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  • TJPB realiza última reunião de avaliação da estratégia de 2025 e apresenta projetos futuros

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    Presidente Fred avaliou como positiva a reunião

    Com o objetivo de acompanhar a execução das ações e assegurar que o Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) avança em consonância com seus objetivos estratégicos, foi realizada, na manhã desta quinta-feira (6), a quarta e última Reunião de Avaliação da Estratégia (RAE) de 2025. O encontro ocorreu na Sala Branca do Anexo Administrativo, em João Pessoa, e contou com a presença do presidente do Poder Judiciário estadual, desembargador Fred Coutinho, além de juízes auxiliares da Presidência, diretores e gerentes do Tribunal.

    A pauta contemplou três propostas de projetos para 2026 – o Centro Integrado de Atendimento Social, a implementação do Sistema de Gestão Documental (Siged) e o Plano de Ação para o Prêmio de Qualidade do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) 2026. O encontro de trabalho tratou também dos avanços das iniciativas em andamento e das deliberações registradas na reunião anterior, realizada em setembro. A RAE integra o modelo de governança do TJPB e tem como finalidade acompanhar a execução da estratégia institucional definida para o sexênio 2021–2026.

    O desembargador Fred Coutinho avaliou o encontro de forma muito positiva, destacando o debate franco e aberto, voltado ao aperfeiçoamento das atividades do Judiciário. “A análise dos dois sistemas apresentados demonstra nosso compromisso com o aprimoramento contínuo: um voltado ao atendimento social e humano, e o outro ao resgate da nossa história institucional”, disse.

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    Reunião de avaliação da estratégia de 2025

    O presidente ressaltou, ainda, a satisfação em observar o empenho da equipe de diretores e gerentes do TJPB, que atua diariamente para fortalecer o Poder Judiciário estadual. “Estamos sempre procurando fazer mais, e com essa equipe maravilhosa vamos continuar investindo em sistemas e projetos que aprimorem cada vez mais o Judiciário”, enfatizou.

    A condução dos trabalhos foi realizada pelo diretor de Governança e Gestão Estratégica, Bruno Emmanuel, com o apoio da gerente de Planejamento, Carol Leal, que apresentou os projetos em andamento e os planejamentos para o próximo ano. Ela informou que a próxima reunião da RAE está agendada para o dia 15 de janeiro de 2026, às 9h, na Sala Branca.

    Compareceram os juízes auxiliares da Presidência Fábio Araújo e Aparecida Gadelha; os juízes Jeremias Mello e Fábio Leandro; e os diretores do TJPB Robson Cananéa (Especial), Fernando Antério (Administrativo), Eduardo Faustino (Processo Administrativo), Einstein Roosevelt (Gestão de Pessoas), Daniel Melo (Tecnologia da Informação), Bruno Emmanuel (Governança e Gestão Estratégica), Izabel Isidro (Finanças) e Thiago Bruno (Jurídico).

    Também participaram a gerente Administrativo e Financeiro da Escola Superior da Magistratura da Paraíba (Esma-PB), Gisele Alves Barros, e a coordenadora pedagógica, Daiane Firmino.

    Por Marcus Vinícius
    Fotos: Ednaldo Araújo 

     

  • Jornada debaterá tráfico de pessoas e trabalho análogo à escravidão

    A cidade de Porte Alegre (RS) será sede, no  próximo dia 17, da Jornada de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas para Exploração Sexual e Trabalho em Condições Análogas à Escravidão. O evento contará com a participação de renomados especialistas de organismos nacionais e internacionais. 

    Promovido pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região, a Jornada é uma iniciativa 

    do Comitê Estadual do Rio Grande do Sul, que compõe o FONTET – Fórum Nacional do Poder Judiciário para Monitoramento e Efetividade das Demandas Relacionadas à Exploração do Trabalho em Condições Análogas à Escravidão e ao Tráfico de Pessoas. 

    A programação contemplará desde o panorama geral do Protocolo de Palermo e da

    legislação brasileira até análises sobre rotas, crime organizado, políticas de enfrentamento e estudos de casos práticos envolvendo exploração sexual e de menores.

    Inscrições – As inscrições para participação virtual podem ser realizadas por meio do seguinte endereço eletrônico: https://forms.gle/N9YGrEmei3xGPCG36

    Para participação presencial, o endereço eletrônico é o seguinte: https://serh.trf4.jus.br/emagis/inscricao_externa_cadastro.php? id_curso=5133784&id_empresa=127&data_final_inscricao=20/10/2025&senha=86020d7e3e 

     

    Por Valter Nogueira com informação do Coordenadoria do FONTET

     

  • Conciliação e equidade racial: JFSE promove mutirão de atendimento em comunidades quilombolas Última atualização: 06/11/2025 às 11:02:00

    Neste mês de novembro, conciliação e equidade racial caminham lado a lado na Justiça Federal em Sergipe (JFSE). A Seccional promove uma série de ações no âmbito da XX Semana Nacional da Conciliação e do Mês da Equidade Racial, iniciativas que integram o calendário do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O objetivo é estimular a solução consensual de conflitos e fortalecer a cultura da conciliação como instrumento de pacificação social e de ampliação do acesso à Justiça, bem como destacar a importância da igualdade racial no âmbito do Poder Judiciário e incentivar a adoção de medidas que ampliem o acesso à Justiça para grupos historicamente vulnerabilizados.

    Assim, nesta terça (4/11) e quarta-feira (5/11), a JFSE, através do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (CEJUSC), promoveu um mutirão de atendimento em comunidades quilombolas. A ação ocorreu na sede da Associação da Comunidade Quilombola Lagoa dos Campinhos, localizada no município de Amparo do São Francisco, e beneficiou moradores das comunidades de Santo Antônio de Canafístula, Lagoa dos Campinhos e Caraívas, situadas também nos municípios de Propriá e Canhoba.

    O mutirão ofereceu serviços como emissão e segunda via de carteira de identidade, regularização e emissão de CPF, inscrição e atualização no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico) e análise para concessão de benefícios previdenciários e assistenciais, como salário-maternidade, aposentadoria por idade, auxílio-doença e Benefício de Prestação Continuada (BPC/LOAS).

    A atividade contou com a participação do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), da Procuradoria Federal, da Defensoria Pública da União, do Instituto de Identificação Papiloscopista Wendel da Silva Gonzaga e das prefeituras de Amparo do São Francisco, Propriá e Canhoba, que prestaram apoio logístico.

    De acordo com o juiz federal Pedro Esperança Sudário, coordenador do CEJUSC/JFSE, a iniciativa tem dupla importância: “A conciliação resolve conflitos e evita o prolongamento de litígios, enquanto as ações nas comunidades aproximam a Justiça dos cidadãos, levando serviços e oportunidades a quem mais necessita”.

    As ações também estão alinhadas às Resoluções nº 598 e nº 599, ambas do CNJ, que tratam, respectivamente, sobre o Protocolo de Julgamento com Perspectiva Racial e sobre a Política Judiciária de Atenção às Comunidades Quilombolas.  

    Por: Divisão de Comunicação Social do TRF5


  • Desembargador João Benedito é homenageado pelo IV Congresso Paraibano de Direito Penal

    Foto de João Benedito e da aluna Camila Holanda Aragão
    Aluna Camila Holanda e o desembargador João Benedito

    O desembargador João Benedito da Silva, presidente do Comitê Permanente de Promoção da Equidade Racial do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), foi homenageado pela organização do IV Congresso Paraibano de Direito Penal, realizado em Campina Grande. O evento também prestou homenagem à presidente do Tribunal Superior Militar (STM), ministra Maria Elizabeth Rocha.

    Em razão de outros compromissos previamente agendados, o desembargador João Benedito não pôde comparecer à solenidade. No entanto, na manhã desta quinta-feira (6), o magistrado recebeu as homenagens pessoalmente; um poema e um soneto que retratam sua trajetória de vida e sua carreira no Judiciário. 

    As obras foram escritas pela estudante de Direito Camila Holanda Aragão, que destacou, em seus textos, que a história do desembargador é inspiradora e marcante para juristas e cidadãos paraibanos.

    A entrega das homenagens foi realizada pela advogada e coordenadora do congresso, Rafaela Jales, que ressaltou o simbolismo do reconhecimento. “O desembargador João Benedito é uma referência. Sua trajetória nos inspira, desde o tempo em que atuou como juiz em Campina Grande até hoje, como desembargador, sempre contribuindo com relevantes benfeitorias para o Poder Judiciário paraibano”, afirmou.

    Ao receber a homenagem, o desembargador João Benedito expressou gratidão e alegria pela honraria. “Sinto grande alegria por receber esta homenagem do 4º Congresso Paraibano. A idealizadora, doutora Rafaela Jales, hoje me surpreendeu com sua presença, trazendo-me um soneto e outros presentes como lembrança e para que eu pudesse guardar na memória a realização do congresso e a alegria que os campinenses e o povo paraibano demonstraram ao me homenagear”, disse.

    O  presidente do Comitê Permanente de Promoção da Equidade Racial do TJPB também agradeceu aos coordenadores científicos do evento Luciano Nascimento e Rosmar Alencar, juiz federal, pela homenagem.
    Por Marcus Vinícius

    Fotos: Ednaldo Araújo

     

  • Semana da Conciliação será encerrada com ação do ‘Cejusc em Movimento’ em escola de Mangabeira

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    Escola João Gadelha recebe equipe do Cejusc

    Ensinar as crianças a resolver conflitos por meio do diálogo é garantir que o futuro seja construído nas bases sólidas da cultura da paz. Sob essa ótica, é preciso levar até elas o conhecimento dos conceitos que sustentam esses pilares. É isso que o Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) fará nesta sexta-feira (07), quando levará o Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania Cível e Família (Cejusc/Fesp) para a Escola Cidadã Integral Técnica João Gadelha de Oliveira Filho, em Mangabeira, na Capital.

    A presença do ‘Cejusc em Movimento’ na unidade de ensino faz parte da programação de encerramento da Semana Nacional da Conciliação, iniciativa do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), com presença ativa do TJPB, que abrange as comarcas de todo o Estado e foi aberta na segunda-feira (03). 

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    “A ação educativa consiste em materializar a escola como um ambiente de vivência e garantia dos direitos humanos, em que as crianças possam vivenciar   valores essenciais: o respeito, que reconhece a dignidade de cada ser humano; a empatia, que nos convida a compreender o outro; a importância do diálogo e da comunicação não violenta. O projeto que estamos gestando, focado na Comunicação Não Violenta e no protagonismo infantil, instrumentaliza a comunidade escolar para a resolução dialógica de conflitos, essencial à formação cidadã”, detalhou a juíza Ana Amélia Alecrim Câmara, coordenadora dos Cejuscs V e VI.

    O objetivo é levar às crianças do 3º ano do ensino fundamental, de maneira lúdica, o entendimento sobre conciliação. Para isso, foi preparada uma série de atividades que inclui oficina de pintura com o tema ‘Conciliar é legal’; palestras sobre Comunicação Não Violenta (CNV), Mediação de Conflitos e Protagonismo Infantil. A palestra será ministrada pela coordenadora acadêmica do Cejusc Cível e Família, Silvana Vasconcelos.

    Além da programação voltada para os estudantes, haverá atendimento às famílias com triagem pré-processual, que é uma etapa inicial realizada pelos Cejuscs antes da abertura formal de um processo judicial. Em termos simples, é um atendimento preliminar feito para analisar a demanda do cidadão e verificar se o conflito pode ser resolvido por meio de conciliação ou mediação, sem precisar entrar com uma ação judicial.

    Por Nice Almeida

  • Reforma Tributária, Contas Públicas e Sustentabilidade Fiscal serão temas de debate no 3º Cidesma

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    Reforma Tributária, Contas Públicas e Sustentabilidade Fiscal: o papel do Judiciário e dos Tribunais de Contas na era digital. Este será um dos principais temas em debate no 3º Cidesma (Congresso Internacional de Direito da Esma), que acontecerá de 12 a 14 de novembro, em João Pessoa. “O ajuste das contas públicas, a sustentabilidade fiscal e, principalmente, a reforma tributária são assuntos que estão em discussão no Congresso Nacional e que interessam a toda a sociedade. O Judiciário não pode ficar, e não está, desconectado dessa realidade, daí a necessidade de nos debruçarmos sobre o tema a partir de um debate feito por pessoas que entendem profundamente da matéria”, declarou o diretor da Escola Superior da Magistratura, desembargador Joás de Brito Pereira Filho. 

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    Desembargador Joás de Brito

    O desembargador Joás Filho será o coordenador da mesa que terá quatro debatedores:  o presidente do Tribunal de Contas do Estado da Paraíba, Fábio Túlio Filgueiras Nogueira; o juiz conselheiro [desembargador] do Tribunal de Contas de Portugal, Nuno Miguel Pereira Ribeiro Coelho; a professora da UFPB, Ana Paula Basso, que é doutora em Direito Tributário Europeu e o Professor da Universidade de Marília(SP), que é doutor em Direito Constitucional e pós-doutor em Democracia e Direitos Humanos. 

    “Na próxima semana estaremos recebendo juristas de várias partes do país e até do exterior para participarem do 3º Cidesma, evento de grande importância e onde estarão sendo debatidos também outros temas atuais como ferramentas de IA na Justiça, saúde mental no âmbito do judiciário, sistema prisional brasileiro, controle de convencionalidade, racismo, proteção de dados, dentre outros. Tenho certeza que este evento contribuirá fortemente para a consolidação da nossa Escola no meio acadêmico”, assegurou o diretor da Esma, Joás Filho.

    O 3º Cidesma reunirá magistrados, professores e outras autoridades de quarta a sexta-feira da próxima semana, no Centro Cultural Ariano Suassuna, localizado no Tribunal de Contas do Estado, no bairro de Jaguaribe. 

    Por Walquiria Maria

  • ‘Gestão em Movimento’ consolida melhorias estruturais e fortalece valorização de servidores

    Foto da reunião de avaliação do projeto Gestão em Movimento
    Reunião avalia seis meses da ação ‘Gestão em Movimento’

    Reformas em fóruns, renovação de equipamentos, inovação e investimento em tecnologia. Resultados de uma ‘Gestão em Movimento’ que ultrapassam questões materiais e imprimem um trabalho humanizado que coloca servidores e servidoras do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) em evidência, pois são eles os maiores conhecedores das necessidades do seu dia a dia no ofício. 

    Seis meses após dar início ao projeto que abriu os ouvidos do Poder Judiciário paraibano para seus trabalhadores(as), o presidente do TJPB, desembargador Fred Coutinho, reuniu-se, virtualmente, nesta quinta-feira (06), com representantes das seis circunscrições envolvidas para apresentar um balanço das ações que resultaram do ‘Gestão em Movimento’.

    “O projeto é verdadeiramente para colocar o Judiciário em movimento, não é estático, é o dia a dia do servidor, que é a base de tudo. O nosso principal objetivo é aproximar a administração da realidade das comarcas, ouvindo magistrados, servidores e colaboradores, identificando demandas locais e construindo soluções de forma colaborativa”, ressaltou o magistrado. 

    Os avanços estão aprovados pelos participantes. “A administração optou por sair do gabinete e ir pessoalmente sentir e ver o problema. Essa aproximação é algo novo, a possibilidade de abrir esse diálogo é muito importante. O senhor nos fez visíveis”, disse Teófilo Júnior, técnico judiciário da Comarca de Pombal.

    Foto da reunião do projeto Gestão em Movimento
    O encontro reuniu representantes das seis circunscrições

    Fases do projeto – Na primeira fase, o projeto ‘Gestão em Movimento’ levou a administração a todas as sedes de circunscrições durante o mês de maio. Uma iniciativa que inovou, ao ouvir magistrados e servidores, para identificar demandas locais e fortalecer o diálogo institucional. Agora, o TJPB está na estrada com a segunda fase do projeto. Dessa vez, prestando contas das ações concluídas e aquelas em execução, em atendimento às demandas apresentadas durante as seis plenárias.

    Balanço das ações – Em Catolé do Rocha já foram emitidas as ordens de serviço para começar os trâmites do processo de licitação para a reforma do fórum. A principal demanda é criar um estacionamento para servidores e melhorar a acessibilidade para pessoas com deficiência.

    Os primeiros passos para a reforma do fórum de Pombal também estão sendo dados. Por lá, os pedidos são um novo depósito e arquivo, aterramento do prédio e adequação das salas para audiências híbridas.

    Outro fórum que vai receber melhorias é o de São Bento. A previsão é que seja feito um estacionamento coberto para os servidores e melhoria na drenagem das chuvas. 

    Os principais eixos do projeto Gestão em Movimento são:

    Escuta ativa e diagnóstico – Colher dos servidores e magistrados quais são os principais desafios locais: estrutura, tecnologia, condições de trabalho.

    Dinâmicas participativas – Por exemplo, a dinâmica ‘Presidente por um Dia’, que estimula os participantes a definirem prioridades se estivessem na presidência.

    Construção de soluções e encaminhamentos – A partir dos dados coletados, o TJPB utiliza essas informações para planejar ações de curto, médio e longo prazo, inclusive no orçamento.

    Capacitação e inovação – Oficinas de futurismo e design thinking, visando formar servidores e magistrados com foco em transformação e melhoria contínua.

    O projeto ‘Gestão em Movimento’ se consolida como uma prática permanente do Poder Judiciário da Paraíba, voltada à valorização das pessoas, à eficiência administrativa e à melhoria da prestação jurisdicional. 

    Por Nice Almeida
    Fotos: Ednaldo Araújo 

  • Newsletter TAX – novembro/2025

    Newsletter TAX – novembro/2025

    Recentes alterações no Projeto de Lei para Alterar a Legislação do Imposto de Renda (PL 1087/2025)

    Palavras-chave: Imposto de Renda / PL 1087/2025 / Tributação Mínima

    O texto do Projeto de Lei nº 1.087/2025, aprovada pela Câmara dos Deputados em 01/10/2025, seguiu para análise e votação do Senado Federal em 07 de outubro de 2025.

    Os principais pontos aprovados pela Câmara dos Deputados envolviam os seguintes temas:

    Redução do Imposto de Renda das Pessoas Físicas (IRPF)

    A partir de 2026, o PL prevê:

    • Isenção do IRPF para rendimentos tributáveis mensais de até R$ 5.000,00;
    • Redução gradual das alíquotas para rendimentos entre R$ 5.000,00 e R$ 7.530,00, estabelecendo uma faixa de transição regressiva.
    • Tributação de Dividendos na Fonte

    A partir de 2026, lucros e dividendos pagos por pessoas jurídicas a pessoas físicas residentes no Brasil, em montante superior a R$ 50.000,00 no mesmo mês, estarão sujeitos à retenção de 10% de IR na fonte, calculada sobre o valor total pago. Exceção:

    • Ficam isentos da retenção, os lucros e dividendos:
    • Relativos a resultados apurados até dezembro de 2025;
    • Cuja distribuição tenha sido aprovada até 31 de dezembro de 2025;
    • Desde que o pagamento ocorra conforme o cronograma aprovado e até o ano-calendário de 2028.

    Tributação Anual de Altas Rendas

    A partir de 2027, pessoas físicas com rendimentos anuais superiores a R$ 600.000,00 estarão sujeitas ao Imposto de Renda das Pessoas Físicas Mínimo (IRPFM).

    • A alíquota será progressiva de 0% a 10% para rendas entre R$ 600.000,00 e R$ 1.200.000,00; e
    • Fixa de 10% para rendas acima de R$ 1.200.000,00.

    Rendimentos excluídos do cálculo: Ganhos de capital, rendimentos acumulados, doações e heranças, rendimentos de títulos incentivados (LCI, CRI, CRA, FI-Infra, FII, FIAGRO, entre outros), certas indenizações, aposentadorias, pensões e lucros e dividendos apurados até 2025, desde que pagos até 2028 nos termos do ato de aprovação.

    • Tributação de Lucros e Dividendos para não residentes

    Lucros e dividendos pagos por pessoas jurídicas brasileiras a beneficiários residentes ou domiciliados no exterior ficarão sujeitos à retenção de IRRF sob a alíquota de 10%.

    O texto prevê isenções específicas para governos estrangeiros, fundos soberanos e entidades de previdência, a serem detalhadas em regulamento.

    Tramitação no Senado Federal

    Durante o mês de outubro de 2025, foram apresentadas diversas emendas e realizadas quatro audiências públicas, com a participação de trabalhadores, autoridades fazendárias, especialistas, representantes de diversos setores econômicos e dos entes federados.

    Em 21/10/2025, o presidente da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), senador Renan Calheiros, anunciou que sugeriria alterações no projeto, apontando inconstitucionalidades incluídas no texto pela Câmara dos Deputados.
    Mencionou, ainda, a possibilidade de desmembrar o projeto para criação de uma proposta paralela, de modo que as matérias modificadas voltassem a tramitar na Câmara.

    No entanto, em 03/11/2025, em relatório divulgado pelo próprio senador, foi informado que, devido à proximidade do prazo para aprovação do projeto (31/12/2025), condição necessária para que a nova legislação tenha eficácia já no início do próximo ano, a melhor alternativa seria aprovar o texto e encaminhá-lo para sanção presidencial.

    Renan Calheiros ressaltou que não se descarta a necessidade de aprimoramento do texto, mas, para que a lei produza efeitos em 2026, o caminho adequado é aprovar integralmente o texto oriundo da Câmara dos Deputados e, posteriormente, apresentar um novo projeto de lei contemplando os ajustes considerados necessários pelo Senado.

    Assim, conforme o relatório, todas as emendas de mérito apresentadas pelo Senado foram rejeitadas, mantendo-se apenas as emendas de redação, uma vez que qualquer outra modificação implicaria o retorno do projeto à Câmara dos Deputados.


    Perda de validade da Medida Provisória nº 1.303/2025

    Palavras-chave: MP 1303/2025 / aplicações financeiras / criptoativos / tributação de investimentos / JCP

    A MP nº 1.303/2025, publicada em 11/06/2025 e com efeitos imediatos a partir dessa data, perdeu a vigência em 08/10/2025, após ser retirada de pauta na Câmara dos Deputados e não apreciada dentro do prazo constitucional. Com isso, todas as alterações propostas deixam de produzir efeitos, permanecendo em vigor as regras tributárias anteriormente aplicáveis.

    O texto da MP previa mudanças relevantes na tributação de rendimentos de pessoas físicas e jurídicas, com destaque para:

    • Aplicação de alíquota única de 17,5% de IR sobre rendimentos de aplicações financeiras, em substituição ao regime atual de alíquotas regressivas;
    • Tributação de 5% de IR sobre novas emissões de títulos atualmente isentos (como LCI, LCA, CRI, CRA e debêntures incentivadas), a partir de 2026;
    • Inclusão de criptoativos no regime de tributação de aplicações financeiras, com apuração trimestral e possibilidade de compensação de perdas;
    • Restrições adicionais à compensação de créditos tributários, com o objetivo de ampliar a arrecadação federal;
    • Aumento da alíquota de IRRF sobre a distribuição de juros sobre capital próprio (JCP), de 15% para 20%.

    Apesar da caducidade da MP e da consequente manutenção das regras de tributação anteriores, parte de seu conteúdo já vem sendo reapresentada por meio de Projetos de Lei — como, por exemplo, as disposições relativas à limitação da compensação de créditos tributários, recentemente incorporadas ao texto substitutivo do Projeto de Lei nº 458/2021.


    Reforma Tributária – Projeto de Lei Complementar PLP 108/2024 – Destaques de Outubro/2025

    Palavras-chave: IBS / PLP 108/2024 / Comitê Gestor

    Após a aprovação, pelo Senado Federal, do substitutivo ao PLP nº 108/2024, em 15/10/2025, o texto foi encaminhado à Câmara dos Deputados, onde aguarda análise e apreciação.

    No Senado, foram apresentadas 519 emendas, das quais cerca de 200 foram apreciadas e 65 foram acatadas total ou parcialmente. Dentre as principais mudanças acolhidas destacam-se:

    • Atualização da alíquota de referência do IBS com base em dados de 2024-2026 (em vez de 2012-2021), com estabelecimento gradual entre 2029 e 2032;
    • Limitação da alíquota do imposto seletivo para bebidas açucaradas, cigarros e bebidas alcoólicas a 2%;
    • Criação da Câmara Nacional de Integração do Contencioso Administrativo com objetivo e harmonizar o entendimento jurisprudencial acerca do IBS e CBS;
    • Regulamentação da cobrança de ITBI no registro da escritura, com possibilidade de aplicação de alíquota diferenciada no ato da assinatura do contrato, e definição do valor de mercado como base de cálculo;
    • Extensão até o prazo de vigência do mecanismo de seguro-receita, criado para mitigar perdas de arrecadação dos entes federativos, para 2096.

    Plenário do STF vota imunidade do ITBI para transferência de bens e direitos em integralização de capital social para sociedade empresária cuja atividade preponderante seja imobiliária

    Palavras-chave: Sociedades empresárias / ITBI

    No dia 03/10/2025, teve início o julgamento do RE 1.495.108, que discute o alcance da imunidade tributária do ITBI nas hipóteses de integralização do capital social mediante transferência de bens as sociedades empresárias com atividade preponderante imobiliária.

    O Relator, Ministro Edson Fachin, votou pelo provimento do Recurso Extraordinário, reconhecendo o direito à imunidade do ITBI sobre a transmissão de bens ou direitos incorporados ao patrimônio da pessoa jurídica, independente da atividade preponderante, restringindo, contudo, a desoneração apenas ao limite do capital social efetivamente integralizado, conforme já decidido no julgamento do Tema 796 da repercussão geral.

    O Ministro Alexandre de Moraes acompanhou integralmente o voto do Relator, enquanto o Ministro Cristiano Zanin o fez com ressalvas, destacando que, embora a tese reconheça a imunidade, não impede que os Municípios, diante das particularidades de cada caso e mediante instrução probatória adequada, verifiquem eventual prática de simulação ou fraude à lei com o intuito de usufruir indevidamente do benefício tributário.

    Atualmente, o julgamento encontra-se suspendo em razão de pedido de vista do Ministro Gilmar Mendes.


    Julgamento do STF sobre o DIFAL do ICMS e aplicação da anterioridade nonagesimal

    Palavras-chave: ICMS / DIFAL / Modulação

    Em 21/10/2025, o STF finalizou o julgamento, por 9 votos a 2 e, decidiu que a cobrança do diferencial de alíquota (Difal) do ICMS em operações interestaduais destinadas a consumidores finais não contribuintes deve observar a anterioridade nonagesimal (90 dias), permitindo a exigência a partir de abril de 2022. A Corte também modulou os efeitos da decisão para resguardar contribuintes que não recolheram o tributo em 2022 e ingressaram com ações até novembro de 2023.

    A maioria acompanhou o relator, ministro Alexandre de Moraes, que entendeu que a Lei Complementar nº 190/2022 não criou novo tributo, mas apenas ajustou a destinação da arrecadação. Os ministros Edson Fachin e Cármen Lúcia divergiram, defendendo a aplicação da anterioridade anual. A proposta de modulação dos efeitos foi apresentada pelo ministro Flávio Dino e seguida pelos demais integrantes da corrente majoritária.


    TRF-3 reduz tributação sobre Juros sobre o Capital Próprio (JCP) recebidos por empresa

    Palavras-chave: JCP / Lucro Presumido / IRPJ / CSLL / Receita Bruta

    O Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3) proferiu decisão relevante ao reconhecer o direito de uma empresa prestadora de serviços de gestão patrimonial a tributar os valores recebidos a título de juros sobre o capital próprio (JCP) segundo a sistemática do lucro presumido, limitando a incidência do IRPJ e da CSLL a 32% do montante recebido, em vez da integralidade exigida pela Receita Federal.

    O Acórdão, que reformou a decisão de primeira instância, pontua que os rendimentos de JCP, quando decorrentes da atividade empresarial da pessoa jurídica, integram a receita operacional, sujeitando-se às margens de presunção previstas na legislação tributária.

    A decisão representa um marco relevante em favor dos contribuintes, por conferir maior coerência ao tratamento tributário dos JCP e afastar a interpretação restritiva da Receita Federal que os enquadrava como receitas financeiras não operacionais.

    O tema ainda pode ser submetido ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) e/ou ao Superior Tribunal Federal (STF).

  • ALPB debate situação hídrica e obras da Transparaíba durante audiência pública em Cuité

    Notícias

    Publicado em 6 de novembro de 2025

    A Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) realizou, nesta quarta-feira (5), uma audiência pública itinerante em Cuité, com o objetivo de debater a situação hídrica da região e as obras da Transparaíba, um dos principais projetos estruturantes do estado voltados para o abastecimento de água no Curimataú paraibano,

    O presidente da ALPB, Adriano Galdino, manifestou sua satisfação em discutir os benefícios que essas obras podem trazer para a população local. Ele destacou a importância das iniciativas do governador João Azevêdo na área de recursos hídricos.

    “Na Paraíba, o esforço do governador João Azevêdo na área de recursos hídricos merece reconhecimento. Contudo, as obras planejadas ainda não foram totalmente finalizadas em grande parte do estado. Diante disso, a população demonstra ansiedade pela conclusão dessas intervenções e pela disponibilidade de água em suas residências. É importante que intensifiquemos o debate e agilizemos a execução das obras, a fim de solucionar, de forma definitiva, a questão hídrica na Paraíba”, afirmou Galdino.

    O deputado Dudu Soares destacou a relevância da conclusão do Ramal Curimatau da Transparaíba para a região. “É, sem dúvida, uma honra iniciar meus trabalhos na tribuna da Assembleia, aqui em Cuité, representando esta cidade e toda a região da Paraíba. A questão do fundo para a situação hídrica é prioritária e não tenho dúvidas que será resolvida muito em breve”, declarou.

    O deputado Chió também se manifestou durante a audiência. Ele enfatizou a necessidade de um planejamento mais eficaz. “Precisamos garantir que a água chegue a cada lar da nossa região. É fundamental que todos os envolvidos, desde o governo até a população, trabalhem juntos para que as soluções sejam rápidas e efetivas. A água é um direito de todos”, afirmou Chió.

    O prefeito de Cuité, Caio Camaraense, também destacou a importância das obras da Transparaíba para a região. “O projeto está em fase de finalização, e sua implementação é crucial, pois beneficiará diversos municípios. Acreditamos que, em breve, o processo estará concluído, pois confiamos na competência e responsabilidade do governador João Azevêdo, que tem dedicado atenção especial à questão do abastecimento de água”, disse o prefeito.

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  • TJPB mantém decisão que determina reanálise de habilitação em licitação do “Tá na Mesa”

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    Desembargador José Ricardo Porto

    O desembargador José Ricardo Porto manteve decisão de primeiro grau que determinou a reanálise da habilitação da empresa Artunho de Araújo Farias ME em processo licitatório na ordem de R$ 4,5 milhões relacionado ao programa “Tá na Mesa”, da Secretaria de Desenvolvimento Humano do Estado da Paraíba. A decisão foi proferida nos autos do Agravo de Instrumento nº 0822862-64.2025.8.15.0000 interposto pelo Estado da Paraíba, que buscava suspender os efeitos da medida concedida no Mandado de Segurança nº 0841748-25.2025.8.15.2001. 

    O juízo de primeiro grau havia determinado a abertura de diligência para que a empresa apresentasse, exclusivamente para fins de comprovação de situação fática preexistente, os balanços patrimoniais referentes aos exercícios de 2022 e 2023, e que fosse feita a reanálise de sua documentação pela Comissão de Credenciamento. Também foi determinado que a Administração se abstivesse de homologar o resultado ou formalizar a contratação nos lotes em que a empresa concorreu, até a conclusão da diligência.

    O Estado da Paraíba alegou que a decisão impugnada teria caráter “satisfativo” e violaria o princípio da separação dos poderes, sob o argumento de que o Poder Judiciário estaria interferindo em ato administrativo. Defendeu ainda que o edital do certame vedava a apresentação posterior de documentos, motivo pelo qual a inabilitação da empresa teria sido legítima.

    Ao analisar o caso, o desembargador José Ricardo Porto destacou que a jurisprudência admite a possibilidade de apresentação posterior de documentos de habilitação, desde que estes comprovem situação fática preexistente à abertura da sessão pública. O magistrado ressaltou, inclusive, que o edital do Credenciamento nº 002/2025 prevê expressamente essa exceção, permitindo a juntada de documentos em sede de diligência “para comprovação de situação fática preexistente à época da abertura do credenciamento”.

    Para o relator, os balanços patrimoniais de 2022 e 2023 se enquadram nessa hipótese, pois refletem condições contábeis já existentes no período anterior à licitação. “Não vislumbro, num juízo de cognição sumária, a solidez jurídica das alegações da agravante”, afirmou o desembargador.

    Por Lenilson Guedes