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  • Governo promove Dia D para ampliar vacinação contra a gripe

    Governo promove Dia D para ampliar vacinação contra a gripe

    O Governo Federal realiza, neste sábado (10), o Dia D de vacinação contra a gripe, com ações simultâneas nas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste. A mobilização marca a retomada de grandes campanhas nacionais, com a meta de imunizar 90% do público-alvo, estimado em mais de 81,6 milhões de pessoas.

    Meta da campanha é alcançar milhões de brasileiros antes do inverno.

    Meta da campanha é alcançar milhões de brasileiros antes do inverno.Paulo Pinto/Agência Brasil

    A estratégia conta com atuação conjunta do Ministério da Saúde, estados e municípios. Entre os grupos prioritários estão crianças, idosos, gestantes, pessoas com comorbidades, trabalhadores da saúde, professores, indígenas e população em situação de rua.

    “O Brasil vai voltar a fazer grandes mobilizações pela vacinação, que é a nossa principal aliada para salvar vidas”, disse o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. “No caso da gripe, a imunização pode reduzir em até 60% casos graves e óbitos”, afirmou.

    Desde o início da campanha, em 7 de abril, foram distribuídas mais de 51,3 milhões de doses da vacina contra a gripe. A aplicação é gratuita e está disponível nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e em pontos extras de vacinação definidos pelos municípios.

    A expectativa é vacinar mais de 32 milhões de idosos, 15 milhões de crianças e 1,6 milhão de gestantes. A campanha também inclui caminhoneiros, profissionais das forças de segurança, trabalhadores portuários, pessoas com deficiência permanente e indivíduos privados de liberdade.

    Vacinação no Norte será adiada

    Na região Norte, a vacinação começará no segundo semestre. A decisão considera as condições climáticas do chamado “Inverno Amazônico”, período de maior circulação de vírus respiratórios na região.

    Novas vacinas

    Na última terça-feira (6), o Ministério da Saúde anunciou R$100 milhões em incentivo anual para fortalecer o atendimento a crianças com Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). O aumento de internações tem como principal causa o vírus sincicial respiratório (VSR), que atinge especialmente menores de dois anos.

    Segundo boletim da Fiocruz divulgado em 30 de abril, o Brasil registrou 45.228 casos de SRAG em 2025. Desses, 42,9% tiveram resultado positivo para vírus respiratórios: 38,4% foram causados por VSR, 27,9% por rinovírus, 20,7% por covid-19, 11,2% por influenza A e 1,6% por influenza B.

    A vacina contra o VSR foi recentemente incorporada ao Sistema Único de Saúde (SUS) e deve estar disponível no segundo semestre. Já a vacina contra a covid-19 foi incluída no Calendário Nacional de Vacinação, sendo recomendada para crianças de até cinco anos, gestantes e idosos.

    Além da proteção contra a gripe, a imunização também contribui para reduzir casos de bronquiolite em crianças. O Ministério da Saúde reforça que a vacinação é essencial para evitar complicações respiratórias graves, especialmente durante o inverno.

  • Deputado estadual pede impeachment de Lula por omissão no INSS

    Deputado estadual pede impeachment de Lula por omissão no INSS

    O deputado estadual Guto Zacarias (União Brasil-SP) informou por redes sociais que protocolou nesta quinta-feira (8) um novo pedido de impeachment contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. É o terceiro pedido de destituição desde que vieram à tona as fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), envolvendo descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas.

    O deputado estadual Guto Zacarias (União Brasil) alega que Lula se omitiu no caso envolvendo o INSS.

    O deputado estadual Guto Zacarias (União Brasil) alega que Lula se omitiu no caso envolvendo o INSS.Rubens Cavallari/Folhapress

    Zacarias alega que houve crime de responsabilidade por parte do presidente com base na “omissão” do governo diante das irregularidades. O parlamentar sustenta que Lula não tomou providências mesmo após os relatos da imprensa e os alertas de órgãos de controle, o que teria permitido a continuidade dos desvios. Segundo ele, o então ministro da Previdência Social, Carlos Lupi, tinha conhecimento das fraudes, mas só deixou o cargo após a repercussão negativa.

    O União Brasil, partido de Zacarias, faz parte da base do governo e comanda o Ministério do Turismo, chefiado por Celso Sabino. O parlamentar também é ligado ao Movimento Brasil Livre (MBL).

    Com 26 anos, Zacarias é o deputado mais jovem da Assembleia Legislativa de São Paulo e ganhou projeção nas redes sociais com discursos contra a corrupção.

  • STF começa análise de suspensão de processo contra Ramagem

    STF começa análise de suspensão de processo contra Ramagem

    O ministro Cristiano Zanin, presidente da 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), convocou uma sessão virtual extraordinária a partir das 11h desta sexta-feira (9) até as 11h da terça-feira (13) para analisar a decisão da Câmara dos Deputados que determinou a suspensão da Ação Penal 2668 em relação ao deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ). A convocação atende a pedido do relator do caso, ministro Alexandre de Moraes.

    Sessão foi convocada a pedido de Alexandre de Moraes

    Sessão foi convocada a pedido de Alexandre de MoraesBruno Peres/Agência Brasil

    A controvérsia gira em torno da aplicação da imunidade parlamentar, prevista no artigo 53, parágrafo 3º da Constituição Federal, que permite à Câmara ou ao Senado sustar o andamento de uma ação penal contra um parlamentar por crime cometido após a diplomação, desde que haja aprovação da maioria absoluta dos membros da Casa.

    Na última quarta-feira (7), a Câmara, em sessão deliberativa extraordinária, aprovou a suspensão da ação penal, sob o argumento de que os crimes atribuídos a Ramagem ocorreram no exercício do mandato. O presidente da Casa, deputado Hugo Motta, formalizou a decisão ao STF na quinta-feira (8).

    No entanto, o relatório aprovado não distingue Ramagem dos demais réus e extrapola o entendimento do Supremo quanto ao alcance da imunidade parlamentar, o que gerou reação imediata do relator Moraes, que decidiu submeter a decisão ao colegiado da 1ª Turma.

    Os crimes atribuídos a Ramagem

    Em 26 de março, a Primeira Turma do STF aceitou integralmente a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) no governo Jair Bolsonaro. Ele é acusado dos seguintes crimes:

    • Organização criminosa armada
    • Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito
    • Golpe de Estado
    • Dano qualificado pela violência e grave ameaça contra o patrimônio da União
    • Deterioração de patrimônio tombado

    Segundo a denúncia, os crimes fazem parte do esquema de tentativa de golpe de Estado e dos ataques aos Três Poderes em 8 de janeiro de 2023, integrando a mesma ação penal que envolve Jair Bolsonaro e aliados.

    Zanin informou previamente a Câmara para que se manifestasse sobre a suspensão, especificamente em relação aos crimes cometidos após a diplomação de Ramagem, como exige a Constituição.

    O relator da proposta de sustação na Câmara, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), defendeu que a inclusão de Ramagem na mesma ação dos demais acusados foi decisão da PGR e do STF e que a natureza dos crimes se estende ao período posterior à diplomação.

    Aliados do governo, no entanto, classificaram a medida de manobra política para beneficiar Bolsonaro e aliados, estendendo a proteção parlamentar a crimes que, segundo o STF, não estão cobertos pela imunidade.

    O ministro Alexandre Moraes informou que a Ação Penal 2668 continuará em tramitação até que haja decisão final da 1ª Turma.

  • STF julga Carla Zambelli e hacker por invasão ao sistema do CNJ

    STF julga Carla Zambelli e hacker por invasão ao sistema do CNJ

    A 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) começou a julgar nesta sexta-feira (9) a ação penal contra a deputada Carla Zambelli (PL-SP) e o hacker Walter Delgatti Neto, acusados de invadir os sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O julgamento ocorre no plenário virtual da Corte, e os ministros poderão registrar seus votos no sistema até a sexta-feira da próxima semana (16).

    Deputada também é ré em outra ação, por ter perseguido homem com arma em punho na véspera do segundo turno da eleição em 2022

    Deputada também é ré em outra ação, por ter perseguido homem com arma em punho na véspera do segundo turno da eleição em 2022Pedro Ladeira/Folhapress

    Os dois réus respondem pelos crimes de invasão de dispositivo informático e falsidade ideológica, com base em denúncia oferecida pela Procuradoria-Geral da República (PGR). O relator do caso é o ministro Alexandre de Moraes, e também participam do julgamento os ministros Cármen Lúcia, Luiz Fux, Cristiano Zanin e Flávio Dino.

    Caso sejam considerados culpados, os dois réus podem pegar até nove anos de prisão, conforme a combinação das penas previstas para os crimes de invasão de dispositivo informático e falsidade ideológica.

    Ataque ao Judiciário e incitação ao caos

    Segundo a PGR, Zambelli e Delgatti articularam ataques coordenados ao sistema do CNJ com o objetivo de desacreditar a Justiça brasileira e incitar atos antidemocráticos. A acusação aponta que a deputada orientou Delgatti a produzir um falso mandado de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes, como forma de criar instabilidade institucional.

    Delgatti está preso preventivamente. Em sua defesa, ele confessou a invasão e declarou que o fez por conta de uma promessa de emprego feita pela deputada. Seus advogados afirmam que ela foi a “mandante intelectual” da operação e que ofereceu benefícios e cargos ao hacker em troca dos serviços ilícitos. A defesa também destacou a colaboração ativa de Delgatti com a investigação, entregando equipamentos e explicações técnicas à Polícia Federal.

    Zambelli nega envolvimento

    A defesa de Carla Zambelli pediu a absolvição da deputada, alegando falta de provas concretas. Os advogados afirmam que a acusação se baseia unicamente nas declarações de Delgatti, a quem chamam de “mitômano” alguém com histórico de mentiras e crimes. “Não há prova idônea, séria e coerente a admitir decreto punitivo”, escreveu a defesa, ao sustentar que não bastam “indícios ilícitos” para sustentar uma condenação.

    Este não é o único caso em que Zambelli é ré no STF. A deputada também responde por porte ilegal de arma, por conta do episódio em que foi flagrada em vídeo perseguindo um homem com um revólver nas ruas de São Paulo na véspera do segundo turno das eleições de 2022.

    No julgamento anterior, cinco ministros votaram pela condenação da deputada e pela perda do mandato, mas o ministro Nunes Marques pediu vista, suspendendo temporariamente o processo. O caso será retomado quando o magistrado devolver o processo ao plenário.

    A decisão sobre o caso do CNJ agora depende da análise dos votos que serão inseridos até o dia 16. Caso a maioria dos ministros vote pela condenação, Zambelli pode enfrentar sanções penais e consequências políticas, incluindo eventual cassação do mandato parlamentar.

  • Eduardo Leite deixa PSDB após 24 anos e vai se filiar ao PSD

    Eduardo Leite deixa PSDB após 24 anos e vai se filiar ao PSD

    O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, deixou o PSDB nesta quinta-feira (8), após 24 anos de filiação. Ele anunciou a saída por meio de nota pública e deve se filiar ao PSD nesta sexta (9), em cerimônia na sede do partido em São Paulo.

    O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, que vai para o PSD.

    O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, que vai para o PSD.Ronny Santos/Folhapress

    Na nota, Leite afirma que a decisão “não foi simples”, mas diz que continua guiado pelos valores que aprendeu dentro do PSDB. O governador também agradeceu ao partido e a seus colegas de trajetória, destacando que seguirá trabalhando “por um país mais justo e eficiente”.

    A troca de legenda é vista como estratégica para as eleições de 2026. Há a possibilidade de que o PSD lance Leite como candidato ao Senado pelo Rio Grande do Sul. Em 2022, o partido chegou a oferecer lançar o governador como candidato à Presidência da República.

    Com a saída, o PSDB passa a ter apenas um governador no país: Eduardo Riedel, do Mato Grosso do Sul.

  • Projeto quer vetar área VIP em shows pagos com dinheiro público no RJ

    Projeto quer vetar área VIP em shows pagos com dinheiro público no RJ

    A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro começou a analisar um projeto de lei que busca proibir a criação de áreas VIP em eventos públicos custeados com dinheiro do Estado. A proposta, do deputado Rodrigo Amorim (União Brasil), se aplica a shows e demais atividades culturais realizadas em espaços de uso comum da população, como praias, praças e avenidas.

    A medida surge após polêmicas envolvendo eventos bancados pelo poder público, como o recente show da cantora Lady Gaga na praia de Copacabana. O espetáculo, que recebeu R$ 30 milhões em patrocínio da prefeitura e do governo estadual, destinou espaços privilegiados a cerca de 7.200 convidados, com acesso restrito e estrutura de alto padrão. Segundo Amorim, esse tipo de segregação é inaceitável em espaços públicos: “É lamentável usar o erário para criar um anel de exclusão em plena praia”.

    A cantora Lady Gaga no show em Copacabana, no Rio: críticas ao tamanho da área VIP motivaram projeto na Alerj.

    A cantora Lady Gaga no show em Copacabana, no Rio: críticas ao tamanho da área VIP motivaram projeto na Alerj.Eduardo Valente/iShoot/Folhapress

    O texto do projeto define que a instalação de camarotes ou qualquer tipo de acesso restrito ao público em geral, quando houver uso de recursos públicos inclusive por meio de renúncia fiscal, será considerada ato de improbidade administrativa. Apenas áreas de serviço necessárias à organização do evento poderão ser isoladas, conforme exceção prevista no projeto.

    De acordo com a justificativa da proposta, o objetivo é garantir o uso igualitário dos espaços públicos e evitar gastos que não reflitam o interesse coletivo. A matéria ainda será analisada por seis comissões temáticas da Alerj, incluindo Constituição e Justiça, Cultura e Orçamento. Se aprovada, a nova regra valerá para todos os eventos gratuitos realizados em locais públicos no território fluminense.

  • Inflação desacelera para 0,43% em abril

    Inflação desacelera para 0,43% em abril

    O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,43% em abril, informou o IBGE nesta sexta-feira (9). A variação representa uma desaceleração em relação a março.

    Com o resultado, a inflação acumula alta de 2,48% no ano e de 5,53% nos últimos 12 meses, ligeiramente acima dos 5,48% registrados no período anterior.

    A alta no mês foi puxada principalmente pelos grupos Saúde e cuidados pessoais (1,18%) e Alimentação e bebidas (0,82%). O impacto do reajuste autorizado nos medicamentos, de até 5,09% a partir de 31 de março, impulsionou o grupo de saúde, com destaque para os produtos farmacêuticos (2,32%). Já no grupo de alimentação, os maiores vilões foram a batata-inglesa (18,29%), o tomate (14,32%) e o café moído (4,48%).

    Alta nos preços de remédios pesou na inflação de abril.

    Alta nos preços de remédios pesou na inflação de abril.Allison Sales/Folhapress

    Por outro lado, o grupo Transportes apresentou queda de 0,38%, contribuindo para conter o avanço do índice. Essa redução foi influenciada pela queda nas passagens aéreas (-14,15%) e nos combustíveis (-0,45%), com destaque para o recuo no preço do óleo diesel (-1,27%) e do etanol (-0,82%).

    Na análise regional, Porto Alegre registrou a maior variação (0,95%), impulsionada pela alta da energia elétrica residencial e do tomate. Brasília, por sua vez, teve a menor taxa (0,04%), favorecida pela redução na gasolina e pela política de gratuidade em tarifas de metrô e ônibus aos domingos e feriados.

    Além do IPCA, o IBGE divulgou o resultado do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a inflação em famílias de menor renda. O índice subiu 0,48% em abril, acumulando 2,49% no ano e 5,32% em 12 meses.

  • Meu INSS vai avisar quem teve desconto suspeito no benefício

    Meu INSS vai avisar quem teve desconto suspeito no benefício

    O governo federal anunciou um pacote de medidas para fortalecer a transparência no INSS e proteger aposentados e pensionistas de descontos indevidos em seus benefícios previdenciários. A principal iniciativa já em curso é a notificação direta dos segurados pelo aplicativo Meu INSS, informando se seus contracheques apresentaram ou não cobranças associativas irregulares.

    Associações terão 15 dias para se defender; se não comprovarem liberação de desconto, terão de devolver dinheiro ao segurado

    Associações terão 15 dias para se defender; se não comprovarem liberação de desconto, terão de devolver dinheiro ao seguradoCris Faga/Dragonfly Press/Folhapress

    A partir de agora, 27 milhões de beneficiários começarão a receber mensagens oficiais dentro do app Meu INSS, com a informação de que não possuem descontos ilegais registrados. A ação visa tranquilizar os segurados e seus familiares, além de prevenir novos golpes.

    Já na terça-feira (14), o INSS notificará aqueles que tiveram descontos identificados pelo governo, informando o nome da associação responsável, o valor cobrado e o período da cobrança. Com esses dados, o segurado poderá confirmar ou contestar digitalmente o vínculo com a entidade.

    “Ele simplesmente vai clicar e falar: esse desconto eu não reconheço. O contato é direto, não precisa se socorrer de intermediários. Ninguém fala no INSS a não ser você”, alertou o presidente do INSS, Gilberto Waller, em coletiva de imprensa nessa quinta-feira (8).

    Golpes e canais oficiais

    O governo reforçou que não haverá ligações, e-mails, SMS ou contatos via WhatsApp. O canal de atendimento será exclusivamente o Meu INSS e a Central 135 (funcionando de segunda a sábado, das 7h às 22h). A recomendação é que os beneficiários acessem o aplicativo o quanto antes para facilitar a exibição das notificações.

    Como funciona o ressarcimento

    Caso o segurado não reconheça o desconto, o sistema acionará automaticamente a associação para que justifique a cobrança. A entidade terá 15 dias úteis para apresentar documentos que comprovem a filiação, a autorização e a identidade do beneficiário. Caso não consiga comprovar, terá que devolver os valores cobrados indevidamente.

    O INSS, então, repassará o montante diretamente ao cidadão por meio de folha suplementar, sem que ele precise apresentar documentos ou preencher formulários. “O ônus da prova caberá à associação. O cidadão não precisa provar nada”, reforçou Waller.

    Responsabilização e bloqueios

    Segundo o ministro da Previdência, Wolney Queiroz, o presidente Lula ordenou que as investigações avancem até as últimas consequências, garantindo que nenhum segurado fique no prejuízo.

    A operação já bloqueou bens, contas bancárias e investimentos de 12 associações, num total superior a R$ 2 bilhões, visando custear o ressarcimento. Os dirigentes dessas entidades tiveram seus passaportes retidos para impedir fugas.

    Lei Anticorrupção

    A Advocacia-Geral da União (AGU) e a Controladoria-Geral da União (CGU) também atuam no caso. Segundo o ministro da AGU, Jorge Messias, os recursos bloqueados servirão como fonte primária de ressarcimento, mas a União garantirá a devolução aos prejudicados, ainda que precise antecipar os valores.

    O ministro da CGU, Vinicius Marques de Carvalho, informou que já foram abertos processos com base na Lei Anticorrupção contra as entidades suspeitas e que servidores públicos envolvidos também serão responsabilizados administrativamente.

    As investigações em curso identificaram cobranças ilegais estimadas em R$ 6,3 bilhões, aplicadas a aposentados e pensionistas entre 2019 e 2024. Os descontos, aplicados em nome de associações ou sindicatos, muitas vezes não eram autorizados pelos beneficiários.

    Como o cidadão deve agir

    Se for notificado com indícios de desconto irregular:

    • Acesse o aplicativo Meu INSS ou ligue para o 135 a partir de 14 de maio.
    • Indique se reconhece ou não o desconto.
    • Caso conteste, nenhum documento será exigido a obrigação de comprovar será da associação.
    • Em caso de irregularidade confirmada, o valor será devolvido diretamente na conta do beneficiário.

    O governo alerta: não compartilhe dados pessoais fora dos canais oficiais e não aceite ajuda de intermediários.

  • Marcos Pereira, presidente do Republicanos, é o novo procurador da Câmara

    Marcos Pereira, presidente do Republicanos, é o novo procurador da Câmara

    O presidente nacional do Republicanos, deputado Marcos Pereira (SP), é o novo procurador da Câmara dos Deputados. Nomeado em abril para o cargo, Pereira passa a contar agora com atribuições ampliadas, após ato assinado pelo presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), publicado nesta quarta-feira (7).

    Marcos Pereira é presidente do Republicanos e já foi vice-presidente da Câmara dos Deputados.

    Marcos Pereira é presidente do Republicanos e já foi vice-presidente da Câmara dos Deputados.Bruno Spada/Câmara dos Deputados

    A Procuradoria da Câmara é responsável por prestar assessoria jurídica à Casa e por defender os direitos e prerrogativas dos parlamentares. Com as mudanças promovidas por Motta, o procurador poderá atuar de ofício sempre que houver indícios de violação aos interesses da Câmara, inclusive promovendo diligências e investigações.

    O novo ato também autoriza Marcos Pereira a publicar decisões sem necessidade de aval da Mesa Diretora. Ele poderá ainda acionar a Advocacia da Câmara para que adote medidas judiciais ou extrajudiciais, mediante solicitação formal da Procuradoria.

    Entre as demais competências do cargo, destacam-se:

    • solicitar a atuação da Polícia Legislativa em casos de ofensas à imagem da Câmara;
    • pedir medidas a órgãos públicos ou privados;
    • encaminhar notícias-crime ao Ministério Público;
    • prestar consultoria jurídica à Mesa Diretora.

    Por fim, o ato determina que apenas servidores efetivos com formação em Direito e inscrição ativa na OAB poderão exercer a representação judicial nos assuntos de competência da Procuradoria da Câmara.

  • Comissão aprova envio de alertas por celular sobre saída de presos

    Comissão aprova envio de alertas por celular sobre saída de presos

    A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 118/2025, que obriga o sistema penitenciário a notificar, por mensagem de celular, vítimas, testemunhas e policiais responsáveis por prisões em flagrante sempre que houver movimentação relevante do preso como entrada no presídio, mudança de regime ou liberação.

    Pelo projeto, vítimas, testemunhas e policiais serão avisados sobre entrada, saída e mudança de regime de preso

    Pelo projeto, vítimas, testemunhas e policiais serão avisados sobre entrada, saída e mudança de regime de presoMiguel Noronha/Agência Enquadrar/Folhapress

    De autoria do deputado Carlos Sampaio (PSD-SP), o texto recebeu parecer favorável do relator, deputado Sanderson (PL-RS), que argumentou que a proposta contribui diretamente para reforçar a segurança pública e a confiança nas instituições de justiça. Segundo ele, essas pessoas “permanecem vulneráveis diante da soltura ou da progressão de regime dos autores de crimes”, e o envio de mensagens antecipadas pode ajudar a prevenir riscos e ameaças.

    Como funcionará o alerta

    De acordo com o projeto, o aviso por aplicativo de mensagem instantânea deverá ser enviado com dez dias úteis de antecedência nos seguintes casos:

    • Ingresso do preso no sistema penitenciário;
    • Alteração do regime prisional, como mudança para regime aberto, semiaberto, monitoramento eletrônico ou liberdade condicional;
    • Qualquer forma de soltura, incluindo o cumprimento total da pena.

    As notificações serão enviadas apenas às pessoas que informarem voluntariamente seus números de celular no momento da prisão do acusado. Elas também poderão optar por não receber os alertas.

    O projeto prevê que o uso de aplicativos amplamente acessíveis, como o WhatsApp, contribuirá para a efetividade e economicidade da política pública. O relator destacou ainda que o mecanismo não criará burocracia excessiva nem interfere nos direitos dos presos, como a progressão de regime.

    Proteção de dados

    O texto determina que todas as notificações respeitem os princípios da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD). O tratamento das informações será exclusivo para fins de notificação, assegurando que dados sensíveis de vítimas, testemunhas e agentes não sejam usados indevidamente.

    Hoje, o Código de Processo Penal já prevê a obrigação de informar o ofendido sobre a entrada e a saída do acusado da prisão. A proposta de Sampaio, no entanto, revoga esse trecho da legislação atual e o substitui por uma nova norma autônoma, com foco na comunicação eletrônica.

    O projeto segue agora para a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ), onde será analisado em caráter conclusivo ou seja, se for aprovado sem recurso ao plenário, segue diretamente para o Senado. Para se tornar lei, ainda precisa ser votado pelas duas casas legislativas.