Categoria: SAÚDE GOV

  • Ministro Padilha anuncia Grupo de Trabalho para aprimorar enfrentamento a futuras pandemias

    Ministro Padilha anuncia Grupo de Trabalho para aprimorar enfrentamento a futuras pandemias

    Em reunião com representantes de sociedades de especialidades médicas e multidisciplinares nesta terça-feira (11), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que vai articular a instalação de um Grupo de Trabalho para propor um modelo de estrutura para que cada estado possa enfrentar melhor situações de surtos, epidemias, endemias e os impactos das mudanças climáticas. Há cinco anos, em 11 de março de 2020, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou a pandemia de Covid-19. Além da simbologia do encontro, objetivo foi reforçar os aprendizados adquiridos na pandemia, para que o Brasil possa enfrentar com mais preparo situações semelhantes. 

    “O Grupo de Trabalho será coordenado pela Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente e vai construir essa proposta de modelo de estrutura para o Estado brasileiro”, explicou o ministro. “Não podemos esquecer o que o Brasil passou durante a pandemia, foram mais de 700 mil mortes. E essa reunião de hoje foi importante para reforçar os aprendizados, de forma que a gente possa enfrentar mais adequadamente os impactos da Covid-19, a covid longa, e também para preparar o Brasil para outras epidemias”, complementou. 

    Participaram da reunião a Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), a Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (SBMFC), a Associação Médica Brasileira (AMB), a Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (SBMT), a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO). Além de abrir um canal de diálogo com o novo ministro, eles discutiram avanços importantes do Governo Federal no enfrentamento à Covid-19 nos últimos dois anos. “As associações médicas e multidisciplinares tiveram um papel primordial no enfrentamento da pandemia e vão nos ajudar neste sentido”, acrescentou Padilha. 

    “Trata-se de uma data bastante representativa, completados cinco anos em que vivemos um dos maiores problemas em termos de saúde pública da nossa era. E estaremos sempre colaborando tecnicamente”, destacou o presidente da SBI, Alberto Chebabo. “Não tenho dúvida que essa interação entre as sociedades médicas e o ministério é muito importante para a saúde da população brasileira”. 

    Segundo o vice-presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, André Siqueira, é fundamental unir a atuação da vigilância com a assistência em saúde de olho nas populações mais vulneráveis. “A pandemia teve um efeito especial nas populações indígenas, nas populações ribeirinhas, em comunidades de grandes cidades que muitas vezes estão desassistidas. Então, conseguir unir a atuação da vigilância com assistência é um dos nossos objetivos principais”, frisou. 

    A diretora da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), Roseli Nomura, lembrou que a pandemia de Covid-19 foi “particularmente dura” com as gestantes e o trabalho conjunto com a pasta da Saúde se faz necessário. “O Ministério da Saúde hoje se alinha aos cuidados da mulher não só na gestação, no puerpério, mas também durante o pré-natal. E outras pautas como a prevenção do câncer de colo uterino também são muito relevantes e precisamos estar preparados para esses desafios. Foi muito bom estarmos hoje aqui no ministério para esse debate”, afirmou. 

    Fabiano Guimarães, presidente da Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (SBMFC), lembrou que o debate junto ao ministro Padilha e especialistas de outras áreas é sempre proveitoso. “Representamos a sociedade médica da integralidade, aqueles que estão perto das pessoas e que contribuem com a atenção primária mais forte. Dessa forma, é muito importante que estejamos incluídos nos processos de discussão do Ministério da Saúde”, observou. 

    O mesmo pensamento foi compartilhado pelo vice-presidente da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), Edson Liberal. “A sociedade de pediatria tem 115 anos, é a maior do Brasil. Temos especialistas que podem ajudar muito na questão da assistência e prevenção de doenças. Hoje, já participamos de diversas câmaras técnicas no Ministério da Saúde e queremos seguir contribuindo”, destacou. 

    Bianca Lima e Rafael Secunho
    Ministério da Saúde

  • Cinco anos após a pandemia, Padilha dialoga com a sociedade civil para fortalecer o SUS e a democracia

    Cinco anos após a pandemia, Padilha dialoga com a sociedade civil para fortalecer o SUS e a democracia

    No primeiro dia à frente do Ministério da Saúde, Alexandre Padilha escolheu iniciar sua agenda com um encontro simbólico e estratégico. Nesta terça-feira (11), data que marca cinco anos desde que a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou a pandemia de covid-19, o ministro recebeu representantes da Frente pela Vida, um movimento que agrega mais de 100 entidades da sociedade civil comprometidas com a defesa da democracia, do Sistema Único de Saúde (SUS) e do progresso científico no país. O encontro reforça a importância de manter o diálogo sobre os desafios da saúde pública e construir políticas que fortaleçam o SUS e protejam a população contra futuras crises sanitárias. 

    “Resolvi começar as minhas agendas no primeiro dia como ministro da Saúde com entidades que tiveram um papel fundamental no enfrentamento da pandemia. A Frente pela Vida junta mais de 100 entidades no país, da área da saúde, da moradia, de movimentos sociais e universidades. Nosso objetivo é preparar ainda mais o Brasil para que o que aconteceu na pandemia não se repita. Esse diálogo será permanente e, a partir de hoje, teremos um grupo fixo dentro do ministério para manter essa interlocução”, afirmou o ministro. 

    A Frente pela Vida é um movimento consolidado desde a pandemia e representa uma ampla rede de entidades comprometidas com a saúde pública e a inclusão social. Para Elda Bussinger, presidenta da Sociedade Brasileira de Bioética (SBB), o encontro inaugura um novo ciclo de interlocução entre governo e sociedade civil. “Esse movimento sanitário que surgiu na pandemia se projeta para o futuro. A reunião com o ministro Padilha é um marco simbólico e importante para reforçar a ideia de que saúde é democracia e democracia é saúde”, destacou. 

    Para o presidente da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (ABRASCO), Rômulo Paes de Sousa, o encontro reforça a importância da participação da sociedade civil em todos os processos envolvendo a saúde. “O compromisso do Ministério da Saúde com a Frente pela Vida demonstra uma aposta no fortalecimento do SUS e no desenvolvimento de um país soberano em saúde. A participação da sociedade na construção dessas políticas é essencial”, pontuou. 

    A consolidação desse espaço de diálogo também foi destacada por Francisco Rózsa Funcia, presidente da Sociedade Brasileira de Economia da Saúde (ABrES), que enfatizou a abertura de um canal direto de comunicação. “A reunião representou o reconhecimento da importância da Frente pela Vida e da pluralidade de entidades que atuam em prol do SUS. Esse diálogo será essencial para avançarmos na defesa da saúde e da democracia”, ressaltou Funcia. 

    “Ter uma comunicação direta com o gabinete do ministro é fundamental para garantir informações fidedignas e fortalecer a participação das entidades na formulação das políticas públicas de saúde”, finalizou o coordenador do Fórum Internacional da Rede Unida, Túlio Franco. 

    Edjalma Borges
    Ministério da Saúde

  • Em primeira agenda como ministro, Padilha recebe entidades médicas

    A primeira atividade de trabalho do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, foi uma reunião com entidades representativas da sociedade médica: Conselho Federal de Medicina (CFM), Federação Médica Brasileira (FMB), Federação Nacional dos Médicos (FENAM), Associação Médica Brasileira (AMB) e Associação Brasileira de Educação Médica (ABEM). Padilha tomou posse nesta segunda-feira (10), em cerimônia no Palácio do Planalto, onde reiterou a obsessão em reduzir o tempo de espera por atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS)

    Na reunião com as entidades médicas, Padilha voltou a afirmar que não é possível reduzir a espera para acesso a tratamentos especializados no país sem dialogar com os médicos. “Por isso chamamos as entidades médicas aqui, para envolvê-las nesse esforço e nessa obsessão. Muito já foi feito pela gestão da ministra Nísia, mas podemos acelerar ainda mais e ampliar essas possibilidades, usando toda a estrutura e a força de trabalho do Brasil para reduzir o tempo de espera por atendimento”, detalhou. 

    O presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Hiran Gallo, manifestou a importância do ministro Padilha, na primeira hora de trabalho, chamar as entidades médicas para dialogar. “Sinal de que o ministro quer uma saúde de qualidade para a população brasileira e o CFM está disposto a essa ajuda. Nós construímos pontes para o futuro, jamais iremos construir muros”, afirmou. 

    Nesse sentido, o presidente da Federação Médica Brasileira (FMB), Fernando Mendonça, disse que ouvir é o mais importante.  “Precisamos mediar a qualidade para a assistência à saúde da população e, para isso, precisamos ouvir os pares que fazem essa assistência acontecer. Os profissionais médicos são parte importante disso, então queremos participar, levando qualidade para a população, sempre com respeito ao profissional”, ponderou. 

    Lúcia Santos, presidente da Federação Nacional dos Médicos (FENAM), defendeu que saúde é um serviço essencial e todo brasileiro clama por isso. “Hoje, na posse, o ministro Padilha disse que a qualidade é mais importante que a quantidade. Discutir a pauta da medicina – que se confunde com a pauta da saúde – é extremamente prazeroso, pois sabemos que vamos avançar nas questões da medicina e da saúde”, disse, afirmando estar esperançosa e aberta ao diálogo, para construir coletivamente uma saúde que o brasileiro merece. 

    Para César Fernandes, presidente da Associação Médica Brasileira (AMB), o convite para a primeira reunião no Ministério da Saúde foi uma “delicadeza com as entidades médicas, o que mostra que o ministro Padilha realmente quer ter uma boa interlocução conosco. Ele quis nos ouvir e dissemos a ele que precisamos ser transparentes na discussão de encaminhamentos para a saúde no Brasil, buscando convergência no que é possível”, defendeu. 

    O diretor-presidente da Associação Brasileira de Educação Médica (ABEM), Sandro Schreiber, também presente na reunião, acrescentou ao debate que o encontro com o ministro Padilha “simbolizou a relevância para a formação médica e a atuação da medicina no Brasil. A ABEM está pronta para contribuir com as políticas que fortaleçam a qualidade da formação médica no país”, disse. “Esse é o caminho que aponta essa reunião e queremos construir juntos”, concluiu. 

     Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde envia equipe a São Paulo para monitorar 1º caso de mpox causado pela cepa 1b no Brasil

    O Ministério da Saúde enviou, nesta segunda-feira (10), uma equipe técnica a São Paulo para acompanhar o primeiro caso de mpox no Brasil causado pela cepa 1b do vírus. A paciente, uma mulher de 29 anos, residente na região metropolitana da capital paulista, teve contato com um familiar procedente da República Democrática do Congo, onde há circulação endêmica do vírus. 

    O Instituto de Infectologia Emílio Ribas, unidade da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, informou que a paciente diagnosticada com a cepa clado 1B da mpox segue internada e em isolamento. A paciente evolui bem, com as lesões já cicatrizadas e tem previsão de alta esta semana. 

    A missão conta com 4 profissionais, incluindo infectologista, epidemiologista de campo e técnicos especializados em vigilância epidemiológica e imunização. A equipe será liderada pelo coordenador-geral de vigilância do HIV/Aids do Departamento de HIV/AIDS, Tuberculose, Hepatites Virais e Infecções Sexualmente Transmissíveis (Dathi), Artur Kalichman, representando o Centro de Operações de Emergências (COE-Mpox). 

    De acordo com o diretor do Departamento de Emergências em Saúde Pública (DEMSP), Edenilo Barreira Filho, a equipe realizará uma investigação epidemiológica detalhada, oferecerá apoio técnico-operacional à vigilância local, avaliará as medidas de controle adotadas e definirá estratégias conjuntas para resposta ao caso. “As tratativas com a secretaria estadual de Saúde estão sendo conduzidas pelo Dathi, visando fortalecer as ações integradas e garantir uma resposta oportuna”, destacou. 

    O caso foi confirmado laboratorialmente, com sequenciamento genético completo, revelando semelhança com registros internacionais recentes. Até o momento, não foram identificados casos secundários, mas as equipes de vigilância municipal seguem monitorando possíveis contatos. 

    Monitoramento e resposta 

    O Ministério da Saúde mantém o monitoramento contínuo da situação epidemiológica da mpox no Brasil e no mundo, acompanhando as mais recentes evidências científicas para embasar recomendações e medidas de proteção. 

    Desde a declaração de Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional (ESPII) pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em agosto de 2024, a pasta mantém ativo o Centro de Operações de Emergências (COE-Mpox), responsável por coordenar a resposta nacional e fortalecer a gestão integrada de enfrentamento à doença. 

    Em 2024, o Brasil registrou 2.052 casos de mpox, enquanto, em 2025, até o início de fevereiro, foram notificados 115 casos de diferentes cepas em circulação. Nenhum óbito foi registrado nos últimos dois anos no país, e a maioria dos casos apresenta sintomas leves ou moderados. 

    A mpox é considerada endêmica na África Central e Ocidental desde a década de 1970. Em dezembro de 2022, o Congo declarou surto nacional da doença, relacionado à circulação da cepa 1 do vírus da mpox (MPXV). Desde julho do ano passado, casos da cepa 1b foram identificados em diversos países, incluindo Uganda, Ruanda, Quênia, Zâmbia, Reino Unido, Alemanha, China, Tailândia, Estados Unidos, Bélgica, Angola, Canadá, França, Índia, Paquistão, Suécia e Emirados Árabes Unidos. 

    O objetivo do ministério é fortalecer a vigilância epidemiológica, garantir ações preventivas e aprimorar a resposta nacional à doença, reforçando a segurança sanitária e a proteção da população brasileira. 

    Edjalma Borges
    Ministério da Saúde

  • Alexandre Padilha assume Ministério da Saúde e reafirma obsessão em reduzir tempo de espera no SUS

    Alexandre Padilha assume Ministério da Saúde e reafirma obsessão em reduzir tempo de espera no SUS

    Em seu primeiro discurso como Ministro da Saúde, Alexandre Padilha reiterou a “obsessão em reduzir o tempo de espera e ampliar o acesso ao atendimento especializado no Brasil. Não há solução mágica para um problema que se arrasta há décadas e se agravou com a pandemia e o descaso do governo anterior. Não se trata de uma doença aguda para a qual já exista um remédio imediato. Como dizemos na medicina, não é algo que possamos resolver apenas aliviando a febre e a dor momentaneamente”, disse. Em cerimônia de posse no Palácio do Planalto, o ministro Padilha afirmou que aprendeu com o presidente Lula que “diante da dificuldade, a gente teima. Teima, insiste, vai lá e faz”.

    “Não podemos aceitar que um entregador fique sem trabalhar e sustentar sua família por falta de um exame acessível em um horário viável. Vamos lutar, porque é desumano que uma família inteira sofra noites de angústia esperando a realização de uma biópsia, quando sabemos que o diagnóstico precoce é essencial para aumentar as chances de cura do câncer”, acrescentou, reiterando o compromisso de colocar esse desafio histórico no centro das ações do Ministério da Saúde. “Essa não será apenas uma prioridade – será nossa agenda diária de trabalho”.

    Segundo Padilha, “como em qualquer serviço de saúde de urgência, nosso compromisso será de 24 horas por dia, de segunda a segunda, para reduzir o tempo de espera e garantir um atendimento especializado digno para todos os brasileiros”.

    Enfrentamento do negacionismo

    Padilha ressaltou a importância do SUS como um pilar fundamental da sociedade brasileira e se comprometeu a defendê-lo de ataques e retrocessos. “Negacionistas, vocês têm as mãos sujas com o sangue de todos aqueles que partiram na pandemia. Este governo não permitirá que a perversidade de vocês gere indiferença e desprezo à vida das nossas crianças e famílias brasileiras”, afirmou, referindo-se ao impacto das políticas negacionistas na crise sanitária da covid-19.

    O novo ministro também destacou que sua gestão será pautada pelo fortalecimento das campanhas de vacinação, pelo enfrentamento de doenças tropicais como a dengue e a malária e pela busca de novas tecnologias para aprimorar o atendimento no SUS.

    Novo modelo de remuneração no SUS

    Entre os desafios assumidos pelo novo ministro também está a criação de um novo modelo de financiamento para os serviços de saúde. Alexandre Padilha anunciou que sua equipe trabalhará para encerrar a atual tabela SUS, propondo um sistema de remuneração mais eficiente para estados, municípios e hospitais que garantirem atendimento mais rápido e de qualidade.

    “Teremos coragem e ousadia para superar esse modelo e criar uma política que valorize quem atende no tempo certo. Não há solução mágica, mas há determinação. Vamos enfrentar e vencer esse desafio”, destacou.

    Valorização dos profissionais da Saúde e compromisso com a ciência

    Padilha reforçou que a saúde pública precisa de trabalhadores qualificados e valorizados para garantir um atendimento eficiente. Ele garantiu que o Ministério da Saúde será parceiro de universidades e centros de formação, priorizando a qualidade da formação de médicos e demais profissionais da saúde.

    Além disso, reafirmou o compromisso com a ciência e a cooperação com instituições internacionais, como a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). “Aqui vocês têm um ministro e um presidente da República que dizem sim à OMS, sim às campanhas de vacinação e sim ao fortalecimento do SUS”, declarou.

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    Foto: Walterson Rosa/MS

    SUS como vetor de desenvolvimento e inovação

    O novo ministro destacou, ainda, o papel do SUS na produção científica e no desenvolvimento tecnológico do Brasil, citando como exemplo a recente produção da vacina 100% nacional contra a dengue pelo Instituto Butantan, fruto de uma transferência de tecnologia que garante mais autonomia ao país na produção de imunizantes. 

    “A saúde tem o potencial de ser um catalisador de inovação e desenvolvimento, gerando emprego, renda e conhecimento para o Brasil. O SUS não é apenas um direito do povo, é também um motor de progresso para o país”, afirmou.

    Desafios da nova gestão

    Padilha encerrou seu discurso reafirmando que o governo não medirá esforços para melhorar a saúde pública no Brasil. Ele destacou que a experiência como ministro da Saúde no governo Dilma Rousseff e como secretário de Saúde de São Paulo o preparou para enfrentar os desafios da pasta.

    “Sei que não será fácil, mas quem aprendeu com Lula sabe que, diante de uma dificuldade, a gente teima, vai lá e faz. Quem ama o povo brasileiro, como o presidente Lula ama, nunca vai deixar de lutar por um SUS mais forte, mais ágil e mais humano”, observou.

    Reconstrução da saúde e legado de Nísia Trindade

    A posse de Alexandre Padilha marca a transição da gestão de Nísia Trindade, que conduziu o Ministério da Saúde desde 2023, no início do terceiro governo Lula, e foi responsável pela reconstrução de políticas públicas essenciais, como a retomada da cobertura vacinal, a ampliação do Farmácia Popular e o combate à desinformação sobre vacinas.

    “Nísia, o Brasil agradece a você e à sua equipe pela reconstrução do Ministério da Saúde depois de anos sombrios. Você substituiu o negacionismo pelo compromisso com a saúde pública e com a ciência”, concluiu Padilha.

    Bianca Lima e Edjalma Borges
    Ministério da Saúde

  • Nísia Trindade agradece oportunidade de reconstruir o SUS e destaca avanços dos últimos dois anos

    “Meu legado é a reconstrução do SUS. Tenho orgulho de dizer que fui a primeira mulher presidente da Fiocruz e a primeira ministra da Saúde do governo federal, trabalhando para fortalecer e ampliar o direito à saúde para todos os brasileiros”, declarou a ministra Nísia Trindade, nesta segunda-feira (10), em cerimônia no Palácio do Planalto. Ela se despediu do cargo, na tarde de hoje, destacando conquistas e avanços à frente da gestão do SUS. Na oportunidade, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deu posse ao novo ministro, Alexandre Padilha.

    Nísia ressaltou que, sob comando do presidente Lula, o Ministério da Saúde não se furtou a realizar nenhuma ação. Entre os principais marcos, ela destacou a retomada da cobertura vacinal, que reverteu seis anos consecutivos de queda, e a oferta gratuita de 100% dos medicamentos do programa Farmácia Popular, que beneficiou mais de 24 milhões de brasileiros, o maior número da série histórica. 

    “Busquei, após seis anos de trabalho intenso na Fiocruz, em defesa da democracia e da ciência, retomar o papel coordenador do Ministério da Saúde. Precisamos pensar no Brasil que falta. Estamos entre as 10 maiores economias do mundo, mas somos uma das economias mais desiguais e a desigualdade se concretiza na dificuldade de acesso à saúde”, declarou Nísia. “Pobreza faz mal à saúde e esse quadro requer políticas públicas urgentes, políticas que são inadiáveis”, complementou.

    Nísia Trindade ressaltou importantes entregas como o avanço expressivo de cirurgias eletivas, resultando no maior número de procedimentos da história do SUS: mais de 14,9 milhões de cirurgias apenas em 2024, um crescimento de 37% em relação a 2022. Para 2025, segundo ela, a previsão é superar 15 milhões de cirurgias, com um investimento adicional de R$ 1,2 bilhão, legado de sua gestão. “O Ministério da Saúde estava desmontado e desacreditado, mas o piso da saúde foi restabelecido e houve aumento significativo dos recursos alocados”, defendeu.

    No enfrentamento da dengue, ela destacou a mobilização nacional que resultou em uma queda de mais de 60% no número de casos no início de 2025. O Brasil também se tornou o primeiro país do mundo a oferecer a vacina contra a dengue no sistema público de saúde, garantindo a distribuição de 9,5 milhões de doses este ano. “Enfrentamos a maior epidemia de dengue da história, decorrentes das mudanças climáticas, e sabemos que as respostas não cabem apenas ao setor saúde, demandando saneamento, mobilização de prefeituras e da sociedade, além da escala nacional de produção de tecnologias cientificamente comprovadas”, declarou.

    A expansão da atenção primária, a principal porta de entrada do SUS, foi outro pilar de avanços na gestão, segundo Nísia. “O programa Mais Médicos dobrou de tamanho, passando a contar com mais de 26 mil médicos, o SAMU está com frota renovada e 4.750 novas equipes de Saúde da Família foram habilitadas para reforçar o atendimento, inclusive em áreas ribeirinhas. Povos indígenas, as populações negra, quilombola e ribeirinha, grupos com demandas específicas, como mulheres e LGBTQIAP+, pessoas com deficiência, populações de periferias. Trabalhamos pela reparação de injustiças históricas”, disse Nísia. “Presidente Lula, muito obrigada pela oportunidade de realizar um trabalho em que acredito”, acrescentou. 

    Em seu discurso, Nísia também reforçou que promoveu a reorganização dos hospitais federais do Rio de Janeiro, enfrentando um dos desafios históricos do SUS. No campo da inovação e desenvolvimento, o Ministério da Saúde impulsionou o Complexo Econômico-Industrial da Saúde (CEIS), ampliando a produção nacional de medicamentos e vacinas. Desde 2023, foram incorporadas 67 novas tecnologias ao SUS, incluindo imunizantes contra a dengue e bronquiolite, além de tratamentos para câncer de mama.

    Ao encerrar sua gestão, Nísia Trindade ressaltou que os avanços conquistados refletem o compromisso com a saúde pública e o bem-estar da população. “Entendo que esse é um momento especial para a República, para as relações interfederativas e para o avanço de políticas públicas. Desejo sucesso ao ministro Padilha nessa missão e agradeço a parceria nesse tempo que estive no governo. Muito obrigada”, finalizou.

    Bianca Lima e Edjalma Borges
    Ministério da Saúde

  • Profissionais da Saúde de Cabo Verde e Guiné-Bissau contam como tiveram as vidas transformadas pelo EpiSUS

    Profissionais da Saúde de Cabo Verde e Guiné-Bissau contam como tiveram as vidas transformadas pelo EpiSUS

    No evento de abertura das comemorações dos 25 anos do Programa de Treinamento em Epidemiologia Aplicada aos Serviços do SUS – EpiSUS, dois profissionais da Saúde contaram suas experiências, desafios e superações durante o período de formação no nível avançado do programa.

    O EpiSUS oferece vagas afirmativas para pessoas de países lusófonos desde 2017. Até o momento, três profissionais da Guiné-Bissau se formaram no nível avançado (14ª e 15ª turmas). Atualmente, Janilza Silveira, de Cabo Verde, e Benvindo Sá, da Guiné-Bissau estão em treinamento. Os países são responsáveis por selecionar e indicar seus candidatos, que passam por etapas como entrevistas, análise do histórico profissional e definição de objetivos a partir do treinamento.

    O aprendizado adquirido no Brasil acompanha os profissionais quando voltam aos países de origem, beneficiando não apenas as trajetórias pessoais, mas, também, as comunidades. E, quando outros países precisarem – sejam vizinhos ou até mesmo o Brasil –, estarão prontos para auxiliarem.

    População vulnerável

    Com um mestrado na Inglaterra, um estágio pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) em Atlanta e uma pós-graduação em Saúde Pública, quando pisou em solo brasileiro pela segunda vez, a cabo-verdense Janilza trazia na bagagem não só títulos, mas um olhar cada vez mais aguçado para a vigilância epidemiológica. No entanto, foi no EpiSUS que ela encontrou o que tanto buscava: um aprendizado que se dava no calor dos surtos, na rua, no contato direto com populações vulnerabilizadas.

    Sua primeira experiência de campo foi em um surto de hepatite A na Região Sul do Brasil. Mais do que mapear os casos, Janilza e equipe identificaram algo que poderia ter passado despercebido – a doença atingia de forma desproporcional pessoas em situação de rua. “Poder demonstrar que era necessário um olhar específico para essa população vulnerável, foi algo muito significativo para mim”, recorda.

    Apesar da experiência internacional e da familiaridade com o Brasil, mudar-se novamente não foi simples. “É um esforço porque precisei pausar o trabalho que eu fazia para me dedicar a um período mais acadêmico, mas sei que isso será aplicado na prática e trará benefícios”. O futuro já está traçado: voltar para Cabo Verde e aplicar tudo o que aprendeu. Além de fortalecer o Instituto Nacional de Saúde Pública (INSP), quer contribuir para a formação de novos epidemiologistas em seu país. “Pretendo continuar trabalhando no Programa de Epidemiologia de Campo em Cabo Verde (EpiCV) e aplicar um pouco do que aprendi no Brasil”.

    Progresso dos colegas

    Se a pandemia de Covid-19 transformou o mundo, na vida de Benvindo Sá ela foi um divisor de águas. Médico de formação, atuava na assistência clínica quando foi chamado para integrar a equipe de resposta rápida na Guiné-Bissau. Foi ali, lidando diretamente com surtos, que entendeu que seu caminho era a epidemiologia de campo.

    A decisão de ingressar no EpiSUS veio com a influência de um colega que já havia passado pelo programa. “Vendo o progresso dos colegas que fizeram o EpiSUS aqui, percebi que eles estavam contribuindo bastante para o sistema de saúde do nosso país. Os resultados eram palpáveis, dava para ver a diferença que faziam”, conta.

    Envolvido nas atividades de combate à pandemia, Benvindo logo se interessou pela proposta. Ingressou e concluiu o nível intermediário, ofertado na Guiné-Bissau. Depois, soube que o programa também disponibilizava vagas para países lusófonos no nível avançado. “Comecei a pesquisar mais sobre o EpiSUS, vi a experiência do programa ao longo do tempo e como ele formava profissionais que depois poderiam apoiar outros países”, conta. A familiaridade pela língua portuguesa o fez optar pelo programa brasileiro.

    Apesar dos desafios, ele considera a experiência gratificante. “O EpiSUS tem sido uma experiência valiosa porque me permite aprender fazendo”, descreve. “Aqui, estou tendo essa oportunidade de fato, colocando em prática aquilo que aprendi há algum tempo, mas não tive a chance de aplicar antes”.

    O aprendizado veio de forma rápida e intensa. “Meu primeiro campo no Brasil foi em Santa Catarina, investigando um surto de febre do oropouche. Depois, fui para o sul da Bahia apoiar uma investigação sobre varicela em uma aldeia indígena”. Mas foi no Pará, liderando uma investigação sobre meningite, que sentiu o peso da responsabilidade. “Foi um grande desafio conduzir tudo em um país com um sistema de saúde diferente, lidando com equipes que têm uma outra dinâmica e modos de lidar com a situação”. E conclui: “Assim que terminar a formação, pretendo voltar e contribuir com o fortalecimento do sistema de saúde [do meu país], assim como os colegas que já passaram por esse programa. Esse é o objetivo do EpiSUS: qualificar profissionais para fortalecer os sistemas de saúde dos países, especialmente os lusófonos”. 

    Felipe Moraes
    Ministério da Saúde

  • Conheça o novo ministro da Saúde, Alexandre Padilha

    Conheça o novo ministro da Saúde, Alexandre Padilha

    Médico infectologista pela Universidade de São Paulo (USP), doutor em Saúde Coletiva pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e professor de Medicina e Saúde nas universidades Nove de Julho (Uninove) e São Leopoldo Mandic, Alexandre Padilha tomou posse como ministro da Saúde nesta segunda-feira (10), em Brasília. 

    Com longa jornada na vida pública e atuação relevante no Sistema Único de Saúde (SUS), foi ministro no governo Lula (2009-2010) da pasta de Relações Institucionais; da Saúde durante a gestão Dilma Rousseff (2011-2014); e novamente ministro de Relações Institucionais no atual mandato do presidente Lula, de 2023 até o dia de hoje. 

    Foi secretário municipal de Relações Governamentais e, em seguida, secretário municipal da Saúde da cidade de São Paulo, durante a gestão de Fernando Haddad (2013-2016). Atualmente, é deputado federal reeleito pelo Partido dos Trabalhadores (PT) em São Paulo. 

    Em sua primeira experiência como ministro da Saúde, Padilha criou uma das políticas mais importantes para promoção do cuidado em áreas de vulnerabilidade social: o programa Mais Médicos, que chegou a ter durante o governo Dilma 18 mil médicos em atuação, atendendo a cerca de 60 milhões de brasileiros por meio do SUS. 

    Sua gestão também foi marcada pela ampliação do Farmácia Popular, com início da distribuição de medicamentos gratuitos para pessoas com diabetes, hipertensão e asma e aumento de 10,3 milhões para 19,4 milhões de beneficiados, além da expansão de diversos serviços especializados em oncologia e em cuidado obstétrico, como a antiga Rede Cegonha – relançada em 2024 como Rede Alyne

    Como deputado federal, coordenou a Frente Parlamentar Mista de Enfrentamento às Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) no Congresso Nacional e foi membro da Comissão de Seguridade Social e Família, Desenvolvimento Urbano, Cultura, Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa e Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência. 

    Foi autor da lei que garante indenização para dependentes e trabalhadores da saúde e da assistência social que tiveram sequelas em decorrência da covid-19. Como relator, viabilizou a aprovação do Piso Nacional da Enfermagem

    Na gestão como secretário municipal de saúde, implementou em São Paulo a Rede de Hospitais Especializados Hora Certa, as UPAs 24h e expandiu o atendimento das UBS aos sábados. 

    Ministério da Saúde

  • Conheça as práticas para reduzir o comportamento sedentário disponíveis no SUS

    Conheça as práticas para reduzir o comportamento sedentário disponíveis no SUS

    O comportamento sedentário está diretamente ligado ao aumento de condições crônicas e à dificuldade para realização de atividades de vida diária. Nesta segunda (10), o Dia Nacional de Combate ao Sedentarismo é lembrado para conscientizar a população sobre a importância  de uma vida ativa, com saúde e qualidade. Para colaborar com a redução do comportamento sedentário, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferta práticas e ações por meio da Atenção Primária à Saúde (APS).

    Conheça algumas delas a seguir

    Guia da Atividade Física para a População Brasileira

    Publicado em 2021, o material traz recomendações e informações do Ministério da Saúde sobre atividade física. O conteúdo incentiva a prática de exercícios, além de explicar que quanto mais cedo isso se torna um hábito, mais benefícios para a saúde são conquistados, como o controle ponderal e a diminuição da chance de desenvolvimento de alguns tipos de câncer e doenças crônicas.

    O guia aborda a prática regular de atividade física em todos os ciclos de vida –  seja para crianças, adolescentes, adultos e idosos – e informa sobre as recomendações de exercícios e cuidados para outras especificidades.

    Acesse o guia

    Programa Academia da Saúde

    O Programa Academia da Saúde (PAS) é uma estratégia de promoção da saúde, produção do cuidado e de modos de vida saudáveis para a população que faz parte da Rede de Atenção à Saúde (RAS) e busca garantir a integralidade do cuidado. As ações ofertadas são: práticas corporais e atividades físicas; promoção da alimentação saudável; práticas integrativas e complementares em saúde (PICS); práticas artísticas e culturais; educação em saúde; planejamento e gestão; e mobilização da comunidade.

    Incentivo financeiro de custeio à atividade física

    Para implementar ações de atividade física na atenção primária, o Ministério da Saúde instituiu o Incentivo Financeiro de Custeio às Ações de Atividade Física (IAF). O objetivo é ofertar ações de atividade física na APS, por meio da contratação de profissionais de educação física na saúde; da aquisição de materiais de consumo; e da qualificação de ambientes relacionados à atividade física. Além de melhorar o cuidado das pessoas com doenças crônicas não transmissíveis (DCNT).

    Programa Saúde Escola

    O Programa Saúde Escola (PSE) tem como finalidade contribuir para a formação integral dos estudantes da rede pública de educação básica por meio de ações de prevenção, promoção e atenção à saúde. O PSE articula os setores da saúde e educação com 14 temáticas de promoção da saúde e prevenção de doenças e agravos nas escolas, incluindo as atividades físicas.

    Acesse o Guia de Bolso do PSE – Promoção da Atividade Física

    Equipes multiprofissionais

    O SUS conta com equipes multiprofissionais (eMulti) na formação da APS. Compostas por profissionais de saúde de diferentes áreas e categorias, as equipes promovem o cuidado multidisciplinar nos diferentes territórios e fortalecem as articulações com outros equipamentos de saúde e de outros setores (educação, serviço social, cultura, lazer, esporte, entre outros). Fisioterapeutas e profissionais de educação física podem integrar as eMulti, fortalecendo as possibilidades de cuidados ofertados à população que utiliza o movimento, as práticas corporais e atividades físicas como recurso terapêutico.

    Sobre o comportamento sedentário

    O comportamento sedentário está associado ao aumento do acúmulo de gordura, elevação dos valores do Índice de Massa Corporal (IMC), pressão arterial, glicemia e triglicérides, diabetes mellitus, síndrome metabólica e alguns tipos de cânceres e doenças cardiovasculares. Nos últimos anos, o tempo gasto com o uso de telas está fortemente relacionado ao aumento do risco de desenvolvimento dessas doenças.

    Dados da pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) mostram que, entre 2016 e 2023, houve um salto da frequência de adultos que despendem 3 horas ou mais por dia do tempo livre com o uso de telas, variando de 61,7%, em 2016 a 67,0% em 2023.

    No mês passado, os ministérios da Saúde, do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) e o Governo de Portugal firmaram acordo para fortalecer a alimentação saudável e a prevenção da obesidade. O documento considera os desafios comuns enfrentados por ambos os países, como a obesidade – incluindo a infantil –, a insegurança alimentar e a elevada prevalência de doenças crônicas não transmissíveis associadas a sistemas e ambientes alimentares pouco saudáveis e sustentáveis, que dificultam a adoção de hábitos saudáveis pela população.

    Entre as principais iniciativas previstas, destacam-se a realização de eventos científicos; o desenvolvimento de pesquisas conjuntas; o intercâmbio de especialistas e gestores; a implementação de projetos para avaliação do impacto de políticas públicas; a troca de experiências sobre diretrizes e recomendações oficiais; além do compartilhamento de estratégias voltadas ao ambiente escolar e à governança intersetorial da alimentação saudável.

    Ana Freire
    Ministério da Saúde

  • Oficina é realizada para avaliar o Plano de Contingência de Arboviroses do Mato Grosso do Sul

    Oficina é realizada para avaliar o Plano de Contingência de Arboviroses do Mato Grosso do Sul

    O Ministério da Saúde, por meio do Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública para Dengue e outras Arboviroses (COE Dengue), em parceria com a Secretaria de Saúde do Mato Grosso do Sul (SES/MS), realizou na quarta-feira (19) uma oficina para avaliação do Plano de Contingência de Arboviroses do estado. O encontro aconteceu na Escola de Saúde Pública Dr. Jorge David Nasser e reuniu profissionais dos setores de vigilância epidemiológica, assistência à saúde e controle vetorial.

    “O estado convidou o Ministério da Saúde para apoiar a oficina de avaliação do Plano de Contingência de Arboviroses, com o objetivo de contribuir para o planejamento e a construção dos planos do estado e dos municípios, especialmente devido à chegada dos novos gestores municipais e da nova equipe de saúde, para que possamos combater conjuntamente as arboviroses, evitando óbitos e uma possível epidemia”, destacou a gerente de Doenças Endêmicas da secretaria, Jéssica Lemos.

    Nas primeiras sete semanas epidemiológicas de 2025, foram registrados no Mato Grosso do Sul 2.700 casos prováveis, um óbito confirmado e outro em investigação, de acordo com o Painel de Monitoramento das Arboviroses. Dos 79 municípios, 14 apresentam clima favorável à transmissão, segundo o Infodengue.  

    A coordenadora-geral de Preparação para Emergências em Saúde Pública do ministério, Taynná Almeida, reforçou a necessidade de avaliação do plano. “É fundamental para garantir que as estratégias de prevenção e resposta às arboviroses, como dengue, Zika e chikungunya, sejam coordenadas e adequadas ao cenário epidemiológico do estado”, explicou.

    Durante a oficina, os participantes revisitaram o documento, identificaram pontos de aprimoramento e sugeriram melhorias para fortalecer a coordenação entre os setores de saúde, garantindo uma atuação mais integrada e eficiente no estado.

    “O treinamento propicia a integração dos setores que fazem parte do plano e, de alguma maneira, atuam na resposta às emergências em saúde pública, que é intersetorial. Portanto, é um momento essencial para avaliar o que foi estabelecido no plano e realizar as alterações necessárias”, afirmou a coordenadora do Centro de Emergências em Saúde Pública da SES/MS, Karine Barbosa.

    A atividade teve também a participação da assessora técnica do DEMSP, Raquel Proença, e do técnico da Coordenação-Geral de Vigilância de Arboviroses (CGARB), José Braz Padilha. A ação reforça a integração entre o Ministério da Saúde e os estados, promovendo uma atuação conjunta e coordenada na formulação de estratégias eficazes para o enfrentamento das arboviroses em todo o país.

    Visitas pelo país

    Do início do ano até o momento, o COE Dengue já realizou visitas em 16 estados e 27 municípios, dentre eles Bagé (RS), Belo Horizonte (MG), Contagem (MG), Campinas (SP), Cruzeiro do Sul (AC), Feijó (AC), Fortaleza (CE), Foz do Iguaçu (PR), Joinville (SC), Macapá (AP), Manaus (AM), Pelotas (RS), Porto Alegre (RS), Porto Velho (RO), Ribeirão Preto (SP), Rio Branco (AC), Rio de Janeiro (RJ), Rio Grande (RS), Salvador (BA), São José do Rio Preto (SP), Tarauacá (AC), Vitória (ES), Cuiabá (MT), Recife (PE), Curitiba (PR) e Campo Grande (MS).

    Plano de Contingência Nacional

    O Plano de Contingência Nacional para Dengue, Chikungunya e Zika estabelece diretrizes para a prevenção, controle e assistência em saúde durante surtos e epidemias. O documento reforça a necessidade de uma resposta organizada e eficiente, com integração entre diferentes esferas de governo e participação ativa da população.

    Felipe Moraes
    Ministério da Saúde