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  • Projeto que cria banco de transtornos alimentares no SUS vai à CCJ

    Projeto que cria banco de transtornos alimentares no SUS vai à CCJ

    A Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados aprovou projeto que obriga o SUS a manter uma base nacional de dados sobre atendimentos a pessoas com transtornos alimentares. A proposta, relatada por Rosangela Moro (União Brasil-SP), também define princípios e direitos para a atenção a esses pacientes.

    O parecer da deputada substituiu a ideia de notificação compulsória prevista no projeto original por um registro sistemático. Segundo a relatora, isso respeita os critérios legais e reforça o uso do prontuário eletrônico para gerar estatísticas confiáveis.

    A deputada Rosangela Moro (União Brasil-PR) relatou o projeto na Comissão de Saúde.

    A deputada Rosangela Moro (União Brasil-PR) relatou o projeto na Comissão de Saúde.Renato Araújo/Câmara dos Deputados

    O que muda com o substitutivo

    • A nova redação prevê diagnóstico e tratamento precoce, acesso a medicamentos e acolhimento sem preconceitos;
    • O SUS deverá usar os dados para orientar políticas de prevenção e alocação de recursos;
    • A proposta exclui a exigência de notificação compulsória, restrita por lei a doenças transmissíveis.

    Próximos passos

    O projeto, de autoria do deputado Júnior Mano (PSB-CE), será analisado agora pela Comissão de Constituição e Justiça, em caráter conclusivo. Se aprovado, poderá seguir direto ao Senado.

  • Proibição de fiança em crimes graves de trânsito avança na Câmara

    Proibição de fiança em crimes graves de trânsito avança na Câmara

    A Comissão de Viação e Transportes da Câmara aprovou um projeto que proíbe a concessão de fiança a acusados de crimes de trânsito que resultem em lesões corporais graves ou morte. A proposta altera o Código de Processo Penal e será agora analisada pela Comissão de Constituição e Justiça.

    Autora do projeto, a deputada Silvye Alves (União-GO) afirma que a medida visa coibir a impunidade em casos de condutores que agem com imprudência, como dirigir embriagados ou participar de rachas. “O atual sistema permite a fiança mesmo após uma morte no trânsito, o que não é compatível com a gravidade do crime”, argumenta.

    Projeto que veta fiança em crimes graves no trânsito ainda precisa passar pela CCJ na Câmara.

    Projeto que veta fiança em crimes graves no trânsito ainda precisa passar pela CCJ na Câmara.Clark Van Der Beken (via Unsplash)

    Projeto teve apoio do relator

    O deputado Duda Ramos (MDB-RR), relator da proposta, defendeu a aprovação do texto original sem alterações. Para ele, a mudança responde ao “anseio social por maior rigor” e reforça o compromisso do país com a integridade física das vítimas do trânsito.

    Atualmente, o CPP já proíbe fiança para crimes como racismo, tortura, tráfico de drogas e terrorismo. O novo inciso incluído pelo projeto amplia essa lista ao tratar com mais rigor os casos de violência no trânsito.

    Para se tornar lei, o projeto precisa ser aprovado na CCJ, no plenário da Câmara e, depois, no Senado. Se aprovada, a norma valerá para todos os crimes de trânsito com resultado grave.

  • Justiça dos EUA intima Moraes em ação da Trump Media e da Rumble

    Justiça dos EUA intima Moraes em ação da Trump Media e da Rumble

    A Justiça da Flórida intimou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a responder a uma ação movida pelas empresas Trump Media e Rumble. Ambas acusam o magistrado de praticar censura ao determinar o bloqueio de perfis em redes sociais, como os do jornalista Allan dos Santos. As plataformas pedem que as decisões de Moraes não tenham validade nos Estados Unidos.

    A intimação, expedida na segunda-feira (7), estipula um prazo de 21 dias para que Moraes apresente uma resposta formal ou uma moção de contestação. Caso o ministro não se manifeste no período estabelecido, o tribunal americano poderá emitir uma sentença à revelia – ou seja, automaticamente favorável às empresas, com base na petição inicial.

    O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes é o alvo de ação da plataforma Rumble nos Estados Unidos.

    O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes é o alvo de ação da plataforma Rumble nos Estados Unidos.Pedro Ladeira/Folhapress

    Empresas alegam censura

    As companhias argumentam que o ministro violou a Primeira Emenda da Constituição dos EUA, que protege a liberdade de expressão. Segundo a ação, as ordens do STF estariam impedindo cidadãos norte-americanos de acessar conteúdos políticos legítimos, gerando censura no território dos Estados Unidos.

    O nome de Allan dos Santos é citado como um dos principais alvos da decisão brasileira. Jornalista e nfluenciador político de direita, Allan teve a prisão preventiva decretada por Moraes em 2021 no âmbito do inquérito das fake news. Hoje está foragido e vive nos Estados Unidos.

    O conflito teve início em fevereiro, quando Moraes determinou que a Rumble bloqueasse contas associadas a Allan, interrompesse repasses financeiros ao jornalista e apresentasse um representante legal com poderes no Brasil. A empresa, no entanto, alegou que seus advogados não tinham autoridade formal para agir em nome da companhia no país e se retiraram do caso.

    Rumble suspenso

    Após o não cumprimento da decisão, o STF suspendeu temporariamente a operação do Rumble no Brasil. A plataforma, então, recorreu à Justiça americana pedindo proteção contra o que chamou de abuso de poder por parte do ministro do STF. A Trump Media, empresa ligada ao presidente Donald Trump, aderiu ao processo, alegando defesa da liberdade digital.

    Trump publicou, na segunda-feira (7), uma mensagem em rede social em defesa de Jair Bolsonaro, dizendo que o ex-presidente é alvo de uma “caça às bruxas”. O deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho de Jair Bolsonaro, está nos Estados Unidos, segundo ele próprio, para “buscar as devidas sanções aos violadores de direitos humanos” – termo que, de acordo com ele, decreve o ministro Alexandre de Moraes.

  • Vestibular especial para idosos é aprovado em comissão na Câmara

    Vestibular especial para idosos é aprovado em comissão na Câmara

    A Comissão de Educação da Câmara aprovou projeto que obriga universidades a oferecerem vestibulares adaptados para pessoas idosas. A medida será inserida no Estatuto da Pessoa Idosa.

    A proposta reconhece a educação como direito de todos, independentemente da idade. Para o relator Reginaldo Veras (PV-DF), o projeto valoriza a sabedoria e a experiência dos idosos.

    O relator da proposta na comissão foi o deputado Prof. Reginaldo Veras (PV-DF).

    O relator da proposta na comissão foi o deputado Prof. Reginaldo Veras (PV-DF).Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

    O que muda

    Se o projeto virar lei:

    • O vestibular deverá ter formato acessível e adequado ao público idoso.
    • A regra será incluída no artigo 25 do Estatuto da Pessoa Idosa.

    A proposta tem caráter conclusivo e segue para análise da CCJ. Isso significa que ela pode ser enviada ao Senado sem ter que passar pelo plenário da Câmara.

    De autoria de David Soares (União Brasil-SP), o PL 468/2024 busca garantir igualdade de oportunidades e promover a inclusão educacional na terceira idade.

  • Comissão da Câmara aprova salas especiais para autistas em aeroportos

    Comissão da Câmara aprova salas especiais para autistas em aeroportos

    A Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência da Câmara aprovou um projeto que exige a criação de salas multissensoriais e de acomodação para autistas em aeroportos internacionais com mais de 1 milhão de passageiros por ano. O objetivo é oferecer acolhimento adequado a quem tem Transtorno do Espectro Autista (TEA), especialmente em momentos de crise sensorial.

    A proposta, relatada por Márcio Honaiser (PDT-MA), é de autoria do deputado Josenildo (PDT-AP) e segue a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e a Lei Brasileira de Inclusão. Ela torna obrigatória a capacitação das equipes dos aeroportos e a realização de campanhas de conscientização.

    Vista de cima do Aeroporto de Guarulhos (SP).

    Vista de cima do Aeroporto de Guarulhos (SP).Lalo de Almeida/Folhapress

    O que está previsto

    • Salas multissensoriais com estímulos visuais, táteis e auditivos
    • Salas de acomodação com poucos estímulos
    • Treinamento de funcionários de atendimento, segurança e embarque
    • Inclusão da medida nos novos contratos de concessão
    • Aditivos contratuais para concessões já em vigor

    A proposta será analisada em caráter conclusivo pelas comissões de Viação e Transportes; Finanças e Tributação; e Constituição e Justiça. Se aprovada por todas, poderá seguir direto para o Senado.

  • Câmara avança com projeto de intérpretes de Libras no turismo

    Câmara avança com projeto de intérpretes de Libras no turismo

    A Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência da Câmara aprovou projeto que obriga a presença de intérprete de Libras e o uso de tecnologias assistivas em locais turísticos públicos. O objetivo é garantir acessibilidade a turistas surdos ou com deficiência auditiva.

    A medida amplia o direito de acesso à informação e à cultura para pessoas com deficiência auditiva. A relatora Erika Kokay (PT-DF) destacou que a proposta alcança “toda a comunidade das pessoas com deficiência auditiva”, beneficiando não apenas a comunidade surda, mas um público mais amplo.

    A deputada Erika Kokay (PT-DF) relatou a proposta na comissão.

    A deputada Erika Kokay (PT-DF) relatou a proposta na comissão.Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

    Texto foi ampliado

    O texto aprovado é um substitutivo da relatora ao PL 2273/23, de Murilo Galdino (Republicanos-PB), e agora inclui sistemas de alerta visual, legendas e aplicativos.

    A proposta ainda será analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça. Se aprovada, poderá seguir direto ao Senado.

  • Comissão da Câmara aprova marco legal para o turismo itinerante

    Comissão da Câmara aprova marco legal para o turismo itinerante

    A Comissão de Turismo da Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei 1.036/25, de autoria da deputada Julia Zanatta (PL-SC), que visa instituir um marco legal para o turismo itinerante.

    Essa modalidade turística se caracteriza pelo deslocamento constante de viajantes entre diferentes localidades, utilizando veículos de recreação, como motorhomes, trailers e campervans, com o propósito de lazer, negócios, turismo ecológico, cultural ou esportivo.

    A proposição assegura a liberdade de circulação desses veículos e simplifica a criação de “pontos de apoio” que ofereçam serviços indispensáveis. Adicionalmente, o texto fomenta a expansão da infraestrutura destinada ao turismo itinerante, incentivando colaborações com o setor privado para a construção de áreas de camping e estações de serviço equipadas com wi-fi.

    O projeto estabelece que a permanência desses veículos nos pontos de apoio não poderá exceder o período de cinco dias. A proposta também busca diminuir a burocracia para as empresas, isentando-as da exigência de alvarás para atividades consideradas de baixo risco e facilitando o processo de licenciamento de empreendimentos.

    Proposta melhora infraestrutura e dá mais segurança a turistas.

    Proposta melhora infraestrutura e dá mais segurança a turistas.Freepik

    A relatora, deputada Daniela Reinehr (PL-SC), defendeu a aprovação do texto, ressaltando que o turismo itinerante ainda é regulamentado por normas locais e que inexistem diretrizes nacionais sobre o tema. Segundo a parlamentar, “as pessoas enfrentam situações de insegurança, ficando sujeitas a multas e sanções, além da ausência de infraestrutura, inclusive sanitária, adequada para esses turistas”.

    A proposta tramita em caráter conclusivo e será analisada pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para se tornar lei, o texto necessita ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

  • Moraes amplia prazo de inquérito contra Eduardo Bolsonaro nos EUA

    Moraes amplia prazo de inquérito contra Eduardo Bolsonaro nos EUA

    O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), prorrogou por mais 60 dias o Inquérito 4.995, que apura a atuação do deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nos Estados Unidos. A medida atende a um pedido da Polícia Federal, que apontou a necessidade de mais tempo para a conclusão das diligências pendentes.

    Eduardo Bolsonaro

    Eduardo BolsonaroBruno Spada/Câmara dos Deputados

    A investigação foi instaurada a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) e tem como foco a conduta do parlamentar em território norte-americano. Segundo a PGR, há indícios de que Eduardo Bolsonaro teria atuado com o objetivo de provocar sanções do governo dos Estados Unidos contra autoridades brasileiras, incluindo ministros do Supremo Tribunal Federal.

    De acordo com o Ministério Público, as ações do deputado, incluindo declarações públicas e postagens em redes sociais, podem configurar três crimes: coação no curso do processo (art. 344 do Código Penal), obstrução de investigação de infração penal que envolva organização criminosa (art. 2º, 1º, da Lei 12.850/2013) e abolição violenta do Estado Democrático de Direito (art. 359-L do Código Penal).

    Leia a decisão.

  • Comissão aprova bloqueio de celular roubado após boletim de ocorrência

    Comissão aprova bloqueio de celular roubado após boletim de ocorrência

    A Comissão de Segurança Pública (CSP) aprovou nesta terça-feira (8) um projeto de lei que estabelece a obrigatoriedade de bloqueio do código de Identificação Internacional de Equipamento Móvel (Imei) assim que for registrado boletim de ocorrência por furto, roubo ou extravio de celular.

    A proposta apresentada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) teve parecer favorável do senador Jorge Seif (PL-SC), com uma emenda, e segue agora para decisão terminativa na Comissão de Comunicação e Direito Digital (CCDD). Assim, se aprovada no colegiado, a proposição segue para Câmara dos Deputados

    De acordo com o texto, o bloqueio do Imei passará a ser considerado um direito do consumidor, devendo ser realizado a partir do momento em que a ocorrência for registrada. Caberá à polícia comunicar o fato à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), que será responsável por impedir o uso e a revenda do aparelho. A proposta insere essa obrigação na Lei Geral de Telecomunicações.

    Flávio Bolsonaro explicou que o projeto foi apresentado antes da criação do programa Celular Seguro, lançado pelo governo federal em 2023. O programa permite que o cidadão acione, por meio de um aplicativo, o cancelamento automático do Imei em casos de roubo, furto ou extravio.

    Celular.

    Celular.Tânia Rêgo/Agência Brasil

    “A emenda do senador Jorge Seif foi justamente para compatibilizar isso. Agora a vítima terá duas possibilidades de cancelamento do celular”, explicou o senador autor da matéria.

    A iniciativa amplia as ferramentas já disponíveis ao cidadão com o objetivo de reduzir os índices de furto e roubo de celulares no país. Segundo dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, em 2022 foram registrados cerca de 1 milhão de ocorrências desse tipo, o equivalente a mais de 2,7 mil casos por dia.

    O projeto tem como finalidade retirar esses aparelhos de circulação, dificultando sua utilização em atividades criminosas e no mercado ilegal.

    O senador Fabiano Contarato (PT-ES), que fez a leitura do relatório elaborado por Seif, também declarou apoio à medida.

    “Tudo que é feito de forma a desburocratizar e proteger a vítima tem que ser bem-vindo. Quero enaltecer a iniciativa. É de fundamental importância você ter esse bloqueio de imediato e garantir a privacidade da pessoa, é a vida dela ali em diversos aspectos”, destacou.

  • Senado cria frente parlamentar para setor náutico

    Senado cria frente parlamentar para setor náutico

    O Senado criou oficialmente a Frente Parlamentar da Economia do Mar Setor Náutico. A iniciativa foi formalizada nesta terça-feira (8) com a publicação da Resolução nº 15 de 2025 no Diário Oficial da União. A proposta é defender interesses do setor náutico, incluindo infraestrutura portuária e indústria naval, e acompanhar projetos em debate no Congresso.

    A criação da frente dá visibilidade e apoio institucional a um setor estratégico para a economia, sobretudo em regiões costeiras. Com o respaldo formal, senadores terão espaço para propor políticas públicas específicas para o segmento e mobilizar recursos.

    Nova frente parlamentar no Senado vai dar apoio ao setor náutico.

    Nova frente parlamentar no Senado vai dar apoio ao setor náutico.Eduardo Knapp/Folhapress

    O que a frente vai fazer

    • Acompanhar projetos sobre o setor náutico no Congresso;
    • Apoiar a elaboração e votação de leis na área;
    • Estimular o desenvolvimento da indústria e dos serviços náuticos.

    A adesão à frente é voluntária e aberta a senadores e deputados. O grupo poderá se reunir dentro ou fora do Senado e poderá ter regulamento próprio. A resolução foi promulgada pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP).