Categoria: SAÚDE GOV

  • Práticas Integrativas e Complementares em Saúde crescem 70% e ampliam o acesso ao cuidado integral no SUS

    Práticas Integrativas e Complementares em Saúde crescem 70% e ampliam o acesso ao cuidado integral no SUS

    As Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS) vêm se consolidando como parte essencial do cuidado integral no Sistema Único de Saúde (SUS). Em 2024, foram realizados 7.156.703 procedimentos, representando um aumento de 70% em relação a 2022. O levantamento foi realizado pelo Núcleo Técnico de Gestão da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS (NTG-PNPIC), do Ministério da Saúde, e evidencia a expansão do acesso e a crescente adesão da população a essas práticas.

    Os dados refletem os avanços da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS (PNPIC), instituída em 2006, que reconhece práticas denominadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como Medicinas Tradicionais, Complementares e Integrativas (MTCI). Tais abordagens ampliam as possibilidades terapêuticas de cuidado na Atenção Primária à Saúde (APS), na Média e Alta Complexidade (MAC), promovendo a saúde integral e incentivando o autocuidado da população.

    Média e Alta Complexidade

    A oferta de PICS na Atenção Primária à Saúde (APS) registrou 3.198.546 procedimentos em 2024, um aumento de 32% em relação a 2023 e 67% na comparação com 2022. Já na Média e Alta Complexidade (MAC), o crescimento foi ainda mais significativo, com 3.958.157 procedimentos, marcando um avanço de 18% sobre 2023 e 73% desde 2022.

    Além da ampliação dos atendimentos, o número de participantes das atividades de PICS também aumentou significativamente. Em 2024, mais de 9 milhões de pessoas acessam essas práticas no SUS, um crescimento de 83% em relação a 2022. Na APS, a participação aumentou 93% nos últimos dois anos, totalizando 5.048.025 usuários em 2024.

    Práticas com maior crescimento

    As PICS abrangem diferentes abordagens terapêuticas, desde técnicas individuais até atividades coletivas voltadas para a promoção do bem-estar e da expressão criativa. Algumas práticas registraram crescimento na APS acima da média nos últimos anos:

    • Auriculoterapia: 929.920 atendimentos em 2024 (+102% em relação a 2022);
    • Aromaterapia: 106.077 atendimentos (+181% desde 2022);
    • Práticas Corporais da Medicina Tradicional Chinesa: 658.899 participantes (+208%);
    • Yoga: 217.925 participantes (+290% desde 2022);
    • Arteterapia: 71.429 participantes (+271%); 
    • Musicoterapia: 74.716 participantes (+374%).

    O crescimento acelerado dessas práticas reflete o fortalecimento das estratégias de cuidado no SUS e a ampliação da oferta nos municípios.

    Expansão das PICS e qualificação profissional

    O avanço das PICS no SUS vem ocorrendo desde a publicação desta política pública. Nos últimos anos, o Ministério da Saúde implementou ações estratégicas para fortalecer a PNPIC e ampliar o acesso da população às abordagens terapêuticas integrais de cuidado em saúde

    Entre as iniciativas, destaca-se a expansão das Equipes de Saúde da Família e das Equipes Multiprofissionais na APS, bem como a retomada do Programa Mais Médicos, garantindo maior capilaridade e qualidade na oferta dos serviços. Além disso, a Política Nacional de Promoção da Saúde tem reforçado o incentivo ao autocuidado apoiado e à articulação intersetorial.

    No campo de capacitação profissional, a pasta lançou 12 novos cursos na plataforma AVASUS, totalizando 18 cursos disponíveis, com mais de 232 mil inscritos. Além disso, foram concluídas formações em auriculoterapia e protocolos de acupuntura em parceria com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), com previsão de novas turmas para 2025.

    Outra ação de destaque foi o projeto piloto desenvolvido em parceria com a Fiocruz, que integra PICS ao cuidado da dor crônica, saúde mental e uso de plantas medicinais e fitoterápicos para tratamento de feridas na APS. O projeto reforça a importância dessas práticas no manejo de condições de saúde recorrentes e na qualificação dos serviços oferecidos à população.

    Como acessar as PICS no SUS

    As Práticas Integrativas e Complementares (PICS) estão disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS) e podem ser acessadas diretamente nos serviços de saúde da rede pública. Para utilizar as práticas integrativas, a população pode:

    Procure a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima

    Algumas UBS oferecem práticas como auriculoterapia, yoga, práticas corporais da Medicina Tradicional Chinesa, arteterapia e musicoterapia. Tais abordagens de cuidado podem ser disponibilizadas individualmente ou em grupos, dentro da programação das Unidades de Saúde da Família, Centros de Convivência e Centros de Práticas Integrativas. O acesso pode ocorrer por demanda espontânea ou encaminhamento de um profissional de saúde.

    Consulte a disponibilidade no município

    A oferta das PICS varia de acordo com cada cidade. Por isso, é recomendado buscar informações na Secretaria de Saúde do seu município para saber quais práticas estão disponíveis perto de sua casa ou trabalho.

    Tratamentos específicos

    Algumas práticas, como acupuntura e fitoterapia, podem exigir encaminhamento para serviços especializados, conforme a necessidade de cada pessoa. Converse com a equipe de saúde de sua UBS para esclarecer dúvidas e receber orientações sobre as PICS oferecidas em sua região.

    Fortalecimento do cuidado integral

    A ampliação das PICS reforça o compromisso do SUS com um modelo de atenção que vai além do tratamento de doenças, promovendo saúde e bem-estar de forma integral. Alinhada às diretrizes da OMS e da Estratégia Global para Medicinas Tradicionais, Complementares e Integrativas, a política avança na inclusão de abordagens terapêuticas seguras e embasadas na ciência, tornando-as cada vez mais acessíveis e seguras para a população.

    Com ações estratégicas voltadas para a qualificação profissional e ampliação do acesso em consonância com as diretrizes da PNPIC, as PICS seguem como um pilar importante para a promoção da saúde no Brasil, fortalecendo a atenção primária e integrando diferentes formas de cuidado na rede pública. 

    Raiane Azevedo
    Ministério da Saúde

  • Força Nacional do SUS realiza mais de 2 mil atendimentos de dengue em São José do Rio Preto

    Força Nacional do SUS realiza mais de 2 mil atendimentos de dengue em São José do Rio Preto

    Após 23 dias de atuação no município de São José do Rio Preto (SP), que lidera o número de casos de dengue no estado de São Paulo, com 35.019 casos prováveis e 16 óbitos em 2025, a Força Nacional do Sistema Único de Saúde (FN-SUS) já realizou 2.081 atendimentos a pacientes com a doença. Os atendimentos incluem os serviços prestados no centro de hidratação montado na cidade numa parceria entre o Ministério da Saúde e a secretaria municipal de saúde. 

    Para o coordenador-geral da Força, Rodrigo Stabeli, que está à frente da missão na cidade, a ação do Ministério da Saúde, por meio da Força Nacional do SUS, reforça o Plano Nacional de Enfrentamento à Dengue e Outras Arboviroses, lançado em 2024. 

    “São José do Rio Preto tem se destacado como um caso de sucesso e um importante laboratório para o plano nacional que lançamos no ano passado. A grande inovação desse plano, na minha visão, foi a reorganização e o fortalecimento da assistência, tanto nas unidades básicas de saúde quanto nas redes de urgência”, acredita.

     “Com a adoção do protocolo que estabelecemos e a mudança no fluxo de atendimento, a cidade começou a desafogar suas unidades e reduziu, de imediato, os casos graves e os óbitos. Espero que essa experiência possa ser replicada em outros municípios, permitindo que se preparem melhor e garantam um atendimento oportuno à população”, acrescenta Stabeli. 

    Além disso, o Ministério da Saúde destinou R$ 1,34 milhão para reforçar as ações de controle da epidemia de dengue no município

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    Rodrigo Stabeli, coordenador-geral da Força Nacional do SUS (Foto: divulgação/MS)

    Atendimento humanizado e agilidade 

    “Após o início da atuação da FN-SUS, foi perceptível a diminuição da sobrecarga nos atendimentos da rede de atenção à saúde. Conseguimos concentrar a demanda de casos de dengue no centro de hidratação, garantindo suporte adequado durante a epidemia”, explica Juliana Lima, chefe de operação da FN-SUS. 

    Segundo Juliana, a Força conseguiu dar uma resposta eficaz, atendendo dentro do tempo necessário para o cenário de emergência, o que foi essencial para o controle da dengue na cidade. “Além dos atendimentos em curso, oferecemos capacitações sobre manejo clínico, padronização de fluxos assistenciais e apoio à gestão na organização do centro de comando de operações”, afirma. 

    Esse retorno positivo pode ser percebido nos relatos de quem passou pelo serviço. A técnica de enfermagem Adaiana Cristina Viana procurou atendimento particular ao apresentar sintomas de dengue, mas, devido à lotação da clínica, buscou alternativas. Ao saber da inauguração do centro de hidratação por meio de um jornal local, decidiu buscar atendimento na unidade. 

    “Passei mal e fiquei sabendo que o centro de hidratação estava funcionando. Fui super bem atendida e demorou apenas dez minutos. Só esperei para fazer a ficha e logo fui chamada. Os profissionais da Força Nacional do SUS são muito receptivos, não tenho do que reclamar”, elogia Adaiana. 

    Balanço dos atendimentos 

    Atualmente, 64 profissionais atuam diretamente no atendimento à população, entre eles: 

    • 23 enfermeiros;
    • 6 médicos;
    • 3 farmacêuticos;
    • 24 técnicos de enfermagem;
    • 2 condutores de ambulância;
    • 6 profissionais responsáveis pela gestão da operação. 

    Os pacientes são classificados conforme a gravidade da doença, seguindo o seguinte protocolo: 

    • Grupo A (casos leves): 998 atendimentos
    • Grupo B (casos moderados, com sinais de alerta): 694 atendimentos
    • Grupo C (casos graves, que exigem maior atenção médica): 289 atendimentos
    • Grupo D (casos críticos, que demandam internação imediata): 16 atendimentos 

    A operação emergencial da Força teve início em 12 de fevereiro e segue com atendimentos diários, reforçando o suporte à rede municipal de saúde diante do aumento de casos de dengue na cidade. 

    Centro de hidratação e estações disseminadoras de larvicida 

    No dia 20 de fevereiro, o Ministério da Saúde inaugurou um centro de hidratação para pacientes com dengue em São José do Rio Preto. A iniciativa faz parte das estratégias para fortalecer a resposta do SUS às arboviroses e ampliar a rede de atendimento na cidade. 

    Como parte do plano nacional para redução das arboviroses, o ministério também segue instalando estações disseminadoras de larvicida (EDLs). Essas armadilhas consistem em potes com água recobertos por tecido preto impregnado com larvicida em pó. Quando o mosquito pousa, o pó adere ao seu corpo e é disseminado em outros criadouros, atingindo um raio de 3 a 400 metros. Para o município, foram enviadas 3 mil EDLs. 

    Edjalma Borges
    Ministério da Saúde

  • Mato Grosso recebe simulado para reforçar resposta às arboviroses

    Mato Grosso recebe simulado para reforçar resposta às arboviroses

    O Ministério da Saúde, por meio do Departamento de Emergências em Saúde Pública (DEMSP), realizou nos dias 25 e 26 de fevereiro, em Cuiabá (MT), a quinta edição do Simulado de Preparação, Vigilância e Resposta às Emergências em Saúde Pública. O treinamento reuniu 80 profissionais estaduais e municipais para avaliar o Plano de Contingência local e fortalecer a resposta às arboviroses, como dengue, chikungunya e zika.  

    “Estes simulados serão realizados nas 27 Unidades da Federação (UFs), deixando cada vez mais estados e municípios preparados para enfrentar as emergências em saúde pública e protegendo a saúde do povo brasileiro. As oficinas fazem parte de uma estratégia da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA), iniciada em 2023, para capacitar as estruturas locais do setor saúde e integrar os diferentes segmentos”, explica a ponto focal do Programa de Formação em Emergências em Saúde Pública (Profesp), Paula Moura.  

    A mesa de abertura contou com o diretor do DEMSP, Edenilo Baltazar Barreira Filho, o superintendente Estadual do Ministério da Saúde no Estado do Mato Grosso, Altir Peruzzo, a representante da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), Paula Raia, a superintendente interina de Vigilância em Saúde do Estado do Mato Grosso, Marlene da Costa Barros e a diretora de Vigilância em Saúde de Cuiabá, Silvana Arruda de Miranda.  

    Atividades desenvolvidas

    Foram realizadas apresentações detalhadas sobre a gestão de emergências em saúde, abordando aspectos de preparação, vigilância e resposta, elaboração de planos de contingência, estágios operacionais e estratégias de manejo durante uma emergência. Os participantes foram divididos em grupos para analisar o plano de contingência definido pelo estado. 

    Com o aprimoramento do plano, foi aplicado o simulado de mesa com a temática das arboviroses. A iniciativa testou a eficácia do plano e preparou os profissionais de saúde para agirem de forma rápida e coordenada em uma emergência em saúde pública.  

    Centro de Operação em Emergências

    Entre as Semanas Epidemiológicas 1 e 8, o Mato Grosso acumulou 14.364 casos prováveis de chikungunya. O número representa 48,4% de todos os casos no Brasil. Neste período, 14 óbitos foram confirmados. Do dia 25 a 28 de fevereiro, o Ministério da Saúde também realizou uma oficina de manejo clínico para arboviroses no território, com uma equipe técnica do Centro de Operação em Emergências (COE) para Dengue e Outras Arboviroses.  

    Além do suporte técnico às secretarias estaduais e municipais de saúde, a iniciativa reforça campanhas educativas e de mobilização social. Entre elas, a campanha nacional de combate à dengue, Zika e chikungunya, com o slogan “Tem 10 minutinhos? A hora de prevenir é agora”, que incentiva a população a dedicar 10 minutos por semana à eliminação de criadouros do mosquito Aedes aegypti. Para fortalecer as ações de controle das arboviroses em todo o país, o a pasta destinou R$ 1,5 bilhão no ciclo 2024/2025.  

    Oficinas desde 2023 

    Desde agosto de 2023, mais de 50 técnicos do Ministério da Saúde facilitaram oficinas em 26 estados e no Distrito Federal. Parte das atividades foi acompanhada pela Opas e contou com a presença de gestores estaduais e municipais, além de trabalhadores que atuam nas redes de vigilância em saúde e ambiente, e conselhos de controle social. No segundo semestre de 2024, Pará, Acre, Pernambuco e Bahia receberam as primeiras edições dos simulados de emergências, que marcam o segundo ciclo de oficinas.  

    Gabriel Bandeira
    Ministério da Saúde

  • Saúde lança documentário sobre o método Wolbachia

    Saúde lança documentário sobre o método Wolbachia

    O Ministério da Saúde lançou, nesta quinta-feira (6), um documentário sobre o método Wolbachia. O filme 10 anos de Wolbachia – A transformação no combate à dengue mostra como o método foi implantado no país e diminuiu o número de casos de arboviroses em Niterói, município da região metropolitana do Rio de Janeiro. 

    O Wolbachia foi implementado de forma experimental em 2015. Em dez anos, o número de pessoas cobertas pelo método passou de 5 mil para mais de 4 milhões. Os dados mais recentes indicam uma redução de 70% dos casos de dengue, 60% de chikungunya e 40% para Zika em Niterói.

    O secretário-adjunto de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde, Rivaldo Venâncio, destaca que a ferramenta é uma das principais políticas para o controle das arboviroses, além de ser um grande ganho para a ciência. A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) possui biofábricas de produção do mosquito e é apoiadora do método. 

    “A Wolbachia, hoje, é uma gigantesca ferramenta, uma gigantesca conquista da ciência que terá o seu impacto maior num futuro muito próximo. Mas, esse futuro começou aqui e agora, em 2025, com a utilização enquanto política pública pelo Ministério da Saúde para o controle do Aedes aegypti”, defende Rivaldo. 

    Os Wolbitos, como são chamados os mosquitos infectados pela bactéria, não são organismos transgênicos e, portanto, não sofrem modificação genética, além de não transmitirem doenças. A Wolbachia não pode ser transmitida para humanos ou outros mamíferos.

    “Tivemos várias fases de evolução ao longo desses 100 anos. A Wolbachia é uma bactéria que, introduzida na fêmea do Aedes, faz com que essa fêmea perca a capacidade de transmitir os vírus da dengue, zika, chikungunya e febre amarela. É como se fosse uma vacina na fêmea do Aedes aegypti”, conclui. 

    A coordenadora de Vigilância em Saúde de Niterói, Ana Eppinghaus, analisa os ganhos com o uso da ferramenta. “Nesses períodos de epidemia, todo mundo conhecia alguém que tinha tido dengue, seja na família, o vizinho, o amigo ou o colega. Você sempre conhecia alguém que pegou dengue no período epidêmico. Hoje é muito raro. Niterói está cumprindo um papel importantíssimo de estar contribuindo com essa pesquisa”, salienta. Ela ressalta: “Houve uma mudança significativa de fato”. 

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    Foto: Walterson Rosa/MS

    O filme

    Equipes do Ministério da Saúde em Brasília e no Rio de Janeiro revisitaram a implementação do método e registraram os resultados. O filme conta como a tecnologia funciona e resgata o período em que os mosquitos com Wolbachia foram soltos na natureza. 

    O ex-coordenador de área do Programa Médico de Família de Niterói, Vinícius Lima, que participou do início da pesquisa na cidade, lembra o trabalho que foi realizado junto à população.

    “A gente brincava que a gente não podia a partir dali, matar mais mosquito de milhão de dólares. Tínhamos primeiro um estranhamento, pois era um projeto pioneiro, e dizia assim: ‘Olha, tem lá a questão da bactéria, que vai dificultar a transmissão do vírus’”, relembra. 

    Hoje, pondera Vinícius, o projeto é reconhecido pelos moradores da cidade como uma ferramenta importante. “Praticamente toda a cidade reconhece de alguma maneira. Pode não dizer no detalhe que é o método Wolbachia, pode não lembrar o nome da bactéria, mas vai lembrar que tem um projeto desenvolvido aqui que traz para a gente essa proteção. Acho que esse é o grande resultado de pertencimento do projeto no território”, comemora. 

    Assista 

    O documentário 10 anos de Wolbachia – A transformação no combate à dengue está disponível no canal do Ministério da Saúde no Youtube

    Otávio Augusto
    Ministério da Saúde

  • Brasil registra queda de quase 70% nos casos de dengue nos 2 primeiros meses de 2025

    Brasil registra queda de quase 70% nos casos de dengue nos 2 primeiros meses de 2025

    Nos dois primeiros meses de 2025, o Brasil registrou uma redução de 69,25% nos casos prováveis de dengue em comparação com o mesmo período de 2024. O levantamento corresponde às semanas epidemiológicas 1 a 9, compreendendo o intervalo de 29 de dezembro de 2024 a 1º de março de 2025. A queda nos números demonstra a efetividade das medidas adotadas pelo Ministério da Saúde, em parceria com estados e municípios, mas reforça a necessidade de esforços contínuos para manter a tendência de redução. 

    De acordo com o painel de monitoramento da pasta, nos primeiros meses deste ano, foram contabilizados 493 mil casos prováveis da doença, 217 óbitos confirmados e 477 mortes em investigação. No mesmo período de 2024, o país havia registrado 1,6 milhão de casos prováveis, 1.356 óbitos confirmados e 85 em análise. 

    A região Sudeste concentra a maior parte dos casos, com 1 milhão de registros em janeiro e fevereiro de 2024 contra 360 mil este ano. O estado de São Paulo lidera os números atuais, com 285 mil casos prováveis, representando mais da metade do total do país. E contabiliza também 168 das 217 mortes confirmadas este ano. 

    Comparativo por semanas epidemiológicas (SE) 1 a 9: 

    2024

    • Brasil: 1.604.611 casos; 
    • Sudeste: 1.061.436 casos (66,14% do total nacional). 

    2025

    • Brasil: 493.403 casos;
    • Sudeste: 360.989 casos (73,16% do total nacional). 

    Medidas de controle e parcerias 

    Desde a ativação do Centro de Operações de Emergências para Dengue e outras Arboviroses (COE-Dengue), em 8 de janeiro, o Ministério da Saúde intensificou ações para conter o avanço das arboviroses. Entre as principais estratégias adotadas estão: 

    • Visitas técnicas a estados e municípios para reforçar a vigilância e o controle da doença; 
    • Distribuição de 4,5 milhões de testes de diagnóstico para dengue, priorizando localidades com menor acesso a laboratórios; 
    • Expansão do método Wolbachia para 44 cidades em 2025, ampliando uma estratégia inovadora de controle do Aedes aegypti
    • Reuniões ampliadas do COE com representantes da sociedade civil, sindicatos, federações e entidades científicas; 
    • Mobilização em escolas, em parceria com o Ministério da Educação (MEC), para conscientizar crianças e jovens sobre a prevenção; e 
    • Parceria com o Instituto Butantan para a produção da primeira vacina 100% nacional e de dose única contra a dengue. A previsão é disponibilizar 60 milhões de doses anuais a partir de 2026, com possibilidade de ampliação conforme a demanda. 

    Febre amarela: atenção redobrada 

    Além da dengue, a pasta reforça a necessidade de ampliar a cobertura vacinal contra a febre amarela, principal estratégia de prevenção da doença. A intensificação da vigilância epidemiológica é fundamental, especialmente no monitoramento de primatas não humanos com suspeita de febre amarela e na identificação precoce de possíveis casos em humanos. Esse acompanhamento permite antecipar surtos e garantir uma resposta rápida das autoridades de saúde. 

    Edjalma Borges
    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde intensifica enfrentamento à febre amarela na Ilha de Marajó (PA)

    Ministério da Saúde intensifica enfrentamento à febre amarela na Ilha de Marajó (PA)

    Durante o feriado de Carnaval, o Ministério da Saúde articulou o envio de uma equipe técnica do Centro de Operações de Emergências para Dengue e Outras Arboviroses (COE) à Belém, capital do Pará. A equipe chegou na quarta (5) com a missão de apoiar o Estado na investigação dos casos de febre amarela. Junto a profissionais da Secretaria de Saúde do Estado do Pará (SESPA) e a Secretaria Municipal de Saúde de Breves (SEMSA/Breves), o grupo realiza um diagnóstico da estrutura de saúde do município de Breves, um dos 17 municípios da Ilha de Marajó.

    Localizado a 233 quilômetros da capital, Breves é o município mais populoso da ilha e registra, até o momento, cinco óbitos confirmados pela doença. Até a chegada da equipe técnica, foram notificados 37 casos de febre amarela, dos quais 15 foram confirmados, sete seguem em investigação, nove foram descartados e seis permanecem como suspeitos.

    “Estamos aqui para apoiar as ações do estado e do município. Realizamos uma reunião de alinhamento de ações, onde foram apresentados dados sobre o cenário epidemiológico local. A partir de quinta-feira, as equipes da SESPA e do Ministério da Saúde irão produzir um diagnóstico situacional no município de Breves, mapeando famílias isoladas, possíveis primatas mortos pela doença e construindo ações nos eixos de assistência, vigilância e comunicação de risco para proteger a população local. Em Belém, uma equipe ficará à disposição do estado para a ativação de um COE local”, explica o coordenador-geral dos Centros de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CGCIEVS) e representante do Comando do COE Dengue, Daniel Coradi.

    A comitiva é composta por especialistas das secretarias de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA), por meio dos Departamentos de Emergências em Saúde Pública (DEMSP) e de Doenças Transmissíveis (DEDT), além da Secretaria de Atenção Especializada em Saúde (Saes), com profissionais da Força Nacional do SUS (FN-SUS). Também integram a equipe representantes do Instituto Evandro Chagas (IEC), do Centro Nacional de Primatas (CENP) e da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).

    Febre amarela

    A febre amarela é uma doença infecciosa febril aguda, que pode ser prevenida com vacina, de evolução rápida e gravidade variável, podendo ser fatal em suas formas mais severas. A transmissão ocorre em dois ciclos distintos: no ciclo urbano, o vetor é o mosquito Aedes aegypti; no ciclo silvestre, a transmissão ocorre por mosquitos de hábitos predominantemente silvestres. Primatas não humanos (PNHs) são considerados os principais hospedeiros do vírus e, assim como os humanos, também são vítimas da doença. No ciclo silvestre, os humanos são acometidos acidentalmente.

    Os sintomas iniciais incluem febre, calafrios, dor de cabeça intensa, dores musculares, náuseas, vômitos, fadiga e fraqueza. A maioria dos infectados se recupera após essa fase inicial. No entanto, cerca de 30% dos casos evoluem para a forma grave da doença após um período assintomático de algumas horas a um dia, o que pode levar à morte.

    Desde 2014, o Brasil conta com um Plano de Contingência para Resposta às Emergências em Saúde Pública: febre amarela, que estabelece ações e diretrizes a serem tomadas a partir de diferentes níveis de alerta para a doença.

    Importância da vacinação

    A vacinação é a principal estratégia de prevenção contra a febre amarela. No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza gratuitamente a vacina para toda a população. Desde abril de 2017, o país adota o esquema de dose única ao longo da vida, conforme as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS).

    Atualmente, a cobertura vacinal contra a febre amarela no Brasil é de 72,6%. No estado do Pará, esse índice está em 54,03%, enquanto no município de Breves apresenta metade da média estadual. Os dados são da Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS) e se referem às doses aplicadas até novembro de 2024.

    Para reforçar a imunização, o Ministério da Saúde já enviou 442.400 doses ao Pará apenas em 2025. Esse quantitativo corresponde a 75,5% do total distribuído ao estado no ano anterior. Além disso, entre os dias 10 e 21 de março, a SESPA com o apoio do ministério, promoverá uma campanha de vacinação contra a febre amarela no estado.

    Gabriel Bandeira
    Ministério da Saúde

  • Inscrições abertas para novos polos do curso de auriculoterapia

    Inscrições abertas para novos polos do curso de auriculoterapia

    O Ministério da Saúde, por meio do Departamento de Gestão do Cuidado Integral (DGCI) da Secretaria de Atenção Primária à Saúde (Saps), em convênio com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), anuncia a abertura das inscrições para novos polos do curso de auriculoterapia no primeiro semestre de 2025. 

    As inscrições ocorrem de forma regionalizada, até o dia 27 de março, conforme cronograma disponível no site oficial do curso.

    A formação é voltada para profissionais de saúde de nível superior que atuam na atenção primária à saúde (APS). O curso, que será no formato semipresencial, está dividido em 2 etapas: uma etapa a distância (EAD) com carga horária de 75 horas, constituído de cinco módulos sequenciais, e uma etapa presencial, com carga horária de 5 horas, realizada ao final do EAD. O objetivo é capacitar os participantes na utilização da auriculoterapia, uma prática integrativa e complementar reconhecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS), por meio da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS (PNPIC).   

    Aulas práticas presenciais 

    Para a edição de 2025, serão disponibilizados novos polos regionais, ampliando o acesso dos profissionais de saúde às aulas práticas presenciais. As datas de abertura de inscrições variam de acordo com cada polo e estão detalhadas no cronograma oficial. O curso é uma iniciativa do Núcleo Técnico de Gestão da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS (NTG-PNPIC) e busca fortalecer a incorporação da auriculoterapia na rede pública de saúde. 

    Para este primeiro semestre, os profissionais de saúde podem se inscrever nos polos de Vitória (ES), Balsas (MA), Caxias (MA), Imperatriz (MA) e Teresina (PI). Já no polo de Florianópolis (SC), as inscrições seguem até o próximo dia 12. 

    Para o 2º semestre de 2025 estão previstas ofertas nos polos de Aracaju (SE), Belo Horizonte (MG), Boa Vista (RR), Cuiabá (MT), Fortaleza (CE), Juazeiro (CE), Juiz de Fora (MG), Manaus (AM), Montes Claros (MG), Piracicaba (SP), Quixadá (CE), Ribeirão Preto (SP), Rio Branco (AC), Sobral (CE) e Uberlândia (MG). 

    Sobre a auriculoterapia

    A auriculoterapia é uma técnica terapêutica que promove a regulação psíquico-orgânica do indivíduo por meio de estímulos em pontos específicos no pavilhão auricular (geralmente por meio do uso de sementes vegetais esféricas aderidas à pele) – em que todo o organismo se encontra representado nesse microssistema auricular. A acupuntura auricular/auriculoterapia tem origem nas escolas chinesa e francesa, sendo a brasileira constituída a partir da fusão dessas duas.  

    Reconhecida como uma Prática Integrativa e Complementar em Saúde (Pics), a técnica auxilia no manejo da dor, estresse, ansiedade, entre outros benefícios, contribuindo para uma atenção à saúde mais humanizada e integral. 

    Inscrições

    Os interessados podem se inscrever no site oficial do curso. As inscrições são gratuitas, e o prazo varia conforme a região do polo desejado

    Camila Rocha
    Ministério da Saúde

  • Caravana da Saúde visita 28 municípios de 17 estados para reforçar vigilância contra a dengue

    Caravana da Saúde visita 28 municípios de 17 estados para reforçar vigilância contra a dengue

    O Ministério da Saúde conclui a semana com um saldo acumulado de 28 municípios de 17 estados percorridos pela caravana técnica que fortalece as ações de controle das arboviroses, como dengue, Zika, chikungunya e febre amarela. A iniciativa, conduzida pelo Centro de Operações de Emergência em Saúde para Dengue e outras Arboviroses (COE-Dengue), visa reforçar a vigilância epidemiológica, melhorar a assistência à população e reorganizar os serviços de saúde. 

    Entre os primeiros estados visitados estão Acre, Amapá, Amazonas, Espírito Santo, Paraná, Roraima, Rio de Janeiro e São Paulo. 

    Esta semana, técnicos do ministério visitam o Pará, com ações concentradas na capital Belém e no município de Breves, na Ilha de Marajó. O foco das atividades na região inclui o reforço da vigilância, prevenção e resposta à febre amarela.  

    Balanço no Pará 

    Em relação à febre amarela, o estado do Pará registra até o momento: 

    • 5 óbitos confirmados.
    • 37 casos notificados, sendo:

    15 confirmados;
    7 em investigação;
    9 descartados;
    6 suspeitos. 

    Municípios visitados 

    Ao todo, a Caravana da Saúde já passou pelos seguintes municípios: Bagé (RS), Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Breves (PA), Campinas (SP), Campo Grande (MS), Contagem (MG), Cruzeiro do Sul (AC), Cuiabá (MT), Curitiba (PR), Feijó (AC), Fortaleza (CE), Foz do Iguaçu (PR), Joinville (SC), Macapá (AP), Manaus (AM), Pelotas (RS), Porto Alegre (RS), Porto Velho (RO), Recife (PE), Ribeirão Preto (SP), Rio Branco (AC), Rio de Janeiro (RJ), Rio Grande (RS), Salvador (BA), São José do Rio Preto (SP), Tarauacá (AC) e Vitória (ES). 

    Ações de prevenção e mobilização social 

    Além do suporte técnico, os estados visitados recebem orientações para implementar campanhas de educação em saúde e mobilização social, focando na eliminação de criadouros do mosquito transmissor. 

    Números da dengue no Brasil

    Nas nove primeiras semanas epidemiológicas de 2025 (período de 29/12/2024 a 01/03/2025), foram contabilizados 493 mil casos de dengue e 217 óbitos. O número de casos é 69,2 % menor que o do mesmo período do ano passado quando foram totalizados 1,6 milhão de ocorrências, além de 1.356 óbitos. 

    Plano de Ação e inovações tecnológicas 

    O Plano de Ação para Redução da Dengue e outras Arboviroses 2024/2025 incorpora novas tecnologias para o controle do vetor, incluindo: 

    • Expansão do método Wolbachia de 3 para 40 cidades;
    • Implantação de insetos estéreis em aldeias indígenas;
    • Uso de borrifação residual intradomiciliar em áreas de grande circulação;
    • Instalação de 150 mil Estações Disseminadoras de Larvicidas (EDLs) na primeira fase do projeto;
    • Aplicação do Bacillus Thuringiensis Israelensis (BTI) para controle do mosquito 

    Plano de Contingência Nacional 

    Outra iniciativa fundamental do Ministério da Saúde é o Plano de Contingência Nacional para Dengue, Chikungunya e Zika, atualizado em 2024. O documento estabelece diretrizes para prevenção, controle e assistência em saúde durante surtos e epidemias, reforçando a importância de uma resposta organizada e eficiente. A estratégia inclui a integração entre as diferentes esferas de governo e a participação ativa da população. 

    Com as ações, o Ministério da Saúde busca reduzir os impactos da dengue e de outras doenças, além de garantir atendimento adequado à população nos municípios mais afetados. 

    Acesse a página do Centro de Operações de Emergência em Saúde para Dengue e outras Arboviroses  (COE Dengue) 

    Edjalma Borges
    Ministério da Saúde 

  • Brasil atinge menor número de casos e mortes por covid-19 desde 2020

    Brasil atinge menor número de casos e mortes por covid-19 desde 2020

    Cinco anos após o primeiro caso de covid-19 no Brasil, o país apresenta os menores números de casos e óbitos. Em 2024, as secretarias estaduais de saúde notificaram 862.680 casos, uma redução de 54,1% em comparação com 2023, quando foram notificados 1.879.583 casos; e de 93,8% em comparação com 2022 (14.043.760 casos notificados). 

    Os óbitos tiveram redução de 59,6% em 2024 na comparação com 2023 e de 92% em relação aos dados de 2022. As secretarias notificaram 5.959 óbitos em 2024, 14.785 óbitos em 2023 e 74.797 óbitos em 2022. 

    Quanto ao cenário em 2025, a doença segue com valores relativamente baixos em comparação ao seu histórico. Até o dia 25 de fevereiro, as secretarias reportaram ao Ministério da Saúde 130.507 casos e 664 óbitos por covid-19. No mesmo período de 2024, esses números eram de 310.874 casos e 1.536 óbitos. É importante destacar que os dados de 2025 ainda são preliminares e estão sujeitos à atualização. 

    Os casos e óbitos por covid-19 são atualizados semanalmente pelo ministério no informe Vigilância das Síndromes Gripais, que apresenta uma análise das notificações reportadas pelas secretarias de Saúde, da vigilância laboratorial, da vigilância de SRAG e da vigilância sentinela de síndrome gripal. Os dados referentes às notificações reportadas pelas secretarias podem ser consultados no painel Coronavírus

    Apesar dos avanços nos últimos anos, a secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA), Ethel Maciel, reforça que as medidas de prevenção continuam extremamente relevantes no momento atual, considerando que o SARS-CoV-2, especialmente em conjunto com outras condições ou fatores de risco, pode levar ao agravamento da doença. 

    “Embora os números estejam diminuindo ao longo dos anos, a doença continua causando a perda de vidas na população brasileira, além de consequências graves como a síndrome inflamatória multissistêmica pediátrica. Por isso, é importante que as pessoas continuem atentas aos cuidados necessários para prevenir casos graves e óbitos pela covid-19”, destaca Ethel. 

    Cuidados 

    Para a prevenção e controle da doença, a pasta ressalta a importância de ações como: 

    • Vacinação;
    • Testagem;
    • Isolamento dos casos confirmados;
    • Medidas não farmacológicas, como uso de máscaras, etiqueta respiratória, higienização das mãos com álcool 70% ou água e sabão;
    • Ventilação, limpeza e desinfecção adequada de ambientes;
    • Protocolos de manejo clínico dos casos suspeitos. 

    Essas informações podem ser encontradas no guia de vigilância integrada da covid-19, influenza e outros vírus respiratórios de importância em saúde pública, publicado em 2024. Os esquemas vacinais para cada público estão detalhados nesta página

    Ações 

    Para seguir reduzindo os dados de casos e óbitos por covid-19, diversas ações vêm sendo promovidas pelo Ministério da Saúde. Ano passado, a pasta criou uma coordenação específica para monitorar a doença, a Coordenação-Geral de Vigilância da Covid-19, Influenza e Outros Vírus Respiratórios (CGCOVID). Houve a incorporação das ações de vigilância, prevenção e controle da covid-19 em todas as suas estratégias de atuação: epidemiológica, laboratorial (diagnóstico rápido e molecular), vigilância genômica, imunização, tratamento antiviral específico e comunicação. 

    Em novembro de 2024, a pasta concluiu a compra de 69 milhões de doses, suficiente para abastecer o Sistema Único de Saúde (SUS) por até dois anos, gerando economia superior a R$ 1 bilhão. Para garantir eficiência, o ministério adotou inovações, como entrega parcelada pelo laboratório e a possibilidade de substituição por versões mais recentes aprovadas pela Anvisa. 

    Em dezembro de 2024, o Ministério da Saúde atualizou a estratégia de vacinação contra a covid-19. Com o informe técnico, a pasta incluiu as doses no Calendário Nacional de Vacinação para gestantes e idosos (60 anos ou mais). Gestantes devem ser imunizadas com uma dose por gestação, e os idosos receberão uma dose a cada seis meses. Em janeiro de 2024, teve início a inclusão da vacina para crianças de 6 meses e menores de 5 anos no Calendário Nacional de Vacinação

    O ministério continua a distribuir kits para testagem rápida para todo o Brasil conforme o Plano Nacional de Expansão da Testagem para Covid-19 – PNE-Teste . De janeiro de 2024 até março de 2025 foram distribuídos cerca de 17 milhões de testes rápidos para o diagnóstico de SARS-CoV-2. 

    Para orientar o sistema de saúde, foi lançado, em dezembro de 2024, o Guia de Vigilância Integrada da Covid-19, Influenza e Outros Vírus Respiratórios que traz as recomendações vigentes relacionadas ao tema. O documento facilita o acesso da população, de profissionais e gestores de saúde às orientações detalhadas sobre prevenção, diagnóstico, tratamento e vigilância laboratorial, entre outras recomendações. 

    Diretrizes para o enfrentamento da covid-19, influenza e outros vírus respiratórios de importância em saúde pública também foram pactuadas na reunião da Comissão Intergestores Tripartite (CIT) realizada no último dia 27. O documento, elaborado com base nas lições aprendidas ao longo da pandemia, elenca as ações e as respectivas áreas responsáveis no ministério para que o Brasil possa enfrentar de maneira adequada essas doenças, para reduzir hospitalizações, óbitos e a sobrecarga dos serviços de saúde. 

    Ministério da Saúde

  • Conheça os avanços do SUS para garantir assistência de qualidade à saúde da mulher

    Conheça os avanços do SUS para garantir assistência de qualidade à saúde da mulher

    As mulheres representam a maioria da sociedade brasileira e somam mais de 104 milhões de pessoas, o equivalente a 51% da população do país. No Sistema Único de Saúde, 75% da força de trabalho é composta por mulheres, segundo dados do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES). Neste 8 de março, Dia Internacional da Mulher, o Ministério da Saúde relembra importantes conquistas que asseguram o fortalecimento da rede pública de saúde, a redução das desigualdades, a garantia de uma assistência de qualidade e com equidade, e a promoção da saúde em todo o ciclo da vida, em especial, para a mulher brasileira.

    Entre as estratégias voltadas à população feminina, está a Rede Alyne, voltada à garantia de um cuidado integral à gestante para reduzir a mortalidade materna e de bebês. O novo programa do Governo Federal, que reestruturou a antiga Rede Cegonha na rede pública de saúde, tem como meta reduzir a mortalidade materna em 25% e as mortes das mulheres pretas em 50% até 2027. O novo modelo homenageia Alyne Pimentel, que morreu grávida de seis meses por desassistência no município de Belford Roxo (RJ) em 2002. O Brasil é o primeiro caso no mundo de uma condenação em corte internacional por morte materna evitável, reconhecida como violação de direitos humanos das mulheres a uma maternidade segura.

    Entre as inovações da Rede Alyne, está a necessidade de um plano integrado entre a maternidade e a Saúde da Família – com qualificação das equipes de Saúde da Família, na principal porta de entrada do SUS – e, de forma inédita, a ampliação do Complexo Regulatório do SUS com equipe especializada em obstetrícia. Dessa forma, o Ministério da Saúde integrou a rede de saúde para acabar com a peregrinação da gestante, como aconteceu com Alyne, garantindo vagas para atendimento, com prioridade para a mulher que precisa de suporte no deslocamento para a maternidade.

    Ainda nesse contexto, a pré-eclâmpsia é uma das principais causas de mortalidade materna no Brasil, podendo levar a complicações graves, como parto prematuro e óbito materno e neonatal. Para reduzir esse risco, o Ministério da Saúde estabeleceu a suplementação universal de cálcio para gestantes na atenção primária à saúde. A medida, baseada em recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), integra a Rede Alyne, principal estratégia do SUS para fortalecer o pré-natal e reduzir as desigualdades no cuidado materno e infantil.

    Para reduzir a pobreza menstrual

    Em seu primeiro ano de execução, o Programa Dignidade Menstrual beneficiou 2,1 milhões de pessoas em situação de vulnerabilidade em todo o Brasil por meio do Farmácia Popular. A iniciativa, que visa garantir acesso a itens básicos de higiene menstrual, distribuiu 240,3 milhões de absorventes e contou com um investimento de R$ 119,7 milhões do Governo Federal. Além de garantir acesso a produtos essenciais, o programa reafirma o compromisso do Ministério da Saúde com a saúde menstrual, dignidade e cidadania, atendendo às necessidades de milhões de brasileiras em situação de vulnerabilidade e de baixa renda.

    Para retirar os absorventes, é essencial apresentar a autorização emitida no aplicativo “Meu SUS Digital”, válida por 180 dias. Além disso, é necessário levar um documento de identidade com foto e o CPF. Para menores de 16 anos a retirada deve ser feita por um de seus responsáveis. Os absorventes podem ser retirados em qualquer farmácia credenciada no Programa Farmácia Popular do Brasil. Cada pessoa tem direito a 40 unidades para dois ciclos menstruais, renováveis a cada 56 dias.

    Ainda por meio do Farmácia Popular, a saúde da mulher foi priorizada com a expansão do acesso aos medicamentos indicados para o tratamento de osteoporose e contraceptivos. São produtos que eram oferecidos pelo programa com preços mais baixos (50% de desconto), mas desde 2023 integram o rol de gratuidade. Mais de 5 milhões de mulheres que antes pagavam a metade do valor foram beneficiadas com a retirada dos produtos de graça. Hoje, em mais uma iniciativa histórica do Governo Federal, todos os 41 medicamentos são totalmente gratuitos para todos os brasileiros.

    Privacidade no SUS para mulheres vítimas da violência

    Em 2023, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a lei que prevê salas exclusivas de atendimento no SUS para garantir o acolhimento às vítimas logo após a agressão, assegurando atendimento adequado, com privacidade e proteção à sua integridade física. São as salas lilás. A lei também garante atendimento específico e especializado, como acompanhamento psicológico e outros serviços.

    Vários hospitais do SUS já dispõem deste serviço – como o Hospital Materno Infantil de Brasília (HMIB), o Centro de Referência Sony Santos, em Recife, e o Hospital Universitário Júlio Muller, em Cuiabá – mas a lei agora obriga a instalação em todos os equipamentos da Rede, seja próprio do SUS ou conveniados.

    Somente por meio do Novo PAC, na primeira etapa de seleções, o Ministério da Saúde prevê construir salas lilás em 1,8 mil Unidades Básicas de Saúde, 55 policlínicas, 36 maternidades e 30 Centros de Parto Normal.

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    Foto: Divulgação/MS

    Equidade de gênero, raça, etnia e valorização das trabalhadoras no SUS

    Ainda no enfrentamento às desigualdades de gênero e raça, o Ministério da Saúde instituiu, em 2023, o Programa Nacional de Equidade de Gênero, Raça e Valorização das Trabalhadoras do Sistema Único de Saúde. As mulheres representam a maioria da força de trabalho nos setores da saúde. Somente na rede pública, são mais de 2 milhões mulheres, o que representa 75% da força de trabalho no SUS. Para 2025, serão ofertados cursos de aprimoramento e especialização no modelo de educação à distância com duas mil vagas. Além disso, serão ofertados outros cursos focados na ampliação e qualificação do atendimento no SUS para as mulheres.

    Nesse sentido, o Ministério da Saúde, em parceria com o Hospital Alemão Oswaldo Cruz (HAOC), tem promovido uma série de ações para a implementação de Comitês de Equidade no âmbito do Trabalho e da Educação no SUS no Brasil. Inédita no país, a iniciativa tem como objetivo criar uma rede nacional para combater as diferentes formas de violência e preconceito no mundo do trabalho.

    Atualmente, há Comitês de Equidade em sete estados brasileiros: quatro no Nordeste (Alagoas, Bahia, Sergipe e Paraíba); dois no Norte (Rondônia e Amazonas); e um no Sudeste (Minas Gerais). A expectativa é de que estejam presentes em todos os estados e no Distrito Federal, tendo como premissa a educação permanente em saúde e o cuidado das trabalhadoras(es) no SUS. A ação estratégica integra o Programa Nacional de Equidade e é realizada por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde, o Proadi-SUS.

    Pesquisadoras lideram estudos financiados pelo Ministério da Saúde

    Neste 8 de março, o Ministério da Saúde também reforça o lançamento do “Caderno Temático 6ª Edição do PPSUS – Saúde da Mulher e da Criança”. A publicação apresenta os resultados das pesquisas realizadas em 21 estados sobre a saúde da mulher e da criança, reforçando a importância da participação feminina na produção científica. Dos 103 estudos financiados, 74 foram liderados por pesquisadoras, totalizando um investimento de R$ 6,8 milhões – o que representa 71,84% do total de recursos aplicados.

    O material tem como objetivo compartilhar informações importantes sobre o tema para ajudar na tomada de decisões por parte de gestores de saúde e responsáveis por políticas públicas. Além disso, busca aproximar a sociedade do meio científico e mostrar os resultados das ações apoiadas pelo PPSUS. As pesquisas apresentadas abordam questões relacionadas à Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher (PNAISM), como Saúde Sexual e Reprodutiva, Saúde na Gestação, Saúde no Parto e no Puerpério, Saúde da Criança, Violência Contra Mulheres e Morbimortalidade.

    Movimentos sociais dedicados às lutas das mulheres

    Lançado em 2024, o Mapa Colaborativo dos Movimentos Sociais em Saúde é uma iniciativa do Ministério da Saúde, em parceria com o Conselho Nacional de Saúde (CNS) e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). A plataforma já conta com mais de 270 histórias redigidas e produzidas pelos próprios movimentos. Outras 200 novas páginas que realizaram o pré-cadastro já estão lançadas como histórias em construção. Neste Dia da Mulher, o MapaMovSaúde convida os movimentos sociais dedicados às lutas das mulheres a contarem suas próprias histórias na plataforma e, por meio diferentes produtos de comunicação e engajamento nas redes sociais, ampliar a visibilidade de demandas e conquistas.

    Mais de 10 movimentos integrantes na plataforma são dedicados às lutas das mulheres, como o A.M.I.G.A.S. – Associação de Mulheres de Itaguaí Guerreiras e Articuladoras Sociais, de Itaguaí (RJ), Mulheres Unidas do Caratoíra, de Vitória (ES); Mães da Terra, de Macapá (AM), Grupo de Mulheres Negras Mãe Andresa, de São Luís (MA), entre outras. Essas e outras associações serão convidadas a contribuírem com essa rede de mobilização e comunicação, trazendo as suas próprias histórias e iniciativas comunitárias.

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    Foto: Divulgação/MS

    Inovação no combate ao câncer

    No Brasil, o câncer de mama é o tipo mais incidente e a primeira causa de morte por câncer em mulheres em todas as regiões do País. Para ampliar a assistência, melhorar a qualidade de vida das pacientes e reduzir a mortalidade, o Ministério da Saúde lançou o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) para câncer de mama, o primeiro em câncer no Brasil. A estratégia foi um marco no cuidado oncológico por meio do SUS e incluiu cinco procedimentos a serem disponibilizados nos centros especializados do país.

    Com o novo PCDT, o tratamento do câncer de mama passou a ter parâmetros de padronização acessíveis a todas as pessoas que necessitam. É garantia de um diagnóstico oportuno, uniformidade e eficiência no tratamento, acesso igualitário a novos medicamentos e profissionais qualificados para atendimento. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), entre 2023 e 2025, foram registrados 73,6 mil casos de câncer de mama, representando 30,1% dos cânceres em mulheres.

    Outro importante avanço na modernização dos tratamentos oncológicos foi a inclusão da videolaparoscopia na lista de procedimentos disponíveis no SUS. A tecnologia, que já é amplamente utilizada na medicina, agora está ao alcance de milhares de pacientes em todo o Brasil, oferecendo benefícios significativos no tratamento do câncer. A medida reforça o compromisso do governo federal em oferecer tratamentos modernos e eficientes à população.

    Reforço na estratégia de vacinação contra o HPV

    O câncer de colo de útero é o terceiro tipo de neoplasia mais incidente entre mulheres no Brasil e a quarta principal causa de morte feminina por câncer. Segundo o INCA, cerca de 17 mil novos casos são diagnosticados anualmente.

    Nos últimos dois anos, o Ministério da Saúde ampliou as estratégias para aumentar a cobertura vacinal contra o HPV. Entre 2022 e 2023, o número de doses aplicadas cresceu mais de 42%. Além disso, foram incorporadas novas alternativas para testagem molecular e rastreamento do câncer de colo de útero. A meta da pasta é eliminar o câncer de colo de útero como problema de saúde pública até 2030.

    Recentemente, a pasta anunciou mais uma estratégia para vacinar 3 milhões de adolescentes de 15 a 19 anos que ainda não foram imunizados contra o HPV. A ação visa corrigir o acúmulo de não vacinados desde 2014, quando a vacina foi introduzida no Brasil, e proteger uma faixa etária altamente vulnerável a doenças relacionadas ao HPV, como o câncer de colo do útero. A meta é imunizar ao menos 90% do público-alvo.

    O Ministério da Saúde ampliou, ainda, o acesso a alternativas eficazes com a incorporação da testagem molecular para detecção do vírus HPV e para rastreamento do câncer do colo do útero. Recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS), a testagem é considerada o padrão ouro para detecção do câncer de colo de útero e integra as estratégias para eliminação do câncer do câncer de colo de útero como problema de saúde pública até 2030. Enquanto a forma atual de rastreio, por meio do exame Papanicolau, deve ser realizada a cada três anos e, em caso de detecção de alguma lesão, de forma anual, a testagem é recomendada a cada cinco anos. Essa mudança traz permite melhor adesão e facilita o acesso ao exame.

    Ministério da Saúde