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  • Sancionada lei que amplia uso do Fundo Social do Pré-Sal

    Sancionada lei que amplia uso do Fundo Social do Pré-Sal

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a lei 15.164/2025, que permite que recursos do Fundo Social do Pré-Sal sejam usados para financiar projetos de infraestrutura social, habitação popular e enfrentamento de calamidades públicas. A nova regra foi publicada na edição do Diário Oficial da União (DOU) desta terça-feira (15).

    Conforme a nova legislação, os recursos do fundo poderão ser destinados a projetos de desenvolvimento de infraestrutura hídrica, segurança alimentar e nutricional, defesa dos direitos e interesses dos povos indígenas, bem como à gestão do Sistema Único de Assistência Social (Suas). O Fundo Social é alimentado por royalties do petróleo.

    Anteriormente, os recursos eram direcionados exclusivamente a programas nas áreas de educação, cultura, esporte, saúde pública, ciência e tecnologia, meio ambiente e adaptação às mudanças climáticas. No âmbito habitacional, a lei 15.164 contempla famílias elegíveis ao Programa Minha Casa, Minha Vida, com a possibilidade de ampliação das faixas de renda pelo Ministério das Cidades.

    A nova regra destina adicionalmente 5% dos recursos do fundo para educação e saúde por um período de cinco anos. A área de educação já recebe 50% dos recursos até o cumprimento das metas estabelecidas no Plano Nacional da Educação (PNE). A iniciativa revoga 11 artigos da lei que criou o Fundo Social, incluindo dispositivos que definiam os objetivos do fundo e a política de investimentos.

    Vista aérea do navio-plataforma P-71, instalado no campo de Itapu, no pré-sal da Bacia de Santos, a 200 km da costa do Rio de Janeiro.

    Vista aérea do navio-plataforma P-71, instalado no campo de Itapu, no pré-sal da Bacia de Santos, a 200 km da costa do Rio de Janeiro.Tânia Rêgo/Agência Brasil

    O texto original da lei foi apresentado pelo Executivo por meio da medida provisória (MP) 1.291/2025, aprovada no Senado como projeto de lei de conversão (PLV 2/2025), com relatório do senador Weverton (PDT-MA). O texto aprovado pelo Congresso foi sancionado com dois vetos presidenciais.

    Um deles é o que estabelecia que, dos recursos de habitação, de programas e de projetos sobre segurança alimentar e nutricional, pelo menos 30% deveriam ser alocados no Nordeste, 15% no Norte e 10% no Centro-Oeste. Ao justificar o veto, a presidência argumenta que “a definição de regras rígidas para a aplicação dos recursos do Fundo Social contraria o interesse público, pois reduz a eficiência alocativa”.

    Outro trecho vetado determinava prazo de 120 dias para a publicação da Lei Orçamentária Anual da União com a nova regra de destinação de 5% adicionais para educação e saúde. A presidência da República justificou o veto com base em vício de inconstitucionalidade, “por violação ao princípio da separação de Poderes, nos termos do disposto no art. 2º da Constituição, tendo em vista a imposição de prazo para edição e aprovação da lei específica a que se refere o art. 6º, caput , do projeto de lei, comprometendo a autonomia do legislador e o devido processo legislativo”.

    Além de ampliar as áreas de financiamento, a lei altera o funcionamento do Conselho Deliberativo do Fundo Social (CDFS), que deverá indicar no Orçamento da União os órgãos beneficiados e divulgar informações sobre os recursos recebidos e gastos. A nova lei permite ao governo federal vender, por meio de leilão, o excedente de produção de petróleo e gás natural em áreas ainda não contratadas no pré-sal. Essa permissão estava no PL 2.632/2025, do Poder Executivo, que teve seu conteúdo incorporado ao texto sancionado.

    A lei também autoriza a União a utilizar recursos do fundo para custear linhas de financiamento em fundos públicos ou de políticas públicas previstas em lei. Os recursos não poderão ser utilizados, no entanto, para conceder garantias direta ou indiretamente, e os riscos das operações de créditos não poderão ser assumidos pela União.

    Com previsão de renúncia fiscal a ser incorporada nos Orçamentos da União de 2026 a 2030, a lei concede isenção do Imposto sobre a Renda das Pessoas Jurídicas (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) relativos aos recursos do Fundo Social transferidos para essas operações de crédito reembolsáveis. A isenção vale também para os rendimentos e se aplica ainda ao PIS/Pasep e à Cofins. Caberá à Casa Civil acompanhar e avaliar o benefício.

  • Câmara suspende mandato de Janones por três meses após ofender Nikolas

    Câmara suspende mandato de Janones por três meses após ofender Nikolas

    O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (15) a suspensão por três meses do mandato parlamentar de André Janones (Avante-MG). A representação foi movida pela Mesa Diretora da Câmara dos Deputados após o deputado ofender Nikolas Ferreira (PL-MG) durante sessão plenária na última semana.

    A representação contra Janones foi fundamentada em uma denúncia apresentada pelo Partido Liberal. De acordo com a legenda, durante a sessão ocorrida na última quarta-feira (9), o deputado teria proferido “xingamentos ultrajantes, com expressões de baixo calão, desonrosas e depreciativas” direcionados ao deputado Nikolas Ferreira, que discursava na tribuna.

    Na ocasião, Janones se referiu aos bolsonaristas como “capachos” e “vira-latas” em razão da posição defendida diante da tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. Além disso, segundo a representação, o parlamentar mineiro também fez ofensas de cunho homofóbico contra Nikolas Ferreira ao se referir a ele como “Nikole”, em referência ao episódio que o deputado usou peruca na tribuna para debochar de transexuais. A Mesa solicitou a suspensão por seis meses do mandato.

    “O emprego dessas palavras como forma de xingamento reforça estigmas históricos, normaliza o preconceito e perpetua a marginalização dessa população no espaço público e institucional”, apontou o relator Fausto Santos Jr. (União Brasil-AM). 

    André Janones.

    André Janones.Mario Agra/Câmara dos Deputados

    Em seu parecer, o parlamentar amazonense optou por uma penalidade menor, de três meses. Fausto Santos Jr. justificou com base na proporcionalidade da conduta de André Janones e na adequação da punição. “Diante dos fatos, considero que o prazo de três meses, conforme autorizado pelo art. 10, III, do Código de Ética, é proporcional à gravidade da conduta e permite resposta institucional firme e exemplar, sem antecipar o julgamento definitivo do mérito”, escreveu.

    O colegiado aprovou a suspensão por 16 votos a três. Um dos deputados que votaram contra a suspensão de Janones, Chico Alencar (Psol-RJ), disse que há “necessidade de um processo e não de uma cassação temporária de mandato sumária, imediata”. A ferramenta da suspensão foi instaurada pelo então presidente Arthur Lira (PP-AL) no último ano.

    Em sua defesa, André Janones apresentou um vídeo no qual é cercado por deputados do PL após suas manifestações contra Nikolas. Ele relata, ainda, que foi agredido por eles e que eles violaram o Código de Ética e Decoro Parlamentar.

    Veja como votaram os parlamentares:

    Domingos Sávio (PL-MG) -votou Sim

    Gustavo Gayer (PL-GO) -votou Sim

    Marcos Pollon (PL-MS) -votou Sim

    Delegado Bilynskyj (PL-SP) -votou Sim

    Dimas Gadelha (PT-RJ) -votou Não

    Maria do Rosário (PT-RS) -votou Não

    Acácio Favacho (MDB-AP) -votou Sim

    Ricardo Maia (MDB-BA) -votou Sim

    João Leão (PP-BA) -votou Sim

    Julio Arcoverde (PP-PI) -votou Sim

    Castro Neto (PSD-PI) -votou Sim

    Zé Haroldo Cathedral (PSD-RR) -votou Sim

    Albuquerque (REPUBLICANOS-RR) -votou Sim

    Gustinho Ribeiro (REPUBLICANOS-SE) -votou Sim

    Delegado Marcelo (UNIÃO-MG) -votou Sim

    Fausto Santos Jr. (UNIÃO-AM) -votou Sim

    Josenildo (PDT-AP) -votou Sim

    Nely Aquino (PODE-MG) -votou Sim

    Chico Alencar (PSOL-RJ) -votou Não

  • Senado aprova reestruturação do TRF-1 e na Justiça do Piauí

    Senado aprova reestruturação do TRF-1 e na Justiça do Piauí

    O plenário do Senado aprovou nesta terça-feira (15) o projeto de lei 2/2025, que reestrutura cargos da magistratura no quadro permanente da Justiça Federal da 1ª Região (TRF-1) e cria a 2ª Turma Recursal dos Juizados Especiais Federais da Seção Judiciária do Piauí. A matéria, de autoria do Superior Tribunal de Justiça, vai à sanção presidencial.

    De acordo com a matéria, quatro cargos vagos no Tribunal Regional Federal da 1ª Região de juiz substituto se tornaram em três vagas de juiz federal indicados pela Justiça Federal. Ao todo, o TRF-1 passa a contar com 271 cargos de juiz federal e de 168 cargos de juiz federal substituto.

    O projeto ainda prevê a criação da 2ª Turma Recursal dos Juizados Especiais Federais da Seção Judiciária do Piauí, com sede em Teresina e jurisdição em todo o Estado do Piauí. A referida turma será composta dos 3 cargos de juiz federal criados a partir da transformação de cargos de juiz federal substituto, prevista na proposição.

    Plenário do Senado.

    Plenário do Senado.Jefferson Rudy/Agência Senado

    “O Estado do Piauí experimenta demanda extraordinária em litígios de cunho previdenciário e assistencial, circunstância diretamente ligada a uma economia majoritariamente amparada no setor primário. Essas causas, propostas em sua maior parte por jurisdicionados hipossuficientes”, defende o relator, senador Marcelo Castro (MDB-PI).

    O parlamentar ainda argumenta que a proposição fornece “resposta equilibrada e fiscalmente responsável” ao transforma cargos vagos, pois se vale das sobras orçamentárias. “Paralelamente, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região poderá realocar magistrados de varas com baixa movimentação para a instância recursal de maior volume processual, otimizando recursos humanos já existentes”, complementa.

  • Conciliação do IOF termina sem acordo e depende de decisão de Moraes

    Conciliação do IOF termina sem acordo e depende de decisão de Moraes

    A audiência de conciliação do Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira (15) para deliberar sobre o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) terminou sem acordo. Os advogados do Psol e do PL, partidos autores de ações diretas de inconstitucionalidade na Corte sobre o imposto, não chegaram a um consenso.

    O encontro reuniu as partes autoras das ações, os representantes do Legislativo e o representante do Executivo. Os presidentes das Casas não estiveram presentes e foram representados pelos advogados-gerais do Senado Federal, Gabrielle Tatith Pereira, e da Câmara dos Deputados, Jules Michelet Pereira Queiroz e Silva. O Poder Executivo, por sua vez, foi representado pelo Advogado Geral da União, Ministro Jorge Messias.

    Conforme a ata de audiência, os advogados das siglas reiteraram as ações. No caso, o PL ingressou com ação no STF contra o decreto de Lula para aumentar o tributo, ao passo que o Psol representou pela inconstitucionalidade do projeto de lei para suspender o decreto presidencial.

    Fachada STF.

    Fachada STF.Dorivan Marinho/SCO/STF

    O ministro Alexandre de Moraes, relator da ação do IOF, perguntou às partes se poderiam realizar concessões a fim de resultar na conciliação. Os advogados, no entanto, preferiram aguardar a decisão judicial do magistrado sobre o imbróglio. Eles ainda reconheceram a importância do diálogo, mesmo sem as concessões.

    A advogada-geral do Senado Federal, Gabrielle Tatith Pereira, solicitou a possibilidade de um prazo maior para a continuidade das negociações. Para além da manifestação dos advogados dos partidos para a decisão ficar por conta do STF, o Advogado Geral da União, Jorge Messias, também defendeu a ideia.

    “Em virtude da suspensão do Decreto Presidencial e, consequentemente, da vigência da majoração do IOF, tanto o Advogado Geral da União, Ministro Jorge Messias, quanto o Dr. Raphael Sodré Cittadino [advogado do Psol] entenderam que a decisão judicial seria o melhor caminho para dirimir esse conflito”, diz trecho da ata da reunião.

  • Senado aprova inclusão de municípios do RJ no Benefício Garantia-Safra

    Senado aprova inclusão de municípios do RJ no Benefício Garantia-Safra

    O Senador Federal aprovou, nesta terça-feira (15), projeto de lei que estabelece a área do semiárido no Rio de Janeiro para estender a 22 municípios a abrangência do Benefício Garantia-Safra. A proposta de autoria do ex-deputado Wladimir Garotinho, filho do ex-governador do Estado Anthony Garotinho, vai à sanção presidencial.

    Conforme o projeto, o objetivo é garantir o benefício aos referidos municípios ao enquadrá-los como parte da área do semiárido no Rio de Janeiro. Além disso, a proposta cria o Fundo de Desenvolvimento Econômico do Norte e do Noroeste Fluminense. O senador Carlos Portinho (PL-RJ) foi o relator ad hoc no plenário, substituindo o relator original.

    Carlos Portinho.

    Carlos Portinho.Jefferson Rudy/Agência Senado

    Veja quais municípios serão parte da área do semiárido:

    • Italva
    • Cardoso Moreira
    • Campos dos Goytacazes
    • São João da Barra
    • São Fidélis
    • São Francisco de Itabapoana
    • Porciúncula
    • Natividade
    • Laje do Muriaé
    • Itaperuna
    • Bom Jesus do Itabapoana
    • Varre-Sai
    • São José de Ubá
    • Miracema
    • Itaocara
    • Cambuci
    • Aperibé
    • Santo Antônio de Pádua
    • Carapebus
    • Conceição do Macabu
    • Macaé
    • Quissamã

    O Benefício Garantia-Safra será destinado a agricultores familiares vitimados pelo fenômeno da estiagem, nas regiões que especifica, para distribuir as regiões a área de atuação da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene). Por fim, o Fundo de Desenvolvimento Econômico do Norte e do Noroeste Fluminense, de natureza contábil, terá como objetivo apoiar as atividades produtivas e o desenvolvimento dos Municípios referidos.

    “A criação de um fundo contábil com o intuito de destinar recursos para atividades produtivas visando o desenvolvimento da Mesorregião Geográfica Norte e Noroeste do Estado do Rio de Janeiro, e o estabelecimento das mesorregiões Norte e Noroeste do Estado do Rio de Janeiro como áreas que apresentam entraves inalteráveis para a produção agrícola são, portanto, medidas inadiáveis para direcionar políticas públicas voltadas para o seu desenvolvimento”, defende o senador Romário (PL-RJ), relator da proposta.

  • Vídeo: Janones diz que deputados do PL o apalparam nas partes íntimas

    Vídeo: Janones diz que deputados do PL o apalparam nas partes íntimas

    O deputado federal André Janones (Avante-MG) relatou, nesta terça-feira (15) durante a sessão do Conselho de Ética que culminou na suspensão de três meses do mandato, que foi apalpado nas partes íntimas por deputados do PL. Conforme o parlamentar, o episódio aconteceu após ele gravar vídeo com críticas a Nikolas Ferreira (PL-MG). Ele aponta ter sido cercado, agredido e assediado por congressistas bolsonaristas.

    “Eles começaram a dizer: ‘Você não vai filmar o Nikolas. Começaram a me empurrar de corpo […] e eu falei: ‘Vocês não vão me intimidar”, iniciou André Janones. “Eu começo a levar socos sem nenhuma força, até o momento, nem encarei como agressão física. Eles começam a me xingar e eu devolvo os xingamentos. Quando de repente, eu começo a levar chutes muito forte, até que em um determinado momento, eles começaram a me apalpar, a pegar no meu pênis”.

    Após Janones fazer o relato, a comissão foi tomada por cochichos e posteriormente risadas, inclusive do presidente do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, deputado Fábio Schiochet (União Brasil-SC). O parlamentar mineiro afirmou que possui gravações que comprovam o relato e posteriormente rebateu as acusações de homofobia.

    “Não ser homofóbico não significa permitir que homens com orientações sexuais divergentes da minha me toquem nas minhas partes íntimas sem a minha autorização”, disse o deputado.

    Assista ao vídeo:

    Suspensão do mandato

    A representação contra Janones foi fundamentada em uma denúncia apresentada pelo Partido Liberal. De acordo com a legenda, durante a sessão ocorrida na última quarta-feira (9), o deputado teria proferido “xingamentos ultrajantes, com expressões de baixo calão, desonrosas e depreciativas” direcionados ao deputado Nikolas Ferreira, que discursava na tribuna.

    André Janones.

    André Janones.Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

    Na ocasião, Janones se referiu aos bolsonaristas como “capachos” e “vira-latas” em razão da posição defendida diante da tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. Além disso, segundo a representação, o parlamentar mineiro também fez ofensas de cunho homofóbico contra Nikolas Ferreira ao se referir a ele como “Nikole”, em referência ao episódio que o deputado usou peruca na tribuna para debochar de transexuais.

    A Mesa solicitou a suspensão por seis meses do mandato, porém a decisão do relator foi de reduzir para três meses, levando em consideração a proporcionalidade e gravidade da conduta.

    Em sua defesa, André Janones apresentou um vídeo no qual é cercado por deputados do PL após suas manifestações contra Nikolas. Ele relata, ainda, que foi agredido por eles e que eles violaram o Código de Ética e Decoro Parlamentar.

  • Câmara aprova atuação permanente da Força Nacional do SUS

    Câmara aprova atuação permanente da Força Nacional do SUS

    A Câmara dos Deputados aprovou nesta segunda-feira (14) um projeto que transforma em lei a Força Nacional do SUS (FN-SUS), responsável por ações emergenciais em saúde pública. Criada por decreto em 2011, a FN-SUS passará a ter respaldo legal, com estrutura e equipe permanentes. O texto vai ao Senado.

    A medida consolida o programa como política de Estado. A relatora Ana Pimentel (PT-MG) destacou os ganhos para a rede básica e a integração com outras ações do SUS. A proposta é de autoria do deputado licenciado e hoje ministro da Saúde, Alexandre Padilha (PT-SP).

    A deputada Ana Pimentel (PT-MG) foi a relatora do projeto.

    A deputada Ana Pimentel (PT-MG) foi a relatora do projeto.Bruno Spada/Câmara dos Deputados

    Atuação em desastres e eventos

    A FN-SUS é acionada por estados e municípios em situações como desastres naturais, epidemias e desassistência. Já atuou em Mariana, em Brumadinho, na pandemia de covid-19 e na crise Yanomami. Também esteve presente na Copa de 2014 e nas Olimpíadas de 2016.

    A nova lei prevê uma equipe de resposta rápida, com profissionais treinados, e permite cooperação com voluntários, hospitais filantrópicos e militares. As Forças Armadas poderão ceder estrutura, com despesas cobertas pelo Ministério da Saúde.

  • Deputados aprovam lei que cria cadastro de pessoas com Alzheimer

    Deputados aprovam lei que cria cadastro de pessoas com Alzheimer

    A Câmara dos Deputados aprovou nesta segunda-feira (14) a criação de um cadastro nacional de pessoas com Alzheimer e outras demências. A proposta segue agora para análise do Senado.

    O objetivo é facilitar a localização de pessoas desaparecidas com essas doenças e subsidiar políticas públicas. O texto, relatado por Rosangela Moro (União-SP), foi apresentado por Aureo Ribeiro (Solidariedade-RJ).

    A deputada Rosangela Moro (União Brasil-PR) foi a relatora do projeto.

    A deputada Rosangela Moro (União Brasil-PR) foi a relatora do projeto.Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

    Cadastro deve seguir LGPD

    A relatora incluiu no projeto a exigência de que o banco de dados respeite a Lei Geral de Proteção de Dados. Só órgãos como polícia, Judiciário e Ministério Público poderão acessar as informações, e somente nos limites legais.

    O cadastro será alimentado com dados de sistemas públicos e da Política Nacional de Cuidados às Pessoas com Demência (Lei 14.878/24).

    Dados sobre demência no Brasil

    Segundo a OMS, 55 milhões de pessoas vivem com demência no mundo – número que pode chegar a 139 milhões até 2050. No Brasil, ao menos 1,76 milhão de idosos têm algum tipo de demência, segundo a Fapesp.

    Se aprovado pelo Senado e sancionado, o cadastro entra em vigor em 180 dias.

  • Hugo Motta exonera servidores remotos para encerrar especulações

    Hugo Motta exonera servidores remotos para encerrar especulações

    Em reação a movimentações políticas recentes e a reportagem veiculada pelo Congresso em Foco sobre acúmulo de funções por funcionárias que atuavam de forma remota, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), exonerou duas servidoras que trabalhavam em seu gabinete.

    Foram desligadas Gabriela Pagidis e Monique Magno, ambas nomeadas em 2024 para cargos de secretária parlamentar. A medida, segundo interlocutores, visa evitar interpretações equivocadas e neutralizar especulações.

    A exoneração ocorre após a publicação do Congresso em Foco, que revelou rumores sobre a existência de servidores do gabinete de Motta atuando remotamente e exercendo outras atividades profissionais fora da Câmara. Em resposta à reportagem, a assessoria do parlamentar informou que havia determinado apuração interna sobre os casos.

    Quem são as servidoras exoneradas

    Médica de formação, Monique Magno acumulava dois cargos públicos, um em Brasília e outro na Paraíba, Estado de origem de Hugo Motta. Ela recebia cerca de R$ 1,6 mil líquidos, mais R$ 1,8 mil em auxílios, de acordo com o Portal da Transparência da Câmara.

    Já Gabriela Pagidis, fisioterapeuta, mora em Brasília e conciliava o cargo com uma atividade na iniciativa privada. Sua remuneração na Câmara era de R$ 8,5 mil líquidos, além de R$ 1,7 mil em auxílios.

    Ambas estavam amparadas pelas regras da Casa, que, desde a pandemia de covid-19, permitem o regime remoto sem controle de ponto presencial para determinados cargos. A legislação vigente também não impede o acúmulo de funções quando há compatibilidade de horários.

    Servidoras de gabinete de Hugo Motta são exoneradas.

    Servidoras de gabinete de Hugo Motta são exoneradas.Bruno Spada/Câmara dos Deputados

    Decisão preventiva

    Embora não haja irregularidades formais nos casos, a assessoria de Hugo Motta afirma que a decisão de exonerar as servidoras foi tomada como forma preventiva diante do aumento da temperatura política no Congresso.

    A medida também busca esvaziar rumores que circulam nos bastidores e que, segundo avaliação de parlamentares próximos a Motta, fazem parte de um esforço orquestrado para desgastar sua posição em temas centrais da pauta econômica, especialmente após seu protagonismo na derrubada do decreto do IOF e nas críticas à política fiscal baseada em aumento de arrecadação.

  • Projeto prevê licença para pais em caso de aborto espontâneo

    Projeto prevê licença para pais em caso de aborto espontâneo

    Pais que enfrentarem um aborto espontâneo poderão ter direito a um período de repouso remunerado, segundo o PL 2.864/2025, da senadora Dra. Eudócia (PL-AL). O projeto altera a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) para garantir o luto e a recuperação tanto da mulher quanto do parceiro.

    A proposta busca reconhecer os impactos emocionais da perda gestacional, especialmente antes da 22ª semana, quando até 20% das gestações podem terminar em aborto espontâneo. O texto garante duas semanas de licença, prorrogáveis por acordo individual, com manutenção do salário e do posto de trabalho.

    Projeto no Senado propõe duas semanas de repouso remunerado para ambos os pais quando há aborto espontâneo.

    Projeto no Senado propõe duas semanas de repouso remunerado para ambos os pais quando há aborto espontâneo.user15327819/Freepik

    Estudo fundamenta a proposta

    A iniciativa se inspira na tese da pediatra Gláucia Galvão (UFMG), que aponta o luto parental como invisibilizado, especialmente para os homens. Segundo a autora, a ausência de licença para o pai agrava o sofrimento e evidencia desigualdades de gênero no ambiente de trabalho.

    Dra. Eudócia argumenta que a dor dos pais deve ser reconhecida pelo Estado. Ela alerta que a falta de amparo pode afetar vínculos familiares, saúde emocional e relações profissionais.

    O projeto ainda aguarda distribuição para as comissões do Senado.