Categoria: SAÚDE GOV

  • Novo PAC Saúde acelera início das obras Seleções 2025 com formalização concluída

    Novo PAC Saúde acelera início das obras Seleções 2025 com formalização concluída

    Na última sexta-feira (26), o Novo PAC Saúde finalizou a formalização das propostas de obras selecionadas no programa Seleções 2025, autorizando estados e municípios a iniciarem os processos de execução. Com o orçamento empenhado e prazos mais curtos estabelecidos, o programa avança para agilizar a construção de unidades de saúde que beneficiarão diretamente a população.

    Até o momento, foram contempladas:

    Portaria define prazos de 180 dias para Ação Preparatória

    A Portaria GM/MS nº 8.241/2025, publicada em 26 de setembro de 2025, estabelece diretrizes e prazos para a ação preparatória de obras do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC Saúde) na área da saúde, iniciadas a partir de junho de 2025, no modelo de transferência fundo a fundo. Essa etapa, que marca a transição da seleção para a execução das obras, é fundamental para garantir segurança, regularidade e agilidade no andamento dos projetos.

    Pela nova regulamentação, os prazos para obras habilitadas após a entrada em vigor da portaria passam a contar a partir da publicação de portaria específica do Ministério da Saúde. Já para projetos com habilitação anterior, como as Unidades Básicas de Saúde (UBS) contempladas em portarias de 23 de setembro, a contagem inicia em 26 de setembro de 2025, data da publicação da Portaria GM/MS nº 8.241.

    Na nova sistemática implementada pela portaria recém-publicada, a ação preparatória terá duração total de 180 dias, englobando a assinatura do contrato, a emissão da ordem de serviço e a instalação da placa padrão da obra. Há também um prazo intermediário, de 120 dias, para comprovar a publicação do edital de licitação. Ambos os prazos podem ser prorrogados por período equivalente, desde que justificados tecnicamente por meio do Sistema de Monitoramento de Obras (SISMOB).

    No caso das Policlínicas, os municípios têm até 30 de dezembro de 2025 para apresentar o projeto básico e demais documentos à Caixa Econômica Federal, garantindo o cumprimento do cronograma estabelecido para o avanço das obras.

    Apoio aos gestores locais

    Para que estados e municípios cumpram os prazos com celeridade e segurança, o Ministério da Saúde oferece um conjunto robusto de ferramentas e orientações, incluindo:

    • Projetos referenciais de qualidade, com complementares e planilhas orçamentárias regionalizadas, permitindo um planejamento detalhado;
    • Modelos validados pela Anvisa, que agilizam a análise pelas vigilâncias locais;
    • Kit licitação, com documentos adaptados a partir de referências do Compras e da AGU, facilitando a instrução dos processos licitatórios;
    • Capacitações contínuas, por meio de lives, pílulas de conhecimento e participações em congressos;
    • Canais de atendimento personalizados, via WhatsApp, telefone e grupos de troca de experiências, garantindo suporte direto aos gestores.

    Com isso, o Novo PAC Saúde garante que a execução das obras seja ágil, segura e alinhada às normas técnicas, acelerando a expansão e a modernização da rede pública de saúde em todo o país.

  • Ministério da Saúde e prefeitura do Rio entregam novas instalações no Hospital do Andaraí

    O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, entregou neste sábado (27/09) novas instalações no Hospital Federal do Andaraí (HFA), no Rio de Janeiro. No Centro de Tratamento de Queimados (CTQ), foram inaugurados a sala de cirurgia, seis novos leitos de UTI e a sala de balneoterapia. No setor de ortopedia, a reforma recuperou enfermarias, reabrindo leitos e áreas de apoio. As melhorias também chegaram à cozinha do hospital, fechada há 12 anos, que será equipada em breve. A visita incluiu ainda alas recém-inauguradas e obras em andamento.

    As ações fazem parte do Plano de Reestruturação dos Hospitais Federais, conduzido pelo Ministério da Saúde, que integra o programa Agora Tem Especialistas. O objetivo é ampliar o acesso da população a atendimentos especializados e reduzir o tempo de espera por consultas, exames e cirurgias na rede federal de saúde.

    “Desde a visita do presidente Lula, houve aumento de mais de 50% nas cirurgias e mais de 60% nas internações; instalamos acelerador linear para radioterapia e tomógrafo, que antes não havia. Tudo isso reduz o tempo de espera no atendimento especializado no Rio de Janeiro. As pessoas que estavam na fila do Sistema Único de Saúde agora, por meio do Agora Tem Especialistas e desta reestruturação, têm a oportunidade de ver o tempo de espera reduzir”, afirmou o ministro.

    O secretário municipal de saúde, Daniel Soranz, disse que o Hospital do Andaraí está recebendo 100% de investimento do Governo Federal. “Serão R$ 600 milhões para recuperar a unidade, que se mantém como uma unidade federal, que está sob a gestão municipal. Temos cerca de 30% das obras concluídas, tanto aqui como também no Hospital Cardoso Fontes. A nossa expectativa é finalizar todas as principais obras no primeiro trimestre de 2026. Hoje, entregamos a reforma do serviço de ortopedia, a nova cozinha e o Centro de Tratamento de Queimados, que já foi o maior do Brasil e hoje metade dele está renovada, e até janeiro do ano que vem funcionará completamente.”

    Foto: João Risi/MS
    Foto: João Risi/MS

    O CTQ do Hospital do Andaraí, referência nacional no tratamento de queimados, teve seu projeto de recuperação retomado em 2025, com recursos do Ministério da Saúde e gestão da Prefeitura do Rio. Sem interromper os atendimentos, foram reformadas a sala de cirurgia, a UTI — agora com seis leitos, sendo três adultos e três pediátricos — e a sala de balneoterapia, essencial no tratamento de casos graves. Essa foi a primeira etapa, outras reformas iniciarão em breve.

    O setor de ortopedia foi totalmente reformado, recuperando 38 leitos desativados há mais de oito anos. Foram modernizadas as 10 enfermarias, a sala de gesso, a farmácia e os postos de enfermagem. Após 12 anos, as refeições dos pacientes voltarão a ser preparadas na cozinha do Hospital do Andaraí. A nova cozinha será equipada com fogão, refrigerador industrial e demais aparelhos, e terá capacidade para produzir 3,2 mil refeições diárias. O próximo passo será a conclusão do refeitório.

    O ministro também visitou outras melhorias já concluídas, como a nova emergência, a enfermaria do 10º andar e o ambulatório, além de acompanhar obras em andamento, entre elas a construção do novo Centro de Emergência Regional (CER) e do novo centro cirúrgico.

    Foto: João Risi/MS
    Foto: João Risi/MS

    “Isso mostra a forte parceria do governo federal com a Prefeitura do Rio de Janeiro e com a Fundação Oswaldo Cruz, que vai mudar definitivamente a cara dos hospitais federais no estado. Aqui no Andaraí, temos obras que vamos acompanhar até o começo do ano que vem para concluir tudo o que já está previsto”, afirmou Padilha.

    O ministro comentou as ações da reestruturação no Rio de Janeiro para melhorar o atendimento. “O Hospital Federal Cardoso Fontes também passa por ampla reestruturação; o Hospital Federal de Bonsucesso, com apoio do Grupo Hospitalar Conceição do Ministério da Saúde, avança. Estamos retomando ações no INTO (Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia), no INCA (Instituto Nacional de Câncer), no Instituto Nacional de Cardiologia (Laranjeiras), no Hospital de Ipanema e no Hospital da Lagoa. Cumprindo com o compromisso de colocar esses hospitais a serviço do atendimento especializado.”

    Foto: João Risi/MS
    Foto: João Risi/MS

    No Hospital, o ministro Alexandre Padilha acompanhou a colocação do implante subdérmico contraceptivo liberador de etonogestrel, conhecido como Implanon. Na semana passada, o ministro acompanhou a entrega de mais de 100 mil unidades do implante e 100 kits para treinamento dos profissionais de saúde responsáveis pela inserção do dispositivo.

    Hospital do Andaraí: R$ 200 milhões para ampliar o atendimento à população

    O Hospital do Andaraí já recebeu cerca de R$ 200 milhões em investimentos do Ministério da Saúde, dentro do Plano de Reestruturação dos Hospitais Federais. O HFA passou por uma ampla reestruturação que ampliou sua força de trabalho de 2.102 para 3.510 funcionários, um crescimento de 67%. Na última semana, foram reabertos o ambulatório do 3º andar e a enfermaria do 10º, fechados há 14 e 21 anos, que agora contam com 21 consultórios de especialidades e 23 novos leitos de internação.

    A unidade, referência em áreas como ortopedia, endocrinologia, cardiologia, neurocirurgia, cirurgia geral e vascular, recebeu em maio deste ano um acelerador linear pelo Programa Agora Tem Especialistas, dentro do Plano de Expansão da Radioterapia no SUS, o que permite atender até 600 novos casos de câncer, já que antes não possuía equipamento de radioterapia.

    Entre os principais avanços estão a ampliação do número de leitos de 150 para 270; a reabertura da Emergência; a instalação do tomógrafo com atendimento de cerca de 3 mil novos usuários, e a reativação de seis salas cirúrgicas, além do serviço de radioterapia que foi iniciado com a inauguração do acelerador linear. Entre janeiro e julho deste ano, a produção ambulatorial ultrapassou 760 mil procedimentos, 59,1% a mais desde a transferência de gestão.

    O hospital também ampliou o CTI de 10 para 15 leitos, reabriu o Centro de Tratamento de Queimados com 14 leitos, abriu oito leitos de pós-operatório e 55 de enfermaria, sendo 31 em um andar que estava fechado há mais de 20 anos. Os indicadores assistenciais mostram melhora significativa: a taxa de ocupação de leitos passou de 84% em janeiro para 99% em julho, contra variação de 76,3% a 72,4% no mesmo período de 2024; o tempo médio de permanência caiu de 12,4 para 8,1 dias, enquanto no ano anterior havia pouca oscilação; e os procedimentos cirúrgicos aumentaram 56,7%, totalizando 2.786 entre janeiro e julho de 2025.

    O cronograma de obras prevê, ainda, até o primeiro semestre de 2026, reformas das demais enfermarias, do centro cirúrgico, melhorias dos serviços de oncologia, modernização dos centros de imagem, do parque tecnológico e dos elevadores, além da construção de um novo setor de trauma no novo centro de emergência regional.

    Mais R$ 100 milhões para a Média e Alta Complexidade de Nova Iguaçu, destinados ao custeio do Hospital Geral de Nova Iguaçu (Hospital da Posse)

    Ainda no Rio de Janeiro, o ministro anunciou a incorporação de R$ 100 milhões ao limite financeiro de Média e Alta Complexidade (Teto MAC) do município de Nova Iguaçu (RJ), destinados ao custeio do Hospital Geral de Nova Iguaçu (Hospital da Posse).

    A primeira parte, R$ 50 milhões, agora em 2025. O impacto será imediato, a unidade receberá R$ 16,6 milhões. O restante será incorporado a partir de janeiro.

    “O que assinei aqui é permanente, não é recurso emergencial. O Hospital da Posse tem um papel muito importante no atendimento especializado. Queremos mais cirurgias, mais exames e mais consultas especializadas, com menos tempo de espera. Voltaremos aqui outras vezes: há investimento importante no Instituto de Oncologia, na Policlínica, com as obras via PAC, e outros investimentos pela Baixada Fluminense. É o compromisso do Governo Federal e do presidente Lula com o Rio de Janeiro”, afirmou o ministro.

    Foto: João Risi/MS
    Foto: João Risi/MS

    Referência em atendimentos de emergência na Baixada Fluminense, o Hospital da Posse funciona em modelo tripartite, com custeio compartilhado entre os três níveis de governo. O hospital realiza atualmente uma média de 18 mil atendimentos mensais, 1.200 internações, 610 cirurgias e 1.050 altas. Sua estrutura física possui 561 leitos, sendo 94% do SUS.

    O aporte de R$ 100 milhões anuais anunciados pelo Ministério da Saúde permitirá maior estabilidade financeira para a manutenção dos serviços prestados pelo hospital, que desempenha papel essencial no atendimento de média e alta complexidade da região.

    Visita ao Instituto Estadual de Oncologia da Baixada Fluminense e ao Centro de Diagnóstico Rio Imagem Baixada

    O ministro Alexandre Padilha também cumpre compromissos no Rio de Janeiro, com visitas ao Instituto Estadual de Oncologia da Baixada Fluminense, que está com cerca 60% das obras concluídas e conta com investimento de R$ 87 milhões do governo federal. O hospital terá 101 leitos, incluindo UTI, emergência, enfermarias, áreas específicas para transplante de medula óssea, 24 cadeiras de quimioterapia, radioterapia e exames de alta complexidade, como o PET Scan. Padilha visita ainda o Centro de Diagnóstico Rio Imagem Baixada, reforçando o conjunto de ações do governo federal para fortalecer a rede de saúde no estado.

    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde anuncia a chegada de mais de 320 médicos especialistas e R$ 2,5 bilhões para novas unidades públicas de saúde

    Ministério da Saúde anuncia a chegada de mais de 320 médicos especialistas e R$ 2,5 bilhões para novas unidades públicas de saúde

    Os pacientes do Sistema Único de Saúde vão contar com 899 novas unidades de atendimento que vão ampliar a oferta de serviços de saúde em todo o Brasil. Para isso, o Ministério da Saúde anunciou, nesta sexta-feira (26), a liberação de R$ 2,5 bilhões para a construção das obras nos 26 estados brasileiros. A medida se soma à chegada de 322 novos médicos especialistas que começaram a atuar em 156 municípios localizados nas cinco regiões do país. Ambas as iniciativas integram as ações do Programa Agora Tem Especialistas. 

    Com recursos do Novo PAC Seleções 2025, a rede pública de saúde contará com mais 100 Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e 31 Policlínicas. Já as 768 novas Unidades Básicas de Saúde (UBS) vão fortalecer a Atenção Primária, que, ao ser qualificada, contribuirá para reduzir a sobrecarga na Atenção EspecializadaA liberação dos recursos federais possibilita a estruturação da rede pública de saúde nos estados e municípios, ampliando a capacidade de atendimento em todo o Brasil.

    “Esse é um esforço importante do Agora Tem Especialistas para reduzir o tempo de espera por consultas, exames e cirurgias. A expansão imediata da oferta de serviços, com a mobilização de toda a estrutura pública e privada de saúde do país, vem acompanhada de mais investimento em infraestrutura pelo Novo PAC Saúde. Uma frente estruturante que vai garantir mais serviços de saúde para a nossa população”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.   

    Mais atendimentos especializados 

    Do total de 322 novos médicos especialistas, a maior parte – ou seja, 212 profissionais que representam 65% do total vai atender os pacientes da rede pública no interior do Brasil, em 24 estados, ampliando o acesso da população à assistência médica nas regiões mais desassistidas.    

    “Essa é a primeira chamada desta iniciativa inédita do Agora Tem Especialistas, que, pela primeira vez na história do SUS, faz um programa de provimento de médicos especialistas para ampliar o atendimento em hospitais e policlínicas. Com isso, estamos levantando o médico especialistas onde há falta desse profissional, para o interior do país, e garantindo o atendimento da população. O objetivo não é colocar mais médicos onde eles já estão, mas levá-los para onde precisa, para atender quem precisa, reduzindo o tempo de espera no SUS”, explicou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, nesta sexta-feira (26). 

    Para o ministro, o Brasil vive um novo ciclo de formação e provimento de especialistas com o programa do governo federal, criado para desafogar a demanda reprimida por atendimentos de média e alta complexidade nos estados e municípios. “Os médicos que começaram a atuar nesta semana vão atender pacientes do SUS prioritariamente em locais em que há escassez da oferta de serviços especializados. Com esse reforço, conseguiremos ampliar a capacidade da oferta de atendimento em hospitais e policlínicas para a realização das OCIs”, disse Alexandre Padilha.   

    O ministro se refere à Oferta de Cuidados Integrados, combo de cuidados do SUS, que integra, em um pacote de serviços, a realização de exames preventivos essenciais, de diagnóstico e do tratamento.   

    O dia de hoje marca a chegada desses profissionais na rede pública dos seguintes estados: Rondônia, Acre, Amazonas, Roraima, Pará, Amapá, Tocantins, Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Goiás, além do Distrito Federal.   

    A fim de recebê-los, autoridades do Ministério da Saúde se deslocaram para alguns desses estados para uma agenda simultânea de acolhimento e integração dos profissionais. 

    Maior número de profissionais vai para o Nordeste 

    Nesta primeira etapa do provimento, o Nordeste – que, historicamente, tem a maior carência de médicos especialistas – recebe o maior número de profissionais: são 188 médicos, que correspondem a 58% do total. Em seguida, estão as regiões Sudeste com 70 profissionais, Norte (40), Centro-oeste (17), e Sul (7). Do total de especialistas, 72% atuarão em áreas classificadas como de alta ou muito alta vulnerabilidade, sendo 22% alocados em municípios da Amazônia Legal.  

    Para a distribuição das vagas, foram priorizadas as regiões com número de especialistas abaixo da média nacional e as que a população precisa se deslocar mais para conseguir atendimento. Também foi considerada a capacidade instalada para oferta da assistência.   

    As especialidades com maior número de profissionais são ginecologia (98), anestesiologia (37), otorrinolaringologia (26), cirurgia geral (25) e em diferentes áreas do atendimento oncológico (66).   

    Além de atuarem na rede pública, os médicos contarão com a mentoria de profissionais de excelência da Rede Ebserh e  de hospitais do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS). Serão dedicadas 16 horas semanais à prática assistencial e quatro horas semanais a atividades educacionais. São 16 cursos de aprimoramento para o médico que já é especialista em áreas como cirurgia, ginecologia, anestesiologia e otorrinolaringologia.   

    Incentivos inéditos para formação de especialistas em áreas essenciais para o SUS 

    Em mais uma ação do programa Agora Tem Especialistas, o Ministério da Saúde destinará, nesta sexta-feira (26), incentivos financeiros inéditos para residentes, preceptores, tutores e coordenadores dos Programas de Residência em 20 especialidades médicas, além de enfermagem obstétrica e física médica. Para essa ação está previsto o investimento de R$ 112 milhões até o fim de 2026.  

    Direcionados a áreas prioritárias com poucos profissionais, esses incentivos visam garantir a presença de preceptores e tutores qualificados e comprometidos com a formação de mais médicos especialistas, sobretudo em especialidades que estão escassas na rede pública do país.   

    É o caso de residentes de radioterapia e patologia, que também contarão com complemento financeiro na bolsa-formação. De acordo com estudos internacionais, há uma escassez na oferta de radioterapia no Brasil. No caso de patologia, o estudo Demografia Médica 2025 revela que há apenas 1,79 especialista por 100 mil habitantes, enquanto o recomendado é 5. Em ambos os casos, ocorre falta de máquinas e médicos especialistas, necessidades contempladas no Agora Tem Especialistas, com o provimento de profissionais e a oferta de 121 aceleradores lineares até o final de 2026. 

    Maior oferta de bolsas de residências da última década 

    Para ampliar o número de profissionais especialistas no país, o Agora Tem Especialistas abriu 4 mil bolsas de residências, sendo 3 mil para Residência Médica em especialidades como anestesiologia, radiologia e cirurgia oncológica, além de 1 mil bolsas para Residência em Área Profissional da Saúde que abrangem especialidades da Saúde da Mulher, Saúde Mental, Enfermagem Obstétrica, dentre outras.  

    Para isso, estão abertas as inscrições até 30 de outubro para instituições interessadas em formar 4 mil profissionais especialistas em áreas prioritárias para o SUS.  

    Essa é a maior concessão de bolsas já ofertado pelo Ministério da Saúde nos últimos 10 anos. Somente em 2025, serão investidos R$ 1,8 bilhão em programas de residência, um acréscimo de 32% em relação a 2023.  

    Certificação dos hospitais de ensino 

    Outra medida do programa é garantir excelência na formação de especialistas e melhorar a qualidade do atendimento no SUS. Para isso, o Ministério da Saúde voltou a certificar os hospitais de ensino, um reconhecimento oficial que qualifica os hospitais como ambientes formadores com o objetivo de garantir a excelência na formação de especialistas e melhorar a qualidade do atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS).  

    Para obter o certificado, os hospitais precisam comprovar um ambiente de prática e aprendizagem, em caráter permanente e contínuo, a fim de realizar atividades curriculares de graduação, de programa de residência em saúde. Os hospitais gerais devem ofertar ao menos 80 leitos destinados ao SUS e os hospitais especializados, o mínimo de 50 leitos.   

    Atualmente, o Brasil conta com 202 hospitais de ensino, num universo de mais de 1.134 hospitais elegíveis para a certificação no Brasil. Destes, cinco hospitais estão entre os 300 melhores do mundo, segundo ranking da revista americana Newsweek.   

    Anna Elisa Iung 
    Ministério da Saúde 

  • Ministério da Saúde anuncia a chegada de mais de 320 médicos especialistas e R$ 2,5 bilhões para 899 novas unidades públicas de saúde

    Ministério da Saúde anuncia a chegada de mais de 320 médicos especialistas e R$ 2,5 bilhões para 899 novas unidades públicas de saúde

    Os pacientes do Sistema Único de Saúde vão contar com 899 novas unidades de atendimento que vão ampliar a oferta de serviços de saúde em todo o Brasil. Para isso, o Ministério da Saúde anunciou, nesta sexta-feira (26), a liberação de R$ 2,5 bilhões para a construção das obras em 26 estados brasileiros. A medida se soma à chegada de 322 novos médicos especialistas que começaram a atuar em 156 municípios localizados nas cinco regiões do país. Ambas as iniciativas integram as ações do Programa Agora Tem Especialistas. 

    Com recursos no Novo PAC Seleções 2025, a rede pública de saúde contará com mais 100 Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e 31 Policlínicas. Já as 768 novas Unidades Básicas de Saúde (UBS) vão fortalecer Atenção Primária, que ao ser qualificada, contribuirá para reduzir a sobrecarga na Atenção Especializada.  

    A liberação dos recursos federais possibilita a estruturação da rede pública de saúde nos estados e municípios, ampliando a capacidade de atendimento em todo o Brasil. “Esse é um esforço importante do Agora Tem Especialistas para reduzir o tempo de espera por consultas, exames e cirurgias. A expansão imediata da oferta de serviços, com a mobilização de toda a estrutura pública e privada de saúde do país, vem acompanhada de mais investimento em infraestrutura pelo Novo PAC Saúde. Uma frente estruturante que vai garantir mais serviços de saúde para a nossa população”, afirmou o ministro da Saúde Alexandre Padilha.   

    Mais atendimentos especializados 

    Do total de 322 novos médicos especialistas, a maior parte – ou seja, 212 profissionais que representam 65% do total vai atender os pacientes da rede pública no interior do Brasil, em 24 estados, ampliando o acesso da população à assistência médica nas regiões mais desassistidas.    

    “Essa é a primeira chamada desta iniciativa inédita do Agora Tem Especialistas, que, pela primeira vez na história do SUS, faz um programa de provimento de médicos especialistas para ampliar o atendimento em hospitais e policlínicas. Com isso, estamos levantando o médico especialistas onde há falta desse profissional, para o interior do país, e garantindo o atendimento da população. O objetivo não é colocar mais médicos onde eles já estão, mas levá-los para onde precisa, para atender quem precisa, reduzindo o tempo de espera no SUS”, explicou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, nesta sexta-feira (26). 

    Para o ministro, o Brasil vive um novo ciclo de formação e provimento de especialistas com o programa do governo federal, criado para desafogar a demanda reprimida por atendimentos de média e alta complexidade nos estados e municípios. “Os médicos que começaram a atuar nesta semana vão atender pacientes do SUS prioritariamente em locais em que há escassez da oferta de serviços especializados. Com esse reforço, conseguiremos ampliar a capacidade da oferta de atendimento em hospitais e policlínicas para a realização das OCIs”, disse Alexandre Padilha.   

    O ministro se refere à Oferta de Cuidados Integrados, combo de cuidados do SUS, que integra, em um pacote de serviços, a realização de exames preventivos essenciais, de diagnóstico e do tratamento.   

    O dia de hoje marca a chegada desses profissionais na rede pública dos seguintes estados: Rondônia, Acre, Amazonas, Roraima, Pará, Amapá, Tocantins, Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Goiás, além do Distrito Federal.   

    A fim de recebê-los, autoridades do Ministério da Saúde se deslocaram para alguns desses estados para uma agenda simultânea de acolhimento e integração dos profissionais. 

    Maior número de profissionais vai para o Nordeste 

    Nesta primeira etapa do provimento, o Nordeste – que, historicamente, tem a maior carência de médicos especialistas – recebe o maior número de profissionais: são 188 médicos, que correspondem a 58% do total. Em seguida, estão as regiões Sudeste com 70 profissionais, Norte (40), Centro-oeste (17), e Sul (7). Do total de especialistas, 72% atuarão em áreas classificadas como de alta ou muito alta vulnerabilidade, sendo 22% alocados em municípios da Amazônia Legal.  

    Para a distribuição das vagas, foram priorizadas as regiões com número de especialistas abaixo da média nacional e as que a população precisa se deslocar mais para conseguir atendimento. Também foi considerada a capacidade instalada para oferta da assistência.   

    As especialidades com maior número de profissionais são ginecologia (98), anestesiologia (37), otorrinolaringologia (26), cirurgia geral (25) e em diferentes áreas do atendimento oncológico (66).   

    Além de atuarem na rede pública, os médicos contarão com a mentoria de profissionais de excelência da Rede Ebserh e  de hospitais do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS). Serão dedicadas 16 horas semanais à prática assistencial e quatro horas semanais a atividades educacionais. São 16 cursos de aprimoramento para o médico que já é especialista em áreas como cirurgia, ginecologia, anestesiologia e otorrinolaringologia.   

    Incentivos inéditos para formação de especialistas em áreas essenciais para o SUS 

    Em mais uma ação do programa Agora Tem Especialistas, o Ministério da Saúde destinará, nesta sexta-feira (26), incentivos financeiros inéditos para residentes, preceptores, tutores e coordenadores dos Programas de Residência em 20 especialidades médicas, além de enfermagem obstétrica e física médica. Para essa ação está previsto o investimento de R$ 112 milhões até o fim de 2026.  

    Direcionados a áreas prioritárias com poucos profissionais, esses incentivos visam garantir a presença de preceptores e tutores qualificados e comprometidos com a formação de mais médicos especialistas, sobretudo em especialidades que estão escassas na rede pública do país.   

    É o caso de residentes de radioterapia e patologia, que também contarão com complemento financeiro na bolsa-formação. De acordo com estudos internacionais, há uma escassez na oferta de radioterapia no Brasil. No caso de patologia, o estudo Demografia Médica 2025 revela que há apenas 1,79 especialista por 100 mil habitantes, enquanto o recomendado é 5. Em ambos os casos, ocorre falta de máquinas e médicos especialistas, necessidades contempladas no Agora Tem Especialistas, com o provimento de profissionais e a oferta de 121 aceleradores lineares até o final de 2026. 

    Maior oferta de bolsas de residências da última década 

    Para ampliar o número de profissionais especialistas no país, o Agora Tem Especialistas abriu 4 mil bolsas de residências, sendo 3 mil para Residência Médica em especialidades como anestesiologia, radiologia e cirurgia oncológica, além de 1 mil bolsas para Residência em Área Profissional da Saúde que abrangem especialidades da Saúde da Mulher, Saúde Mental, Enfermagem Obstétrica, dentre outras.  

    Para isso, estão abertas as inscrições até 30 de outubro para instituições interessadas em formar 4 mil profissionais especialistas em áreas prioritárias para o SUS.  

    Essa é a maior concessão de bolsas já ofertado pelo Ministério da Saúde nos últimos 10 anos. Somente em 2025, serão investidos R$ 1,8 bilhão em programas de residência, um acréscimo de 32% em relação a 2023.  

    Certificação dos hospitais de ensino 

    Outra medida do programa é garantir excelência na formação de especialistas e melhorar a qualidade do atendimento no SUS. Para isso, o Ministério da Saúde voltou a certificar os hospitais de ensino, um reconhecimento oficial que qualifica os hospitais como ambientes formadores com o objetivo de garantir a excelência na formação de especialistas e melhorar a qualidade do atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS).  

    Para obter o certificado, os hospitais precisam comprovar um ambiente de prática e aprendizagem, em caráter permanente e contínuo, a fim de realizar atividades curriculares de graduação, de programa de residência em saúde. Os hospitais gerais devem ofertar ao menos 80 leitos destinados ao SUS e os hospitais especializados, o mínimo de 50 leitos.   

    Atualmente, o Brasil conta com 202 hospitais de ensino, num universo de mais de 1.134 hospitais elegíveis para a certificação no Brasil. Destes, cinco hospitais estão entre os 300 melhores do mundo, segundo ranking da revista americana Newsweek.   

    Anna Elisa Iung 
    Ministério da Saúde 

  • Brasil destaca inovação no diagnóstico do HPV e reafirma prioridade com eliminação do câncer do colo do útero

    Brasil destaca inovação no diagnóstico do HPV e reafirma prioridade com eliminação do câncer do colo do útero

    Nova York (EUA), 25 de setembro de 2025 – “O câncer relacionado ao HPV é evitável. Todas as mortes por câncer do colo do útero podem ser prevenidas. As ferramentas já existem e precisam estar disponíveis em todos os países”, afirmou a vice-ministra da Saúde do Brasil, Mariângela Simão, ao encerrar sua participação na reunião “Advancing women’s health: leveraging innovative financing and partnerships”, realizada nesta quarta-feira (25), em Nova York.

    Representando o ministro da Saúde do Brasil, Alexandre Padilha, que não pôde comparecer devido a restrições impostas ao seu visto pelo governo americano, Mariângela destacou que o Brasil reafirma seu compromisso com o acesso universal à prevenção e ao tratamento, alinhado à estratégia da Organização Mundial da Saúde (OMS) de eliminação do câncer do colo do útero. O país defende maior cooperação internacional para assegurar financiamento sustentável, transferência de tecnologia e equidade no acesso à inovação.

    Um dos pontos centrais da fala foi o avanço no diagnóstico precoce, com a aprovação da mudança no rastreamento do câncer do colo do útero. O Brasil está substituindo a citologia pelo teste molecular de DNA do HPV, que detecta 14 genótipos do vírus. Produzido nacionalmente, representando um passo importante na soberania em saúde, o exame é destinado a mulheres de 25 a 64 anos e permitirá ampliar o intervalo entre testagens para cinco anos e deve estar disponível em todos os estados até o fim de 2025. “Este é um passo decisivo para o diagnóstico e tratamento precoce e uma ferramenta essencial para reduzir filas na atenção especializada e salvar vidas”, reforçou a vice-ministra.

    Mariângela também apresentou os avanços na vacinação contra o HPV, introduzida em 2014 e oferecida de forma universal e gratuita a meninas e meninos de 9 a 14 anos, e mais recentemente para 15 a 19 anos, pelo Sistema Único de Saúde (SUS), que neste ano completa 35 anos. O Brasil está entre os poucos países a adotar essa estratégia em escala nacional, e já ampliou a oferta para populações em maior risco, incluindo pessoas vivendo com HIV, imunossuprimidos, sobreviventes de violência sexual e usuários de PrEP.

    Apesar do progresso, desafios como a baixa cobertura vacinal (82% entre as meninas e apenas 67% dos meninos) e a desinformação persistem. Em resposta, o Brasil aderiu à estratégia de dose única para adolescentes, alinhada às recomendações da OMS, e vem ampliando parcerias com sociedades científicas e movimentos sociais para fortalecer a confiança da população. Outro avanço é a Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP) entre o Instituto Butantan e a MSD, que visa alcançar a produção integral da vacina contra o HPV no país.

    Com mais de 213 milhões de habitantes e 5,5 mil municípios, o Brasil reafirmou na ONU sua determinação em mobilizar esforços nacionais e internacionais para combater o HPV e os cânceres relacionados ao vírus. “O caminho para eliminar o câncer do colo do útero passa por vacina, diagnóstico e tratamento oportuno. Estamos prontos para avançar com nossos parceiros globais”, concluiu Mariângela Simão.

    O diretor executivo da Unitaid, dr. Philippe Duneton, defendeu que investir na saúde das mulheres é essencial para transformar a saúde pública de forma mais ampla. “Não se trata apenas de oferecer assistência técnica ou soluções médicas isoladas, mas de adotar uma abordagem integrada, baseada em ciência e cooperação internacional”. Philippe ressaltou que avanços recentes demonstram a importância da liderança compartilhada entre governos, ONGs e comunidades, reforçando que a saúde das mulheres deve estar no centro das agendas de investimento e inovação. Para ele, “esse é um caminho transformador, capaz de ampliar resultados em saúde e garantir um futuro mais equitativo”.

    Também estiveram presentes no debate de alto nível: o ministro da Saúde de Ruanda, Dr. Sabin Nsanzimana; minister Delegate for Feancophonie and International Patnersships (França), M. Thani Mohamed-Soilihi; Head of Secretariat Global Financing Facility (GFF), Mr. Luc Laviolette;e o diretor executivo da Unitaid,Tenu Avafia.

    A convidada Karen Nakawala, paciente diagnosticada com câncer cervical e fundadora da Teal Sisters Foundation, deu um depoimento inspirador.

    “Receber o diagnóstico de câncer cervical foi devastador, mas o mais difícil foi contar para minhas filhas”, afirmou Karen Nakawala. Ela destacou que muitas mulheres ainda enfrentam estigma, vergonha e dificuldades de acesso ao rastreamento e tratamento, especialmente em países de renda média e baixa.

    A fundadora criou a Teal Sisters Foundation para oferecer voz, coragem e acesso a cuidados que salvam vidas, reforçando que mulheres empoderadas impactam positivamente suas famílias e comunidades.

    Karen ressaltou que a ciência e a inovação já oferecem ferramentas eficazes, como vacinas contra o HPV, testes de triagem de baixo custo e tratamentos eficientes. Segundo ela, o que falta agora é vontade política e investimento sustentado. “Se agirmos juntos, o câncer cervical pode deixar de ser uma história de dor e se tornar uma história de esperança para todas as mulheres do mundo”, concluiu.

    Regina Xeyla
    Ministério da Saúde

  • Brasil seguirá avançando em políticas públicas para demência, afirma vice-ministra da Saúde em Nova York

    Brasil seguirá avançando em políticas públicas para demência, afirma vice-ministra da Saúde em Nova York

    Nova York, 24 de setembro de 2024 – A vice-ministra da Saúde do Brasil, Mariângela Simão, representou nesta terça-feira (23), em Nova York (EUA), o país no evento paralelo à Assembleia Geral da ONU “Increasing the Visibility of Dementia in the Context of the UN High-Level Meeting in Non-Communicable Diseases (NCDs)”, promovido pela ADI (Alzheimer’s Disease International) e pela Organização Mundial da Saúde (OMS). 

    Em sua fala, Mariângela lamentou a ausência do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, impossibilitado de comparecer devido a restrições arbitrárias impostas pelo governo dos Estados Unidos em seu visto de viagem, o que limitou seus deslocamentos em Nova York. “Não se trata de uma questão pessoal, mas de um ataque ao que o Brasil representa na luta contra o negacionismo em saúde. A pandemia de Covid-19 já nos ensinou: ninguém está seguro até que todos estejam seguros. A cooperação global é essencial”, ressaltou.

    A vice-ministra destacou a importância crescente da demência, especialmente do Alzheimer, como condição que afeta não apenas os pacientes, mas também familiares e cuidadores. Ela reforçou que o Brasil, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), tem ampliado ações para garantir diagnóstico precoce, tratamento adequado e cuidado humanizado.

    Entre os dados mais recentes, o Relatório Nacional sobre Demência 2024 estima que o Brasil tenha cerca de 2 milhões de pessoas vivendo com a condição, com aproximadamente 300 mil novos casos por ano. A maioria dos diagnósticos ocorre em pessoas com mais de 70 anos, e a Doença de Alzheimer representa entre 60% e 70% dos casos.

    O SUS registrou, em 2023 e 2024, mais de 37 milhões de consultas anuais e cerca de 4.500 internações hospitalares relacionadas ao Alzheimer. Esses números refletem tanto a alta demanda de serviços quanto a necessidade de fortalecer políticas de atenção integral à saúde da pessoa idosa.

    A Política Nacional de Atenção às Pessoas com Doenças Neurológicas orienta ações integradas entre estados e municípios e prioriza áreas como apoio multidisciplinar a pacientes e famílias, capacitação profissional, incentivo à pesquisa científica e conscientização sobre diagnóstico precoce. Sua implementação se deu por meio de um processo participativo envolvendo sociedade civil, comunidade científica e instituições de pesquisa.

    Mariângela finalizou sua participação reafirmando o compromisso do Brasil em avançar nas políticas públicas voltadas para a demência. “Nosso objetivo é garantir que nenhuma pessoa com demência seja deixada para trás. Esse desafio exige uma abordagem intersetorial, baseada em dados, que promova dignidade, cuidado e qualidade de vida para todos os pacientes e suas famílias.”

    O encontro contou com a presença do ministro da Saúde da Indonésia, Budi Gunadi Sadikin, da embaixadora da Costa Rica, Mariza Valverde, de médicos especialistas na área da saúde mental, entre outras autoridades.  

    Regina Xeyla
    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde avança na construção de diretrizes nacionais para situações de calor extremo

    Ministério da Saúde avança na construção de diretrizes nacionais para situações de calor extremo

    Na terça-feira (23), o Ministério da Saúde promoveu a terceira reunião do grupo de trabalho criado para elaborar diretrizes nacionais voltadas à preparação, vigilância e resposta em situações de calor extremo no Brasil. O encontro reuniu técnicos e gestores do Ministério e de instituições de saúde, pesquisadores, especialistas, agências de monitoramento e representantes da área de comunicação.

    O objetivo da iniciativa é aprofundar as discussões técnicas, alinhar conceitos e construir coletivamente propostas preliminares que sirvam de base para a formulação de políticas públicas. Nesta etapa, os participantes avançaram na discussão sobre as atribuições dos diferentes níveis de atenção em cenários de calor extremo e de vigilância em saúde além de estratégias para ampliar a oferta de serviços e protocolos assistenciais no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).

    O diretor do Departamento de Emergências em Saúde Pública da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente (DEMSP/SVSA/MS), Edenilo Baltazar Barreira Filho, destacou o papel central do trabalho conjunto. “Estas diretrizes representarão um avanço fundamental para o SUS e para a população brasileira, especialmente diante de um cenário em que o calor extremo tende a se tornar mais frequente. É uma grande satisfação saber que estamos avançando com a contribuição de diferentes setores e instituições”, afirmou.

    Evidências científicas

    De acordo com a coordenadora-geral de Preparação para Emergências em Saúde Pública, Taynná Vernalha Rocha Almeida, a metodologia utilizada é a Delphi, que facilita o diálogo técnico e a construção coletiva. “Estamos em um momento em que o calor extremo representa um desafio crescente para a saúde pública, e ter um documento baseado em evidências científicas e nas realidades regionais distintas é essencial para proteger a população”, explicou.

    Desde o início do grupo, em março de 2025, já foram promovidos encontros presenciais e virtuais, além da produção de estudos e publicações técnicas. Até janeiro do próximo ano, os integrantes devem concluir o documento final, que será disponibilizado como instrumento oficial para orientar gestores e serviços de saúde em todo o país.

    Segundo Edenilo Baltazar, a expectativa é que o resultado tenha impacto direto na capacidade de resposta do SUS. “Estamos construindo um documento que realmente fará a diferença para o enfrentamento dos impactos do calor na saúde da população”, concluiu.

    João Moraes
    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde cria ação inédita para incentivar a doação de órgãos e reverter recusa de 45% das famílias

    Ministério da Saúde cria ação inédita para incentivar a doação de órgãos e reverter recusa de 45% das famílias

    O Brasil atingiu a marca de 14,9 mil transplantes no primeiro semestre de 2025, o maior da série histórica. Representa um crescimento de 21% em relação a 2022. Mas esse número pode ser ainda maior, pois 45% das famílias ainda recusam a doação. Durante o lançamento da campanha de incentivo à doação de órgãos nesta quinta-feira (25/09), o Ministério da Saúde apresentou programa inédito para qualificar o diálogo com as famílias e o acompanhamento das doações nos hospitais.

    O Programa Nacional de Qualidade na Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (PRODOT) busca reconhecer e valorizar as equipes que atuam dentro dos hospitais, responsáveis pela identificação de potenciais doadores, logística do processo e a conversa com os familiares. Um momento delicado, de dor, dúvidas e, muitas vezes, falta de informação, mas decisivo para salvar outras vidas. Pela primeira vez, esses profissionais terão incentivos financeiros conforme o volume do atendimento e indicadores de desempenho, incluindo o aumento das doações.

    A iniciativa integra um conjunto de medidas que somam investimento de R$ 20 milhões por ano para fortalecer o Sistema Nacional de Transplantes. A maior parte, R$ 13 milhões para a inclusão de novos procedimentos, como transplantes de membrana amniótica, para casos graves de queimadura, e o transplante multivisceral, para falência intestinal. Os outros R$ 7,4 milhões são para o Prodot, cujo objetivo é aumentar o percentual de doação das famílias no país.

    “A principal mensagem que queremos passar às famílias é a segurança e a seriedade do Sistema Nacional de Transplantes, reconhecido mundialmente. Quando um profissional de saúde aborda uma família, ele carrega esse reconhecimento e atua dentro de um sistema sólido e seguro. Ao mesmo tempo, reforçamos a importância de o doador manifestar à família o desejo de doar. Esse gesto, mesmo em um momento de dor, pode salvar a vida de três ou quatro pessoas e manter viva a memória do ente querido. Por isso, estamos investindo também na formação e orientação dos profissionais, para que saibam acolher e apoiar as famílias nesse processo tão delicado.”, ressaltou o ministro, Alexandre Padilha.

    Foto: Rafael Nascimento/MS
    Foto: Rafael Nascimento/MS

    Campanha “Você diz sim, o Brasil inteiro agradece”

    Atualmente, mais de 80 mil pessoas aguardam por um transplante no Brasil, o que reforça a importância de valorizar quem atua diretamente na sensibilização das famílias. A campanha de incentivo a doação de órgãos deste ano do Ministério da Saúde, que começa a ser veiculada neste mês, reforça a importância de todos informarem a sua família sobre a decisão de doar órgãos.

    São as famílias que decidem pela doação ainda no hospital. Com o mote, “Doação de Órgãos. Você diz sim, o Brasil inteiro agradece. Converse com a sua família, seja um doador”, apresenta um caso real de uma mãe que disse sim à doação de órgãos do seu filho. E a história de profissionais da saúde que atuam desde o acolhimento das famílias até o transplante do órgão.

    Inclusão de novos transplantes no SUS

    O evento de lançamento da campanha de doação de órgãos de 2025 do Ministério da Saúde, realizado no Hospital do Rim em São Paulo, marcou a assinatura da portaria que cria a Política Nacional de Doação e Transplantes (PNDT). É a primeira vez que a política foi descrita em portaria específica, desde a criação do sistema em 1997.

    A política inédita organiza de forma clara os princípios e diretrizes do SNT, reforçando a ética, a transparência, o respeito ao anonimato e a gratuidade no acesso pelo SUS.

    “A nova Política e o Regulamento Técnico representam um avanço importante para o Sistema Nacional de Transplantes. A redistribuição macrorregional garante que os órgãos sejam direcionados de forma mais eficiente, respeitando as malhas aéreas e assegurando que cheguem mais rapidamente aos hospitais. Isso amplia a possibilidade de transplantes em regiões que hoje realizam menos procedimentos e fortalece a equidade no acesso. Essa iniciativa se soma a outras ações do Ministério da Saúde, o Agora Tem Especialistas, que leva investimentos a hospitais com estrutura adequada e apoio por meio da telessaúde, criando condições para que mais transplantes sejam realizados em todo o país.”, afirmou, Alexandre Padilha.

    Um dos avanços mais significativos é a regulamentação dos transplantes de intestino delgado e multivisceral, agora incluídos no SUS. A medida garante que pacientes com falência intestinal tenham 100% do tratamento ofertado na rede pública de saúde, desde a reabilitação intestinal até os procedimentos pré e pós-transplante.

    Inicialmente, cinco centros em São Paulo e no Rio de Janeiro estão autorizados a realizar o procedimento, com expectativa de ampliar o número de unidades habilitadas nos próximos anos. O novo Regulamento Técnico do SNT também prevê o reajuste da diária de reabilitação intestinal, que passou de R$ 120 para R$ 600, um aumento de 400%. 

    Outra inovação é a incorporação do uso rotineiro da membrana amniótica, tecido obtido da placenta após o parto, para pacientes queimados, em especial crianças. O procedimento favorece a cicatrização, reduz o risco de infecções e diminui a dor, beneficiando mais de 3,3 mil pessoas por ano.

    Modernização e novas tecnologias

    A política também estabelece a realização da prova cruzada virtual, exame feito remotamente para avaliar a compatibilidade imunológica entre doador e receptor. Esse recurso reduz riscos de rejeição, traz mais segurança e garante maior agilidade em situações de urgência, permitindo que o transplante aconteça o mais rápido possível.

    A criação de critérios específicos de priorização para pacientes hipersensibilizados, grupo que, após transfusões sanguíneas ou gestações, desenvolve anticorpos que dificultam a compatibilidade é mais um avanço. A medida reduz o tempo de espera e amplia as chances de sucesso nos transplantes renais, impactando diretamente a qualidade de vida dessas pessoas.

    No campo dos transplantes de medula óssea, o teste de quimerismo, exame de DNA utilizado para monitorar a rejeição e orientar condutas médicas, passa a ser ofertado de forma regular.

    Liderança mundial

    O Brasil ocupa a 3ª posição mundial em número absoluto de procedimentos, atrás apenas de Estados Unidos e China, mas lidera em transplantes realizados integralmente por um sistema público. 

    Assista à Coletiva de Imprensa

    Confira a Apresentação sobre transplantes

    Edjalma Borges
    Ministério da Saúde

  • Consulta pública: Caderno de Atenção Básica de Saúde dos Homens recebe contribuições até 16 de outubro

    Consulta pública: Caderno de Atenção Básica de Saúde dos Homens recebe contribuições até 16 de outubro

    O cuidado integral da população masculina ganhou destaque nesta semana. O Ministério da Saúde lançou uma consulta pública sobre o Caderno de Atenção Básica (CAB) nº 42 – Saúde dos Homens. O material em construção é inédito e será o primeiro CAB voltado a esse público no Sistema Único de Saúde (SUS). As contribuições poderão ser enviadas pelo Brasil Participativo até 16 de outubro.

    Clique para participar

    O caderno terá como base a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem (Pnaish), instituída em 2009, para qualificar o cuidado de homens de 20 a 59 anos, contribuindo para a redução da morbidade e da mortalidade. A política tem cinco eixos estratégicos: acesso e acolhimento; saúde sexual e reprodutiva; paternidade e cuidado; doenças prevalentes; e prevenção de violências e acidentes. 

    “Reforçando a centralidade da participação social no SUS, queremos ouvir profissionais de saúde, gestores, pesquisadores e toda a sociedade, assegurando que o conteúdo reflita de forma legítima as demandas e especificidades da população masculina em seus diferentes contextos”, convida o coordenador de Atenção à Saúde do Homem, Celmário Brandão. 

    O CAB auxiliará profissionais da Atenção Primária à Saúde (APS) a promoverem práticas integrais, reconhecendo as masculinidades como determinantes sociais de saúde e o respeito às diversidades. “O documento não busca esgotar o tema, mas oferecer diretrizes flexíveis e adaptáveis às realidades locais, reafirmando a APS como porta de entrada privilegiada no SUS”, ressalta.

    Fórum nacional

    O Caderno de Atenção Básica de Saúde dos Homens também foi apresentado no Fórum Nacional de Coordenadores Estaduais de Saúde do Homem, em Brasília (DF), nesta quinta-feira (25). O evento reuniu dirigentes do Ministério da Saúde, instituições parceiras e os 27 coordenadores estaduais e distrital de saúde do homem para discutir temas relativos à masculinidade a partir dos eixos da Pnaish, além de desafios e potencialidades da atenção à saúde dos homens nos territórios.

    “A gente não pode resumir a saúde do homem apenas ao Novembro Azul, ao câncer de próstata e à violência. É necessário abordar esse tema de forma integral, com a complexidade que ele precisa”, ressaltou o secretário-adjunto de Atenção Primária à Saúde, Ilano Barreto, na abertura do fórum ontem (24).

    Os debates contaram com a apresentação de projetos estratégicos da Coordenação de Atenção à Saúde do Homem em parceria com as universidades federais de Pernambuco (UFPE), da Bahia (Ufba) e de Brasília (UnB), além do Instituto Promundo. Eles abordaram participação social, pesquisa-ação na atenção à saúde do homem, territórios de cuidado, formação sobre masculinidades, paternidades e pré-natal do parceiro e a Estratégia Nacional da Saúde do Homem e Masculinidades (Equalisah). Os participantes ainda elaboraram a Agenda Nacional de Saúde do Homem 2025/2026.

    Iniciativas premiadas

    No primeiro dia do evento, houve a premiação dos três primeiros colocados na I Mostra de Práticas Bem-Sucedidas da Gestão e da Assistência à Saúde dos Homens no SUS, promovida pelo Ministério da Saúde:

    • O poder da intersetorialidade na promoção à saúde integral do homem

    “As ações intersetoriais potencializam e promovem o cuidado integral, o conhecimento sobre a realidade e a demanda local, fortalecendo os saberes multiprofissionais”, relatou a coordenadora da Saúde do Adulto e Idoso de Campinas (SP), Camila Monteiro.

    • Ouvindo o silêncio dos homens na encruzilhada entre a justiça e a saúde

    “Nós estamos ouvindo o silêncio do homem, entendendo os padrões de violência transnacionais que ele vivenciou e como é que essa violência impacta no modo de esse homem se comportar, de ele ser e estar no mundo”, compartilhou o psicólogo da Policlínica Municipal de Alagoinhas (BA), Itamar Carneiro.

    • Influência das ações da Rede Bem Cuidar na promoção do pré-natal do parceiro na Atenção Primária à Saúde

    “A Rede Bem Cuidar é um projeto estratégico de financiamento do governo do estado para o fortalecimento e a qualificação da APS, que tem induzido as ações do pré-natal do parceiro na prática cotidiana das equipes do Rio Grande do Sul”, disse a assessora técnica da Coordenação Estadual da Saúde do Homem do Rio Grande do Sul, Talita Donatti.

    Os profissionais compartilharam com o público como foi o desenvolvimento dos trabalhos em cada território, abordando estratégias que deram certo e que podem auxiliar outros estados e municípios a implementar iniciativas semelhantes. Essas e outras 17 experiências exitosas selecionadas na Mostra serão detalhadas em um caderno temático em breve.

    O Fórum Nacional de Coordenadores Estaduais de Saúde do Homem contou com representantes do Conselho Nacional de Saúde (CNS), da Organização Panamericana de Saúde (Opas/OMS), do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) e do Fundo de População das Nações Unidas (Unfpa).

    Conheça as iniciativas do Ministério da Saúde para os homens

    Laísa Queiroz, Renata Osório e Luciana Soares
    Ministério da Saúde

  • Brasil denuncia restrições ao ministro da Saúde e reforça compromisso global contra doenças crônicas não transmissíveis na ONU

    Brasil denuncia restrições ao ministro da Saúde e reforça compromisso global contra doenças crônicas não transmissíveis na ONU

    Nova York, 25 de setembro de 2025 – O governo brasileiro manifestou nesta quinta-feira (25) profundo desacordo com as restrições de movimento impostas ao ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que o impediram de participar da Reunião de Alto Nível da Assembleia Geral das Nações Unidas sobre doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs). A fala do Brasil foi realizada pela vice-ministra da Saúde, Mariângela Simão, que lamentou a ausência do ministro e reafirmou que “o governo dos Estados Unidos pode violar as regras da ONU e restringir a circulação do ministro da Saúde brasileiro neste país, mas não pode restringir suas ideias”.

    Ao discursar no plenário da ONU, Mariângela ressaltou que as DCNTs, como diabetes, hipertensão e doenças pulmonares, são uma das principais causas de mortalidade prematura no mundo e que, por isso, “o Brasil apoia a Declaração sobre as DCNTs”.

    A vice-ministra destacou os avanços do país no enfrentamento a essas doenças. Entre as iniciativas, mencionou o programa “Agora tem Especialistas”, que mobiliza as redes pública e privada para reduzir filas de espera por atendimento; a ampliação do Farmácia Popular, que garante medicamentos gratuitos para doenças crônicas; e o fortalecimento do Mais Médicos, ampliando o acesso a consultas, exames e tratamentos.

    A vice-ministra também frisou o forte compromisso do Brasil com a imunização, que oferece 40 vacinas gratuitas nos centros de atenção primária, ao mesmo tempo em que aumentamos a produção nacional de vacinas. Também ressaltou a intensificação da vacinação contra o HPV, a ampliação do rastreamento para diagnóstico precoce do câncer do colo do útero, a expansão do acesso à mamografia, além do fortalecimento do Programa Nacional de Imunizações com produção nacional de vacinas e ações de combate à desinformação.

    O Brasil reafirmou ainda seu compromisso com a Convenção-Quadro da OMS para o Controle do Tabaco, destacou os avanços na integração da saúde mental à atenção primária e especializada e defendeu o fortalecimento da OMS e da OPAS, bem como a retomada da cooperação internacional em saúde.

    “O ministro Alexandre Padilha não pode estar aqui, mas sob a liderança do presidente Lula, tem defendido no Brasil e no mundo a cobertura universal de saúde (UHC), a ciência e o fortalecimento das instituições multilaterais”, afirmou Mariângela Simão.

    Acordo bilateral

    Antes de discursar na Assembleia da ONU, Mariângela Simão assinou em Nova York um memorando de entendimento com o Ministério da Saúde de Ruanda para ampliar a cooperação entre os dois países na área da saúde. 

    O acordo prevê parcerias em serviços especializados, como nefrologia, cardiologia, ortopedia, neurocirurgia, reabilitação, cirurgia laparoscópica e urologia, além do intercâmbio e capacitação de profissionais, realização de pesquisas conjuntas e organização de seminários e treinamentos. 

    O memorando reforça a aproximação entre Brasil e Ruanda e marca um passo importante na cooperação Sul-Sul para o fortalecimento dos sistemas de saúde.

    A vice-ministra também se reuniu com a ministra da Saúde da Espanha, Mónica García. O objetivo do encontro foi dialogar sobre o estado atual da arquitetura global da saúde, relação entre saúde e mudanças climáticas, a realização da COP 30 no Brasil e a produção nacional de medicamentos.

    Regina Xeyla
    Ministério da Saúde