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  • Prerrogativas pede à PGR apuração contra Moro, Dallagnol e Hardt

    Prerrogativas pede à PGR apuração contra Moro, Dallagnol e Hardt

    Senador Sergio Moro.

    Senador Sergio Moro.Andressa Anholete/Agência Senado

    O Grupo Prerrogativas protocolou nesta quarta-feira (22), junto à Procuradoria-Geral da República (PGR), uma notícia de fato solicitando a instauração de procedimento investigatório criminal contra o senador Sergio Moro, a ex-juíza federal Gabriela Hardt e o ex-procurador da República Deltan Dallagnol. A iniciativa se refere a condutas supostamente praticadas no contexto da Operação Lava Jato.

    A petição, assinada por advogados com atuação nacional, tem como base os relatórios elaborados durante a correição extraordinária realizada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que identificaram indícios de possíveis crimes funcionais por membros do Judiciário e do Ministério Público Federal durante o período de atuação na 13ª Vara Federal de Curitiba/PR.

    Entre os pontos levantados estão a destinação considerada atípica de valores obtidos por meio de acordos de colaboração e leniência a entidades privadas, com destaque para repasses à Petrobras, além da utilização desses recursos para constituição de uma fundação privada e para o favorecimento de acionistas minoritários. O CNJ classificou tais práticas como “engenharia processual fraudulenta”, com possível enquadramento nos crimes de peculato, corrupção passiva e prevaricação.

    O grupo sustenta que a ausência de providências por parte da PGR, mesmo após o envio do relatório aprovado por maioria do colegiado do CNJ, em junho de 2024, configura omissão diante de indícios formais de irregularidades. “Não estamos diante de meros desvios técnicos. Os relatórios revelam um padrão de atuação que, caso confirmado, compromete pilares fundamentais da legalidade e da imparcialidade do sistema de Justiça”, afirma Antônio Carlos de Almeida Castro, um dos signatários da petição.

    Na avaliação dos integrantes do Grupo Prerrogativas, é necessário que o Ministério Público Federal atue conforme sua função constitucional. “É fundamental que o Ministério Público Federal cumpra seu papel constitucional de fiscal da lei e adote providências diante de condutas que podem representar uma das mais graves distorções institucionais de nossa história recente”, afirmam os subscritores.

    Com a notícia de fato, o Grupo Prerrogativas busca a adoção de medidas pela PGR para apurar os fatos e eventual responsabilização penal dos envolvidos, com a urgência e a transparência requeridas.

  • AGU pede que a PF investigue caso de racismo contra ministra do TSE

    AGU pede que a PF investigue caso de racismo contra ministra do TSE

    A Advocacia-Geral da União (AGU) solicitou à Polícia Federal a abertura de inquérito para apurar um caso de discriminação racial contra a ministra substituta do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Vera Lúcia Santana Araújo. O episódio ocorreu na última sexta-feira (16), durante seminário da Comissão de Ética Pública da Presidência da República, no prédio da Confederação Nacional do Comércio (CNC), em Brasília.

    Ministra foi constrangida ao tentar acessar evento como palestrante oficial.

    Ministra foi constrangida ao tentar acessar evento como palestrante oficial.Luiz Roberto e Lucas Cândia/Secom/TSE

    Segundo relato da presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, Vera Lúcia foi barrada por um agente de vigilância, mesmo após apresentar carteira funcional e estar oficialmente cadastrada como palestrante. O advogado-geral da União, Jorge Messias, afirmou que a conduta fere princípios constitucionais como igualdade e dignidade da pessoa humana, e exige providências urgentes.

    No ofício à PF, Messias pediu a identificação dos responsáveis e a adoção de medidas legais. Ele já havia encaminhado à presidência do TSE uma nota de desagravo e prometido ações para responsabilizar os envolvidos e prevenir novos episódios do tipo.

    A AGU informou que não administra o prédio onde ocorreu o seminário, que abriga diferentes órgãos e espaços alugados. Mesmo assim, ressaltou que isso não impede a adoção de medidas para garantir apuração adequada e reparação à ministra Vera Lúcia.

  • Senado aprova projeto que amplia direitos de vítimas de queimaduras

    Senado aprova projeto que amplia direitos de vítimas de queimaduras

    O Senado aprovou, nesta quarta-feira (21), projeto de lei que amplia os direitos das pessoas vítimas de queimaduras e reconhece como pessoas com deficiência aqueles com sequelas da queimadura. A matéria agora avança para a Câmara dos Deputados.

    Plenário do Senado.

    Plenário do Senado.Jefferson Rudy/Agência Senado

    O texto de autoria do deputado Marreca Filho (PRD-MA) assegura às vítimas de queimaduras todos os meios disponíveis e necessários para o tratamento integral no Sistema Único de Saúde (SUS) e para a reintegração na sociedade. O tratamento, segundo o projeto, assegura que não haja discriminação e estende o caráter integral para cirurgias reparadoras quando existirem alterações com perda de estética ou de função.

    “A cirurgia plástica reparadora para queimaduras vai além de uma questão meramente estética; é um elemento fundamental para a recuperação funcional e a reintegração social”, justifica o relator no Senado, Nelsinho Trad (PSD-MS).

    Feita a avaliação biopsicossocial, conforme estabelecido no Estatuto da Pessoa com Deficiência, as pessoas vítimas de queimaduras poderão ser consideradas pessoas com deficiência com os respectivos direitos assegurados. A avaliação serve para determinar o grau e gravidade das sequelas e se podem ser consideradas como deficiência.

    O deputado aponta ainda que “é necessário reconhecer os desafios enfrentados por pessoas com sequelas graves de queimaduras, bem como apoiar seus direitos”. Para o autor do projeto, inexistem políticas públicas suficientes para apoiar a reintegração social ou fornecer a assistência necessária a essas pessoas.

    Conforme dados do Ministério da Saúde indicam, cerca de 80% dos casos de queimaduras no Brasil são tratados pelo SUS. Esses atendimentos variam de acordo com a complexidade do caso e podem incluir encaminhamento para Centros de Tratamento de Queimados, especialmente para casos de grande extensão e queimaduras químicas ou elétricas.

    O relator Nelsinho Trad argumentou que “é notório que as pessoas com sequelas graves de queimaduras têm suas vidas profundamente impactadas” pela condição. “Cumpre ressaltar que tais impactos também afetam os núcleos familiares e a rede de apoio das pessoas envolvidas, com importante carga de sofrimento e custos”, complementou.

  • Ministério da Igualdade Racial repudia racismo contra ministra do TSE

    Ministério da Igualdade Racial repudia racismo contra ministra do TSE

    Ministras do TSE Edilene Lobo e Vera Lúcia.

    Ministras do TSE Edilene Lobo e Vera Lúcia.Luiz Roberto/Secom/TSE

    O Ministério da Igualdade Racial (MIR) manifestou, nesta quarta-feira (21), repúdio ao episódio de racismo envolvendo a ministra substituta do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Vera Lúcia Santana, que foi impedida de acessar o 25º Seminário Ética na Gestão, promovido pela Comissão de Ética Pública da Presidência da República, mesmo sendo palestrante do evento. O caso veio à tona após pronunciamento da ministra Cármen Lúcia, presidente do TSE, que classificou a situação como inadmissível.

    De acordo com a nota oficial, Vera Lúcia foi barrada ao tentar ingressar no evento, teve suas credenciais questionadas e foi submetida a espera por cerca de 15 minutos até que alguém confirmasse sua identidade e participação. Mesmo identificando-se como ministra substituta e palestrante convidada, sua entrada só foi autorizada após intervenção de terceiros.

    O MIR classificou o episódio como uma manifestação clara e grave de racismo institucional. “Barrar pessoas negras nos espaços, especialmente os de poder, é uma das manifestações mais comuns e perversas do racismo, que impõe tratamentos desiguais baseados na cor da pele. Racismo é crime”, afirma o texto.

    A pasta prestou apoio e solidariedade irrestritos à ministra Vera Lúcia e destacou a importância da denúncia pública feita por Cármen Lúcia. O Ministério informou que acompanhará as investigações sobre o caso, conduzidas pela Comissão de Ética da Presidência da República e pela Advocacia-Geral da União (AGU).

    O MIR também reiterou o compromisso com a formulação e implementação de políticas públicas voltadas à igualdade racial, afirmando que o combate ao racismo deve ser uma responsabilidade de todo o Estado e da sociedade. “Seguiremos desenvolvendo ações promotoras de direitos e igualdade racial, para construir mudanças objetivas e simbólicas aquelas que alteram o imaginário das pessoas em busca de um país com mais oportunidades e dignidade para todas e todos”, conclui a nota.

  • Câmara aprova novas carreiras e reajustes para servidores federais

    Câmara aprova novas carreiras e reajustes para servidores federais

    A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (21) o projeto de lei 1466/2025, de autoria do Poder Executivo. A proposta cria novas carreiras, promove reajustes salariais, transforma cargos efetivos e altera regras de gratificações e aposentadoria. O texto seguirá ao Senado.

    CVM, Justiça e Desenvolvimento Socioeconômico ganham novas carreiras específicas.

    CVM, Justiça e Desenvolvimento Socioeconômico ganham novas carreiras específicas.Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

    Reestruturação de cargos

    O projeto cria a Carreira de Desenvolvimento Socioeconômico, a Carreira de Desenvolvimento das Políticas de Justiça e Defesa e a Carreira de Fiscalização da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). De acordo com o governo federal, o objetivo é “tornar os cargos mais atrativos e capazes de reter profissionais qualificados, além de aprimorar a gestão dos próprios órgãos e entidades”.

    O Executivo também defende que a nova carreira da CVM “possibilitará a racionalização da estrutura das carreiras já existentes”, com melhor alocação de pessoal. Para as Instituições Federais de Ensino, serão criados dois novos cargos, a fim de adequar os quadros às demandas atuais.

    Cargos efetivos vagos serão transformados em novas posições, cargos em comissão e funções de confiança. O governo afirma que a medida “é necessária para a expansão da atuação de determinadas unidades administrativas” e que serão extintos cargos que “não atenderiam mais às necessidades da Administração”.

    Reajustes, gratificações e lotações

    O texto promove reajustes remuneratórios para servidores e empregados públicos do Executivo federal. Os percentuais foram definidos em processos de negociação com as categorias e “levaram em consideração parâmetros e diretrizes de governo, questões atinentes à política remuneratória e os limites fiscais e financeiros existentes”.

    O relator, deputado Luiz Gastão (PSD-CE), afirmou que a medida “irá atrair e reter talentos-chave na Administração Pública federal”, além de promover a “racionalização, simplificação e padronização das diferentes carreiras e de sua estrutura remuneratória”.

    O relator também apresentou emenda prevendo que servidores como Administradores, Contadores e Técnicos de Nível Superior terão lotação no Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, com exercício descentralizado em órgãos da administração direta voltados à gestão administrativa.

    Outro ponto incluído trata da remissão de valores recebidos por servidores a título de indenização por atuação em áreas estratégicas. A proposta assegura que não será exigida a devolução das quantias, desde que tenham sido recebidas de boa-fé e com base em normas vigentes à época.

    Previdência e impacto orçamentário

    O projeto padroniza regras para a incorporação de gratificações de desempenho na aposentadoria e atualiza referências legais sobre o abono de permanência. Também permite que a indicação de membros dos conselhos das entidades fechadas de previdência complementar dos servidores seja delegada no âmbito de cada Poder, o que, para o Executivo, “visa desburocratizar e dar celeridade ao referido processo”.

    De acordo com estimativas do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, o impacto orçamentário será de R$ 17,99 bilhões em 2025, R$ 26,76 bilhões em 2026 e R$ 29,17 bilhões em 2027. O relator informou que os valores estão contemplados na Lei Orçamentária de 2025 e que a efetivação dos novos cargos dependerá de regulamentação específica e de ateste orçamentário prévio.

  • Padre Patrick Fernandes fala na CPI das Bets

    Padre Patrick Fernandes fala na CPI das Bets

    O padre Patrick Fernandes participa nesta quarta-feira (21) de audiência na CPI das Bets, no Senado. Conhecido por seus vídeos com mensagens de fé e humor, o influenciador foi convidado após publicar nas redes sociais que gostaria de depor. Ele afirmou já ter recebido propostas para promover casas de apostas – todas recusadas – e relatou os efeitos do vício em jogos entre fiéis e seguidores.

    Assista à audiência ao vivo:

    A comissão investiga a relação entre apostas online e crimes como lavagem de dinheiro, além da atuação de influenciadores no setor. O depoimento de Patrick trata dos impactos emocionais e familiares do vício em apostas.

    Arte Congresso em Foco

  • CCJ aprova fim da reeleição com redução do mandato de senador

    CCJ aprova fim da reeleição com redução do mandato de senador

    A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado aprovou, nesta quarta-feira (21), uma proposta de emenda à Constituição (PEC) que altera o sistema político-eleitoral brasileiro. A medida extingue a possibilidade de reeleição para presidente, governador e prefeito, amplia os mandatos políticos e unifica todas as eleições, que passarão a ocorrer a cada cinco anos a partir de 2034.

    Em uma reviravolta, a CCJ recuou da ideia de aumentar o mandato dos senadores de oito para dez anos e, em vez disso, aprovou sua redução para cinco anos. Para viabilizar a unificação dos pleitos, o período no Senado precisaria ser de cinco ou dez anos. As novas regras não valerão para políticos atualmente no exercício do mandato e seguirão um cronograma de transição (veja mais abaixo).

    Carlos Portinho: mandato de dez anos seria jabuticaba brasileira.

    Carlos Portinho: mandato de dez anos seria jabuticaba brasileira.Jefferson Rudy/Agência Senado

    De autoria do senador Jorge Kajuru (PSB-GO), a PEC 12/2022 foi relatada por Marcelo Castro (MDB-PI) e aprovada com substitutivo. O texto ainda será analisado pelo plenário do Senado e, depois, pela Câmara dos Deputados. Ao final da reunião, Kajuru reivindicou que a emenda constitucional leve o seu nome.

    Inicialmente, o relator rejeitou todas as emendas e manteve a proposta de mandato de dez anos para senadores. No entanto, após pressão de parlamentares como Carlos Portinho (PL-RJ) e Eduardo Girão (Novo-CE), a comissão reviu o texto-base e aprovou a redução para cinco anos. “Em nenhum lugar do mundo o mandato de senador é de dez anos. Será uma jabuticaba brasileira”, criticou Portinho. Segundo ele, uma década seria um tempo excessivo.

    Castro reconheceu que o tema era polêmico e se mostrou disposto a discutir o parecer. Ainda assim, citou exemplos internacionais para justificar sua posição: “Há uma regra universal de que o mandato de senador é maior do que o de deputado”. Segundo o relator, apenas a Itália adota mandatos de cinco anos tanto para deputados quanto senadores. Já na Alemanha e no Canadá, os senadores podem permanecer por tempo indeterminado por serem indicados pelos estados.

    Entenda as mudanças aprovadas

    • Fim da reeleição para cargos do Executivo

    Quem é afetado: Presidentes da República, governadores e prefeitos.

    Nova regra: Quem ocupar o cargo, ou tiver substituído o titular nos seis meses anteriores à eleição, fica inelegível para o mesmo cargo no período seguinte.

    Transição:

    Prefeitos eleitos em 2024 e presidentes/governadores eleitos em 2026 ainda poderão se reeleger.

    A proibição total começa a valer para os eleitos a partir de 2028 (prefeitos) e 2030 (governadores e presidente)

    • Unificação das eleições

    As eleições municipais, estaduais e federais passarão a ocorrer em uma única data, a cada cinco anos.

    A medida elimina o atual modelo de eleições a cada dois anos, intercalando pleitos nacionais e municipais.

    • Mandatos ampliados para cinco anos

    Presidente da República

    Governadores e prefeitos

    Deputados federais, estaduais e distritais

    Vereadores

    • Mandatos reduzidos para cinco anos

    Senadores (com renovação de um terço e dois terços a cada cinco anos)

    • Regras de transição

    Para garantir uma transição gradual e juridicamente segura, o texto propõe:

    Prefeitos e vereadores eleitos em 2028: mandato excepcional de 6 anos.

    Senadores eleitos em 2026: 8 anos de mandato; em 2030, 9 anos; em 2034, 10 anos.

    Presidentes, governadores e deputados eleitos em 2026 e 2030: 4 anos de mandato; em 2034, passam a ter 5 anos.

    • Outras mudanças importantes

    Mesa das Casas Legislativas (Câmara e Senado): mandato de três anos na primeira parte da legislatura e dois na segunda, sem reeleição para o mesmo cargo consecutivo.

    Posse presidencial: passa a ocorrer no dia 5 de janeiro, e a dos governadores em 6 de janeiro.

    Entre os principais argumentos usados pelo relator em favor da proposta, estão:

    • Desestímulo ao uso da máquina pública para fins eleitorais.
    • Economia com eleições e campanhas.
    • Renovação política mais frequente, sem que governantes usem o cargo para buscar reeleição.
    • Maior clareza para o eleitorado, com todas as escolhas políticas feitas de uma só vez.

    A proposta segue agora para o plenário do Senado, onde precisará do apoio de 49 dos 81 senadores em dois turnos. Se aprovada, será encaminhada à Câmara dos Deputados, onde também deverá ser aprovada em dois turnos por 3/5 dos parlamentares.

  • Padre Patrick critica influenciadores em CPI das Bets: “Não jogam”

    Padre Patrick critica influenciadores em CPI das Bets: “Não jogam”

    O padre Patrick Fernandes abriu o seu depoimento à CPI das Bets nesta quarta-feira (21) com uma crítica a outros influenciadores online. Segundo ele, as celebridades contratadas por empresas de apostas não são realmente usuários dos aplicativos de bets.

    Patrick, que tem mais de seis milhões de seguidores no Instagram, diz já ter recusado ofertas de empresas de apostas online. O padre está na CPI por iniciativa própria, após se oferecer para depor na comissão com base na própria experiência com o assunto. Outros influenciadores, como a empresária Virgínia Fonseca, foram chamados ao colegiado para explicar contratos de divulgação com as empresas de bets.

    “Essas pessoas, que divulgam esses jogos, eles não jogam isso. Eles ganham, eles faturam”, disse o padre na sua fala inicial. Depois, em resposta a questionamento do senador Izalci (PL-DF), disse que “o máximo que eles vão jogar é nesses cassinos no exterior”.

    “Quem está ficando rico, com certeza, é quem está divulgando”, comentou. “Porque se paga muito”.

    Patrick também relata que, como padre, vem recebendo cada vez mais depoimentos de pessoas envolvidas com o vício em jogo. “Nos últimos tempos, eu tenho percebido que muitas pessoas nos procuram, as famílias, para partilhar situações com essas. Famílias destruídas por conta de jogo”, afirmou.

    Arte Congresso em Foco

    CPI atrasou

    O depoimento começou com quase 50 minutos de atraso. A senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS), na abertura da sessão, disse que isso se deu pela falta de quórum – número mínimo de senadores presentes.

    “Finalmente deram presença para a gente ter quórum. Milagre do padre Patrick”, comentou depois que a sessão começou. “Forças ocultas atuam aqui, e é difícil a gente lidar com tamanho poder”.

  • Padre relata já ter recusado oferta de R$ 560 mil para divulgar bets

    Padre relata já ter recusado oferta de R$ 560 mil para divulgar bets

    O padre Patrick Fernandes afirmou à CPI das Bets que já recusou uma oferta de R$ 560 mil para divulgar uma empresa de apostas online. O número foi citado em audiência da comissão nesta quarta-feira (21).

    O padre Patrick Fernandes em sessão da CPI das Bets.

    O padre Patrick Fernandes em sessão da CPI das Bets.Lula Marques/Agência Brasil

    Patrick relatou que a oferta veio há alguns anos. “Neste início [perto da época da pandemia], algumas plataformas me procuraram”, explicou. Segundo ela, uma plataforma ofereceu “naquela época, que foi bem no início, que eu acho que eu não tinha 1 milhão de seguidores no Instagram, R$ 560 mil”.

    O influenciador está na comissão na condição de convidado. O depoimento acontece após o próprio padre Patrick se oferecer para falar à comissão. Na sessão, além de falar da relação do setor de bets com influenciadores, Patrick relatou os efeitos do jogo que vem presenciando na condição de padre, com famílias “destruídas pelo jogo”.

    Hoje, Patrick tem 6,6 milhões de seguidores no Instagram. O padre, porém, diz que nunca fez esse tipo de divulgação por não concordar com a atividade e, por isso, não costuma receber outras ofertas do setor. “Ali eu não aceitei, e pronto. Sempre chega, tem agência que cuida disso, e eles já sabem, nem passam para mim porque sabem que eu não vou aceitar”.

    O influenciador diz ainda que “toda cidade tem alguém divulgando jogo”. Segundo ele, há perfis “aliciadores” online buscando e entrando em contato com potenciais divulgadores de grande projeção nas redes.

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  • CCJ aprova laudo mais detalhado para concessão de benefício do INSS

    CCJ aprova laudo mais detalhado para concessão de benefício do INSS

    A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (21), o projeto que obriga o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) a emitir laudos médicos mais detalhados para a concessão ou prorrogação de benefícios, como o auxílio-doença e o auxílio por incapacidade temporária.

    Perícia médica do INSS será mais detalhada e poderá ser questionada por empresas, conforme nova proposta aprovada na Câmara.

    Perícia médica do INSS será mais detalhada e poderá ser questionada por empresas, conforme nova proposta aprovada na Câmara.Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

    A proposta aprovada é um substitutivo ao projeto de lei 5773/2019, de autoria do deputado Afonso Motta (PDT-RS). A relatora, deputada Fernanda Pessoa (União-CE), afirmou que o objetivo é resolver conflitos entre peritos do INSS e médicos do trabalho das empresas quanto à capacidade do empregado de retornar ao trabalho após o fim do benefício.

    O texto amplia o direito de recurso, hoje restrito ao segurado. Além disso, também assegura ao empregador o direito de contestar a decisão pericial judicialmente, inclusive nos casos de concessão ou reativação do benefício por incapacidade temporária. Caso vire lei, o empregador poderá contestar o resultado da perícia, tanto na esfera administrativa quanto judicial.

    O laudo do INSS deverá conter informações como nome completo do segurado, vínculo entre a doença e a atividade profissional, aptidão ou não para o retorno ao trabalho, número de dias de afastamento, orientações em linguagem acessível e detalhes sobre como apresentar recurso. O documento também deverá ser assinado pelo perito, com nome e número de matrícula.

    Por tramitar em caráter conclusivo, o projeto seguirá para o Senado, a menos que haja recurso para análise no plenário da Câmara.