Categoria: SAÚDE GOV

  • Capacitação fortalece a investigação de surtos em áreas de fronteira do Mercosul

    Capacitação fortalece a investigação de surtos em áreas de fronteira do Mercosul

    Entre os dias 2 e 4 de setembro de 2025, foi realizada em Ciudad del Este, no Paraguai, a Capacitação em Investigação de Surtos, promovida no âmbito da Presidência Pro Tempore do Brasil no Mercado Comum do Sul (Mercosul). O evento integra o Projeto Fronteiras Saudáveis e Seguras e tem como objetivo principal fortalecer a vigilância epidemiológica e as respostas integradas em regiões de fronteira prioritárias do bloco econômico.

    O Ministério da Saúde reafirma, com essa iniciativa, seu compromisso com a integração regional, a equidade em saúde e a preparação para emergências, destacando a importância da cooperação transfronteiriça para proteger a saúde das populações nas áreas limítrofes.

    A capacitação reuniu profissionais da saúde das cidades fronteiriças da Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, com o propósito de aprimorar as capacidades técnicas para investigação e controle de surtos de doenças nessas áreas. Voltada para especialistas com experiência em vigilância epidemiológica e liderança em investigações, a formação abordou desafios comuns das localidades, como a gestão conjunta de eventos de saúde pública de relevância internacional e a troca ágil de informações entre países.

    As aulas foram ministradas, em grande parte, pelo Programa de Treinamento em Epidemiologia Aplicada aos Serviços do SUS (EpiSUS), coordenado pelo Departamento de Emergências em Saúde Pública da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente (DEMSP/SVSA/MS), reforçando a cooperação técnica entre os países.

    Segundo o consultor técnico do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde, Otto Nienov, os participantes se mostraram motivados e destacaram a importância de manter espaços de articulação, além da necessidade de criar ambientes de comunicação fluida, compartilhada e formal entre as cidades fronteiriças. “Essa capacitação é muito importante para promover a integração e o fortalecimento das capacidades de preparação, de vigilância e de resposta emergencial de saúde pública nas regiões fronteiriças. Especificamente nessa atividade, em Ciudad del Este, tivemos o envolvimento de 25 profissionais, de 16 municípios de fronteira dos quatro países”, disse o facilitador da atividade, que é um dos representantes do Brasil no projeto.

    O projeto está inserido na agenda da cooperação Sul-Sul, visando a integração sanitária regional e o fortalecimento dos sistemas de saúde nas fronteiras do Mercosul. Essa iniciativa também contribui para o cumprimento do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 3 da Agenda 2030, que busca assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todos.

    A capacitação marcou a primeira ação conjunta envolvendo quatro Programas de Treinamento em Epidemiologia de Campo (FETP) de países da América do Sul, articulados pela RedSur, que pretende replicar o modelo em outras regiões fronteiriças, ampliando a resposta coordenada e a integração regional em saúde.

    Participaram representantes de cidades fronteiriças consideradas prioritárias, como Clorinda, Formosa, Concordia, e Paso de los Libres na Argentina; São Borja, Santana do Livramento, Foz do Iguaçu, e Uruguaiana no Brasil; Puerto Falcón, Alberdi, Pedro Juan Caballero e Ciudad del Este, no Paraguai; e Rivera, Paysandú, Melo e Rocha no Uruguai.

    Por Suellen Siqueira
    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde reafirma compromisso no combate à hanseníase

    Ministério da Saúde reafirma compromisso no combate à hanseníase

    O Brasil tem desenvolvido ações para aumentar a detecção precoce de novos casos, prevenir as incapacidades físicas e fortalecer o sistema de vigilância para a hanseníase, integrando o cuidado ao paciente no conjunto das ações de atenção à saúde. Entre as principais medidas em curso estão a incorporação do teste rápido, o teste molecular para resistência microbiana, a vigilância do grau 2 de incapacidade física, a estratégia para avaliação de resistência medicamentosa, a implantação do piloto de vigilância de óbito, a Carreta da Saúde Roda Hans, serviços de comunicação e educação, parcerias com instituições nacionais e internacionais, além de estudos clínicos e pesquisas.

    A Carreta da Saúde Roda Hans, por exemplo, é uma potente estratégia de mobilização social e qualificação dos profissionais de saúde, contribuindo significativamente para o diagnóstico precoce da hanseníase, o combate ao estigma associado à doença e a promoção da saúde. Essa abordagem integrada e abrangente fortalece a estrutura do Sistema Único de Saúde (SUS), promovendo uma atuação mais inclusiva, eficiente e humanizada.

    Segundo o Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde (MS) de 2025, a hanseníase continua sendo um desafio para a saúde pública. Em 2024, cresceu o número de casos novos em pessoas idosas e a proporção de diagnósticos com incapacidade física já instalada – o que indica diagnóstico tardio. As regiões Centro-Oeste e Norte apresentaram as maiores taxas de detecção, com destaque para Mato Grosso e Tocantins. Houve avanços nos exames de contato e na escolaridade das pessoas diagnosticadas, mas chama atenção a redução das taxas de cura e o aumento de recidivas. Os dados reforçam a importância do diagnóstico precoce, da ampliação da rede de atenção e do fortalecimento das ações de vigilância em todo o País.

    A Estratégia Nacional de Enfrentamento à Hanseníase 2024-2030 foi elaborada como documento orientador para execução das ações em todo o território nacional. As iniciativas estão alinhadas a essa estratégia, que estabelece metas, diretrizes e responsabilidades para os estados e municípios, promovendo coordenação federativa, integração do cuidado e qualificação das redes de serviços. Para fortalecimento dessas ações, a Fundação Sasakawa é uma instituição parceira.

    Parceria internacional

    O Programa Brasil Saudável, lançado em 2024 pelo Governo Federal, tem como objetivo eliminar, até 2030, 11 doenças e cinco infecções de transmissão vertical ligadas a condições como pobreza, falta de saneamento, moradia precária e exclusão social, dentre elas a hanseníase. Na lista das doenças que estão diretamente relacionadas a essas condições estão as doenças negligenciadas como tracoma, oncocercose, geo-helmintíases e esquistossomose.

    Na terça-feira (2), a delegação da Fundação Sasawaka foi recebida no Ministério da Saúde, em Brasília (DF), para conhecer as ações desenvolvidas pelo Brasil por meio da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA/MS). Atualmente, a cooperação internacional apoia ações de qualificação com foco nos agentes comunitários de saúde nos municípios de Buíque (PE), Três Lagoas (MS), Nova Andradina (MS), Boa Vista (RR), Lagarto (SE), Itabaiana (SE), Alfenas (MG), Altamira (PA), Paço do Lumiar (MA) e Caruaru (PE). Trata-se de aperfeiçoamento para profissionais médicos, enfermeiros, fisioterapeutas e equipes de laboratório para diagnóstico, tratamento e prevenção de incapacidades.

    Durante o encontro, a secretária da SVSA, Mariângela Simão, destacou o compromisso do governo brasileiro no combate à doença. “Considero importante transmitir o grande compromisso do ministro Padilha em relação à agenda. A hanseníase está no contexto do Programa Brasil Saudável, fruto de uma iniciativa assinada pelo presidente da República, que tem sido reproduzida porque o presidente Lula propôs que os BRICs tenham atuação em relação às doenças socialmente determinadas. De nossa parte, há um enorme interesse em resolver a questão, faremos o que estiver dentro das nossas possibilidades”.

    Compuseram a delegação da instituição japonesa na visita à capital federal, o secretário executivo da Fundação Sasakawa Takahiro Nanri; a assessora de programas, Alice Cruz; o assessor especial, Marcos Virmond; o diretor executivo de programas, Kenji Shirotori; e o oficial de programas, Takumi Owada. Participaram da reunião, a coordenadora-geral de Vigilância da Hanseníase e Doenças em Eliminação, Jurema Guerrieri Brandão, além de técnicos da Pasta e integrantes do Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (Morhan).

    Suellen Siqueira
    Ministério da Saúde

  • Site do Ministério da Saúde é reconhecido como fonte confiável sobre vacinação

    Site do Ministério da Saúde é reconhecido como fonte confiável sobre vacinação

    O site oficial do Ministério da Saúde foi reconhecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como parte da Vaccine Safety Net (VSN), uma rede internacional de portais que oferecem informações confiáveis e baseadas em evidências sobre a segurança das vacinas.

    A decisão foi comunicada pela OMS após a avaliação do portal, que comprovou o cumprimento dos critérios estabelecidos pelo Global Advisory Committee on Vaccine Safety (GACVS). Esses critérios incluem transparência, clareza no conteúdo, atualização frequente das informações, acessibilidade, segurança digital e compromisso com boas práticas de divulgação científica.

    Com a inclusão, o site do Ministério da Saúde passa a exibir o selo da VSN, que funciona como um selo de qualidade internacional para páginas que disponibilizam informações confiáveis sobre vacinação. A iniciativa visa auxiliar usuários da internet em todo o mundo a identificar conteúdos seguros, contribuindo para o fortalecimento da confiança da população nas vacinas.

    Segundo a OMS, a avaliação destacou o “forte foco em saúde pública e a ampla oferta de informações sobre a segurança das vacinas” presentes no portal brasileiro.

    Para o Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o Brasil vive novos tempos. “A ciência voltou e estamos conseguindo recuperar a credibilidade nacional e internacional. Nosso trabalho é, e sempre será, pautado em evidências científicas e na transparência das informações”, afirmou.

    Padilha destacou ainda os avanços na imunização: “Estamos revertendo seis anos de quedas na vacinação infantil, com aumento da cobertura em todas as 16 vacinas desde 2023. Com novas ferramentas, como a caderneta digital e o programa Saúde na Escola, seguimos ampliando a prevenção, mas ainda temos o desafio de recuperar plenamente a cultura da vacinação no Brasil.”

    O ministro também ressaltou a importância do reconhecimento internacional: “Fazer parte da rede VSN significa que o conteúdo nacional sobre vacinas foi reconhecido como seguro, confiável e de qualidade, fortalecendo a confiança da população e reafirmando o compromisso do Sistema Único de Saúde (SUS) com a saúde pública.”

    A Vaccine Safety Net reúne atualmente dezenas de sites de instituições de diferentes países, todos comprometidos em disponibilizar dados claros, atualizados e baseados em evidências científicas. A adesão do Brasil reforça o papel do Ministério da Saúde na promoção da informação de qualidade e no combate à desinformação sobre vacinas. Essa conquista coloca o Brasil lado a lado com os maiores centros de referência em vacinas do mundo!

    Conheça a página de Vacinação

    Ministério da Saúde
  • Saúde mental no SUS: saiba como buscar atendimento

    Saúde mental no SUS: saiba como buscar atendimento

    Os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) oferecem serviços com equipes especializadas para atender as necessidades de saúde mental da população, incluindo pessoas que passam por desafios relacionados ao uso de álcool e outras drogas. Trabalham de portas abertas, ou seja, e articulados a toda a rede do Sistema Único de Saúde (SUS), da Atenção Primária à Urgência e Emergência e atenção hospitalar.

    O atendimento nos CAPS está disponível para qualquer pessoa que precise de suporte, e pode ser acessado de forma espontânea ou por encaminhamento de outros serviços da rede de saúde. Já as Unidades de Acolhimento, Serviço Residencial Terapêutico e dos hospitais gerais, é obrigatório o encaminhamento de outras unidades de saúde, como as Unidades Básicas de Saúde (UBS).

    Os CAPS contam com equipes multiprofissionais de médicos, enfermeiros, psicólogos, terapeutas ocupacionais, assistentes sociais e técnicos de enfermagem. Além de receber residentes de diversas áreas da saúde.

    Modalidades dos CAPS  

    • CAPS I: Atende pessoas de todas as faixas etárias com sofrimento psíquico  grave. Indicado para regiões com mais de 15 mil habitantes; 
    • CAPS II: Atende pessoas com sofrimento psíquico decorrente de problemas mentais graves e persistentes. Indicado para regiões com mais de 70 mil habitantes; 
    • CAPS i: Atende crianças e adolescentes com sofrimento psíquico decorrente de problemas mentais graves e persistentes. Indicado para regiões co mais de 70 mil habitantes; 
    • CAPS AD – Álcool e Drogas: Atende todas as faixas etárias com sofrimento psíquico por uso de álcool e outras drogas. Indicado para regiões com mais de 70 mil habitantes; 
    • CAPS III: Oferece atenção contínua, com funcionamento 24 horas, acolhimento noturno e outros serviços de saúde mental. 
    • CAPS AD III – Álcool e Drogas: Atende adultos, crianças e adolescentes em sofrimento psíquico intenso que necessitam de cuidados clínicos contínuos

    Ministério da Saúde

  • “Aqui é um espaço de recomeços, cuidados e humanização”, enfermeira conta histórias de superação e acolhimento de pacientes

    “Aqui é um espaço de recomeços, cuidados e humanização”, enfermeira conta histórias de superação e acolhimento de pacientes

    Há mais de dez anos, a enfermeira Lúcia Maria Soares de Faria (41) atua na linha de frente do cuidado em saúde mental no Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas de Ceilândia (CAPS AD), no Distrito Federal. No serviço, que funciona 24 horas, ela realiza desde acolhimentos iniciais, escuta qualificada e atendimentos individuais até a assistência no acolhimento noturno, acompanhando pacientes que permanecem em regime integral.

    “Sempre gostei muito da área de saúde mental. O que mais me motiva é ver a mudança acontecer, acompanhar os resultados do tratamento a longo prazo. É gratificante ver os pacientes retomarem uma vida funcional e saudável, reconstruindo vínculos e conquistando autonomia”, destaca Lúcia.

    Histórias de transformação

    Entre tantos casos acompanhados, um marcou a trajetória da profissional: o de um homem em situação de rua, sem autocuidado, sem vínculos familiares e com dependência grave de substâncias.

    “Ele chegou para tratar o uso de drogas, mas foi muito além. Após um longo processo de estabilização clínica, grupos terapêuticos, oficinas e acolhimento institucional, ele conseguiu retornar ao mercado de trabalho e restabelecer o convívio com a família. Hoje leva uma vida independente e estável. É uma prova do impacto que o CAPS tem na vida das pessoas”, relata.

    Cuidado humanizado

    O modelo de atenção psicossocial dos CAPS rompe com práticas de isolamento e prioriza o cuidado em liberdade, sempre integrado à comunidade.

    “O resumo do nosso trabalho é esse: cuidar em liberdade. O paciente pode estudar, trabalhar, estar com a família e participar de atividades de lazer. Não é um espaço fechado, mas um lugar de vida, de recomeços e de humanização”, afirma a enfermeira.

    Além dos atendimentos clínicos, o CAPS de Ceilândia promove oficinas, grupos terapêuticos, atividades culturais, festas comunitárias e passeios, fortalecendo a inclusão social. Os próprios usuários também têm protagonismo na superação do estigma em torno da saúde mental.

    “Eles mesmos se tornaram vozes importantes na conscientização da comunidade. Explicam o que é o CAPS, como funciona e mostram que o tratamento dá certo. Isso é transformador”, reforça Lúcia.

    Edjalma Borges
    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde intensifica ações contra o sarampo com Dia D de vacinação no Mato Grosso do Sul

    Ministério da Saúde intensifica ações contra o sarampo com Dia D de vacinação no Mato Grosso do Sul

    No último sábado (30), os 79 municípios de Mato Grosso do Sul participaram do Dia D de vacinação contra o sarampo. A mobilização integra a estratégia nacional do Ministério da Saúde, em parceria com estados e municípios, para impedir a entrada da doença no país, especialmente em regiões de fronteira. O estado faz divisa com a Bolívia e o Paraguai — países que registram aumento expressivo de casos da doença.

    O diretor do Departamento do Programa Nacional de Imunizações (PNI), Eder Gatti, acompanhou a mobilização em Ponta Porã (MS), cidade que faz fronteira com Pedro Juan Caballero, no Paraguai.

    “Devido ao fluxo migratório na cidade, garantir a imunização da população é essencial para evitar a circulação do vírus no Brasil. A cobertura vacinal em Mato Grosso do Sul e em Ponta Porã é positiva, mas é preciso reforçar à população a importância de se vacinar”, afirmou o diretor.

    Em 2024, a cobertura vacinal da tríplice viral — que protege contra sarampo, caxumba e rubéola — em Mato Grosso do Sul foi de 105,20% (1ª dose) e 93,58% (2ª dose). No município de Ponta Porã, os índices ultrapassaram a meta de 95%: 123,29% (1ª dose) e 103,19% (2ª dose).

    Foto: João Moura/MS
    Foto: João Moura/MS

    Ações nacionais e nas fronteiras

    Em 2025, o Ministério da Saúde já distribuiu mais de 15 milhões de doses da vacina contra o sarampo para todos os estados brasileiros. Até o momento, mais de 3 milhões de doses foram aplicadas no país. A vacina é recomendada para pessoas de 6 meses a 59 anos. Para se vacinar, basta procurar uma unidade básica de saúde mais próxima.

    Além da vacinação, equipes técnicas do Ministério da Saúde promoveram capacitações em Mato Grosso do Sul para reforçar o enfrentamento ao sarampo. Em Dourados e Ponta Porã, foi realizado o seminário “Ameaça da reintrodução do sarampo no Brasil: cenário epidemiológico global”, qualificando profissionais de saúde da região.

    Nesta semana, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, esteve em Sant’Ana do Livramento (RS), na fronteira com o Uruguai, para reforçar o compromisso com a vacinação nas regiões de fronteira dos países do Mercosul. A ação busca ampliar a cobertura vacinal, manter o status do Brasil como país livre do sarampo e fortalecer a integração regional em saúde pública.

    Em julho, o Ministério realizou outro Dia D de vacinação em cidades de fronteira do Acre, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Rondônia, regiões que fazem divisa com a Bolívia. Aproximadamente 3 mil pessoas foram vacinadas, com destaque para o Acre, que aplicou 1,8 mil doses — quatro vezes mais que a média da vacinação de rotina (436 doses).

    Além dos Dias D, a equipe técnica da pasta, em parceria com estados e municípios, também realizou bloqueios vacinais e reforçou a vigilância epidemiológica em municípios como Campos Lindos (TO), devido a casos confirmados, e em Araguaína (TO), Balsas (MA) e Imperatriz (MA), por estarem próximas das áreas de registro.

    João Vitor Moura
    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde padroniza altas hospitalares e fortalece integração de dados no SUS

    Ministério da Saúde padroniza altas hospitalares e fortalece integração de dados no SUS

    O Ministério da Saúde deu mais um passo na consolidação da Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS) ao instituir dois modelos padronizados para registros de alta hospitalar: o Sumário de Alta (SA) e o Sumário de Alta Obstétrico (SAO). A iniciativa, oficializada pelas Portarias GM/MS nº nº 8.025 e nº 8.026, de 27 de agosto de 2025, visa fortalecer a interoperabilidade entre sistemas de saúde e garantir a continuidade do cuidado ao paciente.

    O Sumário de Alta (SA) substitui a norma vigente desde 2022 e contempla o Conjunto Mínimo de Dados (CMD) da Atenção à Saúde. O documento reúne informações essenciais como diagnósticos, procedimentos realizados, evolução clínica, alergias, medicamentos prescritos e o estado de saúde do paciente no momento da alta.

    Já o Sumário de Alta Obstétrico (SAO) é uma extensão do SA voltada para internações obstétricas. Estruturado em quatro blocos — internação materna, complicações obstétricas, informações sobre o parto e dados neonatais — o modelo é fundamental para garantir o cuidado contínuo de mulheres grávidas, em pós-abortamento ou puerpério, e seus recém-nascidos. Além de facilitar a comunicação entre os diferentes níveis de atenção à saúde, o SAO contribui para a redução de intervenções evitáveis e aprimora a coleta e análise de dados clínicos.

    O anúncio das portarias foi realizado pela secretária de Informação e Saúde Digital, Ana Estela Haddad, em 28 de agosto, durante a 8ª Reunião da Comissão Intergestores Tripartite (CIT). Segundo a secretária, a entrega é estratégica no contexto do programa Agora Tem Especialistas, do Governo Federal, e deve ser amplamente disseminada entre estados e municípios.

    Para Paula Xavier, diretora do Departamento de Informação e Informática do SUS (DATASUS/SEIDIGI/MS), “a padronização dessas informações, tanto do Sumário de Alta quanto do Sumário de Alta Obstétrico, significa que a continuidade do cuidado após a internação está mais garantida”. Ela também destacou a importância da RNDS estar recebendo dados assistenciais de média e alta complexidade, por meio da portaria de interoperabilidade do programa, que prevê a criação de diferentes modelos informacionais para integrar dados dos entes credenciados ao Sistema Único de Saúde (SUS). Com a padronização nacional desses modelos, a RNDS reforça sua função como plataforma oficial de interoperabilidade do SUS. Atualmente, a rede já reúne mais de 2,9 bilhões de registros de saúde, consolidando-se como uma das maiores bases de dados clínicos do país. A medida representa um avanço na segurança da informação, na transparência dos processos e na eficiência da gestão em saúde pública.

    Larissa Mangabeira
    Ministério da Saúde

  • Saúde anuncia R$ 170 milhões para ampliar atendimento na rede federal de saúde no Rio de Janeiro

    Saúde anuncia R$ 170 milhões para ampliar atendimento na rede federal de saúde no Rio de Janeiro

    O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou nesta terça-feira (2), no Rio de Janeiro, investimento adicional de R$ 170 milhões para reestruturar, modernizar e contratar profissionais para os institutos federais e o Hospital da Lagoa. O objetivo é ampliar o atendimento especializado e reduzir o tempo de espera por cirurgias na rede federal de saúde, no âmbito do programa Agora Tem Especialistas integrado ao Plano de Reestruturação dos Hospitais Federais 

    Ninguém ficará para trás ou deixará de ser atendido. Estamos falando de ampliação do atendimento, não de fechamento. Estamos falando de qualificação de cada um dos hospitais, não de desestruturação. Ninguém ficará sem atendimento. Nosso compromisso, de todos os envolvidos neste processo, é atender todos os pacientes desses hospitais, os que aguardam em filas internas à espera desse serviço. Todos serão atendidos“, afirmou o ministro Alexandre Padilha.  

    Foto: João Risi/MS
    Foto: João Risi/MS

    Os novos recursos serão destinados à contratação de 2.059 profissionais, à abertura de 10 salas cirúrgicas e à disponibilização de mais 166 leitos, representando mais consultas, cirurgias, diagnósticos e tratamentos no Hospital da Lagoa e nos Institutos Nacionais de Câncer (INCA), de Traumatologia e Ortopedia (INTO) e de Cardiologia (INC). A medida vai ampliar e agilizar o acesso da população a serviços especializados em oncologia, ortopedia e cardiologia. 

    Os acordos de cooperação técnica foram assinados entre o ministro Alexandre Padilha e o presidente da Fiocruz, Mário Moreira, para a reestruturação e modernização dos Institutos e integração do Hospital Federal da Lagoa (HFL) ao Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF) da Fiocruz. 

    “A Fiocruz trabalha em múltiplas frentes para o SUS, da produção de vacinas e medicamentos até a formação de profissionais; da pesquisa científica e inovação até a atenção em saúde. Desde a nossa origem, nós temos tradição em assistência especializada e em atuação hospitalar. Com os acordos assinados hoje com o Ministério da Saúde, damos um importante passo no fortalecimento dos Institutos Nacionais, o Inca, o Into e o INC”, destacou o presidente da Fiocruz, Mario Moreira.  

    “Por meio da integração entre HFL e IFF, iniciamos uma grande contribuição na ampliação da oferta de serviços em saúde da mulher, da criança e do adolescente, preenchendo vazios assistenciais de forma gradual, planejada e baseada no diálogo com pacientes e trabalhadores. Eu me sinto duplamente responsável e estou confiante e otimista de que estamos fazendo o melhor para a população do Rio de Janeiro, detalhou o presidente da Fiocruz. 

    Na primeira fase da integração, ainda em 2025, serão priorizados os pacientes na fila de espera. A transição terá monitoramento contínuo, acompanhamento individualizado dos pacientes e canais de comunicação ativos para os usuários para evitar desassistência.  

    Haverá ampliação do funcionamento do centro cirúrgico, reabertura gradual de leitos (UTI, clínicos e pediátricos), recomposição das equipes médicas e multiprofissionais, expansão dos serviços, além da modernização da infraestrutura — rede elétrica, sistema de refrigeração e recuperação de áreas físicas.  

    Na segunda fase, em, 2026, com o fortalecimento da assistência, uma força-tarefa integrará os serviços e diversificará o atendimento, com foco em saúde da mulher, da criança e do adolescente. 

    “Ver a integração do Hospital Federal da Lagoa com a Fiocruz é uma das coisas mais incríveis que pode acontecer. Nossas unidades voltaram a reabrir leitos e ambulatórios. São muitas frentes de obra em andamento e um clima organizacional muito positivo. Uma coisa que muitas pessoas acharam que não ia dar certo. Deu muito certo. É uma transição que exige paciência, sem desestruturar nenhum serviço e preservando o conhecimento institucional. Tenho certeza de que será muito bom para a instituição, para a sociedade e, principalmente, para os pacientes do SUS”, reforçou o secretário municipal do Rio de Janeiro, Daniel Soranz, que é servidor da Fiocruz. 

    Reestruturação da rede federal de saúde 

    • Instituto Nacional de Cardiologia (INC) 470 novos profissionais; ampliação para 164 leitos totais; e aumento no investimento em medicamentos e materiais. 

    • Instituto Nacional de Ortopedia e Traumatologia (INTO) – 100 novos leitos e 5 novas salas cirúrgicas; + 28,5% na capacidade cirúrgica em 6 meses; e + 17% na capacidade cirúrgica em 1 ano. 

    • Instituto Nacional de Câncer (INCA) – 784 novos profissionais para os 4 hospitais que integram o INCA; + investimento para medicamentos e materiais; novos equipamentos para ampliação das salas cirúrgicas; e reforço na capacidade de atendimento de todas as unidades. 

    • Hospital do Câncer – I – Abertura de 3 novas salas cirúrgicas; +30% na realização de cirurgias; reabertura da Unidade de Pós-operatório; +50% da oferta de vagas; reabertura de 30 leitos de enfermaria (8 de oncologia pediátrica); novos profissionais vão reforçar atendimentos em anestesiologia, radiologia, endoscopias e ecocardiogramas; 

    • Hospital do Câncer II – Abertura de 1 novas sala cirúrgica +50% na realização de cirurgias; suporte de clínica médica no hospital, com ampliação da equipe de enfermaria cirúrgica; e novos profissionais vão reforçar atendimentos em Farmácia e Radiologia; 

    • Hospital do Câncer III – abertura de nova sala cirúrgica e aumento de +25% na realização de cirurgias; abertura da central de quimioterapia aos sábados; Ampliação de tomografias computadorizadas com novas equipes; e novas equipes darão apoio em farmácia e nutrição aos Hospitais do Câncer III e IV.  

    • Hospital do Câncer IV – Reforço de +42% na capacidade ambulatorial; aumento de +40% na capacidade de atendimento domiciliar; e novos profissionais vão reforçar assistência durante internação hospitalar 

    • Integração do Hospital Federal da Lagoa e IFF/Fiocruz – processo gradual, transparente e planejado; compromisso de diálogo com pacientes do SUS e trabalhadores das duas unidades; e acompanhamento individualizado e canais de comunicação permanentes para que nenhum usuário fique desassistido. 

    Transparência e participação social

    Os novos recursos anunciados hoje pelo ministro Alexandre Padilha se somam aos R$ 1,023 bilhão investidos pela pasta desde 2024, totalizando R$ 1,193 bilhão já destinados aos hospitais federais.

    O modelo descentralizado de gestão dos serviços federais de saúde, iniciado em 2024 pelo Ministério da Saúde, favorece maior transparência, eficiência administrativa e participação social.  O processo foi construído com base em estudo técnico de viabilidade e audiência pública, garantindo diálogo com profissionais de saúde, gestores e sociedade civil. A audiência contou com a participação de representantes do Ministério Público Federal, Defensoria Pública da União, Tribunal de Contas da União e conselhos Estadual e Municipal de Saúde no Rio de Janeiro.   

    Ministério da Saúde

  • Força Nacional do SUS realiza capacitação inédita em Pernambuco para resposta a emergências com múltiplas vítimas

    Força Nacional do SUS realiza capacitação inédita em Pernambuco para resposta a emergências com múltiplas vítimas

    A Força Nacional do Sistema Único de Saúde (FN-SUS) deu início, em Pernambuco, ao ciclo nacional de capacitações em Gestão de Incidentes com Múltiplas Vítimas (IMV) de 2025. Entre os dias 27 e 29 de agosto, o estado recebeu um treinamento que reuniu profissionais de saúde, gestores, equipes do SAMU, Corpo de Bombeiros, Defesa Civil, hospitais de referência, forças de segurança e instituições parceiras. Foram três dias de atividades intensivas que uniram teoria, oficinas práticas, mesas-redondas e simulações realísticas, com o objetivo de preparar o Brasil para responder de forma integrada a cenários críticos de grande impacto.

    A escolha do estado pernambucano para sediar a primeira etapa levou em consideração fatores técnicos e epidemiológicos, como índices de acidentes rodoviários, violência urbana, histórico de enchentes e deslizamentos, além da realização de grandes eventos de massa, como o carnaval, que demandam máxima coordenação das redes de saúde e de emergência. Durante o curso, os participantes foram capacitados em fundamentos do IMV, comando e controle, regulação, triagem, gestão de óbitos, preparação hospitalar e situações especiais como rompimento de barragens, deslizamentos, inundações e colapsos de estruturas.

    “ Este treinamento representa um marco para a Força Nacional do SUS e para o país. Reunir diferentes setores – saúde, segurança, defesa civil e instituições locais – em um mesmo exercício é fundamental para salvar vidas em situações críticas. Pernambuco foi escolhido por sua relevância estratégica e, com esta etapa, damos início a um ciclo de capacitações que será oferecido para todo o Brasil, preparando estados e municípios para responder de forma cada vez mais integrada e eficiente às emergências em saúde pública. ” Afirmou o Coordenador –Geral da Força Nacional do SUS, Rodrigo Stabeli.

    O ponto alto da programação ocorreu no terceiro dia, com um simulacro prático de rompimento de prédio realizado no Ginásio de Esportes Geraldo Magalhães (Geraldão). A simulação mobilizou equipes locais e nacionais em um cenário de colapso estrutural com múltiplas vítimas, permitindo avaliar, na prática, a integração entre os serviços, os fluxos de comunicação, a articulação de transporte e a prontidão de atendimento, além de identificar oportunidades de melhoria nos protocolos de resposta.

    O evento contou com apoio da Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco, da Secretaria Municipal de Saúde do Recife, do SAMU Metropolitano Recife e SAMU 192, Corpo de Bombeiros, Defesa Civil, Secretaria de Operações Sociais e diversas instituições locais, reforçando a importância da atuação conjunta para salvar vidas em situações críticas. A FN-SUS também destacou o papel essencial de mais de 70 mil voluntários e voluntárias em todo o país, que integram essa verdadeira rede de solidariedade e cuidado, sempre pronta a atuar em momentos de crise.

    A capacitação em Pernambuco marca apenas o início do ciclo programado para 2025, que seguirá ainda neste ano com etapas no Pará e Ceará. Essas formações fazem parte da reestruturação da Força Nacional do SUS, conduzida pelo Ministério da Saúde, com apoio integral do ministro Alexandre Padilha e do secretário de Atenção Especializada à Saúde, Mozart Sales, garantindo o fortalecimento da FN-SUS como instrumento estratégico para proteger a vida e a saúde da população brasileira.

    Patrícia Coelho
    Comunicação Institucional

  • Ministério da Saúde realiza diagnóstico nacional para otimizar serviços de laboratórios públicos

    Ministério da Saúde realiza diagnóstico nacional para otimizar serviços de laboratórios públicos

    O Ministério da Saúde (MS) atua em ações diversas para o fortalecimento da Rede de Laboratórios de Saúde Pública do Brasil, com atenção dedicada aos Laboratórios Centrais de Saúde Pública (LACEN) e Laboratórios de Fronteira (LAFRON), para atender à regionalização – um dos princípios do Sistema Único de Saúde (SUS). As localidades são avaliadas em suas necessidades específicas no que diz respeito à segurança, prevenção e ao combate a doenças.

    No contexto da Missão Protect – que tem como finalidade detectar patógenos emergentes e reemergentes por meio de métodos laboratoriais moleculares e sequenciamento genômico – o MS e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) realizaram, no mês de julho, visitas técnicas aos estados contemplados. A missão reúne iniciativas de proteção da saúde para resposta a pandemias e segurança dos pacientes.

    A vigilância laboratorial da Missão Protect está alinhada à Política Nacional de Vigilância em Saúde (PNVS), que descreve as ações laboratoriais como transversais e essenciais no processo de trabalho da Vigilância em Saúde. Enquanto os Lacen realizam o diagnóstico oportuno para promover o controle epidemiológico e sanitário, os Lafron são unidades especializadas situadas em regiões de divisa com outros países, para diagnóstico e monitoramento de doenças.

    Segundo a secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente, Mariângela Simão, realizar o diagnóstico dos serviços laboratoriais públicos do País é essencial, principalmente após a pandemia da Covid-19. “A pandemia de SARS-CoV-2 expôs várias fragilidades nacionais e internacionais com as quais devemos aprender. Nos move o interesse comum: proteger os brasileiros e brasileiras e, também, as pessoas de fora que são bem-vindas no nosso País. Os gestores, quer seja na esfera municipal, estadual ou federal devem ter um ambiente fortalecido para possibilitar que o Brasil identifique qualquer ameaça à saúde”, enfatizou.

    Reunião Nacional

    Realizada na manhã desta segunda-feira (1) na sede da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS), em Brasília (DF), a “Reunião nacional para avaliação e otimização da Rede de Laboratórios de Saúde Pública no contexto do Projeto Protect” recebeu gestores, médicos, biomédicos, enfermeiros e biólogos que atuam em nas unidades dos Lacen e Lafron nos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Rondônia, Roraima e Rio Grande do Sul.

    O objetivo do encontro, que acontece até terça-feira (2), é apresentar o diagnóstico situacional dos Laboratórios de Saúde Pública, com base nas visitas técnicas realizadas, definir o escopo de análises moleculares a serem implementadas nos laboratórios participantes, além de promover a troca de experiências com os Laboratórios de Fronteira.

    Compuseram a mesa de abertura do encontro, a secretária da SVSA/MS, Mariângela Simão; a coordenadora da Iniciativa de Imunização da OPAS no Brasil, Lely Guzman, e o analista técnico do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), Alexandre Chagas. Para Guzman, é primordial contribuir com a formação dos gestores que atuam nos laboratórios: “vocês são nossos parceiros e estão à frente de um trabalho muito desafiador. Promover uma só saúde também depende dos laboratórios, então vocês são a peça-chave, o ‘diagnóstico ouro’ para alcançarmos esse desafio”, explicou.

    Projeto Protect

    O projeto “Protect – Otimização da Resposta a Pandemias por meio de Comunidades e Territórios Engajados na Bacia Amazônica” é uma iniciativa lançada pela OPAS/OMS com financiamento do Banco Mundial, no qual a rede de laboratórios de saúde pública é desenvolvida sob a abordagem da “Saúde Única”, com foco na interconexão entre a saúde humana, animal e ambiental para a vigilância e alerta precoce de doenças zoonóticas. A preparação e antecipação de problemas contra pandemias é um dos destaques do trabalho. O projeto visa integrar os laboratórios e os esforços em sistemas de alerta eficazes, impulsionando a cooperação e a coordenação entre países e setores para uma resposta mais abrangente e sustentável a ameaças à saúde pública. 

    Os estados contemplados serão apoiados com capacitações voltadas à gestão de amostras e transporte de material biológico, alinhadas à legislação nacional e padrões internacionais, bem como ao diagnóstico molecular, sequenciamento genômico e análise bioinformática, conforme as demandas locais identificadas.

    Por Suellen Siqueira
    Ministério da Saúde