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  • Programa Jovem Senador aprova três projetos em 2025

    Programa Jovem Senador aprova três projetos em 2025

    Estudantes selecionados no Projeto Jovem Senador aprovaram, na última sexta-feira (22), três propostas que serão analisadas pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) do Senado como sugestões legislativas. As temáticas vão da criação de um vale livro semestral para estudantes de ensino médio e fundamental ao Eco-Samba, um selo de ajustamento ambiental positivo amplo. Além disso, a deliberação tratou da importância de regular a publicidade de alimentos ultraprocessados.

    A partir de um concurso de redação com tema “Emergência Climática: pense no futuro, aja no presente”, foram escolhidos 27 estudantes para simular o trabalho legislativo realizado pelo Senado Federal, na última semana, entre 18 e 22 de agosto. “O que vivemos não termina em Brasília, esta experiência volta conosco para cada escola, cada município, cada família”, disse Rosângela Bispo, representante do Maranhão, ao final da última sessão da edição de 2025 do projeto.

    Assista ao depoimento de estudantes que participaram:

    Keila Barbosa, aluna da Escola Estadual Santos Dumont, em Parnamirim (RN), foi eleita presidente dos Jovens Senadores deste ano. No discurso de posse, a estudante chamou atenção para a emergência climática: “Quem é que mais sofre com essa realidade? As populações mais vulneráveis. Moradores de periferias, que são vítimas de enchentes e poluição, e os povos indígenas, que enfrentam a destruição de seus territórios e seus modos de vida. […] Evoco a coragem de Chico Mendes ao afirmar que ‘ecologia sem consciência de classe é jardinagem’”.

    A participação em discussões do Senado também foi parte da experiência legislativa do grupo. Na quinta-feira (21), a Comissão de Meio Ambiente (CMA) recebeu os estudantes em audiência pública sobre a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP 30), que está prevista para ocorrer em Bélem (PA) entre 10 e 21 de novembro. No debate, estiveram presentes a diretora de Programas da COP 30, Alice Amorim Vogas e da representante do Ministério do Meio Ambiente, Inamara Melo.

    Jovem Senador

    Desde 2008, o Senado Federal realiza a ação institucional com objetivo de apresentar a política parlamentar a jovens de escolas públicas de todos os estados e do Distrito Federal. Cada edição propõe um tema, o qual deve ser trabalhado pelas secretarias de educação locais em formato de redação. Os autores das melhores redações vêm à Brasília para a Semana de Vivência Legislativa e atuam como representantes em sessões plenárias e reuniões das comissões temáticas, inclusive na proposição de ideias que poderão evoluir para projetos de lei.

  • Moraes dá 48h para PGR analisar relatório da PF contra Bolsonaro

    Moraes dá 48h para PGR analisar relatório da PF contra Bolsonaro

    O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta segunda-feira (25) que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste em até 48 horas sobre o relatório final da Polícia Federal (PF) que aponta supostos descumprimentos de medidas cautelares por parte do ex-presidente Jair Bolsonaro.

    Bolsonaro foi indiciado na quarta-feira (20) por coação no curso da ação penal do golpe, na qual é réu. Ele é acusado de, em conjunto com o filho Eduardo Bolsonaro (PL-SP), articular sanções internacionais a ministros do STF. Além disso, o ex-presidente responde por descumprimento de medidas cautelares como proibições de acesso a redes sociais e de contato com outros réus, no caso, o ex-ministro Walter Braga Netto. A força policial também encontrou uma minuta de pedido de asilo à Argentina em sua residência.

    Parecer da PGR pode piorar situação de Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar.

    Parecer da PGR pode piorar situação de Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar.
    Antonio Augusto / Secom / PGR.

    A defesa se manifestou, negando a existência de qualquer descumprimento de medida restritiva. Os advogados sustentam que a mensagem atribuída a Braga Netto foi apenas recebida, sem resposta ou interação posterior. Rebatem também a acusação de planejamento de fuga, alegando que o rascunho de pedido de asilo é antigo e jamais foi utilizado.

    Com a resposta da defesa entregue, Bolsonaro encaminhou as cópias do relatório e da contestação à PGR, que terá até a manhã de quarta-feira (26) para manifestar se considera ou não que houve violação de cautelares.

    Veja a íntegra do despacho.

  • PDT questiona no STF norma que permite débito automático entre bancos

    PDT questiona no STF norma que permite débito automático entre bancos

    O Partido Democrático Trabalhista (PDT) acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) por meio de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI), contestando a resolução do Banco Central que possibilita às instituições bancárias efetuarem débitos automáticos nas contas de clientes mantidas em diferentes bancos. A ADI 7.860 foi encaminhada ao ministro Dias Toffoli.

    Na ação, o partido argumenta que a resolução 4.790/2020 intensificou a ocorrência de débitos não reconhecidos, impactando negativamente os correntistas em âmbito nacional, com ênfase em aposentados e pensionistas.

    O partido ingressou com uma ação no STF.

    O partido ingressou com uma ação no STF.Antônio Cruz/Agência Brasil

    Sustenta, ainda, que a referida norma fragilizou os mecanismos de controle ao isentar o banco responsável pela conta da necessidade de verificar diretamente o consentimento do titular antes de efetuar o desconto.

    O PDT requer que a norma seja considerada inconstitucional e que o STF vede novas compensações interbancárias de débitos automáticos, visando restabelecer a proteção constitucional a direitos como legalidade, propriedade, segurança e defesa do consumidor.

  • AGU contrata escritório nos EUA para atuar contra tarifas de Trump

    AGU contrata escritório nos EUA para atuar contra tarifas de Trump

    Advocacia-Geral da União (AGU) anunciou nesta segunda-feira (25) que está finalizando a contratação de um escritório de advocacia nos Estados Unidos para atuar “administrativa e judicialmente” contra as tarifas de importação de 50% sobre produtos brasileiros, bem como contra as sanções impostas ao governo americano a autoridades brasileiras direta ou indiretamente envolvidas na ação penal contra o ex-presidente Jair Bolsonaro.

    A atuação judicial é uma das vias por onde o governo consegue pressionar pela revogação das tarifas: representantes do setor privado chegaram a conseguir algumas decisões favoráveis em tribunais alfandegários em ações contra o primeiro pacote tarifário de Trump, em abril. Por outro lado, muitas das sentenças foram revertidas após recurso ao longo do semestre.

    Contratação de escritórios credenciados é necessária para AGU conseguir acessar tribunais estrangeiros.

    Contratação de escritórios credenciados é necessária para AGU conseguir acessar tribunais estrangeiros.Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

    Esta é a segunda vez no ano em que a AGU é acionada para atuar em solo americano. Em julho, a autarquia havia contratado um escritório para atuar no processo contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que responde na Flórida por tentativa de censura a plataformas de mídia do grupo empresarial do presidente Donald Trump.

    A autarquia também deverá buscar a exclusão do nome de Moraes na lista de sanções da Lei Magnitsky, que veda não apenas a entrada do ministro em solo americano, mas também a contratação de serviços com empresas ou cidadãos dos Estados Unidos, incluindo serviços bancários ou licenças de software.

    A tarefa faz parte do rol de obrigações da AGU, que tem como uma de suas funções a defesa jurídica de autoridades brasileiras no exterior. O órgão, porém, precisa contratar escritórios credenciados para conseguir representação em cortes estrangeiras.

  • Eduardo não quebrou o decoro, diz presidente do Conselho de Ética

    Eduardo não quebrou o decoro, diz presidente do Conselho de Ética

    O presidente do Conselho de Ética da Câmara, Fábio Schiochet (União-SC), afirmou ao Congresso em Foco que não vê quebra de decoro nas declarações e iniciativas de Eduardo Bolsonaro (PL-SP) que motivaram representações no colegiado. “Pelo Regimento e pelo Código de Ética, não vejo quebra de decoro no que ele vem fazendo”, disse. Para Schiochet, o que exige resposta mais severa do órgão são episódios de agressão física e obstrução material dos trabalhos, como a ocupação da Mesa Diretora.

    “Obstrução física é inadmissível. Não se pode impedir o presidente da Câmara de subir à Mesa nem bloquear o acesso de parlamentares”, afirmou, ao defender que esses casos sejam analisados “com celeridade e rigor”.

    Assista a trechos da entrevista:

    Eduardo é alvo de quatro pedidos de cassação. As acusações se concentram em sua articulação nos Estados Unidos em favor de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. O deputado admite publicamente que busca, junto ao governo Donald Trump, sanções contra o Brasil e contra autoridades envolvidas direta ou indiretamente no processo de seu pai, que será julgado em setembro por tentativa de golpe de Estado. O governo norte-americano impôs tarifas de 50% sobre centenas de produtos brasileiros, aplicou sanções econômicas e proibiu o ministro Alexandre de Moraes de entrar no país.

    “Eu não vejo isso como quebra de decoro. A gente não pode banalizar o Conselho de Ética. Tudo vai para o Conselho de Ética”, ressaltou. A decisão sobre o processo de cassação contra o deputado, no entanto, caberá aos relatores de cada caso e ao plenário do Conselho de Ética.

    Para Schiochet, é preciso separar o que pode ser matéria judicial, eventualmente no Supremo Tribunal Federal (STF), do que cabe ao Conselho de Ética. “Se houver questões criminais, não competem ao Conselho. Nosso papel é cuidar do decoro e do funcionamento da Casa”, disse. Segundo ele, o colegiado deve evitar que “pressões externas” contaminem as decisões e aplicar o regimento com imparcialidade.

    Agressões e ocupação da Mesa: foco de punições

    O presidente do Conselho de Ética classificou como mais graves os atos de violência e bloqueio físico do plenário. Ele citou episódios recentes de tensão no Salão Verde e no plenário, incluindo agressões físicas e verbais, além da ocupação da Mesa, promovida por deputados bolsonaristas para pressionar pela aprovação do projeto de anistia e pelo fim do foro privilegiado.

    Na avaliação de Schiochet, os deputados que protagonizaram o episódio precisam ser punidos. As punições, no entanto, devem considerar a conduta de cada um dos envolvidos.

    “Eu não posso admitir, como presidente do Conselho de Ética, que um deputado grave que vai impedir o presidente da Câmara dos Deputados de subir no plenário. Ele não pode impedir nenhum deputado de entrar nas dependências da Câmara, salvo no gabinete de um outro parlamentar. Então, gravar dizendo aqui não vai subir ninguém, que não vai deixar o presidente da Câmara entrar, caso ele não vote a anistia, não podemos aceitar”, declarou. “O Congresso Nacional não vai funcionar sob chantagem”, acrescentou.

    Por causa do motim, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), pediu à Corregedoria da Casa que avalie o comportamento de 14 deputados envolvidos no episódio. Os casos se somarão à lista já extensa em andamento no Conselho de Ética.

    20 representações contra 11 parlamentares

    No último dia 15, o Conselho de Ética recebeu 20 representações envolvendo 11 deputados. Schiochet convocará reunião em 29 de agosto para aprovar a pauta. Em 3 de setembro, o colegiado fará o sorteio das listas tríplices de cada caso e pretende designar os 20 relatores até a sexta-feira seguinte, respeitando a ordem de chegada dos processos.

    Os primeiros nomes na fila incluem, entre outros, André Janones (Avante-MG), Gustavo Gayer (PL-GO), Lindbergh Farias (PT-RJ), Gilvan da Federal (PL-ES), Delegado Éder Mauro (PL-PA), Guilherme Boulos (Psol-SP), Eduardo Bolsonaro (PL-SP), José Medeiros (PL-MT), Sargento Fahur (PSD-PR), Kim Kataguiri (União-SP) e Célia Xakriabá (Psol-MG).

    Quebra-cabeça

    Pelas normas regimentais, o relator não pode ser do mesmo partido nem do mesmo estado do representado, tampouco do partido ou federação do autor da representação. Um mesmo deputado pode relatar mais de um processo, mas Schiochet diz não pretender concentrar todos os casos de um mesmo representado em um único relator.

    Com todos os processos instalados em bloco, Schiochet projeta entre 60 e 90 dias para as deliberações finais. A composição do Conselho tem mandato fixo e não será alterada durante a tramitação. “A palavra agora é responsabilidade”, resumiu o deputado. “Não vamos deixar que pressões externas contaminem as decisões do Conselho de Ética.”

    Empresário, 37 anos, Fabio Schiochet é natural de Jaraguá do Sul. Chegou à Câmara em 2019, pelo PSL, então partido de Jair Bolsonaro. Em 2023, passou ao União Brasil, fruto da fusão entre o seu antigo partido e o DEM. De acordo com o Radar do Congresso, ferramenta de monitoramento legislativo do Congresso em Foco, o deputado votou 54% das vezes conforme o encaminhamento do líder do governo na Casa.

  • Comissão do Senado discute criação de exame de proficiência médica

    Comissão do Senado discute criação de exame de proficiência médica

    Nesta quarta-feira (27), uma audiência pública no Senado avaliará a proposta de criação do Exame Nacional de Proficiência em Medicina. Promovida pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS), o debate analisa o projeto de lei 2294/2024, do senador Astronauta Marcos Pontes (PL-SP), que propõe alterações à Lei 3268/1957 para tornar obrigatório o teste de competências profissionais e éticas, conhecimentos teóricos e habilidades clínicas.

    O documento já obteve parecer favorável na Comissão de Educação (CE), sob a relatoria do senador Marcos Rogério (PL-RO), que acrescentou termo de equiparação do o exame à aprovação no Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos (Revalida), responsável pela validação de diplomas estrangeiros.

    Na proposta, o senador Astronauta Marcos Pontes (PL-SP) destaca altos custos ao sistema pública e à saúde dos pacientes em caso de erro médico.

    Na proposta, o senador Astronauta Marcos Pontes (PL-SP) destaca altos custos ao sistema pública e à saúde dos pacientes em caso de erro médico.Freepik

    Segundo a proposta, a aplicação deve ocorrer nacionalmente em dois períodos do ano. O texto também estabelece que os resultados individuais do exame serão encaminhados aos Ministérios da Educação e da Saúde para acompanhamento e avaliação, sem haver divulgação pública. Médicos já inscritos nos conselhos e estudantes que ingressaram nos cursos antes da vigência da lei terão dispensa na prova.

    O relator do projeto na CAS, senador Dr. Hiran (PP-RR), já apresentou parecer favorável sob justificativa de que a medida busca assegurar um padrão mínimo de conhecimento para o exercício da medicina. A audiência foi requerida pela senadora Teresa Leitão (PT-PE).

    Representantes do Conselho Federal de Medicina (CFM), da Academia Nacional de Medicina (ANM), da Associação Médica Brasileira (AMB), da Associação Nacional de Médicos Residentes (ANMR), da Direção Executiva Nacional dos Estudantes de Medicina (Denem), do Ministério da Educação e do Ministério da Saúde, foram convidados para participar do debate.

    Se aprovada, em decisão terminativa, a proposta seguirá para a Câmara.

  • Comissão discute assédio sexual e moral no serviço público e privado

    Comissão discute assédio sexual e moral no serviço público e privado

    A Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados promove, nesta terça-feira (26), uma audiência pública com o objetivo de debater o combate ao assédio sexual e moral, tanto no serviço público quanto no setor privado.

    O evento está agendado para as 16 horas, em plenário a ser definido, e contará com a participação de diversos convidados, cuja lista já foi divulgada.

    Deputada Silvye Alves propôs o debate.

    Deputada Silvye Alves propôs o debate.Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

    A deputada Silvye Alves (União-GO), proponente do debate, ressalta que o assédio sexual e moral representa uma grave violação dos direitos humanos, além de comprometer a integridade e a autoestima das vítimas, gerando consequências psicossociais significativas.

    A parlamentar enfatiza que “tais condutas não podem ser tratadas com a banalidade que muitas vezes se observa na sociedade”, defendendo a necessidade de medidas eficazes para combater essa problemática.

  • Eleitores de centro avaliam melhor o Congresso que direita e esquerda

    Eleitores de centro avaliam melhor o Congresso que direita e esquerda

    A forma como os brasileiros enxergam o Congresso Nacional varia de acordo com sua posição no espectro político. É o que revela pesquisa realizada pelo Congresso em Foco, que avaliou a percepção de leitores de centro, direita e esquerda sobre o desempenho do Legislativo. Foram consultados 3.565 leitores.

    Entre os eleitores de centro, 56,4% avaliam o Congresso como regular, bom ou ótimo. O índice positivo cai para 37% entre os eleitores de direita e para 34,7% entre os de esquerda.

    Por outro lado, a insatisfação é mais expressiva justamente entre os segmentos da ponta ideológica. A pesquisa mostra que 65,2% dos eleitores de esquerda consideram o Congresso ruim ou péssimo, seguidos por 62% dos eleitores de direita. Já entre os eleitores de centro, esse índice é menor, mas ainda relevante: 43,5%.

    Os números revelam que o centro político tende a ser mais tolerante com o Legislativo, apresentando tanto a maior taxa de avaliação positiva quanto a menor proporção de rejeição. A esquerda, por sua vez, concentra a percepção mais crítica, enquanto a direita também mostra forte reprovação, mas um pouco menos intensa.

    Eleitores de centro avaliam melhor o Congresso que direita e esquerda

    Eleitores de centro avaliam melhor o Congresso que direita e esquerdaCongresso em Foco

    Retrato da polarização

    O levantamento confirma que a polarização política atravessa a forma como os brasileiros percebem o Congresso. Enquanto direita e esquerda tendem a críticas duras, o centro se mostra menos radical e mais disposto a reconhecer avanços. Essa clivagem é relevante porque o centro político, embora menos numeroso que os extremos, costuma ser decisivo na formação de maiorias parlamentares e na governabilidade.

    Gênero e região

    Embora o recorte principal seja ideológico, o levantamento também mostra nuances em outros aspectos:

    • Gênero: não houve diferenças significativas entre homens e mulheres na avaliação do Congresso, mas homens tendem a concentrar mais rejeição extrema (“péssimo”).
    • Região: os dados de São Paulo e Minas Gerais, que concentram boa parte dos respondentes, refletem a média nacional. Já no Sul, os números são mais fragmentados, com parte do eleitorado reproduzindo a rejeição da direita e outra parte adotando visão mais próxima da média nacional.

    Comparativo com outras pesquisas

    Ao dialogar com levantamentos nacionais como o Datafolha, que frequentemente indicam altos níveis de rejeição ao Congresso, a pesquisa do Congresso em Foco traz um elemento adicional: mostra como o eleitorado mais engajado em política lê o trabalho parlamentar de maneira segmentada por tendência ideológica. Enquanto os extremos acentuam críticas, o centro aparece como grupo mais ponderado. Esse retrato ajuda a compreender por que o Congresso ainda preserva legitimidade em certos segmentos e evidencia o papel estratégico do eleitorado de centro.

    Leia também:

    Tarifaço é rejeitado e só 44% o ligam a Bolsonaro, diz pesquisa

  • 20 milhões de brasileiros pagaram IR por falta de correção, diz Haddad

    20 milhões de brasileiros pagaram IR por falta de correção, diz Haddad

    O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, teceu críticas aos governos anteriores por, segundo ele, negligenciarem a correção da tabela do Imposto de Renda, o que deixou 20 milhões de brasileiros de baixa renda sujeitos à tributação. “A não correção do Imposto de Renda promoveu um enorme aumento de impostos das camadas economicamente mais frágeis. Ou seja, os sete anos de não correção da tabela do Imposto de Renda incluiu, no pagamento deste tributo, alguma coisa em torno de 20 milhões de brasileiros que não deveriam estar pagando Imposto de Renda e passaram a pagar nos governos Temer e Bolsonaro”, afirmou.

    Na declaração, feita durante debate do Partido dos Trabalhadores (PT) no último sábado (23), em Brasília, Haddad defendeu o aumento da isenção do IR salarial de R$ 1,9 mil para R$ 5 mil reais: “Vai beneficiar outros 15 milhões de brasileiros. É uma proposta neutra do ponto de vista fiscal, porque passa a cobrar de 141 mil brasileiros um imposto que, hoje, eles não pagam. Brasileiros que recebem cerca de 1 milhão por ano. Estamos fazendo alguma justiça tributária, cobrando de quem não paga, lá do ápice da pirâmide, para favorecer 25 milhões de brasileiros”.

    Veja a íntegra da fala de Haddad:

    O ministro argumenta que a medida isentará a maioria dos trabalhadores com carteira assinada (CLT), fato que impulsionará a renda e o consumo interno, em benefício à economia. O projeto de lei 1087/2025, de autoria do governo federal e relatado pelo deputado Arthur Lira (PP-AL), também prevê redução parcial do imposto para quem recebe entre R$ 5 mil e R$ 7,3 mil.

    Haddad também anunciou que o governo prepara um novo pacote de medidas para facilitar o acesso ao crédito para a compra de imóveis, com foco em trabalhadores de baixa renda e classe média. “Estamos ultimando as tratativas com o Banco Central, Fazenda e Planejamento, para que que o nosso Conselho Monetário Nacional possa entregar ao presidente Lula mais uma conquista importante de turbinar o crédito imobiliário, com todas as cautelas devidas, mas fazendo fonte barata de crédito, que é a poupança, chegar ao trabalhador de baixa renda e classe média”, disse o ministro.

  • Moraes pede extradição de seu ex-assessor acusado de vazar informações

    Moraes pede extradição de seu ex-assessor acusado de vazar informações

    O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitou ao Ministério da Justiça a extradição do seu ex-assessor Eduardo Tagliaferro da Itália para o Brasil. Segundo a pasta, o pedido já foi encaminhado ao Itamaraty para os trâmites com o governo italiano.

    A medida ocorre após a Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciar, na sexta-feira (22), o ex-chefe da Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação do TSE por vazamento de conversas internas entre servidores do STF e do TSE que assessoravam diretamente Moraes em 2024, período em que o ministro presidiu a Corte Eleitoral e comandou a organização das eleições.

    Eduardo Tagliaferro era chefe de assessoria no TSE quando Moraes presidia o tribunal.

    Eduardo Tagliaferro era chefe de assessoria no TSE quando Moraes presidia o tribunal.Reprodução/Redes sociais

    O que diz a denúncia

    De acordo com a PGR, Tagliaferro cometeu os crimes de:

    • violação de sigilo funcional;
    • coação no curso do processo;
    • obstrução de investigação penal sobre organização criminosa;
    • tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

    A PGR afirma que as mensagens vazadas à imprensa, publicadas pela Folha de S.Paulo em agosto de 2024, detalhavam pedidos de Moraes para a produção de relatórios sobre alvos de inquéritos envolvendo ataques ao STF e disseminação de fake news contra ministros. Para o procurador-geral da República, Paulo Gonet, o vazamento buscou ferir a credibilidade e questionar a imparcialidade do STF e do TSE, como parte de uma “estratégia para incitar atos antidemocráticos” e desestabilizar instituições.

    Segundo a denúncia, a Polícia Federal obteve, a partir da apreensão de um dos celulares do ex-assessor, trocas de mensagens em que ele admite ter repassado o conteúdo sigiloso. Em conversa com uma interlocutora identificada como Daniela, Tagliaferro diz ter falado com “a Folha”, menciona que o jornal “estava investigando o ministro” e que “não seria identificado”.

    Exoneração e saída do país

    Após a abertura do inquérito sobre o vazamento, Tagliaferro foi exonerado do TSE e deixou o Brasil rumo à Itália, onde reside atualmente. Em depoimento à Polícia Federal, ele levantou suspeitas sobre a atuação da Polícia Civil de São Paulo, dizendo ter entregue seu celular desbloqueado à corporação em meio a um caso de violência doméstica. Para a PGR, essa versão seria mais uma tentativa de atrapalhar as investigações.

    Entrevista e nova ameaça de vazamentos

    A denúncia também cita a entrevista concedida por Tagliaferro, no mês passado, ao blogueiro Allan dos Santos, investigado por ataques ao Supremo, em que o ex-assessor ameaçou revelar mais informações sigilosas. “Tenho bastante coisa”, afirmou, sugerindo haver “coisas fraudulentas” e direcionamento de Moraes contra personalidades de direita.

    Para Gonet, o anúncio público, acompanhado de campanha de arrecadação de recursos, indica adesão do ex-assessor aos objetivos de uma organização criminosa para restringir o livre exercício do Poder Judiciário.

    Com o pedido de extradição protocolado e remetido ao Itamaraty, caberá às autoridades brasileiras e italianas conduzirem o procedimento diplomático e jurídico. Tagliaferro responderá no Brasil às acusações formais apresentadas pela PGR, caso a extradição seja autorizada.