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  • Coronel Chrisóstomo é eleito melhor deputado federal de Rondônia

    Coronel Chrisóstomo é eleito melhor deputado federal de Rondônia

    Coronel Chrisóstomo (PL-RO) foi eleito como melhor deputado federal de Rondônia no Prêmio Congresso em Foco 2025.

    Engenheiro e militar da reserva do Exército Brasileiro, Chrisóstomo nasceu em Tefé (AM), é filho de mãe indígena e foi criado em Rondônia, Estado ao qual dedica sua vida pública.

    Deputados agraciados na votação popular do Prêmio Congresso em Foco 2025.

    Deputados agraciados na votação popular do Prêmio Congresso em Foco 2025.Arte Congresso em Foco

    O parlamentar costuma resumir sua trajetória e visão de mundo em uma frase: “Sou a favor de Deus, Pátria, Família e Liberdade. Meus objetivos são defender os direitos do povo de Rondônia e desenvolver nosso Brasil.”

    Na Câmara dos Deputados desde 2019, ele se destacou em comissões ligadas a infraestrutura, energia, meio ambiente e segurança pública, além de ocupar funções de liderança partidária. Também integra frentes parlamentares que buscam impulsionar o desenvolvimento regional da Amazônia.

    Quem apoia o Prêmio Congresso em Foco 2025.

    Quem apoia o Prêmio Congresso em Foco 2025.Arte Congresso em Foco

  • Câmara aprova sede da COP 30 em Belém

    Câmara aprova sede da COP 30 em Belém

    A Câmara dos Deputados ratificou o acordo firmado entre o Brasil e o secretariado da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC), formalizando Belém (PA) como sede da COP 30, agendada para o período de 10 a 21 de novembro de 2025. O texto segue agora para análise do Senado Federal.

    O acordo especifica a infraestrutura que o país anfitrião da COP deve assegurar aos participantes, abrangendo tanto os representantes do secretariado da Organização das Nações Unidas (ONU) quanto os delegados dos países participantes e observadores. A proposição legislativa teve origem em mensagem do Poder Executivo (MSC 914/25) e, após aprovação, foi convertida no projeto de decreto legislativo 615/2025.

    Câmara aprova sede da COP 30 em Belém com garantias de infraestrutura.

    Câmara aprova sede da COP 30 em Belém com garantias de infraestrutura.Fernando Torres/AGIF/Folhapress

    A deputada Dilvanda Faro (PT-PA), relatora do projeto, enfatizou que o acordo estabelece o arcabouço jurídico e operacional indispensável para a realização da conferência em conformidade com as exigências das Nações Unidas. “A realização da COP 30 no Brasil, e especificamente em Belém, representa uma oportunidade histórica tanto no campo diplomático quanto na agenda ambiental”, afirmou.

    Segundo a deputada, o evento projeta o Brasil como protagonista nas negociações multilaterais e amplia a visibilidade da Amazônia. “A conferência deixa de ser apenas um marco diplomático e se converte em um vetor de transformação ambiental, econômica e social, capaz de afirmar o Brasil como liderança incontornável no enfrentamento global das mudanças climáticas”, declarou.

    O texto assegura a disponibilidade de espaços para reuniões, áreas específicas para povos indígenas e quilombolas, acesso a transporte, atendimento médico de emergência, alimentação, internet, segurança de dados, tradução simultânea para os idiomas oficiais da ONU e o cumprimento de obrigações financeiras relacionadas ao evento.

    O Brasil deverá destinar ao secretariado da convenção do clima o montante de 7,2 milhões de dólares, aproximadamente R$38,8 milhões, para cobrir os custos adicionais decorrentes da realização da conferência em Belém, em vez de Bonn, na Alemanha.

    No que tange à hospedagem, o governo anfitrião deverá garantir acomodações adequadas e de fácil acesso, incluindo hotéis e residências, “a preços comerciais razoáveis” que “não ultrapassem as condições usuais de mercado”. O acordo prevê a reserva e o pagamento de 605 quartos para o secretariado e outros oficiais da ONU, além de 173 quartos reservados pelo governo e pagos pelo secretariado.

    Para suprir a demanda, o governo contratou dois navios de cruzeiro com 3,9 mil cabines, totalizando até 6 mil leitos, que ficarão atracados a cerca de 20 km do local do evento.

  • Em reviravolta, oposição derrota governo e assume a CPMI do INSS

    Em reviravolta, oposição derrota governo e assume a CPMI do INSS

    O Congresso Nacional instalou nesta quarta-feira (20) a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, criada para investigar o escândalo dos descontos ilegais em aposentadorias e pensões. Em uma reviravolta, a oposição conseguiu impor derrota ao governo e emplacar o senador Carlos Viana (Podemos-MG) na presidência do colegiado.

    Apoiador do ex-presidente Jair Bolsonaro, do qual foi vice-líder, Viana foi eleito por 17 votos a 14, superando o favorito Omar Aziz (PSD-AM), que presidiu a CPI da Covid em 2021 e havia sido indicado para o cargo pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), com apoio do presidente Lula.

    Carlos Viana assumiu a presidência da CPMI do INSS.

    Carlos Viana assumiu a presidência da CPMI do INSS.Edilson Rodrigues/Agência Senado

    “Quero agradecer cada um dos 17 senadores. Foi uma articulação dos últimos dias”, disse Viana, logo após a vitória. Com a eleição do senador mineiro, caiu a indicação do deputado Ricardo Ayres (Republicanos-TO) para a relatoria. Viana designou o deputado Alfredo Gaspar (União-AL) como relator. Gaspar faz parte da ala bolsonarista na Câmara.

    A eleição foi definida por uma articulação de última hora, que garantiu três votos a mais à oposição. Até então, o governo acreditava ter maioria, já que apenas oito das 30 vagas de titulares pertenciam formalmente a oposicionistas.

    Ricardo Ayres já falava como relator. Em entrevista ao Congresso em Foco, nesta manhã, o deputado disse que pretendia ampliar o escopo das investigações para apurar irregularidades na concessão de empréstimos consignados.

    Com a presidência agora sob o comando de um adversário de Lula, o Planalto teme perder o controle das investigações e vê risco de novos desgastes políticos.

    Ayres se manifestou após a perda da relatoria, por meio das redes:

    Ricardo Ayres lamentou perda da relatoria, mas disse que continuará na comissão.

    Ricardo Ayres lamentou perda da relatoria, mas disse que continuará na comissão.Reprodução/X

    Estratégias em disputa

    A disputa interna da CPI promete se tornar um embate direto entre governo e oposição.

    Base governista: deve associar as fraudes ao governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Parlamentares como Paulo Pimenta (PT-RS), Alencar Santana (PT-SP), Rogério Carvalho (PT-SE) e Fabiano Contarato (PT-ES) lideram essa frente.

    Oposição: pretende ampliar o foco sobre a atual gestão, com a possível convocação do ministro da Previdência, Carlos Lupi, de seu sucessor Wolney Queiroz, do presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior, e do ex-chefe do instituto, Alessandro Stefanutto.

    Deputados bolsonaristas ainda pressionam pela convocação de Genival Inácio da Silva, o Frei Chico, irmão do presidente Lula e vice-presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (Sindnapi). Embora citado em relatório da CGU, ele não é investigado, e o sindicato nega irregularidades.

    O escândalo bilionário

    A CPI foi criada após a Operação Sem Desconto, conduzida pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União (CGU), revelar um esquema de fraudes que incluía:

    • falsificação de assinaturas;
    • uso indevido de dados de beneficiários;
    • criação de entidades de fachada para desviar recursos.

    O esquema pode ter gerado prejuízos superiores a R$ 6,4 bilhões aos cofres públicos e atingiu diretamente aposentados e pensionistas em todo o país.

    Quem compõe a CPI

    A CPI é formada por 30 parlamentares titulares, entre senadores e deputados. Entre os senadores estão Renan Calheiros (MDB-AL), Eduardo Braga (MDB-AM), Tereza Cristina (PP-MS), Damares Alves (Republicanos-DF) e Jorge Seif (PL-SC).

    Na Câmara, participam como titulares Paulo Pimenta (PT-RS), Adriana Ventura (Novo-SP), Coronel Chrisóstomo (PL-RO), Duarte Jr. (PSB-MA), Julio Arcoverde (PP-PI) e Marcel van Hattem (Novo-RS), entre outros.

    Com poder de agenda, o senador Carlos Viana poderá pautar convocações e ditar o ritmo das investigações, abrindo espaço para desgastes ao governo. Já a base governista aposta em usar a comissão como vitrine para mostrar que as fraudes nasceram em gestões passadas, especialmente durante o governo Bolsonaro.

  • Deputada propõe diretrizes contra abuso e exploração de menores

    Deputada propõe diretrizes contra abuso e exploração de menores

    A deputada Ana Paula Leão (PP-MG) apresentou projeto de lei (4043/2025), que fixa diretrizes a serem observadas na Política Nacional de Prevenção e Combate ao Abuso e Exploração Sexual da Criança e do Adolescente, prevista na Lei 14811/2024, e define ações prioritárias de enfrentamento da violência sexual contra menores de idade.

    Entre as diretrizes que devem ser acrescidas à aplicação da lei, estão: mecanismos transparentes de governança, monitoramento e avaliação; enfrentamento às normas sociais e culturais que toleram e invisibilizam a violência sexual contra crianças, adolescentes e mulheres; e garantia do desenvolvimento integral e do bem-estar biopsicossocial da criança e do adolescente.

    Ana Paula Leão (PP-MG), autora do projeto.

    Ana Paula Leão (PP-MG), autora do projeto.Bruno Spada/Câmara dos Deputados

    No documento, a parlamentar argumenta que esta forma de violência é “um fenômeno estrutural, de elevada magnitude e profundo impacto individual e coletivo”. Segundo ela, “impõe-se o aperfeiçoamento normativo da proteção integral das crianças e dos adolescentes, vítimas de violência sexual em todos os espaços, inclusive digital, tendo como resultado, por exemplo, a adultização infantojuvenil”.

    A priorização das políticas de prevenção propõe temas como capacitação permanente de docentes e demais profissionais da escola, enfrentamento à violência sexual digital e institucional. Para a aplicação das mudanças, os recursos devem ser providos pelo Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP) (13756/2018), pelo Fundo Nacional de Assistência Social (FNAS) (8742/1993), pelo Fundo Nacional para a Criança e o Adolescente (8242/1991) e pelo fundo previsto na Lei 7347/1985.

    A proposta aguarda distribuição para comissões.

    Leia a íntegra.

  • Quem são os melhores parlamentares do Brasil? Descubra às 18h30

    Falta pouco tempo para o Brasil conhecer os melhores parlamentares do ano. Acompanhe nesta quarta-feira (20), a partir das 18h30, aqui no Congresso em Foco e em nossas redes sociais (YouTube e Instagram) a entrega da maior premiação da política brasileira. A cerimônia do Prêmio Congresso em Foco 2025 será transmitida ao vivo e contará com a presença de parlamentares, autoridades dos Três Poderes, de Brasília e de outras unidades federativas, além de representantes das mais diversas áreas da sociedade civil.

    Assista à transmissão:

    Criado em 2006, o prêmio é uma iniciativa do Congresso em Foco para valorizar os mandatos exemplares e destacar deputados e senadores que se sobressaem pela atuação ética, pela defesa dos direitos humanos, pela boa governança, pela transparência e pelo compromisso com o interesse público. Mais que uma entrega de troféus, a premiação é um gesto político em defesa do Parlamento, reforçando sua importância como pilar da democracia brasileira.

    Em 2025, pela primeira vez, todos os parlamentares foram convidados para a cerimônia, não apenas os vencedores. A proposta é transformar o evento em uma noite plural, capaz de reunir diferentes vozes e perspectivas políticas, independentemente de partido ou ideologia.

    Processo criterioso e transparente

    A escolha dos homenageados segue um processo triplo, que garante legitimidade e credibilidade:

    • Votação popular online – realizada entre 23 de junho e 30 de julho, auditada pela Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais (APCF);
    • Jornalistas que cobrem o Congresso – profissionais que acompanham de perto a rotina parlamentar;
    • Júri técnico – formado por especialistas de diferentes setores, que avaliam critérios como presença, qualidade das propostas e capacidade de articulação.

    Podem disputar o prêmio todos os deputados federais e senadores que atendam a alguns critérios básicos de elegibilidade. Para concorrer, o parlamentar precisa ter exercido o mandato por pelo menos 60 dias até 31 de maio de 2025, não possuir condenações criminais definitivas nem por improbidade administrativa, e não responder a processos por crimes como violência doméstica, racismo, homofobia ou contra o Estado Democrático de Direito. Além disso, ficam de fora aqueles que tenham feito, em atos ou declarações públicas, apologia à tortura, à violência ou a práticas contrárias aos princípios democráticos e aos direitos fundamentais.

    Quase 3 milhões de votos

    A votação popular deste ano bateu todos os recordes: foram 2,8 milhões de votos válidos, número que colocaria o Prêmio como o 15º maior colégio eleitoral do país, à frente de estados como Amazonas, Piauí e Rio Grande do Norte.

    A mobilização se intensificou nas últimas semanas de votação, com campanhas acirradas, grande engajamento nas redes sociais e liberação de votos via WhatsApp, novidade que ampliou ainda mais o alcance da disputa. Houve picos de até 400 mil votos em 24 horas, um feito inédito na história do prêmio.

    Categorias e abrangência

    Além das categorias gerais (Melhores da Câmara, Melhores do Senado e Parlamentar Revelação), a premiação inclui áreas temáticas que refletem desafios centrais do Brasil. Compete ao júri especializado definir os destaques nas seguintes categorias:

    • Direitos Humanos e Cidadania
    • Inovação e Tecnologia
    • Agricultura e Desenvolvimento Rural
    • Desenvolvimento Sustentável e Clima
    • Regulação e Acesso à Saúde
    • Diplomacia Cidadã
    • Incentivo à Cultura
    • Apoio ao Comércio, Indústria e Serviços
    • Acesso à Justiça

    Também serão premiados os parlamentares mais bem avaliados por região, conforme a votação popular, e aqueles que mais se destacaram sob o olhar dos jornalistas e do júri especializado.

    A importância do prêmio para o Legislativo

    Em um cenário de críticas generalizadas à política e ao Parlamento, o Prêmio Congresso em Foco se afirma como uma resposta democrática: mostra que há parlamentares comprometidos com a sociedade, empenhados em legislar com seriedade e atentos ao interesse público.

    O evento é, assim, uma celebração do Parlamento como instituição essencial. Ao reunir vencedores, colegas de diferentes partidos e representantes de diversos setores da sociedade, a cerimônia transmite uma mensagem clara: sem um Legislativo forte, plural e democrático, não há avanço para o país, nem soberania para a nação.

    O Prêmio Congresso em Foco não celebra apenas os parlamentares, mas também a participação popular. Cada voto, cada debate e cada edição reforçam a ideia de que a democracia se fortalece com acompanhamento crítico e engajamento cidadão.

    Saiba mais sobre o Prêmio Congresso em Foco

    Quem apoia o Prêmio Congresso em Foco

    Quem apoia o Prêmio Congresso em FocoArte Congresso em Foco

  • Câmara aprova urgência a projeto de punição a participantes de motins

    Câmara aprova urgência a projeto de punição a participantes de motins

    A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (19) o regime de urgência para o projeto de resolução 63/2025, de autoria do presidente Hugo Motta (Republicanos-PB) e dos demais membros da Mesa Diretora, que altera o Regimento Interno para permitir a suspensão dos mandatos de parlamentares que agirem com violência física ou tentarem impedir o funcionamento das atividades legislativas.

    A proposta surge em resposta ao protesto realizado por deputados da oposição no início de agosto, que ocuparam a Mesa Diretora em reação à prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro. Eles exigiam a votação de uma proposta de anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023. A ação durou 30 horas e atrasou a reabertura dos trabalhos legislativos.

    Presidente Hugo Motta se pronunciou a favor do projeto de resolução.

    Presidente Hugo Motta se pronunciou a favor do projeto de resolução.Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

    O próprio presidente votou a favor do requerimento, e se pronunciou em sua defesa. “Momentos como aquele não podem e não irão se repetir aqui nesta Casa sob a nossa presidência. Essa é uma demonstração de que nós precisamos ser enérgicos com esse tipo de atitude”.

    Ele ainda lamentou o crescimento da polarização no parlamento. “Infelizmente, nós estamos vivendo tempos estranhos, em que chegamos a ter aqui acontecimentos como aquele que devem ser esquecidos da nossa história, porque, além de nos envergonhar, nos obriga a sermos enérgicos para evitar episódios como aquele voltem a acontecer”.

    Motta também assegurou que dará condições para que o projeto seja devidamente debatido entre os membros de todos os partidos. “Não há desta presidência o interesse de hipertrofiar os seus poderes. O que há desta presidência e da Mesa da Casa ao apresentar esse projeto é o desejo de proteger o bom funcionamento da Câmara”, disse.

    O requerimento recebeu 266 votos favoráveis e 114 contrários, havendo orientação contrária das bancadas do PL e do Novo. Com a urgência aprovada, o projeto poderá ser votado diretamente no plenário, sem passar pelas comissões.

  • Quaest: aprovação ao governo Lula sobe e atinge maior nível em 2025

    Quaest: aprovação ao governo Lula sobe e atinge maior nível em 2025

    Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (20) mostra que o presidente Lula conseguiu interromper a curva de queda em sua popularidade e apresenta sinais de recuperação. Depois de um primeiro semestre marcado por indicadores econômicos desfavoráveis e pela crise da alta nos preços dos alimentos, o governo voltou a ganhar fôlego: 46% aprovam Lula, ante 40% em junho. A desaprovação, que havia atingido 56% em março, recuou para 51%.

    Veja os dados da pesquisa Quaest

    A melhora é modesta, mas significativa: pela primeira vez em seis meses a aprovação volta a crescer de forma consistente, reduzindo a diferença entre apoiadores e críticos. Esse movimento interrompe um ciclo de erosão que vinha desde o fim de 2023, quando Lula ainda aparecia com mais de 50% de aprovação.

    Quadro aponta melhora na avaliação do governo Lula. Desaprovação, contudo, ainda supera aprovação.

    Quadro aponta melhora na avaliação do governo Lula. Desaprovação, contudo, ainda supera aprovação.Reprodução/Quaest

    Para o CEO da Quaest, Felipe Nunes, a melhora na aprovação do governo Lula em agosto resulta da combinação de fatores econômicos e políticos.

    “A percepção do comportamento do preço dos alimentos trouxe alívio às famílias e reduziu a pressão sobre o custo de vida. Ao mesmo tempo, a postura firme de Lula diante do tarifaço imposto por Donald Trump foi vista como sinal de liderança e defesa dos interesses nacionais. Menos pressão inflacionária somada à imagem de um presidente que reage a desafios externos ajudam a explicar o avanço de sua aprovação neste momento”, diz Nunes.

    Avaliação mais equilibrada

    A melhora se reflete também na percepção qualitativa. O grupo que classifica o governo como “positivo” subiu para 31%, enquanto os que avaliam como “negativo” recuaram para 39%. Os que o veem como “regular” somam 27%, estáveis nos últimos meses.

    Esse equilíbrio indica que Lula ainda não retomou a hegemonia da narrativa, mas deixou de estar acuado pelo pessimismo dominante que marcou o início do ano.

    Força no Nordeste

    O presidente mantém seu bastião no Nordeste, onde a aprovação chega a 60%. A região segue sendo a base de sustentação mais sólida, especialmente entre beneficiários do Bolsa Família (60% de aprovação).

    Divisão no Sudeste

    No Sudeste, que concentra 43% do eleitorado brasileiro, Lula aparece com 42% de aprovação e 52% de desaprovação. Embora desfavorável, esse número é melhor do que no primeiro semestre, quando a rejeição chegou a superar 60%.

    Resistência no Sul e Centro-Oeste/Norte

    No Sul, a aprovação é de apenas 38%, contra 61% de desaprovação. Já no Centro-Oeste/Norte, Lula consegue 44% de apoio, mas ainda perde para os 53% que reprovam sua gestão.

    Perfil social do apoio

    O cruzamento por segmentos sociais reforça o padrão histórico do lulismo:

    Renda: até 2 salários mínimos, Lula lidera com 55% de aprovação. Entre quem recebe mais de 5 salários mínimos, o índice despenca para 39%.

    Escolaridade: quanto maior a escolaridade, maior a desaprovação. O governo é aprovado por 56% dos que têm até o fundamental, mas por apenas 42% dos que concluíram ensino superior.

    Religião: Lula mantém maioria entre católicos (54% aprovam), mas enfrenta rejeição pesada entre evangélicos (65% desaprovam).

    Gênero: as mulheres estão ligeiramente mais favoráveis (48% aprovam), enquanto entre homens a taxa cai para 44%.

    Idade: entre os mais jovens (16 a 34 anos), 54% desaprovam Lula; já entre idosos (60+), há maioria de aprovação (55%).

    Esse retrato reforça que a popularidade do presidente se ancora nas classes populares e nos mais velhos, mas encontra resistência entre jovens urbanos, classes médias e evangélicos.

    Economia: da crise ao alívio moderado

    A economia continua sendo o maior desafio do governo, mas os dados da pesquisa mostram uma mudança de tendência.

    Piorou: caiu de 56% em março para 46% em agosto a parcela dos que acreditam que a economia piorou nos últimos 12 meses.

    Melhorou: subiu de 16% para 22% no mesmo período.

    Expectativa futura: 40% acreditam que a economia vai melhorar nos próximos 12 meses, contra 30% em março.

    Além disso, o peso da inflação de alimentos começa a ceder. No auge, em dezembro de 2024, 83% afirmavam que os preços tinham subido; em agosto de 2025, o número caiu para 60%.

    Trump, tarifas e o discurso nacionalista

    Um fator político novo também aparece como determinante: a crise diplomática com os Estados Unidos. Após o presidente Donald Trump anunciar tarifas de 50% sobre produtos brasileiros, Lula assumiu protagonismo no discurso de defesa nacional.

    49% acreditam que Lula age em defesa do Brasil, contra 41% que o acusam de se autopromover.

    67% defendem negociar com os EUA, alinhados à postura do Planalto.

    Quando comparados diretamente, 48% consideram que Lula e o PT estão certos nesse embate, contra 28% que escolhem Bolsonaro e seus aliados.

    Esse episódio trouxe ganhos políticos ao presidente, permitindo-lhe reagrupar sua base e se apresentar como líder acima da disputa interna, em um cenário de ameaça externa.

    Para a grande maioria, Trump erra ao tarifar o Brasil alegando que Bolsonaro sofre perseguição.

    Para a grande maioria, Trump erra ao tarifar o Brasil alegando que Bolsonaro sofre perseguição.Reprodução/Quaest

    Comparação com Bolsonaro

    A pesquisa confirma que a comparação com Jair Bolsonaro ainda rende dividendos políticos a Lula. 43% consideram que o atual governo é melhor, contra 38% que o veem como pior.

    Esse dado é estratégico porque mostra que, mesmo em meio a dificuldades econômicas, o presidente consegue se diferenciar do antecessor em parte significativa da opinião pública, especialmente entre moderados e eleitores que não se identificam com nenhum dos dois polos.

    Quadro aponta melhora na avaliação do governo Lula. Desaprovação, contudo, ainda supera aprovação.

    Quadro aponta melhora na avaliação do governo Lula. Desaprovação, contudo, ainda supera aprovação.Reprodução/Quaest

    O que ainda pesa contra o governo

    Apesar dos sinais de recuperação, o governo enfrenta desafios estruturais:

    Direção do país: 57% dos brasileiros ainda acreditam que o país segue na “direção errada”.

    Emprego: 55% dizem que está mais difícil conseguir trabalho do que há um ano.

    Poder de compra: 70% afirmam que conseguem comprar menos hoje do que há 12 meses.

    Divisão social: Lula enfrenta barreiras sólidas entre evangélicos, jovens e classe média urbana, grupos decisivos para a formação de opinião.

    Esses números mostram que a recuperação ainda é incipiente e frágil, dependente de uma melhora mais concreta da economia.

    Os dados foram coletados entre 13 e 17 de agosto. A margem de erro estimada da pesquisa é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, e o índice de confiança é de 95%.

  • Quaest: 48% apoiam Lula no tarifaço; 28% ficam com Bolsonaro

    Quaest: 48% apoiam Lula no tarifaço; 28% ficam com Bolsonaro

    A crise comercial entre Brasil e Estados Unidos já tem posição consolidada na opinião pública: 71% dos brasileiros afirmam que Donald Trump está errado em impor tarifas de 50% sobre a importação de produtos brasileiros sob o argumento de que existe perseguição ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Apenas uma minoria concorda com a justificativa do presidente norte-americano, mostra pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (20). Já o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) aparece fragilizado, visto como alguém que atua em defesa própria e não do país.

    Veja os dados da pesquisa Quaest

    O episódio do “tarifaço” ganhou ampla visibilidade: 84% dizem ter tomado conhecimento da carta enviada por Trump a Lula, contra 60% em julho. O percentual dos que desconheciam o caso caiu de 33% para 16%. O tema, portanto, passou a fazer parte do cotidiano político do país, com repercussões imediatas na avaliação do governo e da oposição. O posicionamento do presidente Lula no caso é um dos principais fatores da melhora da avaliação do governo, segundo a Quaest.

    Donald Trump e Jair Bolsonaro em encontro em 2019.

    Donald Trump e Jair Bolsonaro em encontro em 2019.Shealah Craighead/Casa Branca

    Lula x Bolsonaro: quem está certo?

    Nesse embate, 48% acreditam que Lula e o PT estão agindo da forma mais correta, enquanto 28% preferem a posição de Bolsonaro e seus aliados. Para 15%, nenhum dos lados age corretamente.

    Os números indicam que, apesar da polarização, Lula conseguiu reunir maioria em torno de sua postura diante da crise, apresentando-se como defensor dos interesses nacionais.

    Defesa do Brasil ou autopromoção?

    Mesmo assim, a percepção sobre Lula continua dividida: 49% veem o presidente agindo em defesa do Brasil, mas 41% acham que ele se aproveita da situação para autopromoção política.

    Esse quadro mostra que, embora consiga ampliar apoio frente a Trump, o petista ainda enfrenta um campo de desconfiança entre eleitores mais críticos.

    Rejeição a Eduardo Bolsonaro

    A pesquisa também avaliou a atuação internacional do deputado Eduardo Bolsonaro. A maioria absoluta (69%) acredita que ele defende seus próprios interesses e os da família, contra apenas 23% que o veem como representante do Brasil.

    O resultado sinaliza que o papel do parlamentar na cena internacional é percebido de forma negativa pela maior parte da população.

    Preocupação econômica

    A disputa diplomática não é vista apenas como questão política. 77% dos entrevistados acreditam que serão prejudicados pelas altas tarifas, e 64% temem aumento no preço dos alimentos.

    Com isso, o tema passa a dialogar diretamente com o custo de vida, reforçando a pressão sobre o governo brasileiro por uma solução rápida.

    Negociação x retaliação

    Apesar da insatisfação com Trump, a maioria dos brasileiros (67%) defende negociação diplomática com os EUA. Apenas 28% defendem retaliação com tarifas sobre produtos americanos.

    Ainda assim, as opiniões estão divididas sobre as chances de sucesso: 48% acreditam que Lula conseguirá um acordo, enquanto 45% acham que não.

    A margem de erro estimada da pesquisa é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, e o índice de confiança é de 95%. As margens de erro dos estados e dos grupos sociodemográficos estão informadas no início do relatório.

  • Bruno Ganem propõe programa nacional contra violência a educadores

    Bruno Ganem propõe programa nacional contra violência a educadores

    Para combater a violência contra professores e profissionais da área educacional, o deputado Bruno Ganem (PODEMOS-SP) apresentou projeto de lei (4045/2025) que cria o Programa Federal de Apoio SOS Educação. A proposta define diretrizes nacionais de conduta a serem aplicadas em instituições de educação básica e superior, com objetivo de promover um ambiente seguro, inclusivo e respeitoso.

    De acordo com o projeto, caberá à escola adotar protocolos de prevenção e enfrentamento à violência por meio de acolhimento e atendimento dos profissionais, além de oferecer capacitação em mediação de conflitos e direitos humanos.

    No documento, o parlamentar argumenta que “a ausência de procedimentos padronizados e de canais de acolhimento seguros dificulta a atuação tempestiva da gestão escolar e da rede de proteção”. Segundo Ganem, o ordenamento jurídico federal ainda não oferece um marco integrado, com protocolos mínimos e cooperação interfederativa, para prevenir, registrar e responder a violência contra docentes e demais trabalhadores.

    Autor do projeto, deputado Bruno Ganem (PODEMOS-SP).

    Autor do projeto, deputado Bruno Ganem (PODEMOS-SP).Renato Araújo/Câmara dos Deputados

    Também está prevista a publicação de relatório anual com dados agregados e análises sobre a implementação do Programa, respeitada a Lei Geral de Proteção de Dados (13709/2018). Toda a aplicação do projeto deverá estar em conformidade ainda com o Artigo 207 da Constituição Federal, que garante a autonomia universitária, e com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (9394/1996)

    A proposta aguarda encaminhamento para comissões, onde será analisada.

    Leia a íntegra.

  • Prêmio Congresso em Foco: chegou o dia do Óscar da política

    Prêmio Congresso em Foco: chegou o dia do Óscar da política

    Depois de muita expectativa, o grande dia chegou. Nesta quarta-feira (20), a partir das 18h30, o Teatro Nacional Claudio Santoro, em Brasília, recebe a 18ª edição do Prêmio Congresso em Foco, conhecido como o Óscar da política brasileira. A cerimônia será transmitida ao vivo pelo site e pelas nossas redes sociais (YouTube e Instagram). Diversas autoridades dos Três Poderes participarão do evento.

    Com o apoio de organizações da sociedade civil e da iniciativa privada, o prêmio distingue deputados e senadores que se destacam pela atuação ética, pelo compromisso com os direitos humanos, pela boa governança, pela transparência e pela defesa do interesse público. A escolha dos homenageados passa por um processo rigoroso, que combina votação popular, avaliação de um júri especializado e critérios objetivos de elegibilidade.

    Criado em 2006, o Prêmio Congresso em Foco é a principal premiação da política brasileira.

    Criado em 2006, o Prêmio Congresso em Foco é a principal premiação da política brasileira.Arte Congresso em Foco

    Valorização do Parlamento

    Mais do que uma entrega de troféus, o evento é um gesto em defesa da boa política. A proposta é valorizar o Parlamento como instituição essencial da representação popular, abrir espaço para o diálogo entre diferentes forças e mostrar que ganhar ou perder é circunstancial: o que importa é reconhecer o trabalho sério de deputados e senadores e reafirmar que a política, quando exercida com responsabilidade, merece ser celebrada.

    Nesta nova fase, a premiação assume um formato mais moderno e alinhado ao protagonismo conquistado ao longo dos anos. Sem abrir mão de sua essência, valorizar o Legislativo e a boa política, o prêmio se renova para oferecer uma experiência ainda mais cuidadosa e à altura da importância do Parlamento para o país.

    A cada edição, o Congresso em Foco reafirma sua posição como uma das mais respeitadas iniciativas de reconhecimento político do Brasil, celebrando mandatos exemplares e contribuindo para a construção de uma democracia mais justa, transparente e comprometida com o interesse público.

    Para você não perder nada, preparamos um guia em formato de perguntas e respostas com as principais informações sobre a premiação mais importante da política brasileira.

    O que é o Prêmio Congresso em Foco?

    É uma iniciativa do Congresso em Foco, criada em 2006, que reconhece e valoriza a atuação de excelência de deputados e senadores. A ideia é destacar quem exerce o mandato com ética, compromisso democrático, transparência e atenção ao interesse público.

    Qual é a finalidade da premiação?

    Mais do que entregar troféus, o objetivo é estimular a cidadania ativa, incentivar o acompanhamento crítico do trabalho legislativo e fortalecer a democracia. Nesta edição, todos os parlamentares foram convidados para a cerimônia, não apenas os vencedores, reforçando que o grande homenageado é a própria política, entendida como espaço de pluralidade, diálogo e construção coletiva.

    Há prêmio em dinheiro?

    Não. O reconhecimento é simbólico e institucional. Os parlamentares homenageados recebem troféus, certificados e selos digitais, mas não há premiação financeira.

    Quem pode concorrer?

    Deputados e senadores que:

    • tenham exercido o mandato por pelo menos 60 dias até 31 de maio de 2025;
    • não tenham condenações definitivas na Justiça nem por improbidade;
    • não respondam a processos por crimes como violência doméstica, racismo, homofobia ou contra o Estado Democrático de Direito;
    • não tenham feito apologia à tortura ou à violência.

    Como são escolhidos os vencedores?

    O processo combina três olhares diferentes:

    Quais são as categorias e quantos parlamentares serão premiados?

    Gerais

    • Melhores na Câmara (votação popular) – 10 premiados
    • Melhores no Senado (votação popular) – 5 premiados
    • Melhores na Câmara (jornalistas) – 3 premiados
    • Melhores no Senado (jornalistas) – 3 premiados
    • Melhores na Câmara (júri técnico) – 10 premiados
    • Melhores no Senado (júri técnico) – 5 premiados
    • Parlamentar Revelação (júri técnico) – 3 parlamentares premiados

    Temáticas (júri técnico) – 3 parlamentares premiados

    • Direitos Humanos e Cidadania
    • Inovação e Tecnologia
    • Agricultura e Desenvolvimento Rural
    • Desenvolvimento Sustentável e Clima
    • Regulação e Acesso à Saúde
    • Diplomacia Cidadã
    • Incentivo à Cultura
    • Apoio ao Comércio, Indústria e Serviços
    • Acesso à Justiça

    Regionais (voto popular): 5 deputados e 3 senadores

    • Centro-Oeste, Nordeste, Norte, Sudeste e Sul

    A votação é fiscalizada?

    Sim. Além da fiscalização interna, uma auditoria externa independente, da Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais (APCF), acompanha todo o processo, com autonomia para validar ou anular votos e garantir a integridade da premiação.

    Como acompanhar a cerimônia?

    A transmissão será feita ao vivo:

    Quem apoia o Prêmio Congresso em Foco

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