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  • Ministério da Saúde disponibiliza carretas do Agora Tem Especialistas para reforçar o atendimento às vítimas das chuvas em MG

    Ministério da Saúde disponibiliza carretas do Agora Tem Especialistas para reforçar o atendimento às vítimas das chuvas em MG

    O Ministério da Saúde colocou à disposição as carretas do programa Agora Tem Especialistas para reforçar o atendimento nas fases de recuperação e reconstrução dos serviços de saúde afetados pelas fortes chuvas na Zona da Mata mineira. O anúncio foi feito nesta terça-feira (24), em Juiz de Fora (MG), pelo ministro em exercício da Saúde, Adriano Massuda, que esteve na região para acompanhar de perto a situação nas áreas mais afetadas e anunciar medidas emergenciais.

    “No processo de recuperação, vamos colocar à disposição as carretas do Agora Tem Especialistas, que oferecem atendimento especializado à população e são fundamentais neste momento. Sabemos que o funcionamento da rede assistencial é afetado, e o suporte para ampliar a oferta de serviços é essencial. Todos esses recursos serão disponibilizados pelo Ministério da Saúde”, afirmou Adriano Massuda.

    Equipadas com insumos hospitalares e infraestrutura apropriada para exames de imagem, como tomografia e ultrassonografia, as carretas darão suporte às equipes de saúde que já estão no local para realizar os atendimentos adequados às vítimas das chuvas.

    Durante coletiva à imprensa, Adriano Massuda afirmou que, assim que o ministro Alexandre Padilha, que está em missão na Índia e na Coreia do Sul, tomou conhecimento da gravidade do cenário, determinou o acionamento imediato da Força Nacional do SUS (FNS). “A população afetada aqui em Juiz de Fora e nas demais cidades atingidas pode ter a certeza de que não faltarão recursos financeiros, físicos, profissionais e técnicos para apoiar a recuperação e a reconstrução das áreas da saúde que foram danificadas”, declarou.

    O ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Goes, que também está na região e participou da coletiva, reforçou a atuação do Governo Federal. “Estamos aqui com a Força Nacional do SUS, o Secretário Nacional de Defesa Civil e equipes do Desenvolvimento Social, da Casa Civil e de Minas e Energia.

    O Governo Federal respeita as necessidades identificadas pelas autoridades locais. Se for preciso enviar mais técnicos, profissionais ou equipamentos, ampliaremos a estrutura
    conforme a demanda”, afirmou.

    Plano de contingência e apoios assistencial e financeiro

    A Força Nacional do SUS e o Departamento de Emergências em Saúde Pública já foram mobilizados e estão enviando 20 profissionais à região, entre médicos, enfermeiros, psicólogos e especialistas em logística.

    Além disso, a pasta orientou os gestores locais a solicitarem recursos emergenciais, bem como kits de medicamentos e insumos estratégicos, conforme o disposto nas Portarias GM/MS n°874/2021 e GM/MS n°7.874/2025, assegurando agilidade no repasse de recursos e no fortalecimento da resposta assistencial.

    O Ministério da Saúde também disponibilizou recursos financeiros para o custeio das ações de resposta a emergência após o decreto de situação de calamidade. Os valores poderão ser utilizados para garantir a continuidade dos atendimentos e ampliar a capacidade de resposta do sistema de saúde.

    Agora Tem Especialistas em situações de emergência

    A mobilização das carretas de saúde para atendimento direto nas áreas atingidas segue um modelo já utilizado pelo Ministério da Saúde em situações de desastre. Em novembro do ano passado, a mesma estratégia foi adotada com sucesso em Rio Bonito do Iguaçu, no Paraná, após um tornado devastar cerca de 90% do município e impactar mais de 10 mil moradores.

    Na ocasião, estruturas do programa Agora Tem Especialistas foram instaladas rapidamente para recompor a capacidade assistencial local e garantir presença contínua do SUS em uma cidade profundamente afetada. Cada unidade contou com três consultórios equipados com desfibrilador, eletrocardiograma, computadores, impressoras e insumos para atendimentos diários. A população teve acesso a consultas médicas e de enfermagem, vacinação, atendimento psicológico, curativos, distribuição de medicamentos e pequenas cirurgias.

    Julianna Valença
    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde envia Força Nacional do SUS para apoiar resposta às chuvas intensas em Minas Gerais

    Ministério da Saúde envia Força Nacional do SUS para apoiar resposta às chuvas intensas em Minas Gerais

    O ministro em exercício da Saúde, Adriano Massuda, e o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, embarcaram nesta terça-feira (24) para Juiz de Fora e Ubá, com o objetivo de acompanhar a situação nas áreas mais afetadas pelas chuvas intensas que atingiram a Zona da Mata mineira. O Ministério da Saúde iniciou, de forma imediata, a mobilização da Força Nacional do Sistema Único de Saúde (FN-SUS) e do Departamento de Emergências em Saúde Pública, com o envio de 20 profissionais à região, entre médicos, enfermeiros, psicólogos e especialistas em logística.

    O trabalho das equipes inclui desde o apoio à gestão municipal até a assistência direta à população, com ênfase no cuidado em saúde mental das pessoas afetadas e dos profissionais do SUS que atuam na linha de frente. Os profissionais também darão início à montagem do Comando de Operações de Emergência em Saúde (COE-Saúde).

    Além disso, o Ministério da Saúde orientou os gestores locais a solicitarem recursos emergenciais, bem como kits de medicamentos e insumos estratégicos, conforme o disposto nas Portarias GM/MS nº 874/2021 e GM/MS nº 7.874/2025, assegurando agilidade no repasse de recursos e no fortalecimento da resposta assistencial.

    Já houve o reconhecimento, pelo Governo Federal, do estado de calamidade em Juiz de Fora, cuja publicação no Diário Oficial ocorrerá ainda hoje. Até o momento, foram confirmados 23 óbitos, além de mais de 40 pessoas desaparecidas e aproximadamente 440 desabrigadas.

    Situação nos municípios

    Em Juiz de Fora, as chuvas intensas provocaram alagamentos, deslizamentos, desabamentos e interrupção de serviços essenciais. Hospitais e unidades de emergência seguem operando, com destaque para o Hospital de Pronto Socorro Dr. Mozart Teixeira, que concentra parte dos atendimentos às vítimas. Diante da gravidade do cenário, o município decretou estado de calamidade pública por 180 dias.

    No município de Ubá, a rede de saúde sofreu danos significativos, com comprometimento da Farmácia de Minas, da farmácia municipal e de uma policlínica/Unidade Básica de Saúde. Há ainda restrições severas de acesso viário, com apenas uma rota liberada, além de interrupção no abastecimento de água, o que levou à mobilização de ações emergenciais para fornecimento de hipoclorito à população. 

    Nicole Borges
    Ministério da Saúde

  • Saúde realiza acolhimento dos membros da Instância Nacional de Ética em Pesquisa para início das atividades

    O Ministério da Saúde iniciou, nesta terça-feira (24), a integração dos membros da Instância Nacional de Ética em Pesquisa (Inaep), responsável por orientar e fiscalizar a aplicação da ética em pesquisas com seres humanos no Brasil. O colegiado é composto por 36 membros, sendo 18 titulares e 18 suplentes, representando mais um marco de desenvolvimento científico no país por meio da Lei de Pesquisa Clínica, regulamentada pelo governo federal em 2025. 

    No encontro, foi realizada a integração institucional das atividades a serem desenvolvidas pelo comitê, incluindo o estabelecimento de normas para as pesquisas; o credenciamento dos Comitês de Ética em Pesquisa (CEPs) e o monitoramento do trabalho executado por esses colegiados; além da garantia de segurança e transparência aos participantes de todos os estudos.

    O comitê é plural e conta com representantes indicados pelo Ministério da Saúde, pelo Conselho Nacional de Saúde (CNS), pelos Ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e da Educação (MEC), pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e pelo Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap).

    “A Inaep é fundamental para fortalecer e proteger cada vez mais os participantes de pesquisas no país, garantindo a integração do Brasil aos esforços globais de produção de conhecimento, ciência e inovação na área da saúde. Com esse avanço, também é possível assegurar maior soberania tecnológica ao país e ampliar o acesso da população brasileira à saúde”, disse a secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde do Ministério da Saúde, Fernanda De Negri, durante participação na mesa de abertura. 

    A Inaep também contará com outros 15 membros especialistas que serão selecionados por meio de edital público, que será lançado pela própria Instância ainda esse ano. Serão considerados critérios que promovam a diversidade regional, étnico-racial e interdisciplinaridade, além de contar a experiência em CEPs.  

    Lei da Pesquisa Clínica e atuação dos CEPs 

    Em outubro de 2025, o Governo Federal regulamentou a Lei da Pesquisa Clínica, um marco para o desenvolvimento científico e para a saúde no Brasil. A legislação traz mais segurança jurídica, atrairá investimentos em inovação e impulsionará um setor estratégico para o desenvolvimento científico e industrial do país, ao mesmo tempo em que fortalece a segurança e a proteção dos participantes, garantindo que os avanços ocorram de forma ética e responsável. 

    A regulamentação coloca o Brasil em sintonia com modelos internacionais, com expectativa de dobrar o número de estudos clínicos realizados no Brasil, que registrou 254 pesquisas em 2024. 

    Nesse contexto, os Comitês de Ética em Pesquisa atuam na análise prévia dos estudos, considerando aspectos como a proteção da dignidade, da segurança e do bem-estar do participante da pesquisa; o incentivo ao desenvolvimento técnico-científico, à independência, transparência e publicidade; a eficiência e agilidade na análise e na emissão de parecer; o controle social, com a participação de representante dos participantes da pesquisa; e o respeito às boas práticas clínicas. 

    Com a regulamentação, os CEPs passaram a ser organizados em dois níveis: credenciados (para estudos de baixo e médio risco) e acreditados (para todos os níveis de risco).  

    Ana Freitas
    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde visita referências globais em biotecnologia e produção de medicamentos na Coreia do Sul

    Ministério da Saúde visita referências globais em biotecnologia e produção de medicamentos na Coreia do Sul

    O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, cumpriu mais um dia de agenda oficial na Coreia do Sul com foco na busca por inovação e fortalecimento da produção de medicamentos biológicos no Brasil. Nesta terça-feira (24/2), ele visitou as empresas Samsung Bioepis e Samsung Biologics, referências globais em biotecnologia e fabricação de medicamentos biológicos.

    Durante a agenda, o ministro conheceu as instalações das duas companhias e discutiu possibilidades de cooperação tecnológica, transferência de conhecimento e ampliação da capacidade produtiva — pontos estratégicos para o fortalecimento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde no Brasil, que vem sendo retomado a partir deste governo, garantindo o abastecimento de fármacos, promovendo a transferência de tecnologia e ampliando a autonomia produtiva nacional.

    “O Brasil tem aproveitado cada vez mais as portas que se abrem no mundo a partir da ação do presidente Lula para reduzir qualquer dependência na produção de medicamentos e tecnologias em saúde. Não queremos ficar dependentes de apenas um país ou de uma única região do mundo; queremos diversificar parcerias para produzir cada vez mais no Brasil e, com isso, cuidar da nossa população com mais segurança. Essa estratégia também pode ampliar o número de produtores desses medicamentos, contribuindo para reduzir preços, baixar custos e aumentar o acesso da população”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

    Na visita à Samsung Bioepis, o chefe da Pasta acompanhou de perto o desenvolvimento e a comercialização de biossimilares, estratégia que tem como objetivo ampliar o acesso a medicamentos biológicos com mais qualidade e menor custo.

    A empresa atua em áreas terapêuticas como imunologia, oncologia, oftalmologia, hematologia, nefrologia e endocrinologia, além de expandir sua atuação para terapias gênicas e antibody-drug conjugates (ADCs) voltados ao tratamento de doenças raras. Atualmente, a companhia desenvolveu 12 biossimilares, dos quais 11 já foram aprovados em diferentes áreas terapêuticas, além de contar com 9 produtos lançados em mais de 40 países. Segundo dados acumulados de 2024–2025, essa atuação possibilitou o acesso a tratamento para mais de 508 mil pacientes.

    Já na Samsung Biologics, reconhecida como a maior CDMO (Contract Development and Manufacturing Organization) do mundo em capacidade de manufatura, Padilha conheceu a estrutura que lidera globalmente em volume de biorreatores. A empresa oferece serviços integrados de desenvolvimento e produção de medicamentos biológicos, com atuação end-to-end.

    Entre os destaques estão mais de 425 aprovações regulatórias globais; o foco em modalidades avançadas, como anticorpos multiespecíficos, proteínas de fusão, ADCs e mRNA; e a expansão para novas frentes, como terapias celulares e gênicas e o uso de organoides.

    Mais tecnologia para otimizar os diagnósticos

    O ministro também foi até o Samsung Medical Center, um dos hospitais mais avançados e reconhecidos da Coreia do Sul, fundado em 1994. A instituição é referência em oncologia, cardiologia, neurologia, transplantes e tratamento de doenças complexas e críticas, combinando tecnologia de ponta com atendimento personalizado e centrado no paciente.

    “É muito importante para o ministério da saúde estabelecer relação com esta instituição. O governo do Brasil está implementando uma rede de hospitais inteligente no país. E com isso vamos estimular que outros hospitais – públicos e privados – adotem essas tecnologias e levem saúde de mais qualidade para as pessoas”, destacou o ministro Padilha.

    Foto: Rafael Nascimento/MS
    Foto: Rafael Nascimento/MS

    O hospital integra inovação à prática clínica por meio de um centro dedicado à convergência entre engenharia biomédica, terapia digital e pesquisas em Alzheimer, além do desenvolvimento de sistemas personalizados de neuromodulação e dispositivos digitais integrados.

    Na área de inteligência artificial, utiliza sistemas de apoio à decisão clínica com análise de imagens — como avaliação de úlceras por pressão, classificação de gravidade e recomendação de curativos —, além de modelos preditivos para estimar a demanda diária de exames e procedimentos, reduzindo filas e otimizando agendamentos. A integração de dados também permite prever doenças e aprimorar a gestão personalizada dos pacientes.

    Em emergência e cuidados críticos, conta com painel centralizado em tempo real para monitoramento de pacientes e alocação de recursos. Na robótica, emprega robôs autônomos para logística hospitalar e plataformas integradas de suporte assistencial.

    A visita permitiu acompanhar como as tecnologias desenvolvidas são aplicadas na prática e efetivas para diminuir o tempo de espera dos pacientes por exames e atendimentos — reforçando que qualidade em saúde exige investimento contínuo em inovação e qualificação profissional.

    Carolina Militão
    Ministério da Saúde

  • Roberto Machado prestigia posse do novo vice-presidente e corregedor do TRE-PE Última atualização: 24/02/2026 às 14:49:00

    O presidente do Tribunal Regional Federal da 5ª Região – TRF5, desembargador federal Roberto Machado, prestigiou, na tarde da última segunda-feira (23/02), a cerimônia de posse do novo vice-presidente e corregedor do Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE), desembargador Erik Simões. A solenidade aconteceu no plenário do TRE-PE e contou com a presença dos desembargadores federais Manoel Erhardt, Paulo Cordeiro – que também é desembargador eleitoral, representando a Justiça Federal no TRE-PE –, Élio Siqueira e Leonardo Carvalho.

    O novo vice-presidente e corregedor do TRE-PE foi eleito pelo Pleno do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) para o biênio de 2026/2028. Desembargador do TJPE desde 2012, Erik Simões é formado em Direito pela Universidade Federal de Pernambuco e é titular da Primeira Câmara de Direito Público do Tribunal.

    Por: Divisão de Comunicação Social TFR5


  • TRF5 e AGU firmam acordos de cooperação para fortalecer mediação e conciliação em casos de subtração de menores e judicialização da saúde Última atualização: 24/02/2026 às 17:13:00

    O Tribunal Regional Federal da 5ª Região – TRF5 e a Advocacia Geral da União (AGU) assinaram dois acordos de cooperação técnica para que sejam priorizados os métodos de mediação e conciliação nos casos envolvendo subtração internacional de menores e judicialização da saúde, com a implementação do projeto “Saúde Mediada na 5ª Região”.  A assinatura foi realizada nesta terça-feira (24/02), na Sala do Conselho de Administração do TRF5.  

    O Acordo de Cooperação Técnica nº 3/2026 tem o objetivo de reduzir a litigiosidade, promover soluções consensuais mais céleres e assegurar a proteção integral de crianças e adolescentes, em consonância com a Convenção da Haia de 1980 e com as diretrizes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O documento estabelece atuação coordenada entre TRF5, Centros Judiciários de Solução Consensual de Conflitos e Cidadania (CEJUSCs) e Advocacia-Geral da União, priorizando a autocomposição, a celeridade processual e o melhor interesse da criança, inclusive com previsão de capacitação especializada de mediadores. 

    Já o Acordo de Cooperação Técnica nº 2/2026 visa a implementar o projeto “Saúde Mediada na 5ª Região”, que institui fluxo de tratamento adequado para demandas judiciais relativas ao fornecimento de medicamentos já incorporados ao Sistema Único de Saúde (SUS) e de responsabilidade da União, priorizando a mediação e a conciliação como instrumentos de desjudicialização. O projeto está alinhado à Política Judiciária de Resolução Adequada das Demandas de Assistência à Saúde do CNJ e ao Plano Nacional de Desjudicialização da Saúde. 

    O presidente do TRF5, desembargador federal Roberto Machado, destacou a relevância dos dois acordos. “Esses dois acordos são de extrema importância, frutos do trabalho da Corregedoria”. Já o desembargador federal Rogério Fialho, que atua como juiz de enlace para a Convenção da Haia na 5ª Região, falou do papel fundamental da mediação e conciliação nos processos que envolvem subtração internacional de menores. “Embora a 5ª Região, dentre as seis, seja a que tem menos processos tratando do tema, especialmente na questão de busca e apreensão dos menores, há alguns casos em tramitação e isso tem demandado toda a atenção do nosso Tribunal. Esse convênio é de especial importância, porque o artigo 2º da Convenção diz que as contratantes devem tomar todas as medidas apropriadas para assegurar a concretização da convenção. E uma das melhores formas de concretizar a Justiça é através dos métodos consensuais de resolução”.  

    O procurador nacional de assuntos internacionais, Boni Soares, também esteve presente ao evento. Para ele, os acordos firmados contribuem para a redução da litigiosidade. “Talvez, uma das melhores formas de desjudicializar conflitos, com pacificação social, é a negociação de acordos. Historicamente, cerca de 18% dos casos são, em todo país, encerrados por meio de acordo. Nos últimos cinco anos, tivemos cerca de 25 acordos negociados que, no universo de casos total, é um número bastante significativo. No caso que envolve uma criança imersa em um ambiente binacional ou com família transnacional, com pais que, provavelmente, viverão em países separados, o acordo é ainda mais necessário para que essa criança mantenha uma convivência familiar mínima”. 

    Saúde Mediada na 5ª Região 

    A coordenadora-regional de saúde da Procuradoria-Regional da União na 5ª Região (PRU5), Heloísa Pinheiro, falou sobre o projeto “Saúde Mediada na 5ª Região”. “Somos pioneiros. Esse é nosso primeiro acordo de cooperação para mediação nas ações que tratam de medicamentos de responsabilidade da União e para conciliações em ações individuais de medicamento, que também são de responsabilidade da União. É algo novo, importante, que o próprio CNJ nos demanda, com a Resolução nº 530”.  

    A solenidade contou, ainda, com a presença da procuradora-geral da União, Clarice Calixto. Para ela, é importante a parceria entre Advocacia Pública e Poder Judiciário. “É um momento de demonstrarmos muito claramente para o Tribunal como a Advocacia Pública entende o papel dos Cejuscs, que têm sido cada vez mais relevantes na redução da litigiosidade efetiva. São dois temas de extrema relevância. De um lado, casos de poucos números (subtração de menores), mas de extrema relevância e delicadeza, uma vez que alguns desses casos têm potencial de se tornarem uma questão diplomática entre os países; do outro, a judicialização da saúde, com a questão da litigância em massa, que pode ser legítima ou abusiva. É importante o olhar especial tanto da Advocacia Pública quanto do Poder Judiciário para distinguir uma coisa da outra e, com muita presteza, entregar o direito onde ele precisa ser entregue”.  

    Por fim, o corregedor-regional da Justiça Federal da 5ª Região, desembargador federal Leonardo Resende, também falou sobre a importância dos dois acordos. “Como é salutar a construção de uma solução consensual, mediada, nessa jurisdição tão sensível, a que envolve a subtração internacional de crianças e adolescentes, sobretudo porque não se tata de uma solução binária, de simplesmente devolver ou não devolver a criança ao país de origem. Há um meio campo muito rico de providências, de soluções intermediárias, que pode ser muito útil para os genitores e, especialmente, para a criança”.  

    Resende também falou sobre o acordo que diz respeito à judicialização da saúde. “O projeto Saúde Mediada vem em um momento muito propício, no contexto de um plano nacional de desjudicialização da saúde. Era um passo a ser dado após esse freio de arrumação que o Supremo Tribunal Federal (STF) estabeleceu com os Temas 6 e 1234. Traz a ideia de que, nesses processos envolvendo medicamentos já dentro da política pública, possamos atuar apenas para aperfeiçoar aquilo em que ela (política pública) eventualmente venha a falhar, como, por exemplo, nos casos de desabastecimento”.  

    Também estiveram presentes à reunião, os juízes federais auxiliares da Presidência e da Corregedoria do TRF5, Alcides Saldanha e Thiago Mesquita, respectivamente; a procuradora-regional da União na 5ª Região, Maria Carolina Scheidegger; a procuradora nacional de políticas públicas, Cristiane Curto; a advogada da União Emília Oliveira; e a servidora do Gabinete da Corregedoria, Bruna Arruda.  

    Por: Divisão de Comunicação Social do TRF5


  • TRF5 autoriza importação e cultivo de Cannabis sativa para fins medicinais Última atualização: 24/02/2026 às 11:07:00

    A Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região – TRF5 confirmou, por unanimidade, a sentença da 13ª Vara Federal de Pernambuco, que concedeu habeas corpus a um paciente para importação e cultivo de Cannabis sativa para fins medicinais. A decisão permite a importação de sementes, o cultivo domiciliar, o uso, o porte, o transporte e a produção artesanal de derivados da planta, exclusivamente para fins terapêuticos e de uso próprio.

    De acordo com os autos, o paciente já tinha autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para importar produtos à base do vegetal, em razão de ser pessoa diagnosticada com Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG), que causa depressão recorrente, distúrbio do sono e dor crônica. Essas enfermidades foram diagnosticadas e estão sendo acompanhadas por profissionais médicos(as), com indicação do uso do óleo de cannabis para tratamento.

    Para o relator do caso, desembargador federal Élio Siqueira, diante dos altos custos da medicação importada e considerando que o Estado ainda não fornece os medicamentos necessários ao tratamento do paciente, negar o pedido de cultivo caseiro da planta para a extração de óleo medicinal representaria negar o direito à saúde.

    O magistrado também destacou que o Brasil é signatário da Convenção Única de Entorpecentes de 1961, das Nações Unidas, que excepciona o uso da cannabis para fins médicos e científicos, desde que sob controle e supervisão direta do país-membro. Além disso, a conduta de cultivar artesanalmente a cannabis para extração do óleo medicinal, com prescrição médica, não contraria a Lei Antidrogas por não apresentar qualquer lesividade social, uma vez que o cultivo da espécie se destina apenas para fins terapêuticos.

    “A proteção constitucional à saúde impõe medidas eficazes na promoção do bem-estar. No caso analisado, uma vez preenchidos os fundamentos fáticos e jurídicos para a concessão da ordem, somente através do respectivo salvo-conduto se pode assegurar ao paciente a garantia constitucional do direito à saúde, sem que ele venha a ser surpreendido com a adoção, por parte das autoridades policiais e/ou judiciais, de qualquer medida que possa atentar contra sua liberdade de locomoção”, concluiu o relator.

    Processo nº 0813701-71.2025.4.05.8300

    Por: Divisão de Comunicação Social TFR5


  • Academia da Saúde: Ministério da Saúde amplia custeio do programa em até 233% e inclui novas categorias profissionais

    O Ministério da Saúde atualizou as normas do Programa Academia da Saúde (PAS) e redefiniu os investimentos federais para a iniciativa, que podem aumentar em até 233%. O custeio mensal era de R$ 3 mil por estabelecimento e, a partir de agora, os serviços passam a contar com três modalidades de financiamento: R$ 5 mil (Estratégica), R$ 7,5 mil (Complementar) e R$ 10 mil (Ampliada), a depender da composição profissional e carga horária mínima individual.

    “As mudanças garantem maior sustentabilidade financeira, qualificação do programa e ampliação do acesso da população às ações de promoção da saúde. A Academia da Saúde se consolida como estratégia fundamental para a promoção do cuidado nos territórios”, ressalta a coordenadora de Práticas Corporais e Atividade Física na Atenção Primária à Saúde, Laura Iumi Nobre Ota.

    Além do novo modelo de financiamento, também foram incluídas novas categorias profissionais no programa: enfermeiros, farmacêuticos, técnicos de enfermagem, médico geriatra, médico fisiatra e médico acupunturista. Atualmente, o Brasil conta com 1.772 Academias da Saúde, e a expectativa é credenciar mais 300 novos serviços até o final de 2026.

    O custeio mensal das equipes é definido de acordo com as modalidades: Estratégica (um ou mais profissionais com a soma da carga horária mínima de 40h semanais); Complementar (dois ou mais profissionais devem somar, no mínimo, 60h semanais); e Ampliada (a soma da carga horária mínima exigida é de 80h semanais, também com dois ou mais profissionais), sendo a carga mínima individual de 20h semanais.

    O Ministério da Saúde também atualizou a lista de equipamentos recomendados para as Academias da Saúde, incluindo itens como multiexercitador, pressão nas pernas, rotação dupla diagonal, rotação vertical, simulador de caminhada, simulador de cavalgada, surf, alongador, esqui e remada sentada, ampliando as possibilidades de vivências corporais aos usuários e as atividades físicas voltadas à promoção da qualidade de vida da população.

    Fortalecimento da estratégia Viva Mais Brasil

    A expansão da Academia da Saúde é um dos destaques do Viva Mais Brasil, estratégia do Ministério da Saúde voltada à promoção da saúde, prevenção de doenças crônicas e melhoria da qualidade de vida dos brasileiros. Serão investidos R$ 340 milhões em políticas de promoção da saúde, sendo que o PAS receberá R$ 40 milhões a mais ainda em 2026.

    O Viva Mais Brasil conta com 10 compromissos para viver mais e melhor: mais movimento e vida ativa; mais alimentação saudável; menos tabaco e álcool; mais saúde nas escolas; menos doenças crônicas; mais vacinação em todo o Brasil; mais protagonismo e autonomia; mais saúde digital; mais cultura da paz e menos violências; e mais práticas integrativas e complementares.

    Antirracismo e envelhecimento ativo

    A portaria reconhece a Academia da Saúde como um serviço integrado à atenção primária à saúde (APS) — e não apenas como estrutura física. O texto incorpora práticas antirracistas e envelhecimento ativo como novos eixos do programa, a serem desenvolvidas de acordo com as realidades locais. Além disso, incluem a educação popular em saúde e a equidade como princípios orientadores.

    Com a norma, a abordagem da promoção da saúde, no contexto da Academia da Saúde, passa a se alinhar às políticas estratégicas e transversais, como a Política Nacional de Alimentação e Nutrição (Pnan), a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS (PNPIC), a Política Nacional de Educação Popular em Saúde (Pneps) e a Política Nacional de Saúde Integral da População Negra (PNSIPN).

    O que é o Programa Academia da Saúde

    O PAS é uma das principais estratégias da APS para promoção da saúde e de modos de vida saudáveis. Para além da oferta de Práticas Corporais e atividades físicas, o programa fomenta diferentes dimensões do cuidado, articuladas aos seus eixos, adaptadas à gestão local e às necessidades do território. Entre as iniciativas ofertadas, podem estar incluídas aulas de dança, capoeira, yoga, auriculoterapia, oficinas temáticas, atividade física adaptadas às pessoas com deficiência, natação, hortas comunitárias, palestras e rodas de conversa, entre outras ações, inclusive em articulação com estratégias e programas da APS, como eMulti e PSE.

    Como receber recursos do programa

    Para receber o incentivo financeiro federal do PAS, os gestores municipais e do Distrito Federal devem solicitar o credenciamento por meio do sistema Gerencia APS, disponível no portal e-Gestor. Os estabelecimentos já credenciados não precisarão submeter novo pedido de credenciamento, uma vez que a migração para o novo formato ocorrerá de forma automática. 

    Camila Rocha
    Ministério da Saúde

  • Brasil e Coreia do Sul firmam parcerias estratégicas no valor de R$ 1,1 bilhão

    Em missão oficial à Coreia do Sul com o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou da assinatura de três Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDPs) destinadas à produção nacional de medicamentos estratégicos — bevacizumabe, eculizumabe e aflibercepte — contemplando transferência de tecnologia e internalização da fabricação no Brasil. A iniciativa representa investimento estimado de até R$ 1,104 bilhão no primeiro ano por parte do Ministério da Saúde.

    A medida amplia a capacidade produtiva nacional de produtos e insumos essenciais à saúde pública, fortalece a soberania produtiva do país, reduz vulnerabilidades do SUS diante de oscilações do mercado internacional e diminui o risco de desabastecimento. Além disso, estimula o desenvolvimento tecnológico, a geração de empregos e renda no Brasil e amplia o acesso da população a terapias de alto custo.

    Alexandre Padilha, cumpre missão oficial na Coreia do Sul entre os dias 22 e 25 de fevereiro, em Seul, com agenda voltada a reuniões ministeriais e empresariais estratégicas, além de visitas técnicas nas áreas de saúde, ciência, tecnologia e inovação.

    As PDPs foram assinadas durante Encontro Empresarial Brasil–Coreia do Sul, organizado pela ApexBrasil. Na ocasião, o ministro brasileiro reforçou a importância de transformar em resultados concretos os anos de parceria e amizade entre os países. “As parcerias firmadas têm um significado muito relevante. Representam a transferência de tecnologia, a produção local no Brasil, o fortalecimento da base industrial nacional e a redução de vulnerabilidades do sistema de saúde. Representam também previsibilidade para o setor privado e compromisso de longo prazo do Estado brasileiro”, ressaltou. 

    No caso do aflibercepte, medicamento essencial para o tratamento da degeneração macular relacionada à idade, a assinatura formaliza o início da produção nacional, que contará com a Fundação Ezequiel Dias (Funed) como parceira pública e com a Bionovis S.A. e a empresa sul-coreana Samsung Bioepis Co., Ltda. como parceiras privadas.

    Também foi formalizada a parceria para iniciar o projeto de fabricação do bevacizumabe, utilizado no tratamento de diversos tipos de câncer e em indicações oftalmológicas. A PDP reúne a Fundação Baiana de Pesquisa, Desenvolvimento, Fornecimento e Distribuição de Medicamentos (Bahiafarma), a Bionovis S.A. e a Samsung Bioepis Co., Ltda.

    Também foi assinada PDP para a transferência de tecnologia voltada à produção no Brasil do eculizumabe, medicamento indicado para o tratamento da Hemoglobinúria Paroxística Noturna (HPN), doença rara que afeta o sistema sanguíneo. Essa parceria também envolve a Bahiafarma, a Bionovis S.A. e a Samsung Bioepis Co., Ltda., contribuindo para o fortalecimento da capacidade produtiva nacional.

    Mais inovação na Saúde 

    Entre os principais instrumentos negociados está o Memorando de Entendimento (MoU) em Saúde firmado entre o Ministério da Saúde do Brasil e o Ministério da Saúde e Bem-Estar da Coreia do Sul. O acordo estabelece bases para cooperação em áreas estratégicas como inovação biomédica e farmacêutica, saúde digital e ecossistemas de dados, excelência clínica, terapias avançadas e fortalecimento da resiliência dos sistemas de saúde e da força de trabalho.

    Como resultado da visita, foram firmados seis novos acordos para produção conjunta de tecnologias em saúde, envolvendo testes diagnósticos, medicamentos biológicos, tratamentos para determinados tipos de câncer e tecnologias voltadas a doenças oftalmológicas. As iniciativas representam avanço tecnológico relevante, fortalecem a capacidade produtiva e inovadora dos dois países e abrem caminho para novas etapas de cooperação.

    “Estamos confiantes de que teremos, em breve, mais empresas coreanas trabalhando com empresas brasileiras, contribuindo para salvar vidas no Brasil e na Coreia do Sul. Outra área fundamental de cooperação com resultados nesta visita é a saúde digital. O Brasil vive uma revolução na saúde digital liderada pelo Presidente Lula e pela sociedade brasileira. Temos muito a aprender com a experiência coreana neste setor”, enfatizou Padilha.

    G20, inovação digital e resiliência climática

    Durante a presidência brasileira do G20, em 2025, foi criada a Coalizão para Produção, Inovação e Acesso a Tecnologias em Saúde, com o objetivo de fortalecer parcerias estruturantes e ampliar a capacidade global de resposta em saúde. A proposta de governança foi apresentada no âmbito da Organização Mundial da Saúde (OMS) e aprovada em reunião realizada na África do Sul, com participação da Coreia do Sul. Os países que formalizam adesão passam a integrar o Comitê Diretor, podendo propor temas prioritários, avaliar projetos e participar da definição estratégica da Coalizão. O Brasil convida formalmente a Coreia a integrar o Comitê antes do encontro que será realizado em março, no Rio de Janeiro, quando serão lançados os primeiros desafios internacionais, com foco inicial em medicamentos oncológicos, além de ações estratégicas para tuberculose e dengue.

    A agenda bilateral também avança na transformação digital em saúde. A Coreia é referência global na modernização do sistema de saúde, com hospitais inteligentes e alto nível de integração tecnológica. O Brasil, por sua vez, está promovendo uma ampla transformação digital no SUS e propõe ampliar a cooperação técnica, com intercâmbio de equipes, aproximação das áreas de saúde digital dos dois ministérios e parcerias para apoiar a construção de um novo modelo de hospitais inteligentes no país.

    “Queremos mais investimento, mais inovação, mais produção local e mais cooperação regulatória. Temos marcos legais, instrumentos de financiamento, mercado, escala e instituições sólidas. A saúde será um dos grandes motores do desenvolvimento econômico nas próximas décadas. Brasil e Coreia do Sul têm todas as condições de liderar esse processo juntos, de forma equilibrada, sustentável e benéfica para nossas populações”, enfatizou Padilha.

    Outro eixo estratégico é a resiliência dos sistemas de saúde frente às mudanças climáticas. Tanto Brasil quanto Coreia enfrentam eventos extremos, como ondas de calor, secas, enchentes e incêndios florestais, que impactam diretamente a saúde da população. Na COP30, o Brasil lançou o programa AdaptaSUS, já apoiado por mais de 80 instituições e países, com foco na construção de estruturas de saúde mais resilientes. A proposta é ampliar a cooperação nessa agenda, convidar a Coreia a aderir ao Plano Belém e desenvolver iniciativas conjuntas que fortaleçam a capacidade de resposta dos sistemas de saúde diante da crise climática.

    Fiocruz amplia parcerias para diagnóstico no SUS

    A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e as empresas sul-coreanas Optolane Technologies, GenBody e Green Cross Corporation também asssinaram aliança estratégica de longo prazo na área de diagnóstico, dispositivos médicos e química clínica. As iniciativas fortalecem a cooperação tecnológica entre os dois países, com foco na transferência de conhecimentos, internalização de plataformas inovadoras e ampliação da capacidade produtiva nacional, contribuindo para maior autonomia e resposta rápida a emergências em saúde pública.

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    Foto: Rafael Nascimento/MS – Priscila Ferraz Vice-Presidente de Produção e Inovação na Fiocruz, Columbia Women’s Leadership Network

    A Optolane mantém cooperação com a Fiocruz desde 2022 na área de diagnóstico molecular, incluindo plataformas de PCR em tempo real e PCR digital, sendo este o quarto memorando firmado entre as instituições. O novo acordo prevê a incorporação de tecnologia Point of Care (POC) molecular, com multitestes para diversas doenças, incluindo monkeypox, malária, arboviroses (como dengue, zika, chikungunya, oropouche e mayaro) e HTLV, com produtos em fase de registro na Anvisa e em estágio avançado de desenvolvimento.

    A GenBody, que já cooperou com a Fiocruz no fornecimento de testes de Covid-19 e atualmente fornece kits como o combo HIV/Sífilis ao Ministério da Saúde, assinará um Termo de Compromisso para transferência de testes rápidos baseados em fluxo lateral e fluxo vertical, abrangendo doenças como dengue, HIV, sífilis, malária e leptospirose.

    Já a Green Cross Corporation (GC Pharma), uma das maiores biofarmacêuticas da Coreia do Sul, firmará memorando para cooperação tecnológica em kits de diagnóstico, com foco inicial em teste rápido para tuberculose e em triagem de usuários de medicamentos para malária, ampliando a capacidade de resposta do SUS em doenças prioritárias.

    Edjalma Borges e Carolina Militão
    Ministério da Saúde

  • Sindicatos travam a Reforma Administrativa, que perde fôlego em 2026

    Sindicatos travam a Reforma Administrativa, que perde fôlego em 2026

    A Reforma Administrativa, nos moldes propostos na PEC 38/2025, enfrenta resistência crescente e não deve avançar em 2026. A avaliação foi feita pelo deputado federal Pedro Paulo, relator do grupo de trabalho na Câmara dos Deputados, em entrevista ao Jornal de Brasília, em 18 de fevereiro de 2026.

    O parlamentar foi direto ao reconhecer que o governo não demonstra disposição para enfrentar a reação das entidades sindicais. Segundo ele, as chances de o Executivo capitanear a proposta são mínimas, já que não haveria interesse em comprar uma briga com os sindicalistas contrários à reforma. Chegou a afirmar que a própria natureza sindical do núcleo político do governo dificulta o avanço de mudanças mais profundas no serviço público.

    A declaração é reveladora. Ela evidencia que a mobilização sindical deixou de ser apenas um fator de pressão externa e passou a ser elemento estruturante do ambiente político. O debate sobre a Reforma Administrativa não ocorre mais em terreno neutro — ele está condicionado pela capacidade de organização das entidades representativas.

    No dia 20 de outubro, a Marcha Nacional Unificada dos Serviços Públicos contra a Reforma Administrativa reuniu, na Esplanada dos Ministérios, representantes das três esferas da Federação. A mobilização consolidou uma frente ampla em defesa do serviço público e da institucionalidade do Estado brasileiro. A Fenafisco participou ativamente da organização e condução do ato, ao lado de seus sindicatos filiados e de diversas entidades nacionais. O movimento deixou claro que há resistência organizada, técnica e politicamente articulada à PEC 38/2025.

    Os efeitos são mensuráveis. Após a intensificação da mobilização e do diálogo institucional com parlamentares, 36 deputados federais protocolaram requerimentos de retirada de assinatura da proposta, alterando significativamente o ambiente político da matéria. A retirada sucessiva de apoios formais demonstra que a pressão democrática tem impacto real nas decisões do Parlamento.

    Não se trata de defesa corporativa. A PEC 38/2025 propõe mudanças que atingem o núcleo da Administração Pública, ao flexibilizar concursos, relativizar garantias e abrir espaço para vínculos precários. Medidas dessa natureza fragilizam carreiras típicas de Estado e comprometem a continuidade dos serviços essenciais.

    No caso da Administração Tributária, a preocupação é ainda mais evidente. Trata-se de função permanente e essencial ao funcionamento do Estado. Sem estrutura estável e profissionalizada, compromete-se a arrecadação e, consequentemente, o financiamento das políticas públicas.

    Para o diretor de Assuntos Parlamentares e Relações Institucionais da Fenafisco, Celso Malhani, a atuação sindical não se opõe à modernização das relações de trabalho no serviço público brasileiro, mas estabelece um limite democrático a iniciativas que, sob o rótulo de reforma, possam fragilizar a estrutura de prestação dos serviços públicos.

    “A própria manifestação do relator, ao reconhecer que o governo evita o confronto com os sindicatos, demonstra o peso político da mobilização organizada. Embora o cenário eleitoral reduza as chances de avanço em 2026, a vigilância institucional deve ser permanente. Propostas dessa natureza podem ser reformuladas e reapresentadas sob novas roupagens, exigindo atenção constante da sociedade, do serviço público e, de suas entidades representativas”, afirma Malhani.

    A Fenafisco seguirá atuando no Congresso Nacional, em articulação com suas entidades filiadas e com parlamentares comprometidos com o serviço público, para impedir retrocessos e fortalecer o Estado brasileiro.

     

    Fenafisco