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  • Governo anuncia aumento da mistura de etanol nos combustíveis

    Governo anuncia aumento da mistura de etanol nos combustíveis

    O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) anunciou nesta quarta-feira (25) o aumento do teor de etanol na gasolina de 27% para 30% e do biodiesel no diesel de 14% para 15%. A mudança, que passa a valer a partir de 1º de agosto, deve reduzir o preço da gasolina em até R$ 0,11 por litro, segundo o Ministério de Minas e Energia (MME), e mitigar os impactos da volatilidade no mercado internacional.

    Durante a cerimônia de oficialização da medida, com a presença do presidente Lula, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou que “com este ato histórico voltaremos a ser autossuficientes em gasolina após 15 anos e reduzimos a necessidade da importação do diesel. Isso é soberania energética”. Silveira destacou ainda que a decisão viabilizará um excedente exportável de cerca de 700 milhões de litros por ano.

    Medida antecipa plano energético diante da instabilidade no mercado internacional.

    Medida antecipa plano energético diante da instabilidade no mercado internacional.Marcelo Camargo/Agência Brasil

    A decisão também é uma precaução diante da fragilidade nas relações Israel-Irã, que decretaram cessar-fogo na segunda-feira (23) após 12 dias de guerra. Durante o conflito, o parlamento iraniano autorizou o governo a interromper o comércio naval no Estreito de Hormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo no Oriente Médio. Isso poderia resultar em um aumento geral no preço da gasolina e diesel no mundo inteiro.

    O ministro mencionou ainda que a adoção do E30 deve impulsionar a economia nacional. “Essas medidas ainda fortalecem o agronegócio e a agricultura familiar”, afirmou. De acordo com o MME, os novos percentuais podem atrair mais de R$ 10 bilhões em investimentos e gerar 50 mil empregos nas cadeias de soja e milho.

    Em nota oficial, a Frente Parlamentar Mista do Biodiesel reforçou que a decisão do governo promove a soberania nacional diante da incerteza externa. O bloco estima uma atração de investimentos da ordem de R$ 200 bilhões.

    Entusiasta da indústria de biocombustíveis, o presidente Lula também comemorou a decisão, ressaltando o potencial competitivo da produção brasileira. “Os avanços tecnológicos permitiram que a gente possa plantar mais e colher mais com menos terra. Essa política de biocombustíveis é um modelo que ninguém vai conseguir competir com o Brasil”, declarou.

  • Governo reduz PIS/Cofins do etanol para a indústria

    Governo reduz PIS/Cofins do etanol para a indústria

    Medida não vale para etanol utilizado em combustível de veículos.

    Medida não vale para etanol utilizado em combustível de veículos.Wagner Vilas/Onzex Press e Imagens/Folhapress

    O presidente Lula assinou o Decreto nº 12.525/2025, que reduz as alíquotas do PIS/Pasep e da Cofins sobre a venda de etanol não combustível, usado como insumo na indústria e não como combustível automotivo. A medida, que entra em vigor imediatamente, é vista como uma resposta a uma distorção gerada pela recente reforma tributária, que elevou significativamente a carga tributária sobre o chamado “álcool industrial”.

    O etanol não combustível é utilizado na fabricação de bebidas, cosméticos, produtos de limpeza, medicamentos, vinagre e também na geração de energia elétrica.

    Como ficam as alíquotas

    Em 2025, a regra varia conforme o regime tributário da empresa:

    • Empresas fora do regime especial: não terão redução; o PIS será de 5,25% e a Cofins de 24,15%.
    • Empresas no regime especial: aplicam coeficiente de 0,7552, com PIS de 1,29% e Cofins de 5,91%.

    A partir de 1º de janeiro de 2026, o coeficiente de 0,7552 será aplicado a todas as empresas, unificando o tratamento tributário.

    Consolidação legal

    O decreto também revoga quatro normas anteriores sobre o tema, entre elas os decretos nº 6.573/2008 e nº 8.164/2013, com o objetivo de simplificar a legislação e dar maior previsibilidade ao setor.

    A medida integra a estratégia do governo de reorganizar incentivos fiscais e calibrar a arrecadação com base na revisão de gastos e isenções, sem depender exclusivamente do aumento de impostos.

    A nova política de alíquotas segue o plano do governo de ajustar incentivos fiscais e tornar mais previsível a tributação sobre energias alternativas e insumos industriais, com impactos diretos sobre os setores químico, farmacêutico e de bebidas, principais consumidores de etanol não combustível.

    Para conter eventuais impactos da guerra no Oriente Médio, o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) decidiu nesta terça-feira elevar o percentual de mistura do etanol na gasolina de 27% para 30%, enquanto no biodiesel o percentual vai subir de 14% para 15%.

    Veja a íntegra do decreto que reduziu PIS/Cofins de etanol para a indústria:

    “DECRETO Nº 12.525, DE 24 DE JUNHO DE 2025

    Fixa o coeficiente de redução das alíquotas da Contribuição para o Programa de Integração Social e para o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público – PIS/Pasep e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social – Cofins incidentes sobre a receita bruta auferida na venda de etanol não combustível, de que trata o art. 5º, 8º, da Lei nº 9.718, de 27 de novembro de 1998.

    O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 84,caput, inciso IV, da Constituição, e tendo em vista o disposto no art. 5º da Lei nº 9.718, de 27 de novembro de 1998,

    D E C R E T A :

    Art. 1º Este Decreto fixa o coeficiente de redução das alíquotas da Contribuição para o Programa de Integração Social e para o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público – PIS/Pasep e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social – Cofins incidentes sobre a receita bruta auferida na venda de etanol não combustível de que trata o art. 5º, 8º, da Lei nº 9.718, de 27 de novembro de 1998.

    Art. 2º Na hipótese de operações com etanol não combustível (etanol sem fins carburantes), o coeficiente de redução das alíquotas da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins, de que trata o art. 5º, 8º, da Lei nº 9.718, de 27 de novembro de 1998, aplicável às alíquotas a que se refere o art. 5º,caput, da referida Lei, fica fixado:

    I – em zero, para as pessoas jurídicas não optantes, em 2025, pelo regime especial de apuração e pagamento de que trata o art. 5º, 4º, da Lei nº 9.718, de 27 de novembro de 1998; e

    II – em 0,7552 (sete mil, quinhentos e cinquenta e dois décimos de milésimo), para as pessoas jurídicas optantes, em 2025, pelo regime especial de apuração e pagamento de que trata o art. 5º, 4º, da Lei nº 9.718, de 27 de novembro de 1998.

    Parágrafo único. A partir de 1º de janeiro de 2026, o coeficiente de redução das alíquotas da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins de que trata ocaputfica fixado em 0,7552 (sete mil, quinhentos e cinquenta e dois décimos de milésimo), independentemente da opção ou não pelo regime especial de apuração e pagamento de que trata o art. 5º, 4º, da Lei nº 9.718, de 27 de novembro de 1998.

    Art. 3º As alíquotas da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins, de que trata o art. 5º,caput, da Lei nº 9.718, de 27 de novembro de 1998, com a utilização do coeficiente fixado no art. 2º, ficam estabelecidas, respectivamente, nos percentuais de:

    I – 5,25% (cinco inteiros e vinte e cinco centésimos por cento) e 24,15% (vinte e quatro inteiros e quinze centésimos por cento), na hipótese prevista no art. 2º,caput, inciso I; e

    II – 1,29% (um inteiro e vinte e nove centésimos por cento) e 5,91% (cinco inteiros e noventa e um centésimos por cento), nas hipóteses previstas no art. 2º,caput, inciso II, e parágrafo único.

    Art. 4º Ficam revogados:

    I – o Decreto nº 6.573, de 19 de setembro de 2008;

    II – o Decreto nº 8.164, de 23 de dezembro de 2013;

    III – o art. 2º do Decreto nº 9.101, de 20 de julho de 2017; e

    IV – o art. 2º do Decreto nº 9.112, de 28 de julho de 2017.

    Art. 5º Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.

    Brasília, 24 de junho de 2025; 204º da Independência e 137º da República.

    LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA

    Fernando Haddad

    Presidente da República Federativa do Brasil”

  • Câmara aprova fim do exame psicológico periódico para políciais

    Câmara aprova fim do exame psicológico periódico para políciais

    A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Decreto Legislativo 466/2024, que revoga a exigência de avaliação psicológica a cada três anos para servidores da segurança pública manterem o porte de arma de fogo.

    O autor da proposta, deputado Marcos Pollon (PL-MS), afirmou que não há estudos que sustentem a necessidade dessa frequência. “A saúde mental dos policiais é importante, mas não há evidências que justifiquem reavaliações tão frequentes”, disse.

    O deputado Marcos Pollon (PL-MS) é o autor da proposta.

    O deputado Marcos Pollon (PL-MS) é o autor da proposta.Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

    O projeto susta trechos da Portaria Conjunta 1/24, assinada pelo Exército e pela Polícia Federal, que impõe restrições a armamentos e acessórios de uso restrito por agentes de segurança, como fuzis, carabinas, miras com visão noturna e silenciadores.

    Para Pollon, a norma compromete a eficácia das operações policiais e coloca em risco a segurança da população. “Restrições sem base técnica sólida prejudicam a atuação dos profissionais que estão na linha de frente”, declarou.

    O parecer favorável foi apresentado pelo deputado Delegado Caveira (PL-PA), que criticou a portaria por, segundo ele, extrapolar o poder regulamentar ao impor barreiras ao porte de armas, inclusive para servidores inativos. “As exigências impostas são excessivas e restringem o direito legal dos profissionais de segurança”, argumentou.

    A proposta será analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para entrar em vigor, precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.

  • CDH pede dados a ministérios sobre prevenção ao feminicídio

    CDH pede dados a ministérios sobre prevenção ao feminicídio

    A Comissão de Direitos Humanos (CDH) aprovou, nesta quarta-feira (25), solicitações de informações concernentes ao Pacto Nacional de Prevenção aos Feminicídios – política pública sob avaliação da CDH no decorrer deste ano.

    Os pedidos serão encaminhados a três ministérios distintos. As senadoras Mara Gabrilli (PSD-SP), relatora da avaliação, e Damares Alves (Republicanos-DF), presidente da CDH, são as signatárias dos requerimentos.

    As solicitações de informação são direcionadas às ministras dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara; da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck; e da Igualdade Racial, Anielle Franco. As parlamentares almejam obter dados como o cronograma de implementação do Pacto Nacional de Prevenção aos Feminicídios em cada ministério, bem como os recursos orçamentários previstos e efetivamente destinados a tal fim. Adicionalmente, as senadoras solicitam que as ministras apontem eventuais obstáculos à execução do programa.

    À mesa, presidente da CDH, senadora Damares Alves (Republicanos-DF), em pronunciamento.

    À mesa, presidente da CDH, senadora Damares Alves (Republicanos-DF), em pronunciamento.Saulo Cruz/Agência Senado

    A CDH também aprovou a realização de três audiências públicas. A senadora Damares Alves propõe um debate acerca dos impactos do empréstimo consignado com lastro no Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) nos direitos dos trabalhadores.

    “A experiência de fraudes massivas em outras modalidades de consignado, como as ocorridas no âmbito do INSS, exige uma discussão aprofundada sobre os mecanismos de prevenção e combate a fraudes e golpes nesse novo modelo, que envolve um vasto volume de dados e recursos de natureza trabalhista”, pondera a senadora.

    A CDH também deve promover, em conjunto com a Comissão de Segurança Pública (CSP), uma audiência pública sobre a população em situação de rua e o serviço prestado pelo restaurante popular na cidade de Joinville (SC). A proposição do debate é de autoria do senador Jorge Seif (PL-SC) e da senadora Damares Alves.

    A terceira audiência pública terá como tema o Dia Nacional de Conscientização da Doença de Alzheimer, celebrado anualmente em 21 de setembro. O requerimento para a realização desse debate foi apresentado pelo senador Paulo Paim (PT-RS).

  • Câmara aprova projeto que leva ciência e tecnologia às escolas

    Câmara aprova projeto que leva ciência e tecnologia às escolas

    A Comissão de Educação da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que transforma em legislação federal os programas Pop Ciência e Mais Ciência na Escola, voltados à disseminação do conhecimento científico e à educação digital no ensino básico.

    O Pop Ciência tem como foco levar ciência e saberes tradicionais à população em geral, enquanto o Mais Ciência na Escola busca incentivar a curiosidade científica, o ensino de áreas como tecnologia, engenharia e matemática, e a aproximação entre escolas e instituições de pesquisa.

    Programas fortalecem o ensino de ciência e tecnologia na educação básica, promovendo a aproximação entre escolas e centros de pesquisa.

    Programas fortalecem o ensino de ciência e tecnologia na educação básica, promovendo a aproximação entre escolas e centros de pesquisa.Sumaia Villela/Agência Brasil

    O texto aprovado foi o substitutivo acatado anteriormente pela Comissão de Ciência, Tecnologia e Inovação ao projeto de lei 674/2024, do deputado Pedro Aihara (PRD-MG), apensado ao texto nº 2.959/2024. O relator na Comissão de Educação, deputado Pastor Gil (PL-MA), ressaltou que os programas já existem por normas do Executivo, e que a institucionalização por lei garante maior estabilidade e continuidade.

    O novo texto prevê premiações para alunos, professores e escolas com bom desempenho em olimpíadas científicas, considerando o impacto positivo na comunidade escolar.

    Financiamento e objetivos

    O Pop Ciência contará com recursos do Orçamento Geral da União e parcerias com entidades públicas e privadas. O programa apoiará o uso de tecnologias digitais, a capacitação de jovens no ensino superior e o estímulo à participação da sociedade em decisões sobre ciência e tecnologia.

    Já o Mais Ciência na Escola busca desenvolver competências em áreas STEAM (ciência, tecnologia, engenharia, artes e matemática), além de fortalecer o vínculo entre educação básica e produção científica.

    Tramitação

    A proposta segue em caráter conclusivo para análise nas comissões de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, ainda precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.

  • Câmara analisa nesta quarta proposta que barra aumento do IOF

    Câmara analisa nesta quarta proposta que barra aumento do IOF

    Deputados não aceitam aumento de imposto, diz Hugo Motta.

    Deputados não aceitam aumento de imposto, diz Hugo Motta.Pedro Ladeira/Folhapress

    O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), convocou uma sessão deliberativa para esta quarta-feira (26) com foco no projeto que susta o decreto presidencial que aumentou o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). A proposta é de autoria do deputado Zucco (PL-RS) e foi apresentada no mesmo dia da publicação do decreto pelo governo, que integra o pacote fiscal com previsão de arrecadar até R$ 7 bilhões.

    A urgência do projeto foi aprovada no último dia 16 por ampla maioria: 346 votos a favor e 97 contrários. O apoio veio inclusive de partidos que integram a base do governo, como PSD, União Brasil, Republicanos, PP e PDT. A aprovação do regime de urgência permite que a proposta seja votada diretamente em Plenário, sem passar pelas comissões.

    Além do PDL do IOF, Hugo Motta incluiu na pauta outros projetos de impacto fiscal e social:

    • MP 1291/2025, que autoriza o uso de até R$ 15 bilhões por ano do Fundo Social para habitação popular e permite ao governo leiloar óleo e gás excedente, com potencial de arrecadação de até R$ 20 bilhões;
    • MP 1292/2025, que libera a contratação de crédito consignado por trabalhadores do setor privado;
    • PL 2692/2025, que isenta do Imposto de Renda quem ganha até dois salários mínimos.

    Segundo o presidente da Câmara, o Congresso não está disposto a apoiar aumentos de impostos sem uma reavaliação das despesas e das isenções fiscais. A votação do PDL do IOF representa um gesto político de resistência à estratégia fiscal do governo baseada no aumento de tributos em vez da contenção de gastos.

    Leia ainda:

    Veja como cada deputado votou na urgência

  • Para compensar IOF, governo reduz PIS/Cofins de etanol para indústria

    Para compensar IOF, governo reduz PIS/Cofins de etanol para indústria

    Medida não vale para etanol utilizado em combustível de veículos.

    Medida não vale para etanol utilizado em combustível de veículos.Wagner Vilas/Onzex Press e Imagens/Folhapress

    O presidente Lula assinou o Decreto nº 12.525/2025, que reduz as alíquotas do PIS/Pasep e da Cofins sobre a venda de etanol não combustível, usado como insumo na indústria e não como combustível automotivo. A medida entra em vigor imediatamente.

    A mudança busca compensar parte da perda de arrecadação causada pela provável derrubada do aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) no Congresso. O projeto que derruba o aumento do IOF será votado nesta quarta-feira (25) na Câmara.

    Segundo a exposição de motivos de uma medida provisória publicada na semana passada, o governo estima arrecadar até R$ 400 milhões com a nova regra ainda neste ano.

    O etanol não combustível é utilizado na fabricação de bebidas, cosméticos, produtos de limpeza, medicamentos, vinagre e também na geração de energia elétrica.

    Como ficam as alíquotas

    Em 2025, a regra varia conforme o regime tributário da empresa:

    • Empresas fora do regime especial: não terão redução; o PIS será de 5,25% e a Cofins de 24,15%.
    • Empresas no regime especial: aplicam coeficiente de 0,7552, com PIS de 1,29% e Cofins de 5,91%.

    A partir de 1º de janeiro de 2026, o coeficiente de 0,7552 será aplicado a todas as empresas, unificando o tratamento tributário.

    Consolidação legal

    O decreto também revoga quatro normas anteriores sobre o tema, entre elas os decretos nº 6.573/2008 e nº 8.164/2013, com o objetivo de simplificar a legislação e dar maior previsibilidade ao setor.

    A medida integra a estratégia do governo de reorganizar incentivos fiscais e calibrar a arrecadação com base na revisão de gastos e isenções, sem depender exclusivamente do aumento de impostos.

    A nova política de alíquotas segue o plano do governo de ajustar incentivos fiscais e tornar mais previsível a tributação sobre energias alternativas e insumos industriais, com impactos diretos sobre os setores químico, farmacêutico e de bebidas, principais consumidores de etanol não combustível.

    Para conter eventuais impactos da guerra no Oriente Médio, o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) decidiu nesta terça-feira elevar o percentual de mistura do etanol na gasolina de 27% para 30%, enquanto no biodiesel o percentual vai subir de 14% para 15%.

  • STF retoma julgamento sobre responsabilização das redes sociais

    STF retoma julgamento sobre responsabilização das redes sociais

    O Supremo Tribunal Federal (STF) retoma nesta quarta-feira (25) o julgamento que pode mudar o regime de responsabilidade das plataformas digitais por postagens ilegais feitas por usuários. A análise foi suspensa no último dia 12, quando se formou maioria de 7 votos a 1 pela inconstitucionalidade do Artigo 19 do Marco Civil da Internet (Lei 12.965/2014).

    Cármen Lúcia deve votar nesta quarta-feira. Além dela, também vão se posicionar os ministros Edson Fachin e Nunes Marques.

    Cármen Lúcia deve votar nesta quarta-feira. Além dela, também vão se posicionar os ministros Edson Fachin e Nunes Marques.Ton Molina /Fotoarena/Folhapress

    Com os votos de Edson Fachin, Cármen Lúcia e Nunes Marques ainda pendentes, a expectativa é de que o julgamento se encerre nesta semana, com potencial de criar um novo marco regulatório para a responsabilidade das redes sociais no Brasil.

    O dispositivo em questão impede a responsabilização das redes sociais por conteúdos publicados por terceiros, exceto se houver descumprimento de ordem judicial para remoção. Para os ministros que votaram contra o artigo, a regra atual transfere aos cidadãos o ônus de acionar a Justiça para retirar conteúdos ofensivos ou ilegais, o que comprometeria a proteção de direitos fundamentais.

    Apesar da maioria formada, a tese jurídica com os parâmetros da decisão ainda não foi definida. Essa tese orientará como as plataformas devem agir diante de conteúdos ilícitos e será crucial para a aplicação da decisão nos tribunais e no funcionamento das redes.

    Votos já proferidos

    Entre os votos mais duros, Alexandre de Moraes defendeu que as big techs não podem ser uma “terra sem lei” e criticou o modelo de negócios das plataformas. Flávio Dino afirmou que as empresas devem sim ser responsabilizadas civilmente pelos danos causados por conteúdos de terceiros.

    Cristiano Zanin, Gilmar Mendes, Luís Roberto Barroso, Dias Toffoli e Luiz Fux também se posicionaram contra a exigência de ordem judicial prévia, embora com nuances:

    • Fux e Toffoli apoiam a exclusão de conteúdos com base em notificações extrajudiciais, feitas diretamente pelos atingidos;
    • Barroso defende que apenas em casos de crimes contra a honra (como calúnia e difamação) é necessária ordem judicial. Nos demais casos, bastaria a notificação e o dever de cuidado das plataformas;
    • O único voto divergente até agora foi o de André Mendonça, que defendeu a manutenção das regras atuais do Marco Civil.

    Casos em julgamento

    O debate ocorre no julgamento de dois recursos:

    •  Caso Facebook Relatado por Dias Toffoli, trata da condenação da plataforma por danos morais devido à criação de um perfil falso. A empresa tenta reverter a decisão com base na proteção do Artigo 19.
    • Caso Google Relatado por Luiz Fux, discute se uma empresa provedora de site tem o dever de fiscalizar e remover conteúdo ofensivo sem ordem judicial.
  • Boca de urna: Parlamentares pedem votos no Prêmio Congresso em Foco

    Boca de urna: Parlamentares pedem votos no Prêmio Congresso em Foco

    A votação para o Prêmio Congresso em Foco já começou e os parlamentares não perdem tempo. A distribuição de santinhos virtuais já começou nas principais redes sociais, com senadores, deputados e até partidos buscando os eleitores na premiação mais importante da política brasileira.

    Deputados e senadores já começaram a fazer campanha pelo voto popular no Prêmio Congresso em Foco.

    Deputados e senadores já começaram a fazer campanha pelo voto popular no Prêmio Congresso em Foco.Arte Congresso em Foco

    A votação popular vai eleger 10 parlamentares como os Melhores na Câmara dos Deputados e 5 como os Melhores no Senado Federal. A eleição, como indica o regulamento, vai passar por uma auditoria externa.

    A disputa pelo voto popular é, tradicionalmente, a categoria mais competitiva do Prêmio. É o momento que os representantes eleitos pela população acionam as suas redes sociais em busca do apoio dos seguidores. Só não vale showmício e fake news.

    Veja abaixo as manifestações dos parlamentares até agora em busca do voto popular.

    Reprodução/Instagram

  • Governo propõe pena maior para furto e receptação de celular

    Governo propõe pena maior para furto e receptação de celular

    O governo federal enviou ao Congresso um projeto de lei que aumenta as penas para o furto de celulares e a receptação desses aparelhos, especialmente quando praticados por organizações criminosas especializadas.

    Projeto que aumenta pena para furtos de celulares foi enviado ao Congresso.

    Projeto que aumenta pena para furtos de celulares foi enviado ao Congresso.Diego Padgurschi/Folhapress

    A proposta cria uma nova forma de furto qualificado, com pena dobrada, para casos cometidos com objetivo de revenda ou por encomenda. Também amplia a pena de receptação qualificada de celulares, que poderá chegar a 12 anos de prisão.

    Foco nas quadrilhas

    Segundo o Ministério da Justiça, o objetivo é combater o furto em larga escala, como no caso da quadrilha da “mainha do crime”, que atuava em São Paulo. O texto não altera penas para roubo, que já são mais severas.

    A proposta ainda não tem data para ser votada no Congresso.