificação pela primeira vez. A atividade foi realizada na Superintendência Estadual do Ministério da Saúde carioca (SEMS/RJ), no início de abril, e foi proposta pela própria superintendência, em parceria com o Conselho de Secretarias Municipais de Saúde (Cosems/RJ).

    Ao todo, houve a participação de aproximadamente 200 profissionais da saúde, de vários segmentos do setor, tais como gestores, contadores, técnicos responsáveis pelo preenchimento do sistema e representantes das áreas de planejamento municipal.

    “Ao capacitar os gestores de saúde e responsáveis pelo preenchimento dos dados, o Ministério da Saúde pretende garantir que o Siops seja utilizado de forma eficaz como ferramenta de gestão, permitindo o monitoramento adequado da aplicação dos recursos mínimos em ações e serviços públicos de saúde, conforme determina a legislação vigente”, destacou a representante do Departamento de Economia e Desenvolvimento em Saúde (Desid), Carla Cavalcanti.

    Essas qualificações contribuem na precisão e na transparência das informações orçamentárias em saúde, fundamentais para o planejamento, para a gestão eficiente e para o controle social dos recursos públicos destinados ao setor. Além disso, os cursos sobre o Siops atualizam os profissionais sobre as funcionalidades do sistema, sua normatização e operacionalização, com foco na qualidade da informação.

    Na ocasião também foi  destacada a importância da implementação de Núcleos de Economia da Saúde (NES) nas secretarias de saúde do país e da necessidade de mobilização dos estados e dos municípios neste tema. Isso porque esses núcleos são estruturas organizacionais desenhadas para subsidiar gestores de saúde para o melhor uso dos recursos disponíveis, a partir da aplicação do conhecimento e de ferramentas da economia da saúde.

    Protagonismo das superintendências

    É a primeira vez que o estado do Rio de Janeiro recebe uma formação do Siops, em formato que reforça o novo papel das superintendências estaduais do Brasil, que passam a participar, também, da promoção e da condução de muitos desses eventos nos territórios.

    “Fiz questão de estar presente para reforçar nosso compromisso com o suporte aos municípios”, disse a superintendente da SEMS/RJ, Cida Diogo, que tem apostado na qualificação dos profissionais de saúde do estado e na eficiência da gestão dos recursos do setor.

    O ciclo de qualificações de 2025 conta com palestras e apoio de profissionais especializados do Desid, alocado na Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação e do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (Sectics).

    Confira abaixo o cronograma com as próximas capacitações sobre o Siops para 2025: 

    Estado
    Cidade
    Data
    Rio Grande do Norte
    Natal
    29 e 30/04
    Goiás
    Goiânia
    15 e 16/05
    Rio Grande do Sul
    Porto Alegre
    28 e 29/05
    Pará
    Belém
    10 e 11/06
    Mato Grosso do Sul
    Campo Grande
    26 e 27/06
    Ceará
    Fortaleza
    10 e 11/07
    Rondônia
    Porto Velho
    24 e 25/07
    Paraíba
    João Pessoa
    07 e 08/08
    Distrito Federal
    Brasília
    14 e 15/08
    Maranhão
    São Luís
    21 e 22/08
    São Paulo
    São Paulo (capital)
    04 e 05/09
    Pernambuco
    Recife
    16, 17 e 18/09
    São Paulo
    A definir (interior)
    02 e 03/10
    Bahia
    Salvador
    09 e 10/10
    Minas Gerais
    Governador Valadares
    05 e 06/11
    Paraná
    Curitiba
    26 e 27/11

    Ministério da Saúde