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  • Câmara aprova acordo de proteção de informações com os Países Baixos

    Câmara aprova acordo de proteção de informações com os Países Baixos

    Na sessão plenária desta quarta-feira (18), a Câmara dos Deputados aprovou o projeto de decreto legislativo 390/2024, que estabelece as normas para a troca e proteção recíproca de informações sigilosas de inteligência entre o Brasil e o Reino dos Países Baixos. O texto, relatado pelo deputado Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP), seguirá ao Senado.

    Projeto de decreto legislativo seguirá para análise do Senado.

    Projeto de decreto legislativo seguirá para análise do Senado. Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

    O acordo original foi firmado em 2023, assinado pelos ministros Mauro Vieira (Relações Exteriores) e Marcos Antonio Amaro dos Santos (Gabinete de Segurança Institucional). De acordo com os signatários, o pacto “reforça a confiança na relação entre as partes ao estabelecer regras e procedimentos para a proteção de informações sigilosas trocadas entre o Brasil e os Países Baixos, seus respectivos indivíduos, agências e entidades credenciadas”.

    O acordo regulamenta a equivalência dos graus de sigilo nos dois países, a adoção de medidas comuns de proteção e de regras de acesso, transmissão, divulgação; bem como as possibilidades de uso de informações dessa natureza. O texto também detalha providências para visitas às instalações onde a informação classificada é tratada ou armazenada.

    O texto foi submetido anteriormente às comissões de Constituição e Justiça (CCJ) e de Relações Exteriores, onde o avanço foi celebrado pelo coordenador do grupo parlamentar Brasil-Países Baixos, Marcel van Hattem (Novo-RS), que é também cidadão neerlandês. “O Brasil é tradicional parceiro comercial dos Países Baixos. Os Países Baixos são o maior mercado para as exportações brasileiras na Europa, e o quarto maior no mundo, atrás apenas dos EUA, China e Argentina”, destacou.

  • Comissão aprova apoio a cuidadores de crianças com deficiência

    Comissão aprova apoio a cuidadores de crianças com deficiência

    A Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência da Câmara dos Deputados aprovou a criação do Programa Nacional de Emprego e Apoio à Parentalidade Atípica. A proposta prevê capacitação profissional e suporte psicológico a cuidadores de crianças e adolescentes com deficiência, autismo ou outras condições que exijam atenção especializada.

    O programa oferece cursos de qualificação, incentiva o trabalho remoto ou flexível e promove campanhas para sensibilizar empregadores sobre os direitos e potencialidades desses cuidadores. Também assegura apoio social e psicológico aos responsáveis legais.

    A deputada Maria Rosas (Republicanos-SP) é a autora do substitutivo.

    A deputada Maria Rosas (Republicanos-SP) é a autora do substitutivo.Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

    O texto aprovado é um substitutivo da deputada Maria Rosas (Republicanos-SP) ao projeto de lei 4062/2024, do deputado Raimundo Santos (PSD-PA). O projeto original era voltado às mães, mas a relatora ampliou o escopo para incluir todos os cuidadores: pais, avós, tutores ou guardiões.

    A versão final também permite que o programa contemple outras condições médicas definidas em regulamento. Isso, segundo a relatora, permitirá maior flexibilidade e atualização sem depender de novas leis.

    Além disso, os beneficiários terão prioridade no Programa Emprega + Mulheres, em vagas do Sistema Nacional de Emprego (Sine) e em benefícios como jornada de trabalho reduzida.

    A proposta segue para análise das comissões de Trabalho e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para se tornar lei, ainda precisa ser aprovada pelo Senado.

  • Banco Central decide nesta quarta se interrompe alta da taxa de juros

    Banco Central decide nesta quarta se interrompe alta da taxa de juros

    Selic foi fixada em 14,75% na última reunião do Copom, em maio. É o maior patamar desde 2006.

    Selic foi fixada em 14,75% na última reunião do Copom, em maio. É o maior patamar desde 2006.Aloisio Mauricio /Fotoarena/Folhapress

    O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) define nesta quarta-feira (18) se encerra ou não o ciclo de alta da taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 14,75% ao ano, o maior patamar desde 2006. Com a inflação em queda, mas ainda com pressões em itens como a energia, o mercado está dividido: parte dos analistas aposta na manutenção da taxa, enquanto outros não descartam uma última alta, levando a Selic a 15% ao ano.

    No mesmo dia, o Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, define a taxa de juros no país. A previsão de analistas é de que a taxa continue no intervalo entre 4,25% e 4,50% ao ano.

    Desde setembro do ano passado, o Copom promoveu seis elevações consecutivas na Selic, após um longo período de estabilidade. Na reunião de maio, o BC já havia sinalizado que o ciclo de aperto monetário poderia estar chegando ao fim, mas preferiu adotar um discurso mais prudente, afirmando que era preciso avaliar melhor os efeitos das altas já implementadas na economia real.

    Inflação

    A queda da inflação reforça as expectativas por uma pausa. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou maio com alta de 0,26%, acumulando 5,32% em 12 meses. O último boletim Focus, divulgado pelo BC, também trouxe revisão para baixo na projeção de inflação para 2025, passando de 5,5% para 5,25%.

    Mesmo com a desaceleração, a inflação segue acima da meta contínua definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que é de 3%, com um intervalo de tolerância que vai até 4,5%.

    A Selic, além de balizar os juros dos títulos públicos, influencia diretamente o custo do crédito para empresas e consumidores. O objetivo do BC ao manter ou elevar a taxa é conter a inflação, reduzindo o consumo e incentivando a poupança. Por outro lado, juros elevados freiam o crescimento econômico, afetando o consumo e os investimentos.

    Previsão do mercado

    Segundo o Focus, a expectativa majoritária do mercado é de que a Selic permaneça no nível atual até o fim de 2025, com cortes apenas a partir de 2026.

    Com a adoção do novo regime de meta contínua de inflação, vigente desde janeiro, o Banco Central precisa perseguir um IPCA de 3% ao ano, com apuração mês a mês sobre a inflação acumulada em 12 meses. A nova metodologia reforça a necessidade de atenção permanente aos indicadores.

    No último Relatório de Inflação, divulgado em março, o BC projetava que o IPCA encerraria 2025 em 5,1%, mas o número poderá ser revisto no próximo relatório, previsto para o final de junho.

    A decisão do Copom será divulgada ao fim do dia. Além da taxa, o tom do comunicado oficial será acompanhado de perto pelo mercado, em busca de sinais mais claros sobre os próximos passos da política monetária brasileira.

  • Datafolha: bolsonaristas autodeclarados avançam e empatam com petistas

    Datafolha: bolsonaristas autodeclarados avançam e empatam com petistas

    Uma nova pesquisa do Datafolha, divulgada nesta quarta-feira (18), mostra um marco inédito na polarização política do país: pela primeira vez, o número de brasileiros que se identificam como bolsonaristas é igual ao dos que se consideram petistas.

    Segundo o Datafolha, sete de cada dez brasileiros se identificam ou com Bolsonaro ou com o PT de Lula.

    Segundo o Datafolha, sete de cada dez brasileiros se identificam ou com Bolsonaro ou com o PT de Lula. Marlene Bergamo/Folhapress

    Segundo o levantamento, realizado nos dias 10 e 11 de junho, 35% dos entrevistados afirmaram se identificar com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o maior índice alcançado por esse grupo desde o início da série histórica, em dezembro de 2022. Já os que se declaram próximos ao PT de Lula também somam 35%, mas após uma queda de quatro pontos percentuais em relação ao levantamento anterior, feito em abril.

    O crescimento da base bolsonarista coincide com um momento delicado para o governo federal. Na semana passada, outro levantamento do próprio Datafolha mostrou que a popularidade de Lula segue em queda, com 40% de avaliação negativa (ruim ou péssimo) e apenas 28% de aprovação (bom ou ótimo), o pior desempenho do petista nos seus três mandatos.

    A gestão de comunicação do governo também é apontada como um fator de preocupação. O ministro Sidônio Palmeira, à frente da Secretaria de Comunicação Social (Secom), completa cinco meses no cargo sem conseguir reverter o desgaste ou criar uma marca positiva para o terceiro mandato de Lula.

    Julgamento no STF

    Do lado bolsonarista, nem o julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) parece ter afetado a base de apoio ao ex-presidente. Mesmo sendo réu por acusação de tentativa de golpe de Estado, Bolsonaro viu sua identificação crescer nas pesquisas. O levantamento foi feito justamente nos dias seguintes aos interrogatórios conduzidos pelo ministro Alexandre de Moraes, transmitidos ao vivo pela TV.

    A metodologia usada pelo Datafolha classifica como bolsonaristas os entrevistados que se posicionam nas categorias “um” ou “dois” numa escala de um a cinco, sendo o número cinco o extremo petista. Aqueles que marcaram “quatro” ou “cinco” foram classificados como petistas. Os neutros, que responderam “três”, somam 20%, enquanto 7% disseram não se identificar com nenhum dos dois campos e 2% não souberam responder.

    Sete de cada dez

    A soma de petistas e bolsonaristas representa hoje 70% da população, evidenciando o grau de enraizamento da polarização. Os dados desta pesquisa marcam a primeira vez em que as duas forças aparecem empatadas dentro do limite máximo da margem de erro, o que aponta para um movimento real de crescimento bolsonarista, e não apenas uma oscilação estatística.

    A vantagem do PT sobre Bolsonaro, que chegou a ser de dez pontos percentuais em dois momentos (março de 2023 e março de 2024), foi se reduzindo ao longo do último ano. Nas demais edições da pesquisa, a diferença oscilava entre seis e oito pontos.

  • Governo reserva 8% das contratações para mulheres vítimas de violência

    Governo reserva 8% das contratações para mulheres vítimas de violência

    O governo federal publicou nesta quarta-feira (18) um decreto que determina a reserva de pelo menos 8% das vagas de contratos públicos com dedicação exclusiva de mão de obra para mulheres vítimas de violência doméstica. A medida vale para licitações e contratações diretas no âmbito da administração pública federal.

    A norma busca promover a inclusão social e econômica dessas mulheres. O texto atualiza a Lei de Licitações, de 2021.

    Reserva de vagas para vítimas de violência doméstica vale para licitações e contratações diretas.

    Reserva de vagas para vítimas de violência doméstica vale para licitações e contratações diretas.Maxim Hopman (via Unsplash)

    Critérios de inclusão e sigilo

    A nova regra prevê que a reserva de vagas também abrange mulheres trans e travestis, e será priorizada conforme a proporção de pretas e pardas no estado onde o serviço for prestado. A indicação das beneficiárias caberá às unidades responsáveis pelas políticas de atenção a vítimas, por meio de acordos de adesão com os ministérios da Gestão e das Mulheres.

    As empresas contratadas e os órgãos públicos não poderão exigir das candidatas documentos que comprovem a condição de violência. O sigilo das informações será garantido por cláusulas específicas nos acordos.

  • Nikolas diz que errou ao votar a favor de veto sobre vítimas da zika

    Nikolas diz que errou ao votar a favor de veto sobre vítimas da zika

    O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) disse que cometeu um erro ao votar nesta terça-feira (17) a favor do veto de Lula ao projeto que trata de reparação a vítimas da zika. Segundo ele, houve uma falha na hora de preencher a cédula, e o sistema acabou registrando o voto dele como o oposto do que ele realmente acredita.

    O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG): voto a favor do veto de Lula foi uma confusão na hora de preencher a cédula.

    O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG): voto a favor do veto de Lula foi uma confusão na hora de preencher a cédula.Ton Molina/Fotoarena/Folhapress

    O veto em questão se refere ao Projeto de Lei nº 6.064/2023, que concede pensão especial a crianças com síndrome congênita do vírus zika. Nikolas declarou que sempre defendeu a derrubada do veto, e que já havia afirmado isso publicamente em janeiro, em postagens nas redes sociais.

    Declaração de voto corrigiu registro

    Após o erro, o parlamentar formalizou uma declaração de voto na Câmara dos Deputados e no Congresso Nacional (leia aqui, em formato pdf), reafirmando seu apoio ao projeto. Segundo a nota do gabinete, a correção foi feita para garantir a transparência e a coerência com a atuação do deputado ao longo da tramitação da proposta.

    Leia abaixo a íntegra da nota divulgada pela equipe do deputado:

    O Deputado Federal Nikolas Ferreira esclarece que, na votação do Veto nº 2/2025, ocorrido nesta terça-feira (17/06), houve um erro material no preenchimento da cédula, resultando no registro equivocado de voto favorável ao veto.

    O parlamentar reafirma que sempre se posicionou pela derrubada do veto, em defesa das vítimas do vírus Zika, conforme manifestado publicamente, inclusive em vídeo do Instagram e em postagem no X/Twitter publicados no dia 13 de janeiro deste ano.

    Diante do equívoco operacional, o Deputado registrou formalmente sua Declaração de Voto na Câmara dos Deputados e no Congresso Nacional, deixando claro seu posicionamento contrário ao veto, conforme sua coerente atuação desde o início da tramitação do Projeto de Lei nº 6.064/2023.

    Gabinete do Deputado Federal Nikolas Ferreira

    Brasília, 17 de junho de 2025.

  • Comissão aprova versão turbinada de projeto contra câmeras corporais

    Comissão aprova versão turbinada de projeto contra câmeras corporais

    A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados aprovou na terça-feira (17) um projeto de lei que veta o uso de imagens de câmeras corporais como prova criminal contra profissionais de segurança pública que portavam o equipamento. O projeto antes valia só para policiais militares, mas foi ampliado para incluir outros profissionais.

    O deputado Coronel Ulysses (União Brasil-AC) relatou a proposta e ampliou o foco do texto.

    O deputado Coronel Ulysses (União Brasil-AC) relatou a proposta e ampliou o foco do texto.Renato Araújo/Câmara dos Deputados

    De autoria do deputado Capitão Augusto (PL-SP), o texto original tratava apenas dos policiais militares. No entanto, o relator, deputado Coronel Ulysses (União-AC), ampliou o escopo para incluir todos os profissionais dos sistemas de segurança pública federal, estadual, distrital e municipal.

    A votação foi simbólica, ou seja, sem o registro do voto individual de cada deputado na comissão.

    Próximo passo é a CCJ

    A proposta ainda será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e tramita em caráter conclusivo. Isso significa que, se passar pelas comissões, o projeto segue direto para o Senado se não houver nenhum recurso para votação em plenário. 

    Segundo o relator, permitir o uso das imagens contra os próprios agentes viola o princípio constitucional da não autoincriminação (direito de não produzir provas contra si mesmo). O projeto prevê que as imagens só poderão ser utilizadas para fins administrativos ou de treinamento.

  • Brasil tem 28 dias sem casos e deve se declarar livre da gripe aviária

    Brasil tem 28 dias sem casos e deve se declarar livre da gripe aviária

    O Brasil volta nesta quarta-feira (18) a ser considerado livre da gripe aviária em criações comerciais, após 28 dias sem novos registros da doença em granjas. O período, conhecido como vazio sanitário, começou com a desinfecção da unidade de Montenegro (RS), onde o primeiro foco foi confirmado em maio.

    Nenhuma granja comercial apresentou novos focos de gripe aviária durante o período de monitoramento, segundo o governo federal.

    Nenhuma granja comercial apresentou novos focos de gripe aviária durante o período de monitoramento, segundo o governo federal.Celio Messias/Uaifoto/Folhapress

    A recuperação do status sanitário será comunicada à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) e aos países importadores, segundo o Ministério da Agricultura. A expectativa é, a partir daí, que os embargos adotados por mais de 40 países comecem a ser revistos, embora o processo não seja automático.

    Retomada ainda será gradual

    Mesmo com o fim do vazio sanitário, a liberação das exportações dependerá da avaliação de cada mercado. Grandes compradores como China, Arábia Saudita e México mantêm restrições totais ou parciais ao frango brasileiro. O Japão, terceiro maior importador, inclusive ampliou na véspera seu bloqueio a cidades de Goiás e Mato Grosso, por registros em criações domésticas.

    Desde 2023, o Brasil firmou acordos de regionalização com países como Japão, Emirados Árabes e Filipinas, o que permite restringir embargos a regiões específicas. A aposta do governo é que as novas negociações se concentrem nessa linha para minimizar o impacto econômico.

    Casos foram pontuais

    Segundo o governo, nenhuma granja comercial apresentou novos focos durante o período de monitoramento. Todas as seis suspeitas desde maio foram descartadas. Ao todo, o país já confirmou 174 ocorrências da doença: 168 em aves silvestres, 5 em criações domésticas e apenas 1 em produção comercial.

  • Último grupo de políticos brasileiros já deixou Israel, diz Itamaraty

    Último grupo de políticos brasileiros já deixou Israel, diz Itamaraty

    O Itamaraty confirmou nesta quarta-feira (18) que o último grupo de políticos brasileiros que estava em Israel deixou o país por via terrestre rumo à Jordânia. Ao todo, 28 pessoas cruzaram a fronteira com autorização das Forças de Defesa de Israel. A informação foi publicada no portal G1.

    O Palácio Itamaraty, em Brasília, sede do Ministério das Relações Exteriores.

    O Palácio Itamaraty, em Brasília, sede do Ministério das Relações Exteriores.Leonardo Sá/Agência Senado

    O grupo seguirá em voos comerciais ao Brasil. A viagem coincidiu com a intensificação do confronto entre Israel e Irã, que já deixou mais de 500 mortos desde a sexta-feira (13), segundo autoridades locais.

    Risco crescente levou à saída

    O Ministério das Relações Exteriores desaconselha viagens não essenciais a Israel desde outubro de 2023, quando se agravou o conflito com o Hamas. A permanência das autoridades brasileiras no país, mesmo sob esse alerta, causou preocupação diplomática.

    Outra comitiva brasileira, formada por prefeitos e gestores municipais, já havia deixado Tel Aviv no início da semana. Eles também passaram pela Jordânia antes de seguir viagem para a Arábia Saudita e depois ao Brasil.

    Comunidade brasileira segue monitorada

    A embaixada do Brasil em Tel Aviv acompanha a situação dos cerca de 12 mil brasileiros que vivem em Israel, além de turistas. Segundo o Itamaraty, uma eventual operação de resgate ainda é considerada complexa por causa das restrições no espaço aéreo e das condições de segurança nas rotas terrestres.

  • Governo prepara MP para compensar veto e evitar alta na conta de luz

    Governo prepara MP para compensar veto e evitar alta na conta de luz

    O governo deve editar uma medida provisória (MP) para neutralizar o impacto tarifário de dispositivos retomados pelo Congresso no marco legal da energia eólica offshore. A estimativa é de um aumento de até R$ 197 bilhões na conta de luz até 2050.

    O líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), anunciou que a gestão Lula vai editar a MP para compensar a queda dos vetos do presidente.

    O líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), anunciou que a gestão Lula vai editar a MP para compensar a queda dos vetos do presidente.Andressa Anholete/Agência Senado

    Segundo o senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), a medida será articulada com os ministros Rui Costa (Casa Civil) e Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais), além do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). A proposta deve ser publicada nos próximos dias.

    Vetos em queda

    Na terça-feira (17), deputados e senadores derrubaram vetos do presidente Lula a trechos que autorizam novos contratos de pequenas centrais hidrelétricas e termelétricas, considerados de alto custo. Embora parte das medidas não impacte diretamente na tarifa, outras podem elevar significativamente os preços para os consumidores.

    Quando for publicada, a MP terá efeito imediato, mas precisa da aprovação do Congresso em até 180 dias ara manter validade.