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  • Comissão do Quadro do MPPB estuda distribuição de demandas de núcleos

    Comissão do Quadro do MPPB estuda distribuição de demandas de núcleos

    A Comissão de Análise do Quadro de Membros – órgão criado no âmbito do Ministério Público da Paraíba (MPPB), para acompanhar a evolução das demandas e atribuições dos cargos de promotor de Justiça – se reuniu, na tarde desta segunda-feira (28/04) para avaliar mais uma proposta de alteração em atribuições de membros. A pauta envolveu a análise de possível discrepância do acervo de processos que tramitam no 22º cargo de João Pessoa e nos 26º e 29º cargos de Campina Grande, a partir de demanda encaminhada pela Corregedoria-Geral. 

    Após discussão e apresentação de dados, deliberou-se a necessidade de um estudo complementar contemplando a possível redistribuição dos processos que tramitam nos núcleos de Justiça 4.0 (organismos criados pelo Judiciário estadual) entre promotores de Justiça da fazenda pública, de acordo com a localidade do fato. O objetivo dessa nova análise é verificar se essa redistribuição equilibraria a carga de trabalho do 22º cargo, sem sobrecarregar os demais. Em caso positivo, será proposta a alteração na Resolução 81/2024, do Colégio de Procuradores de Justiça. 

    A reunião foi conduzida pelo presidente da Comissão do Quadro, Alcides Orlando de Moura Jansen, e pelo procurador-geral de Justiça, Antônio Hortêncio Rocha Neto, e contou com as contribuições dos membros do órgão, o procurador de Justiça Alexandre César Fernandes Teixeira; os promotores de Justiça Rodrigo Marques da Nóbrega, Herbert Vitório Serafim e Cristiana Vasconcellos; e os servidores Vinícius Cesário e Ícaro Ramalho , além da participação do promotor-corregedor, Carlos Romero Lauria Paulo Neto, da 26ª promotora de Campina, Gláucia da Silva Campos Porpino, e o 22º promotor de João Pessoa, Lúcio mendes Cavalcante, interessados no processo. 

    Os membros da comissão e convidados fizeram as ponderações a partir do voto da relatora do procedimento, Cristiana Vasconcellos, levando em conta o estudo da comissão que avaliou movimentação de processos judiciais e extrajudiciais, giro, demanda represada ou sobrecarga e porte da população atendida dos cargos em análise. Inicialmente, sugeriu-se que o redimensionamento da atribuição do MP nos núcleos de Justiça 4.0 (ambiente exclusivamente virtual com ações de saúde contra o Estado em que o Ministério Público atua como custos legis), atualmente do 22º cargo, para que essa demanda fosse dividida também com os 26º e 29º cargos de Campina Grande. 

    O voto da relatora foi acolhido em parte, no que tange os dados coletados, mas também observou-se a sugestão do promotor de Justiça Lúcio Mendes, e as ponderações dos membros da comissão, bem como os apontamentos feitos pelo procurador-geral de Justiça. 

    Ao final, ficou encaminhada como sugestão que um novo estudo observe a possibilidade de que as atribuições dos núcleos 4.0 sejam retiradas do 22º cargo, devido ao acúmulo de processos acima da capacidade de trabalho, e diluídas entre os cargos com atribuições na fazenda pública de cada localidade. Para isso, será feita a análise dos dados verificando a viabilidade dessa mudança de forma que o trabalho seja dividido equitativamente. Quanto à situação dos 26º e 29º cargos de Campina Grande, nos quais foram verificados uma menor demanda, será feita uma análise mais ampla, estudando-se a melhor forma para que possam contribuir mais e melhor na distribuição e na celeridade do trabalho.

  • Promotoria de Campina Grande recebe visita técnica de estudantes de Direito

    Promotoria de Campina Grande recebe visita técnica de estudantes de Direito

    A Promotoria de Justiça de Campina Grande recebeu, na manhã desta terça-feira (29/04), a visita técnica de alunos do Curso de Direito do Centro Universitário Maurício de Nassau (Uninassau) de CG. 

    Os estudantes foram recebidos pelo coordenador da Promotoria, o promotor de Justiça Bertrand de Araújo Asfora. Participaram ainda os promotores de Justiça Adriana Amorim de Lacerda e José Leonardo Clementino Pinto.

    A visita faz parte das atividades acadêmicas das disciplinas Estágio Supervisionado II e III e foi solicitada pela professora Jordânia Souza Costa. O objetivo da visita é conhecer a estrutura física e a dinâmica de funcionamento das promotorias. Cerca de 90 estudantes participaram da atividade.

    Durante a visita, os estudantes participaram de um momento de exposição no auditório onde foram abordadas questões relativas ao Ministério Público e, posteriormente, conheceram a estrutura da sede, como os gabinetes dos promotores de Justiça.

  • MPPB promove capacitação e lança cartilha sobre assédio moral e sexual

    MPPB promove capacitação e lança cartilha sobre assédio moral e sexual

    “Todo assédio leva a um adoecimento mental, em menor ou maior grau, podendo resultar na diminuição da produtividade e no afastamento do trabalho.” Esse foi o alerta feito, na tarde desta terça-feira (29/04), pela procuradora do Trabalho na Paraíba, Andressa Alves Lucena Ribeiro Coutinho, uma das palestrantes do webinar “Assédio moral e sexual: reconhecer para prevenir e combater”, promovido pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB), por meio da Procuradoria-Geral de Justiça, Ouvidoria e Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf). 

    O evento idealizado pelo procurador-geral de Justiça, Antônio Hortêncio Rocha Neto, faz parte de uma campanha interna para prevenir e combater o assédio no âmbito do MPPB. Além da capacitação que fecha o “Abril Verde” (movimento que busca transformar os ambientes laborais, fomentando comportamentos de respeito para promover o bem-estar no mundo do trabalho), a campanha contempla o lançamento de uma cartilha baseada em orientações do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) sobre o assunto. (Baixe AQUI

    O webinar foi aberto pelo PGJ, que também ministrou palestra. Ele destacou que a iniciativa pretende conscientizar os integrantes do MPPB sobre as formas de assédio moral e sexual e sobre a adoção das medidas cabíveis contra possíveis assediadores. “É com satisfação que realizamos esse webinar que tem múltiplas finalidades, dentre elas o aprimoramento e a melhoria da atuação e do comportamento para que possamos nos construir melhor como seres humanos. Temos que reconhecer que o assédio existe, porque ele não é um problema exclusivo de uma instituição ou organização. Reconhecer o assédio é o primeiro passo para combatê-lo e para preveni-lo ”, disse.

    Apoio

    O evento teve o apoio da Associação Paraibana do Ministério Público (APMP) – que foi representada pela coordenadora do Ceaf, a promotora de Justiça Anita Bethânia Rocha – e da Associação dos Servidores do Ministério Público (ASMP), representada por seu presidente, Aloysio Carneiro Júnior. “Desde já, a APMP se engaja nessa luta, de combate e, principalmente, de prevenção ao assédio moral e sexual, tema tão caro e muito presente no dia a dia. A violência moral está mais próxima de nós do que imaginamos. Em muitos casos, as pessoas não sabem que estão sofrendo esse tipo de assédio e é por isso que esse evento é tão importante”, disse.

    O presidente da ASMP parabenizou a gestão pela iniciativa. “Nós, servidores, nos sentimos lisonjeados de participar desse debate, que trata de um problema tão relevante e que acontece no Ministério Público brasileiro. Esse é um tema que precisa ser tratado para conscientizar as pessoas e para que o ambiente de trabalho seja cada vez melhor. O assédio é silencioso. Quem sofre muitas vezes não tem coragem de expor e isso faz com que o assédio se prolifere. Poucos estados do Brasil adotaram a iniciativa que o MPPB tomou”, falou.

    Já a ouvidora da Mulher do MPPB, a promotora de Justiça Dulcerita Alves, que mediou o webinar, lembrou que o compromisso do MPPB em tratar sobre o tema do assédio moral e sexual motivou uma pesquisa realizada no ano passado sobre o assunto e que apontou a existência de casos na instituição. “Precisamos reconhecer o assédio para combater e prevenir. Hoje é um dia histórico. Fazer uma pesquisa sobre assédio na instituição e mostrar seus resultados é um ato de coragem!”, destacou.

    Palestras

    Os dois palestrantes ressaltaram a importância de o Ministério Público brasileiro “fazer o dever de casa” em relação ao enfrentamento e à prevenção do assédio e em relação à promoção da saúde mental de seus integrantes. 

    De acordo com a procuradora do Trabalho, este ano, a Paraíba já registrou um aumento de 109% do número de afastamentos por adoecimento mental, no setor público e privado. “Isso não foi só pelo assédio, mas muito pela prática do assédio”, ressaltou. 

    Andressa explicou os conceitos de assédio moral e sexual e disse que a Convenção 190 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) ampliou o entendimento de que essa prática só se configuraria, se ocorrida de forma reiterada. “Em seu artigo 1º, a Convenção diz que o assédio moral pode se configurar quando ocorre uma única vez, de forma isolada. Isso é um avanço porque possibilita investigar e punir os assediadores, que passarão a ter um ‘freio’”, argumentou. 

    A representante do MPT também falou sobre a existência de um movimento de “normalização” do problema – o que, segundo ela, requer um trabalho de conscientização para mudança cultural – e trouxe exemplos de situações práticas e condutas para ajudar na identificação de casos de assédio (como retirar a autonomia do trabalhador; sobrecargá-lo de tarefas e responsabilidades que não fazem parte das funções; ignorar problemas de saúde – sobretudo os de saúde mental – do trabalhador/servidor no ambiente de trabalho; tratamento desrespeitoso, discriminatório e vexatório e demandas apresentadas fora do expediente, o que ela caracterizou como “ausência do direito de desconexão do trabalho”, dentre outras). 

    Tema prioritário

    Em sua palestra, o PGJ explicou que os encontros realizados em 2021 para a elaboração do Planejamento Estratégico da instituição já apontavam a necessidade de trabalhar o tema do assédio moral como uma das atuações prioritárias. 

    Isso motivou a realização de uma pesquisa, aplicada no ano passado, junto aos integrantes do MPPB a fim de identificar atitudes que se encaixariam como assédio moral ou assédio sexual. Os resultados foram apresentados no webinar. “A pesquisa apontou casos de assédio moral no MPPB e por isso, pensamos na campanha de conscientização, como forma de alertar sobre o problema, de educar para não precisar punir. Falar sobre o assunto desencoraja um eventual assediador e empodera uma potencial vítima”, defendeu.

    Além da campanha, o PGJ disse que uma das respostas apresentadas pela gestão para o problema foi o calendário institucional 2025, cujo tema é “Gentileza ou assédio?”. A peça foi elaborada pela Assessoria de Imprensa e distribuída para todos os setores do MPPB. “O calendário traz um termômetro e emojis que sinalizam a importância de impor limites, inclusive, para evitar que supostas gentilezas sejam entendidas ou se configurem como assédio. É uma forma de conscientizar o ano todo”, disse. 

    Denúncia

    Os dois palestrantes falaram sobre a importância da denúncia dos casos de assédio moral e sexual e disponibilizaram os canais. No MPPB, os casos podem ser encaminhados à Ouvidoria, ao Núcleo de Bem-Estar (que está sendo aparelhado para o melhor acolhimento psicológico e social das vítimas) e à Corregedoria-Geral. A APMP e a ASMP, enquanto órgãos de classe, também devem apoiar e cobrar providências em nome das vítimas. A procuradora do MPT informou que a instituição pode dar orientações às vítimas e receber denúncias de assédio. 
     

     

  • Cidadania de Primeira: 250 pessoas são beneficiadas com identidades civis em Santa Gertrudes

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    Crianças de 0 a 6 anos foram beneficiadas

    Em mais uma edição, o Projeto Cidadania de Primeira beneficiou, com a emissão da Carteira de Identidade Nacional (CIN), 250 pessoas, entre crianças e adultos. Eles foram atendidos, na manhã desta terça-feira (29/04), no Distrito de Santa Gertrudes, localidade abrangida pela Comarca de Patos. Em duas edições anteriores do projeto, já foram emitidos 530 documentos.

    A união entre o Poder Judiciário paraibano, a Prefeitura Municipal de Patos e o governo estadual possibilitou a execução do Cidadania de Primeira. O objetivo do projeto é fortalecer as ações de proteção e garantia dos direitos do público infantojuvenil, além de prevenir o desaparecimento infantil e combater o sub-registro civil.

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    Juíza, sec. de Ação Social de Patos e famílias participantes

    Para a diretora do Fórum da Comarca de Patos, juíza Joscileide Ferreira de Lira, que na ocasião representou o Comitê Gestor da Primeira Infância do Tribunal de Justiça da Paraíba, a ação tem se destacado como instrumento de inclusão e cidadania, na identificação na primeira infância e no registro nos bancos de dados das instituições. Segundo reforçou, coíbe a prática de sequestros e desaparecimentos de crianças.

    “Até pouco tempo, a carteira de identificação era obtida já na fase adulta. Hoje, fazemos uma busca ativa, com os órgãos parceiros, professores e profissionais que acompanham diariamente as crianças. Somos parte fundamental na identificação delas, que passam a ter um documento oficial com foto e impressão digital”, ressaltou a magistrada, salientando o alcance do projeto para os pais ou responsáveis, como um momento histórico.

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    Mães fizeram questão de participar da ação

    A secretária Municipal de Ação Social, Helena Wanderley, destacou as parcerias e explicou que a intenção é emitir a CIN para as crianças que estão na zona rural e nos assentamentos de Santa Gertrudes. “De forma que possamos dar às crianças o direito à cidadania de ter seu documento com fotos, além de ser um meio de segurança”, comentou.

    Mãe de uma criança de um ano de idade, que teve a identidade emitida, Jussara Barbosa Martins, disse que: “o Cidadania de Primeira tem a sensibilidade de tirar a documentação das nossas crianças, beneficiando também a comunidade”. Rejane Xavier, mãe de três crianças beneficiadas, achou o projeto muito interessante. “Ele está dando a oportunidade aos nossos filhos de tirarem a CIN, sem precisar que os pais se desloquem à cidade de Patos”, enfatizou.

    Por Lila Santos

    Fotos cedidas pelo Fórum da Comarca de Patos

     

  • TJPB realiza webinário para discutir ações afirmativas e equidade de gênero no Judiciário

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    Palácio da Justiça

    Ampliar a representatividade feminina no sistema de Justiça e promover a equidade de gênero são temas do webinário que será realizado no próximo dia 12 de maio, das 10h às 12h, pelo Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), por meio da Escola Superior da Magistratura (Esma) e do Comitê de Incentivo à Participação Institucional Feminina. O evento virtual terá como tema *“Diretrizes e Ações Afirmativas para Equidade de Gênero no Poder Judiciário.

    A abertura será conduzida pelo diretor da Esma, desembargador Joás de Brito Pereira Filho, e contará com a participação da presidente do Comitê, desembargadora Maria de Fátima Moraes Bezerra Cavalcanti Maranhão, que também atuará como mediadora da palestra.

    O webinário terá como palestrante a ouvidora nacional da Mulher e conselheira do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Renata Gil de Alcântara Videira, que preside o Comitê Nacional de Incentivo à Participação Feminina no Poder Judiciário. A magistrada é graduada em Direito pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), especialista em Segurança Pública pela Universidade Federal Fluminense (UFF) e mestre profissional em Direito pelo Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP).

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    Webnário foi confirmado durante reunião do Comitê

    Para a desembargadora Fátima Maranhão, o encontro virtual será uma oportunidade fundamental para fortalecer ações concretas no enfrentamento às desigualdades de gênero no Judiciário: “O webinário visa ampliar a conscientização sobre os desafios enfrentados por mulheres e pessoas de identidades de gênero diversas, além de impulsionar a construção de um Judiciário mais inclusivo, representativo e comprometido com os princípios da equidade e dos direitos humanos”, destacou.

    Fátima Maranhão ainda disse que a iniciativa integra o conjunto de ações estratégicas do Tribunal de Justiça da Paraíba em prol da valorização da diversidade e da promoção da igualdade de oportunidades no âmbito institucional.

    Sobre a palestrante – Renata Gil é  juíza estadual do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) e já atuou como juíza auxiliar da Corregedoria Nacional de Justiça, sendo a primeira mulher a presidir a Associação de Magistrados Brasileiros (AMB). Como conselheira do CNJ, ela é supervisora da Política Judiciária Nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres no Poder Judiciário e presidente do Comitê de Incentivo à Participação Institucional Feminina no Poder Judiciário. A conselheira é ainda fundadora do Instituto Nós por Elas, uma Organização Não Governamental (ONG) que promove uma série de ações focadas em combater a violência e a desigualdade de oportunidades entre gêneros.

    Por Fernando Patriota

     

  • Presidentes do TJPB, TRE-PB e OAB-PB discutem fortalecimento da Justiça e da advocacia paraibana

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    Presidentes da OAB-PB, do TJPB e do TRE-PB

    Na manhã desta terça-feira (29), foi realizada uma reunião entre os presidentes do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) e da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Paraíba (OAB-PB). O encontro ocorreu na Sala Branca do TJPB e teve como foco o fortalecimento do diálogo institucional e a discussão de temas relevantes para o funcionamento da Justiça e da advocacia paraibana.

    Participaram do encontro o presidente do TJPB, desembargador Fred Coutinho, o presidente do TRE-PB, desembargador Oswaldo Trigueiro do Valle Filho, e o presidente da OAB-PB, Harrison Targino. Um dos principais pontos da pauta foi a elaboração e envio das listas de advogados indicados pelo TJPB para compor o Tribunal Regional Eleitoral, que são posteriormente encaminhadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

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    No encontro, foram tratados temas relevantes para as instituições

    O presidente Fred Coutinho destacou a importância da harmonia entre as instituições e da abertura do Judiciário ao diálogo. “Temos a satisfação de debater temas de relevância e reafirmar nosso compromisso com o fortalecimento das instituições. A cooperação entre os poderes não beneficia apenas os órgãos envolvidos, mas, sobretudo, o cidadão paraibano”, afirmou.

    Já o presidente do TRE-PB, desembargador Oswaldo Trigueiro, frisou que a reunião foi motivada por uma demanda conjunta das instituições, especialmente diante de devoluções de listas de indicados pelo TSE por descumprimento de critérios. “Tratamos da necessidade de recomposição dessas listas e também da recomendação da ministra Cármen Lúcia para ampliarmos a participação feminina nas indicações ao TRE. Essa pauta recebeu apoio irrestrito da presidência do TJ e da OAB”, destacou.

    O presidente da OAB-PB, Harrison Targino, por sua vez, ressaltou o caráter construtivo do encontro. Segundo ele, além da questão das listas, também foram abordadas preocupações com as recentes falhas no sistema do Processo Judicial Eletrônico (PJe) e a qualificação do processo de escolha de advogados para atuação nos tribunais eleitorais.

    Por Lenilson Guedes

    Fotos: Ednaldo Araújo

  • Deputados aprovam campanha de prevenção à erotização precoce de crianças e adolescentes na Paraíba

    Deputados aprovam campanha de prevenção à erotização precoce de crianças e adolescentes na Paraíba

    Notícias

    Publicado em 29 de abril de 2025

    A Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) aprovou, por unanimidade, na sessão desta terça-feira (29), o Projeto de Lei 680/2023, de autoria da deputada Francisca Motta, que institui campanha permanente de orientação e prevenção à erotização e à sexualização precoce de crianças e adolescentes nas redes de ensino e sítios oficiais do Estado da Paraíba.

    O projeto defende a orientação e conscientização através de ações voltadas especialmente às redes de ensino e estabelece que a campanha precisa focar em conteúdos de caráter socioeducativo, com o objetivo de proteger o desenvolvimento psíquico de crianças e adolescentes e fortalecer o papel da sociedade e das instituições na preservação da infância.

    “A sociedade precisa ser contra qualquer investida imoral à inocência e à formação de crianças e adolescentes. Essa proposta fortalece a proteção física e psicológica das crianças, além de apoiar as instituições que atuam na defesa dos seus direitos”, justificou Francisca Motta. “Projeto importantíssimo para enfrentarmos essa chaga que ainda temos no brasil que é o abuso e a exploração sexual infantil”, acrescentou a deputada Cida Ramos.

    O projeto também proíbe o uso de verbas públicas em produtos, serviços, eventos ou espaços que promovam, de forma direta ou indireta, conteúdos considerados impróprios ou que incentivem a erotização precoce. Estabelecimentos que comercializam produtos com conotação sexual ou erótica deverão restringir o acesso de menores de idade. O descumprimento dessa norma poderá acarretar penalidades previstas no Código de Defesa do Consumidor (Lei nº 8.078/90), com agravantes em caso de reincidência.

    A Casa de Epitácio Pessoa aprovou ainda o PL 2.841/2024, de autoria da deputada Sílvia Benjamin, que institui o “Selo Escola Amiga da Saúde Mental” no estado da Paraíba. A iniciativa visa reconhecer escolas que promovem a inclusão social de pessoas com transtornos mentais, inclusive do espectro autista, por meio de ações que valorizem e humanizem as relações de trabalho dentro do ambiente escolar.

    A obtenção do selo, que funcionará como instrumento de incentivo, será voluntária e dependerá da comprovação das práticas inclusivas, com validade de dois anos, renovável mediante avaliação da Secretaria Estadual de Educação. “Estamos dando um passo importante para melhorar a qualidade de vida de pessoas com transtornos mentais e TEA, fortalecendo o tecido social e educativo do Estado da Paraíba”, afirmou Sílvia Benjamin, destacando também que a proposta contribui para uma sociedade mais justa, inclusiva e humanizada.

    MEDALHA PAPA FRANCISCO

    O deputado João Gonçalves propôs, através do Projeto de Resolução 384/2025, a criação da Medalha Papa Francisco, destinada a homenagear religiosos que tenham se destacado por serviços prestados à sociedade paraibana e dá outras providências. O PL foi aprovado por unanimidade. “A criação da Medalha Papa Francisco se propõe a reconhecer esses homens e mulheres que, através da fé e do serviço ao próximo, têm contribuído significativamente para a transformação social em nosso estado inspirados na figura do Papa Francisco, líder religioso mundialmente reconhecido por sua humildade, compromisso com os pobres, defesa do meio ambiente e incansável atuação em prol da paz”, argumentou o deputado João.

    POSSE DEPUTADO FÉLIX ARAÚJO

    Durante sessão ordinária desta terça-feira, tomou posse como deputado estadual o ex-prefeito de Campina Grande Félix Araújo. O parlamentar fará parte do Poder Legislativo paraibano durante o período de licença de 121 dias solicitado pelo deputado Chió para tratamento da saúde.

    Felix Araújo também já foi vereador de Campina Grande e presidente da Câmara Municipal daquela cidade. Em seu discurso de posse, Araújo externou sua alegria em integrar a Casa de Epitácio Pessoa como um legítimo representante do povo no Legislativo paraibano.

    “Estou emocionado e honrado em repartir com a tribuna do povo da Paraíba um instante tão significativo para mim. Venho com o espírito da absoluta fraternidade para unir a minha voz à voz desta Casa que tantos serviços prestados tem à Paraíba e à República também”, afirmou o deputado.

    Araújo disputou as eleições para o parlamento estadual em 2022 pela federação Psol/Rede Sustentabilidade e conquistou quase 4 mil votos, ficando na condição de terceiro suplente.

    A população paraibana pode acompanhar todas as matérias apresentadas na ALPB, assim como, sessões ordinárias, visitas técnicas, reuniões de comissões, solenidades e debates através da TV Assembleia, pelo canal 8.2, e também pelo canal TV Assembleia PB no Youtube.

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  • ALPB discute impactos ambientais da poluição do rio Jaguaribe

    Notícias

    Publicado em 29 de abril de 2025

    A Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), em parceria com Câmaras Municipais de João Pessoa e Cabedelo, realizou, audiência pública conjunta, na tarde desta terça-feira (29), para discutir os impactos ambientais da poluição no rio Jaguaribe, João Pessoa, e, conseuentemente, propor soluções para o problema. O evento, proposto pelo deputado Eduardo Carneiro e pelos vereadores Fábio Carneiro e Saulo Dantas, aconteceu no plenário “Deputado José Mariz” e reuniu gestores públicos, especialistas em gestão ambiental e entidades representativas da sociedade civil.

    Ao propor a discussão, o deputado Eduardo Carneiro lembra que a poluição do Rio Jaguaribe tem consequências negativas para a saúde da população local, incluindo doenças gastrointestinais, como diarreia e vômitos; e problemas respiratórios, como asma e bronquite. Segundo ele, é importante que medidas sejam tomadas para reduzir a poluição do Rio Jaguaribe e proteger a saúde da população local. “É um momento importante para João Pessoa, para Paraíba, para a nossa Capital e para todos os paraibanos. Discutir o tema do meio ambiente, discutir a poluição nos rios, discutir temas que são sensíveis a nossa população e que causam um impacto, não apenas momentâneo, mas também um impacto para o nosso futuro, de mudança climática, de várias outras questões que importam”, declarou.

    O vereador Fábio Carneiro, destaca que o Rio Jaguaribe, que corta toda a cidade de João Pessoa, tem sido contaminado nas últimas décadas, não só pela questão do esgotamento sanitário, mas também por grandes fábricas, e comerciantes. “Chegou a hora de a gente ter um olhar mais crítico e ao mesmo tempo de fiscalização para que esse rio seja revitalizado”, disse o vereador.

    O vereador Saulo Dantas, representando a Câmara Municipal de Cabedelo, elogiou a iniciativa da Assembleia Legislativa, através do deputado Eduardo Carneiro, ao propor um debate que vai unir as forças de todos os poderes legislativos municipais, seja de Santa Rita, de João Pessoa, de Cabedelo, que são setores interessados e fazem parte também dessa problemática do Rio Jaguaribe.

    “É uma iniciativa muito importante, principalmente por trazer essa problemática, a nível municipal, para poder ter a visão de cada cidade e como cada uma pode contribuir para a gente buscar soluções. Tomara que a gente possa, enquanto o Poder Legislativo, estar cobrando para que essas ideias saiam do papel, se tornem realidade e que a gente fiscalize para que isso realmente aconteça”, frisou.

    O professor Joácio Morais, do Departamento de Engenharia Civil e Ambiental da UFPB, fez uma exposição sobre o papel da universidade nesse processo, através do estudo de soluções para proporcionar o melhor conforto para a comunidade. “Nós temos que sair dos muros da universidade. Não adianta produzir conhecimento para ficar, permanecer dentro da UFPB, dentro de qualquer universidade. A gente tem que ir para fora, trabalhar junto à comunidade”, disse.

    Também prestigiaram o evento o executivo Antônio Elizeu, coordenador-geral do Programa João Pessoa Sustentável e Despoluição do Rio Jaguaribe; o secretário municipal de Meio Ambiente de João Pessoa, Wellison Silveira; o executivo Thiago Pessoa, diretor de Operações e Manutenção da Cagepa; o secretário municipal de Meio Ambiente de Cabedelo, Francisco Pereira Urtiga; a advogada Marina Gadelha, representando o presidente da OAB-PB, Harrison Targino; a jornalista Inise Machado, ouvidora-geral da Defensoria Pública da Paraíba, representando a defensora-geral do Estado, Maria Madalena Abranes; a professora da UFPB, Cristian Crispim, além dos vereadores Fernando Milanez Neto, líder da oposição na Câmara Municipal de João Pessoa; Mo Lima e Rômulo Dantas.

     

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  • Dia do Trabalho: TRF5 funcionará em regime de plantão Última atualização: 29/04/2025 às 14:27:00

    As atividades do Tribunal Regional Federal da 5ª Região – TRF5 estarão suspensas na próxima quinta-feira (1º/05), Dia do Trabalho, funcionando apenas o plantão judiciário. A alteração do expediente está prevista na Lei Federal nº 10.607/2002. 

    Prazos processuais com início ou fim nessa data serão prorrogados para a sexta-feira (02/05). Durante o plantão, o atendimento será realizado pelo telefone (81) 98726.6053 ou através do e-mail plantao@trf5.jus.br.   

    Atendimento remoto 

    Já na sexta-feira (2/05), o atendimento ao público será realizado de forma remota, das 12h às 17h. A medida está prevista no Ato nº º 232/2025, da Presidência do TRF5. Na data, os serviços serão prestados por meio do Balcão Virtual, através de e-mail ou por telefone. 

    Canais de atendimento: 

    Balcão virtual 

    Lista telefônica e de e-mails

    Por: Divisão de Comunicação Social do TRF5

  • Aemp e Vara da Infância e Juventude de CG visitam Casas da Esperança, Ipesq e Alpargatas

    Aemp e Vara da Infância de Campina
    Visita à indústria Alpargatas

    A convite do juiz Perilo Lucena, da Vara da Infância e Juventude de Campina Grande, a presidente da Associação das Esposas dos Magistrados e Magistradas da Paraíba (Aemp), Nalva Coutinho, e assessores conheceram, na segunda-feira (28,) as instituições de acolhimento Casas da Esperança 3 e 4, administradas pela Prefeitura de Campina Grande.

    A comitiva da Aemp e da Vara da Infância visitaram, também, o Instituto dos Cegos, que tem à frente Adenize Queiroz de Farias,  e o Ipesq  (Instituto Professor Joaquim Amorim Neto de Desenvolvimento, Fomento e Assistência a Pesquisa Científica e Extensão), organização civil de fins não econômicos, de caráter filantrópico, fundada em 2008 em Campina Grande,  que cuida de crianças com microcefalia e outras desordens neurais.

    O primeiro encontro aconteceu na fábrica da Alpargatas de Campina Grande, que fará a doação de 2.500 sandálias havaianas à Vara da Infância e Juventude. Trezentas sandálias serão repassadas para Aemp, que fará a entrega a entidades carentes de João Pessoa.

    “Foi um dia de muito trabalho e satisfação ter sido recebida pelo juiz Perilo Lucena, que nos proporcionou conhecer as casas de acolhimento de Campina Grande, onde pudemos ver de perto o excelente trabalho desenvolvido naquela cidade, o cuidado com crianças e adolescentes. Visitamos, também, outras entidades da maior importância que trabalham com crianças.  A Aemp vai fazer parceria com essas entidades”, disse a presidente da Aemp, Nalva Coutinho.

    Para o juiz Perilo Lucena, foi um dia produtivo e especial a ida da presidente da Aemp a Campina para conhecer os projetos das Casas da Esperança e outras entidades.

    “Quero agradecer a presença da presidente da Aemp, Nalva Coutinho, aqui em Campina, para conhecer um pouco do trabalho da Infância e Juventude e das instituições que atuam como parceiras e que fazem parte da rede de proteção pública e privada e das organizações não governamentais. Hoje, visitamos o Instituto dos Cegos de Campina Grande e estivemos na Alpargatas para receber uma valiosa doação, que será compartilhada com outras unidades de proteção das crianças e dos adolescentes”, disse o juiz Perilo.

    De acordo com Berivaldo Araújo, diretor do Instituto Alpargatas, a parceria com o Juizado da Infância e Juventude de Campina Grande fortalece o elo social da Alpargatas. “Essa parceria com a Vara da Infância e Juventude fortalece a prática solidária do Instituto Alpargatas e o compromisso com a igualdade de oportunidades, entre pessoas em vulnerabilidade, promovendo inclusão, diversidade e garantia de direitos”.

    Aemp e Vara da Infância de Campina
    Visita ao Instituto dos Cegos

    A  presidente do Instituto dos Cegos de Campina Grande (Iceno), Adenize Queiroz,  destacou a visita da presidente da Aemp e o trabalho que eles fazem com a Vara da Infância e Juventude de Campina.

    “São mais de 70 anos de trabalho e é sempre gratificante a presença do juiz Perilo Lucena, e saudamos a visita da presidente da Aemp, Nalva Coutinho. Por aqui já foram formadas várias pessoas, dentre advogados, profissionais autônomos, músicos, professores. O  Iceno  tem promovido a inclusão e ampliado a qualidade de vida das pessoas que nos procuram. A meta do Instituto é fazer um trabalho próximo da sociedade, estabelecer essa aproximação com o Judiciário e com associações, como a Aemp, que trabalham nesse contexto. Para nós, é mais que importante que os segmentos sociais conheçam  e reconheçam o trabalho da Instituição, identificando-se como parceiros da luta pela qualidade de vida das pessoas cegas”, revelou Adenize Amorim.

    Aemp e Vara da Infância de Campina
    Visita à Casa da Esperança

    Casas da Esperança

    As  visitas às Casas da  Esperança 3 e 4 foram conduzidas pelo secretário  de Assistência Social do município de Campina Grande (Semas), Fábio Henrique Thoma, e pelo presidente do Conselho da Criança e do Adolescente, Paulineto do Nascimento Sarmento.

    “Impressionante o trabalho que é desenvolvido nessas casas. O cuidado e o zelo pelas crianças e adolescentes, também os bebês, mostra o quanto os profissionais se dedicam 24 horas no desenvolvimento humano”, pontuou a presidente da Aemp, Nalva Coutinho.

    Para o secretário Fábio Henrique Thoma, esse trabalho das Casas da Esperança é uma ação contínua. “Agradecemos a parceria com o juiz Perilo Lucena e a visita da presidente da Aemp, Nalva Coutinho. Nosso trabalho é imenso, nas quatro casas de acolhimento, com crianças e adolescentes, muitos desde o nascimento até completarem 18 anos. Acolhemos os bebês na Casa 3;  na Casa 1, apenas o sexo masculino; na 4, só irmãos; e na Casa 2, só mulheres”, relatou o secretário Thomas.

    Ana Nery, coordenadora da Casa 3: “Considero extremamente positiva a visita da presidente da Aemp. É interessante que toda a rede tenha conhecimento de como é  feito o nosso trabalho em relação a essas crianças. Temos hoje 32 crianças em atendimento. É interessante que as pessoas tenham conhecimento de como  a gente vive essa rotina com essas crianças. Então, ter o olhar e sentir a necessidade e sentir a realidade do trabalho”.

    Aemp e Vara da Infância de Campina
    No Ipesq, centro especializado em microcefalia

    Microcefalia e outras desordens neurais

    A última visita aconteceu no Ipesq, instituição filantrópica que trabalha com pesquisa, cuidado e atenção a crianças com microcefalia e com outras desordens neurais, de Campina Grande e região, que tem como coordenador e vice-presidente Romero Moreira. O Ipesq é o maior banco de dados de microcefalia do mundo.

    “Muito nos alegra a visita da presidente da Aemp, Nalva Coutinho, conduzida pelo nosso parceiro, o juiz Perilo Lucena. Cuidamos aqui em Campina de quase 120 crianças com microcefalia. Damos o tratamento, fazemos fisioterapia, terapia ocupacional, acompanhamento médico e nutricional, fonoaudiologia para as crianças e as famílias. As mães trazem os filhos e são atendidos, fornecemos leite, suplementos e consultas médicas e exames, o que temos disponíveis e é tudo gratuito” comentou Romero.

    Por Kubitschek Pinheiro (texto e fotos)