Projeto prevê licença para pais em caso de aborto espontâneo

Pais que enfrentarem um aborto espontâneo poderão ter direito a um período de repouso remunerado, segundo o PL 2.864/2025, da senadora Dra. Eudócia (PL-AL). O projeto altera a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) para garantir o luto e a recuperação tanto da mulher quanto do parceiro.

A proposta busca reconhecer os impactos emocionais da perda gestacional, especialmente antes da 22ª semana, quando até 20% das gestações podem terminar em aborto espontâneo. O texto garante duas semanas de licença, prorrogáveis por acordo individual, com manutenção do salário e do posto de trabalho.

Projeto no Senado propõe duas semanas de repouso remunerado para ambos os pais quando há aborto espontâneo.

Projeto no Senado propõe duas semanas de repouso remunerado para ambos os pais quando há aborto espontâneo.user15327819/Freepik

Estudo fundamenta a proposta

A iniciativa se inspira na tese da pediatra Gláucia Galvão (UFMG), que aponta o luto parental como invisibilizado, especialmente para os homens. Segundo a autora, a ausência de licença para o pai agrava o sofrimento e evidencia desigualdades de gênero no ambiente de trabalho.

Dra. Eudócia argumenta que a dor dos pais deve ser reconhecida pelo Estado. Ela alerta que a falta de amparo pode afetar vínculos familiares, saúde emocional e relações profissionais.

O projeto ainda aguarda distribuição para as comissões do Senado.

Comentários

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *