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  • Programa de crédito para trabalhador CLT tem 40 milhões de simulações

    Programa de crédito para trabalhador CLT tem 40 milhões de simulações

    Mais de 40 milhões de trabalhadores realizaram simulações do novo crédito consignado destinado a empregados da iniciativa privada entre sexta-feira (21) e as 18h de domingo (23), segundo informações do Ministério do Trabalho e Emprego. O número total de simulações alcançou 40.180.384.

    O Programa Crédito do Trabalhador na Carteira Digital de Trabalho foi instituído por medida provisória em 12 de abril e abrange empregados da iniciativa privada com carteira assinada, incluindo empregados domésticos, trabalhadores rurais e aqueles contratados por microempreendedores individuais (MEI). A nova modalidade permite que o trabalhador autorize o compartilhamento de dados do eSocial, sistema eletrônico que centraliza informações trabalhistas, para a contratação de crédito com desconto em folha de pagamento. A modalidade entrou em vigor na última sexta-feira

    O governo estima que o programa tem potencial para beneficiar até 47 milhões de pessoas com crédito mais acessível. Durante esse período, foram registradas 4.501.280 propostas e 11.032 contratos formalizados por meio do aplicativo da Carteira de Trabalho Digital.

    Usuário acessa o aplicativo de Carteira de Trabalho Digital

    Usuário acessa o aplicativo de Carteira de Trabalho DigitalMarcelo Camargo/Agência Brasil

    Com o novo programa, mais de 80 bancos e instituições financeiras poderão acessar o perfil de trabalhadores com carteira assinada por meio do eSocial. A partir de 25 de abril, todas as instituições financeiras estarão autorizadas a oferecer o crédito em suas plataformas digitais.

  • Como será o rito do julgamento da denúncia contra Bolsonaro

    Como será o rito do julgamento da denúncia contra Bolsonaro

    O Supremo Tribunal Federal (STF) julga a partir desta terça-feira (25) a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República contra acusados de envolvimento em um esquema golpista, com destaque para o ex-presidente Jair Bolsonaro.

    O julgamento, previsto para se encerrar na quarta-feira (26), será feito pela Primeira Turma do STF, presidida pelo ministro Cristiano Zanin. Cinco ministros integram a Primeira Turma: além de Zanin, Alexandre de Moraes, relator do caso, Cármen Lúcia, Flávio Dino e Luiz Fux. Eles vão decidir se tornam Bolsonaro e outros sete acusados (veja a lista mais abaixo) em réus, ou seja, se vão responder a uma ação penal, processo que pode resultar em condenação.

    Cristiano Zanin preside a Primeira Turma do STF

    Cristiano Zanin preside a Primeira Turma do STFCarlos Moura/Ascom/STF

    Zanin reservou três sessões para a análise do pedido de abertura do processo: duas na terça, uma com início às 9h30 e a outra prevista para as 14h. Nova sessão será realizada na quarta-feira, também marcada para as 9h30.

    A denúncia, apresentada pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, no dia 18 de fevereiro, tem como base o inquérito da Polícia Federal que aponta Bolsonaro como figura central na disseminação de desinformação sobre o sistema eleitoral e na tentativa de mobilizar apoio militar para um golpe de Estado.

    O ex-presidente também é acusado pelos crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e de organização criminosa. Foram denunciadas, ao todo, 34 pessoas. O julgamento desta semana, no entanto, recairá apenas sobre oito delas, o chamado núcleo crucial. São elas:

    • Jair Bolsonaro, ex-presidente
    • Alexandre Ramagem Rodrigues – deputado federal (PL-RJ) e ex-diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin)
    • Almir Garnier Santos – ex-comandante da Marinha
    • Anderson Gustavo Torres – ex-ministro da Justiça
    • Augusto Heleno Ribeiro Pereira – ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI)
    • Mauro Cesar Barbosa Cid – ex-ajudante de ordens de Bolsonaro
    • Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira – ex-ministro da Defesa
    • Walter Souza Braga Netto – ex-ministro da Defesa

    Veja o rito do julgamento

    Abertura e relatório

    O ministro Cristiano Zanin abre a sessão, apresenta os pontos a serem discutidos e estabelece a ordem dos trabalhos. O ministro Alexandre de Moraes lê o seu relatório, resumindo os fatos e fundamentos jurídicos da denúncia da PGR contra o “núcleo crucial” do esquema.

    Sustentação oral

    O procurador-geral da República, Paulo Gonet, tem 30 minutos para defender a denúncia. As defesas dos oito acusados terão 15 minutos cada para apresentar seus argumentos, em ordem definida pelo ministro Zanin.

    Questões preliminares

    Antes da análise do mérito, os ministros analisam as chamadas questões preliminares, argumentos apresentados pelas defesas como eventuais nulidades processuais ou incompetência do STF para julgar o caso. O ministro Alexandre de Moraes apresenta seu voto em relação a esses questionamentos. Na sequência, votam, pela ordem, os ministros Flávio Dino, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin.

    Voto sobre o mérito

    O relator do caso, Alexandre de Moraes, vota sobre o mérito da denúncia, opinando se os investigados devem se tornar réus. Os demais ministros Flávio Dino, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin, nessa ordem seguem com seus votos.

    Decisão

    Depois que todos os ministros votarem, Cristiano Zanin proclamará o resultado do julgamento, declarando a decisão tomada pelo colegiado.

    Consequências da decisão

    A denúncia será aceita se for apoiada pela maioria dos integrantes da Corte, ou seja, por ao menos três dos cinco ministros. A eventual aceitação da denúncia significa que os acusados se tornam réus e o processo penal segue para as próximas etapas. Se não for aceita, o caso é arquivado.

    Relações entre os investigados

    A denúncia da PGR aponta ligação entre os acusados em um esforço para subverter o processo democrático. A relação entre os investigados é central para a acusação, com Bolsonaro sendo considerado a figura central, enquanto os outros acusados teriam desempenhado papéis diversos no esquema, desde a cúpula militar e de segurança até seus assessores diretos. A individualização da análise de cada caso garante que a responsabilidade de cada réu seja avaliada em seu contexto específico.

    Próximos passos

    Caso a denúncia seja aceita, o processo continua na Primeira Turma do STF, seguindo as etapas típicas de uma ação penal. O processo judicial garante o contraditório e a ampla defesa por meio de etapas sequenciais. São coletadas provas testemunhais, periciais e documentais, incluindo oitiva de testemunhas e esclarecimentos de peritos. Segue-se a apresentação das alegações finais, permitindo às defesas refutar as provas e argumentar pela inocência. Finalmente, após o julgamento pelo Supremo, que decidirá sobre a condenação, ainda é possível recorrer ao próprio tribunal para contestar pontos da decisão.

  • Mercado baixa previsão para PIB, inflação e dólar em 2025

    Mercado baixa previsão para PIB, inflação e dólar em 2025

    O mercado abaixou as projeções para o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) e para a inflação de 2025 pela segunda semana seguida, de acordo com o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (24). O relatório, que compila a expectativa de analistas do mercado financeiro, indica uma previsão de aumento em 1,98% para o PIB e de 5,65% para o IPCA, índice divulgado pelo IBGE que é considerado como indicador oficial da inflação. Há uma semana, estavam respectivamente em 1,99% e 5,66%. 

    As mudanças vêm na semana seguinte ao anúncio de mais um aumento na Selic, taxa oficial de juros brasileira. Com os juros mais altos, a tendência é de diminuição na escalada dos preços e no ritmo da economia. O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, porém, sinaliza que o ritmo de alta dos juros deve diminuir nos próximos meses.

    Ainda de acordo com o Boletim Focus, o mercado espera que o dólar feche o ano em R$ 5,95. Na semana passada, a projeção era de R$ 5,98. A previsão para a Selic segue estável, em 15% ao ano, nas últimas 11 semanas.

    O Boletim Focus, relatório divulgado pelo Banco Central, atualiza semanalmente as previsões de analistas no mercado financeiro.

    O Boletim Focus, relatório divulgado pelo Banco Central, atualiza semanalmente as previsões de analistas no mercado financeiro.Gabriel Cabral/Folhapress

  • Dilma é reconduzida à presidência do Banco dos Brics por mais 5 anos

    Dilma é reconduzida à presidência do Banco dos Brics por mais 5 anos

    A ex-presidente Dilma Rousseff foi reeleita para comandar o Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), conhecido como Banco dos Brics. O anúncio foi feito neste domingo (23) durante o Fórum de Desenvolvimento da China, em Pequim, e confirmado pela própria Dilma, que afirmou ter sido reconduzida por unanimidade para mais um mandato à frente da instituição sediada em Xangai.

    A ex-presidente da República Dilma Rousseff deve conduzir o Banco dos Brics por mais 5 anos

    A ex-presidente da República Dilma Rousseff deve conduzir o Banco dos Brics por mais 5 anosEduardo Anizelli/Folhapress

    Dilma ocupa o cargo desde abril de 2023, com mandato inicial previsto até julho deste ano. A nova gestão deve estender sua permanência por mais cinco anos. A recondução foi apoiada pela Rússia, país que detinha a vez de indicar o comando do banco no sistema de rodízio entre os membros fundadores: Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.

    Durante seu discurso, a ex-presidente celebrou a retomada da capacidade de financiamento do NBD, que, segundo ela, estava paralisada havia 16 meses quando assumiu o cargo, e destacou a prioridade dada a projetos estratégicos, como a ferrovia transoceânica. A linha ferroviária é vista como alternativa para escoar a produção agrícola brasileira pelo Pacífico e baratear exportações para a Ásia, especialmente à China.

    A continuidade de Dilma também simboliza um aceno diplomático ao Brasil num momento em que as sanções internacionais limitam a atuação da Rússia em organismos multilaterais. Durante o fórum, Dilma reiterou a importância da cooperação entre países emergentes e defendeu o foco do Brics em plataformas de investimento, sem confirmar propostas como a criação de uma moeda alternativa ao dólar.

  • De ministros à cúpula do Congresso: quem viajou com Lula para a Ásia

    De ministros à cúpula do Congresso: quem viajou com Lula para a Ásia

    O presidente Lula começou uma viagem pela Ásia com o objetivo principal de ampliar parcerias comerciais, buscando diversificar as relações comerciais brasileiras e equilibrar a dependência dos Estados Unidos e da China. A viagem começou no Japão, com chegada na noite desse domingo (23) em Tóquio, já segunda-feira (24) no horário local. Lula levou cerca de 20 autoridades em sua comitiva, entre ministros e parlamentares. Além dos atuais presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB) e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), integram o grupo os seus antecessores, Arthur Lira (PP-AL) e Rodrigo Pacheco (PSD-MG). A primeira-dama, Janja da Silva, está no Japão desde a semana passada.

    Lula levou a cúpula do Congresso para viagens ao Japão e ao Vietnã com o objetivo de fortalecer relações políticas

    Lula levou a cúpula do Congresso para viagens ao Japão e ao Vietnã com o objetivo de fortalecer relações políticasRicardo Stuckert

    Com a viagem, o presidente pretende também fortalecer a relação entre o Executivo e o Legislativo, com discussões sobre projetos prioritários do governo, como a isenção do Imposto de Renda para salários de até R$ 5.000 e a MP que cria linha de crédito consignado para trabalhadores. Integrar a comitiva presidencial tem também um simbolismo: o convite é considerado uma deferência política.

    Veja a lista das principais autoridades que viajaram com Lula para o Japão:

    Hugo Motta (Republicanos-PB) – presidente da Câmara

    Davi Alcolumbre (União-AP): presidente do Senado

    Arthur Lira (PP-AL): deputado e ex-presidente da Câmara

    Rodrigo Pacheco (PSD-MG): senador e ex-presidente do Senado

    Alexandre Silveira – ministro de Minas e Energia

    Camilo Santana – ministro da Educação

    Mauro Vieira – ministro das Relações Exteriores

    Marina Silva – ministra do Meio Ambiente

    Luiz Marinho – ministro do Trabalho

    Renan Filho – ministro dos Transportes

    Silvio Costa Filho – ministro de Portos e Aeroportos

    Juscelino Filho – ministro das Comunicações

    Luciana Santos – ministra da Ciência e Tecnologia

    Waldez Góes – ministro do Desenvolvimento Regional

    Carlos Favaro – ministro da Agricultura e Pecuária

    Jaques Wagner (PT-BA) – líder do governo no Senado

    Dr Luizinho (PP-RJ) – líder do PP na Câmara

    Pedro Lucas (União-MA) – líder do União Brasil na Câmara

    Isnaldo Bulhões (MDB-AL) – líder do MDB na Câmara

    Renildo Calheiros (PCdoB-PE) – líder do PCdoB na Câmara

    Odair Cunha (PT-MG)

    A comitiva também é integrada por servidores do Executivo e empresários brasileiros com interesse em negócios com os dois países visitados. A viagem deve esvaziar as votações no Congresso por causa da ausência dos presidentes da Câmara e do Senado. 

    Veja a lista de compromissos do presidente na Ásia:

    Japão

    Tóquio, 24 a 27 de março: o foco principal é a abertura do mercado japonês para carne bovina brasileira. Lula terá uma visita de “primeira categoria”, a mais alta da diplomacia japonesa, incluindo uma audiência com o Imperador Naruhito, marcada para esta terça-feira (25).

    Vietnã

    Hanói, a partir de quinta-feira: encontros com o presidente Luong Cuong e o primeiro-ministro Pham Minh Chinh estão previstos para sexta-feira (28). O objetivo é ampliar as relações comerciais com o Vietnã, considerando-o uma economia emergente com potencial para expandir os negócios com o Brasil. Em 2024, o intercâmbio comercial entre os dois países atingiu US$ 7,7 bilhões, com superávit brasileiro de US$ 415 milhões. O Vietnã é destacado como um importante parceiro comercial no agronegócio e na produção de café, arroz e eletrônicos.

  • Governo ajusta Bolsa Família para evitar exclusão por aumento de renda

    Governo ajusta Bolsa Família para evitar exclusão por aumento de renda

    O governo federal reforçou os mecanismos de proteção a famílias que vivem em situação de pobreza e são beneficiárias do Bolsa Família. Decreto publicado no Diário Oficial da União (DOU) nesta segunda-feira (24) ajusta em normas para evitar o desligamento automático de quem teve aumento de renda e aperta as regras para o ingresso de famílias compostas por apenas uma pessoa.

    Pelas novas regras, as famílias cuja renda mensal por pessoa ultrapassar o limite de R$ 218 (linha oficial da pobreza) poderão continuar no programa por um período determinado, que será fixado por ato do ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias. Essa medida, conhecida como “regra de proteção”, busca acomodar variações de renda temporárias, como empregos sazonais ou informais.

    Além disso, o decreto prevê prioridade no reingresso ao programa, dentro de até 36 meses, para famílias que tiverem os benefícios cancelados ao fim desse período de proteção. A medida pretende evitar rupturas prolongadas no acesso à transferência de renda para quem volte a se enquadrar nos critérios de elegibilidade.

    Aplicativo do programa Bolsa Família em celular.

    Aplicativo do programa Bolsa Família em celular.Caio Rocha/iShoot/Folhapress

    Outro ponto de destaque é o endurecimento das exigências para famílias unipessoais. A partir de agora, pessoas que vivem sozinhas só poderão entrar no Bolsa Família após serem cadastradas ou atualizarem seus dados no CadÚnico por meio de entrevista presencial em domicílio. Essa verificação também será necessária para manter o benefício, salvo em casos de exceção que serão definidos pelo ministério.

    O texto também autoriza o governo federal a fixar um teto para a participação de famílias unipessoais no programa, a fim de evitar distorções. Essas mudanças ocorrem em meio a esforços do Executivo para qualificar o público atendido e conter fraudes no sistema de transferência de renda.

  • Bolsonaro marca agenda no dia que Caiado se lança candidato para 2026

    Bolsonaro marca agenda no dia que Caiado se lança candidato para 2026

    O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deve encontrar-se com o governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), no mesmo dia em que Ronaldo Caiado (União Brasil), governador de Goiás, lança sua pré-candidatura à Presidência da República. Os dois compromissos estão marcados para 4 de abril.

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    aPedro Ladeira/Folhapress

    Caiado tenta se firmar como nome da direita para 2026, mas Bolsonaro até agora não deu sinais de apoiá-lo. O lançamento da sua pré-candidatura a presidente será no Centro de Convenções de Salvador (BA), à noite, horas após ele receber o título de cidadão soteropolitano. Bolsonaro almoça com o governador paranaense e, depois, visita a cidade de Londrina.

    Ratinho Júnior também é um dos nomes ventilados para representar a direita na disputa presidencial em 2026. Os governadores Tarcísio de Freitas (SP) e Romeu Zema (MG) são outros que estão na bolsa de apostas. Bolsonaro, que está inelegível por decisão do TSE, ainda se apresenta como candidato e segue como o nome mais bem colocado nas pesquisas. A bênção do ex-presidente terá alto valor político para o nome que concorrer.

    Caiado também sofreu um revés recente na sua tentativa de viabilizar a candidatura: o cantor Gusttavo Lima, que vinha sendo cogitado para compor a chapa como vice, anunciou que não participará da disputa eleitoral.

  • Chiquinho Brazão, ainda deputado, completa um ano na cadeia

    Chiquinho Brazão, ainda deputado, completa um ano na cadeia

    O deputado Chiquinho Brazão (sem partido-RJ) completa nesta segunda-feira (24) um ano na cadeia. O parlamentar, apontado pelas investigações como mandante do assassinato da vereadora Marielle Franco (Psol) em 2018, foi preso pela Polícia Federal (PF) em 24 de março de 2024. A perda do mandato dele, no entanto, depende do aval do plenário da Câmara dos Deputados.

    O deputado Chiquinho Brazão (sem partido-RJ), preso há um ano, segue com mandato.

    O deputado Chiquinho Brazão (sem partido-RJ), preso há um ano, segue com mandato. Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

    O rito para a cassação do deputado travou perto do final:

    • Em 10 de abril de 2024, o plenário da Câmara votou para manter Brazão na cadeia por 277 votos a 129.
    • Em 28 de agosto, o caso de Brazão foi votado pelo Conselho de Ética da Casa. A cassação do mandato do deputado foi aprovada pelos parlamentares membros do conselho, por 14 votos a 1.
    • A etapa seguinte seria o plenário da Casa. O presidente da Câmara precisa pautar o assunto para que ele seja avaliado pelos parlamentares. Isso ainda não aconteceu.

    A deputada Talíria Petrone (Psol-RJ), líder do Psol, partido de Marielle, já disse ao Congresso em Foco que levaria o assunto para as reuniões de líderes da Casa, cobrando que ele fosse pautado em plenário. A definição da data de votação cabe ao presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), que assumiu o cargo em fevereiro de 2025. Talíria relembrou a efeméride neste domingo (23), em publicação feita em seu perfil no X, e cobrou a votação.

    Enquanto o assunto não vai ao plenário, Brazão tecnicamente mantém seu mandato como deputado federal enquanto está preso. A verba de cota parlamentar do deputado está congelada, sem nenhum gasto registrado, desde abril do ano passado. Mas o estrutura do seu gabinete segue empregando 24 pessoas no ano de 2025, segundo o site da Câmara dos Deputados.

  • Nunes Marques pede vista no julgamento de Carla Zambelli

    Nunes Marques pede vista no julgamento de Carla Zambelli

    O ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu vista no julgamento da deputada Carla Zambelli (PL-SP), que responde pela perseguição armada ao jornalista Luan Araújo nas ruas de São Paulo na véspera do segundo turno das eleições de 2022. Com isso, o processo que estava previsto para ser encerrado até o dia de sexta-feira (28) ficará interrompido por até três meses.

    Placar estava em quatro a zero pela cassação de Zambelli. São necessários seis para a condenação.

    Placar estava em quatro a zero pela cassação de Zambelli. São necessários seis para a condenação.Lula Marques/ Agência Brasil

    Até a noite de domingo, o placar estava em quatro votos a zero pela condenação de Zambelli. Ela é acusada de porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal com emprego de arma de fogo. O relator, Gilmar Mendes, sugeriu a pena de cinco anos de prisão em regime semiaberto por cinco anos e três meses, vedação de seu registro de posse de arma, pagamento de oitenta dias-multa e, por consequência da condenação, a cassação de seu mandato parlamentar.

    Flávio Dino, Cármen Lúcia e Alexandre de Moraes acompanharam integralmente o relator, restando dois votos para a formação de maioria.

  • Semana terá julgamento de Bolsonaro no STF e pauta fria no Congresso

    Semana terá julgamento de Bolsonaro no STF e pauta fria no Congresso

    A semana iniciada nesta segunda-feira (24) será de atividade intensa no Judiciário: a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) deverá decidir sobre acatar ou não a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros membros de seu governo acusados de articular um golpe de Estado durante o período eleitoral de 2022. Caso votem por acatar, Bolsonaro será declarado réu.

    Ao longo do julgamento, previsto para começar terça (25) e durar até quinta (27), o palácio do STF contará com segurança reforçada.

    Alexandre de Moraes é relator da denúncia da PGR contra Bolsonaro. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

    Alexandre de Moraes é relator da denúncia da PGR contra Bolsonaro. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência BrasilFabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

    O presidente Lula, principal rival de Bolsonaro, não estará presente para ver o resultado. Ele está a caminho do Japão, acompanhado dos presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB) e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Com isso, a previsão é de pauta fria no Plenário das duas Casas. Davi e Hugo retornam no dia 27, mas o chefe de governo seguirá em viagem para o Vietnã, onde ficará até o dia 29.

    Julgamento de Bolsonaro

    O Supremo Tribunal Federal (STF) dará início na terça-feira (25) ao julgamento sobre a aceitação da denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros sete investigados por tentativa de golpe de Estado. A acusação tem como base um inquérito da Polícia Federal que aponta a atuação de uma organização golpista no interior do governo.

    Entre os episódios citados pela PGR está a reunião com embaixadores no Palácio da Alvorada, em que Bolsonaro teria buscado desacreditar o sistema de urnas eletrônicas. A procuradoria também menciona a elaboração de um plano para assassinar o presidente Lula, o vice Geraldo Alckmin e o ministro Alexandre de Moraes durante a transição presidencial. O ex-presidente também é investigado por possível envolvimento nos ataques às sedes dos Três Poderes, em 8 de janeiro de 2023.

    Além de Bolsonaro, o STF julgará outros integrantes do primeiro escalão de seu governo, identificados como o “Núcleo 1” da denúncia grupo apontado como responsável pela organização da tentativa de golpe.

    Entre eles estão o ex-ministro da Casa Civil Walter Braga Netto; o ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência, deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ); o ex-ministro da Justiça Anderson Torres; o ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional, general Augusto Heleno; o ex-ajudante de ordens, tenente-coronel Mauro Cid; o ex-comandante da Marinha, almirante Almir Garnier; e o ex-ministro da Defesa, general Paulo Sérgio Nogueira.

    O caso será analisado pela Primeira Turma do STF, composta pelos ministros Cristiano Zanin (presidente), Alexandre de Moraes (relator), Flávio Dino, Cármen Lúcia e Luiz Fux. O julgamento deve durar até três sessões, entre terça e quinta-feira.

    Os ministros poderão rejeitar a denúncia, encerrando o caso, ou aceitar a acusação e transformar os investigados em réus. Neste cenário, o processo seguirá para a fase de instrução, com coleta de provas e oitiva de testemunhas pelas partes envolvidas.

    Presidentes no Pacífico

    No último sábado (22), o presidente Lula viajou ao Japão acompanhado de uma comitiva de ministros e parlamentares para tratar da abertura de acordos comerciais, devendo passar também no Vietnã, com quem o governo busca estreitar parcerias econômicas. A comitiva conta com os presidentes da Câmara e Senado, Hugo Motta (Republicanos-PB) e Davi Alcolumbre (União-AP).

    Nesse meio tempo, a agenda de plenário das duas Casas Legislativas será voltada à discussão de temas consensuais. No Senado, a pauta conta com a PEC 2/2026, do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), que constitucionaliza o direito ao saneamento básico. Também entram itens voltados aos direitos das mulheres, como a imposição do monitoramento eletrônico de agressores tipificados na Lei Maria da Penha em situações de urgência, bem como a garantia do direito das mulheres grávidas a concorrer em concursos de bolsas de estudos.

    O Senado também fará, na quinta-feira (27), a entrega do Diploma Mulher-Cidadã Bertha Lutz, concedido a personalidades que se destacaram na defesa dos direitos das mulheres. Entre elas, estão as atrizes Fernanda Torres e sua mãe, Fernanda Montenegro, que atuaram juntas no papel da advogada Eunice Paiva no filme “Ainda Estou Aqui”, vencedor na categoria de melhor filme internacional no Oscar de 2025.

    Na Câmara, a votação será de itens remanescentes das pautas das últimas semanas. Entre elas, duas normas ambientais de peso: o chamado “PL do Mar”, que regulamenta as atividades econômicas em biomas marinhos, e um de aumento de pena para pessoas envolvidas em incêndios florestais clandestinos.

    Além disso, a Casa dará início às primeiras discussões nas suas comissões, cujos presidentes foram empossados na última semana.

    Confira os itens previstos para votação em Plenário no Senado:

    Terça-feira (25):

    -Medida Provisória 1275/2024: abre crédito extraordinário para obras de reconstrução do Rio Grande do Sul.

    -PEC 2/2016: Inclui o direito ao saneamento básico na Constituição.

    -Projeto de lei 5307/2019: Política nacional sobre Doença de Crohn e Retocolite Ulcerativa.

    -PRS 5/2024: Criação do Grupo Parlamentar Brasil-Chipre.

    Quarta-feira (26):

    -PEC 2/2016: Continuação da discussão.

    -Projeto de lei 5427/2023: Monitoramento eletrônico de agressores com base na Lei Maria da Penha.

    -Projeto de lei 475/2024: Veda discriminação contra estudantes grávidas em seleção de bolsas.

    Confira os itens previstos para votação em Plenário da Câmara dos Deputados:

    Terça-feira (25):

    -Projeto de lei 3965-B/2021: Destinação de multas de trânsito para habilitação de motoristas de baixa renda.

    -Projeto de lei 6969-B/2013: Conhecida como “PL do Mar”, define normas de conservação e uso sustentável do bioma marinho.

    -Projeto de lei 6980/2017: Libera o saque do FGTS por nascimento ou adoção de filhos.

    -Projeto de lei 3035-A/2020: Política de educação inclusiva para pessoas com deficiência.

    -Projeto de lei 2583/2020: Estratégia nacional de produção de insumos para a saúde.

    -Projeto de lei 4272-B/2021: Sistema de acompanhamento de pacientes com câncer no SUS.

    -Projeto de lei 3914-A/2023: Tipifica violência patrimonial contra crianças e adolescentes.

    -Projeto de lei 942-B/2024: Aumento de pena para venda de bebida alcoólica a menores.

    -Projeto de lei 3339/2024: Aumento de pena para crimes ambientais e uso irregular do fogo.

    -Projeto de lei 4306-B/2020: Direito de crianças e adolescentes de excluir dados de sites.

    -Projeto de lei 3643/2019: Doação de órgãos sem exigência de consentimento da família, se houver manifestação em vida.

    -Projeto de lei 2379-A/2023: Criação do Dia Nacional dos Congados e Reinados.

    -Projeto de lei 1663-A/2023: Revoga dispositivos da Consolidação das Leis do Trabalho.

    -Projeto de lei 6020-A/2023: Aproximação do agressor configura crime, mesmo com consentimento da vítima.

    -Projeto de lei 4149-A/2004: Aumenta a pena para crimes cometidos com o uso de munições de uso restrito.