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  • Desaprovação de Lula no Nordeste sobe 20 pontos em 5 meses, diz Quaest

    Desaprovação de Lula no Nordeste sobe 20 pontos em 5 meses, diz Quaest

    O Nordeste vem puxando para baixo os números de aprovação do governo Lula nos últimos meses, segundo as últimas rodadas da pesquisa Quaest. De acordo com o levantamento divulgado nesta quarta-feira (2), a taxa de desaprovação do presidente escalou 20 pontos percentuais nos últimos cinco meses na região onde costuma ter mais apoio.

    O presidente Lula na Festa da Independência da Bahia, em Salvador.

    O presidente Lula na Festa da Independência da Bahia, em Salvador.Rafael Martins/UOL/Folhapress

    Em outubro de 2024, Lula era aprovado por 69% e desaprovado por 26% no Nordeste. Hoje, tem aprovação de 52% e desaprovação de 46% na região. O Nordeste, porém, ainda é a região onde o presidente marca seus melhores números.

    Leia abaixo as taxas regionais de aprovação do presidente.

    A pesquisa Quaest entrevistou 2004 brasileiros por entrevistas presenciais no período de 27 a 31 de março. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para um nível de confiança de 95%.

  • Brasil e Paraguai vivem tensão diplomática 155 anos após guerra sangrenta

    Brasil e Paraguai vivem tensão diplomática 155 anos após guerra sangrenta

    Mais de 150 anos após a Guerra do Paraguai o conflito mais sangrento da história da América do Sul , Brasil e Paraguai voltam a enfrentar um episódio de tensão. Nesta terça-feira (1º), o governo paraguaio convocou seu embaixador em Brasília e chamou o embaixador brasileiro em Assunção para prestar esclarecimentos sobre uma possível operação de espionagem da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) contra autoridades paraguaias.

    O gesto foi anunciado pelo chanceler paraguaio, Rubén Ramírez Lezcano, que também suspendeu as negociações sobre o Anexo C de Itaipu, essencial para a definição das tarifas de energia da usina binacional. Na diplomacia, a convocação de embaixadores expressa descontentamento público e representa uma forma de protesto formal entre países (entenda a crise mais abaixo).

    Feridas históricas

    Batalha de Campo Grande: pintura de Pedro Américo, de 1871, retrata a Guerra do Paraguai

    Batalha de Campo Grande: pintura de Pedro Américo, de 1871, retrata a Guerra do Paraguai Reprodução

    A tensão diplomática se dá entre países que já se enfrentaram no campo de batalha. Entre 1864 e 1870, o Paraguai enfrentou a Tríplice Aliança formada por Brasil, Argentina e Uruguai na Guerra do Paraguai, e saiu devastado do confronto. Estima-se que até 280 mil paraguaios tenham morrido, o que representava mais da metade da população do país na época. Cerca de 80% dos homens adultos paraguaios foram mortos, em grande parte por doenças, fome e más condições sanitárias.

    Além do desastre demográfico, o Paraguai perdeu cerca de 40% de seu território para Brasil e Argentina, sofreu destruição de infraestrutura, colapso econômico, endividamento externo e um longo período de instabilidade política e ocupação militar. A guerra comprometeu profundamente o desenvolvimento do país.

    O Brasil também pagou um preço alto: entre 50 mil e 60 mil mortos, enquanto a Argentina perdeu cerca de 18 mil homens, e o Uruguai, cerca de 3 mil. A maioria das mortes não ocorreu em batalhas, mas em decorrência de epidemias como cólera, disenteria e tifo.

    A Guerra do Paraguai é, até hoje, objeto de debates entre historiadores, com diferentes interpretações sobre suas causas e consequências, mas há consenso quanto à catástrofe que representou especialmente para os paraguaios.

    Espionagem

    A nova crise foi desencadeada por uma reportagem do portal UOL, que revelou que a Abin monitorou autoridades paraguaias para obter informações estratégicas nas negociações sobre Itaipu. O planejamento da operação ocorreu ainda no governo Jair Bolsonaro, com execução já sob a gestão Lula. Em nota, o governo atual reconheceu a existência da operação, mas afirmou que ela foi desativada em março de 2023 e que não teve envolvimento com sua execução.

    O impasse atual surgiu em meio à retomada das negociações sobre Itaipu. Em maio, Brasil e Paraguai haviam fechado um acordo para manter as tarifas da usina pelos próximos três anos. O reajuste foi abaixo do esperado pelo Paraguai, mas preservou o custo atual para o consumidor brasileiro.

    Na segunda-feira (30), o chanceler paraguaio havia dito que não havia indícios de invasão digital nos sistemas do governo. No entanto, após a confirmação oficial da existência da operação por parte do Brasil, a postura mudou e vieram a convocação de embaixadores e a suspensão das negociações.

  • Ao vivo: CCJ do Senado discute novo Código Eleitoral

    Ao vivo: CCJ do Senado discute novo Código Eleitoral

    A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) começa a discutir nesta quarta-feira (2) o projeto de lei complementar 112/2021, que atualiza do Código Eleitoral. Na sessão, está marcada a leitura do parecer do senador Marcelo Castro (MDB-PI), relator da proposta na Casa.

    O senador Marcelo Castro (MDB-PI) é o relator do Novo Código Eleitoral no Senado.

    O senador Marcelo Castro (MDB-PI) é o relator do Novo Código Eleitoral no Senado.Geraldo Magela/Agência Senado

    “Este agora é o quarto relatório que eu apresento. Neste dois anos, eu recebi e estive a disposição de toda a sociedade brasileira, especialmente os senadores e deputados”, disse o senador no início da sessão. Acompanhe abaixo.

    O texto relatado por Marcelo Castro busca unificar, em uma única lei, toda a legislação eleitoral dispersa no Código Eleitoral e em uma série de leis que estabelecem regras eleitorais e partidárias. O relator do projeto disse ainda defender que a comissão conceda vista coletiva (mais tempo para que os senadores analisem o projeto) por um “prazo mais dilatado”

    O novo Código Eleitoral já foi aprovado na Câmara dos Deputados. Se for aprovado na CCJ, ele segue para o plenário do Senado. Depois de passar pelo crivo dos senadores, ainda precisa voltar ao plenário da Câmara, que vai deliberar sobre as mudanças no texto feitas pelo Senado.

  • Reforma tributária: Braga propõe quatro audiências antes de votação

    Reforma tributária: Braga propõe quatro audiências antes de votação

    O senador Eduardo Braga (MDB-AM) entregou à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado o seu plano de trabalho para a análise do segundo projeto de regulamentação da reforma tributária (PLP 108/24). A proposta prevê a criação do Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS).

    Eduardo Braga defende que proposta seja votada ainda no primeiro semestre no Senado

    Eduardo Braga defende que proposta seja votada ainda no primeiro semestre no SenadoMarcos Oliveira/Agência Senado

    Braga propõe a realização de quatro audiências públicas com especialistas sobre tributação. O relator não estipulou data para as reuniões nem para a votação do projeto na comissão. O plano de trabalho será submetido aos integrantes da CCJ, possivelmente ainda nesta quarta-feira (2).

    O Plano de Trabalho vem tratando dos quatro principais pontos: uma audiência pública para tratar da questão da organização do Comitê Gestor, outra audiência pública para tratar da questão administrativa, que é fundamental, entre estados, municípios e União. A questão das diversas instâncias de auditores fiscais que estão muito ansiosos com relação a essa regulamentação administrativa. E depois uma dedicada ao ITCMD (Imposto de Transmissão Causa Mortis e Doação) e outra dedicada ao ITBI (Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis), disse o senador.

    Na semana passada, Eduardo Braga defendeu que o projeto seja votado ainda no primeiro semestre pelo Senado. “Não dá para estabelecer uma data para a votação, pois ainda vamos realizar audiências públicas, mas a ideia é resolver no primeiro semestre”, afirmou.

    Comitê gestor do IBS

    Tema: Competências, estrutura organizacional, aspectos orçamentários e de controle externo do Comitê Gestor do IBS.

    Participantes:

    • Bernard Appy Secretário da Secretaria Extraordinária da Reforma Tributária (Sert) do Ministério da Fazenda
    • Paulo Ziulkoski Presidente da Confederação Nacional de Municípios (CNM)
    • Edvaldo Nogueira Presidente da Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos (FNP)
    • Flávio César Presidente do Comitê Nacional de Secretários de Fazenda, Finanças, Receita ou Tributação dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz)
    • Edilson de Sousa Silva Presidente da Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon)

    Disposições relativas ao IBS

    Tema: Infrações, penalidades, encargos moratórios e processo administrativo tributário do IBS.

    Participantes:

    • Manoel Nazareno Procópio de Moura Júnior Diretor de Programa da Sert
    • Ana Claudia Borges de Oliveira Presidente da Associação dos Conselheiros Representantes dos Contribuintes no Carf (Aconcarf)
    • Rodrigo Spada Presidente da Associação Nacional de Fiscais de Tributos Estaduais (Febrafite)
    • Fábio Macêdo Presidente da Federação Nacional dos Auditores e Fiscais de Tributos Municipais (Fenafim)
    • Susy Gomes Hoffmann Advogada e Doutora em Direito Tributário
    • Zabetta Macarini Diretora-Executiva do Grupo de Estudos Tributários Aplicados (Getap)
    • Vicente Martins Prata Braga Presidente da Associação Nacional dos Procuradores dos Estados e do Distrito Federal (Anape)
    • Anne Karole Silva Fontenelle de Britto Presidente da Associação Nacional das Procuradoras e dos Procuradores Municipais (ANPM)

    Disposições relativas a tributos estaduais

    Tema: Regras de transição do ICMS e normas gerais do ITCMD.

    Participantes:

    • Representante do Comsefaz (nome não especificado)
    • Francelino Valença Presidente da Federação Nacional do Fisco Estadual e Distrital (Fenafisco)
    • Fernando Facury Scaff Advogado e Professor Titular de Direito Financeiro da USP
    • Fábio Lemos Cury Advogado e Doutor em Direito

    Disposições relativas a tributos municipais

    Tema: Alterações nas normas relativas ao ITBI e à Cosip.

    Participantes:

    • Lucas Morais Presidente do Conselho Tributário Fiscal de Goiânia e Auditor Fiscal do Município de Goiânia
    • Alberto Macedo Auditor Fiscal do Município de São Paulo e Doutor em Direito
    • Vanessa Rosa Advogada e Diretora de Relações Institucionais da Associação Brasileira das Concessionárias de Iluminação Pública (ABCIP)
  • Comissão de segurança cria grupo para monitorar presos de 8 de janeiro

    Comissão de segurança cria grupo para monitorar presos de 8 de janeiro

    A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (1º) a criação de uma subcomissão especial para apurar, in loco, denúncias de violações de direitos humanos contra presos envolvidos nos ataques de 8 de janeiro de 2023.

    O requerimento foi apresentado pelo líder da oposição, deputado Zucco (PL-RS), e aprovado no mesmo dia em que líderes oposicionistas se reuniram com o ex-presidente Jair Bolsonaro para discutir estratégias de avanço dos projetos voltados à anistia.

    Requerimento foi apresentado pelo líder da oposição, Zucco (PL-RS), e aprovado em votação simbólica.

    Requerimento foi apresentado pelo líder da oposição, Zucco (PL-RS), e aprovado em votação simbólica.Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

    A subcomissão será composta por 12 membros titulares e igual número de suplentes. A comissão deverá apresentar um relatório circunstanciado até o fim da atual legislatura. Não constitui mérito desta Subcomissão o exame do conteúdo das decisões jurisdicionais que determinaram o encarceramento dessas pessoas, apontou o autor.

    O requerimento foi aprovado em votação simbólica. O presidente da comissão, Paulo Bilynskyj (PL-SP) se pronunciou em seguida, afirmando que a aprovação demonstra o total apoio do PL e da presidência da Comissão de Segurança Pública à anistia aos presos do 8 de janeiro.

  • Senado: CMA aprova regras para o transporte aéreo de cães e gatos

    Senado: CMA aprova regras para o transporte aéreo de cães e gatos

    Proposta estabelece regras para o transporte aéreo de cães e gatos em voos domésticos.

    Proposta estabelece regras para o transporte aéreo de cães e gatos em voos domésticos.Freepik

    O Senado Federal, por meio da Comissão de Meio Ambiente (CMA), aprovou, nesta terça-feira (1º), novas regulamentações para o transporte aéreo de cães e gatos em voos domésticos. O texto aprovado, um substitutivo da senadora Margareth Buzetti (PSD-MT), consolida quatro projetos de lei que tratavam do assunto. A matéria segue para avaliação da Comissão de Infraestrutura (CI).

    Leia a íntegra do parecer.

    A senadora Buzetti justificou a unificação dos projetos – PL 13/2022 (proveniente da Câmara), PL 1.474/2024, PL 1.510/2024 e PL 1.903/2024 – pela necessidade de uma abordagem mais completa sobre o tema. A proposta, em vez de criar uma nova lei, insere um capítulo específico sobre o transporte de cães e gatos no Código Brasileiro de Aeronáutica. A relatora delimitou o escopo da proposta, excluindo outros animais domésticos e modais de transporte.

    Casos notórios de maus-tratos e óbitos de animais em voos, como o da cadela Pandora e do cão Joca, motivaram a iniciativa. A senadora defende a harmonização entre o bem-estar animal e as normas operacionais e sanitárias da aviação civil, considerando o crescente número de animais de estimação nas famílias brasileiras.

    “O projeto precisa equilibrar o bem-estar animal com a realidade operacional da aviação civil. Não se trata apenas de criar regras, mas de garantir um transporte seguro, responsável e compatível com os padrões internacionais”, declarou a senadora.

    O substitutivo determina que as companhias aéreas ofereçam opções de transporte adequadas ao porte e às funções do animal, divulguem informações claras sobre o serviço e disponham de equipes treinadas e equipamentos apropriados. Os cães-guia mantêm o direito de voar com seus tutores, assegurado pela lei 11.126/2005.

    Em voos longos ou com conexões, as empresas devem providenciar acomodação, movimentação e monitoramento adequados para o bem-estar do animal. No transporte em compartimento de carga, requisitos específicos, incluindo rastreamento, serão definidos pela autoridade de aviação civil.

    Os tutores são responsáveis pelo comportamento, higiene e segurança do animal na cabine, arcando com eventuais danos. As companhias aéreas respondem civilmente por danos aos animais, independentemente de culpa, exceto em casos de problemas de saúde preexistentes do animal ou culpa exclusiva do tutor. A empresa pode recusar o transporte de animais em más condições de saúde ou que não atendam às normas sanitárias, mas pode reconsiderar caso o tutor assuma total responsabilidade.

    A relatora retirou do projeto original a obrigatoriedade de aeroportos com grande movimentação de passageiros terem veterinários, considerando a medida excessiva. A regulamentação da lei, que definirá padrões de acomodação, rastreamento e normas sanitárias, ficará a cargo da autoridade de aviação civil. A norma também permitirá a criação de voos pet friendly. Em voos internacionais, as regras do país de origem ou destino prevalecerão.

  • Funcionários do BB pedem isenção de IR sobre participação nos lucros

    Funcionários do BB pedem isenção de IR sobre participação nos lucros

    A Associação Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil (Anabb) entrou com um mandado de segurança coletivo na Justiça Federal do Distrito Federal, pedindo a suspensão da cobrança de Imposto de Renda sobre os valores recebidos por seus associados a título de Participação nos Lucros e Resultados (PLR). Segundo a entidade, a ação busca isentar associados da ativa ou que tenham se desligado do banco nos últimos cinco anos da tributação de uma verba que, ainda de acordo com a Anabb, deveria ser tratada como indenizatória, e não como parte da remuneração.

    O caso tramita na Justiça Federal da 1ª Região. A associação solicita que o Judiciário reconheça a natureza indenizatória da PLR e determine a devolução dos valores pagos indevidamente, corrigidos pela taxa Selic. Os advogados argumentam que a tributação vai contra os princípios constitucionais da capacidade contributiva e da isonomia.

    Banco do Brasil teve lucro recorde em 2024

    Banco do Brasil teve lucro recorde em 2024Fernando Bizerra/Agência Senado

    A Anabb sustenta que a PLR não representa acréscimo patrimonial critério utilizado para a incidência do Imposto de Renda , e sim uma compensação eventual vinculada aos resultados da empresa, sem caracterizar remuneração habitual do trabalhador.

    A PLR é um pagamento excepcional, não sendo um direito adquirido pelo contrato de trabalho, mas uma condição incerta, dependente do sucesso empresarial, que não necessariamente tem vínculo direto com a contribuição do empregado naquele resultado, diz trecho da ação.

    Bitributação

    A associação também argumenta que a cobrança do IR sobre a PLR fere o princípio que veda a bitributação, uma vez que a empresa já paga imposto sobre o lucro. Assim, a tributação da PLR configuraria uma segunda carga tributária sobre o mesmo valor.

    Para a entidade, a PLR deveria receber o mesmo tratamento dado aos lucros distribuídos a acionistas, que são isentos de Imposto de Renda na fonte, conforme a Lei nº 9.249/1995. Segundo a Anabb, a tributação da PLR cria uma desigualdade, já que os acionistas não enfrentam o mesmo ônus. Os advogados acrescentam que isso desestimula os trabalhadores, contrariando os princípios que regem a participação nos lucros e resultados.

    Quando a PLR é tributada pelo Imposto de Renda retido na fonte, parte do incentivo é reduzido, desestimulando os empregados, que recebem um valor menor. Além disso, cria-se uma evidente desigualdade tributária entre empregados e empregadores (sócios, administradores e acionistas), destaca a ação.

    Lucro recorde

    A decisão judicial poderá beneficiar todos os associados da Anabb, independentemente do domicílio, por se tratar de mandado de segurança coletivo. O Banco do Brasil tem atualmente 86.574 funcionários ativos, e a Anabb representa 82 mil associados, entre ativos e aposentados. No entanto, o direito à PLR é restrito aos que ainda estão na ativa ou que tenham se desligado do BB nos últimos cinco anos contados do ajuizamento.

    O Banco do Brasil registrou lucro líquido recorde de R$ 37,9 bilhões em 2024, um crescimento de 6,6% em relação a 2023. Apenas no quarto trimestre do ano passado, o lucro foi de R$ 9,6 bilhões. Em fevereiro, os funcionários da ativa receberam o pagamento da PLR referente a 2024.

    No BB, o cálculo da PLR é feito com base em dois módulos: um da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e outro próprio do banco. Pelo módulo Fenaban, os funcionários recebem 45% do salário paradigma estipulado em acordo, acrescido de uma parcela fixa. Já no módulo do BB, há uma distribuição linear de 4% do lucro entre os funcionários, além de uma parcela variável.

    Congresso

    O presidente da Anabb, Valmir Camilo, afirma que a entidade não busca tratamento privilegiado, mas o cumprimento da lei. “Em 1998, conseguimos, para os funcionários do Banco do Brasil, a isenção do Imposto de Renda sobre a venda de férias, licença-prêmio e abonos. Essa isenção virou lei e passou a beneficiar todos os trabalhadores brasileiros. A luta de uma categoria mais organizada acaba servindo de referência para beneficiar todos”, disse ao Congresso em Foco.

    “O que esperamos, no caso da PLR, é que a história se repita. Estamos atuando também no Congresso Nacional, por meio do projeto de lei 581/2019, que visa contemplar todos os trabalhadores. A discussão na Justiça ajudará a impulsionar o debate legislativo, com base nos argumentos jurídicos apresentados no mandado de segurança”, completou.

    O projeto de lei 581/2019, que garante aos trabalhadores o mesmo tratamento fiscal dado à distribuição de lucros e dividendos a sócios e acionistas, de autoria do ex-senador Alvaro Dias (Podemos-PR), já foi aprovado pelo Senado e aguarda parecer na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara.

  • Senado avança em projeto que fixa isenção no Enem por lei

    Senado avança em projeto que fixa isenção no Enem por lei

    A Comissão de Educação do Senado aprovou, nesta terça-feira (1), o projeto que regulamenta a isenção da taxa de inscrição no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A proposta, do senador Fabiano Contarato (PT-ES), recebeu parecer favorável do relator, senador Paulo Paim (PT-RS), com ajustes sugeridos pelo Ministério da Educação (MEC). O texto segue agora para análise da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).

    Projeto aprovado no Senado regulamenta isenção da taxa do Enem para estudantes de baixa renda ou oriundos da rede pública.

    Projeto aprovado no Senado regulamenta isenção da taxa do Enem para estudantes de baixa renda ou oriundos da rede pública.Rafaela Araujo/Folhapress

    O projeto de lei 3.215/2021 estabelece critérios para a gratuidade. Terão direito à isenção os estudantes que concluírem o ensino médio em escola pública, os que cursaram toda a etapa em escola pública ou como bolsistas em escola privada com renda per capita de até 1,5 salário mínimo, além de candidatos que se declararem integrantes de família de baixa renda.

    A proposta também prevê punições para quem fornecer informações falsas com o objetivo de obter a isenção. As sanções vão desde a exclusão do exame até a anulação do resultado, caso a prova já tenha sido realizada.

    Contarato defende que a medida garante mais segurança jurídica ao processo. “A gratuidade tem sido concedida por portarias e editais. Buscamos assegurar, por meio da lei, maior estabilidade às normas de isenção”, afirmou.

    O relator, senador Paulo Paim, afirmou que a proposta reforça o acesso ao ensino superior. “Estamos apenas colocando em lei o que o MEC já pratica em relação ao Enem”, disse.

    A presidente da Comissão de Educação, senadora Teresa Leitão (PT-PE), elogiou o projeto. Segundo ela, trata-se de uma iniciativa de “muito mérito e impacto”.

  • Comissão do Senado aprova pena maior para violência em escolas

    Comissão do Senado aprova pena maior para violência em escolas

    A Comissão de Educação do Senado aprovou nesta terça-feira (1) o PL 3613/2023, que aumenta as penas para crime de homicídio e de lesão corporal praticados dentro de escolas. O texto também inclui esses casos no rol de crimes hediondos, o que impõe regras mais rigorosas para o cumprimento da pena.

    A matéria teve a relatoria do senador Confúcio Moura (MDB-RO).

    O projeto já foi aprovado pela Câmara dos Deputados. Com a aprovação, ele segue agora para análise da Comissão de Segurança Pública do Senado.

    O senador Confúcio Moura (MDB-RO) relatou a proposta na comissão.

    O senador Confúcio Moura (MDB-RO) relatou a proposta na comissão.Geraldo Magela/Agência Senado

    A proposta muda as penas para dois tipos de crime:

    • Pelo projeto, o cometimento de homicídio simples (pena de 6 a 20 anos de prisão) dentro de uma instituição de ensino passa a ser considerado como agravante. A pena pode ser aumentada em um terço se cometida contra uma pessoa com deficiência e em dois terços se o autor for familiar, companheiro, tutor ou empregador da vítima ou se for professor ou funcionário da escola.
    • Se for cometido em uma instituição de ensino, o crime de lesão corporal passa a ter a pena aumentada de um terço a dois terços. A pena também pode ser aumentada em um terço se a vítima for pessoa com deficiência e em dois terços se o autor for familiar, companheiro, tutor ou empregador da vítima ou se for professor ou funcionário da escola.

    A proposta ainda propõe que crimes de homicídio, lesão corporal dolosa de natureza gravíssima e lesão corporal seguida de morte passem a ser considerados como crimes hediondos quando forem cometidos dentro de uma instituição de ensino. Com isso, eles passariam a não permitir pagamento de fiança ou a possibilidade de anistia.

  • Participação popular no planejamento orçamentário é aprovada no Senado

    Participação popular no planejamento orçamentário é aprovada no Senado

    Plenário do Senado Federal durante sessão deliberativa ordinária.

    Plenário do Senado Federal durante sessão deliberativa ordinária. Waldemir Barreto/Agência Senado

    O plenário do Senado aprovou, nesta terça-feira (1º), o projeto de lei complementar (PLP) 201/2019, que assegura a participação popular na formulação do planejamento orçamentário dos entes federativos. A proposta incentiva o envolvimento direto da sociedade na elaboração dos planos plurianuais, Leis de Diretrizes Orçamentárias (LDOs) e orçamentos anuais.

    De autoria do senador Alessandro Vieira (MDB-SE), o projeto já havia sido aprovado na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) há quase um ano. A relatora, senadora Professora Dorinha Seabra (União-TO), apresentou um substitutivo ao texto original, que foi aprovado no plenário.

    “As experiências de participação popular foram grande avanço político na democratização do Estado brasileiro. Além da dimensão evidente de ser bem-sucedida em concretizar a diretriz de governar com participação da sociedade civil, a participação estabeleceu vínculos com amplos seguimentos sociais. Ademais, tais políticas de participação popular forneceram possibilidades de que o poder Executivo pudesse impor uma pauta popular junto ao poder legislativo. Com os instrumentos de participação popular, obtiveram-se formas que acabaram por propiciar que as comunidades pudessem realmente escolher suas prioridades. Portanto, permitindo uma distribuição efetiva das despesas governamentais.”

    A proposta altera a Lei de Responsabilidade Fiscal para estabelecer a obrigatoriedade de mecanismos de consulta e realização de audiências públicas durante o processo de planejamento orçamentário, promovendo maior transparência e controle social.

    A matéria segue agora para análise da Câmara dos Deputados.

    Leia a íntegra do parecer da relatora.