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  • Câmara Interministerial de Segurança Alimentar e Nutricional debate o plano Brasil Sem Fome

    Câmara Interministerial de Segurança Alimentar e Nutricional debate o plano Brasil Sem Fome

    A Câmara Interministerial de Segurança Alimentar e Nutricional (Caisan) se reuniu, na última terça-feira (27), para discutir plano Brasil Sem Fome (BSF), que deve ser levado à apreciação do presidente Lula no mês de julho. A iniciativa tem como missão reunir esforços em torno do objetivo de erradicar a fome no País.

    As reuniões do colegiado foram retomadas no início da atual gestão do governo federal. O grupo é presidido pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) e conta com representantes de 24 ministérios. Nesse encontro preparatório, o Ministério da Saúde foi representado pelo secretário-adjunto da Secretaria de Atenção Primária à Saúde (Saps), Felipe Proenço, e pela coordenadora-geral de Alimentação e Nutrição (Cgan) da Saps, Kelly Alves.

    O plano tem como principal objetivo tirar o Brasil do mapa da fome. Atualmente 33 milhões de brasileiros e brasileiras convivem com esta condição, e mais da metade da população sofre com algum grau de insegurança alimentar e nutricional.  Para enfrentar esse desafio, o Brasil Sem Fome se compromete a consolidar o Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan) como instrumento de gestão e governança capaz de engajar estados e municípios no combate à fome, de promover estratégias interministeriais de atendimento integral às famílias inscritas no Cadastro Único (CadÚnico) e de construir sistemas alimentares saudáveis e sustentáveis.

    A Cgan ficou responsável de pactuar as entregas da Saúde que se articulam com as metas e eixos do plano. “As ações visam à ampliação do acesso aos serviços de saúde; à articulação intersetorial para integrar o SUS, o Sistema Único de Assistência Social (Suas) e o Sisan; a implementação da Triagem de Risco de Insegurança Alimentar (Tria) nos protocolos da estratégia e-SUS APS; à adoção das recomendações do Guia Alimentar da População Brasileira e do Guia Alimentar para Crianças Menores de dois Anos, entre outras”, explica Kelly.

    O Brasil Sem Fome visa fortalecer as políticas de proteção social como condições essenciais para o acesso à alimentação adequada e saudável, enquanto valoriza o protagonismo da sociedade civil e os esforços dos estados e municípios brasileiros no enfrentamento da fome. Mulheres negras, trabalhadores e trabalhadoras do campo e das periferias, povos indígenas, população em situação de rua e comunidades tradicionais são alguns dos grupos prioritários do plano.

    Ministério da Saúde com informações do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome

  • Ministra da Saúde defende ações para aperfeiçoar formação de médicos no Brasil

    Ministra da Saúde defende ações para aperfeiçoar formação de médicos no Brasil

    A ministra da Saúde, Nísia Trindade, participou nesta quinta-feira (29) da mesa de abertura do XIV Encontro Nacional das Entidades Médicas. Na oportunidade, enalteceu o trabalho do governo federal na promoção de uma educação médica de qualidade. 

    “Estamos trabalhando juntos e em parceria com o Ministério da Educação para que tenhamos uma educação médica de qualidade, a valorização das residências médicas essenciais, e um processo de formação médica que, ao meu ver, possa por um lado reforçar a excelência e a qualidade e, por outro, o compromisso público”, declarou a ministra. 

    Realizado na sede da Associação Médica de Brasília, o evento – que ocorre até esta sexta-feira (30) – visa debater a formação de novos profissionais, a atuação no mercado de trabalho e o funcionamento dos sistemas de saúde público e suplementar.

    Ministério da Saúde

  • Mais Médicos: 70% dos profissionais selecionados já se apresentaram nos municípios

    Mais Médicos: 70% dos profissionais selecionados já se apresentaram nos municípios

    Entre os médicos selecionados no primeiro edital do programa Mais Médicos, cerca de 70% já confirmaram interesse na vaga para a qual foram indicados e se apresentaram nos municípios. O número representa 4.107 profissionais que irão atuar na Atenção Primária à Saúde, porta de entrada do SUS, em todas as regiões do Brasil. A maior parte dos profissionais está concentrada na região Norte. No primeiro edital desde a retomada do programa pelo Governo Federal, foram disponibilizadas 5.968 vagas para garantir o acesso à saúde principalmente nos vazios assistenciais do país. Para o preenchimento das vagas remanescentes, o Ministério da Saúde divulgou os profissionais selecionados para a 2ª chamada do edital.

    O edital bateu recorde de inscrições, com mais de 34 mil profissionais com intenção de atuarem no programa – 57% deles médicos brasileiros com registro no Brasil. Todas as vagas ocupadas na 1ª chamada do programa foram preenchidas por profissionais do Perfil 1 e 2. O perfil 1 engloba médicos formados em instituições de educação superior brasileiras ou com diploma revalidado no Brasil, com registro no Conselho Regional de Medicina (CRM). Já o perfil 2 é composto por médicos brasileiros com habilitação para exercício da medicina no exterior. 

    Confira os médicos homologados por região:

    • Centro-oeste: 281
    • Nordeste: 922
    • Norte: 1.085
    • Sudeste: 1.067
    • Sul: 752

    Entre os médicos selecionados neste edital, 709 profissionais irão passar pelo Módulo de Acolhimento e Avaliação (MAAv) previsto para o segundo semestre e só então poderão atuar em seus municípios. Outros 434 ainda precisam se apresentar nos municípios de alocação até esta sexta-feira (30) para homologação da vaga.

    “Reformulado e fortalecido sob comando da ministra Nísia Trindade no governo do presidente Lula, o programa cumpre um papel fundamental e estratégico para o SUS ao levar e formar profissionais especialistas e resolutivos para a Atenção Primária brasileira”, destaca o secretário da Atenção Primária à Saúde, Nésio Fernandes.

    O secretário-adjunto da Secretaria de Atenção Primária à Saúde, Felipe Proenço, aponta o sucesso da adesão de profissionais na primeira etapa do edital em curso e destaca a importância da retomada do Mais Médicos pelo governo Lula no início desse ano para a ampliação dos atendimentos dos brasileiros na atenção primária, especialmente em locais de difícil fixação de médicos.

    “O Mais Médicos está perto de completar 10 anos, porém, em 2022, chegou a sua pior condição. Havia mais de 5 mil postos do programa em aberto, trazendo uma série de dificuldades para a população que buscava atendimento nas unidades básicas de saúde. Com a retomada do programa, aperfeiçoamos uma série de questões e incluímos incentivos para a participação de médicos com registro profissional no Brasil.

    O edital do 28º ciclo trouxe uma diversificação das possibilidades educacionais para a formação de especialistas em saúde da família e comunidade, além de incentivos para aumentar o tempo de permanência dos profissionais no programa”, reforçou. 

    Segunda chamada

    A lista dos médicos classificados para a 2ª chamada, considerando 1,4 mil vagas remanescentes até o dia 27 de junho, foi divulgada no site do Mais Médicos. São 941 médicos do Perfil 1 e 96 do Perfil 2 que já participaram do MAAv. Os profissionais devem se apresentar nos municípios entre os dias 3 e 14 de julho.

    Acesse a lista dos selecionados na 2ª chamada

    No próximo dia 5, será disponibilizada a lista complementar dos médicos classificados para a 2ª chamada com as vagas remanescentes até o dia 30 de junho.

    Prazos

    Os profissionais selecionados na 2ª chamada devem acessar o SGP entre os dias 3 e 14 de julho, confirmar o interesse na vaga, informar os dados bancários de conta corrente de sua titularidade no Banco do Brasil e se apresentar ao Gestor do Município na etapa subsequente.

    Acesse o cronograma da 2ª chamada

    Retomada do Mais Médicos

    O Governo Federal retomou o Mais Médicos para garantir atendimento médico principalmente em regiões de vazios assistenciais, além de trazer aos profissionais oportunidade de qualificação e aperfeiçoamento em saúde da família e comunidade, com incentivos e benefícios para atuação em áreas mais vulneráveis. No primeiro edital, 1.994 municípios foram contemplados. Cerca de 45% das vagas estão em regiões de vulnerabilidade social e que historicamente enfrentam dificuldade de provimento de profissionais. A retomada trouxe ainda 1.000 vagas inéditas para a região da Amazônia Legal.

    Além deste, outro edital para adesão dos municípios está aberto até o próximo dia 07 de julho. Neste, a expectativa do Ministério da Saúde é habilitar 10 mil novas vagas no modelo de coparticipação, em parceria com os gestores locais.

    Além dos médicos brasileiros registrados no Brasil que terão prioridade na seleção, também participaram brasileiros formados no exterior ou estrangeiros, que poderão atuar no âmbito do programa por 4 anos, com Registro do Ministério da Saúde (RMS), em vagas não ocupadas por médicos com registro no país.

    A expectativa do Governo Federal é que até o fim de 2023, 28 mil profissionais do Mais Médicos estejam atuando em todo o país, especialmente em áreas de extrema pobreza. Com isso, mais de 96 milhões de brasileiros terão acesso a atendimento médico na atenção primária, porta de entrada do SUS.

    Maiana Diniz
    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde inicia entrega de insulina análoga de ação rápida a Estados e o Distrito Federal

    Ministério da Saúde inicia entrega de insulina análoga de ação rápida a Estados e o Distrito Federal

    O Ministério da Saúde iniciou nesta quinta-feira (29), a distribuição da insulina análoga de ação rápida para todo o País. Hoje, sexta (30), serão distribuídas mais de 258 mil unidades do medicamento para atender emergencialmente a necessidade dos Estados e do Distrito Federal (DF).  O montante em distribuição faz parte de um total de mais de 400 mil unidades de insulina análoga de ação rápida adquirida pela pasta. A ação vai permitir a continuidade do tratamento de 67 mil pessoas que vivem com a diabetes mellitus tipo 1 e retiram o medicamento pelo SUS em todo o Brasil. Já receberam o medicamento em seus almoxarifados os estados de Pernambuco, Pará e o Distrito Federal. Vinte e um (21) estados devem receber o medicamento até a data de hoje, sexta (30). Outros 3 estados restantes devem receber o medicamento até a próxima quarta-feira, 05 de julho de 2023.

    O Brasil deve receber, até o dia 09 de julho de 2023, outra remessa do medicamento, por meio da aquisição emergencial internacional. Ao todo, foram adquiridas neste processo 1,3 milhão de unidades da insulina análoga de ação rápida. Com as duas aquisições, mesmo em um cenário de escassez mundial, o Ministério da Saúde garante o abastecimento ao SUS e o atendimento de todos os pacientes.

    Desde a incorporação da insulina análoga de ação rápida ao SUS, o Ministério da Saúde realiza sua aquisição de forma centralizada. No entanto, a Pasta vem enfrentando, nos últimos anos, dificuldade na compra do medicamento – reflexo também da escassez mundial do produto. Dois pregões para compra do medicamento com registro no país, o primeiro realizado em agosto de 2022 e o segundo em janeiro de 2023, não receberam propostas.

    Diabetes

    É uma doença causada pela produção insuficiente ou má absorção de insulina, hormônio que regula a glicose no sangue e garante energia para o organismo. O diabetes pode causar o aumento da glicemia e as altas taxas podem levar a complicações no coração, nas artérias, nos olhos, nos rins e nos nervos. Em casos mais graves, o diabetes pode levar à morte.

    De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes, existem atualmente, no Brasil, mais de 13 milhões de pessoas vivendo com a doença, o que representa 6,9% da população nacional. A melhor forma de prevenir é praticando atividades físicas regularmente, mantendo uma alimentação saudável e evitando consumo de álcool, tabaco e outras drogas.

    Tratamento

    O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece medicamentos de graça para tratar a diabetes no Brasil. São cinco medicamentos financiados pelo Ministério da Saúde e liberados nas farmácias credenciadas ao Programa Farmácia Popular, são eles:  insulina humana NPH e insulina humana regular, além de outros três medicamentos que ajudam a controlar o índice de glicose no sangue: glibenclamida, metformina 500 mg e 850 mg. Além disso, as insulinas humanas NPH e regular, reagentes e seringas estão disponíveis nas Unidades Básicas de Saúde.

    Em março de 2017, a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (CONITEC) incorporou ao SUS duas novas tecnologias para o tratamento do diabetes: a caneta para injeção de insulina, que proporciona comodidade na aplicação, facilidade de transporte, armazenamento e manuseio, e maior assertividade no ajuste da dosagem; e a insulina análoga de ação rápida, semelhante às insulinas humanas, porém com pequenas alterações nas moléculas para modificar a maneira como as insulinas agem no organismo humano, especialmente em relação ao tempo para início de ação e duração do efeito.

    Atendimento à imprensa

    Telefone: (61) 3315 3713 ou 9255

    E-mail: imprensa@saude.gov.br

    Ministério da Saúde

  • Pela primeira vez, SUS realiza mais reconstruções mamárias do que mastectomias no Brasil

    Pela primeira vez, SUS realiza mais reconstruções mamárias do que mastectomias no Brasil

    O Sistema Único de Saúde (SUS) alcançou um marco histórico no cuidado às mulheres com câncer de mama. Pela primeira vez, o número de cirurgias de reconstrução mamária realizadas na rede pública superou o de mastectomias. Em 2025, foram registrados 19,4 mil procedimentos de reconstrução mamária, frente a 18,3 mil mastectomias.

    O resultado reflete tanto o avanço da assistência oncológica, que tem reduzido a necessidade da retirada total da mama em muitos casos, quanto a estratégia implementada pelo Ministério da Saúde para ampliar o acesso ao procedimento e atender mulheres mastectomizadas que aguardavam pela reconstrução.

    O número de cirurgias reparadoras também cresceu de forma expressiva em relação a 2022, quando o SUS realizou 12,3 mil reconstruções mamárias. O aumento de 57,7% foi impulsionado por investimentos do Ministério da Saúde, que incluem R$ 40,2 milhões em recursos federais e a habilitação de 176 hospitais de alta complexidade para ofertar o procedimento na rede pública.

    “Estamos investindo para garantir atendimento integral às pacientes oncológicas em todas as etapas do cuidado. As mulheres brasileiras têm direito não apenas ao tratamento do câncer, mas também à recuperação da autoestima, da dignidade e da qualidade de vida. Esse resultado mostra que o SUS está avançando para oferecer um cuidado cada vez mais completo e humanizado”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

    Entre os exemplos que ilustram essa ampliação do acesso está a história da comerciante Maria Cleonildes Alves da Silva Gama, de 56 anos, moradora de Novo Gama (GO), no Entorno do Distrito Federal. Há cerca de cinco anos, ela descobriu um nódulo na mama direita, próximo à axila. Após o diagnóstico de câncer, foi submetida a uma mastectomia. Em 24 de outubro de 2025, realizou a cirurgia de reconstrução mamária no Hospital Araújo Jorge, em Goiânia, unidade onde também fez a quimioterapia e deu continuidade ao tratamento.

    “É um presente que Deus me deu, e estou muito feliz. Eu estava muito ansiosa para chegar a esse momento e realizar a cirurgia de reconstrução. Não existe sensação melhor. Isso representa muito mais do que um procedimento: é a oportunidade para que várias mulheres voltem a se sentir vivas, renovadas, cheias de fé, alegria e amor”, contou Maria Cleonildes.

    Ampliação das cirurgias reparadoras

    Na última semana, o Ministério da Saúde anunciou a ampliação do acesso à cirurgia plástica reconstrutiva pelo SUS. Antes restrito aos casos de sequelas decorrentes do tratamento do câncer, o procedimento passa a contemplar todas as situações de mutilação mamária, total ou parcial.

    A medida contará com investimento de R$ 15,9 milhões ainda em 2026. A partir de 2027, haverá um aporte anual estimado em R$ 27,4 milhões, o que representa um acréscimo de aproximadamente R$ 3,1 milhões em relação aos recursos destinados em 2025. A iniciativa permitirá ampliar e acelerar o acesso das pacientes à cirurgia reconstrutiva.

    Oncologia e saúde da mulher

    A estimativa do Instituto Nacional de Câncer (INCA) aponta para 78.610 novos casos de câncer de mama por ano no Brasil no triênio 2026-2028. Desconsiderados os tumores de pele não melanoma, o câncer de mama permanece como o tipo de câncer mais incidente entre as mulheres.

    Na prevenção da doença, o Ministério da Saúde investiu, entre 2023 e 2025, R$ 37,8 milhões na aquisição de 27 mamógrafos e destinou outros R$ 302,4 milhões para 19 projetos voltados ao enfrentamento do câncer de mama.

    Para ampliar o acesso ao diagnóstico e ao tratamento, o Governo Federal também desenvolve ações por meio do programa Agora Tem Especialistas, como mutirões e as Carretas da Saúde da Mulher, que oferecem exames como mamografia, ultrassonografia, exame citopatológico e biópsia. As iniciativas contribuem para reduzir o tempo de espera e garantir mais agilidade no cuidado às pacientes.

    Eduarda Paixão
    Ministério da Saúde

  • Governo do Brasil entrega novos hospitais com investimentos de R$ 131 milhões para fortalecer o SUS

    Governo do Brasil entrega novos hospitais com investimentos de R$ 131 milhões para fortalecer o SUS

    O Governo do Brasil entregou, nesta sexta-feira (3), duas novas estruturas de referência 100% SUS para ampliar a assistência à saúde básica e especializada, com investimentos de R$ 131 milhões em recursos federais, além de anúncios e entregas para fortalecer a atenção especializada. As agendas, realizadas em Garanhuns (PE) e Vassouras (RJ), integraram uma ação interministerial com a participação remota e simultânea do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que, a partir de Campinas (SP), também anunciou um conjunto de iniciativas para fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS).

    Em Garanhuns (PE), foram inauguradas a Unidade de Prevenção e Diagnóstico de Câncer Dona Lindu, do Hospital de Amor, com capacidade para realizar cerca de 20 mil atendimentos por mês, e, em Vassouras (RJ), o Hospital Universitário Marco Capute, ampliará a oferta de atendimento especializado para cerca de 1 milhão de habitantes de 11 municípios.

    “Estamos fazendo uma verdadeira revolução no SUS brasileiro. A nossa prioridade absoluta é reduzir o tempo de espera de quem precisa de exames e cirurgias. Esses novos hospitais entregues no âmbito do Agora Tem Especialistas, ampliam a capacidade da rede pública e tornam possível o SUS responder mais rápido às necessidades da população”, afirmou Padilha.

    No âmbito do programa Agora Tem Especialistas – Caminhos da Saúde, também foram entregues 150 veículos para fortalecer a rede pública de saúde, sendo 123 destinados a Pernambuco e 27 ao Rio de Janeiro. Além disso, foram anunciados investimentos para ampliar a oferta de procedimentos especializados, qualificar a Atenção Primária à Saúde e fortalecer a formação de profissionais de saúde.

    Mais acesso ao diagnóstico do câncer em Pernambuco

    Em Pernambuco, o secretário de Atenção Especializada à Saúde do Ministério da Saúde, Mozart Sales, participou da inauguração da Unidade de Prevenção e Diagnóstico de Câncer Dona Lindu, do Hospital de Amor, em Garanhuns. A nova estrutura recebeu investimento federal de R$ 73,9 milhões e integra o programa Agora Tem Especialistas. A unidade será referência em assistência oncológica no Agreste pernambucano, ampliando o acesso ao diagnóstico precoce e ao tratamento inicial do câncer, além de reduzir a necessidade de deslocamento de pacientes para outras regiões.

    “O diagnóstico precoce do câncer é fundamental. E uma unidade com a qualidade, o compromisso, a competência, o carinho e o acolhimento que o Hospital do Amor de Garanhuns vai ter vai ser algo fundamental para poder realizar esse diagnóstico e fazer a diferença nessa região de Pernambuco para o diagnóstico de tratamento do câncer”, afirmou Mozart Sales.

    Com capacidade para realizar cerca de 20 mil atendimentos por mês — aproximadamente 800 por dia —, a unidade reúne, em um único espaço, diferentes etapas da linha de cuidado oncológico. A população passa a contar com consultas especializadas, mamografia, ultrassonografia, tomografia computadorizada, ressonância magnética, endoscopia, colonoscopia, biópsias, Hospital Dia para pequenas e médias cirurgias e infusão de quimioterapia. A estrutura também dispõe de 20 leitos destinados à recuperação, observação e administração de quimioterápicos.

    Construída em um terreno de 25 mil metros quadrados, com área construída de aproximadamente 3.450 metros quadrados, a unidade foi equipada com mamógrafo digital, tomógrafo, aparelho de ressonância magnética, ultrassons, arco cirúrgico, equipamentos para endoscopia e estações de trabalho para diagnóstico por imagem. O investimento federal na obra e na aquisição dos equipamentos soma R$ 73,9 milhões, integralmente financiados pelo Ministério da Saúde.

    A unidade será referência para os 21 municípios da Região de Saúde de Garanhuns. Os pacientes poderão realizar consultas, exames e a confirmação diagnóstica no próprio município e, quando houver indicação de tratamento especializado, serão encaminhados ao Hospital de Amor de Lagarto (SE). A iniciativa fortalece a regionalização da assistência oncológica no SUS, reduz o tempo entre a suspeita da doença e o início do tratamento e amplia as chances de sucesso terapêutico.

    Além da inauguração da nova unidade, a agenda contou com a entrega de 123 veículos para 84 municípios pernambucanos: 92 veículos para transporte sanitário eletivo, destinados ao deslocamento de pacientes para consultas, exames e tratamentos; 17 ambulâncias do SAMU para reforçar a rede de urgência e emergência; cinco ambulâncias para renovação de frota; cinco Unidades Odontológicas Móveis, ampliando o acesso à saúde bucal; três micro-ônibus; e um ônibus para o transporte de pacientes.

    O secretário também anunciou a implantação de policlínicas em João Pessoa (PB), Seabra (BA), Açu (RN) e Ceará-Mirim (RN), ampliando a oferta de consultas, exames e atendimentos especializados nessas regiões. Além disso, foi anunciado um novo tomógrafo para o Hospital Universitário de Lagarto (SE), reforçando a capacidade de diagnóstico por imagem da unidade.

    Rio de Janeiro fortalece assistência especializada e Atenção Primária

    No Rio de Janeiro, o diretor do programa Agora Tem Especialistas do Ministério da Saúde, Rodrigo Oliveira, participou da inauguração do Hospital Universitário Marco Capute, em Vassouras, unidade 100% SUS que amplia a oferta de atendimento especializado para cerca de 1 milhão de habitantes de 11 municípios da região Centro-Sul Fluminense. A entrega integra o programa Agora Tem Especialistas, estratégia do Governo do Brasil para reduzir o tempo de espera por consultas, exames, cirurgias e outros procedimentos especializados no SUS.

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    Foto: Elisa Motta/MS

    “O hospital representa mais exames, cirurgias e tratamento de ponta para os brasileiros no SUS. Faz parte do Agora Tem Especialistas, criado para enfrentar os desafios estruturantes do sistema de saúde e acelerar diagnóstico e tratamento, porque quem está na fila tem pressa, e nós também, por isso, entregamos mais uma unidade de saúde que ampliará os serviços especializados no SUS”, ressaltou o diretor do programa Agora Tem Especialistas.

    O novo hospital conta com 429 leitos, sendo 90 de UTI, dez salas cirúrgicas e estrutura para atendimento em oncologia, cardiologia, cirurgia cardiovascular, hemodiálise, hemodinâmica, eletrofisiologia, traumato-ortopedia e saúde materno-infantil. Além de ampliar o acesso da população a serviços de média e alta complexidade, a unidade fortalece a formação de profissionais de saúde por meio de programas de residência médica e multiprofissional.

    As entregas no estado somam R$ 57,1 milhões. Além do novo hospital, foram destinados 27 veículos no âmbito do programa Agora Tem Especialistas – Caminhos da Saúde, sendo 17 ambulâncias do SAMU, cinco ambulâncias para renovação de frota e cinco Unidades Odontológicas Móveis. Os investimentos reforçam a rede de urgência e emergência, renovam a frota do SUS e ampliam o acesso à assistência odontológica em municípios com maior dificuldade de acesso aos serviços.

    A agenda também reforçou a Atenção Primária à Saúde com a entrega de equipamentos e insumos para qualificar o atendimento nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). Foram distribuídos 2.918 kits para UBS, 115 equipamentos de saúde bucal, 28 fluxos digitais para modernização dos serviços, 43 kits para equipes do Consultório na Rua, 39 kits para equipes de Atenção Primária Prisional, 41 unidades móveis para atendimento à população em situação de rua, 93 kits para avaliação do desenvolvimento infantil e 36.338 implantes contraceptivos Implanon, ampliando o acesso ao planejamento reprodutivo e fortalecendo o cuidado nos territórios.

    Ministério da Saúde

  • SUS realiza 4,9 milhões de cirurgias oftalmológicas e amplia acesso ao cuidado com a visão

    SUS realiza 4,9 milhões de cirurgias oftalmológicas e amplia acesso ao cuidado com a visão

    O Sistema Único de Saúde (SUS) ampliou a oferta de cirurgias oftalmológicas que ajudam a preservar a saúde ocular e a evitar o agravamento de doenças que podem comprometer a visão. Entre 2022 e 2025, o número de procedimentos realizados na rede pública passou de 3 milhões para 4,9 milhões, um crescimento de 62,3%.

    A oftalmologia está entre as áreas prioritárias do programa Agora Tem Especialistas, iniciativa do Ministério da Saúde voltada à ampliação do acesso a consultas, exames, cirurgias e outros procedimentos especializados em áreas de maior demanda do SUS. O avanço alcança as cinco regiões do país e inclui procedimentos para tratamento de catarata, doenças da retina e glaucoma, que têm impacto direto na qualidade de vida dos pacientes ao prevenir a perda da visão e permitir que milhares de brasileiros retomem as atividades do dia a dia com mais segurança, autonomia e independência.

    “Estamos ampliando o acesso a cirurgias que transformam a vida das pessoas. Quando reduzimos a espera por procedimentos como os de catarata, glaucoma e retina, devolvemos qualidade de vida, autonomia e capacidade funcional, especialmente para a população idosa”, afirma o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

    Mais acesso em todas as regiões

    A ampliação das cirurgias oftalmológicas alcançou todas as regiões do país. O Sudeste concentrou os maiores volumes de procedimentos realizados pelo SUS. Em 2025, São Paulo realizou 561 mil cirurgias, Minas Gerais, 284 mil, e o Rio de Janeiro, 204 mil.

    No Sul, a oferta também avançou nos três estados. Santa Catarina passou de 72 mil procedimentos, em 2022, para 147 mil em 2025. No mesmo período, o Paraná alcançou 169 mil cirurgias e o Rio Grande do Sul, 125 mil.

    O Nordeste também registrou crescimento expressivo. Em 2025, a Bahia realizou 184 mil cirurgias, Pernambuco, 171 mil, e o Ceará, 67 mil, reforçando a capacidade de atendimento especializado na região.

    No Centro-Oeste, Goiás passou de 42 mil procedimentos em 2022 para 73 mil em 2025. Mato Grosso e Mato Grosso do Sul também ampliaram a oferta, chegando a 21 mil e 28 mil cirurgias, respectivamente.

    Na Região Norte, Amazonas, Rondônia, Acre e Roraima registraram aumento na realização de cirurgias oftalmológicas. O Amazonas passou de 17 mil procedimentos em 2022 para 32 mil em 2025, enquanto Rondônia saltou de 4,2 mil para 22 mil no mesmo período, fortalecendo a oferta da atenção especializada em diferentes realidades regionais.

    Cirurgias que transformam vidas

    As doenças oculares estão entre as principais causas de deficiência visual, especialmente entre pessoas idosas. Em muitos casos, procedimentos cirúrgicos realizados em tempo oportuno evitam o agravamento do quadro e podem restaurar parcial ou totalmente a capacidade visual dos pacientes.

    Além dos benefícios para a saúde, a recuperação da visão tem impacto direto na autonomia, na mobilidade e na participação social das pessoas. Atividades simples, como ler, trabalhar, estudar, reconhecer rostos e se deslocar com segurança, passam a ser realizadas com mais independência após o tratamento.

    Agora Tem Especialistas

    A oftalmologia é uma das áreas prioritárias do Agora Tem Especialistas, ao lado de cardiologia, oncologia, ginecologia, ortopedia e otorrinolaringologia. O programa reúne diferentes estratégias do Ministério da Saúde para ampliar o acesso da população ao atendimento especializado no SUS, com foco na redução do tempo de espera por consultas, exames, cirurgias e outros procedimentos.

    Entre as ações estão a realização de mutirões, o uso de unidades móveis de saúde, como a carreta da visão, a ampliação do transporte sanitário, o fortalecimento da Telessaúde, a contratação complementar de serviços e a organização das filas de atendimento conforme as prioridades locais.

    No componente cirúrgico, a estratégia combina financiamento, planejamento, definição de metas e acompanhamento permanente dos resultados pelo Ministério da Saúde, em articulação com estados e municípios. A ampliação da oferta de cirurgias observada nos últimos anos reflete esse conjunto de ações, voltado ao fortalecimento da capacidade de atendimento da rede pública e à garantia de acesso mais rápido ao diagnóstico e ao tratamento especializado. 

    Alessandra Galvão
    Ministério da Saúde

  • Agora Tem Especialistas amplia cirurgias eletivas e leva atendimento especializado a todas as regiões do país

    Agora Tem Especialistas amplia cirurgias eletivas e leva atendimento especializado a todas as regiões do país

    Ampliar o acesso às cirurgias eletivas em todas as regiões do país é uma das prioridades do Agora Tem Especialistas, programa do Ministério da Saúde que organiza a rede de atenção, reduz o tempo de espera e fortalece a assistência especializada no Sistema Único de Saúde (SUS). Entre 2022 e 2025, o número de procedimentos realizados na rede pública passou de 10,3 milhões para 14,7 milhões, crescimento de 42,9%.

    Nesse cenário, a Região Norte se destaca pelo ritmo de expansão da oferta e pelos resultados alcançados em estados que historicamente enfrentam desafios relacionados às grandes distâncias e à dispersão populacional. Entre 2022 e 2025, o número de cirurgias eletivas realizadas na região passou de 824 mil para 1,26 milhão, alta de 53,5%, acima da média nacional.

    Os avanços são observados em diferentes especialidades. No Amazonas, as cirurgias oftalmológicas cresceram 81,6%, passando de 17,6 mil para 32 mil procedimentos. Em Rondônia, o número de procedimentos oftalmológicos aumentou 426,2%, de 4,2 mil para 22,1 mil. No Pará, as cirurgias ortopédicas avançaram 42,4%, passando de 32,8 mil para 46,7 mil. Já no Amapá, as cirurgias cardiovasculares saltaram de 427 para 7.998 procedimentos, crescimento de 1.773%, um dos maiores registrados no país.

    “Estamos trabalhando para que o acesso à saúde não dependa do CEP nem da distância. Os avanços observados na Região Norte mostram que o SUS está chegando cada vez mais longe, ampliando a oferta de cirurgias e fortalecendo a assistência especializada. Cada procedimento realizado representa menos tempo de espera, mais qualidade de vida e mais oportunidade de cuidado para a população”, destaca o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

    Atendimento cresce em todo o país

    Os resultados também se refletem em diferentes estados brasileiros. O Paraná ampliou em 65,5% o número de cirurgias eletivas realizadas entre 2022 e 2025, passando de 547,9 mil para 907 mil procedimentos. Minas Gerais registrou crescimento de 63,4% e ultrapassou 1,2 milhão de cirurgias em 2025. Santa Catarina teve alta de 56,6%, enquanto a Paraíba apresentou um dos maiores avanços proporcionais do país, com crescimento de 84,2%.

    A expansão da oferta também alcança áreas prioritárias do Agora Tem Especialistas. Na oftalmologia, estados como Amazonas, Rondônia, Minas Gerais, Pernambuco, Paraná e Santa Catarina ampliaram significativamente a realização de procedimentos. Na ortopedia, destacam-se Paraná, Santa Catarina, Minas Gerais e Pará. Já na cardiologia e na oncologia, o aumento da produção fortaleceu a rede especializada e ampliou a capacidade de atendimento em diferentes regiões do país.

    Os resultados demonstram que a ampliação da assistência especializada não está concentrada em um único estado ou região. Ao fortalecer a rede pública, ampliar a oferta de procedimentos e organizar o acesso aos serviços, o Agora Tem Especialistas contribui para que mais brasileiros tenham acesso a consultas, exames e cirurgias pelo SUS, independentemente do local onde vivem.

    Agora Tem Especialistas

    O Agora Tem Especialistas reúne diferentes estratégias do Ministério da Saúde para acelerar o acesso da população ao atendimento especializado no SUS. O programa atua em seis áreas prioritárias: cardiologia, oncologia, ginecologia, oftalmologia, ortopedia e otorrinolaringologia. A iniciativa busca reduzir o tempo de espera por consultas, exames, cirurgias e outros procedimentos especializados.

    Entre as ações estão a ampliação de mutirões, o uso de unidades móveis de saúde, a aquisição de transporte sanitário, o fortalecimento da Telessaúde, a contratação complementar de serviços e a organização das filas conforme as prioridades locais. No componente cirúrgico, a estratégia combina financiamento, planejamento, definição de metas e acompanhamento periódico dos resultados pelo Ministério da Saúde, em articulação com estados e municípios.

    Com a ampliação dos atendimentos especializados e das cirurgias realizadas, o programa contribui para reduzir filas, ampliar a capacidade da rede pública e garantir acesso mais rápido ao diagnóstico e ao tratamento em todas as regiões do país. 

    Bruna Queiroz
    Ministério da Saúde

  • SUS amplia cirurgias ortopédicas em 67,5% entre 2022 e 2025

    SUS amplia cirurgias ortopédicas em 67,5% entre 2022 e 2025

    Mais brasileiros tiveram acesso a cirurgias ortopédicas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) nos últimos anos. Entre 2022 e 2025, o número de procedimentos realizados na especialidade passou de 494,8 mil para 829 mil, um crescimento de 67,5%. A expansão reflete o fortalecimento da assistência especializada e a ampliação do acesso a tratamentos que ajudam a recuperar a mobilidade, aliviar a dor e devolver autonomia aos pacientes.

    A ortopedia está entre as áreas prioritárias do programa Agora Tem Especialistas, iniciativa do Ministério da Saúde voltada à ampliação do acesso a consultas, exames, cirurgias e outros procedimentos especializados nas áreas de maior demanda do SUS. Os resultados refletem o aumento da capacidade de atendimento em procedimentos como cirurgias de joelho, quadril, coluna, ombro e correções ortopédicas, que têm impacto direto na mobilidade, na capacidade funcional e na qualidade de vida da população.

    “Estamos ampliando o acesso a cirurgias que transformam a vida das pessoas. Quando um paciente recupera a capacidade de caminhar, trabalhar ou realizar atividades do dia a dia sem dor, estamos falando de mais qualidade de vida e dignidade. O SUS está ampliando essa assistência em todas as regiões do país, com mais acesso aos especialistas e aos procedimentos de que a população precisa”, afirma o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

    Atendimento cresce em todo o país

    O crescimento das cirurgias ortopédicas no SUS foi registrado em todas as regiões brasileiras. Em Minas Gerais, o número de procedimentos passou de 44,8 mil para 86,3 mil entre 2022 e 2025, crescimento de 92,6%. Em Goiás, o volume passou de 12,4 mil para 31,1 mil no mesmo período, aumento de 150,8%.

    No Nordeste, o Ceará passou de 11,3 mil para 23,6 mil cirurgias ortopédicas entre 2022 e 2025, crescimento de 108,8%, enquanto o Rio Grande do Norte ampliou os procedimentos de 13,5 mil para 26,7 mil, alta de 97,8%.

    Na Região Norte, o Pará ampliou a oferta de 32,8 mil para 46,7 mil procedimentos, aumento de 42,4%, consolidando-se como um dos principais polos de atendimento ortopédico da região. Também houve crescimento em estados como Rondônia, Amazonas e Acre, ampliando o acesso da população aos serviços especializados.

    No Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul registraram crescimento expressivo na realização de cirurgias ortopédicas. Juntos, os três estados passaram de 120 mil procedimentos em 2022 para mais de 228 mil em 2025, aumento de 90%, reforçando a expansão da capacidade assistencial da região.

    Já no Sudeste, São Paulo registrou 133,9 mil cirurgias ortopédicas em 2025, ante 93,5 mil em 2022, crescimento de 43,2%, mantendo a maior produção do país na especialidade.

    Os resultados demonstram a capacidade do SUS de ampliar o acesso à assistência especializada em todo o território nacional. Além de tratar lesões e corrigir limitações físicas, as cirurgias ortopédicas contribuem para a recuperação funcional dos pacientes, favorecendo o retorno às atividades cotidianas, ao trabalho e ao convívio social.

    Agora Tem Especialistas

    O Agora Tem Especialistas reúne diferentes estratégias do Ministério da Saúde para ampliar o acesso da população ao atendimento especializado no SUS. O programa atua em seis áreas prioritárias: cardiologia, oncologia, ginecologia, oftalmologia, ortopedia e otorrinolaringologia, com foco na redução do tempo de espera por consultas, exames, cirurgias e outros procedimentos especializados.

    Entre as ações estão a realização de mutirões, o uso de unidades móveis de saúde, a ampliação do transporte sanitário, o fortalecimento da Telessaúde, a contratação complementar de serviços e a organização das filas conforme as prioridades locais.

    No componente cirúrgico, a estratégia combina financiamento, planejamento, definição de metas e acompanhamento permanente dos resultados pelo Ministério da Saúde, em articulação com estados e municípios. A ampliação da oferta de cirurgias observada nos últimos anos reflete esse conjunto de ações, voltado ao fortalecimento da capacidade de atendimento da rede pública e à garantia de acesso mais rápido ao diagnóstico e ao tratamento especializado.

    Bruna Queiroz
    Ministério da Saúde

  • Cirurgias cardiovasculares atingem recorde histórico no SUS

    Cirurgias cardiovasculares atingem recorde histórico no SUS

    O Sistema Único de Saúde (SUS) ampliou o acesso ao tratamento cardiovascular e realizou 326.569 cirurgias do aparelho circulatório em 2025, o maior volume dos últimos anos. Em comparação com 2022, quando foram registrados 180.293 procedimentos, o crescimento foi de 81,1%, o equivalente a 146.276 cirurgias a mais realizadas em todo o país.

    Os dados refletem a expansão da assistência especializada em uma área estratégica para a saúde da população. A cardiologia está entre as prioridades do programa Agora Tem Especialistas, iniciativa do Ministério da Saúde voltada à ampliação do acesso a consultas, exames, cirurgias e outros procedimentos especializados nas áreas de maior demanda do SUS.

    Por envolver atendimentos de alta complexidade, o acesso oportuno ao diagnóstico e ao tratamento das doenças cardiovasculares é fundamental para reduzir sequelas, evitar complicações e diminuir o risco de morte por doenças do coração e da circulação.

    “Quando o paciente cardiovascular chega ao serviço especializado no tempo adequado, a rede tem mais condições de oferecer o cuidado necessário com qualidade e segurança. O aumento desses procedimentos demonstra o esforço do SUS para organizar essa resposta e ampliar o acesso da população à assistência especializada”, afirma o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

    SUS amplia oferta em todas as regiões

    O avanço foi registrado em todas as regiões do país, com crescimento da oferta tanto nos grandes centros de referência quanto em estados que historicamente enfrentam maiores desafios de acesso aos serviços especializados.

    Na Região Norte, o crescimento superou a média nacional em diversos estados, indicando maior acesso a tratamentos de alta complexidade em áreas marcadas por grandes distâncias e desafios logísticos. O Pará foi um dos destaques, com 5.500 cirurgias cardiovasculares a mais entre 2022 e 2025.

    No Nordeste, Bahia e Paraíba estiveram entre os principais destaques do país. Juntas, as duas unidades da Federação somaram mais de 29 mil cirurgias cardiovasculares adicionais no período, reforçando a expansão da assistência na região.

    O Sudeste respondeu por parcela significativa do crescimento nacional, com mais de 54 mil novas cirurgias cardiovasculares entre 2022 e 2025. São Paulo liderou o aumento em números absolutos, com 27.915 procedimentos adicionais.

    No Sul, o Paraná foi um dos principais destaques nacionais, com 16.388 cirurgias cardiovasculares a mais realizadas pelo SUS. Santa Catarina também registrou crescimento expressivo no período.

    No Centro-Oeste, Goiás mais que dobrou o número de cirurgias cardiovasculares realizadas pelo SUS, enquanto o Distrito Federal praticamente triplicou sua produção.

    Os resultados mostram que a expansão da assistência cardiovascular ocorreu tanto em estados que já concentram grande volume de atendimentos quanto em regiões onde a oferta especializada ainda estava em processo de fortalecimento. Esse movimento contribui para reduzir desigualdades regionais e aproximar o atendimento especializado da população.

    Agora Tem Especialistas

    No componente cirúrgico, o Agora Tem Especialistas incorpora e amplia ações voltadas à redução das filas de espera, com organização da demanda em parceria com estados e municípios, definição de metas e monitoramento periódico dos resultados pelo Ministério da Saúde. A estratégia combina financiamento e planejamento para ampliar a capacidade de atendimento da rede pública onde a demanda é maior.

    O aumento da oferta de cirurgias observado nos últimos anos está alinhado a esse conjunto de ações, que busca ampliar a capacidade da rede pública e garantir que mais pacientes tenham acesso ao diagnóstico e ao tratamento em tempo oportuno.

    Camila Marques
    Ministério da Saúde