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  • Em Minas Gerais, ministro da Saúde habilita novos serviços de Oncologia para expandir atendimento especializado no SUS

    O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, assinou, neste sábado (12), uma portaria que habilita o Hospital Universitário Ciências Médicas (HUCM), em Belo Horizonte (MG), com serviço de hematologia. Mais de 5,5 milhões de pessoas serão beneficiadas com a ampliação do atendimento oncológico na capital mineira, alinhado ao programa Agora Tem Especialistas, criado pelo Ministério da Saúde para reduzir o tempo de espera por consultas, exames e cirurgias. Com os novos recursos, a expectativa é realizar mais de 2 mil cirurgias e 17 mil procedimentos especializados — como exames, consultas, colonoscopias e biópsias.

    O hospital universitário, mantido pela Fundação Educacional Lucas Machado (FELUMA), destina 100% de seus leitos de internação, consultas ambulatoriais e exames complementares aos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). Com a habilitação em hematologia de alta complexidade, o Instituto Oncológico passa a contar com recursos permanentes para o atendimento especializado em câncer.

    “Com isso, queremos assegurar que o diagnóstico ocorra em até 30 dias e que o início do tratamento aconteça, no máximo, em mais 30 dias. No caso do câncer, isso é decisivo. No câncer, o tempo é vida. Realizar o diagnóstico no momento certo e iniciar o tratamento o mais rápido possível pode significar a diferença entre a vida e a morte”, afirmou o ministro Alexandre Padilha.

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    Foto: Walterson Rosa/MS

    O país contará com o Super Centro Brasil para Diagnóstico de Câncer que, com o uso de tecnologia de ponta, reduzirá de 25 para cinco dias o tempo de emissão do parecer médico para os pacientes do SUS. A iniciativa prevê a realização de até mil laudos por dia e 400 mil por ano, com o apoio técnico do Instituto Nacional de Câncer (Inca).

    Em visita ao Laboratório de Simulação Realística (LabSim) da Faculdade de Ciências Médicas, o ministro reforçou a importância do espaço para o desenvolvimento de habilidades práticas durante a formação de profissionais de saúde. Com o uso da inteligência artificial aliada a manequins de pacientes, o laboratório possibilita que os alunos vivenciem situações clínicas de urgência e emergência que farão parte da sua realidade profissional no futuro.

    Ainda em Minas Gerais, o ministro da Saúde visitou o Centro Materno Infantil de Contagem. A unidade filantrópica tem gestão municipal e atende aos pacientes do SUS. Para fortalecer o cuidado com a saúde da mulher, gestante e bebê, o Ministério da Saúde já investiu R$ 2,9 milhões na região.

    “Hoje estamos anunciando aqui para Contagem/MG R$ 24 milhões em parcela única para apoiar as ações que o município já vem realizando, como a abertura de leitos de terapia intensiva para crianças. Além disso, estamos incorporando um recurso permanente, através do Agora Tem Especialistas, de R$ 96 milhões por ano para realização de cirurgias cardíacas, procedimentos de cateterismo e procedimentos de exames especializados”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

    A meta é que, com esse aporte anual, o município possa realizar 1.000 cirurgias cardíacas, 500 cateterismos e 500 exames especializados por ano, contribuindo para a redução das filas de espera e o aumento da capacidade de atendimento especializado na Região Metropolitana de Belo Horizonte. 

    Brasil retoma produção de insulina após 20 anos

    A agenda do ministro da Saúde em Minas Gerais teve início na sexta-feira (11), com a entrega simbólica do primeiro lote de insulinas produzidas no país por meio de Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDP). A cerimônia ocorreu na fábrica da Biomm, em Nova Lima (MG), e marcou a retomada da produção nacional do medicamento essencial para pessoas com diabetes. Foram entregues 207.385 unidades, sendo 67.317 frascos de insulina regular e 140.068 de insulina NPH.

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    Foto: Walterson Rosa/MS

    Com a conclusão da transferência de tecnologia, o Brasil passará a produzir 50% da demanda nacional dessas duas versões de insulina ofertadas pelo SUS, o que representa cerca de 45 milhões de doses por ano. A medida fortalece a política de acesso gratuito a medicamentos no SUS e amplia a autonomia do país na produção de insumos estratégicos.

    Ainda em Minas Gerais, o ministro participou da 16ª edição do Conexão Empresarial Anual 2025, realizada em Ouro Preto. Durante o evento, Padilha apresentou as ações de fortalecimento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (CEIS), com destaquepara a soberania sanitária, o desenvolvimento tecnológico e a geração de empregos no país. 

    Edjalma Borges
    Ministério da Saúde

  • Após 20 anos, Brasil retoma produção de insulina em iniciativa conduzida pelo Ministério da Saúde

    Após 20 anos, Brasil retoma produção de insulina em iniciativa conduzida pelo Ministério da Saúde

    O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, recebeu nesta sexta-feira (11), na fábrica da Biomm, em Nova Lima, em Minas Gerais, o primeiro lote de insulinas produzidas por meio de Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDP). Com a transferência da tecnologia da farmacêutica indiana Wockhardt, o Brasil voltará a fabricar o medicamento 100% nacional, sendo viabilizada pelo laboratório público Fundação Ezequiel Dias (Funed) e pela brasileira Biomm. 

    “Hoje é um dia histórico para a saúde pública brasileira. Depois de mais de duas décadas sem produzir insulina humana, o Brasil retoma essa fabricação para ser entregue ao Sistema Único de Saúde e contribuir com a saúde da população. Estamos vivenciando um momento de celebração com a entrega da insulina humana recombinante ao Ministério da Saúde e ao SUS.”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. “É o Brics acontecendo na realidade, mudando a vida da população brasileira e gerando emprego, renda e tecnologia aqui em Minas Gerais”, destaca em referência ao bloco econômico.  

    Na ocasião, foram entregues 207.385 mil unidades do medicamento – sendo 67.317 frascos de insulina regular e 140.068 de insulina NPH. Após a transferência total da tecnologia, o Brasil produzirá 50% da demanda relacionada às insulinas NPH e regular no SUS, ou seja, cerca de 45 milhões de doses anuais. 

    “Uma iniciativa como essa traz segurança aos pacientes de que, independentemente de qualquer crise — como a que vivemos durante a pandemia —, o país tem soberania na produção desse medicamento tão importante. Cerca de 10% da população brasileira tem diabetes, e parte dessas pessoas precisa usar insulina. Isso garante tranquilidade, segurança e estabilidade tanto para o SUS quanto para os cidadãos que dependem do medicamento”, reforça Padilha. 

    Com investimentos de R$ 142 milhões na aquisição da tecnologia, cerca de 350 mil pessoas com diabetes serão beneficiadas. Os contratos preveem a entrega para a rede pública de 8,01 milhões de unidades de insulina, entre frascos e canetas, em 2025 e 2026.  

    A iniciativa integra a Estratégia Nacional para o Desenvolvimento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde. A medida é fundamental para reduzir a dependência externa na aquisição do medicamento essencial ao tratamento de pacientes com diabetes atendidos pela rede pública.

    Foto: Walterson Rosa/MS
    Foto: Walterson Rosa/MS

    Transferência de tecnologia e fortalecimento do SUS
    A partir dessa aquisição inicial, tem início o processo de transferência de tecnologia, conforme previsto nas diretrizes da PDP. Ao final da transferência, a produção do medicamento será totalmente brasileira, com a Funed e a Biomm plenamente capacitadas para fabricar o medicamento no país e abastecer o SUS de forma autônoma.  

    Nas PDPs, instituições públicas e empresas privadas compartilham responsabilidades para a produção nacional do insumo farmacêutico ativo (IFA) e do produto objeto de PDP, em um processo de transferência de tecnologia reversa. A transferência é efetivada por meio de etapas que incluem a realização de embalagens, controle de qualidade dos insumos, produção do produto acabado e do Insumo Farmacêutico Ativo no Brasil, possibilitando, assim, a produção local do medicamento que será fornecido ao SUS.  

    Produção nacional de insulina glargina  

    Além das insulinas NPH e regular, o Ministério da Saúde aprovou, no início de 2025, uma PDP para a produção nacional de insulina glargina. O projeto reúne Bio-Manguinhos (Fiocruz), Biomm e a farmacêutica chinesa Gan & Lee, com previsão inicial de produzir 20 milhões de frascos, para abastecimento do SUS. O medicamento será destinado ao tratamento de pacientes com diabetes mellitus tipos 1 e 2.

    SUS: referência em tratamento integral

    O SUS oferece assistência integral às pessoas com diabetes, desde o diagnóstico até o tratamento adequado, de acordo com o quadro clínico de cada paciente. A porta de entrada para o cuidado é a Atenção Primária à Saúde, que realiza o acompanhamento contínuo por meio de equipes multiprofissionais. Atualmente, são ofertados quatro tipos de insulinas: insulinas humanas NPH e regular e insulinas análogas de ação rápida e prolongada, além de medicamentos orais e injetável para diabetes mellitus.  

    Danielly Schulthais  
    Ministério da Saúde 

  • Promotores em estágio probatório participam de formação sobre Tribunal do Júri

    Promotores em estágio probatório participam de formação sobre Tribunal do Júri

    Promotores de Justiça em estágio probatório no Ministério Público da Paraíba (MPPB) participaram, na manhã desta sexta-feira (11/07), de mais um Encontro de Formação Continuada promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf). Desta vez, a capacitação tratou do tema a atuação do MPPB no Tribunal do Júri. 

    A formação foi ministrada, por meio da plataforma de videoconferência Google Meet, pelo 21º promotor de Justiça de Campina Grande, Márcio Gondim do Nascimento, e teve como mediadora, a promotora de Justiça e coordenadora do Ceaf, Anita Bethânia Silva Rocha.

    O evento foi aberto pelo procurador-geral de Justiça, Antônio Hortêncio Rocha Neto, que explicou a decisão da gestão em priorizar a formação por meio de webinar para otimizar recursos orçamentários e oportunizar a todos, com destaque para os membros que residem no interior do Estado, a participação nos eventos de aprimoramento, superando dificuldades geradas pela necessidade de deslocamento. “Hoje, estamos, mais uma vez, reunidos para a formação do estágio probatório. É uma alegria e prazer imenso vê-los novamente. Desejo a todos e todas uma excelente aula e capacitação”, disse.

    Em seguida, o diretor e a coordenadora do Ceaf, o procurador de Justiça João Geraldo Barbosa e a promotora de Justiça Anita Bethânia Rocha, respectivamente, falaram da competência e do conhecimento do palestrante, agradeceram a presença de todos e destacaram a importância da formação para o aprimoramento da atuação ministerial nos julgamentos dos crimes dolosos contra a vida. “Márcio Gondim dispensa apresentação, por ser conhecido pelo conhecimento, pela didática e eloquência no Tribunal do Júri. Foi presidente da Associação Paraibana do Ministério Público, onde fez um belíssimo trabalho”, disse Anita.

    A coordenadora do Ceaf, que também está responsável pela organização das formações continuadas voltadas aos promotores de Justiça em estágio probatório na instituição, disse que recebeu e acatou as sugestões feitas pelos recém ingressados na carreira quanto às temáticas a serem tratadas nas formações, cujos temas mais solicitados foram Tribunal do Júri, infância e patrimônio público.

    Palestra

    Márcio Gondim agradeceu a oportunidade e presença de todos e iniciou sua palestra, destacando a importância de o promotor de Justiça conhecer a comunidade e estabelecer uma conexão e um relacionamento de confiança e empatia com ela e os jurados. Além da questão legal, o palestrante compartilhou sua expertise e experiências adquiridas ao longo dos anos em que atuou no Tribunal do Júri, que julga crimes dolosos tentados e consumados contra a vida.

    Falou também da necessidade de o promotor conhecer o dia a dia do Plenário do Tribunal do Júri, formado por um juiz de Direito que o preside e mais sete jurados, sorteados de um grupo de 25 para compor o conselho de sentença. Gondim defendeu ainda que o conhecimento sobre o oponente (réu, defesa e suas testemunhas) colabora para que haja um debate mais respeitoso e eficaz, com contra-argumentos mais precisos e relevantes, aumentando a chance de persuadir a audiência (jurados). Também orientou os participantes quanto a estratégias de acusação, sobre teses defensivas, sobre meios de evitar nulidades, e a se valerem do Sistema Pandora, do MPPB, para obter informações importantes que possam qualificar a atuação ministerial nos julgamentos. “Não há regra geral para o Tribunal do Júri. Cada Júri é diferente”, ressalvou. 

    Ao longo da formação, os participantes puderam fazer questionamentos e dirimir dúvidas. 

     

  • Justiça atende MPPB e condena médico a 22 anos de reclusão por estupro de vulnerável

    Justiça atende MPPB e condena médico a 22 anos de reclusão por estupro de vulnerável

    A Justiça julgou parcialmente procedente o pedido do Ministério Público da Paraíba e condenou o médico pediatra Fernando Paredes Cunha Lima a 22 anos, cinco meses e dois dias de reclusão pela prática de crime de estupro de vulnerável contra duas vítimas. A decisão foi da 4ª Vara Criminal de João Pessoa e ainda cabe recurso. Na sentença, foi fixado o regime inicial fechado para o cumprimento da pena privativa de liberdade

    Em relação às outras duas vítimas, o réu foi absolvido por, segundo a sentença, inexistência de prova suficiente. O MPPB está analisando se vai recorrer dessas absolvições. 

    Além disso, o médico foi condenado a indenização por danos morais de R$ 100 mil para cada uma das vítimas, totalizando R$ 200 mil. Para a fixação do valor, a Justiça levou em consideração a gravidade extrema dos fatos, a condição de vulnerabilidade das vítimas, a intensidade do dolo do agente e a capacidade financeira do réu. Os valores deverão ser corrigidos monetariamente pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) a partir da sentença e acrescidos de juros de mora de 1% ao mês a contar da data do fato, podendo as vítimas promoverem a respectiva execução no juízo cível, após o trânsito em julgado.

    Denúncia

    O MPPB denunciou o médico, em agosto do ano passado, pela prática do crime previsto no artigo 217A do Código Penal (estupro de vulnerável) contra quatro vítimas. A denúncia pediu, além da condenação pelo crime, o pagamento de indenização a cada vítima a título de reparação de danos.

    Na época, o MPPB também requereu a prisão preventiva do acusado, que foi inicialmente indeferida pelo juízo da 4ª Vara Criminal da Capital. O Ministério Público interpôs recurso da decisão e a Câmara Criminal do Tribunal de Justiça decretou a prisão preventiva do pediatra, em novembro passado. O acusado permaneceu quatro meses foragido, tendo sido preso pela Polícia Civil da Paraíba, em março, em Pernambuco. Em maio, ele foi transferido para um presídio de João Pessoa, onde se encontra atualmente.

    Em dezembro passado, o MPPB apresentou uma nova denúncia contra o médico pediatra pelo estupro de mais duas crianças, que eram suas pacientes.

  • MPPB promove audiência pública sobre o desabastecimento de água, em Pedra Lavrada

    MPPB promove audiência pública sobre o desabastecimento de água, em Pedra Lavrada

    O Ministério Público da Paraíba (MPPB) realizou, na manhã desta quinta-feira (10/07), uma audiência pública para tratar do desabastecimento de água no município de Pedra Lavrada. Após ouvir as demandas da população, o MPPB vai avaliar a possibilidade de atuação para que seja suspensa a cobrança de faturas da Companhia de Água e Esgoto da Paraíba (Cagepa) desde janeiro deste ano até a efetiva regularização do serviço. Também deverá cobrar da Cagepa um cronograma concreto e auditável para a revitalização completa da infraestrutura de abastecimento no município. 

    A audiência aconteceu na Câmara Municipal de Pedra Lavrada e foi presidida pelo promotor de Justiça de Picuí, Arthur Magnus, que instaurou inquérito civil para apurar as causas da má prestação do serviço de abastecimento de água no município. Participaram o prefeito municipal, vereadores, representantes de movimentos sociais e moradores.

    De acordo com munícipes, a crise hídrica em Pedra Lavrada é um problema histórico e o cronograma de abastecimento de água na cidade, divulgado pela Cagepa, tem sido insuficiente para atender às necessidades da população e, em algumas situações, até descumprido. 

    Alguns moradores chegaram a relatar que o abastecimento em suas residências só acontece durante cinco dias no mês e que, as pessoas que não possuem reservatórios (como caixas d´água ou cisternas) acabam tendo que comprar água, cuja procedência e qualidade são desconhecidas. Outro problema relatado diz respeito às ligações clandestinas de água e esgoto. 

    Vereadores que participaram da audiência também disseram que acordos feitos com a Cagepa para melhorar o abastecimento de água e o serviço de esgotamento sanitário no município não foram cumpridos pela companhia.

    O prefeito falou da reestruturação do sistema de abastecimento de água no município, disse que a solução definitiva do problema depende da conclusão da obra de implantação do Sistema Adutor Transparaíba até o município de Soledade e da renovação da antiga rede de manilhas e que uma nova licitação para essa obra já foi realizada. Como medida paliativa, anunciou que a Prefeitura busca a celebração de convênio com o Governo do Estado para disponibilizar dois carros-pipa para abastecer a cidade e 10 caixas d´água comunitárias. 

    Encaminhamentos

    Para o promotor de Justiça, o objetivo da audiência foi alcançado, uma vez que foi possível reunir elementos que permitirão um diagnóstico preciso do problema para nortear a atuação ministerial na busca pela solução do conflito.

    Segundo ele foi possível identificar que a população do município pleiteia a regularização do serviço de abastecimento de água prestado pela Cagepa; a suspensão da cobrança das contas de água deste ano, até que haja essa regularização do serviço (o que inclui cobranças futuras); um cronograma para a revitalização da infraestrutura de abastecimento do município e a criação de canais de comunicação eficazes entre a Cagepa e a população, incluindo um número de ouvidoria funcional, se houver esse órgão. 

    O promotor de Justiça informou ainda que será designada, no próximo mês de agosto, uma reunião com a Cagepa e o Município de Pedra Lavrada para tratar do assunto e propor uma solução extrajudicial para que os anseios da população sejam alcançados. 

  • Ceaf e Espep inscrevem para  curso “Gestão de Desempenho no Setor Público”

    Ceaf e Espep inscrevem para  curso “Gestão de Desempenho no Setor Público”

    Estão abertas as inscrições para o curso “Gestão de Desempenho no Setor Público”, promovido pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB), por meio do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) e pela Escola de Serviço Público do Estado (Espep) 

    Podem participar membros, servidores e assessores do MPPB. As inscrições já estão abertas e devem ser feitas mediante preenchimento de formulário eletrônico disponibilizado no link https://forms.gle/4SsJwxbR9sYCW1pv5.

    O curso será ministrado na modalidade remota pelo Google Meet, às segundas e quartas-feiras, nos dias 16, 21, 23, 28 ,30 de julho e 04 e 06 de agosto, das 19h às 21h30, com carga horária de 20h.

    De acordo com o Ceaf, o objetivo do curso é apresentar os conceitos e aplicabilidades da gestão de desempenho e seus modelos de mensuração e avaliação, refletindo sua relação com as decisões de gestão e incentivos da organização.

  • MPPB fará audiência para tratar da interdição total da Penitenciária de Psiquiatria Forense

    MPPB fará audiência para tratar da interdição total da Penitenciária de Psiquiatria Forense

    Medida visa garantir o cumprimento da lei que instituiu a política antimanicomial e a desinstitucionalização adequada dos 29 internos que ainda aguardam julgamento ou vagas em serviços 

     

    O Ministério Público da Paraíba (MPPB) vai promover, nesta sexta-feira (11/07), uma audiência com as secretarias da Saúde do Estado e do Município de João Pessoa (SES-PB e SMS-JP, respectivamente) para tratar da política de desinstitucionalização de pessoas com transtornos mentais em conflito com a lei na Paraíba e das medidas em curso para sua efetivação. Isso porque o prazo para a interdição total da Penitenciária de Psiquiatria Forense (PPF) – unidade que já sofreu interdição parcial em abril de 2024 e que, atualmente, possui 29 internos aguardando julgamento ou vagas em serviços de atenção – é 29 de agosto. 

    A audiência será realizada às 11h, na Promotoria de Justiça de João Pessoa. Ela integra a Notícia de Fato 002.2025.033244 e será presidida pelo 48° promotor de Justiça da Capital, Leonardo Pereira de Assis, que atua na defesa da saúde. Segundo ele, essa política de desinstitucionalização está prevista a Resolução 487/2023 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e na política antimanicomial instituída pela Lei 10.2016/2001. 

    Para implementá-las no Estado da Paraíba, o Tribunal de Justiça instituiu, em 2009, um Grupo Interinstitucional de Trabalho Interdisciplinar em Saúde Mental, integrado por juízes e integrantes do MPPB e MPF, defensores públicos, secretarias de Saúde do Estado e do Município de João Pessoa, secretarias de Estado de Administração Penitenciária (Seap) e de Desenvolvimento Humano (Sedh), Conselho de Secretários Municipais de Saúde (Cosems-PB) e universidades (UFPB e UFCG).

    Informações solicitadas

    Em ofício enviado aos secretários de Saúde, o promotor de Justiça Leonardo Pereira solicitou informações sobre a Rede de Atenção Psicossocial (Raps); sobre o planejamento e a política de desinstitucionalização e sobre o acolhimento da população proveniente do Sistema de Justiça nos serviços de CAPs, atenção básica e acolhimento residencial transitório e sobre residências terapêuticas.

    O MPPB também quer saber se há estudo técnico que identifique os recursos humanos, financeiros e materiais necessários à ampliação da rede psicossocial municipal para acolher os egressos da PPF; quais as ações e metas que estão sendo implementadas no município de João Pessoa no âmbito da política de desinstitucionalização de pessoas com transtornos mentais em conflito com a lei e quais ações estão sendo articuladas pela SES-PB, em conjunto com os municípios e o Sistema de Justiça, para garantir a adequada desinstitucionalização dos internos da PPF.

    Essas informações deverão ser apresentadas pelos gestores na audiência pública.  

  • Relator antecipa pontos do anteprojeto de reforma administrativa

    Relator antecipa pontos do anteprojeto de reforma administrativa

    Grupo de trabalho sobre a reforma administrativa se reuniu nesta quarta

    O relator do Grupo de Trabalho sobre a Reforma Administrativa, deputado Pedro Paulo (PSD-RJ), antecipou pontos do anteprojeto que pretende apresentar ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), na próxima terça-feira (15), dentro do prazo de 45 dias de atividades.

    O anúncio foi feito nesta quarta-feira (9) após a última audiência pública do grupo, que reuniu gestores de União, estados e municípios e parlamentares preocupados com riscos da reforma para os servidores públicos e a qualidade da prestação de serviços à população.

    Em resposta aos deputados Rogério Correia (PT-MG) e Pedro Uczai (PT-SC), defensores de uma reforma sem alteração da Constituição, Pedro Paulo justificou a necessidade de apresentação de, pelo menos, uma proposta de emenda sobre o tema. “Eu também buscava fugir de uma proposta de emenda à Constituição [PEC], mas, por exemplo, se nós desejamos fazer uma reforma que envolva os três Poderes e os três entes [União, estados e municípios], é importante que o comando esteja na Constituição. Se nós vamos incluir a questão dos supersalários, do disciplinamento das verbas de caráter indenizatório, que muitas vezes se disfarçam em verbas remuneratórias, isso precisa ter comando na Constituição”, explicou.

    Segundo Pedro Paulo, outros pontos já acatados pelo grupo de trabalho também precisam de tratamento constitucional. Ele citou como exemplos a institucionalização de concurso público nacional unificado, a revisão do estágio probatório e o reconhecimento do eixo digital para modernizar a prestação dos serviços públicos, que ele pretende reforçar como direito constitucional do cidadão. O relator acrescentou que uma “PEC dá robustez e profundidade para a proposta de reforma administrativa”.

    Vários deputados, entre eles Professora Luciene Cavalcante (Psol-SP), André Figueiredo (PDT-CE), Ana Pimentel (PT-MG) e Sâmia Bomfim (Psol-SP), manifestaram receio de uma reforma administrava com perdas, punições e retrocessos para os servidores, como previsto nas discussões em torno da PEC 32/20, que chegou a ser aprovada em comissão especial da Câmara depois de muita polêmica, em 2021.

    A deputada Alice Portugal (PCdoB-BA) resumiu o estado de alerta dos parlamentares diante do risco de se fazer “ajuste fiscal em cima dos servidores”. “Há uma preocupação gigante sobre os resultados do grupo de trabalho e há ainda uma incógnita acerca do que estará consolidado nessa minuta que será entregue justamente às vésperas do recesso parlamentar”, afirmou.

    Pedro Paulo procurou tranquilizá-los. “Não será utilizada uma vírgula nem um artigo da PEC 32 na proposta que nós vamos apresentar. Nós não vamos tocar na estabilidade do servidor. Nós não vamos discutir tamanho do Estado e nós não vamos fazer processo de ajuste fiscal, porque não é o objetivo do grupo de trabalho. Então, isso é muito importante estar dito aqui para acalmar corações.”

    Na última audiência do grupo de trabalho, a ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, afirmou que, no âmbito do Executivo federal, a reforma administrativa “já começou”, diante da necessidade de reverter o desmonte do governo anterior. “A capacidade do Estado brasileiro estava diminuída, tanto por uma política até de punição de servidores, não contratação e também de uma preocupação de reduzir o Estado e não de melhorar. A gente tem feito esse trabalho de transformação do Estado brasileiro a serviço da população, a serviço das pessoas e do desenvolvimento sustentável”, disse a ministra.

    Esther Dweck citou 38 medidas já implementadas na reforma administrativa federal, algumas delas em parceria com o Congresso Nacional, como a Lei Geral dos Concursos, a nova Lei de Cotas e a associação da progressão no serviço ao bom desempenho (Lei 15.141/25).

    A ministra informou que, em breve, o governo poderá encaminhar novas propostas: reforma do direito administrativo, direito de greve e negociação coletiva com base na Convenção 151 da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

    Também há discussões em curso sobre gestão previdenciária única, centralizando os regimes próprios dos servidores; restrições a supersalários; e criação da carreira de analista técnico no Executivo federal.

    A audiência pública também contou com as presenças do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, e do prefeito de Salvador, Bruno Reis, que apresentaram sugestões ao grupo de trabalho e detalharam recentes reformas em suas administrações.

     

    Fonte: Agência Câmara de Notícias

  • Criança e Adolescente: Webinar destaca atuação do MP para a efetividade do FIA

    Criança e Adolescente: Webinar destaca atuação do MP para a efetividade do FIA

    Não basta existir; é preciso que o Fundo para a Infância e a Adolescência (FIA) funcione de fato; que haja campanhas de arrecadação de recursos para esses fundos e que existam projetos voltados à efetivação de direitos do público infantojuvenil. Essas foram as principais ideias defendidas no webinar “Fundo dos Direitos da Criança e do Adolescente: atuação ministerial para regularização e controle”, promovido pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB) na tarde desta terça-feira (8/07), a membros, servidores e assessores da instituição. 

    Os palestrantes do evento – o juiz do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Norte, Marcus Vinícius Pereira Júnior, e o bacharel em Administração de Empresas e em Direito que foi delegado da Receita Federal em Campina Grande, Gilberto Rios – também destacaram a importância da atuação extrajudicial e judicial do Ministério Público para fiscalizar e garantir que os municípios criem, por lei, seu próprio FIA e destinem, efetivamente, por meio de leis orçamentárias, recursos e que incentivem as arrecadações e doações a esses fundos.

    Abertura

    O webinar foi aberto pelo diretor do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf), o procurador de Justiça João Geraldo Barbosa, que representou o procurador-geral de Justiça Antônio Hortêncio Rocha Neto. Após agradecer a presença de todos, ele falou da importância do evento para qualificação da atuação ministerial. “Estou com a missão de representar o PGJ para fazer essa abertura, dizendo que esse evento é destinado a todos os membros, servidores e assessores da instituição e tem como objetivo contribuir para a criação, implementação, fiscalização e fortalecimento dos FIAs. Esse tema é de extrema importância para os promotores de Justiça no exercício de suas atribuições e desejo a todos um evento de muito aproveitamento”, disse.

    O evento foi idealizado pelo Centro de Apoio Operacional às promotorias de Justiça de defesa da criança e do adolescente e teve como mediadora a coordenadora do órgão, a promotora de Justiça Fábia Cristina Dantas Pereira. Segundo ela, nos últimos quatro anos, a Paraíba teve um incremento significativo no número de municípios com FIA, passando de 20 para 157. “Avançamos, mas é preciso que os 223 municípios tenham os seus respectivos Fundos para Infância e a Adolescência, além do Fundo Estadual. Esse é um momento muito importante para o MPPB. Sabemos que criança e adolescente é, constitucionalmente, prioridade absoluta em tudo, mas sempre há problemas com a falta de recursos e o FIA é uma importante fonte complementar de recursos financeiros para custear e fomentar políticas públicas voltadas a esse público. Precisamos que esses fundos não existam apenas no papel, mas que eles sejam efetivados para que haja maior arrecadação de recursos para crianças e adolescentes”, defendeu.

    58% dos municípios da PB têm FIA

    O juiz do TJRN falou sobre os aspectos práticos para a implementação e a execução dos fundos para a Infância e Adolescência, iniciando sua palestra com dados estatísticos que revelam disparidades regionais em relação aos municípios brasileiros que possuem FIA. Segundo o panorama mostrado, 58,3% dos municípios paraibanos criaram seus fundos especiais, uma dificuldade presente na região Nordeste. “Nos estados do Centro-Sul, praticamente, 100% dos municípios têm FIAs”, contrapôs. 

    Ele também defendeu a importância da atuação extrajudicial e judicial do Ministério Público para garantir que os gestores e o Legislativo municipais  destinem recursos financeiros aos fundos em seus orçamentos (por meio da Lei Orçamentária Anual, por exemplo).

    Para isso, falou da experiência obtida desde 2010 nos municípios de Currais Novos e Nísia Floresta, no Rio Grande do Norte, em relação à criação, estruturação e efetivação dos FIAs municipais. Segundo ele, em Currais Novos, a implementação do FIA foi estratégica para a redução da violência na cidade, de atos infracionais e da indisciplina em unidades de ensino. Isso porque os recursos destinados e arrecadados pelo fundo viabilizaram o financiamento de projetos para a área da infância e adolescência, inclusive na socioeducação.  

    Regularização

    Gilberto Rios, por sua vez, falou sobre os fundamentos normativos e operacionais do FIA. Ele também destacou a relevância do Ministério Público para a implementação desses fundos. “Nós, na Paraíba, vivenciamos essa experiência no curso do trabalho de regularização dos fundos municipais, quando buscamos a ajuda do MPPB e firmamos um Acordo de Cooperação Técnica que foi replicado em todos os estados da 4ª Região da Receita Federal. Isso (regulamentar o FIA nos municípios) é algo que não se pode fazer sozinho. Precisamos da participação de todos – Ministério Público, Tribunal de Justiça, etc – para fazer com que os gestores municipais entendam a importância do FIA e do seu Conselho Gestor”, disse.

    Ele mostrou o processo de regularização do DIA e falou sobre os entraves para a implementação e funcionamento dos fundos municipais para a Infância e Adolescência, destacando desde dificuldades com o uso de ferramentas tecnológicas até questões de ordem político-administrativas. “A parte burocrática (para a implementação e regularização do FIA) é extremamente simples! Agora, a parte do convencimento do gestor sobre a importância do FIA e do seu Conselho Gestor, da sua criação e estruturação são um desafio”, lamentou.

    O palestrante também falou da campanha da Receita Federal “Eu sou cidadão solidário: você pode decidir o destino do Imposto de Renda”, que tem como objetivo incentivar as pessoas (físicas e jurídicas) a destinarem parte do seu Imposto de Renda ao FIA, para o financiamento de projetos e políticas públicas voltadas a crianças e adolescentes. (Saiba mais).

    Ao final, os participantes puderam apresentar questões e dirimir dúvidas. O CAO Criança e Adolescente encaminhará aos promotores de Justiça que atuam nessa área  as informações sobre os FIAs e os materiais apresentados no evento para auxiliar no trabalho de fiscalização dos municípios em relação à criação, implementação, regularização e fiscalização dos fundos especiais.

  • Campanha dos 35 anos do ECA será lançada nesta sexta

    Campanha dos 35 anos do ECA será lançada nesta sexta

    Será realizado, nesta sexta-feira (11/07), às 8h30, na Sala de Concertos Maestro José Siqueira, no Espaço Cultural José Lins do Rêgo, em João Pessoa (PB), o lançamento oficial da Campanha “Criança e Adolescente: Prioridade Absoluta”. A iniciativa marca os 35 anos de criação do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), um dos principais marcos legais na história da proteção e garantia de direitos de meninas e meninos no Brasil. O lançamento contará com a participação de representantes do Ministério Público da Paraíba

    Com o objetivo de celebrar a existência do ECA, sensibilizar a sociedade quanto à sua importância e reforçar seu caráter reflexivo e reivindicativo, a Campanha convida toda a sociedade, instituições públicas e privadas, organizações da sociedade civil e veículos de comunicação a reafirmarem o compromisso com a efetivação das políticas públicas voltadas à infância e adolescência.

    O evento de lançamento contará com apresentações culturais, participação de crianças, adolescentes, educadores e representantes de diversas entidades ligadas à causa da infância, além de falas institucionais e mesas de diálogo sobre os avanços, desafios e retrocessos enfrentados ao longo dessas três décadas e meia de vigência do Estatuto.

    A campanha pretende também ampliar o debate público sobre a prioridade absoluta prevista na Constituição Federal (Art. 227) e no ECA, destacando a urgência de ações concretas que assegurem direitos fundamentais como educação, saúde, proteção contra violências, dignidade, participação social e acesso à justiça. 

     

    PROGRAMAÇÃO

    8h00 – Início

    8h00 às 8h30 – Credenciamento

    8h30 às 8h40 – Abertura Oficial

    – Cerimonial conduzido pelos adolescentes Sapé e Cruz do Espírito Santo

    8h40 às 9h00 – Lançamento e Apresentação da Campanha

    – Condução: Agência May Day e Remar

    9h00 às 9h05 – Apresentação Cultural 02

    9h05 às 9h35 – Mesa “A Prioridade Absoluta”

    – Participação de 5 adolescentes (Cabedelo, João Pessoa, Santa Rita, Lucena e Bayeux)

    9h35 às 9h40 – Apresentação Cultural 03

    9h40 às 9h50 – Um minuto SGD – Eixo 01: Promoção

    – Governador, SEDH Secretária de Educação e Cultura de João Pessoa – Sedec

    9h50 às 9h55 – Apresentação Cultural 04

    9h55 às 10h05 – Um minuto SGD – Eixo 02: Controle

    -Remar, Cedec,, CMDCA Lucena

    10h05 às 10h10 – Apresentação Cultural 05

    10h10 às 10h20 – Um minuto SGD – Eixo 03: Defesa

    – Conselho Tutelar (João Pessoa – Sedes), Coinju, MPPB (CAO)

    10h20 às 10h25 – Apresentação Cultural 06

    10h25 às 10h30 – Encerramento

    Com Ascom/Remar