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  • Governo do Brasil entrega cinco novos aceleradores lineares em cidades do interior para ampliar acesso à radioterapia no SUS

    Governo do Brasil entrega cinco novos aceleradores lineares em cidades do interior para ampliar acesso à radioterapia no SUS

    O Ministério da Saúde inaugurou cinco novos aceleradores lineares em diferentes estados do país, ampliando o acesso à radioterapia no SUS. São cidades do interior de São Paulo (Presidente Prudente), do Rio de Janeiro (Teresópolis), de Santa Catarina (Jaraguá do Sul), do Rio Grande do Sul (Lajeado) e da região central de Goiás (Anápolis) que terão sua capacidade de atendimento ampliada, reduzindo o deslocamento dos pacientes com câncer. A distância para os serviços mais próximos, no caso desses municípios, pode variar de 120 a 600 km.

    O investimento federal nos novos serviços foi de R$ 58,8 milhões como parte do programa Agora Tem Especialistas, voltado a expansão da assistência e redução de filas em áreas prioritárias, como oncologia. O ato de inauguração dos aceleradores lineares, realizado simultaneamente nas cinco cidades. O vice-presidente, Geraldo Alckmin, e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, acompanharam de Presidente Prudente (SP).

    “Na maioria dos casos, quando se tem o diagnóstico certo, o câncer é curável. E tratá-lo perto de casa é melhor. É melhor ser tratado aqui do virar ficha lá na capital, longe da família, longe dos amigos”, disse o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin.

    O fortalecimento de centros regionais de tratamento de câncer amplia a oferta e capacidade dos serviços, garantindo atendimento mais perto de casa. Mais modernos, os equipamentos permitem tratamento mais preciso, com menos sessões e menor impacto para o paciente. Neste governo, foram adquiridos mais de 100 aceleradores lineares e já são quase 40 novos aparelhos entregues desde 2023. Com avanços também no diagnóstico, consultas e cirurgias, o Agora Tem Especialistas do Ministério da Saúde garante o maior acesso a assistência oncológica da história do SUS, reduzindo desigualdades e vazios assistenciais.

    Em Presidente Prudente, o novo equipamento permitirá o atendimento de 86% da demanda regional, consolidando a cidade como um polo de referência para cidades vizinhas, como Tupã, Marília e Assis, reduzindo a dependência de centros como Barretos, Jaú e a capital do estado.

    “O novo centro de tratamento de radioterapia em Presidente Prudente vai garantir que todas as pessoas dessa região, que toda essa região, possam ter o tratamento completo do câncer aqui. As pessoas precisavam ir para Barretos, São José do Rio Preto, não precisa mais. Toda a parte da cirurgia, da quimioterapia são feitas aqui e agora mais um novo equipamento de radioterapia moderno, tendo um impacto muito positivo”, explicou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

    Em Teresópolis (RJ), a expansão da assistência reduzirá o número de pacientes que precisam ir até o Rio de Janeiro, Niterói, Vassouras ou Campos. O novo acelerador linear de Jaraguá do Sul (SC), beneficiará também os municípios de Joinville, São Bento do Sul, Mafra, Três Barras, Canoinhas, entre outros. Em Lajeado (RS), referência na região, atenderá outras oito cidades próximas, respondendo por 73% da demanda regional. Enquanto o aumento da capacidade em Anápolis (GO) reduzirá a distância dos pacientes que acabam tendo de buscar atendimento na capital.

    Inédito: São Paulo recebe 30 veículos para transporte de pacientes do SUS

    O Ministério da Saúde entregou para o São Paulo 30 micro-ônibus para o transporte de pacientes que precisam se deslocar para fazer radioterapia e hemodiálise. Com investimento de R$ 16,4 milhões, é o segundo estado a ser contemplado pelo Agora Tem Especialistas Caminhos da Saúde, depois do Ceará que recebeu 26 unidades.

    Foram adquiridos 3,3 mil veículos para atender a todo o país. A ação representa um marco inédito, ao garantir, pela primeira vez, recursos federais diretos na estruturação do transporte intermunicipal de pacientes do SUS, promovendo mais dignidade para pacientes e acompanhantes, segurança e continuidade no tratamento e a redução de faltas e abandono terapêutico.

    Mais de R$ 195 milhões para obras e serviços de saúde em São Paulo

    Ao todo, o estado de São Paulo recebeu investimentos de mais de R$ 195 milhões em obras, serviços e equipamentos. Além do acelerador linear e entrega dos veículos para transporte sanitário, foram assinadas 59 ordens de serviço para a construção de 51 Unidades Básicas de Saúde (UBS) e oito Centros de Atenção Psicossocial (CAPS). O recurso, na orem de R$ 149,3 milhões, já cai na conta das prefeituras.

    A iniciativa faz parte da maior liberação imediata de recursos do Novo PAC Saúde em uma única etapa: são R$ 1,2 bilhão destinados à construção de 541 novas unidades de saúde em 26 estados.

    Acesse a lista dos municípios contemplados no estado

    Outro recurso liberado é do Pacto Nacional de Retomada de Obras. São 56 obras em 42 municípios brasileiros, no valor total de R$ 5,4 milhões. Em São Paulo estão contempladas duas unidades básicas em São Roque e uma em Santos.

    Novos PAC Saúde: mais ambulâncias do SAMU e unidades móveis

    O Governo Federal entregou ainda novas unidades do SAMU 192 para atender diferentes cidades de São Paulo. As macrorregionais de Araçatuba, Assis, Noroeste Paulista e Presidente Prudente receberam 38 ambulâncias do SAMU 192, sendo 20 para expansão e 18 para renovação da frota, com investimento de R$ 11,8 milhões.

    Novas unidades odontológicas móveis (UOM) vão ampliar a capacidade de resposta da rede pública em diferentes regiões do estado. São 9 UOMs, com o investimento de R$ 3,5 milhões, já equipadas para atender especialmente em áreas remotas ou de difícil acesso. “Quando o presidente Lula voltou a governar em 2023, tínhamos 150 unidades móveis”, lembrou Padilha. “Vamos terminar este ano com 900 clínicas odontológicas móveis!”

    O Novo PAC representa o maior programa de investimentos em infraestrutura do SUS. Até o momento, o Ministério da Saúde já destinou R$ 32,2 bilhões para obras, equipamentos e veículos em todo o país, incluindo a previsão de 2.600 Unidades Básicas de Saúde, 330 Centros de Atenção Psicossocial, 101 policlínicas, 4.800 ambulâncias do SAMU e 800 Unidades Odontológicas Móveis, além da distribuição de combos de equipamentos para UBS, fortalecendo a capacidade de atendimento do SUS e ampliando o acesso da população a serviços essenciais de saúde em todas as regiões do Brasil.

    Carreta do Agora Tem Especialistas oferta atendimento oftalmológico

    Uma carreta de oftalmologia do programa Agora Tem Especialistas do Ministério da Saúde chegou a Presidente Prudente e começa a atender pacientes do SUS agendados e encaminhados pela secretaria de saúde local. A unidade móvel, com foco no diagnóstico de doenças oculares, conta com médico, enfermeiro e técnico de enfermagem, que estão prontos para ofertar consultas e avaliações oftalmológicas, ultrassonografias oculares e até cirurgias de catarata, levando centenas de pessoas a voltarem a enxergar.

    A capacidade é de até 200 atendimentos diários, integrando uma estratégia nacional que já alcançou mais de 82 mil pessoas e realizou mais de 237 mil procedimentos no SUS. Atualmente, em todo o país, são mais de 64 unidades móveis em operação.

    A unidade implantada também beneficiará os municípios de Estrela do Norte, Presidente Bernardes, Emilianópolis, Caiabu, Indiana, Pirapozinho, Martinópolis, Ribeirão dos Índios, Alfredo Marcondes, Anhumas, Taciba, Sandovalina e Tarabai.

    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde lança projeto de enfrentamento aos impactos da crise climática na saúde em Recife (PE)

    Para fortalecer o debate e as ações de enfrentamento aos impactos da crise climática na saúde e na alimentação, o Ministério da Saúde lançou o projeto “Mudanças Climáticas, Saúde e Alimentação – Rede de Comitês Populares Ambientais em Territórios das Periferias”. A iniciativa conta com investimento de R$ 3,5 milhões e marca o início da formação de uma rede de comitês populares ambientais.

    O lançamento aconteceu nesta segunda-feira (24), na Fiocruz, em Recife (PE), e deu início às atividades do projeto. A ação é voltada para representantes de movimentos sociais e da sociedade civil — com escolaridade de nível fundamental, médio ou superior — que atuem ou residam em territórios da Paraíba e de Pernambuco. Estudantes de graduação e pós-graduação, além de docentes de instituições públicas de ensino e pesquisa, também podem participar.

    A representante do Ministério da Saúde, Lívia Méllo, destacou a importância de envolver a população na construção de soluções, especialmente diante dos desafios ambientais. “Esse projeto é fundamental porque, muitas vezes, a gente só atua quando os desastres já aconteceram. A própria pandemia é um exemplo de crise relacionada à interferência humana no meio ambiente. Precisamos valorizar as experiências que as comunidades já desenvolveram nesses contextos e incorporá-las como tecnologias sociais dentro do Sistema Único de Saúde (SUS)”, afirmou.

    Além de enfrentar os impactos da crise climática na saúde e na alimentação, o projeto prevê a criação de 135 Comitês Populares Ambientais em periferias de regiões metropolitanas — sendo 90 em Pernambuco e 45 na Paraíba. A proposta é fortalecer a articulação entre clima, saúde e alimentação a partir dos princípios da educação popular.

    Os comitês vão estimular a solidariedade comunitária e a vigilância popular em saúde, promovendo o diálogo entre saberes técnicos e populares. A iniciativa também busca transformar em ações práticas as diretrizes da Política Nacional de Educação Permanente em Saúde (PNEPS) e da Política Nacional de Educação Popular em Saúde (PNEPS-SUS).

    Para viabilizar essa estrutura, o projeto vai formar 27 estudantes de graduação e pós-graduação, que atuarão como monitores responsáveis por preparar 270 Agentes Populares Ambientais. Esses monitores também vão apoiar o planejamento e o acompanhamento das atividades nos territórios.

    Formação dos Agentes Populares Ambientais

    A formação terá carga horária de 168 horas. Cada comitê contará com dois Agentes Populares Ambientais e até dez participantes da comunidade. Cada monitor será responsável por cinco comitês, acompanhando diretamente dez agentes.

    Os agentes terão papel central na criação e no fortalecimento da rede, atuando no planejamento e na coordenação das atividades nos territórios. Também vão desenvolver estratégias de comunicação popular, contribuindo para dar visibilidade às comunidades e combater a desinformação sobre clima e saúde.

    Para Alice Albuquerque, agente popular ambiental e estudante de artes, moradora do Centro de Recife, o projeto é uma oportunidade de fortalecer o diálogo com os territórios. “A gente vai poder escutar quem vive ali, quem conhece de perto os problemas, para buscar soluções coletivas. Nosso papel não é dar aula, mas construir conhecimento junto, de forma popular e coletiva”, destacou.

    Os agentes serão indicados por movimentos sociais e devem ter atuação nos territórios periféricos das regiões metropolitanas de Recife e João Pessoa. Entre os requisitos estão: ter no mínimo 16 anos, disponibilidade de horário, experiência com educação popular e atuação em grupo, além de afinidade com o tema das mudanças climáticas. A iniciativa, coordenada pelo Instituto Aggeu Magalhães (IAM/Fiocruz PE), em parceria com o Mãos Solidárias e a Universidade de Pernambuco (UPE) e Universidade Federal da Paraíba (UFPB).

    Nádia Conceição
    Ministério da Saúde

  • TRF5 inicia ciclo de palestras do Plano de Capacitação Continuada em Matéria Ambiental Última atualização: 27/04/2026 às 17:45:00

    O Tribunal Regional Federal da 5ª Região – TRF5 iniciou, nesta segunda-feira (27/04), o ciclo de palestras do Plano de Capacitação Continuada em Matéria Ambiental. Duas exposições integraram a programação, que também contou com uma reunião entre a Corregedoria-Regional da Justiça Federal da 5ª Região (JF5) e o Grupo de Trabalho do Meio Ambiente do TRF5, para alinhar as ações da Semana da Pauta Verde, que acontece no próximo mês de junho. O evento foi realizado na Sala do Conselho de Administração, com transmissão ao vivo pelo canal do TRF5 no YouTube.  

    A coordenadora do Grupo de Trabalho, desembargadora federal Germana Moraes, abriu o encontro, lembrando que a reunião acontece pouco tempo depois da data em que se comemora o Dia Internacional da Mãe Terra (22 de abril), instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU). A magistrada agradeceu a presença de todos(as) e ressaltou o trabalho de vários setores do Tribunal e todas as pessoas envolvidas na realização do evento, que tem como principal objetivo a organização da II Semana da Pauta Verde, que acontecerá entre os dias 08 e 12/06. 

    Em seguida, o corregedor-regional da JF5, desembargador federal Leonardo Resende, que participou na modalidade remota, fez uso da palavra. Ele salientou que reunião é um marco, por ser a primeira realizada de forma presencial. Resende também destacou que a tutela dos direitos do meio-ambiente é um tema complexo e multipolar, que envolve inúmeras instituições, e que o Plano de Capacitação Continuada em Matéria Ambiental da JF5 prevê a realização de palestras mensais sobre o assunto. 

    Os convidados para falar sobre a temática dos resíduos sólidos foram o auditor de controle externo do Tribunal de Contas de Pernambuco (TCE-PE), Alfredo Montezuma, e o professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), José Fernando Thomé Jucá. 

    Projeto “Zero Lixões” 

    Alfredo Montezuma foi o primeiro a palestrar. Ele abordou o tema “Gestão de Resíduos Sólidos: Encerramento dos Lixões em Pernambuco”. Montezuma destacou o sucesso do projeto “Zero Lixões” em Pernambuco, uma iniciativa liderada por Tribunais de Contas Estaduais em parceria com o Ministério Público, para eliminar lixões a céu aberto. O auditor apresentou um quadro evolutivo, que mostra que, em 2014, havia 155 lixões no estado e como, em 2025, todos foram eliminados. Segundo o palestrante, ainda há muito lixões do restante do País, o que faz de Pernambuco um caso de destaque. 

    De acordo com o auditor do TCE, entre os fatores que contribuíram para o êxito do projeto está a ação conjunta entre os órgãos de controle externo, como o TCE, o Ministério Público de Pernambuco (MPPE), Agência Estadual de Meio Ambiente de Pernambuco (CPRH) e Secretaria de Meio Ambiente; os gestores dos aterros sanitários e as administrações municipais. 

    Gazes de efeito estufa 

    O segundo palestrante do encontro foi o professor José Fernando Thomé Jucá, que falou sobre “Tratamento dos resíduos sólidos em aglomerações urbanas: desafios e avanços promovidos pela Lei 12.305/2010”. Temas como sustentabilidade e descarbonização e a transformação de lixo em recursos ganharam destaque em sua fala. Jucá detalhou como os resíduos sólidos impactam na emissão de gazes de efeito estufa, sendo responsável pela liberação de mais de 90 toneladas CO2 por ano, no Brasil. 

    Entre os esforços para vencer os desafios urbanos, Fernando Jucá citou o projeto do Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (ITP) “Cidades Cabono Neutro”, do qual participa, e que envolve empresas privadas, além da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). O projeto prevê ações relacionadas a desenvolvimento urbano sustentável; edificações e construção civil, infraestrutura viária e mobilidade; e energia e insumos renováveis. 

    II Semana do Meio Ambiente 

    Ao final das palestras, a Corregedoria-Regional e o Grupo de Trabalho do Meio Ambiente do TRF5 se reuniram o para alinhar as ações realizadas pela Corte no que se refere ao meio ambiente.  Estiveram entre os objetivos do encontro: a realização de diagnóstico da situação atual do TRF5, no que diz respeito ao cumprimento da Resolução do CNJ; a identificação de eventuais pendências existentes para a concretização da Política no TRF5; e a apresentação dos resultados das reuniões interinstitucionais preparatórias para a II Semana do Meio Ambiente. 

     

    Por: Divisão de Comunicação Social do TRF5


  • Fortalecimento do controle social entra na pauta do Abril Indígena

    Fortalecimento do controle social entra na pauta do Abril Indígena

    A escuta qualificada e o fortalecimento do controle social nos territórios, em prol do aprimoramento das políticas públicas voltadas aos povos originários, esteve em foco na programação do Abril Indígena do Ministério da Saúde. Entre os dias 13 e 15 de abril, a pasta recebeu, por meio da Secretaria de Saúde Indígena (Sesai), dirigentes de conselhos distritais de todo o país. Eles se reuniram, em Brasília, para a 12ª reunião ordinária do Fórum de Presidentes de Conselhos Distritais de Saúde Indígena (FPCondisi). Ao longo de três dias, o encontro reuniu lideranças, assessores regionais, representantes de instituições e convidados para discutir temas estratégicos para o fortalecimento da saúde indígena no país.

    Realizada na sede da Agência Brasileira de Apoio à Gestão do Sistema Único de Saúde (AgSUS), a reunião contou com mesas qualificadas que debateram pautas como as diretrizes do programa de atenção psicossocial e bem viver indígena; o enfrentamento ao assédio institucional; e os impactos de contaminantes ambientais, como mercúrio e agrotóxicos. Também foram abordadas questões relacionadas ao orçamento, à gestão da força de trabalho e à atualização dos planos distritais de saúde indígena.

    Para a secretária de Saúde Indígena do Ministério da Saúde, Lucinha Tremembé, o fórum desempenha papel fundamental na aproximação entre gestão e territórios. “O FPCondisi é um espaço de escuta. Aqui, temos a oportunidade de ouvir as demandas e reivindicações dos presidentes dos conselhos distritais de saúde indígena. Nosso objetivo com esse encontro é garantir proximidade e dar celeridade às questões daqueles que estão no chão da aldeia e conhecem de perto a realidade das comunidades”, pontuou.

    Já Marciane Tapeba, coordenadora-geral de Participação e Controle Social da Sesai, lembrou que a pasta tem intensificado sua atuação para fortalecer o engajamento das lideranças e usuários do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (SasiSUS). “Por meio do fórum, temos trabalhado na perspectiva de estimular cada vez mais essa integração dos indígenas ao controle social, além de qualificar os presidentes para que eles possam atuar junto aos seus Condisi”, pontuou.

    Para a vice-coordenadora do FPCondisi, Lurdelice Moreira, indígena do povo Kaiowá, o fórum representa um espaço estratégico de construção coletiva. “O FPCondisi é uma esfera representativa, onde as lideranças são ouvidas e têm seu lugar de fala respeitado. Aqui, conseguimos discutir as demandas dos territórios, dos DSEI [Distrito Sanitário Especial Indígena] e Condisi. Assim, é possível fiscalizar, avaliar e fortalecer o acompanhamento das ações em nível nacional”, ressaltou.

    Participação institucional

    A programação da 12ª reunião ordinária do FPCondisi incluiu, ainda, um painel dedicado à atuação da AgSUS na saúde indígena. Na ocasião, foram apresentados o funcionamento dos escritórios distritais, o processo de transição da força de trabalho terceirizada e outras iniciativas em curso.

    O diretor-presidente da AgSUS, André Longo, destacou a importância da participação social no processo. “A AgSUS também é a casa dos povos indígenas, por isso, temos fortalecido essa participação desde o início, com a realização das consultas públicas nos 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas. Temos um profundo respeito pelo controle social e esperamos que essa reunião traga luz a questões importantes que são tratadas pela nossa agência, que tem sido parceira da Sesai nesse processo de construção da melhoria da saúde indígena”, afirmou.

    Estão previstas três reuniões do fórum ao longo do ano, sendo esta a primeira de 2026. A expectativa é que o próximo encontro ocorra até o mês de agosto, dando continuidade ao processo de diálogo permanente e aprimoramento das ações voltadas à saúde dos povos indígenas.

    Sobre o fórum

    O FPCondisi é uma instância colegiada vinculada à Sesai, responsável por acompanhar a execução das ações e contribuir para o fortalecimento da Política Nacional de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas (PNASPI). O fórum atua tanto no âmbito do SasiSUS, quanto em articulação com o Sistema Único de Saúde (SUS).

    O colegiado, composto por 34 presidentes de Conselhos Distritais de Saúde Indígena (Condisi), possui caráter permanente e consultivo. São promovidas reuniões periódicas para debater demandas, propor encaminhamentos e acompanhar a implementação de políticas públicas nos territórios. Além dos presidentes, também integram o fórum representantes do Ministério dos Povos Indígenas (MPI), da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) e assessores técnicos indígenas regionais.

    Leidiane Souza
    Ministério da Saúde

  • Vacina é principal proteção antes de viajar para países com surto de sarampo

    Com a aproximação da Copa do Mundo da FIFA 2026, o Ministério da Saúde publicou, por meio de nota técnica, recomendações para brasileiros que pretendem viajar aos Estados Unidos, México e Canadá para acompanhar os jogos, diante dos surtos de sarampo em curso nos três países-sede. A pasta orienta os viajantes a conferirem e atualizarem a caderneta de vacinação antes do embarque. A vacina é a principal medida para reduzir o risco de infecção e evitar a reintrodução do vírus no Brasil. 

    O alerta ocorre em meio ao aumento da circulação internacional de pessoas nos próximos meses e ao risco de importação de casos. A recomendação tem por objetivo chamar a atenção sobre a necessidade de ampliar a proteção vacinal de crianças, adolescentes e adultos que tenham viagem programada para essas regiões. 

    Em 2025, o Canadá enfrentou um forte aumento nos casos de sarampo, com 5.062 registros, o que levou o país a perder o status de livre da doença. Em 2026, já foram contabilizados 871 casos, e a transmissão continua ativa. O México vive uma situação semelhante: após registrar apenas 7 casos em 2024, o país teve uma escalada expressiva para 6.152 casos em 2025 e já soma 9.207 registros em 2026. Nos Estados Unidos, o cenário também preocupa, com 2.144 casos registrados em 2025 e outros 1.738 neste ano. 

    Nos três países, o sarampo segue em circulação, com transmissão contínua do vírus, um contexto que acende o alerta para viajantes e autoridades de saúde. A orientação é que todos os viajantes verifiquem a situação vacinal e atualizem o esquema antes do embarque. Crianças, adolescentes e adultos devem seguir as recomendações do Calendário Nacional de Vacinação, respeitando os prazos necessários para garantir a proteção adequada antes da viagem. 

     A vacinação prévia à viagem é a medida mais eficaz de proteção individual e coletiva. O sarampo é uma doença altamente contagiosa, transmitida pelo ar, e pode se espalhar rapidamente em ambientes com grande concentração de pessoas, como eventos de massa. O cenário internacional, aliado à existência de pessoas não vacinadas, aumenta o risco de casos importados e possíveis surtos no Brasil. 

    Saiba quando se vacinar antes de viajar para o exterior

    Casos recentes no Brasil 

    No início deste mês, o município do Rio de Janeiro confirmou um caso de sarampo: uma mulher de 22 anos, sem registro de vacinação, que trabalha em um hotel na cidade. Após a notificação, foram adotadas medidas imediatas de investigação, vacinação de bloqueio na residência, no local de trabalho e no serviço de saúde, além de ter sido iniciada a varredura na área próxima à sua residência para identificação de possíveis outros casos e vacinação. O Ministério da Saúde acompanhou a investigação de forma articulada com as secretarias municipal e estadual de saúde. 

    Este é o segundo caso registrado no Brasil em 2026. O primeiro foi em São Paulo: uma criança de seis meses, moradora da zona norte da capital, com histórico recente de viagem a La Paz, na Bolívia, país com surto ativo da doença. Como resposta, foi realizado bloqueio vacinal na região, com mais de 600 doses aplicadas entre janeiro e fevereiro. 

    Apesar dos registros, os casos não alteram o status do Brasil, que segue livre da circulação endêmica do sarampo. O país mantém esse cenário mesmo após a perda da certificação regional das Américas, em razão de surtos em países como Estados Unidos, Canadá e México. 

    Em 2025, o Ministério da Saúde interrompeu a transmissão de todos os 38 casos importados no país com resposta rápida baseada em vigilância, vacinação e bloqueio, estratégia reconhecida pela Organização Pan-Americana da Saúde. 

    Prevenção e vigilância 

    O Ministério da Saúde destaca que a manutenção do status de país livre da circulação endêmica depende diretamente da alta cobertura vacinal e da resposta rápida diante de casos suspeitos. Entre as recomendações estão a notificação imediata de casos, investigação oportuna e monitoramento de contatos, além da ampliação das estratégias de vacinação. 

    A pasta também orienta que viajantes fiquem atentos a sintomas como febre, manchas vermelhas na pele, coriza e conjuntivite durante ou após viagens internacionais e procurem atendimento de saúde informando o histórico de deslocamento. 

    A vacinação contra o sarampo é gratuita e está disponível nas unidades do Sistema Único de Saúde (SUS) em todo o país. 

    Amanda Milan 
    Ministério da Saúde

  • Agora Tem Especialistas ganha mais força com novos equipamentos e centro de imagem no Sul de MG

    O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou da inauguração do primeiro centro de imagem do Hospital Gimirim, em Poço Fundo (MG), neste sábado (25) e visitou o Hospital Regional do Sul de Minas, em Varginha (MG), que foi habilitado para garantir serviços em oftalmologia e teve aporte de R$ 3,5 milhões do Ministério da Saúde para a aquisição de equipamentos.

    Essas ações fortalecem o Agora Tem Especialistas, um programa do Governo do Brasil voltado à ampliação do acesso da população a consultas, exames e procedimentos especializados no Sistema Único de Saúde (SUS) e garantir tratamento em tempo oportuno, contribuindo para um atendimento mais ágil, resolutivo e próximo das pessoas.

    “Quando criamos o programa Agora Tem Especialistas, a ideia era justamente potencializar a estrutura que o país já possui. Ao instalar um novo centro de imagem em um hospital que já conta com equipe qualificada — médicos, enfermeiros e outros profissionais — conseguimos ampliar a capacidade de atendimento de forma mais ágil e eficiente. Esse é mais um passo importante para garantir um SUS mais resolutivo, mais ágil e mais próximo das pessoas”, afirmou o ministro Alexandre Padilha.

    O novo centro de imagem do Hospital Gimirim realizará exames como ultrassonografia, tomografia e radiografia, mamografia, endoscopia e colonoscopia. Isso representa mais acesso à população que não precisará se deslocar para ter mais agilidade em diagnósticos. A unidade, sem fins lucrativos, atua de forma integrada à rede pública local e conta com 74 leitos destinados ao SUS.

    Em Varginha, a habilitação do Hospital Regional do Sul de Minas para a Rede de Atenção Oftalmológica do SUS permitirá a realização de consultas, exames, cirurgias de catarata e tratamentos de retina na própria região, reduzindo a necessidade de deslocamento de pacientes para outros municípios e ampliando a resolutividade da rede.

    Os investimentos em Minas Gerais fazem parte de uma estratégia nacional de fortalecimento do SUS. Desde 2023, o Ministério da Saúde tem ampliado o acesso a atendimentos especializados, com resultados expressivos. Em 2025, o país registrou o maior número de cirurgias eletivas da história do SUS, com 14,9 milhões de procedimentos realizados — aumento de 42% em relação a 2022. Também houve crescimento na realização de exames e no número de internações, ampliando a capacidade de atendimento da rede pública.

    “Esse investimento, realizado com recursos do Governo Federal, representa um passo concreto para ampliar o acesso da população a exames essenciais. São exames muitas vezes decisivos para a continuidade do tratamento, e que agora poderão ser realizados com mais rapidez.”, disse o ministro.

    Julianna Valença
    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde instala unidade móvel e reforça atendimento em saúde em Dourados (MS)

    O Ministério da Saúde inaugura, neste sábado (25), uma unidade móvel na aldeia Bororó II, localizada na Reserva Indígena de Dourados (MS). A iniciativa contará com a presença da secretária de Saúde Indígena do Ministério da Saúde (Sesai/MS), Lucinha Tremembé, e do diretor do departamento de Saúde da Família, José Eudes Barroso, reforçando o compromisso do Governo do Brasil com o enfrentamento da chikungunya no município. A nova estrutura representa mais uma ação estratégica para garantir atendimento próximo e qualificado às populações indígenas.

    A unidade móvel federal passa a funcionar no território como ponto de atenção à saúde dentro da aldeia, com atuação das Equipes Multidisciplinares de Saúde Indígena (EMSI). A iniciativa fortalece o cuidado integral, respeita as especificidades culturais e amplia o acesso aos serviços do Sistema Único de Saúde (SUS). Com previsão de permanência de 90 dias na Reserva Indígena de Dourados, a estrutura reúne um consultório médico, uma sala de vacinação e um consultório multiprofissional, permitindo a oferta integrada de serviços de saúde.

    “O Governo Federal não mediu esforços para que a gente efetivasse tudo que já foi dito aqui. O município decretou emergência e teve aporte financeiro de R$ 850 mil, para todo o grade Dourados. A gente conseguiu dar uma resposta e ela só foi possível porque temos profissionais comprometidos dentro do território. Que conhecem as lideranças, que conhecem os caciques, os pajés e conhecem como lidar. Digo isso porque sou profissional de território, sou profissional de saúde. Sei que se não tiver esse vínculo, essa confiança a gente não avança”, destacou a secretária Lucinha Tremembé.

    A capacidade média chega a 50 atendimentos por dia, incluindo consultas, vacinação e acompanhamento multiprofissional. Para garantir o funcionamento da unidade, a equipe é composta por um médico, uma enfermeira, três técnicos de enfermagem e uma nutricionista, assegurando atendimento contínuo e qualificado à população indígena.

    Entre os serviços ofertados estão o atendimento médico para avaliação e manejo clínico dos pacientes; a coleta de exames laboratoriais, inclusive para triagem da chikungunya; a vacinação de rotina; a realização de testes rápidos para ISTs e glicemia; o acompanhamento de gestantes, crianças (puericultura) e vigilância nutricional; o monitoramento de doenças crônicas, como diabetes e hipertensão; e a realização de procedimentos básicos de saúde.

    Vacinação reforça estratégia

    A inauguração da unidade ocorre em um momento estratégico para o enfrentamento da chikungunya no território. No dia 17 de abril, Dourados recebeu doses da vacina contra a doença, em ação coordenada pelo Ministério da Saúde em parceria com o Governo do Estado de Mato Grosso do Sul.

    Ao todo, o estado começou a receber 46,5 mil doses do imunizante, desenvolvido pelo Instituto Butantan — o primeiro do mundo contra a doença. Dourados foi contemplado com 43,5 mil doses, enquanto Itaporã recebeu 3 mil.

    A vacinação está prevista para iniciar no dia 27 de abril, com estratégia baseada em microplanejamento local, priorização de áreas de maior risco epidemiológico e ações extramuros, incluindo mobilização comunitária. O público-alvo são pessoas de 18 a 59 anos com maior risco de exposição ao vírus, conforme recomendação do Ministério da Saúde.

    Investimentos ampliam capacidade de resposta

    Além da unidade móvel e da vacina, o Ministério da Saúde investiu R$ 28,4 milhões em ações emergenciais para ampliar a capacidade de atendimento e fortalecer a rede assistencial especializada em Dourados e região. A atuação da Força Nacional do SUS resultou em mais de 2,5 mil atendimentos clínicos, 130 remoções, 358 visitas domiciliares e 804 exames realizados. Também houve atenção à saúde do trabalhador, com atendimentos às equipes envolvidas.

    No início de abril, foram incorporados 50 novos Agentes de Combate às Endemias (ACE), que atuam diretamente nas aldeias Jaguapiru e Bororó, realizando visitas domiciliares, eliminação de criadouros e aplicação de inseticida com equipamentos de Ultrabaixo Volume (UBV) costal. A tecnologia empregada utiliza inseticidas de ação rápida, com efeito knockdown, capazes de interromper o ciclo de transmissão ao eliminar o mosquito adulto.

    As equipes também atuam na remoção de resíduos e objetos que acumulam água parada, principais focos do Aedes aegypti. Até o momento, foram visitados 1,9 mil imóveis, o que resultou na retirada de 575 sacos de materiais inservíveis, ou seja, com potenciais criadouros do mosquito Aedes aegypti. Somam-se a essa força-tarefa 40 militares do Exército Brasileiro.

    Além disso, foi iniciada a instalação de Estações Disseminadoras de Larvicida (EDLs), tecnologia incorporada ao SUS para ampliar o controle do vetor. Das mil unidades destinadas ao município, 324 já foram instaladas nos assentamentos Santa Fé e Santa Felicidade, Jockey Clube, Vila Mariana, Parque das Nações I e II, Terra Dourada, Comunidade Vitória, Parque do Lago I e II e imediações. O dispositivo permite que o próprio mosquito transporte o larvicida para criadouros de difícil acesso, interrompendo o ciclo de reprodução.

    Também foram distribuídas 2 mil cestas de alimentos. A previsão é que, até junho, sejam distribuídas 6 mil unidades, em conjunto com a Funai, o Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e a Defesa Civil.

    Edjalma Borges
    Ministério da Saúde

  • Dia Mundial de Luta contra a Malária reforça prevenção e avanços no Brasil

    O Brasil tem avançado de forma consistente no enfrentamento da malária. Em 2025, o país registrou o menor número de casos da doença desde 1979, com redução de 15% em relação ao ano anterior. Também houve queda de 30% nos registros causados por Plasmodium falciparum, forma mais grave da enfermidade, além de diminuição de 28% nos óbitos.

    Os resultados positivos ganham ainda mais relevância neste 25 de abril, data em que é celebrado o Dia Mundial de Luta contra a Malária. Instituída pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2007, a mobilização reforça a importância da prevenção, do diagnóstico oportuno e do tratamento adequado, além de reconhecer o trabalho de profissionais de saúde, pesquisadores, gestores e comunidades no combate à doença.

    Como reconhecimento aos avanços obtidos nos territórios prioritários, o Ministério da Saúde entregou, durante a 18ª ExpoEpi, os “Selos de Boas Práticas Rumo à Eliminação da Malária” aos municípios de Porto Velho, Itapuã do Oeste, Cujubim, Guajará-Mirim e Candeias do Jamari, em Rondônia. A iniciativa valoriza experiências exitosas, fortalece a vigilância em saúde e incentiva novos resultados rumo à eliminação da doença no país.

    Outra medida estratégica foi a ampliação do acesso ao diagnóstico por teste rápido, especialmente em regiões remotas e de difícil acesso. O país também avançou na oferta da tafenoquina, medicamento utilizado na cura da malária por Plasmodium vivax, cuja implementação ocorre desde março de 2024. Em março de 2026, iniciou-se a disponibilização da formulação pediátrica para crianças, com prioridade para populações indígenas. O Brasil é o primeiro país do mundo a ofertar a tafenoquina no sistema público de saúde.

    “A eliminação da malária exige vigilância permanente, inovação e compromisso coletivo. O Brasil tem avançado de forma consistente, mas seguimos mobilizados para ampliar o acesso ao diagnóstico, ao tratamento oportuno e às ações de prevenção, especialmente nas áreas mais vulneráveis”, destacou a secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente, Mariângela Simão.

    A malária é uma doença infecciosa causada por parasitos do gênero Plasmodium, transmitidos pela picada da fêmea infectada do mosquito Anopheles, conhecido popularmente como mosquito-prego, carapanã ou muriçoca. Não há transmissão direta entre pessoas.

    Prevenção, diagnóstico e cuidado contra a malária

    A maior parte dos casos registrados concentra-se na região amazônica, formada pelos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins.

    Entre os sintomas mais comuns estão febre, calafrios, tremores, sudorese, dor de cabeça e dores no corpo. Náuseas, vômitos, cansaço e perda de apetite também podem ocorrer. Em casos graves, a doença pode provocar convulsões, alteração da consciência, hemorragias, dificuldade respiratória e choque. Gestantes, crianças e pessoas infectadas pela primeira vez apresentam maior risco de agravamento, especialmente nas infecções por Plasmodium falciparum.

    A malária tem cura e o tratamento é simples, eficaz e gratuito pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Após a confirmação do diagnóstico, o paciente recebe atendimento ambulatorial com medicamentos específicos. Casos graves devem ser hospitalizados imediatamente. O diagnóstico oportuno, seguido do início rápido do tratamento adequado, é a principal estratégia para interromper a cadeia de transmissão e reduzir complicações e mortes.

    As medidas de prevenção individual incluem o uso de mosquiteiros, roupas que protejam braços e pernas, telas em portas e janelas e aplicação de repelentes. Já entre as ações coletivas estão a borrifação residual intradomiciliar, a distribuição de mosquiteiros impregnados com inseticida, pequenas obras de saneamento, drenagem de criadouros, limpeza de áreas alagadas e melhoria das condições de moradia e trabalho.

    Conheça a campanha de combate à malária e entenda como reduzir os riscos de transmissão

    João Moraes
    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde assina acordo e hospital privado de referência passa a atender pacientes do SUS em Guarulhos (SP)

    O Governo do Brasil segue abrindo as portas de hospitais privados para pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), garantindo mais atendimento em menor tempo de espera. Neste sábado (25), o Ministério da Saúde celebra a adesão do Hospital de Olhos CRO, em Guarulhos (SP), ao programa Agora Tem Especialistas, que ofertará mais de 8,6 mil cirurgias e procedimentos diversos por ano na área oftalmológica gratuitamente. Ao todo, são 2,9 milhões em serviços de média e alta complexidade em saúde para a rede pública.

    A assinatura do acordo, contou com a presença do secretário-executivo da pasta, Adriano Massuda. No hospital, pacientes do SUS encaminhados pela secretaria municipal de saúde poderão realizar consultas, exames oftalmológicos e diversos procedimentos cirúrgicos, como facoemulsificação com implante de lente intraocular (cirurgia de catarata), trabeculectomia (cirurgia contra o glaucoma), vitrectomia e aplicações de laser para tratamento de doenças da retina.

    “A iniciativa reforça o compromisso do Governo Federal em ampliar o acesso à saúde e reduzir o tempo de espera. O Hospital de Olhos é um serviço consolidado na região e com a assinatura do termo de execução de crédito financeiro, a unidade passa a ofertar atendimentos de média e alta complexidade de forma gratuita pelo SUS, ampliando a rede pública”, detalhou o secretário-executivo Adriano Massuda.

    Atualmente, o programa Agora Tem Especialistas já conta com 63 instituições de saúde privadas, com ou sem fins lucrativos, que garantem, por ano, R$ 314,8 milhões em procedimentos de média e alta complexidade para a população que utiliza a rede pública de saúde.

    Viabilizada pela iniciativa do governo federal, a medida é possível graças à adoção de um modelo pioneiro no sistema de saúde brasileiro: a troca de atendimento especializado por créditos financeiros para abater tributos federais vencidos ou a vencer.

    Mais atendimento especializado em São Paulo

    No estado de São Paulo, 69 hospitais privados enviaram propostas para atender ao SUS gratuitamente. Quarenta deles foram aprovados e outros estão em fase de contratação, totalizando um potencial de mais de R$ 30,4 milhões em atendimentos. A adesão do hospital em Guarulhos integra esse esforço de expansão da oferta no estado, especialmente em áreas prioritárias como a oftalmologia.

    O programa tem como foco ampliar o acesso da população a serviços de média e alta complexidade em áreas estratégicas como oncologia, cardiologia, ortopedia, ginecologia, oftalmologia e otorrinolaringologia.

    Para participar, os hospitais privados e filantrópicos devem manifestar interesse e informar os serviços que têm a oferecer. Em seguida, além de avaliar a capacidade técnica e operacional desses estabelecimentos, o Ministério da Saúde verifica se a oferta de serviços disponibilizada atende às necessidades do SUS nos estados e municípios.

    Com o pedido de adesão aprovado, os estabelecimentos de saúde são credenciados e passam a fazer parte de uma espécie de prateleira de serviços, que poderá ser consultada pelos gestores de saúde municipais e estaduais. Esses serviços serão usados para suprir as necessidades locais e regionais em seis áreas prioritárias: oncologia, ginecologia, cardiologia, ortopedia, oftalmologia e otorrinolaringologia.

    As populações dos municípios paulistanos de Registro, São Caetano do Sul, Capão Bonito, Americana, Santos, Ribeirão Preto, Francisco Morato, Mauá, São José dos Campos, Araraquara e Itaquaquecetuba também receberam outra ação do programa: as carretas de saúde, equipadas com equipe médica e aparelhos de exames diagnósticos para descobrir precocemente doenças e cânceres.

    Ao todo, mais de 6,5 mil pessoas dos municípios foram atendidas, realizando mais de 13 mil procedimentos que já esperavam, como mamografias, ultrassonografias mamária e pélvica, tomografias, avaliações oftalmológicas e cirurgias de catarata. Em Ribeirão Preto e Francisco Morato, por exemplo, mais de 1,1 mil pessoas voltaram a enxergar após realizar a cirurgia de catarata.

    Mais serviços de saúde, menos espera

    Para reduzir o tempo de espera por atendimento especializado, o Agora Tem Especialistas também atua com mutirões em finais de semana; a reativação de espaços ociosos em hospitais públicos; a ampliação do horário de atendimento em policlínicas; o provimento de mais médicos especialistas; o atendimento gratuito a pacientes do SUS em hospitais privados e filantrópicos que têm como contrapartida o recebimento de créditos financeiros para abatimento de tributos federais; entre outras iniciativas.

    Ministério da Saúde

  • Sindifern visita diretoria do Fisco paraibano e fortalece movimento sindical

    A diretoria do Sindifisco-PB recebeu, nessa quinta-feira (23/4), a visita de representantes do Sindicato dos Auditores Fiscais do Rio Grande do Norte (Sindifern). A comitiva foi composta pelos diretores Manoel Carioca Martins de Araújo, diretor de aposentados e pensionistas, e José Kelser Bezerra da Costa, chefe do departamento previdenciário.

    O encontro teve como objetivo alinhar entendimentos e fortalecer ainda mais as relações institucionais entre as entidades sindicais. A pauta abordou temas de interesse comum aos auditores fiscais ativos, aposentados e pensionistas dos dois estados, além de abrir espaço para a construção de futuras ações conjuntas em defesa das categorias.

    A presidente Helena destacou a importância da aproximação promovida pelo Sindifern e agradeceu a iniciativa, ressaltando que o Sindifisco-PB permanece aberto a parcerias que contribuam para o fortalecimento do movimento sindical.