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  • Instituído GT Interinstitucional para elaboração de proposta de Comitê de Proteção à Orfandade

    Por meio do Ato Conjunto nº 03/2025, assinado pelo Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) e pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Humano (SEDH), foi criado o Grupo de Trabalho Interinstitucional com o objetivo de apresentar proposta para a constituição do Comitê Estadual para a Proteção Integral de Crianças e Adolescentes em Situação de Orfandade e de suas Famílias. O documento foi publicado na edição desta terça-feira (30) do Diário da Justiça eletrônico (DJe).

    A medida foi formalizada pelo presidente do TJPB, desembargador Fred Coutinho, e pela secretária da SEDH, Yasnaia Pollyanna Werton Dutra, considerando o dever constitucional e legal de assegurar prioridade absoluta aos direitos de crianças e adolescentes, especialmente os que se encontram em situação de vulnerabilidade decorrente de orfandade; bem como a necessidade de articulação intersetorial entre os órgãos do Sistema de Justiça, do Sistema de Garantia de Direitos e das Políticas Públicas para o desenvolvimento de ações coordenadas de atenção, proteção e acompanhamento de crianças e adolescentes em situação de orfandade e de suas famílias.

    O Grupo de Trabalho deverá realizar diagnóstico situacional sobre as respostas institucionais à orfandade na Paraíba; mapear fluxos e protocolos existentes ou em construção; propor diretrizes para funcionamento do Comitê Estadual, com base nas premissas da Rede de Proteção Integral à Orfandade; e apresentar, no prazo de até 180 dias da composição do Grupo de Trabalho, relatório conclusivo com proposta de institucionalização do referido Comitê.

    A composição do Grupo de Trabalho será definida por portaria conjunta da Presidência do TJPB e da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Humano, podendo contar com representantes de outros órgãos e instituições públicas ou da sociedade civil com atuação na temática.

    Por Marcus Vinícius

     

  • Órgão Especial denomina salas de acolhimento e amamentação nos fóruns de Santa Luzia e CG

    O Órgão Especial do Tribunal de Justiça da Paraíba aprovou a denominação das Salas de Acolhimento e Amamentação localizadas no Fórum Francisco Seráphico da Nóbrega, na Comarca de Santa Luzia, e no Fórum Affonso Campos, em Campina Grande. Os espaços passam a se chamar, respectivamente, Sala Severina Lucena Morais e Sala Maria das Neves do Egito de Araújo Duda Ferreira (Nevita). Os atos foram publicados na edição desta terça-feira (30) do Diário da Justiça eletrônico (DJe).

    A homenagem à senhora Severina Morais, mãe da desembargadora Maria das Graças Morais Guedes, reconhece sua destacada atuação em causas sociais e na defesa dos direitos humanos, com ênfase no acolhimento de mulheres e crianças em situação de vulnerabilidade. A escolha de seu nome para um espaço institucional reafirma o compromisso do Judiciário paraibano com a valorização da memória, a equidade de gênero e a sensibilidade social.

    Já a denominação em homenagem à desembargadora Nevita reconhece sua trajetória exemplar na magistratura paraibana. Atuando como magistrada em diversas comarcas, diretora de fóruns, juíza eleitoral e professora universitária, Nevita destacou-se por uma atuação firme, humana e inovadora, contribuindo significativamente para o fortalecimento da Justiça e da cidadania no Estado. Sua conduta se tornou referência para a magistratura e para toda a sociedade paraibana.

    Por Marcus Vinícius

     

  • Fred Coutinho integra reunião do Consepre com o presidente do Congresso Nacional

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    Fred participou do encontro do Consepre com Alcolumbre

    O presidente Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), desembargador Fred Coutinho, integrou a comitiva do Conselho de Presidentes dos Tribunais de Justiça do Brasil (Consepre) que se reuniu, na segunda-feira (29), em Brasília, com o presidente do Senado Federal e do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (União Brasil). A reunião interpoderes teve como objetivo fortalecer assuntos envolvendo o Judiciário.

    “O senador demonstrou sensibilidade e compromisso em apoiar iniciativas que assegurem um Judiciário mais ágil, moderno e próximo da sociedade. Para nós, que estamos no exercício da Presidência do Tribunal de Justiça da Paraíba, é fundamental participar desse debate nacional e contribuir para a construção de soluções que valorizem a Justiça e garantam cidadania a todos”, disse o desembargador Fred Coutinho.

    A comitiva foi liderada pelo presidente do Consepre e do Tribunal de Justiça catarinense, desembargador Francisco Oliveira Neto. Na reunião, os dirigentes dos Tribunais de Justiça dialogaram com o parlamentar sobre temas como orçamento do Poder Judiciário estadual, fortalecimento institucional e cooperação entre os poderes. A articulação buscou garantir avanços estruturais e a manutenção de políticas públicas voltadas à modernização da Justiça.

    Além de tratativas de pauta nacional, o presidente do Senado Federal e do Congresso Nacional afirmou que está à disposição para somar esforços com os demais Poderes e instituições, apoiar os projetos que venham beneficiar a população. O senador Davi Alcolumbre reforçou que essa união é a relação entre poderes que fortalece o exercício pleno do Estado Democrático de Direito.

    Consepre – Foi instituído em 5 de novembro de 2021, a partir da unificação do Conselho de Tribunais de Justiça com o Colégio de Presidentes de Tribunais de Justiça. Sua criação teve como objetivo consolidar uma linha de entendimento nacional voltada à reestruturação da representatividade institucional dos presidentes dos Tribunais de Justiça em todo o território brasileiro.

    Por Nice Almeida com informações do TJAP

     

  • Projeto Acesso Seguro fortalece segurança institucional com inspeções no Brejo paraibano

    Projeto Acesso Seguro fortalece segurança institucional com inspeções no Brejo paraibano

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    Equipe do Acesso Seguro em Solânea

    O Projeto Acesso Seguro já se consolidou como uma ação estratégica permanente do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), voltada à segurança institucional. Por meio da iniciativa, até esta quarta-feira (29), inspeções técnicas estão sendo realizadas nas Comarcas de Solânea, Belém, Remígio e Alagoa Nova, com o objetivo de promover treinamentos e reforçar a proteção das unidades judiciárias e das pessoas que transitam por esses espaços.

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    Equipe do Acesso Seguro em Belém

    A inspeção envolve capacitação sobre a utilização de equipamentos; padronização de protocolos operacionais de segurança e a utilização correta do sistema de controle de acesso “Visit” – software responsável pela gestão informatizada de entradas, saídas e circulação de visitantes nas dependências das unidades do Poder Judiciário estadual.

    Com a conclusão desta etapa, o Projeto atingirá a marca de 16 comarcas inspecionadas nos últimos seis meses. Além das quatro inspeções em andamento, o trabalho já ocorreu nas Comarcas de Juazeirinho, Sousa, Cajazeiras, São José de Piranhas, Catolé, Pombal, São Bento, Santa Luzia, Gurinhém, Pocinhos, Alagoinha e Esperança.

    Na sequência, os treinamentos do Projeto chegarão também às comarcas de Princesa Isabel, Água Branca, Teixeira, Patos e Pedras de Fogo.

    Coordenado pela Comissão Permanente de Segurança do Tribunal, presidida pelo desembargador Ricardo Vital de Almeida, o Projeto Acesso Seguro reforça o compromisso da atual gestão com a interiorização das ações administrativas e com uma atuação horizontal e participativa.

    “Estamos no TJ e em todas as comarcas do Estado, ao lado de cada colega, superando intempéries e crescendo juntos em venturas e aprendizados sempre. A Comissão Permanente de Segurança é parte ativa desse processo e as inspeções são testemunho da seara compromissada, atestando o espírito realizador das direções sucessivas em nosso Tribunal, e destacando o modo próprio, refinado e democrático do presidente do TJ, desembargador Fred Coutinho”, assegurou o desembargador Ricardo Vital.

    O coordenador do Projeto, Jardel Rufino Sá, destacou a importância da revisão contínua dos procedimentos para garantir a eficácia da iniciativa.

    “Com essa medida, é possível identificar falhas operacionais, corrigir desvios de conduta ou de protocolo, além de aprimorar continuamente as práticas adotadas pelas unidades participantes. O objetivo é contribuir de forma efetiva para a mitigação de riscos, preservando o ativo patrimonial e humano do Poder Judiciário do Estado da Paraíba”, explicou Jardel Rufino.

    A gerente do Fórum de Belém, Lizania Paula Freitas de Pontes Cantalice, enalteceu os treinamentos. “As orientações da equipe do Acesso Seguro do TJPB foram de fundamental importância para os seguranças do Fórum, pois agregaram conhecimentos e experiências, de modo a otimizar os trabalhos para a proteção de servidores, magistrados e jurisdicionados”, disse.

    Por Gabriela Parente

     

  • STF valida lei da Paraíba que reestrutura serviços cartorários

    STF valida lei da Paraíba que reestrutura serviços cartorários

    O Supremo Tribunal Federal (STF) julgou improcedente a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) nº 7352 proposta pelo Partido Verde contra a Lei estadual nº 12.511/2022, de iniciativa do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), que dispõe sobre a criação, extinção, desativação, anexação e modificação das serventias extrajudiciais no Estado. A decisão, unânime, seguiu o voto do relator, ministro Cristiano Zanin.

    O partido questionava o artigo 5º, V, §1º, da norma, alegando que a reorganização promovida pela lei reduziria significativamente o número de tabelionatos de notas, violando princípios constitucionais como eficiência, livre iniciativa, cidadania, desenvolvimento nacional e razoabilidade.

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    Processo foi julgado pelo STF

    O Tribunal de Justiça da Paraíba, por meio da Corregedoria-Geral de Justiça, deflagrou, no ano de 2021, estudos com vistas a promover a reestruturação dos tabelionatos extrajudiciais em atuação no Estado da Paraíba. Na época, era corregedor-geral o desembargador Fred Coutinho, atual presidente da Corte de Justiça. Por ocasião dos estudos realizados, a Comissão vislumbrou a necessidade de rever algumas competências dos cartórios, as quais, no Estado da Paraíba, se apresentavam bastante pulverizadas, dificultando sobremaneira a fiscalização e inobservando o preceito do art. 26 da Lei Federal n. 8.935/1994.

    Nas informações juntadas aos autos, o TJPB frisou que a edição da Lei nº 12.511/2022 foi precedida de amplo estudo por parte do Poder Judiciário, com o objetivo de otimizar a realização dos serviços notariais e de registro, e de conferir comprimento ao disposto na legislação federal.

    Ao analisar o caso, o Plenário do STF destacou que, conforme o artigo 236 da Constituição Federal, os serviços notariais e de registro são exercidos em caráter privado, mediante delegação do Poder Público, cabendo à lei disciplinar sua organização e fiscalização. Também ressaltou que compete privativamente aos tribunais de justiça estaduais a iniciativa de leis que tratem da estruturação dos serviços extrajudiciais.

    O ministro Cristiano Zanin frisou em seu voto que a norma paraibana foi precedida de estudos técnicos detalhados, realizados pelo TJPB, com o objetivo de corrigir distorções, como a existência de cartórios acumulando atribuições em desacordo com a legislação federal (Lei nº 8.935/1994). Os critérios considerados incluíram população das circunscrições, volume de atos praticados, arrecadação de emolumentos e distância entre municípios.

    “Na minha compreensão, é impertinente o argumento da requerente no sentido de que a especialização dos serviços notariais e de registro, com redução do número de tabelionatos, acarreta sumariamente a violação do princípio da eficiência administrativa. Ao contrário, a especialização dos serviços notariais e registrais confere maior eficiência operacional na prestação de tais serviços, em harmonia com art. 37, caput, da Constituição Federal. Esta é a situação dos autos, pois a reestruturação dos serviços cartorários no Estado da Paraíba, como visto, foi motivada por interesse público e acompanhada de estudos prévios de viabilidade”, destacou o ministro.

    O STF também destacou que, ao contrário do alegado pelo autor da ação, a lei não busca apenas extinguir cartórios, mas promover sua especialização e redistribuição. Além disso, o texto legal preserva direitos adquiridos dos atuais titulares, prevendo que mudanças como anexações e desanexações só ocorrerão em caso de vacância.

    Na decisão, a Corte reafirmou entendimento firmado em casos semelhantes, como a ADI 4.745/PE, reconhecendo a constitucionalidade de leis estaduais de iniciativa do Judiciário que reorganizam os serviços notariais e registrais, desde que observados o interesse público e a regra do concurso público.

    Por Lenilson Guedes

     

  • O ‘sim’ que mudou tudo: como a doação de órgãos devolveu a vida de uma moradora de Brasília (DF)

    O ‘sim’ que mudou tudo: como a doação de órgãos devolveu a vida de uma moradora de Brasília (DF)

    Em outubro, Elaine Cristina da Costa Gomes celebra o seu aniversário e, também, dez anos de transplantada. Após mais de uma década lutando contra a doença de Chagas, que comprometeu o coração, a administradora de 48 anos recebeu, em 2015, um transplante realizado no Sistema Único de Saúde (SUS). Desde então, ela celebra cada gesto simples de sua vida graças à doação de órgãos e do transplante de sucesso realizado na rede pública.

    “Já não havia mais opção de tratamento, e uma consulta de rotina trouxe a notícia que mudaria minha vida: eu precisaria de um transplante”, relembra Elaine. Em vista da gravidade do caso, apenas sete dias após entrar na lista de espera, ela soube que receberia um novo coração. “Quando o meu glorioso sim chegou, senti que era a minha chance de recomeçar”, afirmou a moradora de Brasília (DF), que foi transplantada no Instituto de Cardiologia e Transplantes do Distrito Federal.

    No Brasil, a fila de transplantes é única, organizada nacionalmente e regulada pelo Sistema Nacional de Transplantes (SNT), do Ministério da Saúde. Todos os critérios são técnicos, médicos e estabelecidos por protocolos. Por exemplo, a prioridade depende da combinação entre compatibilidade, urgência clínica e tempo de espera, para garantir que o órgão seja aproveitado da melhor forma e salve a vida de quem mais precisa.

    Um gesto que salva vidas 
    Ela conta que o transplante de coração devolveu sua saúde e também ressignificou sua trajetória. “Hoje faço coisas simples e extraordinárias que antes pareciam impossíveis”, comemora.

    Atualmente, ela é voluntária no Instituto Brasileiro de Transplantados (IBTx), onde oferece acolhimento a quem está na fila ou já passou pelo procedimento. “Na minha jornada, senti falta de ouvir alguém que tivesse passado por isso. Agora, busco ser essa voz, esse abraço que conforta”, conta.

    Possibilitar que outras pessoas tenham a mesma chance de Elaine é uma das prioridades do Ministério da Saúde, que, recentemente, apresentou o Programa Nacional de Qualidade na Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (PRODOT). Essa iniciativa inédita visa qualificar o diálogo com as famílias e o acompanhamento das doações nos hospitais. O objetivo é o aumento do número de doações.

    Elaine destaca a importância de as famílias conversarem sobre a doação, já que 45% das solicitações de doação de órgãos foram rejeitadas por parentes dos doadores. “Quero que todos tenham a oportunidade que tive. O transplante é um ato de amor e solidariedade, que pode transformar não apenas uma vida, mas várias. Precisamos falar sobre isso e dizer sim à doação”, avalia.

    O PRODOT integra um conjunto de medidas que somam mais de R$ 20 milhões de investimento federal por ano para fortalecer o SNT. Desse total, R$ 13 milhões são destinados à inclusão de novos procedimentos no SUS, como transplantes de membrana amniótica, para casos graves de queimadura, e o transplante multivisceral, para falência intestinal. Os outros R$ 7,4 milhões são para o Programa Nacional de Qualidade na Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes.

    Marcos inéditos e históricos

    O SUS coordena o maior programa público de transplantes do mundo, sendo responsável por 86% dos procedimentos no país. No primeiro semestre de 2025, o Brasil atingiu a marca de 14,9 mil transplantes, o maior da série histórica. Um crescimento de 21% em relação a 2022.

    Edjalma Borges
    Ministério da Saúde

  • Asfixia: operação do Gaeco/MPPB e PC bloqueia R$ 125 milhões do Comando Vermelho

    Asfixia: operação do Gaeco/MPPB e PC bloqueia R$ 125 milhões do Comando Vermelho

    O Ministério Público da Paraíba, por meio do Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco/MPPB) e a Polícia Civil da Paraíba (PCPB), por meio da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco), com apoio da Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCRJ), deflagraram, na manhã desta terça-feira (30), a Operação “Asfixia”.

    A ação integrada mobilizou mais de 150 servidores, distribuídos em 30 equipes. Foram cumpridos 26 mandados de prisão preventiva e 32 mandados de busca e apreensão em João Pessoa, Cabedelo, Santa Rita, Campina Grande, Cabaceiras, Nova Floresta e em comunidades no Rio de Janeiro.

    O objetivo era desmantelar e asfixiar financeiramente a célula do Comando Vermelho (CV) na Paraíba, conhecida como “Tropa do Amigão”, sob o comando de Flávio de Lima Monteiro, vulgo “Fatoka” que, de acordo com as investigações, continuaria ordenando crimes na Paraíba, mais especificamente, em Cabedelo, apesar de estar foragido e escondido em uma comunidade no Rio de Janeiro.

    O trabalho conjunto resultou na identificação de uma rede de “laranjas”, empresas fantasmas e movimentações financeiras que ultrapassam R$ 250 milhões, culminando no bloqueio judicial de R$ 125 milhões em bens e valores vinculados à organização criminosa.

    O Gaeco e a Draco ressaltam que o combate às organizações criminosas exige ações coordenadas em múltiplas frentes: desarticular lideranças, neutralizar o braço armado e atacar o poder econômico. A Operação “ASFIXIA” demonstra que a integração institucional fortalece a capacidade do Estado em privar facções criminosas dos meios necessários à manutenção de suas atividades ilícitas, representando um marco para o enfrentamento qualificado ao crime organizado no Nordeste.

     

  • Asfixia: operação integrada do Gaeco/MPPB e Polícia Civil bloqueia R$ 125 milhões do Comando Vermelho

    Asfixia: operação integrada do Gaeco/MPPB e Polícia Civil bloqueia R$ 125 milhões do Comando Vermelho

    O Ministério Público da Paraíba, por meio do Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco/MPPB) e a Polícia Civil da Paraíba (PCPB), por meio da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco), com apoio da Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCRJ), deflagraram, na manhã desta terça-feira (30), a Operação “Asfixia”.

    A ação integrada mobilizou mais de 150 servidores, distribuídos em 30 equipes. Foram cumpridos 26 mandados de prisão preventiva e 32 mandados de busca e apreensão em João Pessoa, Cabedelo, Santa Rita, Campina Grande, Cabaceiras, Nova Floresta e em comunidades no Rio de Janeiro.

    O objetivo era desmantelar e asfixiar financeiramente a célula do Comando Vermelho (CV) na Paraíba, conhecida como “Tropa do Amigão”, sob a liderança de Flávio de Lima Monteiro, vulgo “Fatoka” que, de acordo com as investigações, continuaria ordenando crimes na Paraíba, mais especificamente, em Cabedelo, apesar de estar foragido e escondido em uma comunidade no Rio de Janeiro.

    O trabalho conjunto resultou na identificação de uma rede de “laranjas”, empresas fantasmas e movimentações financeiras que ultrapassam R$ 250 milhões, culminando no bloqueio judicial de R$ 125 milhões em bens e valores vinculados à organização criminosa.

    O Gaeco e a Draco ressaltam que o combate às organizações criminosas exige ações coordenadas em múltiplas frentes: desarticular lideranças, neutralizar o braço armado e atacar o poder econômico. A Operação “ASFIXIA” demonstra que a integração institucional fortalece a capacidade do Estado em privar facções criminosas dos meios necessários à manutenção de suas atividades ilícitas, representando um marco para o enfrentamento qualificado ao crime organizado no Nordeste.

     

  • TJPB publica edital de vacância para a Comarca de Araruna

    Nesta terça-feira (30), o Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) divulgou o Edital de Vacância nº 90/2025. A vaga disponível, destinada à remoção por critério de antiguidade, é para a 1ª Vara Mista da Comarca de Araruna, de entrância inicial. O ato foi assinado pelo presidente do TJPB, desembargador Fred Coutinho, e publicado na edição do Diário da Justiça eletrônico (DJe).

    Os juízes e juízas interessados deverão, no prazo de cinco dias contínuos, conforme o artigo 66 da Lei nº 9.784/99, realizar suas inscrições por meio do Sistema SEI e encaminhar o respectivo processo à Gerência de Primeiro Grau.

    Por Marcus Vinícius

     

  • Sessão solene na Câmara dos Deputados homenageia o SUS e destaca a relevância do maior sistema público de saúde do mundo

    Sessão solene na Câmara dos Deputados homenageia o SUS e destaca a relevância do maior sistema público de saúde do mundo

    Há 35 anos, o Sistema Único de Saúde (SUS) salva vidas e promove o acesso universal, integral e gratuito à saúde para toda a população brasileira.  A trajetória única do SUS que o consagra como referência mundial em saúde pública foi o tema da Sessão Solene realizada na tarde desta segunda-feira (29), no plenário da Câmara dos Deputados, em Brasília (DF).  O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, acompanhou o evento, que também contou com a presença de parlamentares, profissionais da saúde, pesquisadores e representantes de organizações da sociedade civil. 

    Durante a sessão, Alexandre Padilha destacou o papel estratégico do Brasil na defesa da saúde como um direito e na defesa da vacina em todo o mundo. “Nesses 35 anos, avançamos muito e colhemos uma série de aprendizados para avançar ainda mais. Reforçamos a posição do Brasil em bloquear a evolução de doenças que se espalham por outras partes do mundo e a referência que temos conquistado com o avanço da imunização em todo o território brasileiro, graças ao trabalho dos conselheiros, gestores e profissionais de saúde, que fortaleceram as ações de bloqueio”, afirmou o ministro da Saúde.

    Padilha também reforçou a importância das articulações e parcerias para o fortalecimento do SUS, em especial com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS). “Chegamos até aqui graças à luta do povo brasileiro, dos movimentos populares de saúde, movimento sindical, da academia e do movimento da reforma sanitária, entre outros agentes. Mas, não teríamos construído o SUS sem a parceria da OPAS e a sua defesa irrestrita da saúde como um direito”, destacou.

    O representante da OPAS/OMS no Brasil, Cristian Morales, reforçou os avanços do SUS e a importância estratégica da Atenção Primária. “O SUS é uma inspiração para outros países. Nasceu de uma proposta ousada e hoje é a maior política de inclusão social do mundo. Tudo isso graças ao trabalho incansável de profissionais e usuários, que são os protagonistas de todos esses avanços. A APS é a base estrutural do sistema, concretizando o direito à saúde, com cuidado multiprofissional e próximo das comunidades, reduzindo desigualdades e prevenindo doenças”, afirmou.

    Excelência em ações emergenciais

    O papel desempenhado pelo SUS durante a pandemia da Covid-19 foi destacado como um marco na sua história. Apesar do crescimento do negacionismo com relação à ciência e à importância da vacina para o enfrentamento à pandemia, muitos gestores estaduais e municipais, pesquisadores e profissionais de saúde atuaram para salvar vidas. “A pandemia foi devastadora para todos nós, mas também mostrou a força e a potência do nosso sistema de saúde. Graças ao trabalho dos profissionais do SUS, especialmente os agentes de saúde, conseguimos resistir ao terror da pandemia”, lembrou a representante do Conselho Nacional de Saúde (CNS), Fernanda Magano.  

    Conquista democrática

    A celebração do SUS no Brasil se confunde com a história da democracia brasileira. Foi no processo de promulgação da Constituição Federal, em 1988, que o acesso universal, integral e gratuito aos serviços de saúde a todos os cidadãos brasileiros passou a ser definido como um direito de todos e um dever do Estado. Essa relação entre o sistema público de saúde no Brasil e a democracia foi destacada em quase todas as falas da Sessão Solene.

    Para o presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Leandro Safatle, é impossível falar do SUS sem destacar a conquista democrática que ele representa. “O SUS é uma das políticas públicas mais inovadoras e ousadas do mundo para promover o acesso universal, integral e equânime à saúde no Brasil. Fruto de um amplo movimento social no âmbito da redemocratização e na consagração da Constituição de 1988, ele está em todas as dimensões das nossas vidas: nas feiras, na compra de medicamentos e até mesmo nas tatuagens”, destacou o presidente da Anvisa.

    A deputada federal Ana Pimentel, que propôs a Sessão Solene, falou da importância do SUS para reforçar a garantia de direitos. “O SUS não é apenas um arranjo administrativo, é um pacto civilizatório. Ele nos lembra a cada dia que não existe dignidade sem cuidado. Não existe cidadania plena sem direito universal à saúde. Por isso, o SUS vai além da dimensão sanitária, ele projeta um modelo de sociedade que se quer solidária, democrática e igualitária”, finalizou a parlamentar.

    Priscila Viana
    Ministério da Saúde